Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3395810 Português
Assinale a opção em que a substituição do elemento sublinhado por um advérbio de mesmo sentido foi feita de forma correta.
Alternativas
Q3395809 Português
Compare as seguintes frases:
1. Uma professora francesa dá aulas em minha escola.
2. Uma francesa professora mora em minha cidade.
Sobre os termos sublinhados, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3395648 Português
TEXTO I

Os fatores que emperram o desenvolvimento humano do Brasil em ranking da ONU

    O Brasil subiu cinco posições no ranking de desenvolvimento humano atualizado todos os anos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório divulgado nesta terça-feira (6/5) leva em conta os indicadores relativos ao ano de 2023. Na tabela que compara os resultados de 193 países, o Brasil aparece ao lado de Palau na 84ª posição, com um IDH de 0.786.
    O IDH é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano e considera questões como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita. "O IDH foi criado para enfatizar que as pessoas e suas capacidades devem ser o critério final para avaliar o desenvolvimento de um país, não apenas o crescimento econômico", contextualiza o PNUD em seu site oficial.
    No relatório anterior, que considerava os dados de 2022, o Brasil aparecia na 89ª posição do ranking. Uma nota de 0.786 no IDH coloca o país numa classificação de desenvolvimento humano considerada "alta", um pouco acima da média mundial e dos resultados da América Latina e do Caribe. No entanto, outras nações da região aparecem bem à frente, como Chile (45ª posição, IDH de 0.878), Argentina (47ª posição, IDH de 0.865) e Uruguai (48ª posição, IDH de 0.862).
    O topo do ranking global é liderado por Islândia (IDH de 0.972), Noruega (0.970), Suíça (0.970), Dinamarca (0.962), Alemanha (0.959) e Suécia (0.959). Já as últimas colocações são ocupadas por Sudão do Sul (0.388), Somália (0.404), República Centro-Africana (0.414), Chade (0.416), Níger (0.419) e Mali (0.419). 
    O Brasil tem apresentado crescimentos no IDH desde o início dos anos 1990. A expectativa de vida ao nascer saltou de 74,87 anos para 75,85. Esse, aliás, é o maior número alcançado na série histórica e supera o pico conquistado em 2019, último ano antes da crise de saúde pública causada pelo coronavírus, quando a expectativa de vida estava em 75,81 anos.
    Já a renda bruta per capita nacional subiu de US$ 17,5 mil para US$ 18 mil. No entanto, os dois números relacionados à educação permaneceram inalterados de um ano para o outro: a expectativa de anos na escola ficou em 15,79, enquanto os anos de escolaridade seguiram em 8,43. Aliás, os anos de escolaridade estão congelados em 8,43 no país por três anos consecutivos, desde 2021.
    "Por décadas, estivemos num caminho para alcançar um desenvolvimento humano no mundo muito alto a partir de 2030, mas a desaceleração recente sinaliza uma grande ameaça", alertou Achim Steiner, um dos coordenadores do PNUD, em materiais divulgados junto com o relatório deste ano. "Se em 2024 essa tendência continuar e se tornar o 'novo normal', a meta estabelecida para 2030 ficará inalcançável por décadas — e fará do mundo um lugar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável aos choques econômicos e ecológicos", complementou ele.
    Mas o estudo da PNUD aponta um caminho para retomar um crescimento sólido nos indicadores do IDH: a inteligência artificial. "No meio dessa turbulência global, precisamos urgentemente explorar novas maneiras de incentivar o desenvolvimento. Como a inteligência artificial continua a avançar rapidamente sobre muitos aspectos de nossa vida, precisamos considerar o potencial que ela representa", justifica Steiner. "Novas possibilidades surgem praticamente todos os dias e, embora a IA não seja uma panaceia, as escolhas que fazemos hoje têm o potencial de reacender o desenvolvimento humano e abrir novos caminhos e possibilidades", acredita ele. Mesmo em países com um IDH baixo ou médio, dois terços dos respondentes antecipam que essas novas tecnologias vão ter um impacto em setores como educação, saúde e trabalho já no próximo ano. O relatório recém-publicado da PNUD propõe uma abordagem da IA "centrada no humano" por meio de ações como "criar uma economia em que as pessoas colaboram com as novas tecnologias, em vez de competir com elas" e "modernizar os sistemas de educação e saúde para suprir as demandas do século 21".

https://bbc.com/portuguese/articles/cn7x008npvgo. Adaptado.
Assinale a alternativa cujo verbo em destaque apresente flexão verbal diferente dos demais. 
Alternativas
Q3395645 Português
TEXTO I

Os fatores que emperram o desenvolvimento humano do Brasil em ranking da ONU

    O Brasil subiu cinco posições no ranking de desenvolvimento humano atualizado todos os anos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório divulgado nesta terça-feira (6/5) leva em conta os indicadores relativos ao ano de 2023. Na tabela que compara os resultados de 193 países, o Brasil aparece ao lado de Palau na 84ª posição, com um IDH de 0.786.
    O IDH é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano e considera questões como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita. "O IDH foi criado para enfatizar que as pessoas e suas capacidades devem ser o critério final para avaliar o desenvolvimento de um país, não apenas o crescimento econômico", contextualiza o PNUD em seu site oficial.
    No relatório anterior, que considerava os dados de 2022, o Brasil aparecia na 89ª posição do ranking. Uma nota de 0.786 no IDH coloca o país numa classificação de desenvolvimento humano considerada "alta", um pouco acima da média mundial e dos resultados da América Latina e do Caribe. No entanto, outras nações da região aparecem bem à frente, como Chile (45ª posição, IDH de 0.878), Argentina (47ª posição, IDH de 0.865) e Uruguai (48ª posição, IDH de 0.862).
    O topo do ranking global é liderado por Islândia (IDH de 0.972), Noruega (0.970), Suíça (0.970), Dinamarca (0.962), Alemanha (0.959) e Suécia (0.959). Já as últimas colocações são ocupadas por Sudão do Sul (0.388), Somália (0.404), República Centro-Africana (0.414), Chade (0.416), Níger (0.419) e Mali (0.419). 
    O Brasil tem apresentado crescimentos no IDH desde o início dos anos 1990. A expectativa de vida ao nascer saltou de 74,87 anos para 75,85. Esse, aliás, é o maior número alcançado na série histórica e supera o pico conquistado em 2019, último ano antes da crise de saúde pública causada pelo coronavírus, quando a expectativa de vida estava em 75,81 anos.
    Já a renda bruta per capita nacional subiu de US$ 17,5 mil para US$ 18 mil. No entanto, os dois números relacionados à educação permaneceram inalterados de um ano para o outro: a expectativa de anos na escola ficou em 15,79, enquanto os anos de escolaridade seguiram em 8,43. Aliás, os anos de escolaridade estão congelados em 8,43 no país por três anos consecutivos, desde 2021.
    "Por décadas, estivemos num caminho para alcançar um desenvolvimento humano no mundo muito alto a partir de 2030, mas a desaceleração recente sinaliza uma grande ameaça", alertou Achim Steiner, um dos coordenadores do PNUD, em materiais divulgados junto com o relatório deste ano. "Se em 2024 essa tendência continuar e se tornar o 'novo normal', a meta estabelecida para 2030 ficará inalcançável por décadas — e fará do mundo um lugar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável aos choques econômicos e ecológicos", complementou ele.
    Mas o estudo da PNUD aponta um caminho para retomar um crescimento sólido nos indicadores do IDH: a inteligência artificial. "No meio dessa turbulência global, precisamos urgentemente explorar novas maneiras de incentivar o desenvolvimento. Como a inteligência artificial continua a avançar rapidamente sobre muitos aspectos de nossa vida, precisamos considerar o potencial que ela representa", justifica Steiner. "Novas possibilidades surgem praticamente todos os dias e, embora a IA não seja uma panaceia, as escolhas que fazemos hoje têm o potencial de reacender o desenvolvimento humano e abrir novos caminhos e possibilidades", acredita ele. Mesmo em países com um IDH baixo ou médio, dois terços dos respondentes antecipam que essas novas tecnologias vão ter um impacto em setores como educação, saúde e trabalho já no próximo ano. O relatório recém-publicado da PNUD propõe uma abordagem da IA "centrada no humano" por meio de ações como "criar uma economia em que as pessoas colaboram com as novas tecnologias, em vez de competir com elas" e "modernizar os sistemas de educação e saúde para suprir as demandas do século 21".

https://bbc.com/portuguese/articles/cn7x008npvgo. Adaptado.
"Se em 2024 essa tendência continuar e se tornar o 'novo normal', a meta estabelecida para 2030 ficará inalcançável por décadas — e fará do mundo um lugar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável aos choques econômicos e ecológicos", complementou ele”. Pode-se dizer que apresenta, pela ordem, a classificação morfológica correta das palavras em destaque a seguinte alternativa: 
Alternativas
Q3395644 Português
TEXTO I

Os fatores que emperram o desenvolvimento humano do Brasil em ranking da ONU

    O Brasil subiu cinco posições no ranking de desenvolvimento humano atualizado todos os anos pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). O relatório divulgado nesta terça-feira (6/5) leva em conta os indicadores relativos ao ano de 2023. Na tabela que compara os resultados de 193 países, o Brasil aparece ao lado de Palau na 84ª posição, com um IDH de 0.786.
    O IDH é a sigla para Índice de Desenvolvimento Humano e considera questões como expectativa de vida, anos de escolaridade e renda per capita. "O IDH foi criado para enfatizar que as pessoas e suas capacidades devem ser o critério final para avaliar o desenvolvimento de um país, não apenas o crescimento econômico", contextualiza o PNUD em seu site oficial.
    No relatório anterior, que considerava os dados de 2022, o Brasil aparecia na 89ª posição do ranking. Uma nota de 0.786 no IDH coloca o país numa classificação de desenvolvimento humano considerada "alta", um pouco acima da média mundial e dos resultados da América Latina e do Caribe. No entanto, outras nações da região aparecem bem à frente, como Chile (45ª posição, IDH de 0.878), Argentina (47ª posição, IDH de 0.865) e Uruguai (48ª posição, IDH de 0.862).
    O topo do ranking global é liderado por Islândia (IDH de 0.972), Noruega (0.970), Suíça (0.970), Dinamarca (0.962), Alemanha (0.959) e Suécia (0.959). Já as últimas colocações são ocupadas por Sudão do Sul (0.388), Somália (0.404), República Centro-Africana (0.414), Chade (0.416), Níger (0.419) e Mali (0.419). 
    O Brasil tem apresentado crescimentos no IDH desde o início dos anos 1990. A expectativa de vida ao nascer saltou de 74,87 anos para 75,85. Esse, aliás, é o maior número alcançado na série histórica e supera o pico conquistado em 2019, último ano antes da crise de saúde pública causada pelo coronavírus, quando a expectativa de vida estava em 75,81 anos.
    Já a renda bruta per capita nacional subiu de US$ 17,5 mil para US$ 18 mil. No entanto, os dois números relacionados à educação permaneceram inalterados de um ano para o outro: a expectativa de anos na escola ficou em 15,79, enquanto os anos de escolaridade seguiram em 8,43. Aliás, os anos de escolaridade estão congelados em 8,43 no país por três anos consecutivos, desde 2021.
    "Por décadas, estivemos num caminho para alcançar um desenvolvimento humano no mundo muito alto a partir de 2030, mas a desaceleração recente sinaliza uma grande ameaça", alertou Achim Steiner, um dos coordenadores do PNUD, em materiais divulgados junto com o relatório deste ano. "Se em 2024 essa tendência continuar e se tornar o 'novo normal', a meta estabelecida para 2030 ficará inalcançável por décadas — e fará do mundo um lugar menos seguro, mais dividido e mais vulnerável aos choques econômicos e ecológicos", complementou ele.
    Mas o estudo da PNUD aponta um caminho para retomar um crescimento sólido nos indicadores do IDH: a inteligência artificial. "No meio dessa turbulência global, precisamos urgentemente explorar novas maneiras de incentivar o desenvolvimento. Como a inteligência artificial continua a avançar rapidamente sobre muitos aspectos de nossa vida, precisamos considerar o potencial que ela representa", justifica Steiner. "Novas possibilidades surgem praticamente todos os dias e, embora a IA não seja uma panaceia, as escolhas que fazemos hoje têm o potencial de reacender o desenvolvimento humano e abrir novos caminhos e possibilidades", acredita ele. Mesmo em países com um IDH baixo ou médio, dois terços dos respondentes antecipam que essas novas tecnologias vão ter um impacto em setores como educação, saúde e trabalho já no próximo ano. O relatório recém-publicado da PNUD propõe uma abordagem da IA "centrada no humano" por meio de ações como "criar uma economia em que as pessoas colaboram com as novas tecnologias, em vez de competir com elas" e "modernizar os sistemas de educação e saúde para suprir as demandas do século 21".

https://bbc.com/portuguese/articles/cn7x008npvgo. Adaptado.
Assinale a alternativa que indica o processo de formação de palavra correto para os dois vocábulos em evidência.
Alternativas
Q3395241 Português
TEXTO I

A novilíngua do crime


Por meio do uso ideológico de termos inapropriados, ou
francamente mentirosos, a língua portuguesa foi colocada a serviço do crime

Roberto Motta



   Nunca diga “violência” quando a palavra correta for “crime”. É fácil entender a diferença: “crime” é um termo objetivo, que descreve um ato específico. Um crime fere o direito de outra pessoa, ou até a própria pessoa. “Violência” é um termo vago, cujo significado depende do contexto. A violência pode ser negativa (quando é usada, por exemplo, para cometer um crime) ou positiva (quando é usada para proteger um inocente indefeso ou impedir que um crime violento seja cometido). O problema do Brasil não é a violência. O problema do Brasil é uma infestação por crime.

   Palavras importam. Não use a expressão “segurança pública” quando você quis dizer “combate ao crime”. São coisas diferentes. O país está cheio de “especialistas” que acreditam que é possível melhorar a segurança pública com rodas de conversa, aulas de artesanato e educação em tempo integral. Nenhuma dessas louváveis iniciativas ajuda a reduzir assaltos ou a identificar autores de homicídios. Para tornar o Brasil um país menos perigoso é preciso combater o crime. Não se combate o crime com conversas, artesanato ou escolas. Crime se combate com polícia, prisões e leis duras.

   Nunca use o termo “letalidade policial” a menos que você também use a expressão “letalidade judicial”. Se é importante monitorar o número de pessoas mortas em confronto com a polícia – lembrando que ninguém deveria confrontar um policial e que, em nenhum país do mundo, os criminosos são tão ousados e armados como no Brasil –, também é importante contar quantas pessoas foram mortas como resultado de decisões judiciais equivocadas ou da aplicação de uma legislação abertamente pró-bandido.

   Nunca chame de “suspeito” um indivíduo que foi filmado assaltando alguém. Não precisamos esperar por uma sentença judicial para descrever a realidade diante de nós. Quem chama de “suspeito” um criminoso flagrado colocando uma arma na cabeça de uma vítima não pode chamar de “assassino” um policial envolvido em um confronto que resultou em mortes. São dois pesos, duas medidas e, pelo menos, uma mentira.

   Não use o termo “ressocialização” que não passa de uma fantasia ideológica. Prefira “reabilitação”: trata-se de um processo individual de mudança que tem como requisitos básicos o arrependimento e a decisão de mudar de vida. Rejeite termos como “progressão de regime” (não há progresso envolvido em aliviar a pena de criminosos perigosos), “auxílio-reclusão” (o nome correto é “bolsa-penitenciário”, um absurdo moral e um estímulo inaceitável ao crime) e “garantismo penal” (uma doutrina jurídico-ideológica para a qual só existem os direitos do criminoso, cujo nome correto é “bandidolatria”). Jamais use “reeducando”, “interno”, “apenado” ou “pessoa privada de liberdade” para se referir a criminosos violentos e perigosos cuja condenação custou sangue e dinheiro à sociedade. Eles são “presidiários” ou “detentos”. Jamais se refira a eles apenas como “presos” – use o termo completo: eles são “criminosos condenados” que, por isso, “estão” presos. Recuse-se a chamar de “adolescente em conflito com a lei” um indivíduo quase adulto que, tendo plena consciência do que faz, comete atos brutais – assaltos, homicídios ou estupros. Recuse-se a chamar esses crimes de “atos infracionais”.

   Crime é uma escolha feita pelo criminoso. A luta contra o crime começa pela escolha das palavras. A linguagem tem poder. Uma palavra pode ter mais força que uma arma ou uma sentença. Palavras se infiltram em mentes e almas, alteram posições morais, confundem causas com consequências e constroem ou destroem convicções. Por meio de uso ideológico de termos inapropriados, ou francamente mentirosos, a língua portuguesa foi colocada a serviço do crime. A manipulação sem tréguas da linguagem pela mídia, de forma repetitiva, cegou e emburreceu boa parte do jornalismo e da audiência, bem como retirou da vítima a capacidade de descrever seu próprio sofrimento e o direito de articular sua indignação.

   A novilíngua da “segurança pública” mata no nascedouro qualquer medida, por mais óbvia, necessária e sensata que seja, que possa prejudicar o ecossistema do crime. Nada pode ser feito porque “cadeia não ressocializa”, porque precisamos de “mais escolas e menos prisões”, porque “as penitenciárias estão cheias de inocentes presos por fumar um baseado”, porque o combate às drogas é “uma guerra perdida” e porque “a polícia brasileira é a que mais mata e mais morre”. Essas expressões são construções ideológicas importadas por ONGs financiadas em dólar, afirmações sem qualquer base na realidade, slogans publicitários do crime.

   O primeiro passo para sair do atoleiro moral é repudiar essas falácias, cujo objetivo é retirar a culpa do criminoso e distribuí-la entre as vítimas. O primeiro passo no combate ao crime é resgatar a linguagem.


https://revistaoeste.com/revista/edicao/-250/a-novilingua-do-crime/ Adaptado.. 
“[...] também é importante contar quantas pessoas foram mortas como resultado de decisões judiciais equivocadas ou da aplicação de uma legislação abertamente pró-bandido”. Sobre o processo de Formação de palavra do vocábulo destacado é correto afirmar que:
Alternativas
Q3392617 Português
Considerando a análise morfológica, analisar os itens.

I. O sufixo adverbial -mente aglutina-se a adjetivos para indicar circunstâncias, especialmente de modo.
II. O adjetivo “desalmado” é formado por derivação parassintética.
III. “Aguardente” é um exemplo de palavra composta por justaposição.

Está CORRETO o que se afirma: 
Alternativas
Q3392570 Português

Pechada


    O apelido foi instantâneo. No primeiro dia de aula, o aluno novo já estava sendo chamado de “Gaúcho”. Porque era gaúcho. Recém-chegado do Rio Grande do Sul, com um sotaque carregado.

    — Aí, Gaúcho!

    — Fala, Gaúcho!

   Perguntaram para a professora por que o Gaúcho falava diferente. A professora explicou que cada região tinha seu idioma, mas que as diferenças não eram tão grandes assim. Afinal, todos falavam português. Variava a pronúncia, mas a língua era uma só. E os alunos não achavam formidável que num país do tamanho do Brasil todos falassem a mesma língua, só com pequenas variações?

    — Mas o Gaúcho fala “tu”! — disse o gordo Jorge, que era quem mais implicava com o novato.

    — E fala certo — disse a professora. — Pode-se dizer “tu” e pode-se dizer “você”. Os dois estão certos. Os dois são português.

    O gordo Jorge fez cara de quem não se entregara.

    Um dia, o Gaúcho chegou tarde na aula e explicou para a professora o que acontecera.

    — O pai atravessou a sinaleira e pechou.

    — O quê?

    — O pai. Atravessou a sinaleira e pechou.

    A professora sorriu. Depois achou que não era caso para sorrir. Afinal, o pai do menino atravessara uma sinaleira e pechara. Podia estar, naquele momento, em algum hospital. Gravemente pechado. Com pedaços de sinaleira sendo retirados do seu corpo.

    — O que foi que ele disse, tia? — quis saber o gordo Jorge.

    — Que o pai dele atravessou uma sinaleira e pechou.

    — E o que é isso?

    — Gaúcho... Quer dizer, Rodrigo: explique para a classe o que aconteceu.

    — Nós vinha...

    — Nós vínhamos.

   — Nós vínhamos de auto, o pai não viu a sinaleira fechada, passou no vermelho e deu uma pechada noutro auto.

    A professora varreu a classe com seu sorriso. Estava claro o que acontecera? Ao mesmo tempo, procurava uma tradução para o relato do gaúcho. Não podia admitir que não o entendera. Não com o gordo Jorge rindo daquele jeito.

    “Sinaleira”, obviamente, era sinal, semáforo. “Auto” era automóvel, carro. Mas “pechar” o que era? Bater, claro. Mas de onde viera aquela estranha palavra? Só muitos dias depois a professora descobriu que “pechar” vinha do espanhol e queria dizer bater com o peito, e até lá teve que se esforçar para convencer o gordo Jorge de que era mesmo brasileiro o que falava o novato. Que já ganhara outro apelido. Pechada.

    — Aí, Pechada!

    — Fala, Pechada!


Fonte: Revista Nova. Luis Fernando Veríssimo.

O menino Jorge, em todo o texto, é chamado de “gordo Jorge”. Tem-se, aqui, uma figura de linguagem que enfatiza o significado do substantivo, acrescentando uma característica particular. Essa figura de linguagem é conhecida como:
Alternativas
Q3392525 Português
Leia trecho do conto “A condessa descalça” para responder à questão.


    A moça deixou o Brasil e hoje mora em Bruxelas, graças a uma bolsa de estudos. A moça vive modestamente na pensão de uma grega chamada Papacapopoulos, ou coisa parecida. Um dia a senhoria lhe disse que era um absurdo ela estar na Europa e não viajar: não ter ainda conhecido Londres, por exemplo, que era tão perto. Então a moça economizou um dinheirinho e comprou a passagem: a Papacapopoulos lhe recomendou a filha, que vivia lá.

    E a moça foi a Londres, toda contente. Chegou à noite, debaixo de chuva, depois de uma viagem de navio e outra de trem. Molhou-se da estação até o táxi. Já no hotel, deixou os sapatos encharcados junto do aquecedor, deitou-se e dormiu. 

    Pela manhã, verificou que os sapatos estavam secos, mas estalando de tão secos: assados. Mal lhe entravam no pé. Não tendo outros, calçou-se assim mesmo, depois de muito esforço, e saiu pelas ruas, a perna dura, dando patadas no chão, à procura de uma sapataria. Encontrou uma, explicou-se como pôde, mostrando nos pés os sapatos esturricados. O homem os olhava, assombrado. Quando se dispôs a atendê-la verificou que não tinha o número que ela calçava: 33. Recomendou-lhe outra sapataria.

    Esta outra também não tinha – e assim, sucessivamente, ela foi a sete sapatarias londrinas, sem resultado. Já se desesperava, reduzida à perspectiva de condessa descalça, única coisa que Londres lhe poderia oferecer. Acabou voltando para o hotel. Tinha os pés empolados, cheios de bolhas e de calos. Resolveu mergulhar os sapatos na banheira para ver se, molhados, recuperavam sua condição anterior.


(Fernando Sabino. A condessa descalça. https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
Considere os trechos:

•  Molhou-se da estação até o táxi. (2° parágrafo)
•  Resolveu mergulhar os sapatos na banheira para ver se, molhados, recuperavam sua condição anterior. (4° parágrafo)

Os vocábulos em destaque estabelecem, correta e respectivamente, relação de sentido de
Alternativas
Q3392523 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


    Ao contrário do que os nossos avós teimam em dizer, uma tendência histórica é que cada nova geração é mais inteligente que a anterior. A ciência batizou esse fenômeno de Lei de Flynn, inspirada nas observações do pesquisador neozelandês James Flynn, que encontrou um aumento constante na pontuação média de testes de quociente intelectual (QI) ao longo do século 20.

    Entretanto, recentemente, essa tendência começou a se reverter. Estudos publicados nos últimos anos têm demonstrado que a pontuação de QI está em declínio pela primeira vez desde que começou a ser medida. O fenômeno ganhou o nome de “Efeito Flynn Reverso” e tem deixado pesquisadores confusos e em busca de explicações.

  As principais hipóteses que elucidam isso têm apontado para uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado. Isso tem sido ligado à forma como consumimos informação. Trocamos os livros, que exigiam horas e dias de imersão, por fragmentos de conteúdo mastigado que bombardeiam nosso cérebro, mas raramente exigem ou estimulam alguma participação mental ativa.

    A inteligência artificial (IA), ainda incorretamente vista como rival da cognição humana, pode tornar-se a nossa mais poderosa aliada contra essa nova tendência. Longe de só dar respostas definitivas, algoritmos de linguagem têm a capacidade de engajar as pessoas, guiando-as por caminhos de descoberta que despertam o pensamento crítico e a curiosidade.

   No ambiente de trabalho, ferramentas de IA já estão liberando a cognição humana de tarefas rotineiras, permitindo que nossos cérebros se dediquem a desafios que exigem criatividade e raciocínio complexo, justamente as habilidades que definem a inteligência humana avançada e são mais difíceis de automatizar.

   O futuro mais promissor é uma simbiose cognitiva entre humanos e máquinas, com pessoas usando ferramentas de IA para ampliar suas capacidades intelectuais, não para substituir o pensamento.


(Alexandre Chiavegatto Filho. Por que humanos estão ficando menos inteligentes – e como reverter essa tendência. www.estadao.com.br, 19.03.2025. Adaptado)




No trecho “… uma queda generalizada na capacidade humana de concentração profunda e esforço cognitivo prolongado” (3° parágrafo), o vocábulo “profunda” pertence à mesma classe de palavras que o destacado em: 
Alternativas
Q3392032 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Lavagem cerebral


   O Dicionário Oxford de Inglês define “lavagem cerebral” [brainwashing] como a “eliminação sistemática e muitas vezes forçada da mente de uma pessoa de ideias mais estabelecidas para que outro conjunto de ideias possa tomar seu lugar”. De acordo com esta definição, a lavagem cerebral pode ser descrita como a tentativa proposital de mudar as ideias e crenças de um indivíduo.

    No entanto, como todos nós somos bombardeados diariamente com tentativas de mudar nossas crenças, a lavagem cerebral precisa ser vista como uma tentativa radical ou extrema de mudar as crenças e as ideias de um indivíduo. Como Kathleen Taylor apontou em seu livro Brainwashing: The Science of Thought Control, a lavagem cerebral pode ser identificada por duas características identificáveis em suas vítimas.

   Em primeiro lugar, aquele que sofre lavagem cerebral adota novas crenças e ideias que são drasticamente diferentes e muitas vezes completamente contraditórias em relação às suas crenças anteriores. Em segundo lugar, a vítima de lavagem cerebral não adota essas novas crenças gradualmente, ao longo de meses ou anos, mas em um período muito curto e, na maioria das vezes, instantaneamente.


(O Que é Lavagem Cerebral? A Psicologia da Manipulação de Mentes. Disponível em: https://www.fantasticacultural.com.br/artigo/1104/ o_que_e_lavagem_cerebral_a_psicologia_da_manipulacao_de_mentes. Acesso em 22.03.2025)
No último parágrafo do texto, a palavra instantaneamente expressa circunstância de
Alternativas
Q3391978 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Janeiro, na casa onde me criei, podia transcorrer em qualquer lugar, desde que ensolarado – estou me lembrando de Guarapari, Araxá, Bertioga, Salvador –, mas nosso julho era sempre na fazenda. Não havia escolha, e ninguém reclamava.

     Quando menino, me parecia uma distância enorme a percorrer. Só mais tarde me dei conta de que aquelas terras de meus avós ficavam a 14 km da Praça Sete, o umbigo de Belo Horizonte, município ao qual acabaram sendo integralmente incorporadas. Ficava tão perto que, com a família em férias, meu pai seguia todas as manhãs para o batente em seu consultório.

    A sensação de lonjura que me dava tinha a ver com a progressiva piora nas condições dos caminhos sobre os quais, lotado, trafegava o nosso carro – primeiro, um Chevrolet 1939, depois uma sucessão de Kombis, única solução automobilística para um casal que se desdobrou numa dezena de crias.

    O asfalto não tardava a dar lugar ao calçamento, e este a uma estrada de terra, à qual não faltavam “costelas”, ondulações que me faziam pensar no plano inclinado de um tanque onde se esfrega a roupa. A certa altura, entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal.

     A fazenda parecia longe, também, pela diferença de temperatura, no inverno muito mais baixa do que em Belo Horizonte. O frio era revoltante aos domingos, quando, nuns restos ainda escuros de madrugada, nossos pais nos acordavam para a missa das 6, a uns poucos quilômetros dali, na capela do sanatório que meu avô fizera construir.

    Acho que comecei a perder a fé religiosa naquelas madrugadas em que me obrigavam a deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. Foi lá que adquiri o direito irrevogável a uma vaga no Paraíso, não importando que pecados tenha cometido desde então, e quantos venha a cometer ainda. Estará assim compensado, espero, o sofrimento térmico que passei, com o Rodrigo e o Otávio, meus irmãos parelhos, quando nosso pai, um cavalheiro, nos mandava apear do carro e seguir a pé, cedendo a alguém de mais idade (na época, praticamente não havia quem não o fosse) três assentos ainda quentes no Chevrolet 1939.


(Humberto Werneck, https://www.estadao.com.br/cultura/ humberto-werneck/na-toca-mas-viajando/, 05.03.2025. Adaptado)
Considere as passagens:

•  … nosso julho era sempre na fazenda. (1o parágrafo)
•  … entrava em nosso campo de visão, à direita, o soturno prédio do Matadouro Municipal. (4o parágrafo)
•  … deixar o bem-bom das cobertas e seguir, em jejum, para a missa das 6. (6o parágrafo)

As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de: 
Alternativas
Q3391898 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


    Toda criança aprende. A condição humana é aprendida. Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais e pedagógicas atuais, a maioria deles sustentada por uma concepção inatista de aprendizagem. Fundamenta-se no pressuposto de que já nascemos com certas disposições para aprender ou não. Isso gera controvérsias e complexidades: alguns teriam as “capacidades” de aprendizagem, outros e outras não “teriam” essas qualidades.

    Para nossa concepção de educação, os chamados bloqueios de aprendizagem devem ser analisados em sua totalidade, muito mais como um problema da tradição pedagógica autoritária e da forma conservadora de organizar a escola e o currículo do que uma suposta “falha” da criança. Hoje, a ditadura da sociedade tecnológica, a apelação consumista, a raridade de espaços humanizadores, a lacuna na formação artística, teatral, musical, fazem com que a indústria cultural seja um grande poluente sonoro e visual, chegando aos corações e mentes das crianças sem dispositivos de crítica da proposta pedagógica da escola, na direção de mostrar outra música, outro repertório, outras brincadeiras, outras danças.

    Criar espaços de humanização, de exposição serena das crianças a outras coordenadas antropológicas, a outra atmosfera de sentido, a outra música, de outra arte, de alegria, de teatro, de conversas, ajuda muito a “desbloquear” qualquer pessoa! A escola, para mim, deve ter clareza de ser contraponto, competente e lúcido, à indústria cultural alienante e consumista. Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! O conhecimento sensível e a sensibilidade esclarecida são os condutores do afeto e da lucidez crítica. Ensinar a pensar e a sentir!

    Precisamos superar os ritos classificatórios e meritocráticos tradicionais. Os pais e professores podem começar avaliando o contexto pleno da criança, seu mundo, seus estímulos, internos e externos, ouvindo suas queixas, aceitando suas versões, buscando superar as contradições que levam àquele resultado. Relativizar as notas escolares, hoje, pode ser um bom começo; depreende-se que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação. Ora, tomada estritamente, esta suposta qualidade mnemônica assemelha-se ao depositário de um “chip”, que está disponível na internet, o Google ou o ChatGPT “sabem” mais de quantidade ou de volume de informação do que a escola.

    A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória, é aquela capaz de transformar a informação em algo subjetivo, agradável, pertinente, com sentido para a vida das crianças e dos adolescentes! Isto é o que se designa como aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança, para seu universo, para seu mundo. E dele, como sujeito, a criança poderá alçar aos mais longínquos horizontes.



(César Nunes. Toda criança aprende – aprender é existir. In: Da educação que ama ao amor que educa. Principis, 2023. Adaptado)

Considerando o contexto em que se encontram, a palavra destacada no trecho “Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais...” pertence à mesma classe de palavras que a destacada no trecho:
Alternativas
Q3390729 Português
Assinale a alternativa em que o adjetivo (qualidade) está corretamente empregado na frase:
Alternativas
Q3390700 Português

Leia a tira a seguir para responder a questão: 


    Uma pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, divulgada em fevereiro, mostra que a porcentagem de crianças brasileiras com celular cresceu. Em 2015, 3% dos pequenos de 0 a 2 anos, 6% dos de 3 a 5 anos e 18% dos de 6 a 8 anos possuíam um aparelho próprio. Em 2024, esses indicadores alcançaram 5%, 20% e 36%, respectivamente.

    O celular, porém, é a pior tela para as crianças, segundo especialistas. Diferentemente do computador ou da televisão, ele concentra a atenção dos pequenos por mais horas e exige maior esforço dos músculos oculares. Além disso, o uso dos smartphones costuma ter menor controle dos pais, facilitando a exposição a matérias impróprias.

    “Esse tempo demasiado conectado traz consequências. A mais grave é a alteração na socialização e no desenvolvimento infantil. Muitas crianças passam a perder a oportunidade de uma série de experiências de vida que são importantes para o seu desenvolvimento por ficarem excessivamente no celular”, ressalta Eduardo Jorge Custódio, neurologista pediátrico da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

     De acordo com a SBP, o uso do celular está associado a atrasos no desenvolvimento da fala e da linguagem em bebês que ficam passivamente expostos à tela por períodos prolongados. Também pode atrasar o desenvolvimento dos cinco sentidos – visão, audição, olfato, paladar e tato – na infância.

(O Estado de S.Paulo, 08.03.2025. Adaptado)

Assinale a alternativa em que a palavra em destaque expressa ideia de inclusão.
Alternativas
Q3390205 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma corrida épica nos seus ouvidos


Você provavelmente faz bom uso dos seus fones de ouvido com cancelamento de ruído. Mas como eles realmente cancelam o ruído indesejado?

Os seus fones, por menores que sejam, incluem mais de um microfone.

Um deles coleta a onda sonora do ruído que entra, gerando uma corrida entre a velocidade do som.

O fone recebe a onda sonora barulhenta e a inverte, agrega e faz com que ela chegue ao seu tímpano exatamente com a mesma velocidade do som indesejado original.

A onda sonora que você não quer ouvir é cancelada pela própria onda sonora invertida. Por isso, você não a escuta e continua apreciando o som que realmente aprecia.

Isso parece uma inovação recente, mas sua origem remonta a setenta anos atrás, durante a Guerra da Coreia (1950-1953).

Os Estados Unidos enviavam helicópteros para recolher soldados feridos ou imobilizados, que pediam ajuda pelo rádio. Mas as pás dos helicópteros impediam que os sinais fossem ouvidos.

Nem o piloto, nem os passageiros dos helicópteros conseguiam se comunicar verbalmente entre si, impossibilitados pelo ruído. O engenheiro Lawrence J. Fogel comprovou esta situação e fez diversas viagens de helicóptero em busca de uma solução.

A teoria sobre a forma de cancelamento das ondas sonoras entre si havia sido descoberta mais de cento e cinquenta anos antes. Mas Fogel foi o primeiro a fazer uso prático dela, na década de 1950.

Ele criou os primeiros fones de ouvido com cancelamento de som. Com isso, Fogel transformou completamente as comunicações durante o voo.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado. 
O fone recebe a onda sonora barulhenta e a inverte, agrega e faz com que ela chegue ao seu tímpano exatamente com a mesma velocidade do som "indesejado" original.

Considerando o processo de formação da palavra "indesejado", empregada na frase, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3390027 Português
Leia o Texto I para responder à questão:

    Toda criança aprende. A condição humana é aprendida. Há alguns equívocos muito presentes nas tradições educacionais e pedagógicas atuais, a maioria deles sustentada por uma concepção inatista de aprendizagem. Fundamenta-se no pressuposto de que já nascemos com certas disposições para aprender ou não. Isso gera controvérsias e complexidades: alguns teriam as “capacidades” de aprendizagem, outros e outras não “teriam” essas qualidades.

    Para nossa concepção de educação, os chamados bloqueios de aprendizagem devem ser analisados em sua totalidade, muito mais como um problema da tradição pedagógica autoritária e da forma conservadora de organizar a escola e o currículo do que uma suposta “falha” da criança. Hoje, a ditadura da sociedade tecnológica, a apelação consumista, a raridade de espaços humanizadores, a lacuna na formação artística, teatral, musical, fazem com que a indústria cultural seja um grande poluente sonoro e visual, chegando aos corações e mentes das crianças sem dispositivos de crítica da proposta pedagógica da escola, na direção de mostrar outra música, outro repertório, outras brincadeiras, outras danças.

    Criar espaços de humanização, de exposição serena das crianças a outras coordenadas antropológicas, a outra atmosfera de sentido, a outra música, de outra arte, de alegria, de teatro, de conversas, ajuda muito a “desbloquear” qualquer pessoa! A escola, para mim, deve ter clareza de ser contraponto, competente e lúcido, à indústria cultural alienante e consumista. Mostrar os grandes mestres e mestras da humanidade, neste tempo especial de aprender, é um trunfo inaudito! O conhecimento sensível e a sensibilidade esclarecida são os condutores do afeto e da lucidez crítica. Ensinar a pensar e a sentir!

    Precisamos superar os ritos classificatórios e meritocráticos tradicionais. Os pais e professores podem começar avaliando o contexto pleno da criança, seu mundo, seus estímulos, internos e externos, ouvindo suas queixas, aceitando suas versões, buscando superar as contradições que levam àquele resultado. Relativizar as notas escolares, hoje, pode ser um bom começo; depreende-se que a nota é resultante de uma estrutura baseada na memória e na retenção de informação. Ora, tomada estritamente, esta suposta qualidade mnemônica assemelha-se ao depositário de um “chip”, que está disponível na internet, o Google ou o ChatGPT “sabem” mais de quantidade ou de volume de informação do que a escola.

    A Escola que eu sonho é mais do que informação e memória, é aquela capaz de transformar a informação em algo subjetivo, agradável, pertinente, com sentido para a vida das crianças e dos adolescentes! Isto é o que se designa como aprendizagem significativa, que guarda sentido para a criança, para seu universo, para seu mundo. E dele, como sujeito, a criança poderá alçar aos mais longínquos horizontes.

(César Nunes. Toda criança aprende – aprender é existir. In: Da educação que ama ao amor que educa. Principis, 2023. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o substantivo e o adjetivo, respectivamente destacados, apresentam oposição de sentido quanto ao que expressam no texto.
Alternativas
Q3389926 Português
Assinalar a alternativa que apresenta um aumentativo da palavra “lugar”. 
Alternativas
Q3389531 Português
    Quando é que uma mulher é realmente bonita? No momento em que sai do cabeleireiro? Quando está numa festa? Quando posa para uma foto? Clic, clic, clic. Sorriso amarelo, postura artificial, desempenho para o público. Bonitas mesmo somos quando ninguém está nos vendo.
    Atirada no sofá, com uma calça de ficar em casa, uma blusa faltando um botão, as pernas enroscadas uma na outra, o cabelo caindo de qualquer jeito pelo ombro, nenhuma preocupação se o batom resistiu ou não à longa passagem do dia. Um livro nas mãos, o olhar perdido dentro de tantas palavras, um ar de descoberta no rosto. Linda.
     Caminhando pela rua, sol escaldante, a manga da blusa arregaçada, a nuca ardendo, o cabelo sendo erguido num coque malfeito, um ar de desaprovação pelo atraso do ônibus, centenas de pessoas cruzando-se e ninguém enxergando ninguém, ela enxuga a testa com a palma da mão, ajeita a sobrancelha com os dedos. Perfeita.
     O carro estacionado às pressas numa rua desconhecida, uma necessidade urgente de chorar por causa de uma música ou de uma lembrança, a cabeça jogada sobre o volante, as lágrimas quentes, fartas, um lenço de papel catado na bolsa, o nariz sendo assoado, os dedos limpando as pálpebras, o retrovisor acusando os olhos vermelhos e mesmo assim servindo de amparo, estou aqui com você, só eu estou te vendo. Encantadora.

Fonte: Martha Medeiros. Adaptado. 
Considerando o texto, analisar os itens.

I. A expressão “às pressas” (último parágrafo) é uma locução adverbial de modo, podendo ser substituída por “apressadamente”.
II. O adjetivo sublinhado no 3º parágrafo está escrito incorretamente, sendo sua forma correta com hífen.

Está CORRETO o que se afirma:
Alternativas
Q3389040 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão


Cabos de cobre para evitar acidentes


As telas sensíveis ao toque são cada vez mais populares e já não nos assombramos com elas.


O celular levou este tipo de telas ao público em 2007, mas a tecnologia já era empregada nas torres de controle de tráfego aéreo desde a década de 1960.


A missão dos controladores de tráfego aéreo em terra é proteger a vida humana nos céus. Cada voo é identificado com um prefixo e, naquela época, era preciso escrever este código único para que os computadores processassem as informações de voo.


Com as dimensões do tráfego aéreo, a precisão era indispensável. E havia muita coisa em jogo: cada voo tinha um código grande de caracteres e, quando se escreve sob pressão, é muito fácil cometer erros.


Até que o engenheiro britânico Eric Arthur Johnson teve uma ideia engenhosa para se desfazer do teclado: uma tela sensível aos dedos.


Ele sabia que as cargas elétricas se armazenam nos nossos corpos. E, quando dois campos elétricos se aproximam, eles perturbam um ao outro.


Mas o que acontece se você esticar um pedaço de cabo de cobre e o conectar a um computador?


Se, nos centros de controle de tráfego aéreo, houvesse telas com uma série de cabos de cobre e cada um deles pudesse ser detectado e etiquetado com os códigos de voo separadamente, o controlador só precisaria tocar no indicativo, em vez de escrevê-lo.


Aquela foi a primeira tela sensível ao toque do mundo. E permitiu ajustar rapidamente os planos de voo dos aviões, evitando a ocorrência de tragédias.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cg7289kg822o.adaptado.



E havia muita coisa em jogo: cada voo tinha um código grande de caracteres e, quando se escreve sob pressão, é muito fácil cometer erros.

A respeito das classes gramaticais presentes no trecho analisado, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
4741: B
4742: B
4743: D
4744: A
4745: E
4746: D
4747: B
4748: A
4749: D
4750: B
4751: C
4752: A
4753: A
4754: C
4755: E
4756: D
4757: C
4758: A
4759: B
4760: E