Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q4003851 Português
A Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), por meio do Programa de Formação Docente para a Diversidade Étnica da UEMA, formou a primeira turma no curso de Licenciatura Intercultural para Educação Básica Indígena nas áreas de Ciências Humanas, Ciências da Linguagem e Ciências da Natureza. No começo do mês de outubro, ocorreu a cerimônia de Colação de Grau do Curso com quase 60 formandos dos povos Guajajara, Krikati, Gavião e Kanela. Em seu discurso, o reitor da UEMA, Gustavo Pereira da Costa, exaltou o papel da universidade e da educação pública. A formanda Inai’ury Carneiro enfatizou: “nós indígenas podemos estar onde a gente quiser, em qualquer lugar, seja em universidades, seja em escolas, em qualquer área que a gente quiser exercer, pois não somos melhores, nem piores do que ninguém e somos capazes de realizar todos os nossos sonhos e hoje estamos aqui dando a resposta para quem duvidou ou questionou a nossa presença dentro da universidade”.

Adaptado de: https://notaterapia.com.br/2022/10/23/universidadeestadual-do-maranhao-forma-a-primeira-turma-deprofessores-indigenas/ 
Os verbos “formou” e “exaltou” estão conjugados em qual tempo do modo indicativo?  
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Q4001461 Português
Na frase: "Preciso que alguém me ajude com esse projeto", as palavras destacadas (alguém - esse) são classificadas respectivamente como:
Alternativas
Q4001223 Português
TEXTO IV

O QUE NÃO FALTOU FOI AVISO

        Choveu tinta nas rotativas que imprimiram jornais e revistas em maio para falar da crise. Os meios de comunicação descobriram a crise tardiamente. Apesar de esporádicos alertas, ninguém soube dar ao cidadão a real dimensão do problema.

         Vai fazer cinco anos que a Câmara Americana de Comércio aborda em textos públicos os problemas de suprimento de energia no Brasil.

(Update, junho, 2001)
A palavra “alerta” pode exercer as funções relativas a quatro classes gramaticais. Em que sentido ela foi empregada no texto? Marque a alternativa certa:
Alternativas
Q4000819 Português
TEXTO I

PREFEITURA MUNICIPAL DE PALMEIRA DOS ÍNDIOS RELATÓRIO

Ao Governo do estado de Alagoas

Exmo.Sr. Governador:
Trago a V. Exa. um resumo dos trabalhos realizados pela Prefeitura de Palmeira dos Índios em 1928. Não foram muitos, que os nossos recursos são exíguos. Assim minguados, entretanto, quase, insensíveis ao observador afastado, que desconheça as condições em que o Município se achava, muito me custaram.

COMEÇOS

O PRINCIPAL, [...] o de que dependiam todos os outros[...] foi estabelecer alguma ordem na administração. Havia em Palmeira dos Índios inúmeros prefeitos: os cobradores de impostos, o Comandante do Destacamento, os soldados. [...] Cada pedaço do Município tinha a sua administração particular, com Prefeitos coronéis e Prefeitos inspetores de quarteirões. Os fiscais, esses resolviam questões de polícia e advogavam. Para que semelhante anomalia desaparecesse, lutei com tenacidade e encontrei obstáculos dentro da Prefeitura e fora dela - dentro - , uma resistência mole; [...] fora, uma campanha carregada de bílis. [...] Dos funcionários que encontrei em janeiro do ano passado restam poucos. Saíram os que faziam política e os que não faziam coisa nenhuma. Os atuais não se metem onde não são necessários, cumprem as suas obrigações e, sobretudo, não se enganam em contas. Devo muito a eles. [...]

CONCLUSÃO

Procurei sempre os caminhos mais curtos. Nas estradas que se abriram só há curvas onde as retas foram inteiramente impossíveis. [...] Certos indivíduos [...] imaginam que devem ser consultados;outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos. [...] Fechei os ouvidos, deixei gritarem, arrecadei 1.325, 500 de multas. Não favoreci ninguém. [...] Perdi vários amigos, ou indivíduos que possam ter semelhante nome. [...] Se minha estada na Prefeitura por estes dois anos dependesse de um plebiscito, talvez eu não obtivesse dez votos.

(RAMOS, Graciliano. Palmeira dos Índios, 10/01/1929. In: MARCURSCHI, Luiz Antônio. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Parábola Editorial, 2008, p.169-170. Texto adaptado).
Observe os termos em destaque nos seguintes fragmentos do texto: “Certos indivíduos imaginam que devem ser consultados; outros se julgam autoridade bastante para dizer aos contribuintes que não paguem impostos.” Do ponto de vista da linguagem, esses vocábulos foram empregados:
Alternativas
Q4000811 Português
TEXTO I

LUZ DO SOL

Luz do sol,
Que a folha traga e traduz
Em verde novo em folha,
Em graça, em vida, em força, em luz...

Céu azul
E vem onde os pés
Tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis...

(VELOSO Caetano.A arte maior de Caetano Veloso.Polygram,1985
Exala (verso 8) é um vocábulo formado a partir do verbo exalar. O prefixo ex-, presente nesse verbo, aparece também em muitas outras palavras da nossa língua, como: exportar, expelir, expulsar, etc. Marque a alternativa que apresenta o sentido que tem o prefixo ex em todas essas palavras:
Alternativas
Q4000810 Português
TEXTO I

LUZ DO SOL

Luz do sol,
Que a folha traga e traduz
Em verde novo em folha,
Em graça, em vida, em força, em luz...

Céu azul
E vem onde os pés
Tocam na terra
E a terra inspira e exala seus azuis...

(VELOSO Caetano.A arte maior de Caetano Veloso.Polygram,1985
Em Luz do sol, Caetano Veloso faz uso de um recurso expressivo que consiste em mudar uma palavra de uma classe gramatical para outra. Veja: "céu azul" - azul é um adjetivo (característica do céu); "a terra inspira e exala seus azuis" - azuis é substantivo (nome da cor). Como se denomina esse processo de formação de palavra?
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Q4000708 Português
A fala do personagem “SEMPRE QUIS TE DAR UM PRESENTE BEM CARO” é formada pelas seguintes classes de palavras, respectivamente:
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Q4000705 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
As palavras “apontamentos” e “meninazinha”, presentes no texto, são formadas pelos seguintes processos de formação de palavras:
Alternativas
Q4000702 Português
TEXTO I

O LEITOR IDEAL

        O leitor ideal para o cronista seria aquele a quem bastasse uma frase. Uma frase? Uma palavra! O cronista escolheria uma palavra do dia: “Árvore”, por exemplo, ou “Menina”.
    
        Escreveria essa palavra bem no meio da página, com espaço em branco para todos os lados, como um campo aberto aos devaneios do leitor. Imaginem só uma meninazinha solta no meio da página. Sem mais nada. Até sem nome. Sem cor de vestido nem de olhos. Sem se saber para onde ia. . . Que mundo de sugestões e de poesia para o leitor! E que cúmulo de arte a crônica! Pois bem sabeis que arte é sugestão. . . E se o leitor nada conseguisse tirar dessa obra-prima, poderia o autor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista.
    
        Mas nem tudo estaria perdido para esse hipotético leitor fracassado, porque ele teria sempre à sua disposição, na página, um considerável espaço em branco para tomar seus apontamentos, fazer os seus cálculos ou a sua fezinha. . . Em todo caso, eu lhe dou de presente, hoje, a palavra “Ventania”. Serve?

(QUINTANA, Mário. Porta Giratória. São Paulo, Globo, 1988. p. 83). 
Leia atentamente o fragmento seguinte, extraído do texto: “[. . . ] poderia o leitor alegar, cavilosamente, que a culpa não era do cronista: Marque a função gramatical da palavra sublinhada nesse fragmento:
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Q3999263 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

A geração Covid: o impacto da pandemia no desenvolvimento das crianças





Disponível em < https://saude.abril.com.br/familia/a-geracao-covid-o-impacto-da-pandemia-no-desenvolvimento-das-criancas/> (adaptado).

Numere a segunda coluna de acordo com a primeira.


(1) Verbo pertencente à primeira conjugação.


(2) Verbo pertencente à segunda conjugação.


(3) Verbo pertencente à terceira conjugação.



( ) Chegou


( ) Impacta


( ) Sabemos


( ) Saiu



A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

Alternativas
Q3999262 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.

A geração Covid: o impacto da pandemia no desenvolvimento das crianças





Disponível em < https://saude.abril.com.br/familia/a-geracao-covid-o-impacto-da-pandemia-no-desenvolvimento-das-criancas/> (adaptado).
Em “As descobertas do estudo de Colúmbia, e de tantos outros tocados pelo globo, tornam mais palpável a angústia dos pais dessa geração.” é correto afirmar que há, 
Alternativas
Q3998997 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Manhã inútil


Drauzio Varella

Q_1_10.png (613×608)
Q1_10_.png (608×245)


Disponível em < https://drauziovarella.uol.com.br/drauzio/manha-inutil-artigo/> (adaptado).
Observe o fragmento abaixo:

Começava (I) a clarear. Uma franja (II) de luz alaranjada circundava a (III) zona norte, por trás da serra da Cantareira. Madrugadores como eu acendiam (IV) as primeiras luzes nos prédios do centro de São Paulo.”

Analise os termos sublinhados e numerados do fragmento acima e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IF-PA Órgão: IF-PA Prova: IF-PA - 2022 - IF-PA - Professor EBTT - Libras |
Q3996191 Português
De acordo com Quadros e Karnopp (2004, p. 96), “uma das principais funções da morfologia é a mudança de classe, isto é, a utilização da ideia de uma palavra em uma outra classe gramatical”. São exemplos de sinais que seguem tal regra:
Alternativas
Q3994568 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Sobre a estrutura e o processo de formação das palavras da língua portuguesa, assinale o que for correto
Alternativas
Q3994567 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Levando em conta o texto de Mário Quintana, e seus conhecimentos gramaticais, assinale o que estiver correto em relação às regras da língua portuguesa. 
Alternativas
Q3994566 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Leia atentamente o poema que compõe o texto em questão, atribuído ao poeta brasileiro Mário Quintana e, baseado na interpretação textual e em seus conhecimentos gramaticais, presentes nos manuais de língua portuguesa, assinale a única alternativa correta
Alternativas
Q3994475 Português

Leia o texto a seguir:


VIBRAÇÕES


Vibrar, viver. Vibra o abismo etéreo à musica das esferas; vibra a convulsão do verme, no segredo subterrâneo dos túmulos. Vive a luz, vive o perfume, vive o som, vive a putrefação. Vivem à semelhança os ânimos. A harpa do sentimento canta no peito, ora o entusiasmo, um hino, ora o adágio oscilante da cisma. A cada nota, uma cor, tal qual nas vibrações da luz. O conjunto é a sinfonia das paixões. Eleva-se a gradação cromática até à suprema intensidade rutilante; baixa à profunda e escura vibração das elegias. 


Sonoridade, colorido: eis o sentimento.

Dai o simbolismo popular das cores.


(POMPEIA, Raul. Canções sem metro. Campinas, SP: Editora Unicamp, 2013. 303 p.)  

A partir da palavra vibrar podemos afirmar que: 
Alternativas
Q3992287 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando que o advérbio, palavra que indica uma circunstância (modo, lugar, tempo), pode modificar um verbo, um adjetivo ou outro advérbio, assinale a afirmativa transcrita do texto que NÃO evidencia tal classe gramatical. 
Alternativas
Q3992285 Português
Tenho dez celulares e o sentimento do mundo

    O Dia das Mães veio e passou, com sua quantidade de anúncios, folhetinhos, encartes, promoções, outdoors, capas de revista e filas em restaurantes. Como todo mundo, eu também enjoei dessa overdose anual de exaltação à maternidade e às vendas. Mães são mães, filhos, filhos, e não há muito que uma data comercial possa acrescentar ou subtrair a fato tão simples, exceto pelo aspecto negativo de amplificar ausências, sublinhar carências e relembrar às famílias desconjuntadas a sua desconjuntação. De resto, menos um domingo no calendário.
    Mas será esse consumo desenfreado a única alternativa evolucionária do ser humano? Será que o nosso caminho natural, da aurora dos tempos ao fim da espécie, passa, necessariamente, pelas Casas Bahia? Há menos intenção crítica de minha parte do que curiosidade antropológica na questão. Criticar o consumismo é chover no molhado, e é, de certa maneira, rejeitar a própria condição humana, já que parte ponderável do nosso tempo e da nossa energia são gastos com o consumo. Isso não impede que eu considere uma das grandes tragédias da nossa época, a apresentação do consumismo como cura para todos os males; mas essa é outra história.
    O que me intriga é: o que faria o ser humano se não consumisse; e, onde ficam as fronteiras do consumo estritamente necessário para saber o que seria um hipotético humano não-consumista. E não, não adianta olhar para qualquer ponto de miséria extrema do planeta para obter a resposta, porque ela nunca está nos extremos. O que faria hoje um bípede médio em circunstâncias médias se, em algum momento ao longo dos últimos dois milhões de anos, nós não tivéssemos nos afastado dos demais animais inventando formas radicalmente novas de buscar comida, cobrir o corpo, fabricar utensílios e parcelar o pagamento?
    Ouço analistas econômicos discorrendo sobre a necessidade de se “aquecer as vendas”; observo o governo empurrando taxas de juros para aumentar ou conter o consumo. De tudo, fica a impressão de que o mundo só está de pé, se é que está, porque as pessoas vão às compras. Será que essa é mesmo a nossa maior finalidade existencial, aquela que garante a sobrevivência da espécie?
    Não estou descobrindo nenhuma novidade. Não falta quem estude o assunto, que já preocupava pensadores do século retrasado. Num nível mais simples, me basta uma única página do Aurélio, que traz tanto a definição de consumo, a “utilização de mercadorias e serviços para satisfação das necessidades humanas”, quanto a de consumismo, “sistema que favorece o consumo exagerado”. E o que é exagerado? Ah, aí preciso ir a outra página, onde, entre um verbete e outro, chego à conclusão de que não há definição possível para a essência da coisa, pelo simples motivo de que, embora qualquer um de nós saiba reconhecer um exagero quando o vê, o que é exagero para um pode ser necessidade básica para outro. E aí recomeçamos tudo do zero.

(Cora Rónai. O Globo. Segundo Caderno. Em: 15/05/2008. Adaptado.)
Considerando as classes de palavras, assinale, a seguir, a associação INCORRETA.
Alternativas
Q3992255 Português

Maneira de amar


O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
    Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
    O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
    Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem. “Você o tratava mal, agora está arrependido?” “Não”, respondeu. “Estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava.”


(Armazém de Textos. Em: 08/08/2019. Carlos Drummond de Andrade. Adaptado.)

Considerando que o advérbio é uma palavra invariável que acompanha o verbo, modificando seu sentido, podendo, também, se relacionar com adjetivos ou até mesmo outros advérbios, assinale a afirmativa citada no texto que exprime circunstância de modo.
Alternativas
Respostas
14441: C
14442: C
14443: C
14444: A
14445: B
14446: A
14447: B
14448: C
14449: C
14450: A
14451: E
14452: A
14453: A
14454: D
14455: B
14456: A
14457: D
14458: A
14459: A
14460: D