Questões de Concurso Comentadas sobre noções gerais de compreensão e interpretação de texto em português

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Q1054386 Português

Texto III: O que é uma língua?

     A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

     Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

      Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

      A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

     A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

    Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedadepadrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno

“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M.

Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

A menção à “famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts”, no quarto parágrafo, representa, em relação à discussão presente no terceiro parágrafo, uma:
Alternativas
Q1054383 Português

Texto III: O que é uma língua?

     A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

     Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

      Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

      A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

     A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

    Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedadepadrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno

“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M.

Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

O autor sugere uma distinção entre língua materna e língua paterna que pode ser definida, respectivamente, por:
Alternativas
Q1054382 Português

Texto III: O que é uma língua?

     A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

     Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

      Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

      A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

     A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

    Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedadepadrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno

“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M.

Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

Mesmo que não conste em vocabulário oficial, a adequada compreensão do item “ortografização” pelos falantes da língua, demonstra que o léxico de uma língua se define pela presença de:
Alternativas
Q1054381 Português

Texto III: O que é uma língua?

     A padronização, a gramatização, a ortografização de uma língua têm constituído, em todos os momentos históricos, um processo de seleção e, como todo processo de seleção, um processo simultâneo de exclusão. A centralização dos Estados nacionais a partir do Renascimento em torno da figura do rei, símbolo da nacionalidade, acarretou a construção política de uma língua nacional, de uma língua oficial.

     Ora, que critérios poderiam ser empregados para definir essa língua oficial, essa língua que, de materna, se transformará em língua paterna, língua pátria, língua oficial? Em meio à diversidade linguística que sempre caracterizou todos os países da Europa, que língua ou que variedade de língua será arrancada de sua dinâmica social para se transformar em monumento, em símbolo da identidade nacional?

      Os critérios serão, sempre, de ordem política e nunca-jamais de ordem “linguística”, no sentido de não haver possibilidade alguma de uma variedade ser escolhida por algum conjunto de características “inerentes” (beleza, elegância, riqueza, concisão etc.) que a tornem “naturalmente” mais apta a ser eleita para o processo de hipostasiação. A língua escolhida será sempre, nos casos das nações unificadas, a língua ou dialeto falado na região onde se situa o poder, a Corte, a aristocracia, o rei.

      A famosa Ordonnance de Villers-Cotterêts assinada em 6 de setembro de 1539 pelo rei Francisco I, decreta que todo e qualquer documento legal, contratos, sentenças, testamentos etc., “sejam pronunciados, registrados e entregues às partes em linguagem materna francesa, e não outramente”. Ora, essa “linguagem materna francesa” é de uso extremamente minoritário no século XVI, e mesmo no final do XVIII, como veremos adiante, era desconhecida por três quartos da população da França. Sua escolha como língua oficial se deve ao mero fato de ser a língua materna do rei, o que é razão suficiente para decretar sua oficialidade, apesar de sua reduzida difusão entre os súditos. Com isso, o que poderia parecer um ato de democratização das relações entre o poder e os cidadãos – a substituição do latim pelo francês nos atos oficiais – era, na verdade, uma reafirmação do caráter aristocrático daquele regime político e se prendia ao simples fato de, àquela altura da história francesa, o latim já ser uma língua desconhecida para a maioria dos membros da elite política e cultural.

     A língua ou variedade de língua eleita para ser oficial será objeto de um trabalho de codificação, de padronização, trabalho empreendido pelos gramáticos, e também de criação de um léxico novo, amplo, que permita à língua ser instrumento da alta literatura, da ciência, da religião e do direito.

    Por conseguinte, e ao contrário do que comumente (e lamentavelmente) se lê em textos assinados por (socio)linguistas – num discurso que se repete também nos livros didáticos de português, supostamente “atualizados” com os avanços da ciência linguística –, a norma-padrão definitivamente não é uma das muitas variedades linguísticas que existem na sociedade. Não existe uma variedadepadrão (aliás, uma contradição em termos, pois se é padrão, isto é, uniforme e invariante, como pode ser uma “variedade”?), nem um dialeto-padrão, nem uma língua padrão, embora esses termos pululem na bibliografia dedicada ao tema. O que existe é uma norma-padrão, língua materna de ninguém, língua paterna por excelência, língua da Lei, uma norma no sentido mais jurídico do termo.

Marcos Bagno

“O que é uma língua? Imaginário, ciência e hipóstase” In: LAGARES, X. C.; BAGNO, M.

Políticas da norma e conflitos linguísticos. São Paulo: Parábola, 2011

De acordo com a discussão proposta no texto, a centralização dos Estados nacionais produz efeitos sobre as línguas que podem ser definidos pela seguinte formulação:
Alternativas
Q1054379 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

Conforme a autora, aprender a língua inglesa, no contexto dado, representa:
Alternativas
Q1054378 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A argumentação da autora sobre os negros nos navios negreiros se constrói com base no uso de:
Alternativas
Q1054376 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A opção da autora pelo termo “escravizados” em lugar de “escravos” produz o efeito de:
Alternativas
Q1054373 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

Com base na discussão da autora, pode-se inferir um papel das línguas vinculado ao seguinte aspecto:
Alternativas
Q1054372 Português

Texto II: A língua

      Quando imagino o terror dos africanos a bordo de navios negreiros, nos palanques dos leilões, habitando a arquitetura insólita das fazendas de monocultura, considero que esse terror ia além do medo da punição e residia também na angústia de ouvir uma língua que não compreendiam. O próprio som do inglês devia aterrorizá-los. Penso nos negros encontrando uns aos outros num espaço distante das diversas culturas e línguas que os distinguiam uns dos outros obrigados pelas circunstâncias a achar maneiras de falar entre si num “mundo novo” onde a negritude ou a cor escura da pele, e não a língua, se tornariam o espaço da formação de laços. Como lembrar, como evocar esse terror? Como descrever o que devem ter sentido os africanos cujos laços mais profundos haviam sido sempre forjados no espaço de uma língua comum, mas foram transportados abruptamente para um mundo onde o próprio som de sua língua materna não tinha sentido?

     Imagino-os ouvindo o inglês falado como a língua do opressor, mas também os imagino percebendo que essa língua teria de ser adquirida, tomada, reclamada como espaço de resistência. Imagino que foi feliz o momento em que perceberam que a língua do opressor confiscada e falada pela língua dos colonizados, poderá ser espaço de formação de laços. Nesse reconhecimento residia a compreensão de que a intimidade poderia ser recuperada, de que poderia ser formada uma cultura de resistência que possibilitaria o resgate do trauma da escravização. Imagino, portanto, os africanos ouvindo o inglês pela primeira vez como “a língua do opressor” e depois ouvindo-o outra vez como foco potencial de resistência. Aprender o inglês, aprender a falar a língua estrangeira, foi um modo pelo qual os africanos escravizados começaram a recuperar seu poder pessoal dentro de um contexto de dominação. De posse de uma língua comum, os negros puderam encontrar de novo um modo para construir a comunidade e um meio para criar a solidariedade política necessária para resistir.

bell hooks

Ensinando a transgredir: a educação como prática da liberdade. Trad. de

Marcelo B. Cipolla. São Paulo: Martins Fontes, 2013

A autora sugere uma descrição da sociabilidade anterior à escravização, que se caracteriza por:
Alternativas
Q1054371 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

A noção de polifonia se sustenta na ideia de que:
Alternativas
Q1054370 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

Uma marca de polifonia é apresentada explicitamente pela:
Alternativas
Q1054365 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

Uma consequência da argumentação desenvolvida pelo autor, nos estudos da linguagem, é:
Alternativas
Q1054364 Português

Texto I: As línguas do passado eram como as de hoje? (trecho)


      Quando os linguistas afirmam que as línguas khoisan1 , ou as línguas indígenas americanas, são tão avançadas quanto as grandes línguas europeias, eles estão se referindo ao sistema linguístico. Todas as características fundamentais das línguas faladas no mundo afora são as mesmas. Cada língua tem um conjunto de sons distintivos que se combinam em palavras significativas. Cada língua tem modos de denotar noções gramaticais como pessoa (“eu, você, ela”), singular ou plural, presente ou passado etc. Cada língua tem regras que governam o modo como as palavras devem ser combinadas para formar enunciados completos.

T. JANSON

(A história das línguas: uma introdução. Trad. de Marcos Bagno. São Paulo:

Parábola, 2015, p. 23)

1 Refere-se à família linguística africana cuja característica destacada nos estudos de linguagem se vincula à presença de cliques

A tese central do trecho é apresentada, na primeira frase, por meio da seguinte estratégia:
Alternativas
Q1053848 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Conforme o texto informa, as chamadas “âncoras emocionais” que o ritual do café com amigos proporciona
Alternativas
Q1053847 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, o componente social atribuído ao café é
Alternativas
Q1053846 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Café e bons amigos

    Além dos benefícios da bebida em si, o ritual de tomar café com nossos amigos ajuda a nos libertar do estresse e acumular experiências positivas. Poucos momentos são tão agradáveis e confortáveis quanto o momento em que nos reunimos com os amigos e tomamos um café. Qualquer problema torna-se insignificante em pouco tempo.
    O café é uma bebida com séculos de antiguidade, no entanto é bem possível que muitas pessoas nunca tenham descoberto o curioso “componente social” dessa bebida.
    Tomemos um exemplo: depois de um dia de trabalho e estresse, tomamos um café com um amigo. Lentamente começamos uma conversa. A bebida quente exerce um efeito calmante sobre nosso organismo, nossa respiração e nossos nervos relaxam. Além disso, o café é um estimulante suave. Seus efeitos ativadores nos permitirão uma melhor comunicação com aquele amigo. Por isso, assim que aparecem os primeiros risos compartilhados com nossos amigos, começamos a nos sentir melhor e os problemas começam a desaparecer.
    O ritual do café é um exercício terapêutico que nos permite “estar presente”, ou seja, desfrutar a bebida, da conversa, da companhia e dos risos.
    As chamadas “âncoras emocionais” são momentos específicos que nosso cérebro registra como positivos e enriquecedores na nossa memória, desfrutados com um bom café, para que possam nos ajudar nos momentos de dificuldade.
    Todo esse acúmulo de emoções são traços que ficam em nosso cérebro criando âncoras, ou seja, momentos que podemos recuperar em um outro momento, quando as coisas porventura não correrem bem.
    Tudo isso fica no nosso baú de experiências positivas de onde tiramos incentivo, força e energia quando as coisas não correm tão bem.
    Então, avalie... você já encontrou hoje os seus amigos para tomar um café?
(www.melhorcomsaude.com.br. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto relata que um momento para tomar café e conversar com amigos
Alternativas
Q1053837 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Segundo as informações do texto, a cafeína é responsável
Alternativas
Q1053836 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
Conforme as pesquisas descritas no texto, o consumo diário da quantidade ideal de café
Alternativas
Q1053835 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
O texto informa que o consumo regular de café
Alternativas
Q1053834 Português
Para responder à questão, leia o texto.

Benefícios de um cafezinho para a saúde

    Depois de muitos estudos sobre benefícios ou não do seu consumo, pesquisas revelam que o café deixou o banco dos réus para se tornar um aliado do bem-estar. Xícara poderosa, além de delicioso, o café nosso de cada dia faz muito bem para a saúde, quando consumido com equilíbrio.
    O hábito de tomar café, desde que em doses moderadas, ou seja, de 4 a 5 xícaras de 50 mL por dia, não oferece riscos ao organismo, muito pelo contrário, proporciona diversos benefícios. Entre esses benefícios está sua riqueza nutricional. Segundo recentes descobertas científicas, o café tem diversas propriedades que contribuem para a prevenção de doenças e promoção do bem-estar. Confira algumas dessas qualidades a seguir.
    Beber café deixa você mais inteligente – Uma das principais substâncias contidas no café, a cafeína, é um potente estimulante para o cérebro. Quando você bebe o café, uma parte dessa substância vai para o seu cérebro e faz com que ele trabalhe mais rapidamente, melhorando seu humor, sua energia, memória e seu funcionamento cognitivo em geral.
    Melhora o funcionamento do seu fígado e o deixa mais saudável – Pesquisas mostram que pessoas que bebem pelo menos quatro xícaras de café por dia diminuem as chances de sofrer de cirrose no fígado. A pesquisa mostra também que quem bebe essa mesma quantidade de café diariamente, tem 40% menos risco de desenvolver câncer no fígado.
    Estimula o metabolismo – Esta vai para aqueles que querem perder uns quilinhos. A cafeína é um componente encontrado em quase todos os suplementos destinados à perda de peso. Talvez isso explique muita coisa, pois beber café estimula o funcionamento do metabolismo em cerca de 11%. Porém, isso não significa que para emagrecer você deve beber café em vez de se exercitar. Faça as duas coisas: se exercite e beba café. Além de levar uma vida saudável, você provavelmente estará mais feliz tomando uma boa xícara de café.
    Como se pode ver, razões não faltam para tomar uma xícara de café sem culpa. Mas lembre-se: apesar de trazer muitos benefícios, como tudo na vida, o café deve ser consumido com moderação.
(www.awebic.com. Acesso em 20.03.2019. Adaptado)
De acordo com o texto, considerando cada xícara com 50 mL, consumir café moderadamente equivale a tomar
Alternativas
Respostas
22641: C
22642: C
22643: B
22644: B
22645: C
22646: A
22647: B
22648: A
22649: A
22650: C
22651: D
22652: B
22653: C
22654: C
22655: D
22656: E
22657: D
22658: A
22659: C
22660: B