Questões de Concurso Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

Questões Discursivas

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Q1611822 Português

Pedro Antônio Bernardi, economista, jornalista e professor. Fonte: https://www.diarioinduscom.com/progresso-e-etica-sao-baluartes-da-ordem-e-do-bem-estar/
É impossível apresentar dados comprobatórios de que o texto
Alternativas
Q1611783 Português

Leia o texto a seguir para responder às questões.



Leia as proposições sobre as ideias do texto e marque a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1611561 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. O eu poético invoca um amor inacessível, cuja manifestação se dá apenas em sua própria consciência.

II. O eu poético parece experimentar uma relação desaprovada e chega a associá-la à palavra “pecado”, como um evento que acontece às escondidas.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611560 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Há um desalento por parte do eu poético que não encontra solução para o seu problema, que é a relação proibida com sua amada.

II. A amada a quem se dirige o “eu” chega a receber um chamamento que a coloca numa condição de herege. É como se o “eu” retirasse parte de sua culpa por estar na relação.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611559 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Há um conflito de emoções explicitado pelo “eu”, que ora condena a amada à condição de ser o próprio pecado, ora acredita na materialização da transgressão.

II. O eu lírico sugere que a amada é a personificação do pecado (blasfêmia), mas deseja tornar público o relacionamento que tem com ela.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611558 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. As palavras do eu poético sugerem que, apesar de existir uma relação paradoxal entre os amados, há uma permissividade interna, já que o amor deles é irrefreado.

II. Apesar de, nos quatro primeiros versos, o eu poético se encontrar em conflito com o relacionamento, ele reconhece o conforto oferecido pela amada no trecho “Em teus braços, encanto encontro solene”.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611557 Português

INDESEJÁVEL


Para este indecoroso pecado recôndito

Placebo milagroso não encontro

De almíscar é tua fragrância

Blasfêmia, serias tu a segunda, a outra, meu outro?

Em teus braços, encanto encontro solene

A todos jamais nos mostraremos

Ilícito, interdito, irrefreado.


(Autor (a) anônimo (a))

Com base no texto 'INDESEJÁVEL', leia as afirmativas a seguir:


I. Para o eu poético, o amor e o relacionamento que pode concretizar com sua amada são antagônicos. Enquanto aquele remete à ideia de lucidez, este é lícito.

II. Existe, no poema, uma associação que faz o relacionamento ser um pecado tão grave que não apresenta solução.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1611173 Português

A paranoia está batendo

(artigo de Arnaldo Jabor; By admin | Abril, 2013) 


    Um dia, há muitos anos, percebi que haviam modificado a caixa grande dos Chicletes Adams (uma cor-de-rosa e outra amarela). Quem se lembra dessas saudosas embalagens? Eram caixas maiores, que tinham uma janelinha de celofane, através da qual se viam os chicletinhos chacoalhando. Assustado, notei que a janela original fora trocada por uma mentirosa abertura, desenhada com os chicletinhos impressos. Algum executivo zeloso, para fazer bonito junto aos patrões, acabara com a visão real das balinhas frescas como a brisa, deixando-nos somente um simulacro. Isso me preocupou. Entendi que se iniciava uma época comercial menos humana (talvez a pós-modernidade), mas, por outro lado, compreendi que detalhes ínfimos podem ser indícios de momentos históricos. Por isso, como vivemos a época de encrencas insolúveis, sem um futuro claro, me ligo em bobagens iluminadoras do presente.

    Por exemplo, que significa a resposta de uma telefonista, se eu lhe agradeço por uma informação e ela replica: “Imagina!…”. Que quer dizer isso? Talvez denote que eu e ela fazemos parte de um “sistema” coletivo de obrigações automáticas, sem espaço para gentilezas individuais e gratidão desnecessária. É quase uma repreensão, como se meu ‘muito obrigado’ quebrasse a lógica contínua de seu serviço. Daí a resposta: “Imagina! O senhor se acha especial?”. Aliás, “senhor” é uma novidade. Dizia-se sempre “Sr. Fulano, Sr. Sicrano…”.

   Tudo bem, mas agora usam um “senhor” no fim da frase: “Estaremos entregando a encomenda, senhor”… Ou “senhorita”. Alguém já ouviu “senhorita” no dia a dia? Isso deve ser influência do gerúndio na dublagem de filmes americanos: “Miss Williams, we’ll be sending your package soon”. Seria a nefasta influência do imperialismo cultural (esquerda) ou o crescimento de uma linguagem global (liberais). As telefonistas também dizem: “Quem deseja?” ou “O senhor Fulano não se encontra…”. Isso me desorganiza. Tenho ganas de dizer: “Todos desejam, o ser humano deseja! E o senhor Fulano não ‘se encontra’, como? Ele está em crise, perdidaço na vida?”. Nada digo, porque ela responderia: “Eu não saberia lhe informar, senhor…”. 

 Outro fenômeno moderno, ou melhor, “contemporâneo” (aliás, não aguento mais esta palavra ‘contemporâneo’, que tudo absolve e tudo explica: “Isso é uma merda, mas é supercontemporâneo!…”), é o tom dos falantes no celular. Em aeroportos, é comum mulheres discutindo a relação com o marido, falando alto, andando pela sala, até chorando, na linguagem ‘metapsicológica’ dos Big Brothers. Criou-se uma língua BBB, feita de súbitas lágrimas, acusações e queixumes, rancor dosado por perdões simultâneos, deixando escapar propositais intimidades, pontuadas por rápidas olhadas para conferir a reação dos circunstantes. Aliás, por falar em celular, e as musiquinhas? Jingle Bells ou Pour Elise tocam no bolso de um executivo, que imediatamente faz um resumo da situação da empresa aos berros. Por que não fazem um celular que aperte o saco do usuário? Ele daria um grito e gemeria discretamente: “Alô?”.

  E os dedinhos “contemporâneos” que não param nos blackberries e iPhones, com as cabeças baixas, digitando mensagens misteriosas? Isso me traz uma dolorosa solidão, pois ninguém mais presta atenção em ninguém ‘ao vivo’, como se o importante é o que não está ali, o desejo ‘não se encontra’ aqui, mas acolá, talvez na ‘nuvem’. E as notícias? São eivadas de incertezas – se a Grécia quebra ou não quebra – ou de certezas impossíveis como, por exemplo: a taxa de inflação vai ser de 6,3 ou 6,7 ao fim do ano, cai em outubro e sobe em novembro. Como podem saber? Como se mede isso? Por que não tomam medidas essenciais como cortar gastos públicos em vez dessa irritante roleta brasileira de palpites? Claro que os ‘pentelhos’ e seus aliados feudais não deixam.

  Por que as paradas gay têm três milhões e os evangélicos quatro milhões e a marcha contra a corrupção no Rio só 2.500 pessoas? É a medida clara de nossa alienação política. E as queimadas e desmatamentos? O governo fala disso como se referisse a outro país, com um lamento impotente: “O equivalente a mil campos de futebol foram queimados em um mês…”. Por que a medida ‘campos de futebol’? Para deprimir corintianos? Aliás, entristece-me ver os times de futebol com anúncios no peito dos jogadores. Sou um babaca romântico, claro. Mas os times heroicos vendendo Hyundai e Kalunga me doem.

  E os garçons simpáticos? Sempre que eu peço um guaraná, ouço invariavelmente: “Com gelo e laranja?”. Por quê? O meu guaraná indígena não basta? Sempre tenho a esperança de encontrar um “old timer” que me pisque o olho e faça a bela pergunta antiga: “Da Brahma ou da Antártica?”.

  E a demarcação das terras indígenas, e as paisagens condenadas? É politicamente incorreto ser contra 11 mil índios que dispõem de dez mil metros quadrados cada um na ‘Raposa do Sol’, índios de bermuda e relógio. Por quê? Não podemos mais admirar uma paisagem sem que um chato não diga: “Olha bem, que está acabando…”. 

  Repugnam-me células fotoelétricas em bicas de banheiros chiques. Você mete a mão ensaboada debaixo de uma bica dourada e a água não sai. Você tenta de novo, nada; até que o faxineiro te instrui a posição certa, esperando gorjeta, mas a água jorra e para, antes de lavar o sabão cor-de-rosa ou cor de diarreia. E o aparelho de secar mão que uiva como uma boca de hipopótamo? E os cremes de rosto e dentes, com a bisnaga vazia pela metade, para faturar uns reais dos otários? E as giletes turbinadas cujas caixas só têm duas unidades? E o papel higiênico ‘folha fina’, que se esgarça entre as unhas? Abomino e-mails em cascata, com as piadinhas da hora, tenho asco de pequenas besteirinhas como gente dizendo-me “bom descanso” ou “bom trabalho”, pagode careta, casais que se casam e se separam na Caras, e, pasmem, não aguento mais ‘bunda’. Isso, no bom sentido, claro, mas não aguento mais ver ‘melancias, melões e moranguinhos’ em toda parte, outdoors, revistas… A economia de consumo é embalada pelas bundas. Viram? A paranoia está batendo… Santo Deus, que será de mim?

O fragmento que melhor exemplifica a ideia central do texto, é:
Alternativas
Q1610807 Português
A morte virou lugar-comum
(crônica de Arnaldo Jabor)

    Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.
    Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizála, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:
    “A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.
    Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”
    A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.
    O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?
    Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.
    Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.
    
Uma leitura geral do texto nos permite inferir que a morte é, exceto:
Alternativas
Q1610288 Português

Leia atentamente o poema Versos Íntimos, publicado em 1912 e escrito por Augusto dos Anjos, poeta brasileiro, para responder à questão.


Versos Íntimos



Vês! Ninguém assistiu ao formidável

Enterro de sua última quimera.

Somente a Ingratidão – esta pantera –

Foi tua companheira inseparável!


Acostuma-te à lama que te espera!

O homem, que, nesta terra miserável,

Mora, entre feras, sente inevitável

Necessidade de também ser fera.


Toma um fósforo. Acende teu cigarro!

O beijo, amigo, é a véspera do escarro,

A mão que afaga é a mesma que apedreja.


Se alguém causa inda pena a tua chaga,

Apedreja essa mão vil que te afaga,

Escarra nessa boca que te beija!

Leia atentamente as afirmações a seguir:

I – Em todas as estrofes, há verbos no imperativo.
II – Na terceira estrofe do poema, o eu lírico indica que demonstrações de afeto, preocupação e amizade, representadas no poema pelo beijo, são, na realidade, prenúncios de algo mau, representado no poema pelo escarro.
III – Ao final do poema, o eu lírico sugere que seu interlocutor seja então o agente das crueldades. Dessa forma, é possível afirmar que o poema aborda o comportamento humano em sociedade e como o homem pode ser, ao mesmo tempo, vítima e autor de crueldades.

É (São) correta(s) a(s) afirmação(ões):
Alternativas
Q1610243 Português
Fonte: MARI, Juliana de. Revista Vida Simples. p. 44, nov. 2018. 
Uma das ideias defendidas pela autora, no texto, é:
Alternativas
Q1610242 Português
Fonte: MARI, Juliana de. Revista Vida Simples. p. 44, nov. 2018. 
Dos termos usados pela autora, aquele que se relaciona com a sua tese de descomplicar a vida é
Alternativas
Q1610238 Português
Fonte: MARI, Juliana de. Revista Vida Simples. p. 44, nov. 2018. 
Ao longo do texto, a autora faz uso de palavras e expressões que são próprias da oralidade. O trecho em que esse uso ocorre com um verbo encontra-se na alternativa
Alternativas
Q1610117 Português

Disponível em:<https://exame.abril.com.br/carreira/dor-nas-costas-e-5a-maior-causa-de-afastamento-do-trabalho-mostraestudo/>. Acesso em: 04 jan. 2019. Adaptado.
A partir da leitura do texto 1, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) Para reduzir riscos, o ambiente de trabalho deve ser adaptado, seguir as normas regulamentadoras, ser confortável e seguro.
( ) A dorsalgia é a quinta causa de afastamento no trabalho no Brasil e a primeira em sete estados, localizados nas Regiões Norte e Nordeste do país.
( ) As funções que mais oferecem risco, em ordem de ocorrência, são as que o trabalhador permanece na mesma posição e as que exigem manipular cargas.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1609460 Português

Flamengo, bem cotado nos gramados e à sombra

da maior tragédia de sua história

Apesar do time vencedor e rentável, clube é cobrado pelos

familiares de garotos mortos em incêndio do

Ninho do Urubu, em fevereiro


    Duas realidades opostas se chocam ao expressar as emoções de 2019 para o Flamengo. De um lado, o time avassalador que investiu mais de 200 milhões de reais em reforços pode se sagrar campeão brasileiro e da América neste fim de semana e, com os cofres turbinados por premiações, bate o recorde de faturamento em sua história. Do outro, a instituição abalada pelas repercussões do incêndio que matou 10 jovens em seu centro de treinamento, no início de fevereiro. Apesar do sucesso da equipe de Jorge Jesus, Gabigol e companhia, a sombra da tragédia não se descola da imagem do clube nem da cúpula rubro-negra.

    Na última segunda-feira, familiares de Samuel Thomas Rosa, lateral-direito de 15 anos que foi uma das vítimas que morreram no incêndio, fizeram um protesto em frente ao Ninho do Urubu reivindicando que o clube não se esqueça dos garotos. Em uma faixa exposta na portaria, também desejaram sorte à equipe na final da Libertadores, contra o River Plate. Até o momento, a diretoria do Flamengo acertou o pagamento de indenizações às famílias de todos os 16 jogadores sobreviventes, reincorporados às categorias de base, e de quatro meninos que não resistiram às queimaduras — em uma delas, apenas o pai, que é separado da mãe, aceitou a proposta.

    O impasse com as outras famílias, no entanto, deve se encaminhar para uma longa batalha nos tribunais. A maioria dos pais e responsáveis que não entraram em acordo com o clube aguarda a conclusão do inquérito para dar seguimento aos processos na Justiça. A primeira versão liberada pela Polícia Civil determinava o indiciamento de oito pessoas por homicídio doloso (quando se assume o risco de matar), incluindo dois engenheiros do Flamengo e o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. O Ministério Público pediu a realização de novas investigações, mas a versão final do documento, prevista para o fim de agosto, ainda não ficou pronta.

     Após o incêndio, dirigentes do Flamengo recusaram um acordo extrajudicial mediado pelo Ministério Público do Trabalho e a Defensoria do Rio para indenização conjunta dos familiares. Pela proposta, o clube pagaria 2 milhões de reais a cada família e uma pensão de 10.000 reais mensais até a data em que as vítimas completariam 45 anos. As indenizações somariam um montante de 20 milhões de reais, equivalente ao que o clube gastou para trazer da Europa os defensores Filipe Luís, Pablo Marí e Rafinha, contratados no meio do ano.

    Em outubro, o Flamengo venceu uma ação que solicitava o bloqueio de 100 milhões de reais de suas contas a fim de garantir o pagamento das indenizações em processos futuros. O juiz Ricardo Georges Affonso Miguel argumentou que avaliar casos relacionados a categorias de base não é competência da Justiça do Trabalho, por entender que a formação de jogadores em clubes de futebol possui “caráter recreativo”. Autor da ação de bloqueio, o Ministério Público do Trabalho recorre da decisão, mas teme que a sentença do juiz abra um precedente para que a Justiça desconsidere as relações trabalhistas inerentes ao processo de iniciação esportiva. 

    “Quer dizer, então, que meu filho estava se divertindo?”, questiona Cristiano Esmério, pai do goleiro Christian, que morreu aos 15 anos. “No Flamengo, ele era cobrado como um trabalhador. Se chegasse atrasado aos treinos, recebia punição.” Sua família é uma das que aguardam a conclusão do inquérito para cobrar indenização do clube na Justiça. Esmério, porém, salienta o receio de que a tragédia caia no esquecimento e os responsáveis por negligências no CT do Ninho do Urubu apontadas pelas autoridades não sejam punidos. O bom momento do time nos gramados contrasta com o sentimento ambíguo de um pai em luto que, ao mesmo tempo, é torcedor.

    “Toda nossa família é rubro-negra. Mas, depois que perdi o Christian, não tenho mais aquele ímpeto de ir ao Maracanã. Não tenho força pra isso”, diz Esmério, que continua torcendo para que o clube conquiste títulos, apesar do litígio com a diretoria encabeçada pelo presidente Rodolfo Landim. “O maior descaso vem dos cartolas. A instituição não tem culpa, mas sim quem a dirige. O Flamengo pode ganhar o Brasileiro e a Libertadores, mas nada vai apagar a mancha que ficará pra sempre na história: o incêndio que matou 10 garotos, um deles meu filho.” 

    [...]

Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/21/deportes/1574351902_719707.html

Analise: “A instituição não tem culpa, mas sim quem a dirige.” E assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1609336 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Usam-se os pronomes este, estes, esta, estas e isto para indicar o tempo presente ou futuro bem distante em relação ao momento do discurso. Pode ser a hora, o dia, o mês ou mesmo o ano e a estação em que ocorre o discurso. Por exemplo: "Este ano passou muito rápido".

II. O indianismo deu origem ao que ficou conhecido como o “mito do bom-selvagem”, mito esse que trouxe à baila questões filosóficas relacionadas ao discurso de Jean-Jacques Rousseau.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1609331 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. O numeral ordinal nem sempre se flexiona em relação ao substantivo. Por exemplo: O erro está no capítulo segundo.

II. Do ponto de vista semântico, o numeral indica quantidade exata, ordem numérica, múltiplo ou fração de pessoas ou coisas. São classificados em cardinais, ordinais, multiplicativos ou fracionários.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1609311 Português

Vygotsky


De acordo com Vygotsky, todas as atividades cognitivas básicas do indivíduo ocorrem de acordo com sua história social e acabam se constituindo no produto do desenvolvimento histórico-social de sua comunidade. Portanto, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar o pensamento do indivíduo não são determinadas por fatores congênitos. São, isto sim, resultado das atividades praticadas de acordo com os hábitos sociais da cultura em que o indivíduo se desenvolve. Consequentemente, a história da sociedade na qual a criança se desenvolve e a história pessoal desta criança são fatores cruciais que vão determinar sua forma de pensar. Neste processo de desenvolvimento cognitivo, a linguagem tem papel crucial na determinação de como a criança vai aprender a pensar, uma vez que formas avançadas de pensamento são transmitidas à criança através de palavras. 

Para Vygotsky, um claro entendimento das relações entre pensamento e língua é necessário para que se entenda o processo de desenvolvimento intelectual. Linguagem não é apenas uma expressão do conhecimento adquirido pela criança. Existe uma inter-relação fundamental entre pensamento e linguagem, um proporcionando recursos ao outro. Desta forma a linguagem tem um papel essencial na formação do pensamento e do caráter do indivíduo.

Um dos princípios básicos da teoria de Vygotsky é o conceito de "zona de desenvolvimento próximo". Zona de desenvolvimento próximo representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problemas por si própria e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém. Em outras palavras, teríamos uma "zona de desenvolvimento autossuficiente" que abrange todas as funções e atividades que a criança consegue desempenhar por seus próprios meios, sem ajuda externa. Zona de desenvolvimento próximo, por sua vez, abrange todas as funções e atividades que a criança ou o aluno consegue desempenhar apenas se houver ajuda de alguém. Esta pessoa que intervém para orientar a criança pode ser tanto um adulto (pais, professor, responsável, instrutor de língua estrangeira) quanto um colega que já tenha desenvolvido a habilidade requerida. 

A ideia de zona de desenvolvimento próximo é de grande relevância em todas as áreas educacionais. Uma implicação importante é a de que o aprendizado humano é de natureza social e é parte de um processo em que a criança desenvolve seu intelecto dentro da intelectualidade daqueles que a cercam. De acordo com Vygotsky, uma característica essencial do aprendizado é que ele desperta vários processos de desenvolvimento internamente, os quais funcionam apenas quando a criança interage em seu ambiente de convívio.


Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2VwCblP (acesso em 10/10/2019). 

Com base no texto 'Vygotsky', leia as afirmativas a seguir:


I. Depreende-se do texto que, para Vygotsky, um claro entendimento das relações entre pensamento e língua é necessário para que se entenda o processo de desenvolvimento intelectual.

II. No texto, é possível identificar a ideia de que, para Vygotsky, teríamos uma "zona de desenvolvimento autossuficiente" que abrange todas as funções e atividades que a criança consegue desempenhar por seus próprios meios, sem ajuda externa. A zona de desenvolvimento próximo, por sua vez, abrange todas as funções e atividades que a criança ou o aluno consegue desempenhar apenas se houver ajuda de alguém, de acordo com o texto.

III. É possível subentender-se a partir do texto que a linguagem não é apenas uma expressão do conhecimento adquirido pela criança. Ou seja, existe uma inter-relação fundamental entre pensamento e linguagem, um proporcionando recursos ao outro, de acordo com o texto.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1609310 Português

Vygotsky


De acordo com Vygotsky, todas as atividades cognitivas básicas do indivíduo ocorrem de acordo com sua história social e acabam se constituindo no produto do desenvolvimento histórico-social de sua comunidade. Portanto, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar o pensamento do indivíduo não são determinadas por fatores congênitos. São, isto sim, resultado das atividades praticadas de acordo com os hábitos sociais da cultura em que o indivíduo se desenvolve. Consequentemente, a história da sociedade na qual a criança se desenvolve e a história pessoal desta criança são fatores cruciais que vão determinar sua forma de pensar. Neste processo de desenvolvimento cognitivo, a linguagem tem papel crucial na determinação de como a criança vai aprender a pensar, uma vez que formas avançadas de pensamento são transmitidas à criança através de palavras. 

Para Vygotsky, um claro entendimento das relações entre pensamento e língua é necessário para que se entenda o processo de desenvolvimento intelectual. Linguagem não é apenas uma expressão do conhecimento adquirido pela criança. Existe uma inter-relação fundamental entre pensamento e linguagem, um proporcionando recursos ao outro. Desta forma a linguagem tem um papel essencial na formação do pensamento e do caráter do indivíduo.

Um dos princípios básicos da teoria de Vygotsky é o conceito de "zona de desenvolvimento próximo". Zona de desenvolvimento próximo representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problemas por si própria e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém. Em outras palavras, teríamos uma "zona de desenvolvimento autossuficiente" que abrange todas as funções e atividades que a criança consegue desempenhar por seus próprios meios, sem ajuda externa. Zona de desenvolvimento próximo, por sua vez, abrange todas as funções e atividades que a criança ou o aluno consegue desempenhar apenas se houver ajuda de alguém. Esta pessoa que intervém para orientar a criança pode ser tanto um adulto (pais, professor, responsável, instrutor de língua estrangeira) quanto um colega que já tenha desenvolvido a habilidade requerida. 

A ideia de zona de desenvolvimento próximo é de grande relevância em todas as áreas educacionais. Uma implicação importante é a de que o aprendizado humano é de natureza social e é parte de um processo em que a criança desenvolve seu intelecto dentro da intelectualidade daqueles que a cercam. De acordo com Vygotsky, uma característica essencial do aprendizado é que ele desperta vários processos de desenvolvimento internamente, os quais funcionam apenas quando a criança interage em seu ambiente de convívio.


Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2VwCblP (acesso em 10/10/2019). 

Com base no texto 'Vygotsky', leia as afirmativas a seguir:


I. Conclui-se do texto que, para Vygotsky, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar o pensamento do indivíduo são determinadas por fatores congênitos. Ou seja, são o resultado das atividades praticadas de acordo com os hábitos sociais da cultura em que o indivíduo se desenvolve.

II. De acordo com o texto, para Vygotsky, as atividades cognitivas básicas da criança ocorrem de modo desassociado da sua história social e, dessa forma, acabam se distanciando do desenvolvimento histórico-social de sua comunidade.

III. No texto, o autor aponta que uma característica essencial do aprendizado é que ele desperta vários processos de desenvolvimento internamente, os quais funcionam apenas quando a criança interage em seu ambiente de convívio.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1609309 Português

Vygotsky


De acordo com Vygotsky, todas as atividades cognitivas básicas do indivíduo ocorrem de acordo com sua história social e acabam se constituindo no produto do desenvolvimento histórico-social de sua comunidade. Portanto, as habilidades cognitivas e as formas de estruturar o pensamento do indivíduo não são determinadas por fatores congênitos. São, isto sim, resultado das atividades praticadas de acordo com os hábitos sociais da cultura em que o indivíduo se desenvolve. Consequentemente, a história da sociedade na qual a criança se desenvolve e a história pessoal desta criança são fatores cruciais que vão determinar sua forma de pensar. Neste processo de desenvolvimento cognitivo, a linguagem tem papel crucial na determinação de como a criança vai aprender a pensar, uma vez que formas avançadas de pensamento são transmitidas à criança através de palavras. 

Para Vygotsky, um claro entendimento das relações entre pensamento e língua é necessário para que se entenda o processo de desenvolvimento intelectual. Linguagem não é apenas uma expressão do conhecimento adquirido pela criança. Existe uma inter-relação fundamental entre pensamento e linguagem, um proporcionando recursos ao outro. Desta forma a linguagem tem um papel essencial na formação do pensamento e do caráter do indivíduo.

Um dos princípios básicos da teoria de Vygotsky é o conceito de "zona de desenvolvimento próximo". Zona de desenvolvimento próximo representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problemas por si própria e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém. Em outras palavras, teríamos uma "zona de desenvolvimento autossuficiente" que abrange todas as funções e atividades que a criança consegue desempenhar por seus próprios meios, sem ajuda externa. Zona de desenvolvimento próximo, por sua vez, abrange todas as funções e atividades que a criança ou o aluno consegue desempenhar apenas se houver ajuda de alguém. Esta pessoa que intervém para orientar a criança pode ser tanto um adulto (pais, professor, responsável, instrutor de língua estrangeira) quanto um colega que já tenha desenvolvido a habilidade requerida. 

A ideia de zona de desenvolvimento próximo é de grande relevância em todas as áreas educacionais. Uma implicação importante é a de que o aprendizado humano é de natureza social e é parte de um processo em que a criança desenvolve seu intelecto dentro da intelectualidade daqueles que a cercam. De acordo com Vygotsky, uma característica essencial do aprendizado é que ele desperta vários processos de desenvolvimento internamente, os quais funcionam apenas quando a criança interage em seu ambiente de convívio.


Adaptado. Disponível em: http://bit.ly/2VwCblP (acesso em 10/10/2019). 

Com base no texto 'Vygotsky', leia as afirmativas a seguir:


I. O autor afirma que a ideia de zona de desenvolvimento próximo é de grande relevância em todas as áreas educacionais. Ele afirma, ainda, que uma implicação importante é a de que o aprendizado humano é de natureza social, sendo parte de um processo em que a criança desenvolve seu intelecto dentro da intelectualidade daqueles que a cercam.

II. Infere-se do texto que um dos princípios básicos da teoria de Vygotsky é o conceito de "zona de desenvolvimento próximo". A zona de desenvolvimento próximo, afirma o autor, representa a diferença entre a capacidade da criança de resolver problemas por si própria e a capacidade de resolvê-los com ajuda de alguém.

III. O autor do texto diz que, para Vygotsky, a história da sociedade na qual a criança se desenvolve e a história pessoal desta criança são fatores cruciais que vão determinar sua forma de pensar. No entanto, neste processo de desenvolvimento cognitivo, a linguagem não influencia na determinação de como a criança vai aprender a pensar, uma vez que formas avançadas de pensamento são transmitidas à criança através de símbolos.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
31701: D
31702: B
31703: C
31704: A
31705: B
31706: C
31707: C
31708: C
31709: D
31710: C
31711: C
31712: C
31713: D
31714: B
31715: B
31716: C
31717: C
31718: D
31719: B
31720: C