Questões de Concurso Sobre morfologia em português

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Q3789841 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Na quarta-feira, o ciclone estará em "alto-mar", no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas.
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3789720 Português
Texto 01:


É sob a perspectiva de afirmação da importância da polícia como ferramenta democrática de controle social que se pode compreender as palavras de ordem pelo fim das PMs como demandas que apontam para a reforma do sistema policial, para a implementação de dispositivos de governança, de responsabilização e de accountability do uso potencial e concreto de força, de modo a conter os efeitos perversos da ação policial e seus impactos na vida em sociedade. Trata-se, no Brasil, de transformar as polícias estatais em polícias públicas sob o controle da sociedade e abertas à participação da comunidade policiada. Trata-se de blindar as polícias das tiranias de governos, da opressão de seus procuradores e da clientelização por grupos de poder. Seria ingênuo e, em boa medida, inconsequente, supor a extinção da polícia como ferramenta de controle social, uma vez que sua efetiva inexistência implicaria a sua substituição por mecanismos arbitrários e despóticos de proteção e, ainda, a privatização da segurança pública.

Quanto aos que evocam palavras de ordem justiceiras e punitivistas cabe também uma advertência. Aqueles que promovem a intolerância, o ódio e a vingança como expedientes de uma suposta “defesa social” tornam-se vítimas de sua própria visão temerária e vingativa do mundo. Afinal, o mundo de desconfianças e suspeições recíprocas proposto pelos promotores do “tiro, porrada e bomba” contra o outro, dá vida à Esculachocracia – um regime de imposição de crenças e vontades particulares de uns sobre os outros que não tem limite, que não se tem como saber quando termina a predação e, por conseguinte, onde pôr a cerca que idealmente separaria os autodesignados “cidadãos de bem”, arautos de cruzadas moralistas, daqueles vistos como “cidadãos do mal”, classificados como irrecuperáveis e integrantes das chamadas “classes perigosas”.

Nesse mundo, todos vão ficando tomados pelo surto da “pequena autoridade” que, com seus “peitos de pombo” estufados, elege suas próprias razões de cor, de sexo, de gênero, de religião, de idade, de classe e de renda como a fita métrica que distingue o que pode do que não pode, o certo do errado. Tudo isso contra o interesse comum, contra o pacto sociopolítico definido pela sociedade diante de seu governo legitimamente eleito. Na Esculachocracia, vivificada por procedimentos continuados de exceção, pela ambiência de excepcionalidade criada por intervenções como modo de governar, os indivíduos e grupos vão ficando mais desavergonhados, sem freios, mais confortáveis com os seus preconceitos, mais à vontade para repreenderem a conduta que consideram indesejável, pregarem o sermão da sua montanha, darem “lição de moral” e, ali mesmo, julgarem, e, no mesmo momento, punirem conforme sua conveniência.


(Trecho da entrevista de JACQUELINE MUNIZ retirado de Respondendo às balas: Segurança Pública sob intervenção das palavras. 2018. Disponível em https://app.uff.br/riuff/handle/1/12258). 
Considerando os processos de formação de palavras e o emprego das expressões “Esculachocracia”, “accountability” e “clientelização” no texto, analise as assertivas a seguir:

I. A palavra “Esculachocracia” é um neologismo formado pela união de um elemento coloquial (“esculacho”) e de um sufixo de origem grega (“-cracia”), configurando um caso de derivação sufixal com valor expressivo e avaliativo.

II. A forma “accountability”, tal como empregada no texto, caracteriza-se como um estrangeirismo não adaptado, funcionando como empréstimo lexical sem integração morfológica ao português.

III. O termo “clientelização” deriva da união da base “cliente” a um sufixo nominal formador de abstrações (“-ização”), constituindo um caso de derivação sufixal que expressa processo ou resultado de ação.

IV. A criação de “Esculachocracia” constitui exemplo de justaposição, pois a combinação entre “esculacho” e “- cracia” preserva integralmente a autonomia sonora e morfológica de ambos os elementos.


Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3789264 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma caixa de madeira


Era uma caixa de madeira rústica, construída pelo meu avô, com dobradiças improvisadas e uma tampa presa por um prego torto. Para mim, era uma obra-prima, talvez pela idade ou pelo brilho do verniz que guardava tudo aquilo que eu desejava para a minha vida. Dentro dela havia divisões simples, também envernizadas, que pareciam esconder pequenas aventuras.

Os compartimentos guardavam anzóis de vários tipos, chumbadas, linhas de náilon e até uma linha de cobre que eu nem sabia identificar, mas considerava especial. Naquelas peças eu via um arsenal capaz de resolver qualquer problema de pescaria, sobretudo quando manejado pelas mãos hábeis do meu avô. A caixa era, para mim, um universo inteiro.

Sempre que ele chegava em casa, colocava a caixa ao alcance dos meus olhos, anunciando horas de descobertas, cheiros de mato e pés molhados de rio. Mas um dia meu avô deixou de aparecer. Foi levado para Porto Alegre e, quando voltou, já não trazia sua caixa. Lembro-me da última vez em que o vi, imóvel, dentro de outra caixa, grande, envernizada, com o mesmo cheiro de mato que o acompanhava.

O Chevette ficou parado, coberto de poeira, até que um dia abri o porta-malas escondido. Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas. Observei cada detalhe, sem tocar em nada, porque tudo ali ainda era dele. Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse, eu também construiria uma caixa igual para guardar minha própria vida.


Texto Adaptado

ROSSONI, Emir. Era uma caixa de madeira. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto "Era uma caixa de madeira" e observe os verbos destacados. Em seguida, assinale a alternativa correta quanto ao tempo e modo em que esses verbos estão empregados.

I."Era uma caixa de madeira rústica..."
II."Sempre que ele chegava em casa..."
III."Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."
IV."Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."

Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava).
Alternativas
Q3789153 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Na quarta-feira, o ciclone estará em "alto-mar", no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas.
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3788994 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Na quarta-feira, o ciclone estará em "alto-mar", no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas.
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3788916 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
Na frase: “O diretor, cujas ideias revolucionárias sempre causaram impacto, propôs alterações profundas no currículo escolar”, o emprego do pronome relativo “cujas” está adequado, uma vez que esse pronome exige a presença de um substantivo subsequente (“ideias”) e estabelece uma relação de posse entre o termo anterior (“o diretor”) e o termo posterior. 
Alternativas
Q3788909 Português
ISOLAR CRIANÇAS EM ESCOLAS ESPECIAIS É RETROCESSO HUMANO E SOCIAL

Jairo Marques

        Ressurgem no Congresso Nacional e no âmbito do governo federal discussões para que o Brasil volte a adotar o modelo de escolas especiais exclusivas para crianças com deficiência, sobretudo para aquelas com comprometimentos cognitivos severos ou com comportamento que foge muito ao que se tem de padrão: um aluno calado, sentado na carteira escolar e que não dá trabalho.

        Depois de décadas de discussão, o país passou a adotar a escola do “todos juntos”, em que, independentemente das características físicas, sensoriais ou intelectuais de um pequeno, ele estará na sala de aula ao lado das demais crianças, aprendendo a seu modo, com apoio dos instrumentos pedagógicos e da tecnologia possível para lhe dar o suporte necessário a compreender conteúdos.

        Neste modelo, que é moderno e que conversa com a realidade das nações com os melhores desempenhos educacionais do planeta, a preocupação maior recai sobre a criança e a construção de suas experiências humanas, de relacionamento, de criação de estratégias para o convívio social e todos os seus desafios, majorados obviamente pela deficiência.

        Na escola inclusiva, a menina down tem visibilidade em seu modo de atuar, o menino com autismo mostra que há outras maneiras de interação e o garoto surdo pode expandir a cultura de usar os sinais durante a comunicação. Criança não precisa de gueto, criança precisa mergulhar por mares de pluralidades para encontrar-se como indivíduo. Porém, aspectos que guardam relação com a proteção, com o conteudismo educacional, com um suposto abandono da criança com deficiência na escola têm apelo fortíssimo em corações que, até hoje, veem a diferença com piedade, com assistencialismo, não como característica humana.

        Um pequeno com nanismo precisa de uma escola só de anões para não sofrer bullying. Mas, a lógica não seria ensinar aos alunos sem nanismo o respeito ao próximo, os valores do diverso, os efeitos da violência emocional tanto para o agressor como para o agredido?

         Outro argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos na educação é que aquela menina com paralisia cerebral não entende matemática, é mais lenta para escrever e não acompanha a turma.

        Por trás desse raciocínio, está a punição pelo não enquadramento em modelos, o desrespeito à capacidade de cada um de absorver conhecimento de maneira distinta e a necessidade de uniformizar o que é potencialmente mais vantajoso para todos sendo multiforme.

        O que vejo como mais brutal nesse pensamento de apartamento escolar é não enxergar os ranços, o atraso e os prejuízos que a escola especial trouxe para diversas gerações de pessoas com deficiência – guardados os devidos méritos pela assistência oferecida no passado.

        O isolamento faz perpetuar o pensamento da inviabilidade da vida em sociedade, cria estigmas, cria medos, cria asco de reações desconhecidas, cria subumanos.

        Legitimar que a diversidade tenha o direito à educação exercido em campos de exclusividade às avessas –ou alguém vai colocar seu filho todo fofinho para estudar onde só há crianças tachadas de superagitadas? – é permitir que da infância sejam tragados seus poderes de adaptação, de germinar vínculos múltiplos, de fomento à criatividade.

        Na escola em que a invisibilidade dos alunos impera, é mais simples controlar cobranças, de criar métricas qualitativas e de não chamar a atenção. É mais simples de apaziguar pais preocupados com a assistência a seus filhos, porque, em último grau, sempre poderá ser dito: ali é o lugar dele. Mas, o lugar da diversidade é onde ela bem entender. De preferência, em todos os lugares.

Disponível em: https://assimcomovoce.blogfolha.uol.com.br/
O uso do adjetivo “flácido” no trecho “argumento flácido e repetitivo contra o todos juntos” constitui uma impropriedade semântica, pois, segundo o sistema normativo da língua portuguesa, o termo “flácido” não pode ser utilizado metaforicamente para qualificar argumentos, devendo restringir-se a contextos descritivos físicos ou médicos.
Alternativas
Q3788358 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Era uma caixa de madeira


Era uma caixa de madeira rústica, construída pelo meu avô, com dobradiças improvisadas e uma tampa presa por um prego torto. Para mim, era uma obra-prima, talvez pela idade ou pelo brilho do verniz que guardava tudo aquilo que eu desejava para a minha vida. Dentro dela havia divisões simples, também envernizadas, que pareciam esconder pequenas aventuras.


Os compartimentos guardavam anzóis de vários tipos, chumbadas, linhas de náilon e até uma linha de cobre que eu nem sabia identificar, mas considerava especial. Naquelas peças eu via um arsenal capaz de resolver qualquer problema de pescaria, sobretudo quando manejado pelas mãos hábeis do meu avô. A caixa era, para mim, um universo inteiro.


Sempre que ele chegava em casa, colocava a caixa ao alcance dos meus olhos, anunciando horas de descobertas, cheiros de mato e pés molhados de rio. Mas um dia meu avô deixou de aparecer. Foi levado para Porto Alegre e, quando voltou, já não trazia sua caixa. Lembro-me da última vez em que o vi, imóvel, dentro de outra caixa, grande, envernizada, com o mesmo cheiro de mato que o acompanhava.


O Chevette ficou parado, coberto de poeira, até que um dia abri o porta-malas escondido. Lá estava ela: a caixa de madeira, intacta, com suas dobradiças de borracha e suas aventuras silenciosas. Observei cada detalhe, sem tocar em nada, porque tudo ali ainda era dele. Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse, eu também construiria uma caixa igual para guardar minha própria vida.


Texto Adaptado


ROSSONI, Emir. Era uma caixa de madeira. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.

Leia com atenção os trechos abaixo retirados do texto "Era uma caixa de madeira" e observe os verbos destacados. Em seguida, assinale a alternativa correta quanto ao tempo e modo em que esses verbos estão empregados.



I. "Era uma caixa de madeira rústica..."


II. "Sempre que ele chegava em casa..."


III. "Fechei o porta-malas certo de que, quando crescesse ..."


IV. "Colocava a caixa ao alcance dos meus olhos..."



Assinale a alternativa que apresenta corretamente o tempo e o modo de cada um desses verbos destacados (era, chegava, fechei, colocava). 

Alternativas
Q3787872 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Por que nossas fotos da Lua geralmente ficam horríveis


Quando a superlua aparece no céu, o espetáculo é impressionante a olho nu, mas as fotos feitas com o celular costumam sair borradas. Isso não ocorre por falta de habilidade, e sim por limitações técnicas do aparelho, embora algumas orientações possam melhorar o resultado.


O principal problema é a superexposição à luz. Como a Lua aparece pequena em um fundo escuro, o celular interpreta a cena como noturna, mas a parte fotografada está iluminada pelo Sol. O resultado é um borrão claro e sem detalhes. Uma solução é fotografar logo após o crepúsculo, quando há menos contraste entre a Lua e o céu.


É possível também ajustar manualmente a exposição por meio de aplicativos ou do modo profissional do celular, controlando o ISO e a velocidade do obturador. Testar diferentes configurações ajuda a encontrar o melhor equilíbrio.


Outro fator é que, embora a Lua pareça grande a olho nu, ela ocupa um espaço mínimo no campo de visão das câmeras do celular. Isso é reforçado pela "ilusão lunar", que faz a Lua parecer maior quando está próxima ao horizonte. Por isso, na foto, ela aparece muito pequena.


O uso do zoom nem sempre resolve, pois a maioria dos celulares utiliza zoom digital, que apenas recorta a imagem e reduz a qualidade. Alguns modelos possuem zoom óptico mais eficiente. Também é possível acoplar o celular a um telescópio, mesmo simples, para revelar mais detalhes. Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.


Mesmo sem ampliar a Lua, ainda é possível apostar na criatividade, enquadrando-a com elementos em primeiro plano. Especialistas lembram que fotografar apenas a Lua é comum, mas composições criativas dão mais identidade à imagem.


Por fim, alguns celulares usam inteligência artificial para melhorar as fotos, o que cria expectativas irreais. Se a intenção for manter a autenticidade, explore outros alvos do céu noturno, como a Via Láctea, auroras ou cometas, que se adaptam melhor às características das câmeras de smartphone.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cde6dpj1686o.adaptado.

Para evitar tremores, recomenda-se usar tripé, apoiar o aparelho ou acionar o temporizador.


Em relação às classes de palavras, é correto afirmar que, nesta frase

Alternativas
Q3787833 Português
 O ciclone de "altíssimo risco" que se aproxima do sul do Brasil


Um ciclone extratropical classificado pela MetSul como poderoso e incomum deve atingir, nos próximos dias, estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Sudeste, em um cenário de elevado perigo. Desde esta segunda-feira, há risco de tempestades e vendavais com potencial para danos, com rajadas acima de 100 km/h, especialmente no litoral e em áreas serranas do Sul.

O Rio Grande do Sul está em situação de altíssimo risco, com previsão de temporais, chuvas excessivas e ventos intensos por trinta e seis horas. Na noite de segunda-feira, os acumulados ultrapassaram cento e cinquenta milímetros em alguns pontos, superando a média de todo o mês de dezembro em poucas horas. A sequência de dias críticos deve se estender até quinta-feira, quando o ciclone começará a se afastar.

Meteorologistas explicam que o fenômeno é incomum pela época do ano, pela formação sobre o continente, pela trajetória irregular e pela pressão atmosférica excepcionalmente baixa, fator que intensifica os ventos e as nuvens carregadas. Para Luiz Fernando Nachtigall, da UFPEL, em uma atmosfera aquecida, essa combinação representa risco extremo, com possibilidade de valores comparáveis aos do furacão Catarina, em 2004.

A formação ocorre a partir da intensificação de uma baixa pressão entre o sul do Paraguai, o nordeste da Argentina e o Rio Grande do Sul. O sistema atravessa o estado na terça-feira, com reflexos também em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, São Paulo e parte de Minas Gerais. Virá acompanhado de frente fria e temporais isolados, com previsão de até cem milímetros de chuva em vinte e quatro horas no leste de Santa Catarina e do Rio Grande do Sul.

Na quarta-feira, o ciclone estará em alto-mar, no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas. Em São Paulo, os ventos podem alcançar 90 km/h. Há risco de destelhamentos, queda de postes e interrupções no fornecimento de energia. Meteorologistas orientam que a população siga as recomendações da Defesa Civil e fique atenta aos alertas.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cjezdv4zlyxo.adaptado.
Na quarta-feira, o ciclone estará em "alto-mar", no Oceano Atlântico, quando são esperadas rajadas intensas.
Em relação à classificação de palavra do termo destacado, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3787729 Português
No âmbito do estudo morfológico, observa-se que a formação das palavras no português está submetida a regras de composição e derivação que revelam, muitas vezes, sutilezas estruturais e semânticas. Tais processos não apenas ampliam o léxico da língua, mas também afetam a classe gramatical, a significação e o uso sintático das unidades formadas. Destarte, complementamos estas informações considerando que: 
Alternativas
Q3787290 Português

Como a capacitação digital está transformando o mercado de trabalho 


Por Alexandre Max


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/carreira/opiniao – texto adaptado especialmente para esta prova). 

Qual dos vocábulos abaixo tem em sua estrutura um prefixo?
Alternativas
Q3787181 Português
Na oração "A leitura frequente de clássicos proporciona um vocabulário vasto aos estudantes", a palavra destacada classifica-se  morfologicamente como:
Alternativas
Q3787038 Português
A concordância nominal é um dos campos da morfossintaxe em que mais se observam sutilezas da norma culta, especialmente quando envolve casos específicos de variação. Assim, analise as orações a seguir e assinale a alternativa em que há erro de concordância nominal, segundo as regras da gramática normativa. 
Alternativas
Q3786498 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Encanto ou Ilusão

Lá estava Luiza sentada em um banco da praça, numa linda manhã de domingo. Ela observava seus pequenos filhos brincando, correndo e fazendo bolinhas de sabão. Dentro de si, pensava a mãe, encantada com o sorriso das crianças: "Que colorido mágico! Que profusão de cores!

André corria e gritava:

— Olha mamãe, as minhas bolinhas são maiores que as de Ana.

Perto deles estava Teko, seu pequeno cachorro que latia sem parar, correndo de um lado para o outro. Ana soprava para ver se conseguia fazer bolinhas tão bonitas quantos as de seu irmão. Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e por fim, uma pura ilusão; elas estouram.

A mãe observava de perto a alegria que estava no ar, porém, Luiza não sabia se ria ou se lamentava ao ouvir os gritos enlouquecidos das crianças. Naquela singela manhã, a mãe notou que cada bolinha era como seus filhos, únicos, belos, encantadores, cheios de vida. A mãe podia entender que seu encanto em observar os filhos findava em cada bolinha estourada, pois sabia que aquela alegria tinha tempo determinado, tornando-se em ilusão quando a bolinha estourava em suas pequenas mãos tecendo um espetáculo de gotas coloridas.

ALMEIDA, Mariza Gregório de. Encanto ou Ilusão. In: CALICCHIO, Fátima Christina; CARNEIRO, Otávio Felipe (org.). Crônicas e Minicontos: histórias reflexivas de professores em formação [recurso eletrônico]. Maringá − PR: UniCV, 2024. Disponível em: https://unicv.edu.br/wp-content/uploads/2024/06/Livro-de-Cronicas-e-Mi nicontos-Projeto-GOPT-1-1.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Observe o trecho extraído do texto "Encanto ou Ilusão":

"Para a garota, estava acontecendo um lindo espetáculo no céu que era vislumbrado pelos seus lindos olhos azuis, isto é, ela admirava tantas bolinhas subirem e descerem e, por fim, uma pura ilusão; elas estouram."

Com base na análise dos verbos "admirava" e "estouram", é correto afirmar que:
Alternativas
Q3786434 Português

Leia a frase a seguir:


"O candidato resolveu tranquilamente as questões da prova."


A palavra destacada é um advérbio que indica uma circunstância de:

 

Alternativas
Q3786432 Português

Analise a frase a seguir:


"Os alunos escreveram uma linda carta para a diretora."


A palavra destacada na frase acima classifica-se gramaticalmente como:

 

Alternativas
Q3786308 Português
Na palavra "desconsideradas" , o prefixo "des-" confere à palavra o sentido de: 
Alternativas
Q3786304 Português
O Gato Amarelo

No quintal de Dona Lúcia, vivia um gato amarelo, gordo e preguiçoso. Ele passava a maior parte do dia deitado sob a mangueira, sem fazer nada. A vida parecia-lhe monótona, mas ele gostava.

Certa manhã, um pintassilgo tagarela pousou na árvore. O gato, sonolento, abriu apenas um olho. O pintassilgo, que não tinha medo, começou a cantar uma melodia alegre. O gato tentou se espreguiçar, mas a preguiça era enorme. De repente, a bola colorida de um menino rolou perto, e o gato, num salto rápido, levantou-se e a perseguiu.

Dona Lúcia, que observava a cena da janela, sorriu e pensou: "Ele é o mais esperto de todos."
Assinale a opção em que os termos – "preguiçoso", "sob" e "é" – pertencem, respectivamente, às classes gramaticais: 
Alternativas
Q3785405 Português
Assinale a alternativa que apresenta a forma plural correta para as palavras, o atlas, o bônus, o pires, o cidadão e o giz, de acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa.
Alternativas
Respostas
3301: B
3302: D
3303: C
3304: D
3305: D
3306: C
3307: E
3308: D
3309: A
3310: B
3311: C
3312: A
3313: B
3314: B
3315: B
3316: C
3317: C
3318: C
3319: A
3320: B