Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2347344 Português

Excesso de chuva provoca perda de R$ 20 milhões na

produção agrícola em Abelardo Luz



           A Defesa Civil de Abelardo Luz divulgou nesta quintafeira (16 de novembro de 2023), relatório de perdas elaborado pela Epagri no município em decorrência do excesso de chuva registrado na primeira quinzena de outubro. Levantamento estima perdas de R$ 19,8 milhões para a agricultura local, sendo o cultivo de trigo o mais afetado, com perda estimada em R$ 5,5 milhões na primeira safra.

          Reconhecida como a capital nacional da semente de soja, a safra desta cultura foi a segunda mais afetada, com perdas estimadas em R$ 4,2 milhões. Os cultivos de aveia e milho vem na sequência dos mais afetados, ambos com perdas estimadas em R$ 2,7 milhões. A produção leiteira também irá sentir os impactos da chuva, com perda estimada em R$ 2,2 milhões. Perdas também são estimadas na horticultura e produção de tomate.

         Conforme o relatório, mais de 500 propriedades foram afetadas pelo excesso de chuva, com danos baixos e medianos, numa área total de sete mil hectares. “As culturas de inverno foram mais afetadas, pois estamos em época de colheita, onde houve a diminuição da qualidade do grão e muitos agricultores sequer conseguiram colher. Também há situações onde será necessário refazer o plantio, que acarreta em perda de adubo, semente e do tratamento feito nas lavouras. Esse desequilíbrio climático tem sido bastante prejudicial à agricultura no decorrer do ano”, explica a engenheira agrônoma e extensionista da Epagri, Ana Luiza Meneghini.

       O prefeito Nerci Santin, por sua vez, ressalta que a maior preocupação no momento da Administração Municipal está relacionada ao escoamento dos produtos agrícolas e deslocamento dos agricultores em decorrência dos danos causados pela chuva nas estradas.

         “Desde o primeiro registro de grande volume de chuva já direcionamos nossas equipes da Infraestrutura para realizar serviços emergenciais nos pontos mais afetadas das estradas, onde teve rompimento de bueiros, deslizamentos ou valetas abertas pela enxurrada. Está sendo um serviço contínuo, pois a chuva não tem dado muita trégua”, enfatiza Nerci.

              O Governo Municipal decretou no último dia 18 de outubro situação de emergência nas áreas do município afetadas pela chuva intensa. O relatório completo da estimativa de perdas em função do excesso de chuva está disponível no site da prefeitura de Abelardo Luz ou pode ser solicitado junto a Epagri do município.



Fonte: https://abelardoluz.sc.gov.br/excesso-de-chuva-provoca-perda-de-r20-milhoes-na-producao-agricola-em-abelardo-luz/(adaptado).

Qual foi a consequência específica do excesso de chuva para o cultivo de trigo em Abelardo Luz, conforme o texto?
Alternativas
Q2347303 Português

Prefeitura de Abelardo Luz implanta sistema digital

para agilizar emissão de alvarás e habite-se



      Moradores, engenheiros, arquitetos e técnicos de obras de Abelardo Luz agora podem dar andamento aos seus pedidos sem necessidade de ir pessoalmente até o Departamento de Engenharia do município. A partir do dia 07 de junho, a emissão de alvarás e habite-ses poderão ser solicitadas de maneira 100% online, dispensando a necessidade de deslocamento à prefeitura, espera em filas ou impressões em papel.

           Com o objetivo de agilizar a tramitação de processos na cidade, a prefeitura implantou a Aprova, uma plataforma que moderniza o atendimento ao cidadão, substituindo o requerimento e a análise do servidor realizados de forma física e manual. A tecnologia vai ajudar a reduzir o prazo de análise e emissão de documentos.

         Conforme o secretário de Administração, Aléssio Valandro, tem sido uma política adotada pelo Governo Municipal a implantação de sistemas online que visam facilitar o dia a dia dos abelardenses. “Existe essa necessidade de agilizar processos que dependem do setor público e nós, enquanto gestores, temos que buscar soluções e implantar iniciativas que venham ao encontro desta necessidade. Tem sido uma marca desta Gestão a busca por soluções práticas e que modernizem o atendimento a população”, ressalta.

           Para a arquiteta e urbanista do Município, Danieli Frozza, a implantação da Aprova é mais uma estratégia para agilizar a emissão de documentos, otimizar tempo, reduzir custos e aumentar a produtividade. “Com a tramitação online todo o trabalho poderá ser feito do próprio escritório e assinado de forma digital. Os servidores responsáveis pela aprovação dos processos poderão analisar de forma mais detalhada com maior agilidade”, explica.

           Ainda há processos em andamento que estão sendo analisados de forma manual, no entanto, as novas solicitações já devem ser realizadas no ambiente digital, dispensando a necessidade do cidadão se deslocar até o balcão da prefeitura ou fazer impressões de projetos para validação.


As etapas de um processo digital


            Na prática, um processo digital funciona da seguinte forma:

         Protocolo: moradores, engenheiros, arquitetos e responsáveis técnicos protocolam os pedidos online, do seu escritório ou residência, sem a necessidade de se deslocar até a prefeitura.

           Análise: a prefeitura recebe o processo, analisa, encaminha, faz observações, aprova ou retorna ao solicitante, tudo de forma digital, sem impressões em papel.

           Aprovação: uma vez aprovado, o sistema emite e permite a assinatura digital nos documentos. O requerente pode imprimir quantas vezes quiser, dispensando carimbos, pastas e arquivos físicos.



Fonte: https://abelardoluz.sc.gov.br/prefeitura-de-abelardo-luz-implantasistema-digital-para-agilizar-emissao-de-alvaras-e-habite-se(adaptado).

A expressão 'ainda há processos em andamento que estão sendo analisados de forma manual' implica que:
Alternativas
Q2347302 Português

Prefeitura de Abelardo Luz implanta sistema digital

para agilizar emissão de alvarás e habite-se



      Moradores, engenheiros, arquitetos e técnicos de obras de Abelardo Luz agora podem dar andamento aos seus pedidos sem necessidade de ir pessoalmente até o Departamento de Engenharia do município. A partir do dia 07 de junho, a emissão de alvarás e habite-ses poderão ser solicitadas de maneira 100% online, dispensando a necessidade de deslocamento à prefeitura, espera em filas ou impressões em papel.

           Com o objetivo de agilizar a tramitação de processos na cidade, a prefeitura implantou a Aprova, uma plataforma que moderniza o atendimento ao cidadão, substituindo o requerimento e a análise do servidor realizados de forma física e manual. A tecnologia vai ajudar a reduzir o prazo de análise e emissão de documentos.

         Conforme o secretário de Administração, Aléssio Valandro, tem sido uma política adotada pelo Governo Municipal a implantação de sistemas online que visam facilitar o dia a dia dos abelardenses. “Existe essa necessidade de agilizar processos que dependem do setor público e nós, enquanto gestores, temos que buscar soluções e implantar iniciativas que venham ao encontro desta necessidade. Tem sido uma marca desta Gestão a busca por soluções práticas e que modernizem o atendimento a população”, ressalta.

           Para a arquiteta e urbanista do Município, Danieli Frozza, a implantação da Aprova é mais uma estratégia para agilizar a emissão de documentos, otimizar tempo, reduzir custos e aumentar a produtividade. “Com a tramitação online todo o trabalho poderá ser feito do próprio escritório e assinado de forma digital. Os servidores responsáveis pela aprovação dos processos poderão analisar de forma mais detalhada com maior agilidade”, explica.

           Ainda há processos em andamento que estão sendo analisados de forma manual, no entanto, as novas solicitações já devem ser realizadas no ambiente digital, dispensando a necessidade do cidadão se deslocar até o balcão da prefeitura ou fazer impressões de projetos para validação.


As etapas de um processo digital


            Na prática, um processo digital funciona da seguinte forma:

         Protocolo: moradores, engenheiros, arquitetos e responsáveis técnicos protocolam os pedidos online, do seu escritório ou residência, sem a necessidade de se deslocar até a prefeitura.

           Análise: a prefeitura recebe o processo, analisa, encaminha, faz observações, aprova ou retorna ao solicitante, tudo de forma digital, sem impressões em papel.

           Aprovação: uma vez aprovado, o sistema emite e permite a assinatura digital nos documentos. O requerente pode imprimir quantas vezes quiser, dispensando carimbos, pastas e arquivos físicos.



Fonte: https://abelardoluz.sc.gov.br/prefeitura-de-abelardo-luz-implantasistema-digital-para-agilizar-emissao-de-alvaras-e-habite-se(adaptado).

A afirmação de Aléssio Valandro sobre a política adotada pelo Governo Municipal sugere que:
Alternativas
Q2347300 Português

Prefeitura de Abelardo Luz implanta sistema digital

para agilizar emissão de alvarás e habite-se



      Moradores, engenheiros, arquitetos e técnicos de obras de Abelardo Luz agora podem dar andamento aos seus pedidos sem necessidade de ir pessoalmente até o Departamento de Engenharia do município. A partir do dia 07 de junho, a emissão de alvarás e habite-ses poderão ser solicitadas de maneira 100% online, dispensando a necessidade de deslocamento à prefeitura, espera em filas ou impressões em papel.

           Com o objetivo de agilizar a tramitação de processos na cidade, a prefeitura implantou a Aprova, uma plataforma que moderniza o atendimento ao cidadão, substituindo o requerimento e a análise do servidor realizados de forma física e manual. A tecnologia vai ajudar a reduzir o prazo de análise e emissão de documentos.

         Conforme o secretário de Administração, Aléssio Valandro, tem sido uma política adotada pelo Governo Municipal a implantação de sistemas online que visam facilitar o dia a dia dos abelardenses. “Existe essa necessidade de agilizar processos que dependem do setor público e nós, enquanto gestores, temos que buscar soluções e implantar iniciativas que venham ao encontro desta necessidade. Tem sido uma marca desta Gestão a busca por soluções práticas e que modernizem o atendimento a população”, ressalta.

           Para a arquiteta e urbanista do Município, Danieli Frozza, a implantação da Aprova é mais uma estratégia para agilizar a emissão de documentos, otimizar tempo, reduzir custos e aumentar a produtividade. “Com a tramitação online todo o trabalho poderá ser feito do próprio escritório e assinado de forma digital. Os servidores responsáveis pela aprovação dos processos poderão analisar de forma mais detalhada com maior agilidade”, explica.

           Ainda há processos em andamento que estão sendo analisados de forma manual, no entanto, as novas solicitações já devem ser realizadas no ambiente digital, dispensando a necessidade do cidadão se deslocar até o balcão da prefeitura ou fazer impressões de projetos para validação.


As etapas de um processo digital


            Na prática, um processo digital funciona da seguinte forma:

         Protocolo: moradores, engenheiros, arquitetos e responsáveis técnicos protocolam os pedidos online, do seu escritório ou residência, sem a necessidade de se deslocar até a prefeitura.

           Análise: a prefeitura recebe o processo, analisa, encaminha, faz observações, aprova ou retorna ao solicitante, tudo de forma digital, sem impressões em papel.

           Aprovação: uma vez aprovado, o sistema emite e permite a assinatura digital nos documentos. O requerente pode imprimir quantas vezes quiser, dispensando carimbos, pastas e arquivos físicos.



Fonte: https://abelardoluz.sc.gov.br/prefeitura-de-abelardo-luz-implantasistema-digital-para-agilizar-emissao-de-alvaras-e-habite-se(adaptado).

A menção de diferentes profissionais (moradores, engenheiros, arquitetos) no início do texto serve para:
Alternativas
Q2347299 Português

Prefeitura de Abelardo Luz implanta sistema digital

para agilizar emissão de alvarás e habite-se



      Moradores, engenheiros, arquitetos e técnicos de obras de Abelardo Luz agora podem dar andamento aos seus pedidos sem necessidade de ir pessoalmente até o Departamento de Engenharia do município. A partir do dia 07 de junho, a emissão de alvarás e habite-ses poderão ser solicitadas de maneira 100% online, dispensando a necessidade de deslocamento à prefeitura, espera em filas ou impressões em papel.

           Com o objetivo de agilizar a tramitação de processos na cidade, a prefeitura implantou a Aprova, uma plataforma que moderniza o atendimento ao cidadão, substituindo o requerimento e a análise do servidor realizados de forma física e manual. A tecnologia vai ajudar a reduzir o prazo de análise e emissão de documentos.

         Conforme o secretário de Administração, Aléssio Valandro, tem sido uma política adotada pelo Governo Municipal a implantação de sistemas online que visam facilitar o dia a dia dos abelardenses. “Existe essa necessidade de agilizar processos que dependem do setor público e nós, enquanto gestores, temos que buscar soluções e implantar iniciativas que venham ao encontro desta necessidade. Tem sido uma marca desta Gestão a busca por soluções práticas e que modernizem o atendimento a população”, ressalta.

           Para a arquiteta e urbanista do Município, Danieli Frozza, a implantação da Aprova é mais uma estratégia para agilizar a emissão de documentos, otimizar tempo, reduzir custos e aumentar a produtividade. “Com a tramitação online todo o trabalho poderá ser feito do próprio escritório e assinado de forma digital. Os servidores responsáveis pela aprovação dos processos poderão analisar de forma mais detalhada com maior agilidade”, explica.

           Ainda há processos em andamento que estão sendo analisados de forma manual, no entanto, as novas solicitações já devem ser realizadas no ambiente digital, dispensando a necessidade do cidadão se deslocar até o balcão da prefeitura ou fazer impressões de projetos para validação.


As etapas de um processo digital


            Na prática, um processo digital funciona da seguinte forma:

         Protocolo: moradores, engenheiros, arquitetos e responsáveis técnicos protocolam os pedidos online, do seu escritório ou residência, sem a necessidade de se deslocar até a prefeitura.

           Análise: a prefeitura recebe o processo, analisa, encaminha, faz observações, aprova ou retorna ao solicitante, tudo de forma digital, sem impressões em papel.

           Aprovação: uma vez aprovado, o sistema emite e permite a assinatura digital nos documentos. O requerente pode imprimir quantas vezes quiser, dispensando carimbos, pastas e arquivos físicos.



Fonte: https://abelardoluz.sc.gov.br/prefeitura-de-abelardo-luz-implantasistema-digital-para-agilizar-emissao-de-alvaras-e-habite-se(adaptado).

No texto, a expressão 'dispensando a necessidade de deslocamento à prefeitura' sugere que:
Alternativas
Q2346899 Português

Abelardo Luz realizará em janeiro a 1ª Summer Neon Night Run



      O município de Abelardo Luz, Santa Catarina, se prepara para a 1ª edição da sua corrida noturna – Summer Neon Night Run, que será realizada no dia 20 de janeiro de 2024. O percurso da prova será de 5 KM na corrida e 3 KM para a caminhada. A expectativa da organização é receber cerca de 500 atletas de toda a região. A concentração e largada serão realizadas, a partir das 20 horas, na Avenida Beira Rio, um dos pontos turísticos da cidade.

         As inscrições antecipadas garantem ao participante a camiseta do evento e podem ser feitas até o dia 15 de dezembro de 2023 pelo site oficial. O valor para a corrida é de R$ 75,00 + taxas e para a caminhada é de R$ 40,00 + taxas. A organização oferece 50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes.

        Equipes de corrida e assessorias, com no mínimo 15 integrantes, também terão desconto especial (via planilha) com valor de R$ 65,00. Interessados devem entrar em contato com a comissão para solicitar o cupom de desconto.

        Para efetivar a inscrição, no dia da retirada dos kits os participantes devem levar 1 kg de ração por atleta ou R$ 10,00 que serão destinados para o Grupo de Voluntários dos Protetores dos Animais.


Entrega dos Kits


     O kit atleta será composto por camiseta, número de peito, chip, seguro-atleta, medalha e 2 acessórios Neon. Haverá premiação com medalha para todos que completarem a prova. Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino. Os kits serão entregues no dia da prova (20/01) das 15h às 20h, no Pier Park, localizado na Av. Beira Rio. A largada está prevista para às 20h30, na avenida Beira Rio.

       A 1ª Summer Neon Night Run de Abelardo Luz é organizada pela Quedas Adventure Eventos e Cronometragem e pelo Grupo de Corrida Pinduca Running. O evento terá supervisão da Federação Catarinense de Atletismo (FCA).



Fonte: https://rbj.com.br/abelardo-luz-realizara-em-janeiro-a-1a-summerneon-night-run/(adaptado).

A menção de premiação com medalhas para todos que completarem a prova sugere que:
Alternativas
Q2346898 Português

Abelardo Luz realizará em janeiro a 1ª Summer Neon Night Run



      O município de Abelardo Luz, Santa Catarina, se prepara para a 1ª edição da sua corrida noturna – Summer Neon Night Run, que será realizada no dia 20 de janeiro de 2024. O percurso da prova será de 5 KM na corrida e 3 KM para a caminhada. A expectativa da organização é receber cerca de 500 atletas de toda a região. A concentração e largada serão realizadas, a partir das 20 horas, na Avenida Beira Rio, um dos pontos turísticos da cidade.

         As inscrições antecipadas garantem ao participante a camiseta do evento e podem ser feitas até o dia 15 de dezembro de 2023 pelo site oficial. O valor para a corrida é de R$ 75,00 + taxas e para a caminhada é de R$ 40,00 + taxas. A organização oferece 50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes.

        Equipes de corrida e assessorias, com no mínimo 15 integrantes, também terão desconto especial (via planilha) com valor de R$ 65,00. Interessados devem entrar em contato com a comissão para solicitar o cupom de desconto.

        Para efetivar a inscrição, no dia da retirada dos kits os participantes devem levar 1 kg de ração por atleta ou R$ 10,00 que serão destinados para o Grupo de Voluntários dos Protetores dos Animais.


Entrega dos Kits


     O kit atleta será composto por camiseta, número de peito, chip, seguro-atleta, medalha e 2 acessórios Neon. Haverá premiação com medalha para todos que completarem a prova. Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino. Os kits serão entregues no dia da prova (20/01) das 15h às 20h, no Pier Park, localizado na Av. Beira Rio. A largada está prevista para às 20h30, na avenida Beira Rio.

       A 1ª Summer Neon Night Run de Abelardo Luz é organizada pela Quedas Adventure Eventos e Cronometragem e pelo Grupo de Corrida Pinduca Running. O evento terá supervisão da Federação Catarinense de Atletismo (FCA).



Fonte: https://rbj.com.br/abelardo-luz-realizara-em-janeiro-a-1a-summerneon-night-run/(adaptado).

A menção da 'Federação Catarinense de Atletismo (FCA)' indica que o evento:
Alternativas
Q2346897 Português

Abelardo Luz realizará em janeiro a 1ª Summer Neon Night Run



      O município de Abelardo Luz, Santa Catarina, se prepara para a 1ª edição da sua corrida noturna – Summer Neon Night Run, que será realizada no dia 20 de janeiro de 2024. O percurso da prova será de 5 KM na corrida e 3 KM para a caminhada. A expectativa da organização é receber cerca de 500 atletas de toda a região. A concentração e largada serão realizadas, a partir das 20 horas, na Avenida Beira Rio, um dos pontos turísticos da cidade.

         As inscrições antecipadas garantem ao participante a camiseta do evento e podem ser feitas até o dia 15 de dezembro de 2023 pelo site oficial. O valor para a corrida é de R$ 75,00 + taxas e para a caminhada é de R$ 40,00 + taxas. A organização oferece 50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes.

        Equipes de corrida e assessorias, com no mínimo 15 integrantes, também terão desconto especial (via planilha) com valor de R$ 65,00. Interessados devem entrar em contato com a comissão para solicitar o cupom de desconto.

        Para efetivar a inscrição, no dia da retirada dos kits os participantes devem levar 1 kg de ração por atleta ou R$ 10,00 que serão destinados para o Grupo de Voluntários dos Protetores dos Animais.


Entrega dos Kits


     O kit atleta será composto por camiseta, número de peito, chip, seguro-atleta, medalha e 2 acessórios Neon. Haverá premiação com medalha para todos que completarem a prova. Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino. Os kits serão entregues no dia da prova (20/01) das 15h às 20h, no Pier Park, localizado na Av. Beira Rio. A largada está prevista para às 20h30, na avenida Beira Rio.

       A 1ª Summer Neon Night Run de Abelardo Luz é organizada pela Quedas Adventure Eventos e Cronometragem e pelo Grupo de Corrida Pinduca Running. O evento terá supervisão da Federação Catarinense de Atletismo (FCA).



Fonte: https://rbj.com.br/abelardo-luz-realizara-em-janeiro-a-1a-summerneon-night-run/(adaptado).

A frase 'Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino' implica que:
Alternativas
Q2346896 Português

Abelardo Luz realizará em janeiro a 1ª Summer Neon Night Run



      O município de Abelardo Luz, Santa Catarina, se prepara para a 1ª edição da sua corrida noturna – Summer Neon Night Run, que será realizada no dia 20 de janeiro de 2024. O percurso da prova será de 5 KM na corrida e 3 KM para a caminhada. A expectativa da organização é receber cerca de 500 atletas de toda a região. A concentração e largada serão realizadas, a partir das 20 horas, na Avenida Beira Rio, um dos pontos turísticos da cidade.

         As inscrições antecipadas garantem ao participante a camiseta do evento e podem ser feitas até o dia 15 de dezembro de 2023 pelo site oficial. O valor para a corrida é de R$ 75,00 + taxas e para a caminhada é de R$ 40,00 + taxas. A organização oferece 50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes.

        Equipes de corrida e assessorias, com no mínimo 15 integrantes, também terão desconto especial (via planilha) com valor de R$ 65,00. Interessados devem entrar em contato com a comissão para solicitar o cupom de desconto.

        Para efetivar a inscrição, no dia da retirada dos kits os participantes devem levar 1 kg de ração por atleta ou R$ 10,00 que serão destinados para o Grupo de Voluntários dos Protetores dos Animais.


Entrega dos Kits


     O kit atleta será composto por camiseta, número de peito, chip, seguro-atleta, medalha e 2 acessórios Neon. Haverá premiação com medalha para todos que completarem a prova. Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino. Os kits serão entregues no dia da prova (20/01) das 15h às 20h, no Pier Park, localizado na Av. Beira Rio. A largada está prevista para às 20h30, na avenida Beira Rio.

       A 1ª Summer Neon Night Run de Abelardo Luz é organizada pela Quedas Adventure Eventos e Cronometragem e pelo Grupo de Corrida Pinduca Running. O evento terá supervisão da Federação Catarinense de Atletismo (FCA).



Fonte: https://rbj.com.br/abelardo-luz-realizara-em-janeiro-a-1a-summerneon-night-run/(adaptado).

A menção de '50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes' indica que a organização:
Alternativas
Q2346895 Português

Abelardo Luz realizará em janeiro a 1ª Summer Neon Night Run



      O município de Abelardo Luz, Santa Catarina, se prepara para a 1ª edição da sua corrida noturna – Summer Neon Night Run, que será realizada no dia 20 de janeiro de 2024. O percurso da prova será de 5 KM na corrida e 3 KM para a caminhada. A expectativa da organização é receber cerca de 500 atletas de toda a região. A concentração e largada serão realizadas, a partir das 20 horas, na Avenida Beira Rio, um dos pontos turísticos da cidade.

         As inscrições antecipadas garantem ao participante a camiseta do evento e podem ser feitas até o dia 15 de dezembro de 2023 pelo site oficial. O valor para a corrida é de R$ 75,00 + taxas e para a caminhada é de R$ 40,00 + taxas. A organização oferece 50% de desconto na inscrição para pessoas acima de 60 anos e cadeirantes.

        Equipes de corrida e assessorias, com no mínimo 15 integrantes, também terão desconto especial (via planilha) com valor de R$ 65,00. Interessados devem entrar em contato com a comissão para solicitar o cupom de desconto.

        Para efetivar a inscrição, no dia da retirada dos kits os participantes devem levar 1 kg de ração por atleta ou R$ 10,00 que serão destinados para o Grupo de Voluntários dos Protetores dos Animais.


Entrega dos Kits


     O kit atleta será composto por camiseta, número de peito, chip, seguro-atleta, medalha e 2 acessórios Neon. Haverá premiação com medalha para todos que completarem a prova. Com troféus do 1º ao 5º lugar de cada categoria masculino e feminino. Os kits serão entregues no dia da prova (20/01) das 15h às 20h, no Pier Park, localizado na Av. Beira Rio. A largada está prevista para às 20h30, na avenida Beira Rio.

       A 1ª Summer Neon Night Run de Abelardo Luz é organizada pela Quedas Adventure Eventos e Cronometragem e pelo Grupo de Corrida Pinduca Running. O evento terá supervisão da Federação Catarinense de Atletismo (FCA).



Fonte: https://rbj.com.br/abelardo-luz-realizara-em-janeiro-a-1a-summerneon-night-run/(adaptado).

Qual é o propósito principal da 1ª Summer Neon Night Run em Abelardo Luz?
Alternativas
Q2346644 Português

Leia o texto a seguir.



A ignorância não pode servir de álibi a ninguém para violar a gramática, a Constituição de nossa língua. Entretanto, as transgressões da norma culta são recursos às vezes indispensáveis a romancistas, contistas e poetas.



Sobre a estruturação ou conteúdo do texto lido, assinale a afirmativa correta. 

Alternativas
Q2346643 Português

Leia o fragmento a seguir.



A lenda dos três reis magos.



Ouro, incenso e mirra, esses foram os três presentes que os magos levaram ao Menino Jesus. Os magos não eram três e não eram reis. E provavelmente jamais existiram, mas têm nomes: Baltasar, Gaspar, Melquior. Suas fisionomias lembram as três etnias da Humanidade conhecidas na época em que a lenda se formou.



Sobre o fragmento, assinale a afirmativa inadequada

Alternativas
Q2346012 Português
O direito humano ao meio ambiente equilibrado 

Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio 
ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. 

    É recente a preocupação com o meio ambiente, que era visto como fonte inesgotável de recursos. O primeiro alerta para a questão coube à bióloga Rachel Carson, no livro “A primavera silenciosa”, em 1962, denunciando os danos da poluição por produtos químicos.
    O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 junho, remete à abertura da Conferência da ONU em Estocolmo (1972), que inseriu a preocupação ambiental na pauta dos líderes mundiais, lançando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
    Seguiram-se encontros e tratados. Na Cúpula de 2015, foram definidos os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030. Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. A ação humana é a preocupação central das discussões, com a meta de preservar a vida e o planeta.
    O conceito: desenvolvimento sustentável, incorporado ao discurso público da ONU em 1987 – relatório Nosso Futuro Comum – sintetiza o compromisso com o futuro: “o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades”, apontando o flagelo da desigualdade. O desenvolvimento sustentável requer o atendimento das necessidades humanas pelo potencial produtivo, garantindo oportunidades iguais para todos.
    No Brasil, a Lei 6.938/1981 definiu o meio ambiente como “conjunto de bens, influências e interações de ordem físicas, químicas e biológicas, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. O conceito incorpora a compreensão da ONU acerca dos múltiplos fatores que afetam os seres vivos e as atividades humanas. Institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, marco histórico-humanístico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, a segurança nacional e a proteção da dignidade da pessoa humana.
    Nesse contexto, as organizações públicas, com grande peso no consumo de bens, são essenciais na implementação de políticas de sustentabilidade, preservando os bens naturais às gerações futuras.

(*Leomar Daroncho, Procurador do Trabalho. *Cynthia Maria Simões Lopes, Procuradora Regional do Trabalho. Correio braziliense, junho de 2023 – Fragmento.) 
A partir da observação dos mecanismos de coesão textual assim como do domínio da estrutura morfossintática do trecho destacado a seguir, analise as sugestões possíveis de reescrita e assinale a hipótese em que tanto a correção gramatical quanto a semântica permanecem inalteradas. “O conceito: desenvolvimento sustentável, incorporado ao discurso público da ONU em 1987 – relatório Nosso Futuro Comum – sintetiza o compromisso com o futuro: ‘o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades’, apontando o flagelo da desigualdade.” (4º§)
Alternativas
Q2346011 Português
O direito humano ao meio ambiente equilibrado 

Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio 
ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. 

    É recente a preocupação com o meio ambiente, que era visto como fonte inesgotável de recursos. O primeiro alerta para a questão coube à bióloga Rachel Carson, no livro “A primavera silenciosa”, em 1962, denunciando os danos da poluição por produtos químicos.
    O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 junho, remete à abertura da Conferência da ONU em Estocolmo (1972), que inseriu a preocupação ambiental na pauta dos líderes mundiais, lançando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
    Seguiram-se encontros e tratados. Na Cúpula de 2015, foram definidos os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030. Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. A ação humana é a preocupação central das discussões, com a meta de preservar a vida e o planeta.
    O conceito: desenvolvimento sustentável, incorporado ao discurso público da ONU em 1987 – relatório Nosso Futuro Comum – sintetiza o compromisso com o futuro: “o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades”, apontando o flagelo da desigualdade. O desenvolvimento sustentável requer o atendimento das necessidades humanas pelo potencial produtivo, garantindo oportunidades iguais para todos.
    No Brasil, a Lei 6.938/1981 definiu o meio ambiente como “conjunto de bens, influências e interações de ordem físicas, químicas e biológicas, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. O conceito incorpora a compreensão da ONU acerca dos múltiplos fatores que afetam os seres vivos e as atividades humanas. Institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, marco histórico-humanístico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, a segurança nacional e a proteção da dignidade da pessoa humana.
    Nesse contexto, as organizações públicas, com grande peso no consumo de bens, são essenciais na implementação de políticas de sustentabilidade, preservando os bens naturais às gerações futuras.

(*Leomar Daroncho, Procurador do Trabalho. *Cynthia Maria Simões Lopes, Procuradora Regional do Trabalho. Correio braziliense, junho de 2023 – Fragmento.) 
De acordo com o conteúdo textual, considere o estabelecimento de um mapa conceitual que abarca de forma adequada as relações existentes entre as palavras e conceitos apresentados no texto em análise, conforme exemplificado a seguir.   
Imagem associada para resolução da questão

Considerando as características de tal gênero textual desenvolvido anteriormente, assinale a indicação adequada para preenchimento das lacunas observadas.

I. Desigualdade: “Flagelo da desigualdade”.
II. Equilíbrio: “Meio ambiente limpo, saudável e sustentável”.
III. Reconhecimento institucional global: “Conselho, Conferência e Lei”.
IV. Sustentabilidade: “O desenvolvimento sustentável requer o atendimento das necessidades humanas pelo potencial produtivo, garantindo oportunidades iguais para todos”.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Q2346010 Português
O direito humano ao meio ambiente equilibrado 

Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio 
ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. 

    É recente a preocupação com o meio ambiente, que era visto como fonte inesgotável de recursos. O primeiro alerta para a questão coube à bióloga Rachel Carson, no livro “A primavera silenciosa”, em 1962, denunciando os danos da poluição por produtos químicos.
    O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 junho, remete à abertura da Conferência da ONU em Estocolmo (1972), que inseriu a preocupação ambiental na pauta dos líderes mundiais, lançando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
    Seguiram-se encontros e tratados. Na Cúpula de 2015, foram definidos os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030. Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. A ação humana é a preocupação central das discussões, com a meta de preservar a vida e o planeta.
    O conceito: desenvolvimento sustentável, incorporado ao discurso público da ONU em 1987 – relatório Nosso Futuro Comum – sintetiza o compromisso com o futuro: “o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades”, apontando o flagelo da desigualdade. O desenvolvimento sustentável requer o atendimento das necessidades humanas pelo potencial produtivo, garantindo oportunidades iguais para todos.
    No Brasil, a Lei 6.938/1981 definiu o meio ambiente como “conjunto de bens, influências e interações de ordem físicas, químicas e biológicas, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. O conceito incorpora a compreensão da ONU acerca dos múltiplos fatores que afetam os seres vivos e as atividades humanas. Institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, marco histórico-humanístico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, a segurança nacional e a proteção da dignidade da pessoa humana.
    Nesse contexto, as organizações públicas, com grande peso no consumo de bens, são essenciais na implementação de políticas de sustentabilidade, preservando os bens naturais às gerações futuras.

(*Leomar Daroncho, Procurador do Trabalho. *Cynthia Maria Simões Lopes, Procuradora Regional do Trabalho. Correio braziliense, junho de 2023 – Fragmento.) 
A primeira afirmativa do texto é justificada por meio de uma estratégia frequente em textos pertencentes ao gênero textual apresentado, tratando-se de: 
Alternativas
Q2346008 Português
O direito humano ao meio ambiente equilibrado 

Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio 
ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. 

    É recente a preocupação com o meio ambiente, que era visto como fonte inesgotável de recursos. O primeiro alerta para a questão coube à bióloga Rachel Carson, no livro “A primavera silenciosa”, em 1962, denunciando os danos da poluição por produtos químicos.
    O Dia Mundial do Meio Ambiente, 5 junho, remete à abertura da Conferência da ONU em Estocolmo (1972), que inseriu a preocupação ambiental na pauta dos líderes mundiais, lançando o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).
    Seguiram-se encontros e tratados. Na Cúpula de 2015, foram definidos os novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável – Agenda 2030. Em 2021, o Conselho de Direitos Humanos da ONU reconheceu o meio ambiente limpo, saudável e sustentável como um direito humano. A ação humana é a preocupação central das discussões, com a meta de preservar a vida e o planeta.
    O conceito: desenvolvimento sustentável, incorporado ao discurso público da ONU em 1987 – relatório Nosso Futuro Comum – sintetiza o compromisso com o futuro: “o desenvolvimento que encontra as necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de atender as próprias necessidades”, apontando o flagelo da desigualdade. O desenvolvimento sustentável requer o atendimento das necessidades humanas pelo potencial produtivo, garantindo oportunidades iguais para todos.
    No Brasil, a Lei 6.938/1981 definiu o meio ambiente como “conjunto de bens, influências e interações de ordem físicas, químicas e biológicas, que permite, abriga e rege a vida em todas as suas formas”. O conceito incorpora a compreensão da ONU acerca dos múltiplos fatores que afetam os seres vivos e as atividades humanas. Institucionalizou a Política Nacional do Meio Ambiente, marco histórico-humanístico para o desenvolvimento socioeconômico sustentável, a segurança nacional e a proteção da dignidade da pessoa humana.
    Nesse contexto, as organizações públicas, com grande peso no consumo de bens, são essenciais na implementação de políticas de sustentabilidade, preservando os bens naturais às gerações futuras.

(*Leomar Daroncho, Procurador do Trabalho. *Cynthia Maria Simões Lopes, Procuradora Regional do Trabalho. Correio braziliense, junho de 2023 – Fragmento.) 
O enfoque dado ao tema a partir do desenvolvimento das ideias e informações apresentadas no texto está indicado em: 
Alternativas
Q2345962 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
No trecho “Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia.” (4º§), o termo sublinhado expressa, no contexto, a ideia de 
Alternativas
Q2345959 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Tendo em vista o uso coerente da linguagem à situação de comunicação do texto apresentado, assinale o trecho selecionado em que podem ser identificados aspectos informais da língua. 
Alternativas
Q2345957 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Adjetivo é toda palavra que caracteriza o substantivo, indicando-lhe qualidade, defeito, estado, condição etc. A palavra sublinhada no trecho textual que não exprime qualidade é: 
Alternativas
Q2345956 Português
Os amantes 

    Nos dois primeiros dias, sempre que o telefone tocava, um de nós esboçava um movimento, um gesto de quem vai atender. Mas o movimento era cortado no ar. Ficávamos imóveis, ouvindo a campainha bater, silenciar, bater outra vez. Havia um certo susto, como se aquele trinado repetido fosse uma acusação, um gesto agudo nos apontando.
    Era preciso que ficássemos imóveis, talvez respirando com mais cuidado, até que o aparelho silenciasse. Então tínhamos um suspiro de alívio. Havíamos vencido mais uma vez os nossos inimigos. Nossos inimigos eram toda a população da cidade imensa, que transitava lá fora nos veículos dos quais nos chegava apenas um ruído distante de motores, a sinfonia abafada das buzinas, às vezes o ruído do elevador.
    Sabíamos quando alguém parava o elevador em nosso andar; tínhamos o ouvido apurado, pressentíamos os passos na escada antes que eles se aproximassem. A sala da frente estava sempre de luz apagada. Sentíamos, lá fora, o emissário do inimigo. Esperávamos quietos. Um segundo, dois – e a campainha da porta batia, alto, rascante. Ali, a dois metros, atrás da porta escura, estava respirando e esperando um inimigo. Se abríssemos, ele – fosse quem fosse – nos lançaria um olhar, diria alguma coisa – e então o nosso mundo seria invadido.
    No segundo dia ainda hesitamos; mas resolvemos deixar que o pão e o leite ficassem lá fora; o jornal era remetido por baixo da porta, mas nenhum de nós o recolhia. Nossas provisões eram pequenas; no terceiro dia já tomávamos café sem açúcar, no quarto a despensa estava praticamente vazia. No apartamento mal iluminado íamos emagrecendo de felicidade. Devíamos estar ficando pálidos, e às vezes, unidos, olhos nos olhos, nos perguntávamos se tudo não era um sonho.
   O relógio parara, havia apenas aquela tênue claridade que vinha das janelas sempre fechadas. Mais tarde essa luz do dia distante, do dia dos outros, ia se perdendo, e então era apenas uma pequena lâmpada no chão que projetava nossas sombras nas paredes do quarto e vagamente escoava pelo corredor, lançava ainda uma penumbra confusa na sala, onde não íamos mais. Pouco falávamos: se o inimigo estivesse escutando às nossas portas, mal ouviria vagos murmúrios; e a nossa felicidade imensa era ponteada de alegrias menores e inocentes, a água forte e grossa do chuveiro, a fartura festiva de toalhas limpas, de lençóis de linho.
    O mundo ia pouco a pouco desistindo de nós; o telefone batia menos e a campainha da porta quase nunca. Ah, nós tínhamos vindo de muito e muito amargor, muita hesitação, longa tortura e remorso; agora a vida era nós dois apenas. Sabíamos estar condenados; os inimigos, os outros, o resto da população do mundo nos esperava para lançar olhares, dizer coisas, ferir com maldade ou tristeza o nosso mundo, nosso pequeno mundo que ainda podíamos defender um dia ou dois, nosso mundo trêmulo de felicidade, sonâmbulo, irreal, fechado, e tão louco e tão bobo e tão bom como nunca mais haverá.
    No sexto dia sentimos que tudo conspirava contra nós. Que importa a uma grande cidade que haja um apartamento fechado em alguns de seus milhares edifícios – que importa que lá dentro não haja ninguém, ou que um homem e uma mulher ali estejam, pálidos, se movendo na penumbra como dentro de um sonho? Entretanto, a cidade, que durante uns dois ou três dias parecia nos haver esquecido, voltava subitamente a atacar.
    O telefone tocava, batia dez, quinze vezes, calava-se alguns minutos, voltava a chamar: e assim três, quatro vezes sucessivas. Alguém vinha e apertava a campainha; esperava; apertava outra vez; experimentava a maçaneta da porta; batia com os nós dos dedos, cada vez mais forte, como se tivesse certeza de que havia alguém lá dentro.
    Ficávamos quietos, abraçados, até que o desconhecido se afastasse, voltasse para a rua, para a sua vida, nos deixasse em nossa felicidade que fluía num encantamento constante. Eu sentia dentro de mim, doce, essa espécie de saturação boa, como um veneno que tonteia, como se os meus cabelos já tivessem o cheiro de seus cabelos, como se o cheiro de sua pele tivesse entrado na minha.
    Nossos corpos tinham chegado a um entendimento que era além do amor, eles tendiam a se parecer no mesmo repetido jogo lânguido, e uma vez que, sentado de frente para a janela, por onde filtrava um eco pálido de luz, eu a contemplava tão pura e nua, ela disse: “Meu Deus, seus olhos estão esverdeando”. Nossas palavras baixas eram murmuradas pela mesma voz, nossos gestos eram parecidos e integrados, como se o amor fosse um longo ensaio para que um movimento chamasse outro; inconscientemente compúnhamos esse jogo de um ritmo imperceptível como um lento bailado.
    Mas naquela manhã ela se sentiu tonta, e senti também minha fraqueza; resolvi sair, era preciso dar uma escapada para obter víveres; vesti-me, lentamente, calcei os sapatos como quem faz algo de estranho; que horas seriam? Quando cheguei à rua e olhei, com um vago temor, um sol extraordinariamente claro me bateu nos olhos, na cara, desceu pela minha roupa, senti vagamente que aquecia meus sapatos.
    Fiquei um instante parado, encostado à parede, olhando aquele movimento sem sentido, aquelas pessoas e veículos irreais que se cruzavam; tive uma tonteira, e uma sensação dolorosa no estômago. Havia um grande caminhão vendendo uvas, pequenas uvas escuras; comprei cinco quilos, o homem fez um grande embrulho; voltei, carregando aquele embrulho de encontro ao peito, como se fosse a minha salvação. 
    E levei dois, três minutos, na sala de janelas absurdamente abertas, diante de um desconhecido, para compreender que o milagre se acabara; alguém viera e batera à porta e ela abrira pensando que fosse eu, e então já havia também o carteiro querendo recibo de uma carta registrada e, quando o telefone bateu, foi preciso atender, e nosso mundo foi invadido, atravessado, desfeito, perdido para sempre – senti que ela me disse isto num instante, num olhar entretanto lento (achei seus olhos muito claros, há muito tempo que não os via assim, em plena luz) um olhar de apelo e de tristeza, onde, entretanto, ainda havia uma inútil, resignada esperança.

(Disponível em: 200 crônicas escolhidas: as melhores de Rubem Braga. Record. 1977.) 
Em qual das citações relacionadas a seguir está evidenciada uma opinião do articulista do texto? 
Alternativas
Respostas
13321: B
13322: A
13323: B
13324: A
13325: A
13326: D
13327: A
13328: A
13329: B
13330: C
13331: A
13332: C
13333: C
13334: D
13335: A
13336: D
13337: A
13338: A
13339: D
13340: D