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Q3994566 Português

Mário Quintana

Quando eu for, um dia desses,

Poeira ou folha levada

No vento da madrugada,

Serei um pouco do nada

Invisível, delicioso


Que faz com que o teu ar

Pareça mais um olhar,

Suave mistério amoroso,

Cidade de meu andar

(Deste já tão longo andar!)


E talvez de meu repouso...  


Fonte:

https://www.pensador.com/autor/mario_quintana/2


Leia atentamente o poema que compõe o texto em questão, atribuído ao poeta brasileiro Mário Quintana e, baseado na interpretação textual e em seus conhecimentos gramaticais, presentes nos manuais de língua portuguesa, assinale a única alternativa correta
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No verso "Quando eu for, um dia desses,", a forma verbal "for" é identificada, no contexto, como flexão do verbo "ir" no futuro do subjuntivo. Esse é o critério que define o item A como correto, pois a questão cobra a classificação morfológica dessa forma verbal.

Tema central: flexão verbal
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque reconhece com precisão o tempo e o modo de "for" no verso inicial. Em "Quando eu for, um dia desses,", a forma verbal expressa projeção futura e eventualidade, o que corresponde ao futuro do subjuntivo do verbo "ir". Esse é o critério linguístico decisivo da questão.
B
Errada
A alternativa erra ao dar a mesma classificação a dois conectivos de valores diferentes. "Quando", em "Quando eu for", funciona como conjunção subordinativa adverbial temporal; já o "que" de "Que faz com que o teu ar / Pareça mais um olhar," não se classifica como conjunção adverbial. O erro está na classificação inadequada de "que".
C
Errada
A afirmação generaliza indevidamente o valor temporal dos verbos do poema. A base indica que nem todos se referem uniformemente ao futuro: formas como "faz" e "pareça" aparecem em construção descritiva ou relacional, sem uma referência temporal única de futuro para todos os verbos.
D
Errada
A alternativa se invalida por contradição e por análise sintática incorreta. Em "No vento da madrugada," e "Suave mistério amoroso,", tanto "da madrugada" quanto "Suave" modificam substantivos e exercem função de adjunto adnominal. A diferença entre eles é de forma morfológica — locução adjetiva e adjetivo —, não de função sintática.
E
Errada
O erro não está em chamar "já" e "tão" de advérbios, mas no termo que a alternativa diz que eles intensificam. Em "Deste já tão longo andar!", esses advérbios incidem sobre "longo", não sobre "mistério". Portanto, a justificativa da alternativa é falsa.
Pegadinha da questão
A banca explorou principalmente a homonímia de "for", que pode confundir o candidato, e misturou isso com alternativas que trocam classe gramatical, função sintática e escopo semântico para induzir erro por leitura apressada.
Dica para questões semelhantes
  • Em forma verbal ambígua, confirme o verbo pelo contexto, não só pela aparência da palavra.
  • Não iguale conectivos diferentes sem verificar o valor que cada um assume no trecho.
  • Separe classe morfológica de função sintática: palavras de formas diferentes podem exercer a mesma função.
  • Em advérbios, localize exatamente qual palavra ou sintagma está sendo modificado.

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Comentários

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Resposta: A

A alternativa está correta porque, na expressão “Quando eu for”, o verbo “ir” está conjugado no futuro do subjuntivo (“for”), indicando uma ação futura e incerta.

As demais estão erradas:

B) “Quando” é conjunção adverbial, mas “que” em “que faz com que” não exerce essa mesma função; ali, ele integra uma locução conjuntiva com valor diferente.

C) Nem todos os verbos do poema estão no futuro; há outras formas verbais.

D) “da madrugada” funciona como adjunto adnominal, enquanto “suave” é adjetivo com função também de adjunto adnominal; portanto, não exercem funções diferentes.

E) “já” e “tão” são advérbios, mas “já” não intensifica “mistério”; apenas “tão” tem valor intensificador.

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