Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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Texto para a questão.
Após aparecer em vídeo fazendo procedimento invasivo, dentista do AC tem clínica interditada pela Vigilância Sanitária
Após a divulgação de um vídeo no qual aparece fazendo um procedimento invasivo, o dentista André Maia teve a clínica da qual é proprietário interditada pela Vigilância Sanitária Estadual nessa quarta‑feira (19). A informação foi confirmada ao g1 pelo próprio odontólogo.
A Vigilância Sanitária não quis se pronunciar sobre a ação. O g1 também tentou contato com a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre), mas não conseguiu retorno até a última atualização desta reportagem. Já o dentista afirmou que irá se pronunciar posteriormente.
Maia também é ex‑prefeito do município de Senador Guiomard, no interior do Acre, e atua na Clínica de Atendimento Médico e Odontológico (Camoa), e viralizou nas redes sociais no dia 13 deste mês fazendo um procedimento que ele não tem autorização para fazer, na região da cintura de uma paciente que aparece deitada em uma cadeira de dentista e sem roupa adequada para intervenções desse tipo.
Com a repercussão das imagens, o Conselho Regional de Medicina do Acre (CRM‑AC) reforçou que a Lei do Ato Médico determina que procedimentos estéticos invasivos são de execução exclusiva dos médicos, garantindo a segurança dos pacientes. Ainda alertou que “tais procedimentos devem ser realizados em ambiente adequado”.
Internet: <www.g1.globo.com> (com adaptações).
TEXTO PARA A QUESTÃO.
Algoritmo da vida real
Tenho ouvido muita gente falar sobre prompt, aquele comando que é dado a uma linguagem de inteligência artificial, para ela responder assertivamente ao questionamento feito pelo usuário. Também escutei muito sobre leads, aqueles clientes em potencial que mostram interesse por produtos ou serviços, mas precisam ser direcionados para efetivar as compras. Ouvi também, em diferentes fóruns, sobre a obsolescência de boa parte das funções, a partir da transformação do mercado de trabalho e da chegada de novas tecnologias para auxiliar ou substituir parte da mão de obra. Todas essas informações e inferências estiveram pontuadas por dados e projeções, com relativo grau de objetividade. Não tinha me dado conta de que, no próximo ano, estaremos mais perto de 2050 do que dos anos 2000.
Essas percepções são um reflexo, mesmo que raso, da minha imersão na Gramado Summit, evento com sete palcos em apresentações simultâneas e uma série de outras conversas paralelas sobre diversos assuntos, realizado entre quarta e sexta-feira. Interessante ver como especialistas têm soluções avançadas para problemas que ainda nem apareceram, mas o motorista de Uber que me levou para o evento na sexta mal sabia usar o aplicativo. Era de outra cidade, não conhecia o percurso e jamais ouviu falar do que estava sendo discutido nos espaços do Sierra Park. Existe, sim, um abismo entre as pessoas e é preciso ter cuidado para essa tecnologia ser inclusiva e não segregadora. Precisamos transcender à bolha, cada vez mais.
Existe, no entanto, um fio condutor capaz de minimizar essas diferenças. Obviamente, por ofício e preferência, escolhi acompanhar falas que trouxessem um quê de humanidade para as rodas de conversa. Fui entusiasmadíssima assistir à palestra de Luiza Trajano e encontrei uma mulher determinada e consciente, com preocupação social e humildade. Disse que nunca quis perder a essência – e isso inclui um sotaque mineiro que ela considera meio brega. Palestras costumam vir acompanhadas de frases de efeito e alguns clichês, mas é o entremeio que conecta. Em um ambiente que se vende pela disrupção, é muito bonito ver alguém mostrar o básico feito com excelência.
Rony Meisler, fundador da Reserva, disse que a matériaprima da evolução é audição: ao ouvirmos o outro, podemos entender dores e fortalezas e a partir disso resolver problemas.
Marco Túlio Lara, o guitarrista bonitão do Jota Quest mesclou música com um relato singelo das escolhas na vida. Achei lindo o filósofo Gilmar Marcílio declamando parte do poema A Arte de Perder, de Elisabeth Bishop: "A arte de perder não é nenhum mistério;/Tantas coisas contêm em si o acidente/De perdê-las, que perder não é nada sério".
Ou como um fio temporal invisível conecta Rodrigo Faro criança, dançando na porta do SBT para ser notado por Silvio Santos, a ele anos depois, interpretando o principal apresentador brasileiro em um filme. No final das contas, são apenas histórias.
É no algoritmo da realidade que a vida acontece. São as conversas que mudam as pessoas — e são elas que transformam os processos e o mundo. As interações e relações sociais são as lições que ficam. Olhar para o outro com atenção, para mim, vai ser sempre o ato mais revolucionário e transformador. Numa tela, máquina ou, melhor ainda, fora dela.
Autora: Tríssia Ordovás Sartori - GZH (adaptado).
1. Verbo. 2. Adjetivo. 3. Pronome. 4. Preposição. 5. Interjeição. 6. Substantivo próprio. 7. Substantivo comum. 8. Substantivo abstrato.
( ) “Beethoven.” (4º§) ( ) “Restaurante.” (1º§) ( ) “Alegria.” (1º§) ( ) “Ah”. (2º§) ( ) “Tímido.” (2º§) ( ) “Ele.” (1º§) ( ) “Para.” (1º§) ( ) “Aperta.” (5º§)
A sequência está correta em
Observe o processo de formação das palavras nos itens:
I. Perímetro = derivação prefixal
II. Idealismo= derivação sufixal
Pode-se afirmar que:
Discorrendo-se sobre os processos de formação das palavras, coloque (V) verdadeiro ou (F) falso e evidencie a alternativa correta.
( ) A derivação consiste basicamente na modificação de determinada palavra primitiva por meio do acréscimo de afixos. Dessa forma, temos a possibilidade de fazer sucessivos acréscimos, criando, a partir de uma base inicialmente simples, palavras de estrutura cada vez mais complexa: escola, escolar, escolarizar, escolarização, subescolarização.
( ) A derivação deve ser vista como um processo extremamente produtivo da Língua Portuguesa, pois podemos incorporar os mesmos afixos a um número muito grande de palavras primitivas. Esses acréscimos podem alterar o significado da palavra e também mudar a classe gramatical.
( ) A derivação, quando decorre do acréscimo de afixos, pode ser classificada em três tipos: derivação prefixal, derivação sufixal e derivação parassintética.
( ) Derivação prefixal, (ou prefixação): resulta do acréscimo de prefixo à palavra primitiva, que tem seu significado alterado.
Texto CB1A1
Podemos atribuir a origem do dinheiro às transações que eram feitas há milhares de anos com cereais, gramas de prata, objetos de argila, conchas do mar ou grãos de cacau, até serem criadas as moedas metálicas cunhadas oficialmente pelos reis do antigo Iraque. Mas quando as cédulas de papel apareceram oficialmente?
Durante muito tempo, a unidade monetária básica na China foram as moedas de cobre ou bronze com um orifício quadrado no centro, que permitia pendurá-las em um fio para formar uma corrente.
No entanto, à medida que as viagens e o comércio se expandiam, também aumentava a demanda por moedas para realizar transações. Houve uma época em que o cobre se tornou escasso, e os governantes perceberam que era essencial manter o controle das divisas.
Como não queriam que suas valiosas moedas escapassem para terras estrangeiras, eles estabeleceram uma regra: apenas moedas feitas de ferro poderiam ser usadas, só que as moedas de ferro eram tão pesadas que nem as mulas nem as carroças com bois resistiam a tanta carga quando era preciso fazer grandes transações. Imagine que, por um punhado de prata, dessem a você um saco gigante de moedas de ferro, do tamanho do corpo de uma pessoa.
Teriam sido os comerciantes as pessoas que começaram a experimentar instrumentos financeiros de papel para evitar o transporte de grandes quantidades de moedas. Foi durante a dinastia Song, por volta do ano 1.000 da nossa era, na província chinesa de Sichuan, que o império emitiu oficialmente o primeiro papel-moeda do mundo, o jiaozi, feito a partir da casca da amoreira.
Desde então, os comerciantes deixaram de usar suas próprias notas promissórias, e os governantes assumiram o controle do sistema, tornando o jiaozi uma nota oficial.
Internet: <www.bbc.com> (com adaptações).
Após a leitura da crônica no TEXTO III, responda à questão.
TEXTO III
Um milagre
(Graciliano Ramos)
R28829. Anúncio miúdo publicado num jornal: “A Nossa Senhora, a quem recorri em momentos de aflição na madrugada de 11 de maio, agradeço de joelhos a graça alcançada.” Uma assinatura de mulher. Em seguida vinha o 29766, em que se ofereciam os lotes de um terreno, em prestações módicas. Esse não me causou nenhuma impressão, mas o 28829 sensibilizou-me.
A princípio achei estranho que alguém manifestasse gratidão à divindade num anúncio, que talvez Nossa Senhora nem tenha lido, mas logo me convenci de que não tinha razão. Com certeza essa alma, justamente inquieta numa noite de apuros, teria andado melhor se houvesse produzido uma Salve-Rainha, por exemplo. Infelizmente nem todos os devotos são capazes de produzir Salve Rainhas.
Afinal essas coisas só têm valor quando se publicam. A senhora a que me refiro podia ter ido à igreja e enviado ao céu uma composição redigida por outra pessoa. Isto, porém, não a satisfaria. Trata-se duma necessidade urgente de expor um sentimento forte, sentimento que, em conformidade com o intelecto do seu portador, assume a forma de oração artística ou de anúncio. Há aí uma criatura que não se submete a fórmulas e precisa meios originais de expressão. Meios bem modestos, com efeito, mas essa alma sacudida pelo espalhafato de 11 de maio reconhece a sua insuficiência e não se atreve a comunicar-se com a Virgem: fala a viventes ordinários, isto é, aos leitores dos anúncios miúdos, e confessa a eles o seu agradecimento a Nossa Senhora, que lhe concedeu um favor em hora de aperto.
Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira. Enrolando-se precipitadamente num roupão, foi fechar a janela, mas o ferrolho emperrou. Afuzilaria lá fora continuava intensa, as chamas do incêndio avivavam-se. A pobre ficou um instante mexendo no ferrolho, atarantada. Compreendeu vagamente o perigo e ouviu uma bala inexistente zunir-lhe perto da orelha.
Arrastando-se, quase desmaiada, foi refugiar-se no banheiro. E aí pensou no marido (ou no filho), que se achava fora de casa, na Urca ou em lugar pior. Desejou com desespero que não acontecesse uma desgraça à família. Encostou-se à pia, esmorecida, medrosa da escuridão, tencionando vagamente formular um pedido e comprimir o botão do comutador. Incapaz de pedir qualquer coisa, arriou, caiu ajoelhada e escorou-se à banheira. Depois lembrou-se de Nossa Senhora. Passou ali uma parte da noite, tremendo. Como os rumores externos diminuíssem, ergueu-se, voltou para o quarto, estabeleceu alguma ordem nas ideias confusas, endereçou à Virgem uma súplica bastante embrulhada. Não dormiu, e de manhã viu no espelho uma cara envelhecida e amarela. O filho (ou marido) entrou em casa inteiro, e não foi incomodado pela polícia.
A alma torturada roncou um suspiro de alívio, molhou o jornal com lágrimas e começou a perceber que tinha aparecido ali uma espécie de milagre. Pequeno, é certo, bem inferior aos antigos, mas enfim digno de figurar entre os anúncios do jornal que ali estava amarrotado e molhado.
Realmente muitas pessoas que dormiam e não pensaram, portanto, em Nossa Senhora deixaram de morrer na madrugada horrível de 11 de maio. Essas não receberam nenhuma graça: com certeza escaparam por outros motivos.
(Fonte: As cem melhores crônicas brasileiras/ Joaquim Ferreira dos Santos, organização e introdução. - Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.)
Após a leitura do trecho abaixo transcrito do Texto III, avalie a veracidade das proposições acerca de alguns fenômenos linguísticos.
“Imagino o que a mulher padeceu. A metralhadora cantava na rua, o guarda da esquina tinha sido assassinado, ouviam-se gritos, apitos, correrias, buzinar de automóveis, e os vidros da janela avermelhavam-se com um clarão de incêndio. A infeliz acordou sobressaltada, tropeçou nos lençóis e bateu com a testa numa quina da mesa da cabeceira.[...]”
I- O verbo OUVIR empregado na 3ª pessoa do plural se justifica porque o sujeito classifica-se como indeterminado, sendo o SE um índice de indeterminação.
II- A forma verbal mista em destaque salienta duas informações: o tempo composto “tinha sido” sinaliza a descrição de um fato passado; e a opção pela estrutura passiva “sido assassinado” põe em destaque o paciente e não o agente do processo verbal.
III- O adjetivo INFELIZ foi substantivado e apresenta-se ao mesmo tempo como um recurso de coesão lexical, caracterizando a mulher, personagem em destaque na narrativa.
É CORRETO o que se afirma em:
Leia o Texto 2 para responder à questão.
Texto 2
Os bichos também falam?
Yasmin, Gabriela, Ana Sophia e Isabelli
Olá, Ciência Hoje das Crianças! Eu e as minhas colegas de classe escrevemos esta carta, pois achamos muito interessante o artigo “Fofoca dos bichos”, gostamos dele porque descobrimos muitas curiosidades sobre o mundo dos animais. Gostaríamos que publicassem mais matérias sobre os bichos.
Disponível em: <https://chc.org.br/artigo/fala-aqui-341/>. Acesso em: 12 jan.
2024. [Adaptado].