Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1871366 Português

Coronavírus expõe a nossa desinformação sobre a China,

o maior fenômeno econômico dos nossos tempos

Não é a primeira vez que a China passa por uma crise epidêmica. A história das doenças contagiosas que espalham medo é longa. Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.

A mais recente e marcante epidemia foi a Síndrome Respiratória Aguda Severa, a Sars, na sigla em inglês. Como pontuaram os sinólogos Arthur Kleinman e James Watson, no livro “Sars in China: prelude to pandemic?”, a Sars em 2003 provocou uma das mais sérias crises de saúde de nossos tempos. Kleinman, que tem cinco décadas de experiência em intervenção em saúde pública na China, acredita que a epidemia foi uma espécie de prelúdio de novas catástrofes de saúde que viriam acontecer no século 21. Ainda que o número de mortes tenha sido de aproximadamente 1.000 pessoas — pequeno, comparado a outras epidemias —, a Sars mobilizou inseguranças, medos e preconceitos sobre o país. Os Estados Unidos não pouparam os boatos de que se estaria espalhando bioterror em seu território. O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.

Passada a Sars, hoje a notícia do coronavírus se espalha por meio de uma onda de pânico moral que mistura fake news, desinformação, racismo e estereótipos tolos. Notícias falsas gravíssimas percorrem o WhatsApp. A mais debatida nas redes sociais foi a de que o vírus teria tido origem na sopa de morcegos, o que fez com que brasileiros — que vivem no país em que se come coração de galinha e tripa de boi — ficassem escandalizados. Um vídeo no Twitter mostrava uma cena grotesca de um jovem chinês comendo um pássaro vivo, como a prova cabal de que era por isso que o vírus se espalha.

Na apuração de informações para esta coluna, descobri, com a ajuda do professor David Nemer, da Universidade de Virgínia (EUA), que grupos no WhatsApp foram inundados de boatos, em forma de “breaking news”, que diziam que os chineses estavam morrendo caídos nas ruas, que pais abandonaram filhos no aeroporto ao saberem da contaminação e que 23 milhões de pessoas estavam em quarentena e 112 mil haviam morrido. Essa é a narrativa apocalíptica — ou a doutrina do choque, como diria a escritora Naomi Klein — sempre muito bem manipulada para fins políticos.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma. 

É evidente que a manchete do hospital tem uma intenção positiva, que é mostrar uma China dinâmica, com tecnologia de ponta e vontade governamental para resolver seus problemas internos. Mas não deixa de ser o estereótipo do outro extremo, que reatualiza o eterno retorno da mítica chinesa acerca de suas grandiosas construções.

Autores como historiador búlgaro Tzvetan Todorov e o antropólogo francês François Laplantine mostraram que a imagem do Brasil pelos missionários europeus no século 16 era ambivalente: entre o mau e o bom selvagem, paraíso ou inferno. Os maus selvagens eram os indígenas rudes, sem roupa, sem pelo, sem alma. Os bons selvagens eram os nativos de alma pura, que não conheciam a malícia e a maldade.

No caso dos morcegos e desinformação, vê-se um etnocentrismo cru que desumaniza o outro. No caso do hospital, cai-se em idealização também estereotipada.

É importante frisar que não estou fazendo uma crítica a quem compartilhou a notícia. Eu mesma compartilhei. A construção rápida de um hospital mostra pragmatismo diante da calamidade. Além disso, a notícia tem um papel político para se opor à fantasia acerca dos morcegos, que fixam os chineses em um lugar bárbaro e exótico.

O problema, portanto, não é nossa ação individual, mas precisamente o desalentadorfato de que, entre o morcego e o hospital, não sobra quase nada. Caímos sempre na armadilha do dualismo “tradição-modernidade”. Se a gente olha esse debate de longe, estruturalmente, o que concluímos é que não saímos do mesmo lugar de narrativas extremas e caricatas sobre o maior fenômeno econômico mundial dos nossos tempos. Sabemos muito pouco sobre o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de pessoas. [...]

MACHADO, Rosana. Disponível em: www.theintercept.

com/2020/01/28/coronavirus-desinformacao-china.

Acesso em: 27 out. 2021.

Elisa Guimarães, na obra Texto, discurso e ensino, faz as seguintes considerações.

“Observa-se que a nossos discursos em geral somam-se outras vozes, quando nos exprimimos, por exemplo, por meio de uma expressão cristalizada na sociedade: “Casa de ferreiro, espeto de pau” – “É de pequenino que se torce o pepino” – o provérbio refletindo a “sabedoria popular” pela qual nos deixamos contagiar.

As aspas que usamos frequentemente têm a função de esclarecer que estamos nos permitindo repetir o que disse o outro. O discurso jornalístico, no afã de deixar clara a fonte da informação, utiliza-se do discurso indireto. Assim, não é raro nos depararmos em jornais com enunciados como “O presidente da comissão afirmou que...”.”

GUIMARÃES, 2009, p. 90-91.


A propósito de tais considerações, é correto afirmar que o texto de Rosana Machado

Alternativas
Q1871364 Português

Coronavírus expõe a nossa desinformação sobre a China,

o maior fenômeno econômico dos nossos tempos

Não é a primeira vez que a China passa por uma crise epidêmica. A história das doenças contagiosas que espalham medo é longa. Também é longa a história de como as autoridades chinesas, com seus erros e acertos, contornaram suas próprias crises, como no surto de cólera de 1949 e a varíola em 1950.

A mais recente e marcante epidemia foi a Síndrome Respiratória Aguda Severa, a Sars, na sigla em inglês. Como pontuaram os sinólogos Arthur Kleinman e James Watson, no livro “Sars in China: prelude to pandemic?”, a Sars em 2003 provocou uma das mais sérias crises de saúde de nossos tempos. Kleinman, que tem cinco décadas de experiência em intervenção em saúde pública na China, acredita que a epidemia foi uma espécie de prelúdio de novas catástrofes de saúde que viriam acontecer no século 21. Ainda que o número de mortes tenha sido de aproximadamente 1.000 pessoas — pequeno, comparado a outras epidemias —, a Sars mobilizou inseguranças, medos e preconceitos sobre o país. Os Estados Unidos não pouparam os boatos de que se estaria espalhando bioterror em seu território. O impacto sobre as vidas humanas na China e sobre a economia global foi tremendo, desvelando a fragilidade do mundo globalizado.

Passada a Sars, hoje a notícia do coronavírus se espalha por meio de uma onda de pânico moral que mistura fake news, desinformação, racismo e estereótipos tolos. Notícias falsas gravíssimas percorrem o WhatsApp. A mais debatida nas redes sociais foi a de que o vírus teria tido origem na sopa de morcegos, o que fez com que brasileiros — que vivem no país em que se come coração de galinha e tripa de boi — ficassem escandalizados. Um vídeo no Twitter mostrava uma cena grotesca de um jovem chinês comendo um pássaro vivo, como a prova cabal de que era por isso que o vírus se espalha.

Na apuração de informações para esta coluna, descobri, com a ajuda do professor David Nemer, da Universidade de Virgínia (EUA), que grupos no WhatsApp foram inundados de boatos, em forma de “breaking news”, que diziam que os chineses estavam morrendo caídos nas ruas, que pais abandonaram filhos no aeroporto ao saberem da contaminação e que 23 milhões de pessoas estavam em quarentena e 112 mil haviam morrido. Essa é a narrativa apocalíptica — ou a doutrina do choque, como diria a escritora Naomi Klein — sempre muito bem manipulada para fins políticos.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma.

Tudo isso repete o antigo imaginário euro-estadunidense que procura associar a China à impureza simbólica e concreta. Há pelo menos 30 anos, a imprensa liberal ocidental, quando aborda a produção de manufaturas baratas, recorre sistematicamente à expressão “infestação” do mundo de mercadorias chinesas. Os chineses estão sempre contaminando o mundo de alguma forma. 

É evidente que a manchete do hospital tem uma intenção positiva, que é mostrar uma China dinâmica, com tecnologia de ponta e vontade governamental para resolver seus problemas internos. Mas não deixa de ser o estereótipo do outro extremo, que reatualiza o eterno retorno da mítica chinesa acerca de suas grandiosas construções.

Autores como historiador búlgaro Tzvetan Todorov e o antropólogo francês François Laplantine mostraram que a imagem do Brasil pelos missionários europeus no século 16 era ambivalente: entre o mau e o bom selvagem, paraíso ou inferno. Os maus selvagens eram os indígenas rudes, sem roupa, sem pelo, sem alma. Os bons selvagens eram os nativos de alma pura, que não conheciam a malícia e a maldade.

No caso dos morcegos e desinformação, vê-se um etnocentrismo cru que desumaniza o outro. No caso do hospital, cai-se em idealização também estereotipada.

É importante frisar que não estou fazendo uma crítica a quem compartilhou a notícia. Eu mesma compartilhei. A construção rápida de um hospital mostra pragmatismo diante da calamidade. Além disso, a notícia tem um papel político para se opor à fantasia acerca dos morcegos, que fixam os chineses em um lugar bárbaro e exótico.

O problema, portanto, não é nossa ação individual, mas precisamente o desalentadorfato de que, entre o morcego e o hospital, não sobra quase nada. Caímos sempre na armadilha do dualismo “tradição-modernidade”. Se a gente olha esse debate de longe, estruturalmente, o que concluímos é que não saímos do mesmo lugar de narrativas extremas e caricatas sobre o maior fenômeno econômico mundial dos nossos tempos. Sabemos muito pouco sobre o país mais populoso do mundo, com quase 1,4 bilhão de pessoas. [...]

MACHADO, Rosana. Disponível em: www.theintercept.

com/2020/01/28/coronavirus-desinformacao-china.

Acesso em: 27 out. 2021.

O texto defende a tese de que
Alternativas
Q1871341 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto III a seguir para responder à questão.


TEXTO III

Certas coisas figadais

Millôr Fernandes

Quando Tongo Tango, interrogado por Jango Lomango sobre a morte de seu pai, respondeu que ele tinha morrido depois de comer patê de foagrá (pasta feita com fígado de ganso), Lomango se espantou:

– Como? O fígado estava podre?

– Não – explicou Tongo Tango –, estava bom. Mas todos sabem que não se deve comer fígado de ganso, porque é uma coisa terrivelmente tóxica. Mortal.

– Que bobagem mais boba! – riu-se Lomango. – Se o fígado de ganso fosse tóxico, os gansos não andariam por aí, lampeiros. Não resistiriam ao próprio fígado.

– Resistem – concordou Tongo –, mas resistem pouco. Os gansos vivem 2% do que vive o ser humano exatamente por causa do fígado. 

Lomango calou-se, abalado. E como ele próprio possuía um ganso, nessa noite, na surdina, pegou um facão, foi ao quintal, abriu o ganso e lhe tirou o fígado. E ao ver que o ganso morria, concluiu sabiamente:

– Tongo tem toda razão. Se o fígado fora do ganso lhe faz tanto mal, imagina se permanecesse mais tempo lá dentro.

MORAL: Toda lógica é mortal.

FERNANDES, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

A respeito da moral da fábula, com base na história apresentada, são feitas as seguintes afirmativas:

I. Sugere que a lógica tem limitações.

II. Denota que a obediência cega a um princípio pode provocar a morte.

III. Implica que a lógica propriamente dita não existe.

Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)

Alternativas
Q1871339 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.


TEXTO II

Mudanças imutáveis

“Se você não consegue fugir, é muito corajoso”

Millôr Fernandes

Olin-Pin, abastado negociante de óleos e arroz, vivia numa imponente mansão em Kin-Tipê, na China. Sua posição social e sua mansão só não eram perfeitas porque, à direita e à esquerda da propriedade, havia dois ferreiros que ferravam ininterruptamente, tinindo e retinindo malhos, bigornas e ferraduras. Olin-Pin, muitas vezes sem dormir, dado o tim-pin-tin, pan-tan-pan a noite inteira, resolveu chamar os dois ferreiros e ofereceu a eles 1.000 ienes de compensação, para que ambos se mudassem com suas ferrarias. Os dois ferreiros acharam tentadora a proposta (um iene, na época, valia mil dólares) e prometeram pensar no assunto com todo empenho. E pensaram. E com tanto empenho que, apenas dois dias depois, prevenidamente acompanhados de advogado, compareceram juntos de Olin-Pin. E assinaram contrato, cada um prometendo se mudar de lugar dentro de 24 horas. Olin-Pin pagou imediatamente os 1.000 ienes prometidos a cada um e foi dormir feliz, envolvido em lençóis de seda e adorável silêncio. Mas no dia seguinte acordou sobressaltado, os ouvidos estourando com o mesmo barulho de sempre. E quando ia reclamar indignamente pela quebra de contrato, verificou que não tinha o que reclamar. Os dois ferreiros tinham cumprido fielmente o que haviam prometido.Ambos tinham se mudado. O ferreiro da direita tinha se mudado para a esquerda, e o da esquerda tinha se mudado para a direita.

FERNANDES, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

Assinale a alternativa que contém uma moral adequada a essa fábula.
Alternativas
Q1871338 Português

INSTRUÇÃO: Leia o texto II a seguir para responder à questão.


TEXTO II

Mudanças imutáveis

“Se você não consegue fugir, é muito corajoso”

Millôr Fernandes

Olin-Pin, abastado negociante de óleos e arroz, vivia numa imponente mansão em Kin-Tipê, na China. Sua posição social e sua mansão só não eram perfeitas porque, à direita e à esquerda da propriedade, havia dois ferreiros que ferravam ininterruptamente, tinindo e retinindo malhos, bigornas e ferraduras. Olin-Pin, muitas vezes sem dormir, dado o tim-pin-tin, pan-tan-pan a noite inteira, resolveu chamar os dois ferreiros e ofereceu a eles 1.000 ienes de compensação, para que ambos se mudassem com suas ferrarias. Os dois ferreiros acharam tentadora a proposta (um iene, na época, valia mil dólares) e prometeram pensar no assunto com todo empenho. E pensaram. E com tanto empenho que, apenas dois dias depois, prevenidamente acompanhados de advogado, compareceram juntos de Olin-Pin. E assinaram contrato, cada um prometendo se mudar de lugar dentro de 24 horas. Olin-Pin pagou imediatamente os 1.000 ienes prometidos a cada um e foi dormir feliz, envolvido em lençóis de seda e adorável silêncio. Mas no dia seguinte acordou sobressaltado, os ouvidos estourando com o mesmo barulho de sempre. E quando ia reclamar indignamente pela quebra de contrato, verificou que não tinha o que reclamar. Os dois ferreiros tinham cumprido fielmente o que haviam prometido.Ambos tinham se mudado. O ferreiro da direita tinha se mudado para a esquerda, e o da esquerda tinha se mudado para a direita.

FERNANDES, Millôr. 100 Fábulas fabulosas. Rio de Janeiro: Record, 2003.

A respeito dos dois ferreiros, é correto afirmar que ambos
Alternativas
Q1871335 Português

TEXTO I


Tom Jobim estava errado: é possível ser feliz sozinho, diz estudo

Pessoas que evitam conflitos são mais felizes fora de relacionamentos

Ao contrário do que cantou Tom Jobim, aparentemente é possível, sim, ser feliz sozinho – e isso quem diz é um estudo da Universidade deAuckland, não algum sucesso qualquer de funk ou pagode. Feita com neozelandeses de 18 a 94 anos, a pesquisa revelou que, diferentemente das pessoas que buscam intimidade, aquelas que preferem evitar conflitos são mais felizes solteiras, independentemente do gênero ou do período da vida em que se encontram.

Até agora, estudos sobre relacionamentos costumavam indicar que os comprometidos são ligeiramente mais felizes e saudáveis que os solteiros. A lógica parece simples: o apoio de um parceiro ajudaria a lidar com o estresse cotidiano, o que provocaria maior sensação de bem-estar. “Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções”, explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Girme. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão. E, para certas pessoas, passar por isso simplesmente não vale a pena.

Segundo a psicóloga, existem duas maneiras de construir relacionamentos: buscando intimidade ou evitando conflitos. Enquanto pessoas do primeiro grupo buscam oportunidades de tornar os vínculos mais intensos e se sentem mais satisfeitas quando estão comprometidas, aquelas que preferem evitar desentendimentos ou brigas costumam ser mais felizes solteiras.

Em contrapartida, explica a autora, estar solteiro aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar. “Embora ainda exista pressão para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza”, diz Girme.

Disponível em: www.revistagalileu.globo.com. Acesso em: 27 out. 2021. 

Relacione a COLUNA II, na qual há um breve resumo de cada parágrafo do texto, com a COLUNA I, associando cada resumo ao seu parágrafo correspondente

COLUNA I

( ) 1º parágrafo

( ) 2º parágrafo

( ) 3º parágrafo

( ) 4º parágrafo


COLUNA II

1. Expõe eventuais dificuldades que envolvem os relacionamentos.

2. Apresenta benefícios da vida de solteiro.

3. Relativiza sumariamente uma ideia do senso comum.

4. Distingue diferentes tendências comportamentais.


Assinale a sequência correta.

Alternativas
Q1871333 Português

TEXTO I


Tom Jobim estava errado: é possível ser feliz sozinho, diz estudo

Pessoas que evitam conflitos são mais felizes fora de relacionamentos

Ao contrário do que cantou Tom Jobim, aparentemente é possível, sim, ser feliz sozinho – e isso quem diz é um estudo da Universidade deAuckland, não algum sucesso qualquer de funk ou pagode. Feita com neozelandeses de 18 a 94 anos, a pesquisa revelou que, diferentemente das pessoas que buscam intimidade, aquelas que preferem evitar conflitos são mais felizes solteiras, independentemente do gênero ou do período da vida em que se encontram.

Até agora, estudos sobre relacionamentos costumavam indicar que os comprometidos são ligeiramente mais felizes e saudáveis que os solteiros. A lógica parece simples: o apoio de um parceiro ajudaria a lidar com o estresse cotidiano, o que provocaria maior sensação de bem-estar. “Mas mesmo as melhores relações podem ser difíceis e expor o indivíduo a mágoas e decepções”, explica a autora do estudo, a psicóloga Yuthika Girme. Em alguns casos, são motivo inclusive de ansiedade e depressão. E, para certas pessoas, passar por isso simplesmente não vale a pena.

Segundo a psicóloga, existem duas maneiras de construir relacionamentos: buscando intimidade ou evitando conflitos. Enquanto pessoas do primeiro grupo buscam oportunidades de tornar os vínculos mais intensos e se sentem mais satisfeitas quando estão comprometidas, aquelas que preferem evitar desentendimentos ou brigas costumam ser mais felizes solteiras.

Em contrapartida, explica a autora, estar solteiro aumenta a possibilidade de melhorar a relação com parentes e amigos e de dedicar-se a hobbies, à carreira e a outras atividades que podem proporcionar bem-estar. “Embora ainda exista pressão para você namorar ou casar, a solteirice está se tornando cada vez mais comum e nem sempre é sinônimo de insatisfação ou tristeza”, diz Girme.

Disponível em: www.revistagalileu.globo.com. Acesso em: 27 out. 2021. 

Assinale a alternativa correta, de acordo com o texto.
Alternativas
Q1869637 Português
Violência psicológica contra a mulher

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006

DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

(Redação dada pela Lei nº 13.772, de 2018)


Fonte: www.planalto.gov.br (acesso em 18/10/2021). 
Leia o texto 'Violência psicológica contra a mulher' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. A violência psicológica contra a mulher pode incluir ações como a submissão da vítima ao isolamento, à perseguição contumaz, ao insulto, à chantagem, à vigilância constante ou à violação de sua intimidade, por exemplo, como se pode inferir do texto da Lei nº 11.340, de 2006.
II. De acordo com o texto da Lei nº 11.340, de 2006, causar algum dano emocional e diminuição da autoestima é uma forma de violência psicológica contra a mulher.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1869636 Português
Violência psicológica contra a mulher

LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006

DAS FORMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR CONTRA A MULHER

Art. 7º São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher, entre outras:

II - a violência psicológica, entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, vigilância constante, perseguição contumaz, insulto, chantagem, violação de sua intimidade, ridicularização, exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação;

(Redação dada pela Lei nº 13.772, de 2018)


Fonte: www.planalto.gov.br (acesso em 18/10/2021). 
Leia o texto 'Violência psicológica contra a mulher' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. À luz do texto da Lei nº 11.340, de 2006, promover a retenção, a subtração, a destruição parcial ou total dos objetos, dos instrumentos de trabalho, dos documentos pessoais, dos bens ou dos valores de uma mulher constitui um exemplo de violência psicológica contra a mulher.
II. Controlar as ações, os comportamentos, as crenças e as decisões de uma mulher, mediante ameaça, constrangimento, humilhação ou manipulação, é um exemplo de prática que caracteriza a violência psicológica contra a mulher, conforme pode ser entendido a partir do texto da Lei nº 11.340, de 2006.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1869635 Português
10 recomendações sobre primeiros socorros

Manual de Primeiros Socorros ©2003 – Ministério da Saúde. Disponível em: http://bit.ly/2UNmnhC. Trecho adaptado.


Na prática dos primeiros socorros, é imprescindível:

1. Manter a calma, evitar o pânico e assumir a situação de risco diante da vítima do acidente.

2. Antes de qualquer procedimento, procure avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos para você ou para o acidentado. Em hipótese nenhuma ponha sua própria vida em risco.

3. Os circunstantes devem ser afastados do acidentado, com calma e educação. O acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral.

4. Saiba que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual não está preparado e que foge a seu controle. Suas reações e comportamentos são diferentes do normal, não permitindo que ele possa avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente. Necessita de alguém que o ajude. Atue de maneira tranquila e hábil, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o seu estado.

5. Em caso de óbito da vítima, serão necessárias testemunhas do ocorrido. Assim, deve-se obter a colaboração de outras pessoas dando ordens claras e concisas. É importante identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção provisória. Uma ótima dica é dar tarefas como, por exemplo: contatar o atendimento de emergência, buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze, avisar a polícia, se necessário etc.

6. Você jamais deve se expor a riscos. Utilizar luvas descartáveis e evitar o contato direto com sangue, secreções, excreções ou outros líquidos. Existem várias doenças que são transmitidas através deste contato.

7. Procure tranquilizar o acidentado. Em todo atendimento ao acidentado consciente, deve-se comunicar o que será feito antes da execução, para transmitir-lhe confiança, evitando o medo e a ansiedade.

8. Quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de lesão interna. As vítimas de trauma requerem técnicas específicas de manipulação, pois qualquer movimento errado pode piorar o seu estado. É recomendável que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do atendimento emergencial. Acidentados presos em ferragens só devem ser retirados pela equipe de atendimento emergencial.

9. No caso de o acidentado ter sede, não ofereça líquidos para beber, apenas molhe sua boca com gaze ou algodão umedecido.

10. Cobrir o acidentado para conservar o corpo quente e protegê-lo do frio, chuva etc.
Leia o texto '10 recomendações sobre primeiros socorros' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Em caso de óbito da vítima de um acidente, serão necessárias testemunhas do ocorrido. Assim, deve-se obter a colaboração de outras pessoas dando ordens claras e concisas, como é possível concluir a partir da leitura do texto.
II. O texto defende a ideia de que, quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de lesão interna. O trato com as vítimas de trauma requer técnicas específicas de manipulação, pois qualquer movimento errado pode piorar o seu estado.
III. De acordo com o texto, durante o atendimento de primeiros socorros, apenas um profissional de saúde qualificado deve realizar ações como contatar o atendimento de emergência ou buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze.

Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1869634 Português
10 recomendações sobre primeiros socorros

Manual de Primeiros Socorros ©2003 – Ministério da Saúde. Disponível em: http://bit.ly/2UNmnhC. Trecho adaptado.


Na prática dos primeiros socorros, é imprescindível:

1. Manter a calma, evitar o pânico e assumir a situação de risco diante da vítima do acidente.

2. Antes de qualquer procedimento, procure avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos para você ou para o acidentado. Em hipótese nenhuma ponha sua própria vida em risco.

3. Os circunstantes devem ser afastados do acidentado, com calma e educação. O acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral.

4. Saiba que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual não está preparado e que foge a seu controle. Suas reações e comportamentos são diferentes do normal, não permitindo que ele possa avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente. Necessita de alguém que o ajude. Atue de maneira tranquila e hábil, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o seu estado.

5. Em caso de óbito da vítima, serão necessárias testemunhas do ocorrido. Assim, deve-se obter a colaboração de outras pessoas dando ordens claras e concisas. É importante identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção provisória. Uma ótima dica é dar tarefas como, por exemplo: contatar o atendimento de emergência, buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze, avisar a polícia, se necessário etc.

6. Você jamais deve se expor a riscos. Utilizar luvas descartáveis e evitar o contato direto com sangue, secreções, excreções ou outros líquidos. Existem várias doenças que são transmitidas através deste contato.

7. Procure tranquilizar o acidentado. Em todo atendimento ao acidentado consciente, deve-se comunicar o que será feito antes da execução, para transmitir-lhe confiança, evitando o medo e a ansiedade.

8. Quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de lesão interna. As vítimas de trauma requerem técnicas específicas de manipulação, pois qualquer movimento errado pode piorar o seu estado. É recomendável que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do atendimento emergencial. Acidentados presos em ferragens só devem ser retirados pela equipe de atendimento emergencial.

9. No caso de o acidentado ter sede, não ofereça líquidos para beber, apenas molhe sua boca com gaze ou algodão umedecido.

10. Cobrir o acidentado para conservar o corpo quente e protegê-lo do frio, chuva etc.
Leia o texto '10 recomendações sobre primeiros socorros' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. É possível inferir, a partir da leitura do texto, que, ao prestar primeiros socorros, deve-se procurar tranquilizar o acidentado, evitando comunicar-lhe o que será feito antes de executar qualquer ação, para que não se tenha algum estímulo aos sentimentos de medo e de ansiedade.
II. O texto afirma que, ao prestar atendimento de primeiros socorros, jamais deve-se expor a riscos, utilizar luvas descartáveis ou ter contato direto com sangue, secreções, excreções ou outros líquidos do acidentado, pois existem várias doenças que são transmitidas através deste contato.
III. O texto recomenda que o acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral. É importante identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção provisória.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1869633 Português
10 recomendações sobre primeiros socorros

Manual de Primeiros Socorros ©2003 – Ministério da Saúde. Disponível em: http://bit.ly/2UNmnhC. Trecho adaptado.


Na prática dos primeiros socorros, é imprescindível:

1. Manter a calma, evitar o pânico e assumir a situação de risco diante da vítima do acidente.

2. Antes de qualquer procedimento, procure avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos para você ou para o acidentado. Em hipótese nenhuma ponha sua própria vida em risco.

3. Os circunstantes devem ser afastados do acidentado, com calma e educação. O acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral.

4. Saiba que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual não está preparado e que foge a seu controle. Suas reações e comportamentos são diferentes do normal, não permitindo que ele possa avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente. Necessita de alguém que o ajude. Atue de maneira tranquila e hábil, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o seu estado.

5. Em caso de óbito da vítima, serão necessárias testemunhas do ocorrido. Assim, deve-se obter a colaboração de outras pessoas dando ordens claras e concisas. É importante identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção provisória. Uma ótima dica é dar tarefas como, por exemplo: contatar o atendimento de emergência, buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze, avisar a polícia, se necessário etc.

6. Você jamais deve se expor a riscos. Utilizar luvas descartáveis e evitar o contato direto com sangue, secreções, excreções ou outros líquidos. Existem várias doenças que são transmitidas através deste contato.

7. Procure tranquilizar o acidentado. Em todo atendimento ao acidentado consciente, deve-se comunicar o que será feito antes da execução, para transmitir-lhe confiança, evitando o medo e a ansiedade.

8. Quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de lesão interna. As vítimas de trauma requerem técnicas específicas de manipulação, pois qualquer movimento errado pode piorar o seu estado. É recomendável que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do atendimento emergencial. Acidentados presos em ferragens só devem ser retirados pela equipe de atendimento emergencial.

9. No caso de o acidentado ter sede, não ofereça líquidos para beber, apenas molhe sua boca com gaze ou algodão umedecido.

10. Cobrir o acidentado para conservar o corpo quente e protegê-lo do frio, chuva etc.
Leia o texto '10 recomendações sobre primeiros socorros' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto deixa claro para o leitor que é recomendável que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do atendimento emergencial. Os acidentados presos em ferragens, por exemplo, só devem ser retirados pela equipe de atendimento emergencial.
II. O texto apresenta ao leitor a ideia de que, no caso de o acidentado ter sede, não se deve oferecer líquidos para ele beber, devendo, apenas, molhar a boca da vítima com gaze ou com um algodão umedecido. Deve-se, ainda, de acordo com o texto, cobrir o acidentado para conservar o seu corpo quente e protegê-lo do frio ou da chuva.
III. Fica claro, na leitura do texto, que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual não está preparado e que foge a seu controle.

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Q1869632 Português
10 recomendações sobre primeiros socorros

Manual de Primeiros Socorros ©2003 – Ministério da Saúde. Disponível em: http://bit.ly/2UNmnhC. Trecho adaptado.


Na prática dos primeiros socorros, é imprescindível:

1. Manter a calma, evitar o pânico e assumir a situação de risco diante da vítima do acidente.

2. Antes de qualquer procedimento, procure avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos para você ou para o acidentado. Em hipótese nenhuma ponha sua própria vida em risco.

3. Os circunstantes devem ser afastados do acidentado, com calma e educação. O acidentado deve ser mantido afastado dos olhares de curiosos, preservando a sua integridade física e moral.

4. Saiba que qualquer ferimento ou doença súbita dará origem a uma grande mudança no ritmo da vida do acidentado, pois o coloca repentinamente em uma situação para a qual não está preparado e que foge a seu controle. Suas reações e comportamentos são diferentes do normal, não permitindo que ele possa avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente. Necessita de alguém que o ajude. Atue de maneira tranquila e hábil, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o seu estado.

5. Em caso de óbito da vítima, serão necessárias testemunhas do ocorrido. Assim, deve-se obter a colaboração de outras pessoas dando ordens claras e concisas. É importante identificar pessoas que se encarreguem de desviar o trânsito ou construir uma proteção provisória. Uma ótima dica é dar tarefas como, por exemplo: contatar o atendimento de emergência, buscar material para auxiliar no atendimento, como talas e gaze, avisar a polícia, se necessário etc.

6. Você jamais deve se expor a riscos. Utilizar luvas descartáveis e evitar o contato direto com sangue, secreções, excreções ou outros líquidos. Existem várias doenças que são transmitidas através deste contato.

7. Procure tranquilizar o acidentado. Em todo atendimento ao acidentado consciente, deve-se comunicar o que será feito antes da execução, para transmitir-lhe confiança, evitando o medo e a ansiedade.

8. Quando a causa de lesão for um choque violento, deve-se pressupor a existência de lesão interna. As vítimas de trauma requerem técnicas específicas de manipulação, pois qualquer movimento errado pode piorar o seu estado. É recomendável que as vítimas de traumas não sejam manuseadas até a chegada do atendimento emergencial. Acidentados presos em ferragens só devem ser retirados pela equipe de atendimento emergencial.

9. No caso de o acidentado ter sede, não ofereça líquidos para beber, apenas molhe sua boca com gaze ou algodão umedecido.

10. Cobrir o acidentado para conservar o corpo quente e protegê-lo do frio, chuva etc.
Leia o texto '10 recomendações sobre primeiros socorros' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo: I.
I. O texto sugere que, ao prestar os primeiros socorros, o indivíduo atue de maneira tranquila e hábil. Assim, afirma o texto, o acidentado sentirá que está sendo bem cuidado e não entrará em pânico. Isto é muito importante, pois a intranquilidade pode piorar muito o estado da vítima.
II. O texto sugere que, antes de qualquer procedimento de primeiros socorros, deve-se avaliar a cena do acidente e observar se ela pode oferecer riscos para quem está oferecendo socorro ou para o acidentado. Em hipótese alguma, ressalta o texto, o indivíduo que presta o socorro deve pôr sua própria vida em risco.
III. O texto apresenta ao leitor a ideia de que as reações e comportamentos da vítima de um acidente são diferentes do normal, não permitindo que ela possa avaliar as próprias condições de saúde e as consequências do acidente.

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Alternativas
Q1869630 Português
A competência do município na segurança pública

Por Luiz Carlos da Cruz Iorio, em 09/01/16 (disponível em: https://bit.ly/3lNKnN9). Adaptado.


No Brasil, a área de segurança pública já é compartilhada por órgãos federais (como a Polícia Federal) e estaduais (as Polícias Militares, por exemplo) e, cada vez mais, pelas Guardas Municipais — que demonstram que os municípios também se ocupam dessa atividade.

Aos olhos de um leigo, a participação dos governos municipais em ações de segurança pública pode parecer algo fora da competência dessas entidades. A competência, nesse contexto, refere-se ao poder dever de agir do agente público conferido pela lei para o exercício de sua função. A palavra “competência” tem origem latina e significa estar em gozo ou no uso de alguma coisa, ser capaz de algo.

Inicialmente, competência significa faculdade, aptidão para exercer, manter ou proteger um direito ou poder de exercer atribuição legal a respeito de certos atos jurídicos. O termo “competência” também é entendido como o poder que é conferido à pessoa, à instituição ou à autoridade jurisdicional para deliberação e decisão acerca de assuntos determinados, de acordo com as regras que a conferem este mesmo poder.

Para o Direito Público, a expressão “competência administrativa” é a soma de poderes outorgados às autoridades administrativas pelas leis para o exercício de gestão ou administração pública. É o poder dever de agir conferido pelo ordenamento legal especificamente para cada autoridade.

A competência administrativa se fundamenta na Constituição Federal. Cada esfera de governo tem, assim, a sua própria competência.

Nesse contexto, segundo o artigo 4º da Lei Federal nº 13.022, de 8 de agosto de 2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, as guardas municipais têm competência geral de proteger os bens, os serviços e os logradouros públicos municipais, além das instalações do município, sendo esse, portanto, o principal referencial de competência da atuação do Município na segurança pública.
Leia o texto 'A competência do município na segurança pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto deixa claro que as Guardas Municipais demonstram que os municípios exercem um papel de protagonismo na área de segurança pública no Brasil, sendo as principais responsáveis pela execução de políticas públicas abrangentes.
II. O texto deixa claro que as guardas municipais têm competência geral de proteger os bens, os serviços e os logradouros públicos municipais além das instalações do município.
III. De acordo com o texto, a palavra “competência” tem origem latina e significa “estar em busca” ou “a procura de alguma coisa”. Ainda conforme o texto, essa palavra pode ser utilizada para qualificar um agente público que transgrediu a lei.

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Q1869629 Português
A competência do município na segurança pública

Por Luiz Carlos da Cruz Iorio, em 09/01/16 (disponível em: https://bit.ly/3lNKnN9). Adaptado.


No Brasil, a área de segurança pública já é compartilhada por órgãos federais (como a Polícia Federal) e estaduais (as Polícias Militares, por exemplo) e, cada vez mais, pelas Guardas Municipais — que demonstram que os municípios também se ocupam dessa atividade.

Aos olhos de um leigo, a participação dos governos municipais em ações de segurança pública pode parecer algo fora da competência dessas entidades. A competência, nesse contexto, refere-se ao poder dever de agir do agente público conferido pela lei para o exercício de sua função. A palavra “competência” tem origem latina e significa estar em gozo ou no uso de alguma coisa, ser capaz de algo.

Inicialmente, competência significa faculdade, aptidão para exercer, manter ou proteger um direito ou poder de exercer atribuição legal a respeito de certos atos jurídicos. O termo “competência” também é entendido como o poder que é conferido à pessoa, à instituição ou à autoridade jurisdicional para deliberação e decisão acerca de assuntos determinados, de acordo com as regras que a conferem este mesmo poder.

Para o Direito Público, a expressão “competência administrativa” é a soma de poderes outorgados às autoridades administrativas pelas leis para o exercício de gestão ou administração pública. É o poder dever de agir conferido pelo ordenamento legal especificamente para cada autoridade.

A competência administrativa se fundamenta na Constituição Federal. Cada esfera de governo tem, assim, a sua própria competência.

Nesse contexto, segundo o artigo 4º da Lei Federal nº 13.022, de 8 de agosto de 2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, as guardas municipais têm competência geral de proteger os bens, os serviços e os logradouros públicos municipais, além das instalações do município, sendo esse, portanto, o principal referencial de competência da atuação do Município na segurança pública.
Leia o texto 'A competência do município na segurança pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
. Fica claro, após a leitura do texto, que, inicialmente, o termo “competência” significa faculdade, aptidão para exercer, manter ou proteger um direito ou poder de exercer atribuição legal a respeito de certos atos jurídicos.
II. O texto defende a ideia de que a competência sobre a gestão da segurança pública cabe aos agentes públicos concursados e designados para tais funções, independentemente do cargo que ocupam ou da instituição a que estão vinculados.
III. A partir do texto, pode-se afirmar que, no Brasil, a área de segurança pública é administrada prioritariamente por órgãos federais, como a Polícia Federal e o Ministério Público.

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Alternativas
Q1869628 Português
A competência do município na segurança pública

Por Luiz Carlos da Cruz Iorio, em 09/01/16 (disponível em: https://bit.ly/3lNKnN9). Adaptado.


No Brasil, a área de segurança pública já é compartilhada por órgãos federais (como a Polícia Federal) e estaduais (as Polícias Militares, por exemplo) e, cada vez mais, pelas Guardas Municipais — que demonstram que os municípios também se ocupam dessa atividade.

Aos olhos de um leigo, a participação dos governos municipais em ações de segurança pública pode parecer algo fora da competência dessas entidades. A competência, nesse contexto, refere-se ao poder dever de agir do agente público conferido pela lei para o exercício de sua função. A palavra “competência” tem origem latina e significa estar em gozo ou no uso de alguma coisa, ser capaz de algo.

Inicialmente, competência significa faculdade, aptidão para exercer, manter ou proteger um direito ou poder de exercer atribuição legal a respeito de certos atos jurídicos. O termo “competência” também é entendido como o poder que é conferido à pessoa, à instituição ou à autoridade jurisdicional para deliberação e decisão acerca de assuntos determinados, de acordo com as regras que a conferem este mesmo poder.

Para o Direito Público, a expressão “competência administrativa” é a soma de poderes outorgados às autoridades administrativas pelas leis para o exercício de gestão ou administração pública. É o poder dever de agir conferido pelo ordenamento legal especificamente para cada autoridade.

A competência administrativa se fundamenta na Constituição Federal. Cada esfera de governo tem, assim, a sua própria competência.

Nesse contexto, segundo o artigo 4º da Lei Federal nº 13.022, de 8 de agosto de 2014, que dispõe sobre o Estatuto Geral das Guardas Municipais, as guardas municipais têm competência geral de proteger os bens, os serviços e os logradouros públicos municipais, além das instalações do município, sendo esse, portanto, o principal referencial de competência da atuação do Município na segurança pública.
Leia o texto 'A competência do município na segurança pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Após ler atentamente ao texto, pode-se inferir que a participação dos governos municipais em ações de segurança pública é determinada pela Constituição Federal e fiscalizada pelos Tribunais de Contas estaduais.
 II. O texto permite inferir que o termo “competência” também é entendido como o poder que é conferido à pessoa, à instituição ou à autoridade jurisdicional para deliberação e decisão acerca de assuntos determinados, de acordo com as regras que a conferem este mesmo poder.
III. O texto defende a ideia de que a competência administrativa se fundamenta na Constituição Federal. Cada esfera de governo tem, assim, a sua própria competência.

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Alternativas
Q1869615 Português

Efeitos da poluição sonora sobre a saúde

Publicado em 08/20/2019 (disponível em https://bit.ly/3pd6Sx5). Adaptado.


A audição é um sentido evolutivo fundamental, em que a percepção de sons e ruídos nos ajuda na comunicação e identificação de fontes de perigo. Atualmente, a audição tem sofrido cada dia mais com um efeito capaz de prejudicar a saúde e diminuir a capacidade auditiva, a poluição sonora.

A poluição sonora é um dos maiores problemas ambientais dos grandes centros urbanos, sendo menos frequente em regiões mais afastadas. Ela representa todo e qualquer ruído que possa causar danos à saúde e inclui situações que provocam desconforto acústico, desde uma pessoa falando alto, até o ruído de um avião decolando.

A poluição sonora acontece quando o som altera a condição normal da audição em um espaço. Diferente de outros tipos de poluição, não se acumula no meio ambiente, entretanto, ocasiona diversos dados à saúde, à qualidade de vida e à fauna, sendo considerada um problema de saúde pública em todo o mundo.

A poluição sonora foi reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde por seus efeitos sobre crianças e adolescentes. Nessas fases da vida, os ruídos aumentam os efeitos da irritabilidade, causam dificuldade de concentração e frustração, prejudicando diretamente o desempenho escolar e cognitivo.

A poluição sonora pode causar a perda auditiva, provocar alterações no sono, irritação, depressão, zumbido, agressividade, perda de desempenho cognitivo e outras doenças.

A poluição sonora é a causa mais comum de perda auditiva. A surdez causada pelos danos por meio da poluição sonora pode acontecer a longo prazo, como em exposição prolongada a um ambiente de nível de ruído médio, como indústrias e trânsito, ou imediato, como um tiro de revólver próximo ao ouvido.

A irritação aparece quando o ruído interfere nas atividades diárias, no convívio social sono e momentos de descanso, provocando reações negativas como raiva, cansaço, e outros sintomas de estresse.

A poluição sonora também pode ser relacionada com doenças, como infarto, hipertensão arterial e acidente vascular encefálico. Devido à exposição constante, ocorre maior estímulo no sistema nervoso autônomo, elevando a pressão, e contribuindo para processos como a aterosclerose.

A qualidade do sono interfere de forma direta na saúde. Mesmo enquanto dormimos, percebemos e reagimos aos ruídos, que impedem o efeito restaurador de diversas funções, mantendo o nível de estresse elevado de forma inconsciente

Leia o texto 'Efeitos da poluição sonora sobre a saúde' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Após a leitura atenta do texto, é possível inferir que, quando o ruído interfere nas atividades diárias, no convívio social, no sono e nos momentos de descanso, a irritação aparece para o indivíduo, provocando reações negativas, como a raiva, o cansaço, e outros sintomas de estresse.
II. As informações presentes no texto deixam claro que a poluição sonora também pode ser relacionada com doenças como o infarto, a hipertensão arterial e o acidente vascular encefálico. Devido à exposição constante, ocorre maior estímulo no sistema nervoso autônomo, elevando a pressão, e contribuindo para processos como a aterosclerose, afirma o texto.
III. De acordo com o texto, a poluição sonora acontece quando o som altera a condição normal da audição em um espaço, por se acumular no meio ambiente, ocasionando diversos dados à saúde e sendo considerada um problema de saúde pública.
Marque a alternativa CORRETA
Alternativas
Q1869614 Português

Efeitos da poluição sonora sobre a saúde

Publicado em 08/20/2019 (disponível em https://bit.ly/3pd6Sx5). Adaptado.


A audição é um sentido evolutivo fundamental, em que a percepção de sons e ruídos nos ajuda na comunicação e identificação de fontes de perigo. Atualmente, a audição tem sofrido cada dia mais com um efeito capaz de prejudicar a saúde e diminuir a capacidade auditiva, a poluição sonora.

A poluição sonora é um dos maiores problemas ambientais dos grandes centros urbanos, sendo menos frequente em regiões mais afastadas. Ela representa todo e qualquer ruído que possa causar danos à saúde e inclui situações que provocam desconforto acústico, desde uma pessoa falando alto, até o ruído de um avião decolando.

A poluição sonora acontece quando o som altera a condição normal da audição em um espaço. Diferente de outros tipos de poluição, não se acumula no meio ambiente, entretanto, ocasiona diversos dados à saúde, à qualidade de vida e à fauna, sendo considerada um problema de saúde pública em todo o mundo.

A poluição sonora foi reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde por seus efeitos sobre crianças e adolescentes. Nessas fases da vida, os ruídos aumentam os efeitos da irritabilidade, causam dificuldade de concentração e frustração, prejudicando diretamente o desempenho escolar e cognitivo.

A poluição sonora pode causar a perda auditiva, provocar alterações no sono, irritação, depressão, zumbido, agressividade, perda de desempenho cognitivo e outras doenças.

A poluição sonora é a causa mais comum de perda auditiva. A surdez causada pelos danos por meio da poluição sonora pode acontecer a longo prazo, como em exposição prolongada a um ambiente de nível de ruído médio, como indústrias e trânsito, ou imediato, como um tiro de revólver próximo ao ouvido.

A irritação aparece quando o ruído interfere nas atividades diárias, no convívio social sono e momentos de descanso, provocando reações negativas como raiva, cansaço, e outros sintomas de estresse.

A poluição sonora também pode ser relacionada com doenças, como infarto, hipertensão arterial e acidente vascular encefálico. Devido à exposição constante, ocorre maior estímulo no sistema nervoso autônomo, elevando a pressão, e contribuindo para processos como a aterosclerose.

A qualidade do sono interfere de forma direta na saúde. Mesmo enquanto dormimos, percebemos e reagimos aos ruídos, que impedem o efeito restaurador de diversas funções, mantendo o nível de estresse elevado de forma inconsciente

Leia o texto 'Efeitos da poluição sonora sobre a saúde' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto deixa claro que a poluição sonora pode causar a perda auditiva, a alterações no sono, irritação, depressão, zumbido, agressividade, melhora do desempenho cognitivo e outras doenças.
II. É possível inferir a partir do texto que a surdez causada pelos danos por meio da poluição sonora pode acontecer de forma imediata, como em exposição prolongada a um ambiente de nível de ruído médio, como indústrias e trânsito, ou a longo prazo, como um tiro de revólver próximo ao ouvido.
III. O texto afirma que a poluição sonora foi reconhecida como um problema de saúde pública pela Organização Mundial da Saúde por seus efeitos sobre crianças e adultos. Nessa faixa etária, os ruídos amenizam os efeitos da irritabilidade, prejudicando diretamente o desempenho escolar e cognitivo.

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Alternativas
Q1868581 Português

Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.


Entre a rua, este quarto e o ser

(Camila de Oliveira Silva)


Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. 

E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] 

(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração

de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:

Bazar do Tempo: Flup, 2021)

O título do texto, além de ser constituído por substantivos, também apresenta outros vocábulos que cumprem papéis específicos. Dentre esses vocábulos, assinale o único que indica uma relação de proximidade entre o substantivo e o emissor do texto.
Alternativas
Q1868580 Português

Muitos anos depois da publicação de Quarto de despejo, diário de uma favelada, novas escritoras negras brasileiras, inspiradas na obra de Carolina Maria de Jesus, formam o livro Carolinas: a nova geração de escritoras negras brasileiras, publicado em 2021, do qual se extrai o texto abaixo.


Entre a rua, este quarto e o ser

(Camila de Oliveira Silva)


Recebo a manhã de pé. Consciente da minha insone madrugada, eu estou à beira das 6h. Pressinto o dia longo, que vai arrastar esse corpo que sequer se esticou. Pronto o café, pronta uma manhã e nem importa que eu não esteja preparada para absolutamente nada hoje. Alguma vez já quis pedir ao dia que me levante. Não sei seguir por essa hora em chamas, nesse amarelo que cai sobre o dia, que não me socorre. Às vezes, antes de ir à rua, me pego querendo ir direto para a noite. Algo me vem em cheio nessas horas e não é a saudade que ontem, sem razão, me consumia de vida e morte. 

E de repente já estou na rua, rumando, rearrumando e esfregando meus olhos secos. Esforçando em segurar lágrimas e sabendo que preciso, agora, despejar meu olhar sobre o mundo: o mais seco que eu quiser. Desejo despejar meu olhar dentro dos olhos de todo mundo. Ando, e sinto que os passos só escorrem para alcançar sentido. Quando estou aqui, parece que a rua é tudo o que tenho, sou e tudo o que sobrei. [...] 

(LUDEMIR, Julio (org.). Carolinas: a nova geração

de escritoras negras brasileiras. Rio de Janeiro:

Bazar do Tempo: Flup, 2021)

As quatro primeiras frases do texto revelam ao leitor traços do estado de ânimo da enunciadora. A partir de uma leitura atenta desse trecho, é correto afirmar que se destaca, na narradora, uma postura:
Alternativas
Respostas
15681: B
15682: B
15683: B
15684: D
15685: C
15686: B
15687: D
15688: A
15689: C
15690: C
15691: B
15692: D
15693: D
15694: B
15695: B
15696: C
15697: C
15698: A
15699: C
15700: A