Questões de Concurso Sobre morfologia - verbos em português

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Q4037730 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

No trecho "O torcedor na arquibancada passou a acessar...", o verbo destacado está conjugado no: 
Alternativas
Q4037727 Português

Torcedor vira operador de mídias, e o consumo de esportes muda para sempre

Aline SordiliColunista do UOL 01/04/2026 05h30


1  Durante décadas, a indústria esportiva funcionou em um modelo relativamente estável: a partida em campo, a transmissão empacotada para a TV e o público como audiência passiva. Mas esse arranjo deixou de ser suficiente. Nesta terceira e última coluna-reportagem sobre esportes, mídia e IA, o espectador — ou fã — surge como peça central e operador da experiência da competição.

2   A audiência escolhe tela, ângulo, ritmo, contexto, comunidade, estatística e até a camada de informação que deseja consumir. O esporte, nessa nova configuração, deixa de ser apenas um evento e vira interface. E a mídia esportiva, cada vez menos um canal linear de distribuição, torna-se um sistema navegável de dados, vídeo, conversa e participação.

3   Esse movimento se sustenta em três eixos. O primeiro é o das interfaces de controle da experiência: multiview, segunda tela, streaming personalizado, streaming interativo e realidade aumentada. O segundo é o da arquitetura da jornada do fã, que passa a ocorrer em múltiplas plataformas, com conteúdo vertical, creators e comunidades, antes, durante e depois do apito final.

4   O terceiro é o da economia do fandom, em que o valor deixa de estar apenas no alcance bruto e passa a se estender à intensidade do vínculo, à recorrência da atenção e à disposição para agir — seja para comprar, comentar, compartilhar ou se identificar com uma marca.

5   A mudança fica evidente quando se olha para a atuação da Fifa na Copa do Mundo do Qatar de 2022. Durante o torneio, a entidade lançou o Fifa+, que virou o "companheiro digital" do evento, com clipes de melhores momentos poucos minutos após o apito final, estatísticas oficiais em tempo real e cobertura editorial direta dos estádios e das fan fests. A plataforma permitia personalização, com escolha de time preferido, notificações e replays em língua de sinais. O ponto mais relevante, no entanto, foi a Fifa+ Stadium Experience, uma experiência de segunda tela com realidade aumentada dentro do estádio. Pelo aplicativo, o torcedor podia apontar o celular para o gramado e visualizar, em tempo real, overlays com estatísticas dos jogadores, mapas de calor, velocidade, alinhamentos táticos, replays de múltiplos ângulos e decisões do VAR. O torcedor na arquibancada passou a acessar, ali mesmo, uma camada de leitura do jogo antes restrita à transmissão e aos analistas. Para quem estava em casa, um aplicativo de realidade aumentada transformava a sala de estar em um centro de dados 3D, onde o fã interagia com tabelas de estatísticas e informações ao redor do ambiente.

6   A Fifa forneceu ainda às emissoras parceiras serviços de multiângulo, estatísticas sincronizadas, clipes near-live e gráficos interativos para seus próprios aplicativos. O resultado é uma mudança que deixa de empurrar uma narrativa única para todos e passa a oferecer uma infraestrutura capaz de sustentar experiências sob demanda, imersivas e moduladas pelo próprio usuário. (...)

7   O esporte vende narrativa, identidade e pertencimento. E a indústria que entender isso definirá o próximo ciclo da economia esportiva. Para isso, será preciso medir intensidade emocional em vez de impressões brutas, desenhar interfaces em vez de grades lineares e tratar o torcedor como operador, e não apenas como espectador.

Extraído de: https://economia.uol.com.br/colunas/aline-sordili/2026/04/01/torcedor-vira-operador-de-midias-e-o-consumo-de-esportesmuda-para-sempre.htm 

Passe a frase "A Fifa forneceu serviços de multiângulo" para a voz passiva: 
Alternativas
Q4037309 Português
Que tal unir viagem e leitura? Confira ideias de viagens literárias para todo tipo de amante de livros 




(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/viagem/2026/02/que-tal-unir-viagem-e-leitura-confiraideias-de-viagens-literarias-para-todo-tipo-de-amante-de-livros – texto adaptado especialmente para esta prova)
No trecho a seguir, retirado do texto, a forma verbal destacada “reabriu” está empregada em qual tipo de voz verbal?

“A livraria, Reservado, fechou as portas após sua morte em 2021, mas a organização sem fins lucrativos Oficina de Escritores da Cidade de Archer a reabriu na primavera de 2025”.
Alternativas
Q4037307 Português
Que tal unir viagem e leitura? Confira ideias de viagens literárias para todo tipo de amante de livros 




(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/viagem/2026/02/que-tal-unir-viagem-e-leitura-confiraideias-de-viagens-literarias-para-todo-tipo-de-amante-de-livros – texto adaptado especialmente para esta prova)
Qual é a forma correta de conjugação do verbo “organizar” no presente do indicativo, na primeira pessoa do plural? 
Alternativas
Q4036946 Português
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considere o trecho: “Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais.” A respeito da estrutura sintática e do emprego da voz verbal na oração, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4036894 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


        Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia* jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto de farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na caatinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.


(Graciliano Ramos, Vidas secas)



* Baleia: a cachorra da família.

Quanto à conjugação e ao sentido que expressam, as formas verbais destacadas na passagem “Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça...” são equivalentes a: 
Alternativas
Q4034239 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.

A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.

Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.

Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.

Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.

Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
A explicação mais provável é que ele "tivesse" cerca de dez por cento da massa da Terra e "tenha sido" amplamente absorvido após a colisão.
Considerando a conjugação de tempo e modo dos verbos destacados, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034104 Português
Vivendo em um hotel: a disputa pela transformação do maior edifício residencial do Brasil em Airbnb

Em uma tarde de sexta-feira, turistas com malas aguardam elevadores no Copan, no Centro de São Paulo, enquanto moradores e funcionários circulam com roupas de cama e toalhas. A cena lembra a rotina de um hotel, embora se trate de um edifício residencial. Moradores relatam que, em certos momentos, precisam dividir o acesso ao próprio bloco com hóspedes de curta temporada.

Projetado por Oscar Niemeyer, o Copan possui mil cento e sessenta apartamentos. Segundo a administração, mais de duzentas unidades já são destinadas ao aluguel por temporada, sobretudo via plataformas digitais. Esse número se aproxima da capacidade de hotéis de médio porte. Para parte dos residentes, a mudança alterou o perfil da vizinhança, a circulação de pessoas e a dinâmica cotidiana.

O debate sobre o tema domina assembleias e grupos de moradores, em meio à expectativa de regulamentação nacional. Após o falecimento do síndico que esteve décadas à frente do condomínio, a sucessão acentuou discussões sobre o futuro da hospedagem temporária no prédio.

Um empresário morador administra mais de uma centena de apartamentos para curta temporada, mediante comissão. Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade trouxe movimento econômico e valorização imobiliária, embora reconheça o caráter controverso do tema.

Dados oficiais indicam média inferior a um morador por apartamento, sugerindo redução da moradia permanente, associada também ao aumento dos valores de aluguel. O Copan, com cerca de cento e vinte mil metros quadrados, foi concebido nos anos 1950 para integrar as comemorações da cidade, incluindo um hotel que não chegou a ser construído. O edifício residencial começou a ser habitado no início da década de 1960.

Após período de deterioração na década de 1980, passou por revitalização e tornou-se endereço valorizado e polo cultural. A expansão dos aluguéis de curta temporada intensificou a presença de turistas, atraídos pela arquitetura e pela localização.

Moradores críticos apontam desconforto com o fluxo constante de pessoas de passagem e com episódios de barulho. A administração registra reclamações principalmente por ruídos. O empresário responsável por parte das unidades afirma adotar regras rígidas para hóspedes e compara os conflitos aos que ocorrem entre vizinhos.

No campo jurídico, não há legislação específica para a prática. Decisões judiciais divergem quanto à necessidade de previsão expressa na convenção condominial para permitir ou proibir a hospedagem temporária. Tramita no Congresso proposta que exige autorização explícita para esse tipo de uso em edifícios residenciais.

A tributação também deve mudar a partir de 2027, incidindo apenas sobre proprietários com múltiplos imóveis e faturamento anual elevado. Enquanto cidades estrangeiras adotam restrições, São Paulo busca adensar áreas centrais, gerando debate sobre o impacto da rotatividade de hóspedes na moradia efetiva.

No Copan, a administração pretende aproveitar o momento de valorização para viabilizar a reforma da fachada, estimada em dezenas de milhões de reais. Entre moradores e investidores, permanece o impasse: para alguns, a prática representa oportunidade econômica; para outros, transforma a experiência de moradia em algo semelhante à de viver em um hotel.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cre2pxrw1l9o.adaptado.
Ele estruturou recepção própria e equipe dedicada ao atendimento de hóspedes, defendendo que a modalidade "trouxe" movimento econômico e valorização imobiliária, embora "reconheça" o caráter controverso do tema.
Considerando o tempo e o modo das formas verbais destacadas, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034051 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.

A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.

Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.

Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.

Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.

Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
A explicação mais provável é que ele "tivesse" cerca de dez por cento da massa da Terra e "tenha sido" amplamente absorvido após a colisão.
Considerando a conjugação de tempo e modo dos verbos destacados, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4034004 Português
Theia: o planeta que a Terra pode ter engolido, ajudando a formar a Lua

Na próxima vez que você observar uma Lua cheia, vale lembrar de Theia. Esse é o nome dado a um planeta hipotético que pode ter colidido com a Terra ainda jovem há cerca de quatro bilhões e quinhentos milhões de anos, liberando material que deu origem à Lua. Segundo os cientistas, sem esse evento, o satélite natural permanente da Terra talvez não existisse, o que poderia ter alterado profundamente a história da vida no planeta.

A explicação mais aceita para esse processo é a hipótese do impacto gigante. De acordo com ela, um corpo com tamanho aproximado ao de Marte colidiu com a Terra, lançando detritos suficientes para que, ao se aglomerarem, formassem a Lua. Esse acontecimento teve consequências duradouras, pois a presença do satélite ajudou a estabilizar a rotação da Terra ao longo de bilhões de anos, favorecendo a manutenção de um clima relativamente estável. Sem essa influência gravitacional, as condições climáticas e meteorológicas seriam muito mais extremas, dificultando o desenvolvimento da vida.

Estudos recentes reforçaram essa hipótese ao comparar a composição química da Terra e da Lua. Pesquisas publicadas no ano passado indicam que ambos os corpos se formaram em regiões próximas durante um período caótico da formação do Sistema Solar, o que explicaria suas semelhanças químicas. Essas conclusões foram possíveis graças à análise detalhada de amostras lunares e ao avanço das técnicas de modelagem computacional.

Antes dessas descobertas, outras teorias tentaram explicar a origem da Lua. Algumas defendiam que ela se desprendeu da Terra, enquanto outras sugeriam que foi capturada pela gravidade terrestre ou que ambos os corpos se formaram juntos. As missões espaciais que trouxeram amostras da Lua, porém, mostraram que as rochas lunares apresentam sinais de formação sob calor extremo e perda de elementos voláteis, reforçando a ideia de um impacto massivo.

Um dos principais mistérios ainda sem resposta é o destino de Theia. Ao contrário de outros impactos conhecidos, esse planeta não deixou uma cratera evidente. A explicação mais provável é que ele tivesse cerca de dez por cento da massa da Terra e tenha sido amplamente absorvido após a colisão, com parte de seu material integrando a Lua. A ausência de uma assinatura química clara de Theia pode ser explicada pelo fato de ele e a Terra terem composições muito semelhantes, por suas formações na mesma região do Sistema Solar.

Apesar dos avanços, muitas perguntas permanecem. Novas missões espaciais pretendem explorar regiões pouco estudadas da Lua e trazer amostras de áreas diferentes das já analisadas, ampliando o conhecimento sobre sua origem e evolução. Assim, embora ainda haja incertezas, a ciência indica que a Lua e a própria estabilidade do planeta devem muito a Theia e ao impacto que marcou profundamente a história do Sistema Solar.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/ckg19kzkje2o .adaptado.
A explicação mais provável é que ele "tivesse" cerca de dez por cento da massa da Terra e "tenha sido" amplamente absorvido após a colisão.
Considerando a conjugação de tempo e modo dos verbos destacados, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4033101 Português

Para responder à questão, leia o texto abaixo.

 

Ultraprocessados viram símbolo de infância feliz em comunidades urbanas do Brasil, enquanto rotulagem frontal é pouco compreendida, aponta estudo do UNICEF

 

Novo estudo do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) revela que, em comunidades urbanas brasileiras, alimentos ultraprocessados são frequentemente associados à ideia de “infância feliz" e conquista social, mesmo diante da preocupação declarada das famílias com a saúde das crianças. A pesquisa ainda mostra que a rotulagem nutricional frontal — implementada no Brasil desde 2022 — é pouco compreendida e raramente considerada nas decisões de compra, evidenciando o longo caminho ainda a percorrer para que a medida influencie escolhas saudáveis.

O estudo “Ultraprocessados e Infância: Barreiras e Caminhos para Hábitos Saudáveis em Comunidades Urbanas”, realizado com apoio da Novo Nordisk, investigou os fatores culturais, sociais e estruturais que influenciam a alimentação e a pratica de atividade física na primeira infância em três comunidades urbanas de diferentes regiões do país: Pavuna (Rio de Janeiro/RJ), Ibura (Recife/PE) e Guamá (Belém/PA).

Os dados mostram que o consumo de ultraprocessados está amplamente presente no cotidiano de meninas e meninos, com os lanches se destacando como a refeição de maior exposição: 50% das crianças consumiram esses produtos no dia anterior a pesquisa, em comparação a 27% no café da manhã e 13% no almoço e no jantar. O estudo indica que 55% dos entrevistados nunca olham o rótulo, informando alta presença de açúcar, gordura ou calorias. E, muitas vezes, essa escolha é feita com a compreensão de que esses produtos são bons para saúde, o que a pesquisa denomina como “falsos saudáveis’. Entre os exemplos, 52% dos entrevistados consideraram saudável o iogurte com sabor e 49% os nuggets, se preparados na fritadeira elétrica (“air fryer”).

A maioria dos entrevistados (84%) considerou-se muito preocupada em manter uma alimentação saudável para sua família. Mas a pesquisa indica que o padrão de consumo é influenciado também por fatores como a percepção de preço dos alimentos e a sobrecarga materna, se inserindo em um cenário preocupante de saúde pública. A obesidade já é a forma mais prevalente de má nutrição entre crianças e adolescentes no Brasil e tem crescido de forma acelerada. Em 2023,13,5% das crianças de 0 a 5 anos apresentavam excesso de peso, percentual que chega a 31,2% entre adolescentes, segundo o Ministério da Saúde.

No Brasil, o UNICEF tem defendido políticas públicas e legislações promotoras da alimentado saudável, como leis municipais sobre escolas saudáveis, nas quais são restringidas a venda e publicidade de ultraprocessados e o tema da alimentado saudável é incluído no currículo escolar. O UNICEF também tem incidido pelo aumento da taxação seletiva de bebidas açucaradas e adoçadas, além de fornecer principalmente nas regiões Norte e Nordeste e nos centros urbanos onde atua para conscientização sobre a importância do desenvolvimento apoio técnico a estados e municípios infantil, do aleitamento materno, da atividade física, e da alimentação saudável de crianças e adolescentes.

"A prevenção das doenças crônicas graves, como a obesidade, deve começar ainda na infância. Este estudo evidencia que soluções para promover ambientes mais saudáveis precisam considerar os múltiplos fatores que influenciam o bem-estar de crianças e adolescentes. E para que essas iniciativas sejam efetivas e sustentáveis, é fundamental a colaboração entre diferentes atores da sociedade,” afirma Patricia Byington, Head de Sustentabilidade da Novo Nordisk no Brasil.

Desde 2023, a Novo Nordisk e o UNICEF ______ uma parceria global para ampliar e acelerar esforços para ______ criação de ambientes mais saudáveis para crianças por meio da implementação de políticas e inovações que as permitam se alimentar bem, brincar e ser fisicamente ativas. O sobrepeso e a obesidade infantil são uma crise de saúde pública que ______ milhões de meninos e meninas em todo o mundo. A parceria impactara positivamente pelo menos 10 milhões de crianças em quatro países: Brasil, Colômbia, México e Indonésia.

 

Fonte: https://www.unicef.org/brazil/comunicados-deimprensa/ultraprocessados-viram-simbolo-de-infancia-feliz-emcomunidades-urbanas-do-brasil (adaptado).

No trecho A parceria impactará positivamente pelo menos 10 milhões de crianças em quatro países, a forma verbal sublinhada está empregada no: 
Alternativas
Q4032222 Português
 No trecho retirado do texto “Sem tricotar, talvez não tivéssemos chegado até aqui”, qual é o tempo e o modo do verbo composto sublinhado?
Alternativas
Q4030944 Português
Considere o parágrafo a seguir: "A empresa faliu na semana passada. Os funcionários, que se esforçavam muito, agora vão para casa. A situação é difícil, pois não há mais recursos. Eu sei que eles foram corajosos, mas a nova gestão não proveu a solução a tempo. A loja coloriu as vitrines para o liquidado, mas o medo de falir permanece."

À luz da morfologia verbal, especialmente no que se refere à classificação de verbos defectivos e anômalos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4030807 Português

Você já seguiu algum conselho de saúde que viu nas redes sociais?



Por Redação VEJA Saúde 


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(Disponível em: https://saude.abril.com.br/medicina/conexao-voce-ja-seguiu-algum-conselho-de-saude-queviu-nas-redes-sociais/ – texto adaptado especialmente para esta prova).

 Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna tracejada do trecho a seguir, retirado do texto.

“Para ter uma ideia, estudos ______ que cerca de metade dos conteúdos que circulam sobre saúde é enganosa ou contém alguma informação distorcida”.
Alternativas
Q4030628 Português
Como as aranhas sabem o padrão de teias que devem fazer?




(Disponível em: //super.abril.com.br/coluna/oraculo/como-as-aranhas-sabem-o-padrao-de-teia-que-devemfazer/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna tracejada do trecho a seguir, retirado do texto.

“Milhões de anos de evolução selecionaram os indivíduos que _______ as teias mais adequadas para determinada situação”.
Alternativas
Q4030578 Português

Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas dos trechos a seguir, retirados do texto. 



⋅  “Vários relatórios, como os elaborados pela EU Kids Online, ___ constatado de forma consistente o crescimento significativo dos riscos da internet”. 



⋅  “Há uma queda constante na idade em que os jovens e crianças se conectam ..... internet, ___ um celular”.


⋅   “Isso coincide com estudos que ___ alertando sobre o aumento de doenças mentais em crianças e adolescentes”.

Alternativas
Q4029824 Português
Assinale a alternativa em que a forma verbal está empregada CORRETAMENTE.
Alternativas
Q4028856 Português
Marque a alternativa em que o verbo destacado indica uma ordem ou pedido.
Alternativas
Q4028855 Português
“Você pode vir à minha casa sempre que __________”.
Marque a alternativa que preenche corretamente o espaço em branco acima. 
Alternativas
Q4028846 Português
Marque a alternativa em que o verbo destacado se encontra num tempo futuro.
Alternativas
Respostas
581: B
582: A
583: A
584: C
585: A
586: C
587: C
588: C
589: B
590: B
591: D
592: B
593: B
594: B
595: D
596: B
597: D
598: E
599: B
600: A