Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 13.903 questões

Q1330096 Português

Em se tratando da colocação dos pronomes oblíquos átonos:


I. Não posso reclamar, pois todos me deram apoio quando precisei.

II. O combinado era que nos encontrássemos em frente à praça central.

III. Contou-me o gerente que as provas realizar-se-ão apenas em outubro.

IV. Em se tratando de pronomes oblíquos, temos os casos de próclise, mesóclise e ênclise.


Sobre as proposições acima:

Alternativas
Q1329470 Português
Qualidade de vida: a importância de manter corpo e mente saudáveis

    O termo qualidade de vida continua na ordem do dia e representa um desafio para muitas pessoas. Utilizado para se referir às condições da vida de um indivíduo, engloba a saúde física, mental e espiritual, educação, poder de compra, além de equilíbrio entre o lado pessoal e profissional. Isso pressupõe muitos aspectos, entre os quais adotar hábitos saudáveis, reservar tempo para cultura e lazer, obter satisfação profissional e cultivar relações sociais e familiares positivas e consistentes.
    A alimentação correta, com dieta variada, saudável e balanceada é um dos fatores que têm maior influência na saúde e no bem-estar. Para ser adepto de bons hábitos alimentares, nutricionistas fazem recomendações simples, como ingerir de seis a oito copos de água por dia, mesmo que, habitualmente, esteja acostumado a consumir chás e sucos. O ideal é que seja água ou bebidas não açucaradas, como sucos ou chás. Alimentar-se a cada três horas, alternando, entre uma refeição e outra, frutas e chás; Fazer, por dia, 3 a 5 refeições em horas certas (não comer demasiado, nem alimentos que não são necessários); Não tentar fazer as dietas da moda; Não comer açúcar em excesso, nem abusar do sal e reduzir as gorduras e os alimentos gordos e não abusar de bebidas alcoólicas.
    A prática de atividades físicas, sem exageros e com orientação de um profissional de educação física, traz benefícios para a saúde das pessoas e melhora a qualidade de vida em qualquer idade. No caso dos idosos, é especialmente importante, visto que um estilo de vida sedentário pode fazer com que os mais velhos tenham perdas em quatro áreas importantes para sua saúde e independência: força, equilíbrio, flexibilidade e resistência. Pesquisas mostram que a prática de atividades físicas ajuda a manter ou restaurar parcialmente essas quatro áreas. Além disso, ficar fisicamente ativo pode ajudar a prevenir ou postergar muitas doenças e problemas de saúde. Melhorar a força e resistência torna mais fácil até mesmo a execução de atividades do cotidiano, como subir escadas e carregar objetos. Também ajuda a prevenir quedas e acelera a recuperação de lesões.
    Entre as recomendações para conquistar uma boa qualidade de vida, ter a mente saudável é essencial para o bem-estar e reflete positivamente em diversos outros aspectos do dia a dia e da vida, como família, trabalho e relações sociais. Manter o equilíbrio exige muitas vezes esforço e força de vontade. É preciso, por exemplo, conviver com as diferenças, aceitando-as. Isso é algo que alivia os conflitos principalmente os familiares, fulcro de explosões de irritação e desentendimentos que prejudicam em muito o estado de equilíbrio mental. Outro ponto é saber encarar situações de frustração, tendo em mente que nem sempre poderemos possuir tudo o que desejamos e nem mesmo ser como idealizamos. (texto adaptado)

Fonte: http://www.Revista_Imagem_Real/noticias/dezembro/qualidade-de-vida-a-importancia-de-manter-corpo-e-mente-saudaveis/acesso em 05/08/2017
Assinale a alternativa correta, quanto ao uso do pronome:
Alternativas
Q1328860 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.



Texto adaptado de: http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2017/11/estudo-indica-queapesar-de-vivermos-mais-estamos-menos-saudaveis.html 

Analise as afirmações que seguem relativas a determinadas passagens do texto:


I. O uso da forma verbal estamos (l. 02) permite inferir que o autor do texto se insere na informação que está sendo veiculada.

II. A troca de outro da linha 03 pelo pronome esse implicaria alteração de sentido.

III. Na linha 14, a expressão nessa questão faz referência à informação contida no parágrafo anterior.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1327068 Português
De acordo com as regras da língua culta escrita, analise o uso da vírgula (presença e ausência) e a colocação do pronome oblíquo átono nestes exemplos: I. Nesta cidade, se vive com qualidade de vida.
II. Nesta cidade se vive com qualidade de vida. III. Nesta cidade, vive-se com qualidade de vida. IV. Nesta cidade vive-se com qualidade de vida. Sobre as proposições acima, temos:
Alternativas
Q1326567 Português

INSTRUÇÃO: O trecho a seguir traz os dois primeiros parágrafos do artigo de J. R. Guzzo, colunista da revista Veja, intitulado Artigo de imitação. Leia o trecho e responda à questão.


A democracia no Brasil lembra uma dessas fotografias antigas de reis africanos que de vez em quando ilustram livros de história. Muitos deles, ouvindo oficiais do Império Britânico ou outros figurões europeus da época colonial que lhes davam lições de civilização, progresso e bons modos, parecem encantados. Acreditavam, como lhes era dito, que a Europa e as coisas europeias representavam o máximo a ser sonhado por um ser humano – e em geral chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar transformando a si próprios em soberanos civilizados o mais depressa possível. O meio prático de fazer isso, em sua maneira de ver as coisas, era imitar os trajes, jeitos e enfeites dos peixes graúdos que lhes falavam das maravilhas da rainha Vitória ou do imperador Napoleão III. Que atalho melhor para atingir esse estágio superior na evolução das sociedades humanas? O resultado aparece nas fotografias. As mais clássicas mostram uns negros magros, ou gordíssimos, com uma cartola de segunda mão na cabeça, ou um desses capacetes de caçador inglês, calças rasgadas aqui e ali, pés descalços – ou calçados com uma bota só, velha e sem graxa. Uns aparecem com casacas usadas, uma fileira de medalhas no peito e três ou quatro relógios saindo dos bolsos. Outros fazem questão de exibir-se para a câmera segurando um guarda-chuva aberto. É triste. Imaginavam-se nobres, modernos e iguais aos seus pares europeus. Eram apenas uns pobres coitados.

O problema é que nada tinha mudado na vida real. Junto com as novas roupas e os acessórios, as fotos mostram que os retratados conservavam, como sempre, seus colares com ossos, pulseiras de metal e argolas nas orelhas ou no nariz – e a história iria provar com fatos, em seguida, quanto foi inútil todo esse esforço de imitação. Das nações mais evoluídas, suas majestades copiavam os trajes. Não aprenderam as virtudes. Continuaram desgraçando a si e a seu país enquanto eram roubados até o último papagaio pelos que vieram ensiná-los a ter valores cristãos, avançados e democráticos.

(Revista Veja, ed. 2542.) 

Tome o fragmento: Muitos deles, ouvindo oficiais do Império Britânico ou outros figurões europeus da época colonial que lhes davam lições de civilização, progresso e bons modos, parecem encantados. Acreditavam, como lhes era dito, que a Europa e as coisas europeias representavam o máximo a ser sonhado por um ser humano – e em geral chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar transformando a si próprios em soberanos civilizados o mais depressa possível.
Sobre recursos expressivos usados, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) A expressão Muitos deles, formada por pronome indefinido + pronome pessoal preposicionado, retoma o sentido de reis africanos, na primeira linha do texto. ( ) O pronome oblíquo lhes, nas duas ocorrências, funciona como elemento coesivo referencial anafórico. ( ) Em si próprios, o adjetivo funciona como reforço à ação reflexiva expressa pelo pronome. ( ) Em chegavam à conclusão de que teriam muito a ganhar, o uso da preposição de deve-se à regência do verbo chegar. ( ) A forma verbal parecem no presente e a forma verbal acreditavam no pretérito imperfeito, ambas referindo-se a reis africanos, marcam falta de coerência textual por não estarem no mesmo tempo verbal.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q1326384 Português
Sobre as classes gramaticais, assinale a alternativa que classifica corretamente as palavras abaixo:
FELIZ / MIM / UNS / CHOVER / QUIÇÁ
Alternativas
Q1324977 Português

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Google Imagens (2017)


Sobre a colocação pronominal, é correto afirmar que em _____________, a _______________ é a forma correta de colocação pronominal, _________________________.


A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é

Alternativas
Q1324970 Português

Leia o texto 1 para responder à questão.

Texto 1


Sobre os vocábulos estes e esses utilizados no texto 1, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.
( ) São pronomes relativos. ( ) No quadro 1, o vocábulo “estes”, é um pronome demonstrativo adjetivo. ( ) No quadro 1, o pronome “estes” é possessivo e, no quadro 2, “esses” é um pronome demonstrativo.
A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é
Alternativas
Q1324830 Português

ndique a alternativa que contém os termos que preenchem, correta e respectivamente, as lacunas abaixo.

O candidato ____ me refiro é aplicado, um jovem ____ mostrou iniciativa e confiança ao trazer os documentos ____ necessitamos para formalizar sua contratação.

Alternativas
Q1324688 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

As crianças querem e têm o direito de ler notícias

Se entendermos que elas têm o direito a ser informadas, com a linguagem adequada, conseguiremos formar uma geração de cidadãos críticos
STEPHANIE HABRICH*
12 OUT 2017

     Quando digo que publicamos o único jornal para jovens e crianças do Brasil, o quinzenal Joca, normalmente me olham com ar de questionamento. O jornalismo está acabando, o impresso está com os dias contados, as crianças de hoje nasceram num mundo digital...
     Tudo isso pode ser verdade, mas não vale apenas o clichê de que os mais novos só se interessam por games e YouTube. Meu trabalho me mostrou que as crianças se interessam por notícia, querem participar das discussões do mundo que as rodeiam e, acreditem, elas adoram o bom e velho papel. Faço essa afirmação com a experiência de quem publica periódicos infantojuvenis há uma década e acompanha de perto o trabalho das mais de 150 escolas brasileiras que hoje adotam o Joca como material de leitura obrigatória.
     Posso dizer também que me oriento por pesquisas que apontam os resultados incríveis de crescer lendo um jornal adequado a sua idade. Um estudo realizado pela École des Hautes Études Commerciales (prestigiada faculdade da França) e pela Planète D’Entrepreneurs (empresa que analisa o impacto de determinados produtos sobre a sociedade) nos mostrou que o trabalho com o Joca, na sala de aula ou em casa, aumenta o repertório na fala dos jovens e das crianças, o sentimento de pertencimento à sociedade como cidadão e o próprio desempenho escolar. As crianças leitoras do jornal compartilham o que leram com pais, amigos e familiares, debatem temas de ciência e tecnologia e mencionam bem menos reportagens sobre crime, violência e celebridades do que os que não leem.
     Estamos diante de uma geração que é bombardeada por informações o tempo todo, mas precisamos lembrar que crianças e adolescentes ainda não têm critério para avaliar tudo o que chega a eles. Em tempos de fake news, em que boatos se espalham rapidamente como verdade, a leitura diária e constante de jornal é uma forma de educar os jovens a buscar fontes confiáveis de informação e desenvolver um pensamento crítico e autônomo, para que não sejam manipulados pela desinformação.
     (...)
    O direito de ter acesso às mídias e de participar do debate público está assegurado na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1989 e assinada pelo Brasil em 1990. Dois jornalistas definem bem a importância de crescer aprendendo a ler jornal. Danny Rubin, premiado autor e expert em comunicação para jovens da geração atual, e Assunta Ng, editora do jornal semanal Northwest Asian, listaram algumas razões, entre elas a ampliação da visão de mundo, o impulso à criatividade, à formação de liderança e à descoberta de soluções para questões variadas. Se não alienarmos as crianças, se entendermos que elas têm o direito a ser informadas - com a linguagem adequada, respeitando a inteligência que têm -, conseguiremos formar uma geração de cidadãos críticos, que lutam por seus direitos, que cumprem seus deveres e que terão as ferramentas necessárias para construir um futuro melhor para o nosso país.
* Stephanie Habrich é fundadora da editora Magia de Ler e do jornal Joca, de circulação quinzenal, adotato em escolas e disponível para assinaturas individuais.

(HABRICH, Stephanie. As crianças querem e têm o direito de ler notícias. El País, Brasil, 12/10/2017, Opinião. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/11/ opinion/1507753928_196359.html)
Assinale a alternativa em que o pronome substitui corretamente o termo destacado: “As crianças adoram o bom e velho papel”.
Alternativas
Q1324632 Português
Qual das alternativas abaixo está incorreta quanto à colocação pronominal.
Alternativas
Q1324347 Português
De acordo com os pronomes de tratamento, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1324344 Português
Quanto ao pronome, aponte a alternativa correta.
Alternativas
Q1324339 Português
Observe as frases a seguir e assinale a alternativa incorreta quanto aos pronomes destacados.
Alternativas
Q1322587 Português
Das Vantagens de Ser Bobo

     O bobo, por não se ocupar com ambições, tem tempo para ver, ouvir e tocar o mundo. O bobo é capaz de ficar sentado quase sem se mexer por duas horas. Se perguntado por que não faz alguma coisa, responde: "Estou fazendo. Estou pensando." 
     Ser bobo às vezes oferece um mundo de saída porque os espertos só se lembram de sair por meio da esperteza, e o bobo tem originalidade, espontaneamente lhe vem a ideia.
    O bobo tem oportunidade de ver coisas que os espertos não veem. Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas. O bobo ganha utilidade e sabedoria para viver. O bobo nunca parece ter tido vez. No entanto, muitas vezes, o bobo é um Dostoievski.
     Há desvantagem, obviamente. Uma boba, por exemplo, confiou na palavra de um desconhecido para a compra de um ar refrigerado de segunda mão: ele disse que o aparelho era novo, praticamente sem uso porque se mudara para a Gávea onde é fresco. Vai a boba e compra o aparelho sem vê-lo sequer. Resultado: não funciona. Chamado um técnico, a opinião deste era de que o aparelho estava tão estragado que o conserto seria caríssimo: mais valia comprar outro. Mas, em contrapartida, a vantagem de ser bobo é ter boa-fé, não desconfiar, e, portanto, estar tranquilo. Enquanto o esperto não dorme à noite com medo de ser ludibriado. O esperto vence com úlcera no estômago. O bobo não percebe que venceu.
     Aviso: não confundir bobos com burros. Desvantagem: pode receber uma punhalada de quem menos espera. É uma das tristezas que o bobo não prevê. César terminou dizendo a célebre frase: "Até tu, Brutus?"
       Bobo não reclama. Em compensação, como exclama!
     Os bobos, com todas as suas palhaçadas, devem estar todos no céu. Se Cristo tivesse sido esperto não teria morrido na cruz.
      O bobo é sempre tão simpático que há espertos que se fazem passar por bobos. Ser bobo é uma criatividade e, como toda criação, é difícil. Por isso é que os espertos não conseguem passar por bobos. Os espertos ganham dos outros. Em compensação os bobos ganham a vida. Bem-aventurados os bobos porque sabem sem que ninguém desconfie. Aliás não se importam que saibam que eles sabem.
     Há lugares que facilitam mais as pessoas serem bobas (não confundir bobo com burro, com tolo, com fútil). Minas Gerais, por exemplo, facilita ser bobo. Ah, quantos perdem por não nascer em Minas!
      Bobo é Chagall, que põe vaca no espaço, voando por cima das casas. É quase impossível evitar excesso de amor que o bobo provoca. É que só o bobo é capaz de excesso de amor. E só o amor faz o bobo.

Clarice Lispector https://pensador.uol.com.br/cronicas_de_clarice_lispector/
Os espertos estão sempre tão atentos às espertezas alheias que se descontraem diante dos bobos, e estes os veem como simples pessoas humanas.
O pronome este funciona no período anterior como:
Alternativas
Q1322166 Português
Assinale a alternativa em que há o emprego de pronome indefinido na posição adjetiva.
Alternativas
Q1322125 Português
Em todos os segmentos a seguir (extraídos de um artigo publicado em periódico da área de Medicina), observa-se o emprego de mesmo(s) e mesma(s). Em nenhum dos casos, essa palavra foi usada de acordo com a norma-padrão. Indique a alternativa que apresenta uma proposta para substituir esses termos, de modo que todos os segmentos - mantendo a informação original - respeitem o padrão formal da língua.
I. Em relação ao médico de família, é quase geral entre os entrevistados o clamor por uma melhor formação do mesmo, inclusive no que tange à atenção à criança. II. Utilizando metodologia qualitativa e entrevistas semi-estruturadas, foram entrevistados pediatras e médicos de família de dez equipes indicadas pelos gestores como as de melhores resultados. O objetivo foi conhecer a visão dos mesmos sobre a atenção à saúde da criança por eles praticada, o papel de cada um e a existência do pediatra no programa. III. Chama a atenção o envolvimento de uma grande variedade de profissionais da equipe nessas ações, enquanto a maioria dos pediatras prefere não participar das mesmas. Trata-se de situação surpreendente, pois seria esperada uma atuação mais proativa e mesmo de liderança do pediatra em relação ao tema. IV. Para verificar na prática como se deu a atenção à saúde da criança e adolescente nas ESF dos médicos entrevistados, foi pedido aos mesmos que descrevessem as ações desenvolvidas nessa área
Com relação aos termos destacados, indique a alternativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: SELECON Órgão: IF-RJ Prova: SELECON - 2017 - IF-RJ - Nível Médio |
Q1319184 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão.

VERÍSSIMO, Luís Fernando. O mundo é bárbaro e o que nós temos a ver com isso. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008. P 19-20


Vocabulário:


Salvador:
um dos nomes de Jesus que, segundo a teologia cristã, veio ao mundo para salvar a humanidade.

Juízo Final: dia em que, segundo a teologia cristã, Jesus voltará para julgar as ações de toda a humanidade.

Inventário: descrição do patrimônio de pessoa falecida para que se partilhe os bens entre os herdeiros.

Inquilino: locatário. Residente de imóvel alugado.

Escatologia: doutrina que trata do destino final do homem e do mundo.

Em É verdade que, mesmo sob o atual regime impessoal, o mundo apresenta falhas na distribuição dos seus benefícios(...),o termo grifado faz referência à palavra:
Alternativas
Q1317782 Português

A bola

Luis Fernando Veríssimo

O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.

O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa.

– Como é que liga? – perguntou.

– Como, como é que liga? Não se liga.

O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?

O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.

– Não precisa manual de instrução.

– O que é que ela faz?

– Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.

– O quê?

– Controla, chuta...

– Ah, então é uma bola.

– Claro que é uma bola.

– Uma bola, bola. Uma bola mesmo.

– Você pensou que fosse o quê?

– Nada, não.

O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Ball, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de bip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente. O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.

O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto. – Filho, olha. O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.

Extraído de: Veríssimo, Luis Fernando. A bola. Comédias da vida privada; edição especial para as escolas. Porto Alegre: L&PM, 1996. pp. 96-97

Na oração “Como é que liga?”, a palavra sublinhada é um pronome:
Alternativas
Respostas
9521: E
9522: C
9523: E
9524: A
9525: C
9526: A
9527: B
9528: E
9529: A
9530: D
9531: D
9532: B
9533: B
9534: B
9535: B
9536: A
9537: A
9538: C
9539: C
9540: C