Questões de Concurso Sobre orações subordinadas adverbiais: causal, comparativa, consecutiva, concessiva, condicional... em português

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Q4094816 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.



Custo para universalizar água e esgoto nos municípios brasileiros pode variar de R$ 301 a R$ 394 por pessoa


    O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) identificou custos operacionais para universalizar os serviços de água e esgoto a partir da experiência dos 367 municípios brasileiros mais eficientes em custos e mais efetivos na prestação do serviço. A ideia é que os valores possam servir de referência na estruturação de contratos de concessão para processos competitivos de seleção de fornecedores, uma exigência do Novo Marco do Saneamento (Lei Federal nº 14.026/2020) para municípios que queiram apoio financeiro do governo federal, mas também em programas de universalização baseados em prestação direta.


    “As estimativas de investimentos e custos são essenciais para se auferir em quanto os usuários e contribuintes serão onerados para universalizar os serviços. Neste trabalho, indicamos benchmarks de custos operacionais que possam ser úteis aos gestores, que irão escolher aqueles mais alinhados à realidade do município”, explicou o técnico de planejamento e pesquisa do Ipea Fabiano Pompermayer, que assina o estudo.


    Para a análise, feita a partir da técnica chamada de Envoltória de Dados, foram considerados dados disponíveis no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), o nível de cobertura e o de eficiência técnica dos prestadores. Apesar da maior concentração de municípios se situar em estados mais desenvolvidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks.


    Para municípios de até 10 mil habitantes, os valores de referência obtidos foram de R$ 313,05 e R$ 331,23 ao ano por pessoa atendida, a depender dos critérios considerados. Naqueles de 10 a 50 mil habitantes, foram de R$ 300,89 e R$ 328,16. Já nas cidades de 50 a 250 mil habitantes, os custos operacionais foram de R$ 313,92 e R$ 332,47 ao ano por pessoa atendida enquanto nas que têm mais de 250 mil habitantes foram de R$ 386,21 e R$ 393,93 anuais, por pessoa.


    O Plano Nacional de Saneamento Básico (Plansab) traçou a meta de 99% de domicílios brasileiros com abastecimento de água e 92% com coleta e destinação adequada de esgoto em 2033. Os valores ainda são distantes da realidade do país, que tinha, em 2022, 95,6% das residências abastecidas com água por rede coletora de esgoto ou fossa séptica, de acordo com os índices apurados pelo próprio Plansab.


    A baixa qualidade dos serviços também gera externalidades ambientais preocupantes. Conforme o SNIS, em 2022, 37,8% da água potável disponibilizada foi perdida na distribuição e apenas 52,2% do esgoto coletado foi tratado adequadamente.


Fonte: https://www.ipea.gov.brlportal/categorias/45-todas-

as-noticias/noticias/16109-custo-para-universalizar-agua-e-esgoto-

nos-municipios-mais-eficientes-do-pais-varia-de-r-301-a-r-394-por-

pessoa (adaptado)

No terceiro parágrafo, lê-se: Apesar da maior concentração de municípios que atendiam aos critérios estabelecidos nos estados de São Paulo e Paraná, há municípios das cinco regiões do país nos grupos de benchmarks. Diante disso, a expressão sublinhada estabelece uma relação CORRETA de:
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Q4092747 Português
“A leitura crítica exige tempo e atenção, pois o leitor precisa relacionar o texto aos seus conhecimentos prévios, embora muitas práticas contemporâneas favoreçam o consumo rápido de informações. Quando esse processo interpretativo não se consolida, comprometem-se tanto a compreensão dos sentidos quanto a formação do pensamento reflexivo.”

Com base na organização sintática do texto-base, assinale a alternativa correta quanto aos processos de coordenação e subordinação presentes no período.
Alternativas
Q4092633 Português
Não tenho medo de avião


     Acho avião uma criatura muito simpática - me parece um golfinho metálico, de óculos escuros, com enormes nadadeiras e uma barbatana retardatária, lá na cauda.

    Tampouco tenho medo de voar.

    Meu medo é justamente que, em algum momento entre a decolagem e o pouso, ele não voe.

     Toda véspera de voo, vem esse sobressalto: e se...

    Sim, já trabalhei isso na análise. Era culpa. A queda seria a punição por eu estar me divertindo (mesmo que a viagem seja a trabalho), gastando dinheiro à toa (mesmo que a passagem seja paga pelo patrão, pelo cliente ou cortesia da companhia aérea).

    Meu id e meu ego entenderam perfeitamente e se puseram de acordo. О problema sempre foi o superego, que invariavelmente pedia para ir ao banheiro quando esse assunto vinha à tona - e se escafedia no meio da sessão.

     Tirando uma vez, num voo da Pluna para Madri, em que meu assento não existia (e uma comissária teve que ir em pé para que eu pudesse me sentar) e um aguaceiro (certamente condensação de ar condicionado) desabou sobre minha cabeça, e me fez cruzar o Atlântico mais encharcado do que se tivesse ido a nado. (...)

     Tirando isso -e alguns outros perrengues de menor porte - nunca tive motivos para ter medo de fazer check-in, afivelar os cintos, etc. Mas não deixo de ter vontade de fazer algum comentário que, caso ocorra o pior, possa ser interpretado como "Nossa, era um pressentimento!". (...)

     Se na hora em que você estiver lendo este texto (...) eu já tiver desembarcado em Congonhas, são e salvo, terá sido um texto como qualquer outro. Caso contrário, não faltará quem diga "Gente, parece que ele sabia!".

    Não, não sabia. A gente quase que nada sabe - mas desconfia de muita coisa, como escreveu Guimarães Rosa.



AFFONSO, Eduardo. Não tenho medo de avião. Veja
Rio. Disponível em
<https://vejario.abril.com.br/coluna/lu-lacerda/cronicapor-eduardo-affonso-nao-tenho-medo-de-aviao/>.
"(...) uma comissária teve que ir em pé para que eu pudesse me sentar"
Assinale a alternativa cujos elementos preenchem corretamente as lacunas a seguir, na mesma ordem, em relação à análise da locução destacada acima:
A locução pode ser substituída adequadamente por "___", e introduz uma oração de valor _____com o sentido de______
Alternativas
Q4092470 Português
Texto para a questão.

O QUE É ESCUTA ATIVA E QUAL A SUA IMPORTÂNCIA PARA O DESENVOLVIMENTO PESSOAL E PROFISSIONAL

      A construção de um diálogo eficiente, ao contrário do que muitos pensam, depende mais da escuta do que da fala. Por isso, saber desenvolver a escuta ativa é tão importante.

      Mas não se engane; mais do que a atenção sonora, a escuta ativa envolve todos os nossos sentidos: verbal, visual, corporal e intencional. É como se fosse uma matriz que conecta um ponto ao outro, fazendo que o conteúdo absorvido no final seja muito mais atrativo e qualitativo.

      Segundo o pesquisador Albert Mehrabian, que desenvolveu diversas teorias em sua carreira e um amplo campo de estudos sobre a comunicação, em relação à expressão de emoções e atitudes, “7% da comunicação, em um diálogo, ocorre pelas palavras, 38% pelo tom de voz e 55% pela linguagem corporal”.

    De toda a informação que ouvimos, ao longo de um dia, apenas 25% são coletadas com eficiência. Ou seja, na maioria do tempo, estamos distraídos, sem foco ou pensando em outras coisas. E a tendência, em uma época em que fazemos mais coisas ao mesmo tempo, é que este número se reduza ainda mais.

    Por que precisamos praticar a escuta ativa?

  Através da escuta ativa, é possível transformar realidades e derrubar preconceitos, muitas vezes estereotipados antes de terminarmos de ouvir algo. É sobre entender uma situação sem cair em suposições.

   Além disso, a “não escuta” leva a população à hiper individualização, demonstrando cada vez menos interesse em opiniões contrárias às suas. O que não é nada saudável, visto que ouvir os mais diversos pontos de vista e reforçar o sincretismo faz parte da democratização. Quando escutamos e nos colocamos no lugar de ouvinte ativo, evitamos a opressão e ativamos o poder de mudança interna e social.

    Praticar a escuta ativa ajuda a minimizar conflitos e desgastes, colabora na criação e sustentação de bons relacionamentos, expande a empatia mostrando a valorização e o acolhimento de ideias, além de respeito. Ou seja, são benefícios tanto para o desenvolvimento pessoal quanto profissional.

Disponível em: https://blog.portalpos.com.br/escuta-ativa/. Acesso em: 15 fev. 2026.
O elemento conector, destacado no excerto a seguir, introduz uma oração do tipo:

“Além disso, a ‘não escuta’ leva a população à hiper individualização, demonstrando cada vez menos interesse em opiniões contrárias às suas. O que não é nada saudável, visto que ouvir os mais diversos pontos de vista e reforçar o sincretismo faz parte da democratização.”
Alternativas
Q4089938 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Como uma nova onda de imunoterapia está eliminando cânceres


Uma paciente de setenta e um anos, residente em Nova York, foi tratada em 2008 por câncer de cólon, com necessidade de cirurgia e recuperação prolongada. Anos depois, ao ser diagnosticada com câncer no esôfago, passou por um tratamento inovador em teste clínico, baseado em infusões periódicas de um medicamento. Após quatro meses, o tumor desapareceu, sem necessidade de cirurgia, quimioterapia ou radioterapia, restando como efeito colateral principal a fadiga associada à insuficiência adrenal. O resultado, surpreendente, ilustra o avanço recente da imunoterapia.

Esse método, desenvolvido ao longo de mais de um século, começa a consolidar resultados consistentes, com a promessa de tratamentos personalizados, maior duração da remissão e menos efeitos adversos que as terapias convencionais. O princípio da imunoterapia baseia-se na capacidade natural do organismo de identificar e eliminar células anormais. No entanto, células cancerosas podem escapar desse controle, disfarçando-se entre as células saudáveis.

A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las. Entre as principais estratégias, estão as terapias com células imunológicas modificadas e os inibidores de pontos de controle. No primeiro caso, células de defesa são retiradas do paciente, modificadas em laboratório e reinseridas para atacar o câncer. No segundo, medicamentos bloqueiam mecanismos que impedem o sistema imunológico de reagir, permitindo que ele identifique o tumor.

Apesar dos avanços, há limitações. Essas terapias ainda enfrentam dificuldades para atuar em tumores sólidos, além de apresentarem custos elevados e possíveis efeitos colaterais, como inflamações e fadiga.

Pesquisas recentes buscam ampliar a eficácia da imunoterapia. Estudos indicam que fatores como alimentação rica em fibras, uso de medicamentos comuns e até o horário de aplicação influenciam os resultados. A combinação com outras técnicas, como radiação ou ultrassom, torna o tumor mais visível ao sistema imunológico, aumentando a chance de resposta.

A personalização do tratamento surge como uma estratégia central, já que o câncer engloba diversas doenças com características distintas. Estudos demonstram que tumores com perfis genéticos específicos respondem melhor a determinados medicamentos, possibilitando a eliminação completa em muitos casos, com menor necessidade de intervenções invasivas. Contudo, apenas uma pequena parcela dos tumores apresenta essas condições.

Outra frente promissora é o desenvolvimento de vacinas terapêuticas, que treinam o sistema imunológico para reconhecer proteínas específicas das células tumorais. Pesquisas iniciais mostram resultados positivos, com pacientes permanecendo livres da doença por anos após o tratamento, reforçando o potencial da medicina de precisão.

Apesar do entusiasmo, ainda há desafios importantes. Muitos tratamentos permanecem em fase inicial, e nem todos os pacientes respondem à imunoterapia, devido às diferentes características dos tumores. Ainda assim, para aqueles que se beneficiam, os resultados são expressivos, indicando uma mudança significativa no tratamento do câncer.

A imunoterapia, portanto, representa um avanço relevante na oncologia, apontando para um futuro em que terapias mais eficazes e menos invasivas possam substituir gradualmente os métodos tradicionais, oferecendo melhores perspectivas de cura e qualidade de vida.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cqxldv2e44do.adaptado.
A imunoterapia atua ao expor essas células ao sistema imunológico, fortalecendo sua capacidade de reconhecê-las e destruí-las.

Assinale a alternativa correta quanto à estrutura morfossintática do período apresentado.
Alternativas
Q4089901 Português
Leia o texto para responder as questões.

Cesta básica fica mais cara em todas as capitais brasileiras em março

Manaus foi a capital que registrou maior índice, com 7,42%
Por Elaine Patricia Cruz


    No mês de março, a cesta básica ficou mais cara em todas as capitais brasileiras e também no Distrito Federal.

    Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, levantamento que é divulgado mensalmente pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) junto com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a principal elevação ocorreu em Manaus, onde o custo médio variou 7,42%, seguida por Salvador (7,15%), Recife (6,97%), Maceió (6,76%), Belo Horizonte (6,44%) e Aracaju (6,32%).

    No acumulado de 2026, todas as capitais registraram alta nos preços da cesta básica, com taxas que oscilaram entre 0,77%, em São Luís, e 10,93%, em Aracaju.

    Um dos principais responsáveis pelo aumento no custo da cesta no mês passado foi o feijão, que subiu em todas as cidades analisadas. O grão preto, por exemplo, subiu nas capitais do sul do país, além do Rio de Janeiro e Vitória, com percentuais que variaram entre 1,68% (Curitiba) e 7,17% (Florianópolis). Já o grão carioca, coletado nas demais capitais, variou entre 1,86% (Macapá) e 21,48% (Belém). Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita.

    Também houve aumentos nos preços do tomate, da carne bovina de primeira e do leite integral.

    Cesta mais cara do país

    Em março, a capital que apresentou a cesta básica mais cara do país foi São Paulo, com custo médio de R$ R$ 883,94, seguida por Rio de Janeiro (R$ 867,97), Cuiabá (R$ 838,40) e Florianópolis (R$ 824,35). No Norte e Nordeste do país, onde a composição da cesta é diferente, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 598,45), Porto Velho (R$ 623,42), São Luís (R$ 634,26) e Rio Branco (R$ 641,15).

    Com base na cesta mais cara do país, que em março foi a de São Paulo, e levando em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário-mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência, o Dieese estimou que o salário-mínimo em dezembro deveria ser de R$ 7.425,99 ou 4,58 vezes o mínimo atual, estabelecido em R$ 1.621,00.

Disponível em https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2026- 04/cesta-basica-fica-mais-cara-em-todas-capitais-brasileiras-em-marco  
No trecho “Segundo a pesquisa, essa alta no feijão ocorreu por causa da restrição da oferta, já que houve dificuldades na colheita”, a expressão em destaque estabelece uma relação de
Alternativas
Q4088998 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Pomar Urbano: ciência cidadã é ferramenta de conservação da biodiversidade na cidade


    Pesquisadores avaliam monitoramento de plantas comestíveis urbanas pela ciência cidadã como ponte de integração entre ciência, população e meio ambiente


    Aproximar os cidadãos do processo de fazer ciência ainda é um desafio. Atuando nessa frente, pesquisadores estão utilizando a ciência cidadã para monitorar plantas comestíveis em áreas urbanas. O grupo apresenta o projeto Pomar Urbano, iniciativa que mobiliza a população para coletar dados sobre plantas frutíferas. Esse monitoramento visa entender melhor a biodiversidade e promover uma conexão entre a população, a ciência e o ambiente urbano nas capitais brasileiras para promover valor e conhecimento sobre ela com parcerias que desenvolvem produtos e tecnologias.


    “A maneira mais eficaz de promover a conservação das espécies é por meio do uso consciente da biodiversidade. Isso gera um sentimento de valorização e conservação”, explica Filipi. Plantas frutíferas constituem um grupo de organismos crucial para o funcionamento dos ecossistemas urbanos, fornecendo benefícios da natureza para as pessoas. A iniciativa Pomar Urbano serve como plataforma colaborativa, reunindo pesquisadores, cientistas e cidadãos brasileiros para monitorar essas plantas em paisagens urbanas.


 Jean Silva


Redação adaptada:

Disponível< https://jornal.usp.br/ciencias/>

"Esse monitoramento visa entender melhor a biodiversidade “e” promover uma conexão entre a população, a ciência e o ambiente urbano nas capitais brasileiras “para” promover valor e conhecimento sobre ela com parcerias que desenvolvem produtos e tecnologias.” Analise o trecho acima e assinale a alternativa correta sobre a análise das relações de sentido estabelecidas pelas conjunções destacadas no trecho.
Alternativas
Q4088936 Português
Uso de celulares na educação exige orientação dentro e fora da escola 

 Foi graças ao celular que Débora Garofalo, na época professora em uma escola municipal paulistana, conseguiu desenvolver atividades de programação com seus alunos do ensino fundamental — impulsionando um projeto de robótica com sucata que a fez chegar aos melhores colocados do Global Teacher Prize, prêmio para professores considerado o “Nobel da educação”.

Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos. “A gente não pode negar que está vivenciando uma revolução tecnológica. Não dá para a gente voltar à era do giz e da lousa, somente do livro didático”, afirma a educadora. Nesse contexto, torna-se necessário educar para o uso desses recursos. O estudante precisa compreender, por exemplo, que, ao acessar uma rede social ou realizar uma pesquisa, há mecanismos que influenciam os resultados obtidos. Além disso, não basta que a escola imponha restrições ao uso de celulares se, fora dela, não houver orientação adequada. “Não adianta também a escola proibir e os pais continuarem permitindo o uso de forma liberada, sem uma rotina. A criança chega em casa e fica quatro, cinco horas seguidas no celular ou no computador.”, alerta. De acordo com a professora, o uso excessivo desses dispositivos, sem acompanhamento, pode comprometer a relação dos estudantes com a aprendizagem.

Adaptado de: https://g1.globo.com/educacao/noticia/2025/01/27/nao-adiantaescola-proibir-celular-e-os-pais-continuarem-deixando-usar-5- horas-seguidas-em-casa.ghtml. Acesso em: 20 fev. 2026.


Considere o seguinte trecho do Texto 1: “Desde que esses aparelhos eletrônicos passaram a entrar nas salas de aula, Garofalo defende que eles podem ser aliados, e não inimigos.”.
Assinale a alternativa correta quanto às relações de sentido estabelecidas nesse período.
Alternativas
Q4085817 Português
Informação não é conhecimento: o paradoxo da era hiperconectada

Uma das características da modernidade líquida é a abundância informacional. Milhões de dados são produzidos a cada segundo e algoritmos nos fornecem conteúdo com base em nossas interações e gostos; nunca foi tão fácil acessar informação como hoje.

Porém, essa facilidade trouxe uma responsabilidade muitas vezes negligenciada: a de produzir conhecimento. Tornamo-nos uma sociedade muito bem informada, mas pobre em conhecimento. Refletir sobre as informações que adquirimos parece não ter mais espaço no cotidiano.

Informação e conhecimento são, portanto, distintos, ainda que relacionados. A informação se apresenta de forma bruta, desordenada e fragmentada, enquanto o conhecimento implica um processo de organização, interpretação e atribuição de sentido aos dados. Conhecer é um processo ativo, que exige reflexão e articulação entre diferentes experiências.

A internet, ao favorecer o acesso rápido e contínuo a conteúdos, muitas vezes impede que haja tempo para a assimilação e a reflexão. Assim, o consumo fragmentado de informações pode gerar apenas uma sensação de saber, sem que haja efetiva construção de conhecimento.

O mundo hiperconectado favorece a dispersão, não a contemplação. No entanto, sem reflexão, não há construção consistente do conhecimento. Aquele que se propõe a conhecer precisa adotar uma postura de humildade diante do saber. Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.

E, assim, nasce o perigo: informação sem discernimento se torna ruído; conhecimento sem sabedoria se torna arrogância; e sabedoria sem ação se torna vaidade. Diante dessas profundas transformações na relação entre informação e conhecimento, e do impacto da modernidade e da tecnologia no processo cognitivo humano, o desafio não é mais ter acesso ao conhecimento, mas formar pessoas que saibam o que fazer com ele.

No fim das contas, o problema da era da informação não é a escassez de dados, mas sim a pobreza de critérios. E talvez o maior luxo da atual geração seja encontrar silêncio, tempo e disposição para pensar com profundidade. 

Adaptado de: https://medium.com/escola-classica/informaconhecimento-o-paradoxo-da-era-hiperconectada-8f90c44cee5a. Acesso em: 23 fev. 2026. 
A respeito do seguinte excerto do texto, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta as corretas.
“Ao construir o conhecimento, logo compreende que, quanto mais aprender, mais ainda há a ser treinado e compreendido.”
I. A expressão “ao construir o conhecimento” corresponde a uma oração subordinada adverbial reduzida de infinitivo com valor temporal.
II. A estrutura “quanto mais…, mais…” estabelece relação de proporcionalidade entre as ideias apresentadas.
III. A oração introduzida por “que” exerce função de sujeito do verbo “compreende”.
Alternativas
Q4085679 Português

“O Agente Secreto” abarca imensidão e atualidade da violência brasileira



   É tão vasto o horizonte aberto por “O Agente Secreto” que mais justo será fatiá-lo para melhor compreensão. Ele é, entre outras coisas, um filme sobre cinema. Ele começa em 1977, quando “Tubarão”, o longa de Steven Spielberg, estava na cabeça de todo mundo. Os tubarões estavam na cabeça de um menino de cinco ou seis anos, filho de Marcelo — Wagner Moura —, o protagonista do filme.


   O tubarão do “Tubarão” não era apenas um peixe. Ele matava suas vítimas. E, quanto mais é perseguido, maior, mais ameaçador, mais horrendo e furioso se torna.


   Naquele ano, também, o Brasil já estava saindo da fase mais difícil [...]. Nesse momento, Marcelo volta ao Recife para viver, bem discretamente, numa comunidade de “refugiados” e para encontrar um documento de identificação que, de certa forma, pode comprovar para ele a existência de sua mãe.


   A mãe não é sua única perda. Foi criado pelo avô e perdeu a mulher. Sua pesquisa, do tempo em que era professor universitário, foi roubada. Foi difamado por um industrial paulista e é ameaçado de morte por ex-militares, hoje dedicados profissionalmente ao assassinato. O filme explicará tudo isso e por que esses fatos aconteceram.


   Como já se pode notar, estamos no território de “Tubarão”, de uma boca cada vez mais imensa que se abre para apanhar o que vier. A diferença fundamental é que “Tubarão” se propõe como um longa de aventura e terror, enquanto “O Agente Secreto” é uma obra de mistério — e terror.


   Há mais cinemas na história — e atenção a partir daqui com os “spoilers”.


   O sogro de Marcelo — papel de Carlos Francisco — é projecionista do Cine São Luiz, em Recife. É também no prédio onde no passado existiu um cinema que Fernando, o filho de Marcelo, pratica a medicina. Num banco de sangue, isto é, um lugar onde o sangue não existe como perda — jorro vindo de corpos mortos —, mas como regeneração e vida — “O Agente Secreto” não é, afinal, um filme sem esperança.


   O cinema, como se sabe, sempre foi um lugar de refúgio — tanto para fugitivos em geral como para namorados. E Marcelo, quando chega a Recife, logo no início do longa, vai para uma comunidade de pessoas que se dizem refugiadas.


   A presença do cinema é, claro, apenas uma fatia — talvez minguada — da imensidade a que se abre o novo filme de Kleber Mendonça Filho. Ele trata da violência que ora é oficial, ora é particular, [...] da destruição de reputações e do roubo de ideias, do assassinato [...]. Essa máquina infernal existia no passado e não deixou de existir no presente.


   “O Agente Secreto” é o longa onde mais evidentes são as ressonâncias de “O Som ao Redor”. Assim como a moderna Recife é o lugar onde sobrevive a antiga exploração dos engenhos em “O Som ao Redor”, o Brasil é o lugar onde práticas iníquas vão se perpetuando sempre adaptadas às condições do presente.


   E tudo isso é o que temos a deglutir, pouco a pouco, neste filme realmente imenso, com um elenco admiravelmente equilibrado em torno de um Wagner Moura assombroso.


   Muito pessoalmente, devo dizer que nunca me comoveu muito o prêmio do júri que “Bacurau” ganhou alguns anos atrás. O prêmio foi dividido com “Os Miseráveis”, de Ladj Ly, que me parecia muito superior. Desta vez, Kleber ganhou o prêmio de melhor direção, o mesmo que Glauber Rocha levou por “O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”. Não passa vergonha diante de seu predecessor.



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2025/11/oagente-secreto-abarca-imensidao-e-atualidade-da-violenciabrasileira.shtml. Acesso em: 05 jan. 2026. 

Assinale a alternativa cujo sentido – apresentado entre parênteses – esteja INCORRETO em relação à(s) sentença(s) destacada(s) em cada excerto. 
Alternativas
Q4084794 Português
Complete corretamente a frase a seguir, considerando a construção verbal adequada.
“Se o arquiteto responsável _________________________ o projeto executivo dentro do prazo estabelecido, a proposta técnica seria analisada pela comissão de avaliação.”
Alternativas
Q4082909 Português
Texto CB2A1

        Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), aproximadamente 60% do total de mortes relatadas no mundo e 46% da carga global de doenças foram atribuídos às doenças crônicas não transmissíveis em 2001. Projeções da OMS para 2020 apontavam que essas doenças responderiam por 58% da carga global de doenças no mundo. Peritos em dieta, nutrição e prevenção de doenças crônicas reconhecem que, embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças, a atual evidência científica disponível oferece forte comprovação do papel da dieta na prevenção e no controle da morbidade atribuída às doenças crônicas não transmissíveis. Comportamentos alimentares podem não somente influenciar o estado de saúde presente, como também determinar se mais tarde em sua vida o indivíduo irá desenvolver ou não alguma doença como câncer, doenças cardiovasculares e diabetes.

        O consumo insuficiente de frutas, legumes e verduras está entre os dez principais fatores de risco para a carga total global de doença em todo o mundo. Esses alimentos são importantes na composição de uma dieta saudável, pois são fontes de micronutrientes, fibras e de outros componentes com propriedades funcionais. Ademais, frutas e hortaliças têm baixa densidade energética, isto é, poucas calorias em relação ao volume do alimento consumido, o que favorece a manutenção saudável do peso corporal.

        Um estudo sobre a distribuição e a evolução da disponibilidade domiciliar de alimentos no Brasil entre os anos de 1974 e 2003 verificou que frutas e hortaliças correspondiam a apenas 2,3% das calorias totais da dieta, ou seja, a aproximadamente um terço do recomendado pela OMS. Constatou-se, ainda, que, atualmente, menos da metade dos indivíduos no Brasil consome frutas diariamente e menos de um terço da população relata o consumo diário de hortaliças.

        No campo das políticas de alimentação e nutrição, a promoção do consumo de frutas, legumes e verduras ocupa posição de destaque entre as diretrizes de promoção de alimentação saudável. A Estratégia Global sobre Alimentação Saudável, Atividade Física e Saúde, elaborada pela OMS, recomenda o aumento do consumo de frutas, legumes e verduras entre as recomendações para prevenção de doenças crônicas. No cenário nacional, o Ministério da Saúde do Brasil recomenda o consumo diário de três porções de frutas e três porções de legumes e verduras em seu Guia Alimentar, enfatizando a importância de variar o consumo desses alimentos nas refeições ao longo da semana.

        Para orientar e encorajar a implementação de políticas públicas para o aumento da frequência de consumo de frutas, legumes e verduras, é preciso conhecer não somente a frequência de consumo da população, mas também os fatores associados ao seu consumo.

Internet:<https://www.scielo.br>  (com adaptações). 

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos linguísticos e ao vocabulário do texto CB2A1. 


No primeiro parágrafo, a oração "embora mais pesquisas sejam ainda necessárias para elucidar alguns mecanismos da relação entre componentes da dieta e desenvolvimento dessas doenças" expressa circunstância de concessão. 

Alternativas
Q4082482 Português
Texto CB1A1

        Em 2019, o Instituto Mundial de Recursos, o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU) publicaram o relatório Recursos mundiais: criando um futuro alimentar sustentável, com a conclusão de que, para atender a demanda de uma população estimada em 9,8 bilhões de pessoas em 2050, o mundo teria de aumentar em 50% ao ano a produção de alimentos, tomando-se por base o ano de 2010. Para tanto, também seria preciso melhorar a forma como se produz, com o uso mais eficiente de recursos naturais, melhoria na gestão, inovação, desenvolvimento tecnológico e preservação do ambiente.

        A compatibilização entre a ampliação da produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais encontra solução na incorporação de tecnologias, via aumento da produtividade, que reduz a pressão sobre a ampliação de novas fronteiras agrícolas. Nesse pacote tecnológico, estão os corretivos de solo, os fertilizantes, os defensivos agrícolas, as sementes melhoradas, a agricultura de precisão, os cultivos intensivos, entre outros.

        A crise sanitária de 2020 chamou a atenção para o desafio da segurança alimentar, que passou a ser uma das principais preocupações da humanidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a fome afeta 828 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse número representa um crescimento de 46 milhões em relação ao ano de 2021, e 150 milhões desde o início da pandemia de covid-19. Mesmo diante de uma recuperação econômica, as estimativas apontam que em 2030 ainda haverá mais de 670 milhões de famintos.

        O tema segurança alimentar não estava tão evidente nos primeiros anos do século XXI, uma vez que a oferta de alimentos em nível global era adequada e a persistência da fome era muito mais um problema de renda dos consumidores do que de disponibilidade física de alimentos. Mas, em 2020, ficou claro que nem todos os países estavam imunes ao fenômeno, o que deu origem a um neoprotecionismo que começou a interferir nas regras de comércio agrícola internacional. É cada vez mais explícito que a segurança alimentar é um elemento importante para a manutenção da estabilidade política e social de qualquer país.

        A contribuição para a segurança alimentar, com sustentabilidade, passa pela agricultura tropical, passível de ser desenvolvida em toda a América Latina, na África subsaariana e em países asiáticos. Nesse cinturão tropical do planeta, não apenas existe muita terra a ser incorporada aos sistemas produtivos, como também há um potencial ainda maior para a introdução de novas tecnologias que levam ao aumento da produtividade.

Internet: <www.cnabrasil.org>  (com adaptações). 

Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o item a seguir.


A substituição da expressão "uma vez que" (primeiro período do quarto parágrafo) por quando manteria tanto a correção gramatical quanto a coerência das ideias do texto, mas alteraria o seu sentido original.

Alternativas
Q4082477 Português
Texto CB1A1

        Em 2019, o Instituto Mundial de Recursos, o Banco Mundial e a Organização das Nações Unidas (ONU) publicaram o relatório Recursos mundiais: criando um futuro alimentar sustentável, com a conclusão de que, para atender a demanda de uma população estimada em 9,8 bilhões de pessoas em 2050, o mundo teria de aumentar em 50% ao ano a produção de alimentos, tomando-se por base o ano de 2010. Para tanto, também seria preciso melhorar a forma como se produz, com o uso mais eficiente de recursos naturais, melhoria na gestão, inovação, desenvolvimento tecnológico e preservação do ambiente.

        A compatibilização entre a ampliação da produção de alimentos e a preservação dos recursos naturais encontra solução na incorporação de tecnologias, via aumento da produtividade, que reduz a pressão sobre a ampliação de novas fronteiras agrícolas. Nesse pacote tecnológico, estão os corretivos de solo, os fertilizantes, os defensivos agrícolas, as sementes melhoradas, a agricultura de precisão, os cultivos intensivos, entre outros.

        A crise sanitária de 2020 chamou a atenção para o desafio da segurança alimentar, que passou a ser uma das principais preocupações da humanidade. Segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), a fome afeta 828 milhões de pessoas em todo o mundo. Esse número representa um crescimento de 46 milhões em relação ao ano de 2021, e 150 milhões desde o início da pandemia de covid-19. Mesmo diante de uma recuperação econômica, as estimativas apontam que em 2030 ainda haverá mais de 670 milhões de famintos.

        O tema segurança alimentar não estava tão evidente nos primeiros anos do século XXI, uma vez que a oferta de alimentos em nível global era adequada e a persistência da fome era muito mais um problema de renda dos consumidores do que de disponibilidade física de alimentos. Mas, em 2020, ficou claro que nem todos os países estavam imunes ao fenômeno, o que deu origem a um neoprotecionismo que começou a interferir nas regras de comércio agrícola internacional. É cada vez mais explícito que a segurança alimentar é um elemento importante para a manutenção da estabilidade política e social de qualquer país.

        A contribuição para a segurança alimentar, com sustentabilidade, passa pela agricultura tropical, passível de ser desenvolvida em toda a América Latina, na África subsaariana e em países asiáticos. Nesse cinturão tropical do planeta, não apenas existe muita terra a ser incorporada aos sistemas produtivos, como também há um potencial ainda maior para a introdução de novas tecnologias que levam ao aumento da produtividade.

Internet: <www.cnabrasil.org>  (com adaptações). 

Acerca dos sentidos e de aspectos linguísticos do texto CB1A1, julgue o item a seguir.


A oração "para atender a demanda de uma população estimada em 9,8 bilhões de pessoas em 2050", no primeiro período do texto, expressa a causa da necessidade de aumento da produção de alimentos.

Alternativas
Ano: 2026 Banca: IBADE Órgão: CAU-RO Prova: IBADE - 2026 - CAU-RO - Auxiliar Administrativo |
Q4082003 Português
A correlação entre tempos e modos verbais é fundamental para a coerência sintática em períodos compostos. Nas orações subordinadas, a escolha do tempo verbal deve manter relação lógica com o tempo empregado na oração principal.

Considerando esse princípio, assinale a alternativa em que ocorre desvio na correlação entre tempos e modos verbais.
Alternativas
Q4081813 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão: 




(André Dahmer. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/tag/historiadobrasil/) 

Considere a passagem a seguir:



“Mas você ficará maior com o tempo.” (2º quadro)



Assinale a alternativa em que a reescrita da passagem, com a inserção de um novo argumento, apresenta correlação dos verbos de acordo com a norma-padrão.

Alternativas
Q4081812 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão: 




(André Dahmer. Disponível em: https://blogs.correiobraziliense.com.br/aricunha/tag/historiadobrasil/) 

Considere a passagem a seguir:



“Não consigo parar. O cigarro é muito maior do que eu.” (1º quadro)



Assinale a alternativa em que a passagem está corretamente reescrita, preservando-se o sentido original e a norma-padrão de pontuação.

Alternativas
Q4077608 Português

Agitação urbana


    As cidades são como grandes máquinas em constante movimento, com suas ruas cheias de carros, seus prédios altos e seus habitantes sempre apressados. A agitação urbana é uma realidade que todos nós enfrentamos diariamente, seja nos engarrafamentos intermináveis, nas filas dos supermercados ou na correria do dia a dia.

    Na metrópole, o tempo parece passar mais rápido, as horas voam e quase não temos tempo para contemplar a beleza das pequenas coisas. Estamos sempre correndo atrás de algo, seja do trabalho, dos estudos, dos compromissos sociais. A pressa é nossa companheira constante, e muitas vezes nos vemos perdidos em meio a tantas obrigações.

    Mas, apesar de toda essa agitação, a cidade também nos oferece momentos de pausa e contemplação. Basta olhar ao redor para perceber a diversidade de vida que pulsa em suas ruas, os artistas de rua que encantam com sua arte, as pessoas que se cruzam e se conectam em meio ao caos.

    A agitação urbana pode ser cansativa, estressante, mas também é ela que nos impulsiona a seguir em frente, a buscar novos desafios, a nos reinventar a cada dia. É na correria das ruas que encontramos nossa força interior, nossa capacidade de adaptação, nossa resiliência.

    Assim, mesmo que a agitação urbana nos tire o fôlego às vezes, é importante lembrar que ela também é o que faz das cidades lugares tão vibrantes e cheio de vida. É ela que nos faz sentir vivos, parte de algo maior, parte da grande máquina que é a cidade. E, no final das contas, é justamente essa agitação que nos faz amar e odiar as cidades ao mesmo tempo.


GOUTHIER, Lucas Louis Neville. Agitação urbana. Recanto das Letras. Disponível em <https://www.recantodasletras.com.br/cronicas/8018223>

“(...) mesmo que a agitação urbana nos tire o fôlego às vezes, é importante lembrar que ela também é o que faz das cidades lugares tão vibrantes”


Assinale a alternativa em que a forma reescrita do trecho acima, com mudança na posição da expressão destacada, mantém o mesmo significado básico do período.

Alternativas
Q4077449 Português
Segundo Koch (2011), a conexão é um tipo de articulação em que os conectores interfrásticos são denominados conexão ou junção. São conjunções, advérbios sentenciais e outras palavras (expressões) de ligação que estabelecem, entre orações, enunciados ou partes do texto, diversos tipos de relações semânticas e/ou pragmáticas. As relações lógico-semânticas entre as orações que compõem um enunciado são estabelecidas por meio de conectores lógicos. São relações desse tipo, EXCETO:
Alternativas
Q4076429 Português
As primas de Sapucaia
Por Claudia Laitano


(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/claudia-laitano/noticia/2026/05/as-primas-desapucaia-cmoncxlq202970123dgy7nosn.html — texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho a seguir, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta uma locução conjuntiva que NÃO possa substituir o vocábulo “Como”, considerando as relações de sentido estabelecidas no contexto em que ele ocorre.
“Como não pode mandar mensagem pelo Instagram nem dar um Google para saber onde ela mora e que ambientes frequenta (o telefone mal tinha chegado ___ Corte), resta ao jovem enamorado contar com o acaso”.
Alternativas
Respostas
221: D
222: E
223: D
224: A
225: B
226: C
227: B
228: D
229: A
230: A
231: C
232: C
233: C
234: E
235: B
236: C
237: E
238: B
239: B
240: B