Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2350341 Português
Texto:


Crescimento Zero


Alex Grijelmo


     Parece difícil que nos resignemos a não crescer. O crescimento de qualquer de nossas posses forma parte das ideias positivas. Hão de crescer as crianças, os músculos, os seios, nossos negócios e, obviamente, também a economia. Este caso é, porém, o mais transcendental, porque mesmo quando a economia não cresce, dizemos que cresceu: porque “cresceu zero”.

     O eufemismo que está presente em “crescimento zero” consegue unir um conceito positivo (crescimento) com outro negativo (o não-crescimento), para neutralizar o efeito deste (e, além disso, se apela a um número que não é exatamente negativo: o zero).

     Os economistas e os políticos empregam muito bem esses vocábulos para contentar-nos, mesmo quando a economia decresce, porque então falam de “crescimento negativo”.

     Vejamos o lado bom da coisa, porque devemos agradecer o fato de que as pessoas das ciências tenham sabido escolher muito bem as palavras, ainda que seja para esconder os números.
O texto desta prova tem a finalidade de
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Q2350106 Português

Leia o texto a seguir.



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O tema central do texto é

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Q2350098 Português
Texto 1


       Um homem foi preso suspeito de furtar fios de energia de uma estação da Companhia de Saneamento de Goiás (Saneago) e deixar moradores de Bela vista de Goiás, na Região Metropolitana de Goiânia, sem água. De acordo com a Polícia Militar, o suspeito é funcionário de uma empresa terceirizada da Equatorial, concessionária responsável pela distribuição de energia no estado.
      Em nota, a Saneago informou que ao perceber a paralisação no sistema às 19 horas no último domingo (19), técnicos foram ao local averiguar a situação. Chegando na unidade de captação, notaram uma movimentação estranha de um veículo da empresa de energia, que fugiu com a chegada da equipe. Nas instalações, os técnicos encontraram equipamentos de proteção e ferramentas especializadas para uso em materiais elétricos, utilizados no furto. 


Disponível em: <https://g1.globo.com/go/goias/noticia/2023/08/22/homem-epreso-por-furtar-fios-de-energia-e-deixar-cidade-em-goias-sem-agua-dizpolicia.ghtml>. Acesso em 24 ago. 2023.

O texto revela que o furto causou
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Q2350018 Português
Leia o poema a seguir.

É PRECISO AGIR

Primeiro levaram os negros Mas não me importei com isso Eu não era negro Em seguida levaram alguns operários Mas não me importei com isso Eu também não era operário Depois prenderam os miseráveis Mas não me importei com isso Porque eu não sou miserável Depois agarraram uns desempregados Mas como tenho meu emprego Também não me importei Agora estão me levando Mas já é tarde. Como eu não me importei com ninguém Ninguém se importa comigo

BRECHT, Bertold. Disponível em: <http://projetoseeduc.cecierj.edu.br/eja/recurso-multimidiaprofessor/historia/novaeja/m3u05/38%20Poesia_agir.pdf >. Acesso em: 04 ago. 2023. 


O trecho do poema acima que diz “Como eu não me importei com ninguém / Ninguém se importa comigo” revela um sentimento individual, que quando se refere aos elementos culturais de uma sociedade, pode ser entendido como
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Q2350006 Português
O tema central do texto é
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Q2350001 Português

Leia o texto a seguir.



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Disponível em: <https://www.gov.br/turismo/pt-br/assuntos/noticias/campanhaincentiva-brasileiro-a-planejar-e-organizar-viagem>. Acesso em: 23 ago. 2023.




O texto tem o intuito de

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Q2349867 Português

Leia o cartum a seguir.



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Disponível em: <http://geotecblog.epizy.com/charge-robo-na-industria-4-

0/>. Acesso em: 22 ago. 2023. 




No cartum, a oposição mais evidente que compõe a crítica do texto se mostra na relação  

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Q2349866 Português

Leia o texto a seguir.



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Disponível em:

<https://site.sabesp.com.br/site/interna/Default.aspx?secaoId=770>. Acesso em: 29 ago. 2023. 



No último quadrinho, a fala de Cascão conduz à interpretação de que o personagem 


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Q2349863 Português
Texto 2


É o fim da indústria?


         Uma das causas do fraco desempenho do setor industrial é que, nos últimos 30 anos, a demanda por serviços passou a ser mais prioritária que a aquisição de bens. No orçamento das famílias pesa muito os planos de saúde, ensino particular, transporte, telefonia móvel, redes eletrônicas, TV paga, turismo e lazer. Por causa disso as prestadoras de serviços têm aumentado acima da inflação os preços dos produtos. Levando em conta a concorrência em qualidade e preço com os produtos estrangeiros e a “insatisfatória lucratividade”, as indústrias instaladas no Brasil vêm encerrando atividades. No primeiro semestre de 2019, só em São Paulo foram fechadas 2.325 indústrias de transformação de porte médio para cima.
      A exacerbação da ambição de lucro na produção industrial tornou-se danosa aos humanos e à natureza. Vem substituindo o trabalho humano por alta tecnologia; reduziu a remuneração dos poucos empregos que permaneceram; faz pressão sobre governantes e sociedade para eliminar direitos trabalhistas e benefícios sociais; lança gases venenosos na atmosfera e provoca aquecimento global; lança líquidos e rejeitos contaminados nas águas; devasta as florestas em busca de matéria prima e carvão vegetal; agride o solo e o subsolo para aquisição de matéria prima mineral. 


MOURA, Antônio de Paiva. É o fim da indústria? Brasil de fato, MG. 22 ago.
2019. Disponível em: <https://www.brasildefatomg.com.br/2019/08/22/artigoor-e-o-fim-da-industria>. Acesso em: 22 ago. 2023.
O título “É o fim da indústria?” é justificado pela ideia, desenvolvida no texto, de que
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Q2349862 Português

Observe o quadro a seguir.



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Anuário Goiás 2023-2024. Jornal O Popular. 2023, p. 160. Disponível em:

<https://especiais.opopular.com.br/anuariogoias>. Acesso em: 20 ago. 2023.



Os dados do quadro sobre o PIB de Itumbiara conduzem à inferência de que

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Q2349861 Português

Leia a tirinha a seguir.  




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Disponível em:

<https://abobrinhaecia.wordpress.com/2013/05/17/industrializacao/>. Acesso em: 19 ago. 2023.




Com base na observação dos símbolos do primeiro e segundo quadrinhos, no discurso oral produzido pelos personagens e na remissão à industrialização no terceiro quadrinho, conclui-se que o texto questiona criticamente a

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Q2349860 Português
Texto 1


A alienação do trabalhador na era industrial



           Assim que as indústrias passaram a dominar o processo de produção, notamos que a tecnologia empregada não só determinava a redução dos custos e a ampliação dos lucros da empresa. Cada vez que novas máquinas eram criadas, milhares de trabalhadores eram dispensados das fábricas e aqueles que permaneciam eram designados a realizar uma mesma ação cada vez mais específica do processo de produção.
         Vivenciando a rotina de uma função que poderia ser exercida por qualquer outra pessoa e percebendo a existência de vários desempregados interessados em exercer aquela mesma função, o operário concordava em receber um baixo salário pelo seu trabalho. Além disso, devemos destacar que esse operário não tinha mais ciência de todas as etapas que envolviam a riqueza que ele produzia. Na verdade, ele nem mesmo sabia quantificar quantas mercadorias ou qual o valor dos bens que produziu em uma jornada de trabalho.
        É nessa situação específica que a alienação dos trabalhadores passou a ser reconhecida por aqueles que estudam o desenvolvimento da sociedade industrial. O trabalhador não está alienado ao valor da riqueza que produz devido a uma opção própria. Na verdade, ele se submete a essa situação por não mais ter acesso aos meios de produção (no caso, as máquinas) e também por exercer uma tarefa tão específica que não consegue mais projetar o preciso valor da riqueza que ele ajuda a criar. 


SOUSA, Rainer Gonçalves. A alienação do trabalhador na Era Industrial.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/aalienacao-trabalhador-na-era-industrial.htm>. Acesso em: 19 ago. 2023.
[Adaptado].
No trecho “esse operário não tinha mais ciência de todas as etapas que envolviam a riqueza que ele produzia”, a palavra “mais” em destaque instaura o pressuposto de que
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Q2349858 Português
Texto 1


A alienação do trabalhador na era industrial



           Assim que as indústrias passaram a dominar o processo de produção, notamos que a tecnologia empregada não só determinava a redução dos custos e a ampliação dos lucros da empresa. Cada vez que novas máquinas eram criadas, milhares de trabalhadores eram dispensados das fábricas e aqueles que permaneciam eram designados a realizar uma mesma ação cada vez mais específica do processo de produção.
         Vivenciando a rotina de uma função que poderia ser exercida por qualquer outra pessoa e percebendo a existência de vários desempregados interessados em exercer aquela mesma função, o operário concordava em receber um baixo salário pelo seu trabalho. Além disso, devemos destacar que esse operário não tinha mais ciência de todas as etapas que envolviam a riqueza que ele produzia. Na verdade, ele nem mesmo sabia quantificar quantas mercadorias ou qual o valor dos bens que produziu em uma jornada de trabalho.
        É nessa situação específica que a alienação dos trabalhadores passou a ser reconhecida por aqueles que estudam o desenvolvimento da sociedade industrial. O trabalhador não está alienado ao valor da riqueza que produz devido a uma opção própria. Na verdade, ele se submete a essa situação por não mais ter acesso aos meios de produção (no caso, as máquinas) e também por exercer uma tarefa tão específica que não consegue mais projetar o preciso valor da riqueza que ele ajuda a criar. 


SOUSA, Rainer Gonçalves. A alienação do trabalhador na Era Industrial.
Disponível em: <https://mundoeducacao.uol.com.br/historiageral/aalienacao-trabalhador-na-era-industrial.htm>. Acesso em: 19 ago. 2023.
[Adaptado].
Segundo o texto, uma das causas da alienação do trabalhador na era industrial é
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Q2349751 Português
“Ao invés de aguardar por investimentos governamentais que montem escolas próximas a suas casas, residentes do Jardim Tasso da Silveira, no subúrbio do Rio, resolveram criar, eles mesmos, uma escola para seus filhos”; infere-se desse segmento que 
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Q2349749 Português
Assinale a frase que não pode ser lida como a expressão de valorizar a ação de fazer sobre a ação de falar ou pensar.
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Q2349746 Português
Certos textos provocam riso, tristeza, exaltação, emoções... Tais textos mostram um tom, isto é, características que provocam um estado afetivo particular. Entre os pensamentos abaixo, assinale aquele que mostra um tom cômico.
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Q2349745 Português
Observe o seguinte segmento textual: “As folhas caindo lembram sempre lágrimas derramadas pelas grandes árvores tristes que choram em função do fim do ano, do fim das auroras de temperatura agradável e dos doces crepúsculos”.

Sobre esse fragmento de texto, assinale a afirmação inadequada à estruturação do texto.
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Q2349738 Português
Observe a estruturação do seguinte parágrafo:

“Inicialmente, defendendo a natureza, o homem defende a si próprio: ele satisfaz o instinto de conservação da espécie. As inumeráveis agressões das quais se sente culpado, em relação ao meio natural (ou ao meio ambiente, como se costuma dizer) não ocorrem sem consequências funestas para a saúde e para a integridade de seu patrimônio hereditário. É preciso lembrarmos que, em função da poluição radioativa causada pelas explosões de bombas nucleares, todos os habitantes do planeta, sobretudo os jovens, trazem em seu esqueleto os átomos do metal radioativo. Que, pelo emprego abusivo de inseticidas, o leite de todas as mães contém uma certa dose do pernicioso DDT? Proteger a natureza é então, em primeiro lugar, realizar uma tarefa de higiene planetária.”

Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a única opção inadequada.
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Q2349390 Português
No lugar do outro

   Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.

   Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las, de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar, de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

  Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos. 

  Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: Crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com “Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade. Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

  Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa “in your shoes” (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa “em seu lugar”. Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.

   Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos.

   Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: “Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

   Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.

   A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la? 

(SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo. Em: 22 de setembro de 2015.) 

No 4º§ do texto, de acordo com a organização e sequência das informações e ideias apresentadas, pode-se afirmar que, depois de expor um exemplo pessoal que contribui para a sustentação da tese, o texto se refere a:
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Q2349389 Português
No lugar do outro

   Estamos vivendo uma crise intensa: a das relações humanas. Todos os dias testemunhamos ou protagonizamos, tanto na vida presencial quanto na virtual, comportamentos e atitudes que vão do ódio declarado ou sutil ao desdém em relação ao outro. As relações humanas, sempre tão complexas, exigem, no entanto, delicadeza, atenção e compromisso social. Tem sido difícil manter a saúde mental e a qualidade de vida no contexto atual.

   Crianças e adolescentes já dão sinais claros de que têm aprendido muito com nossa dificuldade em conviver com as diferenças e de respeitá-las, de tentar colocar-se no lugar do outro para compreender suas posições e atitudes; de ter compaixão; de conflitar em vez de confrontar, de agir com doçura, por exemplo. Conseguir fazer isso é ter empatia com o outro.

  Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos. 

  Mas são os mais novos que levam a pior nessa história: Crianças e adolescentes que desobedecem, desafiam e têm comportamentos considerados agressivos, como os nossos, podem receber diagnósticos e orientação para tratamento. Conheço famílias com filhos diagnosticados com “Transtorno Desafiador Opositivo”, porque têm comportamentos típicos da idade. Há uma grande preocupação global com a nossa atual falta de empatia. Um sinal disso foi a inauguração, em Londres, do primeiro Museu da Empatia.

  Nele, os visitantes são convocados a experimentar/enxergar o mundo pelo olhar de um outro – não próximo ou conhecido, mas um outro com quem eles não têm qualquer relação. A expressão que deu sentido ao museu é a expressão inglesa “in your shoes” (em seus sapatos), que em língua portuguesa significa “em seu lugar”. Os visitantes se deparam, na entrada, com uma caixa com diferentes pares de sapatos usados. Escolhem um de seu número para calçar e recebem um áudio que conta uma parte da história da pessoa que foi dona daquele par.

   Desenvolver a empatia é uma condição absolutamente necessária para ensiná-la aos mais novos.

   Aliás, eles podem tê-la mais facilmente do que nós. Um pai me contou, comovido, que conversava com um amigo a respeito da situação de muitos refugiados de países em guerra e que comentou que não adiantava a busca por outro local, já que a crise de empregos era mundial. Seu filho, de sete anos, que estava por perto, perguntou de imediato: “Pai, se tivesse guerra aqui, você preferiria que eu morresse?”. Ele mudou de ideia.

   Estacionar o carro em vaga de idosos, grávidas e portadores de deficiência é mais do que contravenção: é falta de empatia. Reclamar da lentidão dos velhos é mais do que desrespeito: é falta de empatia. Agredir ostensivamente o outro por suas posições é mais do que dificuldade em lidar com as diferenças: é falta de empatia. Do mesmo modo, reclamar do comportamento dos mais novos é falta de empatia.

   A empatia pode provocar uma grande mudança social, diz Roman Krznari, estudioso do tema. Vamos desenvolvê-la para ensiná-la? 

(SAYÃO, Rosely. Folha de S. Paulo. Em: 22 de setembro de 2015.) 

“Pais e professores têm reclamado de comportamentos provocativos desrespeitosos, desafiadores e desobedientes dos mais novos. Entretanto, se pudéssemos nos dedicar por alguns momentos à auto-observação, constataríamos essas características também em nós, adultos.” (3º§) O elemento destacado pode ser identificado como um conector ou articulador discursivo estabelecendo determinada relação de sentido entre os períodos que constituem o parágrafo transcrito. Assim, indica-se sua função de acordo com o contexto, corretamente em: 
Alternativas
Respostas
13281: A
13282: B
13283: B
13284: A
13285: D
13286: B
13287: D
13288: A
13289: A
13290: C
13291: B
13292: B
13293: D
13294: E
13295: C
13296: C
13297: B
13298: D
13299: B
13300: B