Sobre a estrutura e o processo de formação das palavras da ...

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Q3994568 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Sobre a estrutura e o processo de formação das palavras da língua portuguesa, assinale o que for correto
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O enunciado cobra a identificação correta dos processos de formação de palavras. Nesse critério, a alternativa D é a única compatível com a base, porque “combate” e “dança” são substantivos deverbais formados a partir de verbos, em derivação regressiva ou deverbal. As demais alternativas erram na classificação do processo, no reconhecimento do radical ou na noção de cognatos.

Tema central: processos de formação de palavras
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao afirmar identidade de processo. “Azulejar” é derivação sufixal com “-ejar”, mas “enterrar” não se explica pelo mesmo tipo de formação; na análise tradicional indicada pela base, ele não é apenas um caso de sufixação. A semelhança de terminação verbal em “-ar” não autoriza concluir que a formação seja a mesma.
B
Errada
A alternativa é inválida porque exige que as duas palavras sejam exemplos de composição por justaposição. “Planalto” se enquadra nessa classificação, mas “embora” não se sustenta, na abordagem escolar cobrada pela questão, como caso regular de composição por justaposição. Como a classificação não vale para ambas, o item está errado.
C
Errada
O erro está na identificação do mesmo radical formal para todas as palavras. “Pedra”, “pedreira” e “apedrejar” pertencem à mesma família lexical imediata, ligada a PEDR-/PEDRA. Já “petrificado” se vincula ao radical erudito PETR-, e não ao radical formal “PEDRA” afirmado na alternativa. A banca cobra identidade de radical formal, não parentesco etimológico amplo.
D
Certa
A alternativa D acerta porque reconhece dois substantivos deverbais: “combate” deriva de “combater” e “dança” deriva de “dançar”. No tratamento morfológico exigido pela questão, isso configura derivação regressiva ou deverbal. O critério decisivo é a formação de substantivo a partir de verbo, e é exatamente isso que ocorre nos dois casos citados.
E
Errada
A alternativa força uma cognação que a base não autoriza. “Manhã” e “amanhecer” se articulam lexicalmente, mas “amanhã” não compartilha, para efeito da questão, o mesmo radical de modo regular com elas. A proximidade gráfica e o campo semântico temporal não bastam para classificá-las como cognatas com a mesma base radical.
Pegadinha da questão
A banca mistura palavras com semelhança formal ou relação histórica para induzir erro: terminação parecida não prova mesmo processo derivacional, e parentesco semântico ou etimológico não equivale a identidade de radical na classificação morfológica escolar.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro identifique se a palavra foi formada a partir de verbo, substantivo ou adjetivo; isso costuma eliminar alternativas rapidamente.
  • Não use apenas a terminação da palavra como critério: formas terminadas do mesmo jeito podem resultar de processos diferentes.
  • Em radical e cognatos, cobre identidade formal da família lexical pedida pela questão, não mera semelhança de sentido ou origem remota.

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Comentários

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Resposta: D

A alternativa “Em combate e dança temos uma derivação regressiva ou deverbal.” está correta, pois “combate” (de combater) e “dança” (de dançar) são substantivos formados a partir de verbos, caracterizando derivação regressiva.

As demais estão erradas:

A) “enterrar” é derivação parassintética (en + terra + ar), enquanto “azulejar” é derivação sufixal; portanto, não são do mesmo processo.

B) “planalto” é composição por justaposição, mas “embora” não segue esse mesmo processo (tem origem diferente, já cristalizada).

C) “pedra”, “pedreira”, “apedrejar” têm o radical “pedra”, mas “petrificado” vem do radical “petr-”, de origem latina, portanto não é o mesmo.

E) “amanhã” e “manhã” são cognatas, mas “amanhecer” tem formação diferente (prefixo + radical + sufixo), não compartilhando exatamente o mesmo radical no mesmo sentido.

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