Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Ano: 2018 Banca: IF-SP Órgão: IF-SP Prova: IF-SP - 2018 - IF-SP - Português/Libras |
Q947570 Português

    “O pronome lhe no português brasileiro não se comporta como a tradição gramatical gostaria que ele se comportasse. Para início de conversa, o lhe tem uma distribuição que poderíamos chamar de regional, porque não é em todas as variedades do português brasileiro que ele ocorre com frequência, sendo mais comum em alguns falares nordestinos (Bahia e Ceará, por exemplo) e, segundo pesquisas, em determinadas camadas sociais no Rio de Janeiro. Sua forma no plural, lhes, essa jamais aparece na fala espontânea de nenhum brasileiro. Além disso, quando usado na língua falada, o lhe nunca se refere a ele ou ela mas única e exclusivamente a você, ou seja, é um pronome que o falante usa para designar sempre o seu interlocutor.

(Bagno, Marcos. Não é errado falar assim!.São Paulo:

Parábola Editora, 2009. p.227)


Sobre o uso do pronome lhe no português brasileiro, analise cada alternativa e assinale aquela que melhor se alinhe ao excerto acima:




:

Alternativas
Q946842 Português

Leia o Texto II


16 milhões de brasileiros sofrerão com a automação na próxima década


    A elite política e econômica global está preocupada com o futuro do trabalho. Só no Brasil, 15,7 milhões de trabalhadores serão afetados pela automação até 2030, segundo estimativa da consultoria McKinsey. Uma amostra recente foi o corte de 60 mil cargos públicos anunciado pelo governo Michel Temer este mês, boa parte em razão da obsolescência, como no caso de datilógrafos e digitadores.
    No mundo, no período entre 2015 e 2020, o Fórum Econômico Mundial prevê a perda de 7,1 milhões de empregos, principalmente aqueles relacionados a funções administrativas e industriais. A avaliação de especialistas da área é que o mercado de trabalho passa por uma grande reestruturação, semelhante à revolução industrial. A diferença é que agora tudo acontece muito mais rápido: desde 2010, o número de robôs industriais cresce a uma taxa de 9% ao ano, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT).
    Um caminho para contornar o problema é treinar a força de trabalho para que aqueles de menor qualificação profissional não fiquem para trás, diz o diretor da OIT. “Os novos empregos que estão sendo criados demandam habilidades matemáticas, analíticas e digitais. Isso significa que é preciso treino vocacional”, afirma. Ele cita como exemplo o Senai, cuja proposta é preparar mão de obra técnica para a indústria. Estudo na Unicef divulgado em dezembro alerta para o risco da tecnologia digital transformar-se em um novo motor de desigualdade. Embora 1 em cada 3 usuários da internet seja uma criança, há ainda 346 milhões de jovens sem acesso ao mundo digital.
    Há uma forte preocupação com os trabalhadores de menor qualificação, em termos do impacto da tecnologia. Essas pessoas não são realmente alfabetizadas digitais, e não terão oportunidade para aprender habilidades específicas. Eles serão deixados para trás e terão uma empregabilidade muito pequena", diz Salazar, da OIT. A velocidade com que as mudanças ocorrem demanda mudanças também na educação dos mais velhos, diante do prolongamento da vida profissional, na esteira do aumento da longevidade. A automação não é a único motivo de preocupação. A emergência de novas relações profissionais fora do contrato tradicional é outro fator desestabilizador. Um novo grupo de pessoas cresce à margem dos direitos trabalhistas, classificados ora como “trabalhadores independentes”, ora como "invisíveis" ou simplesmente "informais".
    Segundo pesquisa feita pelo Fórum Econômico Mundial com diretores das áreas de recursos humanos em empresas de 15 países, 44% deles acreditam que o maior impacto no mercado hoje vem das mudanças no ambiente de trabalho, como home office, e nos arranjos flexíveis, como contratação de pessoas físicas para trabalhar por projeto (a chamada "pejotização”). O percentual é semelhante entre os brasileiros (42%). Outra forma emergente de trabalho são os relacionados à "gig economy", como plataformas online e aplicativos – programadores freelancer e motoristas de Uber entram nessa categoria. A tendência é de que as empresas reduzam ao máximo o número de empregados fixos dentro do contrato tradicional, terceirizando para consultores o que for possível como forma de redução de custos e ganho de eficiência, segundo o Fórum Econômico Mundial.
    Assim, embora a tecnologia gere uma demanda por novas atividades altamente qualificadas, como programação de um aplicativo, a probabilidade é que as empresas terceirizem a função, em vez de contratar diretamente esse profissional. Gerenciamento de mídias sociais é um exemplo de função repassada a consultores, pagos por tarefa. Essa ausência do reconhecimento de uma relação de emprego faz a OIT classificar esse tipo de trabalho como "invisível".
    Ainda não está claro se elas serão regulamentadas ou se cairão no trabalho informal, diz a OIT. Já nos Estados Unidos e na Europa, ganha força a classificação da categoria como "trabalhadores independentes", calculada em 162 milhões de pessoas pela consultoria McKinsey. A reforma trabalhista feita no Brasil no final de 2017 tentou abarcar em parte essas mudanças, ao regulamentar o home office, por exemplo. Polêmicas, como a situação dos motoristas de Uber, contudo, persistem.
    Um desafio extra para o Brasil é que ele precisa começar a lidar com essas questões novas ao mesmo tempo em que ainda não resolveu problemas antigos, como o alto índice de informalidade, que voltou a subir durante a crise e hoje atinge 44,6% dos trabalhadores, segundo o IBGE. É preciso estender a cobertura da legislação ao "velho" e ao "novo" mercado, Salazar-Xirinachs, diretor regional da OIT para a América Latina e Caribe. "O objetivo não é proteger o emprego em si, mas sim garantir os direitos trabalhistas clássicos mesmo que haja mais flexibilidade", diz.
    Para o sociólogo Ruy Braga, professor da USP e autor dos livros "A Rebeldia do Precariado" (2017) e "A Política do Precariado" (2012), as novas formas de trabalho que surgem mascaram o avanço do velho subemprego. Para ele, a reforma trabalhista, ao formalizar atividades de tempo parcial ou de curta duração, oficializa essa desestruturação do mercado. "Do ponto de vista microeconômico, é bastante racional que você elimine cargos intermediários. Mas, do ponto de vista social, a coisa se complica, porque você vai ter menos empregos de qualidade e de maior renda. Consequentemente, uma sociedade mais polarizada, o que significa mais desigual e com dificuldades de se integrar", avalia.

(Extraído e adaptado de:

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/01/1951904-16-milhoes-de-brasileiros-sofrerao-com-automacao-naproxima-decada.shtml)
Assinale a opção cujo enunciado utiliza corretamente o pronome relativo pelo mesmo motivo que em “A velocidade com que as mudanças ocorrem demanda mudanças também na educação dos mais velhos, diante do prolongamento da vida profissional, na esteira do aumento da longevidade”.
Alternativas
Q945648 Português

Analise as proposições em relação ao Texto 2.


I. No período “o que tem ou o que é” (linha 5) as palavras destacadas, quanto à morfologia, classificam-se como pronome demonstrativo.

II. No período “que o destino lhe ofereceu” (linhas 7 e 8) a palavra destacada, quanto à morfossintaxe, é pronome oblíquo/objeto indireto.

III. Crase é a fusão (ou contração) de duas vogais idênticas em uma só. Na linguagem escrita, a crase é representada pelo acento grave. No período “seja devolvido à loja” (linha 19) o uso da crase é obrigatório.

IV. Por colocação pronominal entende-se o estudo do posicionamento do pronome oblíquo, na frase, em relação ao verbo. No período “e se acredita que seja reabastecido para sempre caso seu estoque se esgote temporariamente” (linhas 3 e 4) há duas ocorrências de próclise.

V. No período “O depósito dessas peças é constante” (linhas 2 e 3), a palavra destacada é uma contração da preposição de com o pronome demonstrativo essas, sendo empregada como pronome demonstrativo correspondente à terceira pessoa do discurso.


Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q943645 Português

 Leia, atentamente, os textos a seguir.


TEXTO I

O pronome átono pode assumir três posições em relação ao vocábulo tônico, donde a ênclise, próclise e mesóclise. Não se pospõe pronome átono a verbo precedido de palavra de sentido negativo. Não se pospõe pronome átono a verbo no futuro do presente e no futuro do pretérito (condicional).

BECHARA, E. Moderna Gramática Portuguesa. São Paulo: Nacional, 2009, p. 587-589


TEXTO II

Imagem associada para resolução da questão


Considere o que propõe o gramático Evanildo Bechara acerca de alguns dos critérios para a colocação dos pronomes oblíquos átonos e analise as asserções e a relação proposta entre elas.

I . No último quadrinho da tira, outras formas corretas de grafar a frase são “Mas isso jamais dará-LHE o direito de ser cruel” e “Mas isso jamais dar-LHE-á o direito de ser cruel”,

PORQUE

II . o emprego do pronome tanto enclítico como também mesoclítico é aceitável e, neste caso específico do diálogo entre pai e filho, a norma culta estará preservada.


Sobre as asserções, é correto afirmar que

Alternativas
Q943491 Português
Considerando a correção gramatical e a coerência das substituições propostas para vocábulos e trechos destacados do texto, julgue o item que se segue.
“se sustenta” (linha 8) por sustenta-se
Alternativas
Q943366 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Na linha 23, o vocábulo “que” retoma, por coesão, o termo “quantidades”.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: AOCP Órgão: SUSIPE-PA Prova: AOCP - 2018 - SUSIPE-PA - Agente Prisional |
Q942983 Português

                                          TEXTO I


                              Vida de Acompanhante

      Ana teve que fazer uma pequena intervenção cirúrgica e me convidou para ser seu acompanhante na casa de saúde. Bem, normalmente evito passar até na porta de um hospital (atravesso sempre para o outro lado da rua, receoso de apagar diante de um bafo mais forte de éter). Aquela situação, porém, não me permitia simplesmente bater em retirada. Mesmo assim, o medo falou mais alto e bem que tentei cair fora.

      - Escuta, Ana, quero lhe dizer que me sinto profundamente honrado com o convite que você me faz para ser seu partner no hospital mas... Será que vai pegar bem? Será que o pessoal do hospital não vai reparar de você ter o próprio marido como acompanhante? Você sabe como é esse pessoal de hospital, fala demais. Vão dizer que você é uma mulher absorvente, ciumenta, que não larga o marido nem para ser operada.

      - Se você não quiser ir - disse ela muito segura - eu chamo outra pessoa.

      - Não, Ana. Que é isso? Eu vou, claro. Tamos aí, firme e forte. O problema é que não tenho muita experiência. Talvez pudéssemos chamar outra pessoa para ir com a gente. Na minha vida, só entrei como acompanhante em baile de formatura. O convite do hospital dá direito a levar quantos acompanhantes?

- Um. Um só. E vai ser você. Ou será que você está com medo?

      - Quem, eu? - dei aquela do machão. - Você não me conhece... Sou uma fera braba dentro de um hospital.

      - Tenho a impressão de que você está com medo.

      Não adianta fingir, pensei. Resolvi me entregar:

      - Morrendo, Ana. Tô morrendo de medo. Não sei se vou agüentar. Tenho pavor de entrar em hospital, aquele clima, aquele cheiro... Veja, já estou suando só de pensar.

      - Fique tranqüilo - disse ela me afagando - não precisa se preocupar. Não vou deixá-lo sozinho.

      - Você jura? Mas e quando você estiver na sala de cirurgia, quem vai tomar conta de mim?

      - Fique calmo, bobinho. Deixo minha irmã tomando conta de você. Eu volto logo. Qualquer coisa, estarei ao seu lado.

A conversa foi muito reconfortante. Ana procurou me dar força e, depois de ouvila durante três horas, senti que já estava psicologicamente preparado para enfrentar a situação de acompanhante. [...]

NOVAES, Carlos Eduardo. Vida de acompanhante. In: A cadeira do dentista. Coleção Para gostar de ler. 8.ed.. São Paulo: Ática, 2005, p. 26-27.

Em “Aquela situação, porém, não me permitia simplesmente bater em retirada.”, com relação à colocação pronominal, constata-se que o pronome em destaque está em posição de
Alternativas
Q942673 Português

Leia o fragmento do conto pré-modernista “O Colocador de Pronomes”, de Monteiro Lobato (1924) para a resolução da questão.


       

Leia o fragmento (linhas 7-13) e analise as afirmações que se seguem:


“ - Hei-de influir na minha época. Aos tarelos hei de vencer. Fogem-me à férula os maráus de pau e corda? Ir-lhes-ei empós, fila-los-eis pela gorja... Salta rumor!

E foi-lhes “empós”, Andou pelas ruas examinando dísticos e tabuletas com vícios de língua.”


I. “Hei-de influir” e “hei de vencer” são as formas sintéticas antigas da morfologia analítica do futuro atual dos verbos influirei e vencerei, respectivamente.

II. “Ir-lhes-ei” e “fila-los-ei são exemplos de colocação pronominal mesoclítica, cujo emprego padrão, segundo a gramática normativa, é explicado pelo fato de o verbo estar no futuro em início de oração.

III. .“Fogem-me...” e “E foi-lhes...” são exemplos de colocação pronominal enclítica, cujo emprego padrão, segundo a gramática normativa, é explicado pelo fato de o verbo estar no início de oração, no primeiro, e antecedido da conjunção coordenada aditiva “E”, no segundo, em que o pronome é repetido.


É correto o que se afirma em

Alternativas
Q942624 Português

         

Considerando os pronomes destacados em “...o Brasil é contra eles (ou os ignora ou só aparece para se meter onde não devia...)” (linhas 53-54), é correto afirmar que possuem referentes
Alternativas
Q942242 Português

Imagem associada para resolução da questão


No quadrinho acima as palavras grifadas tratam-se de:

Alternativas
Q941934 Português

             

Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto CB2A1-I, julgue o próximo item.


Em “servindo-nos” (ℓ.3), o pronome “nos” poderia ser suprimido, sem prejudicar a correção gramatical e a coesão do texto.

Alternativas
Q941814 Português

Julgue o próximo item, relativo aos sentidos e aos aspectos linguísticos do texto CB1A1-I.


Na forma “Afirma-se” (ℓ.9), o emprego do pronome “se” indica que não existe um agente responsável pela ação de afirmar.

Alternativas
Q941415 Português

    1. Sinto inveja dos contistas. Para mim, é mais fácil escrever um romance de 200 páginas que um conto de duas.

   2. Já se tentou explicar em fórmulas narrativas a diferença entre um conto, uma novela e um romance, mas o leitor, que não precisa de teoria, sabe exatamente o que é uma coisa ou outra assim que começa a ler; quando termina logo, é um conto. O critério do tamanho prossegue invencível.

    3. Para entender o gênero, criei arbitrariamente um ponto mínimo de partida, que considero o menor conto do mundo, uma síntese mortal de Dalton Trevisan: "Nunca me senti tão só, querida, como na tua companhia".

   4. Temos aí dois personagens, um diálogo implícito e uma intriga tensa que parece vir de longe e não acabar com o conto. Bem, por ser um gênero curto, o conto é também, por parecer fácil, uma perigosa porta aberta em que cabe tudo de cambulhada.

   5. Desde Machado de Assis, que colocou o gênero entre nós num patamar muito alto já no seu primeiro instante, a aparente facilidade do conto vem destroçando vocações.

  6. Além disso, há a maldição dos editores, refletindo uma suposta indiferença dos leitores: "conto não vende". Essa é uma questão comercial, não literária. Porque acabo de ler dois ótimos livros de contos que quebram qualquer preconceito eventual que se tenha contra o gênero.

  7. Os contos de A Cidade Dorme, de Luiz Ruffato, que já havia demonstrado ser um mestre da história curta no excelente Flores Artificiais, formam uma espécie de painel do "Brasil profundo", a gigantesca classe média pobre que luta para sobreviver, espremida em todo canto do país entre os sonhos e a violência.

  8. Em toda frase, sente-se o ouvido afinado da linguagem coloquial que transborda nossa cultura pelo arcaísmo de signos singelos: "Mas eu não queria ser torneiro-mecânico, queria mesmo era ser bancário, que nem o marido da minha professora, dona Aurora".

   9. O atávico país rural, com o seu inesgotável atraso, explode em todos os poros da cidade moderna.

  10. Já nos dez contos de Reserva Natural, de Rodrigo Lacerda, que se estruturam classicamente como "intrigas", na melhor herança machadiana, o mesmo Brasil se desdobra em planos individuais; e o signo forte de "reserva natural" perde seu limite geográfico para ganhar a tensão da condição humana.

11. Como diz o narrador do conto "Sempre assim", "é tudo uma engrenagem muito maior".


(Adaptado de: TEZZA, Cristovão Disponível em: www1.folha.uol.com.br

Considerando-se o contexto, está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q940988 Português
A depender da sua colocação na frase, determinadas palavras podem variar sua função morfológica. Nesse sentido, assinale a alternativa em que as palavras sublinhadas nas frases pertencem a classes gramaticais diferentes:
Alternativas
Q940985 Português

Mantendo-se o sentido original e a relação sintática entre as palavras, o termo sublinhado no período abaixo poderia ser corretamente substituído pela expressão:


“A Constituição de 1988, logo no Artigo 1º, parágrafo único diz que „Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

(Fonte adaptada: uol.com.br >acesso em 08 de junho de 2018)

Alternativas
Q940848 Português

Com relação aos sentidos e aos aspectos linguísticos do trecho da letra de música anteriormente apresentado, julgue o item que se segue.

Em “Mas não me deixe sentar” (v.11), a colocação do pronome “me” após a forma verbal “deixe” — deixe-me — prejudicaria a correção gramatical do trecho.

Alternativas
Q940731 Português
A extinção do “cujo”

    “Cujo”? Ninguém mais diz “cujo”.

    “Outro dia, alguém que acabei não anotando o nome...” em vez de “cujo nome acabei não anotando” é o tipo de construção dominante.

    Acrescente-se um dado histórico. Livros de história da língua atestam usos como “Cuja [de quem] sõ estas coroas tã esplandecentes?” e “Cujo [de quem] filho és?”, estruturas que não são usadas nem mesmo por aqueles (como eu), que ainda empregam “cujo”.

    Ou seja, sua história é bem mais longa e complexa do que pode parecer a quem simplesmente defende “cujo”. Ou seja: defendem empregos bem mais atuais do que os atestados na história mais antiga, cujos empregos não defendem mais… 

        O que este caso ensina?

       Que as mudanças que ocorrem diante de nós podem parecer decadência, mas esta sensação não afeta as novas gerações, assim como as velhas gerações não lamentam o desaparecimento dos antigos empregos de “cujo”. 

POSSENTI, Sírio. In: Língua Portuguesa. São Paulo: Editora Segmento. Ano 9, Nº 100, mar. 2014, p. 26.
Assinale a alternativa que exemplifica uma construção em que, conforme o texto citado, ou seja, segundo a norma padrão, deveria ser utilizado o pronome “cujo”.
Alternativas
Q940542 Português

Nos documentos oficiais, prioriza-se o emprego da norma culta da Língua Portuguesa. De acordo com essa norma, assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas dos enunciados abaixo, na ordem em que aparecem.


I. O Secretário de Diligências registrou em ata que foi autuado o estabelecimento _____ dependências se constatou toda sorte de irregularidades.

II. Foi transferido ontem o Secretário de Diligências ____ trabalho fiz alusão.

III. Serão conhecidos no próximo ano os nomes dos novos Secretários de Diligências _________ serviços o Ministério Público passará a contar.

Alternativas
Q940242 Português
Assinale a opção em que o pronome relativo sublinhado funciona sintaticamente como sujeito.
Alternativas
Q939118 Português

FOTOGRAFIA E AUTOIMAGEM

ELLEN PEDERÇANE

    A fotografia há muito é um recurso de memória, seja de cunho coletivo, histórico, registro documental ou pessoal. É memória, testemunho de uma época, de um acontecimento ou apenas recordação de um momento importante de história pessoal/familiar. A cada dia expande seu campo de ação e amplia seus significados, valores e funções. Hoje, um peso que vem ganhando notoriedade é o da autocontemplação. Do indivíduo perdido nesse cotidiano acelerado do século XXI permitindo-se parar e se observar ao ser fotografado.

   Com o surgimento da fotografia digital, a proximidade dela com a população ganhou uma nova perspectiva. E seja de forma artística ou comercial, a possibilidade de ser retratado por um profissional é maior hoje do que há 20 anos. E essa proximidade da fotografia com o cidadão comum, entre outros quesitos, tem cumprido esse papel reflexivo: quem somos em meio a toda essa loucura que vivemos. O quanto nos olhamos dentro desse furacão.

   Um simples ensaio fotográfico pode mexer seriamente com nossa autoestima. Agora, a fotografia é a cura da baixa-estima? Não é isso. Todavia, uma nova relação consigo mesmo, com seu corpo, com sua imagem é um pontapé importante para esses encontros constantemente adiados entre nós e nós mesmos. Estar “confortável” dentro do corpo que possuímos é um passo importante na caminhada de descoberta das incontáveis belezas que carregamos dentro de nós.

    Outro fator interessante que nasce dessa proximidade é a quebra (mesmo que ainda de forma tímida) de padrões. Propagandas, comerciais, cinema, tantas informações que nos dizem como nosso corpo deve ser, deixa tão distante de nós o direito de saber o valor, a beleza e sensualidade que todos carregamos. O crescimento do ensaio boudoir* toca especialmente nesse ponto. São pessoas descobrindo sua beleza, suas nuances, se deliciando por ser quem se é, com suas curvas, sem preocupação com a perfeição. É um ensaio extremamente delicado e de um resultado tão positivo. É um leve grito de resistência num mar de padrões hipócritas. Todos têm de conhecer e reconhecer sua beleza e celebrá-la a qualquer hora. Um ensaio com essas características tem um papel também social, psicológico, um olhar que trata de inserir as pessoas e não as excluir ainda mais.

    Um trabalho sensível, delicado, que exige tato do profissional. Uma experiência especial para o retratado e para o fotógrafo. Trabalhar com público e padrões fica mais interessante quando a proposta é ir além do senso comum. Tocar vidas e colaborar, mesmo com uma pequena porcentagem, da relação de autoamor que o retratado vive é apenas incrível. É aquele bônus de fazer um bom trabalho. É o bônus de compreender esses novos papéis da fotografia na atualidade. É aquele bônus de se ter um trabalho humano, atencioso, buscando olhar além do que somos “treinados” a olhar.

   * Boudoir: Ensaio fotográfico sensual que mostra a intimidade , muitas vezes, de forma despretensiosa, contribuindo para a melhora da autoestima e da afirmação do corpo.


Retirado e adaptado de: http://obviousmag.org/brincando_com_letras/2017/fotografia-e-autoimagem.html. Acesso em: 13 ago. 2018.

Assinale a alternativa que apresenta a colocação pronominal em posição de ênclise, justificada pelo uso do verbo no gerúndio, tendo em vista os pronomes destacados.
Alternativas
Respostas
9541: C
9542: D
9543: A
9544: A
9545: E
9546: C
9547: E
9548: B
9549: B
9550: D
9551: C
9552: E
9553: E
9554: B
9555: D
9556: C
9557: D
9558: C
9559: D
9560: B