Questões de Concurso
Sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português
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Alimentação escolar
Por Lorena Medeiros (adaptado).
Você já deve ter ouvido falar que “saco vazio não para em pé”. Isso significa que criança que não se alimenta, não consegue ser saudável, ficando doente com mais frequência. Então, podemos concluir que uma alimentação saudável é essencial para a saúde, pois uma criança sem se alimentar pode não conseguir aprender o que o professor está ensinando na sala de aula.
Quando uma criança chega à escola em jejum (sem ter comido), ela pode ficar sonolenta na sala de aula e não conseguir prestar atenção às aulas, consequentemente, prejudicando seu desempenho. Por isso, é importante que todas as crianças estejam bem alimentadas durante sua permanência na escola
Pensando nisso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) torna-se um programa de direito, pois todo estudante tem o direito de ter alimentação na escola, para que suas necessidades nutricionais sejam supridas e, assim, possa participar, com qualidade, das atividades desenvolvidas em sala de aula, obtendo-se melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem.
Esse direito foi incluído de forma explícita na legislação do Programa, a partir da publicação da Lei que o estabelece (Lei 11.947/2009, art. 2º, inciso VI). Sendo um programa de direito, o PNAE não pode ser visto como um programa de governo, de forma assistencialista, nem utilizado por políticos como forma de “moeda de troca”.
Sendo assim, a alimentação é fundamental para uma educação de qualidade e o sucesso de cada estudante.
(Políticas de Alimentação Escolar / Lorena Gonçalves
Chaves Medeiros - 4ª ed. atualizada e revisada - Cuiabá:
Universidade Federal de Mato Grosso / Rede e-Tec Brasil,
2013. Disponível em: https://bit.ly/3mMN0wW).
Leia o texto 'Alimentação escolar' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O Programa Nacional de Alimentação Escolar garante o acesso à alimentação apenas aos estudantes com idade inferior a 12 anos, conforme sugere o texto.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que a alimentação é fundamental para uma educação de qualidade e o sucesso de cada estudante.
Marque a alternativa CORRETA:
Alimentação escolar
Por Lorena Medeiros (adaptado).
Você já deve ter ouvido falar que “saco vazio não para em pé”. Isso significa que criança que não se alimenta, não consegue ser saudável, ficando doente com mais frequência. Então, podemos concluir que uma alimentação saudável é essencial para a saúde, pois uma criança sem se alimentar pode não conseguir aprender o que o professor está ensinando na sala de aula.
Quando uma criança chega à escola em jejum (sem ter comido), ela pode ficar sonolenta na sala de aula e não conseguir prestar atenção às aulas, consequentemente, prejudicando seu desempenho. Por isso, é importante que todas as crianças estejam bem alimentadas durante sua permanência na escola
Pensando nisso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) torna-se um programa de direito, pois todo estudante tem o direito de ter alimentação na escola, para que suas necessidades nutricionais sejam supridas e, assim, possa participar, com qualidade, das atividades desenvolvidas em sala de aula, obtendo-se melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem.
Esse direito foi incluído de forma explícita na legislação do Programa, a partir da publicação da Lei que o estabelece (Lei 11.947/2009, art. 2º, inciso VI). Sendo um programa de direito, o PNAE não pode ser visto como um programa de governo, de forma assistencialista, nem utilizado por políticos como forma de “moeda de troca”.
Sendo assim, a alimentação é fundamental para uma educação de qualidade e o sucesso de cada estudante.
(Políticas de Alimentação Escolar / Lorena Gonçalves
Chaves Medeiros - 4ª ed. atualizada e revisada - Cuiabá:
Universidade Federal de Mato Grosso / Rede e-Tec Brasil,
2013. Disponível em: https://bit.ly/3mMN0wW).
Leia o texto 'Alimentação escolar' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a concluir que o direito à alimentação foi incluído de forma explícita na legislação do Programa Nacional de Alimentação Escolar.
II. O texto apresenta ao leitor a ideia de que direito à alimentação está previsto na lei que estabelece o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Lei 11.947/2009, art. 2º, inciso VI).
Marque a alternativa CORRETA:
Alimentação escolar
Por Lorena Medeiros (adaptado).
Você já deve ter ouvido falar que “saco vazio não para em pé”. Isso significa que criança que não se alimenta, não consegue ser saudável, ficando doente com mais frequência. Então, podemos concluir que uma alimentação saudável é essencial para a saúde, pois uma criança sem se alimentar pode não conseguir aprender o que o professor está ensinando na sala de aula.
Quando uma criança chega à escola em jejum (sem ter comido), ela pode ficar sonolenta na sala de aula e não conseguir prestar atenção às aulas, consequentemente, prejudicando seu desempenho. Por isso, é importante que todas as crianças estejam bem alimentadas durante sua permanência na escola
Pensando nisso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) torna-se um programa de direito, pois todo estudante tem o direito de ter alimentação na escola, para que suas necessidades nutricionais sejam supridas e, assim, possa participar, com qualidade, das atividades desenvolvidas em sala de aula, obtendo-se melhores resultados no processo de ensino-aprendizagem.
Esse direito foi incluído de forma explícita na legislação do Programa, a partir da publicação da Lei que o estabelece (Lei 11.947/2009, art. 2º, inciso VI). Sendo um programa de direito, o PNAE não pode ser visto como um programa de governo, de forma assistencialista, nem utilizado por políticos como forma de “moeda de troca”.
Sendo assim, a alimentação é fundamental para uma educação de qualidade e o sucesso de cada estudante.
(Políticas de Alimentação Escolar / Lorena Gonçalves
Chaves Medeiros - 4ª ed. atualizada e revisada - Cuiabá:
Universidade Federal de Mato Grosso / Rede e-Tec Brasil,
2013. Disponível em: https://bit.ly/3mMN0wW).
Leia o texto 'Alimentação escolar' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a entender que o Programa Nacional de Alimentação Escolar não pode ser visto como um programa de governo, de forma assistencialista, nem utilizado por políticos como forma de “moeda de troca”.
II. O texto procura deixar claro para o leitor que uma criança que não se alimenta não consegue ser saudável e fica doente com mais frequência.
Marque a alternativa CORRETA:
O atendimento ao usuário nos serviços de saúde
Em 2 de setembro de 2015.
O atendimento ao usuário na área de saúde envolve aspectos diversos sobre qualidade e humanização. Um serviço de atendimento a um paciente exige o envolvimento de todos os servidores da instituição. Assim, faz-se necessário entender que o atendimento ao usuário de saúde está em todos os cantos e recantos da instituição ou do hospital. Da equipe de limpeza aos gestores, passando pelos médicos, pelos enfermeiros e demais funcionários, todos precisam estar sintonizados com uma política de atendimento comum, para dar as respostas competentes e precisas a cada momento, cada um conforme suas atribuições, naturalmente.
Os usuários dos serviços de saúde mais do que quaisquer outros, necessitam de cuidados especiais, face à compreensiva fragilidade emocional a que estão submetidos. Atualmente, percebe-se que as organizações têm focado muito mais no aprimoramento do conhecimento técnico, do que nas habilidades e atitudes emocionais, tanto dos profissionais de saúde quanto do pessoal de apoio.
A qualidade no atendimento de saúde envolve aspectos muito mais amplos do que a qualidade do atendimento em qualquer outro tipo de organização. A qualidade no atendimento de saúde é sinônimo de humanização do atendimento, desde o momento da marcação da consulta até o consultório.
Assim, para uma adequada prática de atendimento, deve-se levar em conta que:
1 - o paciente está inserido em um contexto pessoal, familiar e social complexo;
2 - a assistência deve efetuar uma leitura das necessidades pessoais e sociais do paciente;
3 - na instituição, interatuam as necessidades de quem assiste e de quem é assistido.
Fonte: https://bit.ly/2VmHWDt (adaptado).
Leia o texto 'O atendimento ao usuário nos serviços de saúde' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Após a análise do texto, é possível concluir que um serviço de atendimento a um paciente dispensa o envolvimento de quaisquer servidores da instituição.
II. O texto procura destacar que os usuários dos serviços de saúde mais do que quaisquer outros, necessitam de cuidados especiais, face à compreensiva fragilidade emocional a que estão submetidos.
Marque a alternativa CORRETA:
“O pai lia o jornal – notícias do mundo. O telefone tocou tirrim-tirrim. A mocinha, filha dele, dezoito, vinte, vinte e dois anos, sei lá, veio lá de dentro, atendeu: ‘Alô. Dois quatro sete um dois cinco quatro. Mauro!!! Puxa, onde é que você andou? Há quanto tempo! Que coisa! Pensei que tinha morrido! Sumiu! Diz! Não!?! É mesmo? Que maravilha! Meus parabéns!!! Homem ou mulher? Ah! Que bom!... Vem logo. Não vou sair não’. Desligou o telefone. O pai perguntou: ‘Mauro teve um filho?’ A mocinha respondeu: ‘Não. Casou’.”
“É de conhecimento de todos que, os produtos extraídos dos grãos de soja são possuidores de pelo menos duas características bastante pecuriares”.
Na retextualização foi utilizado um recurso intertextual conhecido como:
I. Um dos motivos dos derivados de soja não serem comercializados no Brasil é devido ao seu sabor desagradável.
II. O tratamento especial da soja pelas indústrias rendem aos fabricantes maiores lucros.
III. Os investimentos na soja se deram pelo sucesso do grão ser taxado pelos seus ricos valores nutritivos.
IV. As bebidas derivadas da soja não são consideradas bebidas comuns, mesmo que no Brasil o seu sabor seja desagradável.
É VERDADEIRO o que se afirma em:
A vela solar LightSail 2, lançada em junho de 2019 como uma demonstração de navegação impulsionada pela luz do Sol na órbita baixa da Terra, recebeu uma missão estendida. A missão havia sido planejada para durar um ano, mas agora a nave movida a vela terá mais uma tarefa a cumprir.
I. As informações do texto levam à conclusão de que, de acordo com as previsões da equipe de pesquisadores, é provável que a nave movida a vela solar permaneça em órbita até 2031.
II. De acordo com as informações apresentadas pelo texto, pode-se concluir que, para os cientistas, como a vela não se deteriorou e o satélite não entrou na atmosfera, nada mais lógico do que aproveitar o equipamento para mais experimentos.
III. Na missão estendida da vela solar LightSail 2, os controladores da nave continuarão otimizando o desempenho da vela e tentarão resolver os problemas encontrados na navegação, de acordo com as informações do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Gosto de ovo...
Por José Carlos L. Poroca (executivo do segmento de shopping centers).
Observem que o título está, no mínimo, comprometido, meio sem graça. Gosto de ovos, sim – fritos ou cozidos. E fiquei muito tempo regulando a quantidade que poderia ter ingerido, porque havia uma ‘crença’ e uma recomendação que ovos produziam excesso de colesterol. O que deixei de comer (ovos) durante anos poderá fazer falta adiante e não vou perdoar os que difundiam essa crença. Nada farei, sob o ponto de vista do direito do consumidor. Vou apenas rogar uma praga para os que incentivaram a economia no hábito de comer ovos: que nasçam furúnculos nas bochechas, nas partes internas das coxas e em outras partes do corpo.
O título correto seria “gosto de ovo e de enxofre”. O gosto do título e da frase era para ter um acento circunflexo, acento que foi derrubado pela “nova ortografia” – que nem é tão nova assim. Resultado: surgem interpretações mil em cima de uma única palavra ou de uma frase. Não havia necessidade de mudança e, aí, vêm as perguntas: pra quê? por quê? a troco de quê? Evidente que alguém ganhou nessa história, não sei de que forma. Mas sei que essa mudança continua causando confusão, sob vários aspectos.
Vejam alguns exemplos que a “revisão” trouxe: insosso – de estar sem sal e do (a) cara que é “sem sal”; choro – tão fácil: choro, de chorar; choro, variação do verbo chorar; pelo – com acento, a gente sabia que havia cabelo, pelo ou pentelho; hoje, ficamos na incerteza, porque se confundiu com outros pelos; o doce, sem o circunflexo, ficou menos doce, menos saboroso. Os exemplos, até por falta de espaço, não são poucos, são inúmeros.
O título completo seria “‘gôsto’ de ovo e de enxofre”, que é o sabor que fica na parte sensorial da minha língua, quando leio determinados depoimentos e certas justificativas de alguém que cometeu um erro crasso, a chamada justificativa sem explicação, como a declaração do moço que escondeu “money” na parte traseira do corpo e, ainda por cima, com vestígios do material que se deposita no cofre traseiro. Quem já nasce torto não tem jeito, morre como nasceu, ou seja, por mais que tente, não adianta mostrar o que a folhinha não marca. O ascendente de José Carlos “Carlinhos” de Oliveira, Jacó (ou Jacob) do Pinto, judeu que se converteu sob a navalha no pescoço ao catolicismo, foi visto lendo a Bíblia de trás pra frente, no século XVII, no Recife, PE, quando os holandeses foram expulsos pelos portugueses. Não teve segunda chance. A chamada desculpa esfarrapada ou justificativa inservível para corrigir o que está errado é o mesmo que ovo podre: intragável, incomestível, mal cheiroso e com mau gosto.
(Adaptado. Revisão linguística. Disponível em: https://bit.ly/3oiRw6N. Acesso em 21 nov. 2020).
I. No fragmento “Não havia necessidade de mudança e, aí, vêm as perguntas:”, a palavra “vêm” foi grafada dessa maneira por ter o seu referente no plural. Isto é, encontra-se na terceira pessoa do plural. O mesmo ocorre com a forma verbal “têm”, quando nessa condição.
II. No texto, é predominante a ideia de que as mudanças na língua portuguesa são um reflexo direto do baixo nível de escolarização da população brasileira.
III. Uma das ideias presentes no texto é a de que a relação morfológica entre as palavras “gosto” (verbo) e “gosto” (adjetivo) representa um meio de ampliar a percepção do leitor sobre as regras difusas adotadas em relação aos estrangeirismos da língua portuguesa.
Marque a alternativa CORRETA:
Em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA. A sonda estudou o planeta até 2014, medindo as propriedades do plasma ao redor de Vênus e os átomos neutros que escapam da atmosfera. Agora, o IRF está pronto para enviar uma nova missão venusiana.
I. O texto apresenta ao leitor informações sobre o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) e uma nova missão espacial com objetivo científico e destinada ao planeta Marte.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que a agência espacial indiana foi escolhida pelo Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) para a realização da missão a Vênus, pois a agência apresentou a menor proposta de preço para a realização do serviço.
Marque a alternativa CORRETA:
Em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA. A sonda estudou o planeta até 2014, medindo as propriedades do plasma ao redor de Vênus e os átomos neutros que escapam da atmosfera. Agora, o IRF está pronto para enviar uma nova missão venusiana.
I. Uma das ideias presentes no texto é a de que, em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA.
II. A missão indiana Venus Shukrayaan-1 levará ao espaço dezesseis cargas úteis indianas e mais algumas cargas internacionais para clientes de diversos países, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA. A sonda estudou o planeta até 2014, medindo as propriedades do plasma ao redor de Vênus e os átomos neutros que escapam da atmosfera. Agora, o IRF está pronto para enviar uma nova missão venusiana.
I. O novo satélite do Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) se chama Rover 1, de acordo com o texto.
II. Os pesquisadores mencionados no texto afirmam que, por Vênus ser considerado o irmão gêmeo da Terra, os dois planetas são muito parecidos, seja em relação à temperatura ou mesmo em relação às condições atmosféricas.
Marque a alternativa CORRETA:
Em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA. A sonda estudou o planeta até 2014, medindo as propriedades do plasma ao redor de Vênus e os átomos neutros que escapam da atmosfera. Agora, o IRF está pronto para enviar uma nova missão venusiana.
I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) foi o principal patrocinador de missões da agência indiana para o espaço entre 2006 e 2019.
II. De acordo com o texto, todas as missões do Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) foram realizadas em parceria com a Índia e diversos outros países asiáticos, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Em 2005, o Instituto Sueco de Física Espacial (IRF) enviou à órbita do planeta Vênus a sonda ASPERA-4, através da missão Venus Express, da agência espacial europeia ESA. A sonda estudou o planeta até 2014, medindo as propriedades do plasma ao redor de Vênus e os átomos neutros que escapam da atmosfera. Agora, o IRF está pronto para enviar uma nova missão venusiana.
I. A sonda ASPERA-4 provou que a pouca água venusiana restante ainda está escapando para o espaço através da energia que o planeta recebe do vento solar, de acordo com o texto.
II. O professor Stas Barabash afirma que a parceria entre a Índia e a Holanda tem tido bons resultados e deve continuar em futuras missões espaciais, de acordo com as informações e dados apresentados pela notícia em análise para o leitor.
Marque a alternativa CORRETA:
Ricardo Essinger
I. Entender o funcionamento das categorias gramaticais na construção dos textos é importante, pois, muitas vezes, semanticamente, uma pode equivaler à outra. A seguir, por exemplo, um verbo (oração) tem valor de substantivo: “E a boa notícia é que a produção industrial de Pernambuco voltou a crescer.”.
II. No trecho “Senai, Sesi e IEL formam o triângulo de atuação da Fiepe, e o número de vagas deve permanecer o mesmo em 2021”, a vírgula utilizada antes da palavra “e” (e o número) foi empregada pelo mesmo motivo que em “João da Silva, presidente da associação, e Maria da Paz fizeram visitas aos idosos da comunidade”.
III. A seleção de termos que sintetizam pensamentos ou retomam ideias em um texto é muito importante para evitar repetições desnecessárias. Para os que “dominam” as palavras, os substantivos, adjetivos e pronomes têm fundamental importância. A expressão “esses resultados positivos” pode ser utilizada como exemplo de comprovação dessa tese.
Marque a alternativa CORRETA:
O Telescópio Espacial Hubble será homenageado nos Estados Unidos (EUA) com uma moeda oficial de 1 dólar. A Casa da Moeda do país divulgou recentemente o design oficial da nova moeda, que estampa a imagem do telescópio sobrevoando a órbita terrestre, com parte do globo de nosso planeta logo abaixo.
I. O texto procura deixar claro para o leitor a ideia de que a moeda em homenagem ao Telescópio Espacial Hubble será um dos quatro dólares de ouro que serão emitidos no ano de 2020.
II. Após a leitura atenta do texto, o leitor poderá facilmente concluir que a moeda em homenagem ao Telescópio Espacial Hubble foi criada e esculpida por Joseph F. Menna, escultor e principal gravador da Casa da Moeda.
III. A Casa da Moeda dos Estados Unidos divulgou recentemente o design oficial de uma nova moeda que estampa a imagem do Telescópio Espacial Hubble sobrevoando a órbita terrestre, com parte do globo de nosso planeta logo abaixo, de acordo com o texto.
Marque a alternativa CORRETA:
O Telescópio Espacial Hubble será homenageado nos Estados Unidos (EUA) com uma moeda oficial de 1 dólar. A Casa da Moeda do país divulgou recentemente o design oficial da nova moeda, que estampa a imagem do telescópio sobrevoando a órbita terrestre, com parte do globo de nosso planeta logo abaixo.
I. O texto cita a existência de outros 16 projetos candidatos para o tema da moeda, sendo seis deles focados no telescópio espacial Hubble.
II. A leitura do texto permite concluir que o Gabinete do Governador de Maryland sugeriu o mapeamento do genoma humano como um possível tema para a moeda.
III. Uma das informações presentes no texto é a de que a escolha do tema para a moeda coincidiu com o aniversário do telescópio Hubble, que completou cinquenta anos em março de 2020.
Marque a alternativa CORRETA:
TEXTO II
O menino está fora da paisagem
O menino parado no sinal de trânsito vem em minha direção e pede esmola. Eu preferia que ele não viesse. A miséria nos lembra que a desgraça existe e a morte também. Como quero esquecer a morte, prefiro não olhar o menino. Mas não me contenho e fico observando os movimentos do menino na rua. Sua paisagem é a mesma que a nossa: a esquina, os meios-fios, os postes. Mas ele se move em outro mapa, outro diagrama. Seus pontos de referência são outros.
Como não tem nada, pode ver tudo. Vive num grande playground, onde pode brincar com tudo, desde que “de fora”. O menino de rua só pode brincar no espaço “entre” as coisas. Ele está fora do carro, fora da loja, fora do restaurante. A cidade é uma grande vitrine de impossibilidades. O menino mendigo vê tudo de baixo. Está na altura dos cachorros, dos sapatos, das pernas expostas dos aleijados. O ponto de vista do menino de rua é muito aguçado, pois ele percebe tudo que lhe possa ser útil ou perigoso. Ele não gosta de ideias abstratas. Seu ponto de vista é o contrário do intelectual: ele não vê o conjunto nem tira conclusões históricas – só detalhes interessam. O conceito de tempo para ele é diferente do nosso. Não há segunda-feira, colégio, happy hour. Os momentos não se somam, não armazenam memórias. Só coisas “importantes”: “Está na hora do português da lanchonete despejar o lixo...” ou “estão dormindo no meu caixote...”
Se pudéssemos traçar uma linha reta de cada olhar do menino mendigo, teríamos bilhões de linhas para o lado, para baixo, para cima, para dentro, para fora, teríamos um grande painel de imagens. E todas ao rés-do-chão: uma latinha, um riozinho na sarjeta, um palitinho de sorvete, um passarinho na árvore, uma pipa, um urubu circulando no céu. Ele é um espectador em 360 graus. O menino de rua é em cinemascope. O mundo é todo seu, o filme é todo seu, só que não dá para entrar na tela. Ou seja, ele assiste a um filme “dentro” da ação. Só que não consta do elenco. Ele é um penetra; é uma espécie de turista marginal. Visto de fora, seria melhor apagá-lo. Às vezes, apagam.
Se não sentir fome ou dor, ele curte. Acha natural sair do útero da mãe e logo estar junto aos canos de descarga pedindo dinheiro. Ele se acha normal; nós é que ficamos anormais com a sua presença.
Antigamente não o víamos, mas ele sempre nos viu. Depois que começou o medo da violência, ele ficou mais visível. Ninguém fica insensível a ele. Mesmo em quem não o olha, ele nota um fremir quase imperceptível à sua presença. Ele percebe que provoca inquietação (medo, culpa, desgosto, ódio). Todos preferiam que ele não estivesse ali. Por quê? Ele não sabe.
Evitamos olhá-lo; mas ele tenta atrair nossa atenção, pois também quer ser desejado. Mas os olhares que recebe são fugidios, nervosos, de esguelha.
Vejo que o menino se aproxima de um grupo de mulheres com sacolas de lojas. Ele avança lentamente dando passos largos e batendo com uma varinha no chão. Abre-se um vazio de luz por onde ele passa, entre as mulheres – mães e filhas. É uma maneira de pertencer, de existir naquela família ali, mesmo que “de fora”, como uma curiosidade. Assim, ele entra na família, um anti-irmãozinho que chega. As mães não têm como explicar aos filhos quem ele é, “por que” eles não são como “ele” (análise social) ou por que “ele” não é como nós (analise política). Porém, normalmente, mães e pais evitam explicações, para não despertar uma curiosidade infantil que poderia descer até as bases da sociedade – que os pais não conhecem, mas que se lhes afigura como algo sagrado, em que não se deve mexer.
O menino de rua nos ameaça justamente pela fragilidade. Isso enlouquece as pessoas: têm medo do que atrai. Mais tarde, ele vai crescer... e aí?
O menino de rua tem mais coragem que seus lamentadores; ele não se acha símbolo de nada, nem prenúncio, nem ameaça. Está em casa, ali, na rua. Olhamos o pobrezinho parado no sinal fazendo um tristíssimo malabarismo com três bolinhas e sentimos culpa, pena, indignação.
Então, ou damos uma esmola que nos absolva ou pensamos que um dia poderá nos assaltar. Ele nos obriga ao raríssimo sentimento da solidariedade, que vai contra todos os hábitos de nossa vida egoísta de hoje. E não podemos reclamar dele. É tão pequeno... O mendigo velho, tudo bem: “Bebeu, vai ver a culpa é dele, não soube se organizar, é vagabundo”. Tudo bem. Mas o mendigo menino não nos desculpa porque ele não tem piedade de si mesmo.
Todas nossas melhores recordações costumam ser da infância. Saudades da aurora da vida. O menino de rua estraga nossas memórias. Ele estraga a aurora de nossas vidas. Por isso, tentamos ignorá-lo ou o exterminamos. Antes, todos fingiam que ele não existia. Depois das campanhas da fome, surgiram olhares novos. Já sabemos que ele é um absurdo dentro da sociedade e que de alguma forma a culpa é nossa.
Ele tem ao menos uma utilidade: estragando nossa paisagem presente, pode melhorar nosso futuro. O menino de rua denuncia o ridículo do pensamento – genérico-crítico –, mostra-nos que uma crítica à injustiça tem de apontar soluções positivas. Ele nos ensina que a crítica e o lamento pelas contradições (como estou fazendo agora) só servem para nos “enobrecer” e “absolver”. Para ele, nossos sentimentos não valem nada. E não valem mesmo. Mesmo não sabendo nada, ele sabe das coisas.
Disponível em:
https://www.otempo.com.br/opiniao/arnaldo-jabor/omenino-esta-fora-da-paisagem-1.887105