Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q2349706 Português
Instrução: Leia o texto abaixo e responda à questão.


A doença e seu nome


       Adão só descobriu que era superior aos animais quando Deus lhe confiou a tarefa de dar nome às outras criaturas. Com isso, o primeiro homem foi investido de um poder. Porque o nome é a coisa, a coisa é o nome. Se não conhecemos o nome de uma coisa, esta coisa passa a ser assustadora. Ela se transforma exatamente nisso, numa coisa. E aí tudo pode acontecer.
        A questão do nome é particularmente importante no caso da doença. O que é que eu tenho, doutor? é a pergunta crucial que os pacientes fazem ao médico. A doença, disse a escritora Susan Sontag (que fala por experiência própria: teve um câncer de mama), é uma segunda cidadania. Mas, se assumimos essa cidadania, queremos saber o nome do país-doença em que teremos de viver.
       Não é apenas curiosidade. No fundo, todos nós acreditamos, como nossos ancestrais pré-históricos, na doença como a obra de espíritos malignos. Ora, chamar um demônio pelo nome é a primeira providência para exorcizá-lo. Solicitado a fornecer um diagnóstico, o médico sabe que também está passando por um teste. Nesse momento, deve mostrar seu conhecimento, seu poder. O nome pode ser complicado, não tem importância: às vezes, funciona até como símbolo de status. Caso a pessoa não tenha mais nada na vida, pelo menos pode contar com uma doença grave.
     O que lembra a história da mãe judia que levou o filho a um psicanalista e insistiu em um diagnóstico. Depois de compreensível hesitação, o doutor disse que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. Resposta da boa senhora: “Complexo de Édipo ou não, o importante é que ele ame a sua mãe.” [...]
(SCLIAR, M. A face oculta – Inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2020.)
Tome o trecho Depois de compreensível hesitação, o doutor disse que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. Sobre possíveis reescritas desse trecho, apresentando o mesmo sentido do original, marque C para as reescritas CORRETAS e I para as INCORRETAS.

( ) O doutor disse, que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo” depois de compreensível hesitação. ( ) O doutor disse, depois de compreensível hesitação, que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. ( ) O doutor, depois de compreensível hesitação, disse que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. ( ) O doutor disse que o rapaz, depois de compreensível hesitação, sofria de “Complexo de Édipo”.

Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q2349705 Português
Instrução: Leia o texto abaixo e responda à questão.


A doença e seu nome


       Adão só descobriu que era superior aos animais quando Deus lhe confiou a tarefa de dar nome às outras criaturas. Com isso, o primeiro homem foi investido de um poder. Porque o nome é a coisa, a coisa é o nome. Se não conhecemos o nome de uma coisa, esta coisa passa a ser assustadora. Ela se transforma exatamente nisso, numa coisa. E aí tudo pode acontecer.
        A questão do nome é particularmente importante no caso da doença. O que é que eu tenho, doutor? é a pergunta crucial que os pacientes fazem ao médico. A doença, disse a escritora Susan Sontag (que fala por experiência própria: teve um câncer de mama), é uma segunda cidadania. Mas, se assumimos essa cidadania, queremos saber o nome do país-doença em que teremos de viver.
       Não é apenas curiosidade. No fundo, todos nós acreditamos, como nossos ancestrais pré-históricos, na doença como a obra de espíritos malignos. Ora, chamar um demônio pelo nome é a primeira providência para exorcizá-lo. Solicitado a fornecer um diagnóstico, o médico sabe que também está passando por um teste. Nesse momento, deve mostrar seu conhecimento, seu poder. O nome pode ser complicado, não tem importância: às vezes, funciona até como símbolo de status. Caso a pessoa não tenha mais nada na vida, pelo menos pode contar com uma doença grave.
     O que lembra a história da mãe judia que levou o filho a um psicanalista e insistiu em um diagnóstico. Depois de compreensível hesitação, o doutor disse que o rapaz sofria de “Complexo de Édipo”. Resposta da boa senhora: “Complexo de Édipo ou não, o importante é que ele ame a sua mãe.” [...]
(SCLIAR, M. A face oculta – Inusitadas e reveladoras histórias da medicina. Porto Alegre: Artes e ofícios, 2020.)
A respeito do texto, analise as afirmativas.

I.  No primeiro parágrafo, a palavra coisa aparece várias vezes; na última delas, pode-se atribuir o sentido de mistério, enigma. II. O homem na época pré-histórica acreditava que as doenças eram criadas por espíritos malignos, mas hoje não mais se pensa assim. III. Tanto pacientes quanto médicos vivem momento de tensão em termos de ter um diagnóstico, nomear uma doença. IV. A fala da mãe, na história contada no final do texto, revela desconhecimento da doença, mas necessidade de ter um nome para a doença.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2349700 Português
Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Ano novo


“Feliz ano novo”, ele ouvira isso uma vida inteira. Entre estradas sinuosas e quedas abruptas, sempre tentava se renovar. Rastejava solitário e deixava seus restos por onde passava. E felicidade mesmo, esta andava rara. Desde criança, as velhas felicitações de “feliz ano novo” sempre lhe trouxeram mau agouro. Reprovações no colégio, surras de colegas e bicicletas roubadas – a lista era longa.
Mesmo depois de adulto, nada mudara. Por exemplo, em certo ano, uma semana depois de ouvir a felicitação, fora abandonado pela noiva. Um mês depois, perdera o emprego.
Após tantos infortúnios, costumava dizer que só sorrira verdadeiramente quando era um bebê e sua mãe lhe fazia carinhosas cócegas.
Por isso, no início de cada novo ano, ele fugia das pessoas. Temia ouvir o “feliz ano novo”, a maldita frase que carregava mau agouro e previsões de tragédias.
No entanto, no último ano, não pode evitar a ex-noiva em um encontro casual. A mesma, com ódio e mágoas aflorando pela pele, lançou-lhe uma praga:
– Espero que sofra. Irônica, ainda arrematou: – Infeliz ano novo!
Naquele ano, ele encontrou o grande amor de sua vida, teve uma linda filha, foi promovido e sorriu verdadeiramente, como não fazia desde que recebia cócegas de sua mãe enquanto ainda era um pequeno bebê.

(MARTINZ, J. Disponível em: http://corrosiva.com.br/cronicas/anonovo. Acesso em: 26/08/23.)
Expressões temporais ajudam na marcação da progressão sequencial desse texto. Assinale a alternativa em que o trecho do texto NÃO apresenta esse tipo de marcação.
Alternativas
Q2349698 Português
Instrução: Leia atentamente o texto a seguir e responda à questão.


Ano novo


“Feliz ano novo”, ele ouvira isso uma vida inteira. Entre estradas sinuosas e quedas abruptas, sempre tentava se renovar. Rastejava solitário e deixava seus restos por onde passava. E felicidade mesmo, esta andava rara. Desde criança, as velhas felicitações de “feliz ano novo” sempre lhe trouxeram mau agouro. Reprovações no colégio, surras de colegas e bicicletas roubadas – a lista era longa.
Mesmo depois de adulto, nada mudara. Por exemplo, em certo ano, uma semana depois de ouvir a felicitação, fora abandonado pela noiva. Um mês depois, perdera o emprego.
Após tantos infortúnios, costumava dizer que só sorrira verdadeiramente quando era um bebê e sua mãe lhe fazia carinhosas cócegas.
Por isso, no início de cada novo ano, ele fugia das pessoas. Temia ouvir o “feliz ano novo”, a maldita frase que carregava mau agouro e previsões de tragédias.
No entanto, no último ano, não pode evitar a ex-noiva em um encontro casual. A mesma, com ódio e mágoas aflorando pela pele, lançou-lhe uma praga:
– Espero que sofra. Irônica, ainda arrematou: – Infeliz ano novo!
Naquele ano, ele encontrou o grande amor de sua vida, teve uma linda filha, foi promovido e sorriu verdadeiramente, como não fazia desde que recebia cócegas de sua mãe enquanto ainda era um pequeno bebê.

(MARTINZ, J. Disponível em: http://corrosiva.com.br/cronicas/anonovo. Acesso em: 26/08/23.)
Sobre o texto, assinale a afirmativa INCORRETA.
Alternativas
Q2348374 Português
   Maria Salomea Skłodowska (1867-1934), mais conhecida como Marie Curie, foi uma física e química polonesa naturalizada francesa que marcou um ponto de virada na ciência graças ao seu trabalho sobre radioatividade.
   Em 1895, a cientista se casou com Pierre Curie, físico e químico francês. Juntos, o casal realizou pesquisas de importância mundial. 
   Motivada pela descoberta de Antoine Henri Becquerel, que demonstrou que os sais de urânio emitiam raios de natureza desconhecida sem a necessidade de serem expostos à luz, Marie Curie constatou que os compostos formados pelo elemento tório também emitiam raios espontaneamente. Esse fenômeno foi chamado de radioatividade.
  “Como a radioatividade gerada por algumas amostras era mais forte do que o esperado, Marie e Pierre suspeitaram que havia outra substância radioativa mais poderosa do que o urânio e o tório”, diz a Comissão Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica do Chile (Conict).
   Depois disso, em 1898, os dois cientistas anunciaram publicamente que haviam descoberto o polônio, um elemento químico que batizaram com o nome da terra natal de Marie. Meses depois, eles relataram uma nova descoberta: o elemento rádio.
     A física recebeu seu doutorado em ciências em junho de 1903 e, graças à descoberta dos elementos radioativos, recebeu o Prêmio Nobel de Física ao lado do marido. Marie Curie tornou-se, assim, a primeira mulher na história a receber esse reconhecimento mundial.
    Após a morte de Pierre Curie em 1906, ela se dedicou com toda a sua energia a completar, por conta própria, o trabalho científico que ambos haviam desenvolvido até então. Em 1911, ela recebeu o segundo Nobel de Química por sua pesquisa sobre o rádio. Assim, Marie Curie tornou-se a primeira pessoa a ganhar o prêmio em dois campos diferentes.
    Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a física dedicou-se a desenvolver o uso da radiografia com a ajuda de sua filha, Irène. Em 1918, ela fundou o Radium Institute, que viria a se tornar um centro universal de física e química nuclear. 
    Além disso, relata a ONU Mulheres (entidade das Nações Unidas para o empoderamento das mulheres), Marie Curie inventou unidades móveis de raios-x que ajudaram mais de um milhão de soldados feridos durante a Primeira Guerra Mundial.
     A cientista polonesa morreu em 1934, aos 66 anos, de uma doença relacionada à exposição à radiação. 
    De acordo com a ONU Mulheres, as contribuições de Curie sobre a radioatividade lançaram as bases da ciência nuclear moderna, desde os raios-x até a radioterapia para o tratamento do câncer. Suas descobertas continuam a salvar vidas até hoje.

(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Assinalar a alternativa que traz apenas traços da vida pessoal, e não da profissional, de Marie Curie:
Alternativas
Q2348373 Português
   Maria Salomea Skłodowska (1867-1934), mais conhecida como Marie Curie, foi uma física e química polonesa naturalizada francesa que marcou um ponto de virada na ciência graças ao seu trabalho sobre radioatividade.
   Em 1895, a cientista se casou com Pierre Curie, físico e químico francês. Juntos, o casal realizou pesquisas de importância mundial. 
   Motivada pela descoberta de Antoine Henri Becquerel, que demonstrou que os sais de urânio emitiam raios de natureza desconhecida sem a necessidade de serem expostos à luz, Marie Curie constatou que os compostos formados pelo elemento tório também emitiam raios espontaneamente. Esse fenômeno foi chamado de radioatividade.
  “Como a radioatividade gerada por algumas amostras era mais forte do que o esperado, Marie e Pierre suspeitaram que havia outra substância radioativa mais poderosa do que o urânio e o tório”, diz a Comissão Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica do Chile (Conict).
   Depois disso, em 1898, os dois cientistas anunciaram publicamente que haviam descoberto o polônio, um elemento químico que batizaram com o nome da terra natal de Marie. Meses depois, eles relataram uma nova descoberta: o elemento rádio.
     A física recebeu seu doutorado em ciências em junho de 1903 e, graças à descoberta dos elementos radioativos, recebeu o Prêmio Nobel de Física ao lado do marido. Marie Curie tornou-se, assim, a primeira mulher na história a receber esse reconhecimento mundial.
    Após a morte de Pierre Curie em 1906, ela se dedicou com toda a sua energia a completar, por conta própria, o trabalho científico que ambos haviam desenvolvido até então. Em 1911, ela recebeu o segundo Nobel de Química por sua pesquisa sobre o rádio. Assim, Marie Curie tornou-se a primeira pessoa a ganhar o prêmio em dois campos diferentes.
    Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), a física dedicou-se a desenvolver o uso da radiografia com a ajuda de sua filha, Irène. Em 1918, ela fundou o Radium Institute, que viria a se tornar um centro universal de física e química nuclear. 
    Além disso, relata a ONU Mulheres (entidade das Nações Unidas para o empoderamento das mulheres), Marie Curie inventou unidades móveis de raios-x que ajudaram mais de um milhão de soldados feridos durante a Primeira Guerra Mundial.
     A cientista polonesa morreu em 1934, aos 66 anos, de uma doença relacionada à exposição à radiação. 
    De acordo com a ONU Mulheres, as contribuições de Curie sobre a radioatividade lançaram as bases da ciência nuclear moderna, desde os raios-x até a radioterapia para o tratamento do câncer. Suas descobertas continuam a salvar vidas até hoje.

(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
De acordo com as informações do texto, o fenômeno chamado de radioatividade:
Alternativas
Q2347977 Português
As fábulas se caracterizam por apresentar as características listadas nas alternativas a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.
Alternativas
Q2347232 Português

Curiosidades que tornam o tomate um vegetal único

    O tomate, um delicioso alimento, foi revalorizado ao longo de centenas de anos e agora é considerado um dos vegetais mais benéficos para a saúde das pessoas, informa a Encyclopedia of Life (EOL).

    Sem o tomate não _________ pizza, lasanha ou espaguete à bolonhesa. O gaspacho (sopa fria espanhola) não _______ tomates nem qualquer uma das centenas de pratos que incluem esse vegetal vermelho entre seus ingredientes. Entretanto, nenhum desses alimentos _________ sem a chegada dos colonizadores à América no final do século 15, explica a EOL.

    Embora atualmente seja encontrado em todo o mundo, acredita-se que as primeiras plantações de tomate tenham surgido no oeste da América do Sul, no que hoje é a região do Peru e do Equador. A EOL afirma que, no século 16, quando os europeus chegaram ao México, os povos nativos também já cultivavam tomates há muito tempo.

     No século 19, o tomate havia sido incorporado à dieta dos europeus, assim como sua agricultura, diz a Encyclopedia of Life. No entanto, os livros de botânica franceses de 1600 descreviam a planta como "mais agradável aos olhos do que ao paladar e ao olfato, porque comer a fruta causa nojo e vômito". Não se sabe se os tomates daquela época eram realmente ruins ou se o paladar europeu não aceitava seu novo sabor. 

     O tomate foi usado na medicina após sua aceitação como alimento. A EOL diz que, em 1770, o médico inglês William Salmon começou a usar o vegetal como loção para tratar queimaduras, coceiras, úlceras, feridas, dores nas costas, dores de cabeça, gota e até ciática.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)

Em relação às ideias apresentadas no texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2347123 Português
       Sucuri, cascavel, coral, caninana. O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitas pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.

      De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca, segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes no país são de picada de jararaca — considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.

     A jararaca tem padrão de cor que varia de cobra para cobra, abrangendo “tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.

     Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.

     O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.

      Os casos de picadas de cobra no mundo todo têm tanta relevância no impacto que causam às populações dos mais diversos países que o dia 19 de setembro foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a data oficial do Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos.

       De acordo com a OMS, a cada ano, aproximadamente 5 milhões de pessoas são picadas por cobras e serpentes no mundo todo e mais de 130 mil delas morrem em decorrência do envenenamento causado por esses ataques. Outras 400 mil vítimas podem ficar com sequelas decorrentes das picadas.
 
    Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas.



(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
Conforme o texto, qual a cobra que contabiliza o maior número de picadas de pessoas no Brasil?
Alternativas
Q2346616 Português
“A língua falada é hesitante, interrompida, redundante, não planejada, fragmentada, incompleta, pouco elaborada, com pouca densidade informacional, frases curtas e simples. Vamos falando e criando ao mesmo tempo. Outra especificidade são o tá? e o né? sempre no final das frases.”
(CASTILHO, Ataliba T. de e Vanda Maria ELIAS. 2012. Pequena Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto.)
Os termos sublinhados no trecho acima são denominados:
Alternativas
Q2346615 Português
“A língua falada é hesitante, interrompida, redundante, não planejada, fragmentada, incompleta, pouco elaborada, com pouca densidade informacional, frases curtas e simples. Vamos falando e criando ao mesmo tempo. Outra especificidade são o tá? e o né? sempre no final das frases.”
(CASTILHO, Ataliba T. de e Vanda Maria ELIAS. 2012. Pequena Gramática do Português Brasileiro. São Paulo: Contexto.)
A partir do texto é possível concluir que:
Alternativas
Q2346367 Português
       Você com certeza conhece algo de marketing. Como consumidor, está sujeito à propaganda e outras formas de promoção de vendas, de inúmeros fornecedores dos produtos e serviços. Como vendedor, está sempre disputando a atenção dos consumidores, tentando convencê-los a escolher seus produtos e serviços e não os da concorrência. Certamente, é um consumidor mais informado e exigente que os consumidores de meados do século passado. Tem, inclusive, mais escolhas que eles. Provavelmente, está acostumado a ler rótulos para verificar a data de validade do produto e sabe que, se tiver algum problema, o Código de Defesa do Consumidor está ao seu lado. Tudo isso é marketing — e muito mais. A função de marketing vai muito além da propaganda ou da promoção de vendas e compreende todas as formas de relacionamento com os clientes.

           O conceito de cliente é central em marketing, assim como o de transformação para operações e o de dinheiro para finanças. A base das transformações que se processaram na função de operações, enfatizando a qualidade e a eficiência, foi o interesse do cliente. Para acompanhar essa mudança, a função de marketing passou a desempenhar papel de fornecedora de inputs para outras funções — projeto de produto não é mais apenas uma questão de engenharia, mas também de trazer para dentro da empresa a voz do cliente. Os fundamentos de marketing, como a ênfase no cliente, integram agora o conteúdo da formação dos profissionais e dos dirigentes de outras áreas.

       O trabalho em marketing é diferenciado dentro da empresa. Tem muito mais conteúdo relacional que as outras áreas — marketing é uma questão de relacionamento, de persuasão, de inteligência emocional, de entendimento dos mecanismos do comportamento humano. Essa ênfase no estudo do cliente reflete-se no componente técnico nas competências profissionais, especialmente no uso das ferramentas da estatística na pesquisa de marketing. Mesmo quando essa competência é terceirizada, os profissionais de marketing precisam dialogar com os fornecedores. Marketing é uma área essencialmente externa — os profissionais vão a campo participar de eventos, fazer promoções, estudar os pontos de vendas, distribuir peças promocionais, fazer entrevistas com representantes de grupos de consumidores etc. É uma atividade frequentemente realizada ao ar livre e por meio de projetos — empreendimentos por encomenda, como eventos promocionais, contrastando com as atividades funcionais, contínuas e internas, de produção e finanças.


(Fonte: Maximiano, Amaru. 2014 — adaptado.)
Considerando-se o texto, acerca do que se pode depreender sobre as tarefas do marketing, analisar os itens abaixo:

I. Ajuda a chamar a atenção dos mais diversos consumidores, a fim de que o produto à venda esteja em evidência maior que seus competidores.
II. Promove e fomenta a relação de uma marca com o seu cliente ou consumidor, colocando-o em ponto central na relação comercial.
III. Cumpre o papel de intermediar o relacionamento entre um produto ou serviço e o consumidor, obrigando e usando os mecanismos do comportamento humano para vender um produto, ainda que este não sirva ao cliente potencial.

Está(ão) CORRETO(S):
Alternativas
Q2346255 Português
         Sucuri, cascavel, coral, caninana. O Brasil é um país com uma grande diversidade de cobras. Sejam elas venenosas ou não, de uma mesma cor ou de cores diferentes, há muitas pessoas que temem cruzar o caminho desses répteis.
        De todas as cobras, o título de “campeã” de picadas de pessoas no Brasil pertence à jararaca, segundo informações do Instituto Butantan, instituição de pesquisa sediada na cidade de São Paulo. No país, 69,3% dos acidentes envolvendo serpentes no país são de picada de jararaca — considerando só o estado de São Paulo, o número chega a 90% dos casos.
      A jararaca tem padrão de cor que varia de cobra para cobra, abrangendo “tons marrons escuros ou claros, verdes, acinzentados ou amarelos”, informa o Butantan. O animal apresenta também manchas geralmente mais escuras na lateral do corpo.
       Essa cobra pode ser encontrada da Bahia ao Rio Grande do Sul, normalmente em áreas de Mata Atlântica, além de regiões da Argentina e do Paraguai que fazem fronteira com o Brasil.
      O efeito do veneno da jararaca muda conforme a idade do réptil. Nos exemplares juvenis, tem ação anticoagulante. Já no caso de jararacas adultas, a ação inflamatória é mais intensa.
      Os casos de picadas de cobra no mundo todo têm tanta relevância no impacto que causam às populações dos mais diversos países que o dia 19 de setembro foi escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como a data oficial do Dia Internacional de Atenção aos Acidentes Ofídicos.
      De acordo com a OMS, a cada ano, aproximadamente 5 milhões de pessoas são picadas por cobras e serpentes no mundo todo e mais de 130 mil delas morrem em decorrência do envenenamento causado por esses ataques. Outras 400 mil vítimas podem ficar com sequelas decorrentes das picadas.
     Somente na região das Américas, estima-se que 57 mil pessoas por ano sejam mordidas por serpentes venenosas, com uma taxa de letalidade de 0,6%. No entanto, estima-se que esses números sejam ainda subnotificados, já que muitos casos sequer são reportados às autoridades médicas.

(Fonte: National Geographic Brasil — adaptado.)
De acordo com o texto, assinalar a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q2346159 Português
Analisar as duas frases abaixo:

I. Não, corra! II. Não corra!

É CORRETO afirmar que as duas frases têm:
Alternativas
Q2346158 Português

Observar o meme abaixo:



Imagem associada para resolução da questão




Das alternativas abaixo, qual descreve melhor o humor do meme?

Alternativas
Q2346153 Português
Quanta água se deve tomar durante uma onda de calor?

         A pergunta sobre quantos litros de água se deve beber por dia, de acordo com a ciência, é daquelas que vai e volta ____ mente das pessoas, em especial nos dias de calor, quando a sede aperta.
         Apesar de não haver uma quantidade mínima absoluta estipulada, como reforça a Organização Mundial da Saúde (OMS) – já que o número de litros ingerido por pessoa varia por diversos fatores – o recomendado pela entidade é que homens devem beber cerca de 3,2 litros por dia e mulheres 2,7 litros de água diariamente.
        Mas e quando o indivíduo está enfrentando uma onda de calor com temperaturas chegando aos 40°C (ou até passando deles) e uma sensação térmica escaldante: ____ recomendação de ingestão de água muda?
         De acordo com a nutricionista Thaís Regina Barca de Moraes, além da quantidade diária recomendada para cada pessoa, em dias de muito calor vale ficar atento a possíveis sintomas de desidratação para saber se é preciso ingerir ainda mais líquidos.
       “Boca seca, pele mais ressecada, uma sensação de fraqueza, fadiga ou tontura indicam que é necessário consumir mais água”, enfatiza a médica. “Essa água deve ser tomada de forma fracionada ao longo do dia para que ____ pessoa não beba muito de uma vez e depois fique horas sem tomar nada. Isso ajuda o corpo a ficar hidratado ao longo do dia”, completa.
        Em geral, a nutricionista indica que cada pessoa deve tomar água de uma em uma hora, em especial nos períodos de calor excessivo, ingerindo cerca de 200 a 300 ml por vez. “Já quem pratica esportes precisa se hidratar antes, durante e depois do exercício”, afirma.


(Fonte: National Geographic — adaptado.)
Segundo o texto, ainda que não haja uma quantidade estipulada do consumo de água: 
Alternativas
Q2346125 Português
Cientistas dizem ter finalmente encontrado
restos de planeta que se chocou com a Terra. 


         Cientistas concordam amplamente que um antigo planeta (Theia) colidiu com a Terra quando esta se formava há bilhões de anos, lançando detritos que se fundiram na Lua que agora decora o nosso céu noturno. Esta teoria, chamada de Hipótese do Impacto Gigante, explica muitas características fundamentais da Lua e da Terra.

      No entanto, há um mistério óbvio no centro desta hipótese: o que aconteceu com Theia? Não há evidência direta de sua existência. Nenhum vestígio do planeta foi encontrado no sistema solar. E muitos cientistas presumiram que tudo o que Theia deixou para trás na Terra se misturou à caldeira de fogo dentro do nosso planeta.

     No entanto, uma nova teoria sugere que os restos do antigo planeta permanecem parcialmente intactos, enterrados sob os nossos pés. As placas derretidas de Theia poderiam ter-se incorporado no manto da Terra após o impacto antes de se solidificarem, deixando porções do material do antigo planeta repousando no núcleo da Terra, cerca de 2.900 km abaixo da superfície, de acordo com um estudo publicado na quarta-feira (1º), na revista Nature.

      Se a teoria estiver correta, não só forneceria detalhes adicionais para completar a Hipótese do Impacto Gigante, mas também responderia a uma questão persistente para os geofísicos.

     Eles já sabiam que existem duas massas diferentes incrustadas nas profundezas da Terra. As massas, chamadas Grandes Províncias de Baixa Velocidade ou LLVPs (na sigla em inglês), foram detectadas pela primeira vez na década de 1980. Uma está localizada sob a África e a outra sob o Oceano Pacífico.

    Estas manchas têm milhares de quilômetros de largura e provavelmente têm uma densidade de ferro superior à do manto circundante, o que as faz sobressair quando medidas com ondas sísmicas. Mas a origem destas manchas, cada uma maior que a Lua, permanece um mistério para os cientistas.


Fonte: Cientistas dizem ter finalmente encontrado restos de planeta que se chocou com a Terra; entenda | CNN Brasil
Assinale a alternativa que apresente a circunstância estabelecida pelo termo em destaque no período: “Estas manchas têm milhares de quilômetros de largura e provavelmente têm uma densidade de ferro superior à do manto circundante, o que as faz sobressair quando medidas com ondas sísmicas”.
Alternativas
Q2345796 Português

Analise a estruturação do seguinte texto: 



Múltiplas são as razões de recomendar prudência aos motoristas: recomendando prudência, defendemos o homem contra ele mesmo. Quantas vidas humanas, de fato, são estúpida e lamentavelmente perdidas cada dia nas estradas? As estradas matam mais que o câncer, e tanto quanto as doenças cardiovasculares.


Recomendando prudência, defendemos o bem comum. Os acidentes nas estradas custam caro à sociedade. Pagamentos de hospitalização e de próteses, indenizações de todos os tipos, absorvem um percentual importante dos fundos do seguro social. Ora, isso é parte do bem-comum já que é composto pela contribuição de todos os trabalhadores.


Recomendando prudência, protegemos o atrativo das viagens, feito pelo olhar de descobertas. Ora, como ver quando passamos como um bólido? E como lembrarmos do que vimos após o traumatismo de um acidente ou do desconforto de uma batida?


Tudo isso junto, concluímos que devemos ser prudentes. Como dizia o velho adágio, “a prudência é a mãe da segurança”. 



Sobre o conteúdo e a estruturação do texto acima, assinale a afirmativa correta. 

Alternativas
Q2345795 Português

leia o fragmento a seguir, retirado do romance O Quinze, de Rachel de Queiroz, que tinha como pano de fundo a seca que assolou o Nordeste em 1915. 



Encostado ao mourão da porteira de paus corridos, o vaqueiro das Aroeiras aboiava dolorosamente, vendo o gado sair, um a um, do curral.


junta de bois mansos passou devagarinho.


O velho touro da fazenda saiu, arrogante. Garrotes magros, de grandes barrigas, empurravam as vacas de cria, atropelando-se. Até que a derradeira rês, a Flor do Pasto, fechando a marcha, também transpôs a porteira e passou junto de Chico Bento que lhe afagou com a mão a velha anca rosilha, num gesto de carinho e despedida.


Da janela da cozinha, as mulheres assistiam à cena. Choravam silenciosamente, enxugando os olhos vermelhos na beira dos casacos ou no rebordo das mangas.


Saída a última rês, Chico Bento bateu os paus na porteira e foi caminhando devagar, atrás do lento caminhar do gado, que marchava à toa, parando às vezes, e pondo no pasto os olhos tristes, como numa agudeza de desesperança. 



Sobre a estruturação desse pequeno texto, assinale a afirmativa correta. 

Alternativas
Q2345794 Português
Assinale a opção em que não ocorre qualquer processo de intensificação. 
Alternativas
Respostas
8661: C
8662: D
8663: C
8664: C
8665: D
8666: A
8667: C
8668: C
8669: D
8670: E
8671: D
8672: C
8673: C
8674: A
8675: D
8676: A
8677: B
8678: B
8679: C
8680: C