Questões de Concurso
Sobre ortografia em português
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Colher (substantivo) e colher (verbo) são palavras:
(CEGALLA, D. P. Novíssima Gramatica da Língua Portuguesa. 562 ed., pag. 310-312)
“— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando.”
“Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala.”
Com base nas regras de acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:
Base IV Das sequências consonânticas:
1º) O c, com valor de oclusiva velar, das sequências interiores cc (segundo c com valor de sibilante), cç e ct, e o p das sequências interiores pc (c com valor de sibilante), pç e pt, ora se conservam, ora se eliminam.
Assim:
A)Conservam-se nos casos em que são invariavelmente proferidos nas pronúncias cultas da língua: compacto, convicção, convicto, ficção, friccionar, pacto, pictural; adepto, apto, díptico, erupção, eucalipto, inepto, núpcias, rapto.
B) Eliminam-se nos casos em que são invariavelmente mudos nas pronúncias cultas da língua: ação, acionar, afetivo, aflição, aflito, ato, coleção, coletivo, direção, diretor, exato, objeção; adoção, adotar, batizar, Egito, ótimo.
No trecho do texto V “consiste em seleccionar as sementes com as melhores características”, o uso da forma destacada /sə.lɛk.sjɔ.ˈnaɾ/ reflete:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
A palavra "Ano-Novo", com hífen e maiúsculas, indica a festa de passagem de ano, ou seja, o Réveillon, por isso está grafada corretamente no texto.
Identifique a alternativa em que o hífen também foi empregado de forma CORRETA.
Uma simples caminhada de outono
Por Marco Matos

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/marco-matos/noticia/2025/05/havia-me-esquecidode-como-faz-bem-uma-simples-caminhada-de-outono-cmazunxsd00dv013blx00mke2.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto para a questão.
O naufrágio
Cada dia na vida humana é único, pois o corpo está em constante transformação. Em sete anos, todas as células se renovam, e em uma vida longa, o corpo é trocado diversas vezes. Somos feitos de matéria mutável, conectados ao universo em sua essência atômica.
Viver plenamente o presente, como ensina o xamã do Yucatán, é libertar-se do peso do passado e da ansiedade do futuro — é o que a criança faz, vivendo apenas de sensações imediatas.
A morte, inevitável, causa temor, mas pode ser vista como parte de um ciclo maior. Religiões orientais falam em reencarnação e karma; outras, em vida eterna espiritual.
O pavor da morte se deve ao desconhecimento e, também, às reações do ambiente, da família, dos amigos, da sociedade em geral, daqueles com os quais se convive.
A variedade de condições em que nascemos levanta questões sobre mérito, destino e justiça. Platão e o pensamento oriental sugerem que as almas escolhem onde nascer, conforme seu grau de evolução.
A espiritualidade oriental vê a morte como troca de roupa: transitória. O budismo diz que o divino está em nós — e o despertar é reencontrar essa essência.
Ao fim da vida, resta a paz de quem, mesmo após naufragar, contempla o infinito e encontra doçura nas águas do desconhecido.
Gastei minha vida para vencer uma congênita ignorância e pequenez. Consegui um vislumbre do infinito à minha frente. Contudo, sinto-me feliz, como o poeta que revelou: “o naufragar é doce neste mar”.
Vittorio Medioli – Texto Adaptado
Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/vittorio-medioli/2025/4/27/o-naufragio
Uma das letras da língua portuguesa cujo emprego mais suscita dúvidas é o “x”. No poema de Conceição Evaristo encontramos a letra empregada nas palavras “baixinho, debaixo, trouxas e perplexos”, todas empregadas corretamente. Sabendo disso, assinale abaixo a única das assertivas em que o emprego da letra “x” também se encontra adequado ao que preceituam as normas ortográficas do português.
