Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q4068515 Português
Uma Louca Tempestade

Ana Carolina


Eu quero uma lua plena

Eu quero sentir a noite

Eu quero olhar as luzes,

que teus olhos não me têm deixado ver

Agora eu vou viver

Eu quero sair de manhã

Eu quero seguir a estrela

Eu quero sentir o vento

pela pele um pensamento me fará

Uma louca tempestade

Eu quero ser uma tarde gris

Quero que a chuva corra sobre o rio

O rio que por ruas corre em mim

As águas que me querem levar tão longe

Tão longe que me façam esquecer de ti. 
Considerando o principal verbo de ação em toda letra da canção, podemos afirmar que o foco central dela discorre sobre: 
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Instituto Consulplan Órgão: ISGH Provas: Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Assistente Social - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Hemodinamicista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Anestesiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista com Especialidade em Ecocardiograma - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cardiologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Geral - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Torácico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Intensivista Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Vigilância Epidemiológica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fisioterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Fonoaudiólogo - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Traumato Ortopedista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ultrassonografista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Nutricionista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Neurologista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Psicólogo Hospitalar - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Analista Clínico - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Cirurgião Vascular - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Pediatra Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro CME - Centro Cirúrgico Plantonista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Psiquiatra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Diarista - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Terapia Intensiva Pediátrica - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Enfermeiro Estomaterapeuta - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico do Trabalho - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Endoscopista Respiratório - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Ginecologista Obstetra - Edital nº 62 | Instituto Consulplan - 2022 - ISGH - Médico Hematologista - Edital nº 62 |
Q4068363 Português
Só no dicionário


    Quais as qualidades mais valorizadas nos dias de hoje?

     Bem, como tudo mudou, vou falar de algumas, as que dão mais ibope, e não pela ordem. 

    É preciso ser ligado, antenado e, sobretudo, bem informado; é aquele que presta atenção a tudo, a quem nada escapa.

    Com esses predicados, é possível abrir as portas para uma carreira brilhante e um futuro promissor, e se tiver também alguma inteligência, o sucesso é garantido. 

    Mas é preciso também ser esperto para usar essas informações na hora certa, com a pessoa certa.

    Esperteza, essa sim, uma enorme qualidade. Quem tiver esse dom pode se tornar milionário e poderoso, o objetivo supremo de toda a humanidade de quase toda, digamos.

    Cultura já esteve mais em alta, mas tem sua vez em algumas rodas, e conhecer profundamente um assunto – mesmo só um – costuma deixar as pessoas de queixo caído. 

    Saber esgrimar com as palavras também faz grande sucesso, mas é perigoso: sempre pode haver alguém mais talentoso e ferrar você de vez.

    Mas quando quiser falar mal de alguém, seja irônico – é mais cruel, não compromete, não dá processo – e nunca diga nada que possa ser repetido: fale bem, mas usando tons de voz e sorrisinhos que vão arrasar, de vez, aqueles de quem você não gosta.

    Mas um dia você se lembra de que há muito, muito tempo, existiam qualidades bem diferentes dessas, e que hoje não fazem o menor sucesso. Tem sentido, hoje em dia, dizer de uma pessoa que ela tem um excelente caráter? Que é sincera? Que nela você pode confiar? Se você gosta de verdade dela, é melhor ficar calado, pois pega até mal dizer essas coisas de um amigo.

    E existem ainda outras de que não se ouve falar há tanto tempo, mas tanto, que já virou até coisa de época. Passa pela cabeça dizer que uma pessoa é sensível, terna, delicada, bem-educada, que tem um grande coração? Pega até mal; e passa pela sua cabeça que uma pessoa é bondosa? 

    Procure lembrar há quantos anos você ouve falar de um gesto de bondade, não recebe um olhar de bondade, não ouve nem pronuncia a palavra bondade – se é que isso ainda existe.

     Se não souber do que se trata, procure no dicionário, e talvez encontre; talvez.


(LEÃO, Danuza. Folha de São Paulo. Adaptado.)
Considerando as informações textuais, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4068331 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
Ao ratificar que “Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade.” (2º§), o autor:
Alternativas
Q4068330 Português
Receita de viver


    Viver é expandir, é iluminar. Viver é derrubar barreiras entre os homens e o mundo. Compreender. Saber que, muitas vezes, nossa jaula somos nós mesmos, que vivemos polindo as nossas grades, ao invés delas nos libertarmos.

    Procuro descobrir nos outros sua dimensão universal, única. Sou coletivo. Tenho o mundo dentro de mim. Um profundo respeito humano. Um enorme respeito à vida. Acredito nos homens. Até nos vigaristas. Procuro desenvolver um sentido de identificação com o resto da humanidade. Não nado em piscina se tenho o mar. Por respeito a cada ser humano em todos os cantos da terra, e por gostar de gente – gostar de gostar – é que encontro em cada indivíduo o reflexo do Universo. 

    As pessoas chamam de amor ao amor-próprio. Chamam de amor ao sexo. Chamam de amor a uma porção de coisas que não são amor. Enquanto a humanidade não definir o amor, enquanto não perceber que o amor é algo que independe da posse, do egocentrismo, da planificação, do medo de perder, da necessidade de ser correspondido, o amor não será amor. 

    A gente só é o que faz aos outros. Somos consequências dessa ação. Não fazer... me deixa extenuado.

    Talvez a coisa mais importante da vida seja não vencer na vida, não se realizar.

    O homem deve viver se realizando.

    O realizado botou ponto final. 

    Não podemos viver, permanentemente, grandes momentos. Mas podemos cultivar sua expectativa.

    Acredito em milagre. Nada mais miraculoso que a realidade de cada instante.

    Acredito no sobrenatural. O sobrenatural seria o natural mais explicado, se o natural tivesse explicação.

    Enquanto o homem não marcar um encontro consigo mesmo, verá o mundo com prisma deformado. E construirá um mundo em que a lua terá prioridade. Um mundo mais lua do que luar...


(Recanto das Letras. Pedro Bloch. Acesso em: 02/01/2022. Adaptado.)
Considerando que a crônica é um gênero textual que se caracteriza por abordar acontecimentos comuns em um viés literário, tendo como matéria-prima a realidade, é possível inferir que o autor:
Alternativas
Q4059731 Português
Texto 4

Boateiro

Diz que era um sujeito tão boateiro que chegava a arrepiar. Onde houvesse um grupinho, ele estava na conversa e, em pouco tempo, estava informando: “Já prenderam o novo Presidente”, “Na Bahia os comunistas estão incendiando as igrejas”, “Mataram agorinha um cardeal”; enfim, essas bossas. O boateiro encheu tanto que um coronel resolveu dar-lhe uma lição. Mandou prender o sujeito e, no quartel, levou-o até um paredão, colocou o pelotão de fuzilamento na frente, vendou-lhe os olhos e berrou:

- Fogooooo!!!

Ouviu-se aquele barulho de tiros, e o boateiro caiu desmaiado.

Sim, caiu desmaiado, porque o coronel queria apenas dar-lhe um susto. Quando o boateiro acordou na enfermaria do quartel, o coronel falou para ele:

- Olhe, seu pilantra, isto foi apenas para lhe dar uma lição. Fique espalhando mais boato idiota por aí, que eu lhe mando prender outra vez e aí não vou fuzilar com bala de festim, não.

Daí soltou o cara que saiu meio escaldado pela rua e logo na primeira esquina encontrou uns conhecidos.

- Quais são as novidades? - perguntaram os conhecidos.

O boateiro olhou pros lados, tomou ar de cumplicidade e disse baixinho:

- O nosso exército está completamente sem munição.


(Stanislaw Ponte Preta. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975).
De acordo com texto 4, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4059730 Português
Texto 4

Boateiro

Diz que era um sujeito tão boateiro que chegava a arrepiar. Onde houvesse um grupinho, ele estava na conversa e, em pouco tempo, estava informando: “Já prenderam o novo Presidente”, “Na Bahia os comunistas estão incendiando as igrejas”, “Mataram agorinha um cardeal”; enfim, essas bossas. O boateiro encheu tanto que um coronel resolveu dar-lhe uma lição. Mandou prender o sujeito e, no quartel, levou-o até um paredão, colocou o pelotão de fuzilamento na frente, vendou-lhe os olhos e berrou:

- Fogooooo!!!

Ouviu-se aquele barulho de tiros, e o boateiro caiu desmaiado.

Sim, caiu desmaiado, porque o coronel queria apenas dar-lhe um susto. Quando o boateiro acordou na enfermaria do quartel, o coronel falou para ele:

- Olhe, seu pilantra, isto foi apenas para lhe dar uma lição. Fique espalhando mais boato idiota por aí, que eu lhe mando prender outra vez e aí não vou fuzilar com bala de festim, não.

Daí soltou o cara que saiu meio escaldado pela rua e logo na primeira esquina encontrou uns conhecidos.

- Quais são as novidades? - perguntaram os conhecidos.

O boateiro olhou pros lados, tomou ar de cumplicidade e disse baixinho:

- O nosso exército está completamente sem munição.


(Stanislaw Ponte Preta. Garoto linha dura. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1975).
De acordo com texto 4, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4059727 Português
Texto 3

O Imperador D. Pedro II sempre se empenhou em mudar a imagem externa do Brasil e em transmitir seu “verdadeiro” aspecto civilizado. Ele visitou pessoalmente a Exposição Universal da Filadélfia (1876). Lá teria conhecido Alexander Graham Bell, que lhe apresentou sua mais nova invenção, o telefone. Ao testá-lo, o Imperador teria dito ao inventor americano que, estando disponível no mercado, o Brasil seria o seu primeiro comprador (Folha de S. Paulo, Mais, 19/11/2000, reproduzido em Análise de textos, de Irandé Antunes). 
Ainda sobre o texto 3, marque a alternativa que apresenta o sinônimo incorreto das palavras do texto:
Alternativas
Q4059723 Português
Texto 2

Receita de espantar a tristeza – Roseana Murray


Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua

Vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

Depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.
De acordo com texto 2, assinale a alternativa incorreta: 
Alternativas
Q4059722 Português
Texto 2

Receita de espantar a tristeza – Roseana Murray


Faça uma careta
e mande a tristeza
pra longe pro outro lado
do mar ou da lua

Vá para o meio da rua
e plante bananeira
faça alguma besteira

Depois estique os braços
apanhe a primeira estrela
e procure o melhor amigo
para um longo e apertado abraço.
De acordo com texto 2, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4059721 Português
De acordo com o quadrinho (texto 1), assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4056565 Português
Leia o texto 3 sobre o abacate e depois responda às questões:


TEXTO 3

“ […] o fruto [do abacateiro] é comestível, variando o uso de acordo com a culinária regional. No Brasil é consumido doce, em formas de cremes e milkshakes. Em boa parte da América Latina, o fruto é considerado legume, constituindo saladas, sopas e pratos salgados. Do fruto comestível também se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva. A semente produz nanquim vermelho-pardacento, que foi utilizado nas cartas dos espanhóis e nos tecidos. Na Guatemala, a casca do tronco fervida funciona como fixador para a tinturaria de tecidos. As flores servem à apicultura. A medicina popular utiliza a casca do fruto como antibiótico, vermífugo e remédio para disenteria. […]” (Disponível em: http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=687).
Assinale a alternativa incorreta sobre o significado das seguintes palavras do texto: 
Alternativas
Q4056564 Português
Leia o texto 3 sobre o abacate e depois responda às questões:


TEXTO 3

“ […] o fruto [do abacateiro] é comestível, variando o uso de acordo com a culinária regional. No Brasil é consumido doce, em formas de cremes e milkshakes. Em boa parte da América Latina, o fruto é considerado legume, constituindo saladas, sopas e pratos salgados. Do fruto comestível também se pode extrair um óleo semelhante ao azeite de oliva. A semente produz nanquim vermelho-pardacento, que foi utilizado nas cartas dos espanhóis e nos tecidos. Na Guatemala, a casca do tronco fervida funciona como fixador para a tinturaria de tecidos. As flores servem à apicultura. A medicina popular utiliza a casca do fruto como antibiótico, vermífugo e remédio para disenteria. […]” (Disponível em: http://www.umpedeque.com.br/arvore.php?id=687).
Sobre o texto 3, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4056554 Português
TEXTO 1

JARDIM MORTO – Federico Garcia Lorca

    Cai chuvosa a manhã sobre o jardim... No final duma ladeira lamosa e junto de uma cruz, verde e negra de umidade, está a porta de madeira carcomida que dá entrada ao recinto abandonado. Mais a frente há uma ponte de pedra cinzenta e na distância brumosa, uma montanha nevada. No fundo do vale e entre penhas corre o rio manso cantarolando sua velha canção.

    Em um nicho negro que há junto da porta, dois velhos com capas rasgadas aquecem-se ao lume de uns tições mal acesos... O interior do recinto é angustiante e desolado. A chuva acentua mais esta impressão. Escorrega-se com facilidade. No chão, há grandes troncos mortos... As paredes, altas e amareladas, estão cruzadas de gretas enormes, pelas quais saem lagartixas que passeiam formando, com seus corpos, arabescos indecifráveis. No fundo há um resto de claustro, com heras e flores secas, com as colunas inclinadas. Nas fendas das pedras desmoronadas há flores amarelas cheias de gotas de chuva; no chão há charcos de umidade entre as ervas...

    Não restam mais do que as altas paredes onde houve claustros soberbos que viram procissões com custódias de ouro entre a magnífica seriedade dos tapetes…

(Disponível em: http://alguiendira.blogspot.com/2014/09/jardim-morto.html) 
Sobre o texto 1, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4056028 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Assinale a alternativa incorreta sobre o texto:
Alternativas
Q4056027 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Ainda sobre o texto, marque a alternativa correta:
Alternativas
Q4056026 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.

A comunicação que bloqueia a compaixão


Não julgueis, para que não sejais julgados. Pois, com o critério que julgardes, sereis julgados. Mateus 7,1


    [...]
    Um tipo de comunicação alienante da vida é o uso de julgamentos moralizadores que subentendem uma natureza errada ou maligna nas pessoas que não agem em consonância com nossos valores. Tais julgamentos aparecem em frases como: “O teu problema é ser egoísta demais”, “Ela é preguiçosa”, “Eles são preconceituosos”, “Isso é impróprio”. Culpa, insulto, depreciação, rotulação, crítica, comparação e diagnósticos são todos formas de julgamento.

    Certa vez, o poeta sufi Rumi escreveu: “Para além das ideias de certo e errado, existe um campo. Eu me encontrarei com você lá”. No entanto, a comunicação alienante da vida nos prende num mundo de ideias sobre o certo e o errado – um mundo de julgamento, uma linguagem rica em palavras que classificam e dicotomizam as pessoas e seus atos. Quando empregamos essa linguagem, julgamos os outros e seu comportamento enquanto nos preocupamos com o que é bom, mau, normal, anormal, responsável, irresponsável, inteligente, ignorante etc.

    Muito antes de ter chegado à idade adulta, aprendi a me comunicar de uma maneira impessoal que não exigia que eu revelasse o que se passava dentro de mim. Quando encontrava pessoas ou comportamentos de que não gostava ou que não compreendia, reagia considerando que fossem errados. Se meus professores me determinavam uma tarefa que eu não queria fazer, eles eram “medíocres” ou estavam “exorbitando”. Se alguém me dava uma fechada no trânsito, minha reação era gritar: “Palhaço!” Quando usamos tal linguagem, pensamos e nos comunicamos em termos do que há de errado com os outros para se comportarem dessa ou daquela maneira – ou, ocasionalmente, o que há de errado com nós mesmos para não compreendermos ou reagirmos do modo que gostaríamos. Nossa atenção se concentra em classificar, analisar e determinar níveis de erro em vez de fazê-lo no que nós e os outros necessitamos e não estamos obtendo. Assim, se minha mulher deseja mais atenção do que estou lhe dando, ela é “carente e dependente”. Mas se quero mais atenção do que me dá, então ela é “indiferente e insensível”. […]

    Estou convicto de que todas essas análises de outros seres humanos são expressões trágicas de nossos próprios valores e necessidades. São trágicas porque, quando expressamos nossos valores e necessidades de tal forma, reforçamos a postura defensiva e a resistência a eles nas próprias pessoas cujos comportamentos nos interessam. Ou, se essas pessoas concordam em agir de acordo com nossos valores porque aceitam nossa análise de que estão erradas, é provável que o façam por medo, culpa ou vergonha.

    Todos pagamos caro quando as pessoas reagem a nossos valores e necessidades não pelo desejo de se entregar de coração, mas por medo, culpa ou vergonha. Cedo ou tarde, sofreremos as consequências da diminuição da boa vontade daqueles que se submetem a nossos valores por coerção que vem de fora ou de dentro. Eles também pagam um preço emocional, pois provavelmente sentirão ressentimento e menos autoestima quando reagirem a nós por medo, culpa ou vergonha. Além disso, toda vez que nos associam a qualquer desses sentimentos, reduzimos a probabilidade de que no futuro venham a reagir compassivamente a nossas necessidades e valores. (ROSENBERG, Marshall B. Comunicação não violenta: técnicas para aprimorar relacionamentos pessoais e profissionais. São Paulo: Ágora, 2006).
Sobre o texto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4055992 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

‘Discurso de Ódio nas Redes Sociais’ analisa a intolerância no mundo digital

Por Murillo Otavio


(Disponível em: https://expresso.estadao.com.br/naperifa/discurso-de-odio-nas-redes-sociais-analisa-aintolerancia-no-mundo-digital/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o trecho “Trata-se de uma prática que visa anular, desmerecer e desqualificar outra pessoa ou determinados grupos sociais”, retirado do texto, assinale a alternativa que apresenta possibilidade de reescrita que mantém o sentido original.
Alternativas
Q4055986 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

‘Discurso de Ódio nas Redes Sociais’ analisa a intolerância no mundo digital

Por Murillo Otavio


(Disponível em: https://expresso.estadao.com.br/naperifa/discurso-de-odio-nas-redes-sociais-analisa-aintolerancia-no-mundo-digital/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 10, 12 e 17. 
Alternativas
Q4055985 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.

‘Discurso de Ódio nas Redes Sociais’ analisa a intolerância no mundo digital

Por Murillo Otavio


(Disponível em: https://expresso.estadao.com.br/naperifa/discurso-de-odio-nas-redes-sociais-analisa-aintolerancia-no-mundo-digital/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas abaixo sobre o texto e assinale V, se verdadeiras e F, se falsas.
( ) O autor do texto tem por objetivo convencer o leitor a adquirir o livro Discurso de Ódio nas Redes Sociais, escrito pelo sociólogo Luiz Valério Trindade.
( ) Por meio de exposição de dados, o livro de Trindade revela que pessoas negras, sobretudo mulheres negras periféricas, sofrem com o discurso de ódio.
( ) O poder das agressões que ocorrem nas redes sociais tem a ver com a possibilidade rápida de disseminação, podendo permanecer disponível até três anos após a publicação.
( ) Uma das formas em que o discurso de ódio pode ocorrer no meio digital é através de piadas que tentam esconder práticas preconceituosas.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4053855 Português
Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta


A guerra na Ucrânia criou no mercado de alimentos uma tempestade perfeita que tem contribuído para agravar a fome nas regiões mais pobres do planeta. É mais uma tragédia que deverá ir para a conta de Vladimir Putin, além de toda a destruição, das agressões aos direitos humanos e das mortes associadas à invasão.

A Rússia vende ao exterior fertilizantes e, com a Ucrânia, exporta trigo. Apesar de representarem parcela grande das exportações globais (25%), não deverá haver escassez. Não só porque outros produtores prometem safras maiores, mas também devido à pequena parcela da produção mundial que deixará de ser vendida no exterior (0,9%). Mesmo assim, o impacto da guerra nos mercados de commodities foi imediato, acelerando a elevação de cotações que já vinha ocorrendo nos últimos meses do ano passado. Comparados com os níveis do final de dezembro de 2020, o trigo estava há uma semana 63% mais caro, o milho 64% e a soja 38%.

O aumento de cotações é injetado automaticamente numa infinidade de alimentos (pães e todo produto feito à base de farinha de trigo). Milho, soja e derivados também costumam acompanhar a alta. Os aumentos de custo chegam às rações animais, feitas à base de grãos. A carestia, então, ataca a mesa do cidadão. Não há como escapar da inflação dos alimentos e, se a renda da família for baixa, ela reduz o consumo e se aproxima do limiar da fome. Para quem já passou desse ponto, a fome se agravará. Eis o encadeamento deflagrado a partir do momento em que o primeiro tanque russo entrou na Ucrânia.

No final do ano passado, a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan) foi a campo, visitou 2.180 domicílios em todo o Brasil e constatou que pelo menos 19 milhões (9% da população) enfrentavam insegurança alimentar - não tinham certeza de que repetiriam a refeição -, e 43,4 milhões (20,5%) não se alimentavam bem por não ter alimentos em quantidade suficiente. Ao todo, 116,8 milhões de brasileiros (55%) não tinham acesso pleno e permanente a alimentos. Putin piorou a situação de todos eles, como a das famílias de baixa renda em qualquer país.

Há, também, incertezas sobre as próximas safras. A guerra continua, a Ucrânia está fora do mercado de trigo, a Rússia enfrenta sanções e suspendeu exportações de fertilizantes importados pelo Brasil. O Ministério da Agricultura despachou emissários ao Canadá para ter alternativa ao trigo e aos fertilizantes. Irã e Marrocos também podem suprir o país de adubos químicos.

A guerra serve para que as nações despertem para sua interdependência. Os exemplos não se esgotam nela. A redução de produção de soja no Brasil pode tornar mais cara a carne de porco na China e esvaziar o prato de comida de famílias pobres na Ásia. Daí a necessidade de o país manter uma rede global de relacionamentos capaz de resistir a choques.


Fonte: O GLOBO. Guerra na Ucrânia trouxe ameaça de agravamento da fome no planeta. Editorail. abr. 2022. Disponível em < https://tinyurl.com/2p8dh48x > Acesso em 11 abr 2022.
Considere as afirmativas relacionadas ao texto e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(_) A guerra na Ucrânia fez as exportações brasileiras quase dobrarem em menos de um mês.
(_) Os prejuízos decorrentes da guerra apenas serão sentidos durante os próximos cinco anos.
(_) Rússia e Ucrânia são responsáveis por boa parte das exportações globais relativas a fertilizantes e trigo, respectivamente, mas isso não deve ter como consequência a escassez de produtos no mercado brasileiro.
(_) As sanções sofridas pela Rússia têm impacto direto na agricultura brasileira.

Assinale a alternativa com a sequência correta: 
Alternativas
Respostas
19621: D
19622: D
19623: A
19624: C
19625: A
19626: C
19627: B
19628: C
19629: A
19630: D
19631: B
19632: B
19633: A
19634: D
19635: A
19636: C
19637: D
19638: B
19639: D
19640: B