Questões de Concurso
Sobre morfologia em português
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No conto “Tempo de Crise”, Machado de Assis constrói a seguinte frase: “A melhor lição deste mundo não vale um mês de observação”.
Sobre a significação ou a estruturação dessa frase, assinale a afirmativa correta.:
Todas as frases abaixo, retiradas do romance Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, mostram adjetivos sublinhados.
Assinale a frase em que esse adjetivo tem valor semântico de característica.
A abreviação é um processo de formação de palavras em que se reduz a extensão gráfica dos vocábulos originais, mantendo-se o significado.
Nas seguintes opções, há duas formas de um mesmo vocábulo que estão sublinhadas. Identifique a frase em que a segunda dessas formas não é a forma abreviada da primeira.
Apetitosos
À ideia de que não somos mais do que uma erupção passageira na superfície de um planeta menor numa galáxia entre trilhões de outras se antepôs, ultimamente, a convicção — agora não mais (1) religiosa, mas cientificamente plausível — de que o Universo existe para a gente existir.
O fato de a Terra estar na distância exata do Sol para haver vida como a nossa — um pouquinho mais perto ou um pouquinho mais (2) longe e nem você, eu ou qualquer outro mamífero seria possível — é apenas uma amostra dessa grande deferência conosco.
Somos a razão de tudo, o resto é cenário ou sistema de apoio. E não fazemos feio entre os mamíferos. Nenhuma outra espécie com a mesma proporção de peso e volume se iguala à nossa.
Nosso habitat natural é o planeta todo, independentemente de clima e vegetação. Somos a primeira espécie da História a controlar a produção do seu próprio alimento e a sobreviver fora do seu ecossistema de nascença. [...]
E o que a nossa sociabilidade não conseguiu, a técnica garantiu. Mutações que decretariam o fim de outra espécie em poucas gerações, na espécie humana são corrigidas ou compensadas pela técnica. Exemplo: a visão. Enxergamos menos do que nossos antepassados caçadores e catadores, mas vemos muito mais, graças à oftalmologia e a todas as técnicas de percepção incrementada. [...]
Em breve, a carne humana superará em valor calórico todas as outras fontes de alimento disponíveis sobre a Terra. E 10 mil anos ingerindo comida cultivada, mesmo com a maioria só comendo para subsistir, nos tornaram cada vez mais (3) apetitosos e nutritivos.
Gente já é o principal exemplo de recurso subexplorado do planeta. E as leis da evolução são impiedosas: comunidades virais e bacteriológicas se transformam para incluir mais (4) dieta. Já que estamos ali, aos bilhões, literalmente dando sopa.
Fonte: Luis Fernando Verissimo. Adaptado.
Expectativa de vida dos brasileiros chega a 76,6 anos, aponta IBGE
A expectativa de vida da população brasileira atingiu 76,6 anos em 2024, conforme as Tábuas de Mortalidade divulgadas pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (28). O resultado representa um crescimento de 2,5 meses em relação ao ano de 2023.
O aumento da longevidade no país ocorre após o indicador ter recuado em 2021, impactado pela pandemia de Coronavírus.
O crescimento da expectativa de vida em 2024 manteve a tendência de recuperação observada desde 2022, após a queda para 72,8 anos registrada em 2021, período de maior impacto da Covid-19.
Para a população masculina, a expectativa de vida subiu de 73,1 anos em 2023 para 73,3 anos em 2024, um aumento de 2,5 meses. Para as mulheres, o ganho foi de 2,0 meses, passando de 79,7 para 79,9 anos. Em 2024, o diferencial entre os sexos foi de 6,6 anos.
A longevidade da população brasileira aumentou 31,1 anos no período entre 1940 e 2024, visto que em 1940 a média era de 45,5 anos.
A redução da mortalidade infantil é um dos fatores que contribui para o aumento da expectativa de vida ao longo dos anos.
Em 2024, a taxa de mortalidade infantil, que compreende crianças com menos de um ano, foi de 12,3 para cada mil nascidos vivos no Brasil.
Este indicador se reduziu significativamente desde 1940, quando 146,6 crianças, a cada mil nascidos vivos, não completavam o primeiro ano de vida.
A queda da mortalidade de crianças está associada, entre outros fatores, a campanhas de vacinação em massa, atenção ao pré-natal, aleitamento materno, e programas de nutrição infantil, além do aumento da renda e da escolaridade, e da melhora do acesso a serviços de saneamento adequado.
Para os brasileiros que chegam aos 60 anos a expectativa de vida também cresceu. Em 2024, um indivíduo que atinge esta idade viveria, em média, mais 22,6 anos.
Esse aumento histórico, desde 1940, foi de 9,3 anos para este grupo etário. Para quem chega aos 80 anos em 2024, a expectativa é de mais 9,5 anos para as mulheres e mais 8,3 anos para os homens.
As Tábuas de Mortalidade 2024 são utilizadas pelo Governo Federal como um dos parâmetros para determinar o chamado fator previdenciário, que integra o cálculo dos valores das aposentadorias sob o Regime Geral de Previdência Social.
Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/expectativa-de-vida
dos-brasileiros-chega-a-766-anos-aponta-ibge/ (adaptado).
“[...] Já que estamos ali, aos bilhões, literalmente dando sopa.” (7º parágrafo).
O elemento sublinhado, no texto, exerce papel:
“Todos os abaixo assinados, que protestavam pelo descuido da Prefeitura em ralação ao asfaltamento da rua, eram pessoas de boa conduta.”
A estrutura morfossintática pertinente sobre a composição dessa frase é a seguinte:
Assinale a opção em que a presença do dequeísmo é considerada válida.
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Anda raro a gente flagrar alguém se emocionando de verdade
Por Martha Medeiros

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2025/06/anda-raro-agente-flagrar-alguem-se-emocionando-de-verdade-cmc4rpsxv003w016rn0t4nfvl.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Texto 2
Abaixo, lê-se um trecho do poema Aspirações, de Gilka Machado, no qual foram retirados os acentos indicativos de crase.
Eu quisera viver
como os passarinhos:
cantando a beira dos caminhos,
cantando ao sol, cantando aos luares,
cantando de tristeza e de prazer,
sem que ninguém ouvidos desse aos meus cantares.
Eu quisera viver em plenos ares,
numa elevada trajetória,
numa existência quase incorpórea.
viver sem rumo, procurar guarida
a noite para, em sono, o corpo descansar,
viver em voos, de corrida
roçar apenas pela vida!
Eu quisera viver sem leis e sem senhor,
tão somente sujeita as leis da natureza,
tão somente sujeita aos caprichos do amor…
viver na selva acesa
pelo fulgor solar,
o convívio feliz das mais aves gozando,
viver em bando,
a voar, a voar.
Eu quisera viver cantando como as aves
em vez de fazer versos,
sem poderem assim os humanos perversos
interpretar perfidamente
meu cantar.
Eu quisera viver dentro da natureza,
sufoca-me a estreiteza
desta vida social a que me sinto presa.
Diante
de uma paisagem verdejante,
diante do céu, diante do mar,
esta minha tristeza
por momentos se finda
e desejo sofrer a vida ainda
e fico a meditar:
como os homens são maus e como a terra é linda!
Certo não fora assim tão triste a vida
se, das aves seguindo o exemplo encantador,
a humanidade livremente unida,
gozasse a natureza, a liberdade e o amor.
[…]
MACHADO, Gilka. Poesia completa. São Paulo: Selo Demônio Negro, 2017. p. 138-140.
No Texto 1, tratando do poema da autora Gilka Machado, observe os versos selecionados:
“sufoca-me a estreiteza
desta vida social a que me sinto presa.”
A palavra “presa”, nesse contexto, classifica-se morfologicamente como:
Texto I
I.A., uma inteligência que não pensa. Já pensou nisso?
Por Raphael Conceição
O assombroso avanço tecnológico dos diversos modelos de linguagem existentes no mundo de hoje deixa à margem um debate importante acerca do que se convencionou denominar “Inteligência Artificial”.
A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano do uso do termo “inteligência” para um tipo de tecnologia que não pensa, não intui, não dispõe de consciência e, se tanto, simula a atividade cerebral humana.
É indubitável que os bots que conversam de maneira tão natural com as pessoas transmitem uma sensação de proximidade.
Meu ponto, porém, é que essa “pessoalidade”, por assim dizer, é tão legítima quanto a “mágica” de um ilusionista que prende nossa atenção em uma de suas mãos enquanto, com a outra, realiza processos cujo resultado nos encantará com lenços que lhe saem da boca ou uma carta de baralho rasgada que volta a aparecer em um dos bolsos de seu fraque.
É divertido ver, admito. Mas não é mágica. Assim como conversar com um sistema também me entretém. Mas não é conversa. Sob essa ótica, desmistificamos questões que inclusive atrapalham as pessoas a usufruírem mais e melhor da tecnologia de que hoje dispomos.
Quando nos damos conta de que tudo aquilo que perguntamos, demandamos ou pesquisamos, cujas respostas nos chegam em segundos de maneira impressionante, decorre de uma precisão estatística, matemática e padronizada, compreendemos melhor que o caminho a trilhar não é um embate IA x Humano, e sim um viés em que a dita Inteligência Artificial potencializa o que nós, pessoas, somos.
Se de melhor ou pior, bom, o critério e a decisão ficam à nossa conta.
De todo modo, medos de que as máquinas algum dia se revoltem contra nós como nas telas de cinema – ou no streaming que parece adivinhar a melhor série que combina com o meu perfil – podem ser minimizados quando aceitamos a IA tal qual ela é: poderosa em cálculo e correlação, mas desprovida de consciência ou compreensão semântica.
A máquina avança pela nossa real inteligência e nos ajuda a automatizar tarefas repetitivas, calcular cenários em dimensões e magnitudes que há pouco pareciam impossíveis e até mesmo predizer possibilidades com alta taxa de acertos. Tudo isso sem tirar nem ameaçar o papel que nos cumpre: decisores sobre qual impacto queremos que a IA tenha em nossas vidas.
A TV interferiu no rádio. O digital no impresso. O CD no vinil. A IA, claro, vai transformar muitos aspectos da nossa vida, e nossa relação com ela moldará nosso futuro.
A pergunta que não quer calar (Como?), porém, não deve ser direcionada ao ChatGPT ou correlatos. Quem vai respondê-la seremos nós, enquanto sociedade, dentro das classes, castas e divisões a que nos submetemos (ou impomos).
Quem sabe a gente não escolhe usar a tecnologia para um futuro mais inclusivo e menos desigual. Se é possível sonhar? Eu creio que sim.
Mas esse papo é para um próximo texto.
Um abraço, enter, e até lá.
Fonte:
https://www.jb.com.br/brasil/opiniao/artigos/2025/10/1057 224-i-a-uma-inteligencia-que-nao-pensa-ja-pensounisso.html. Acesso em 31/10/2025. Excerto
“A discussão que tenho proposto em inúmeras palestras, oficinas e workshops sobre o tema trata de uma região que figura entre a imprecisão e o engano [...]” (2º parágrafo).
Em seu contexto de uso, os dois termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
Assinale a frase em que a estratégia utilizada é a nominalização do termo anterior.