Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2724762 Português

Analise as frases com relação ao uso de mim, eu, se não, senão, a, há. Identifique-as como Verdadeiras ou Falsas. Após marque a opção com a sequência correta.

( ) Há meses que espero encontrar emprego.

( ) Senão chover irei até sua casa.

( ) Se não fores viajar vou te convidar para comer bolo.

( ) Por favor, traga mais material para mim.

( ) A família está aguardando a encomenda há meses.

( ) Empresta-me teu carro para mim ir ao colégio.

Alternativas
Q2724172 Português

Canção

Olavo Bilac

Dá-me as pétalas de rosa

Dessa boca pequenina:

Vem com teu riso, formosa!

Vem com teu beijo, divina!


Transforma num paraíso

O inferno do meu desejo...

Formosa, vem com teu riso!

Divina, vem com teu beijo!


Oh! Tu, que tornas radiosa

Minh’alma, que a dor domina,

Só com teu riso, formosa,

Só com teu beijo, divina!

Tenho frio, e não diviso

Luz na treva em que me vejo:

Dá-me o clarão do teu riso!

Dá-me o fogo do teu beijo!


Disponível em: <https://pt.wikisource.org/wiki/>. Acesso em: 23 jul. 2016.


Dadas as afirmativas, considerando a constituição do gênero poético,


I. No poema, observa-se a presença da interação, uma vez que há evocação do interlocutor.

II. Para expressar a dependência do eu-lírico em relação à mulher amada, o poeta utiliza um recurso linguístico que é a alternância das formas verbais nos modos imperativo e indicativo.

III. Há, no poema, um recurso linguístico usado pelo poeta: a recuperação da voz feminina através da citação direta e explícita.


verifica-se que está(ão) correta(s)

Alternativas
Q2724171 Português

Como se forma uma caverna?


A caverna se forma quando água ácida penetra no solo, entra em contato com rochas calcárias e as dissolve, formando “ocos” no relevo. Esse processo é o que define o surgimento da maioria dos tipos de caverna. Segundo a espeleologia, ramo da ciência que estuda o assunto, caverna é toda cavidade natural rochosa com dimensões que permitam o acesso de seres humanos. Mas essa definição também abrange outras formas, como as cavernas em geleiras, recifes de coral ou rochas não calcárias. Outras variedades surgem provocadas por erosão, lava ou substâncias produzidas por bactérias. Seja qual for o tipo, elas são importantes não só para curiosos, mas para os cientistas também. “As cavernas são um baú fabuloso de recordações da história do planeta e da vida”, diz o espeleólogo Clayton Ferreira Lino, coordenador da Rede Brasileira de Reservas da Biosfera. Dentro desse baú, há informações sobre a história geológica da Terra, a formação da vida no planeta e a evolução do ser humano. Enquanto usavam as cavernas como casa, esconderijo e até como templo, nossos ancestrais deixaram inscrições nas paredes, fósseis e materiais que dão pistas de como era a vida na época das cavernas.

Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/materia/como-se-forma-uma-caverna>.

Acesso em: 24 jul. 2016.


Assinale a alternativa correta a respeito dos aspectos sintático-semânticos dos fragmentos do texto.

Alternativas
Q2722940 Português

Atenção: Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 11.


Diminuto feito grão de poeira, mera mancha de caneta, migalha no teclado, o ponto final é o sumo magistrado de nossos sistemas de escrita, ainda à espera de ser cantado em verso. Sem ele, não haveria fim para o sofrimento do jovem Werther e as viagens do hobbit jamais se completariam. Sua presença permitiu que Henri Michaux comparasse nossa essência a “um ponto que a morte devora”.

Ele coroa o pensamento que se completa, propicia a quimera de uma conclusão e guarda certa altivez que, como a de Napoleão, provém de seu tamanho minúsculo. Ansiosos por seguir em frente, não precisamos de nada que assinale o início, mas precisamos saber onde parar: esse pequeno memento mori, “lembrança da morte”, faz recordar que para tudo há de ter um fim, inclusive para nós mesmos. Como um professor sugeriu, um ponto final é “sinal de um sentido que se perfaz e de uma frase perfeita”.

A necessidade de indicar o fim de uma frase escrita é talvez tão velha quanto a própria escrita, mas a solução, sucinta e prodigiosa, não se estabeleceu até o Renascimento italiano. Por séculos, a pontuação fora assunto irremediavelmente errático.

Já no século I d.C., Quintiliano propunha que a frase além de expressar uma ideia completa devia ainda ser pronunciada de um só fôlego. Por muito tempo os escribas pontuaram os textos com todo o tipo de sinais e símbolos, de um simples espaço em branco a toda uma variedade de pontos e barras.

No começo do século 5 d. C., São Jerônimo, tradutor da Bíblia, concebeu um sistema que assinalava cada unidade de sentido por meio de uma letra que avançava para fora da margem, como indicando um novo parágrafo.

Três séculos mais tarde, o “ponto” era usado para indicar tanto uma pausa no interior da frase como o fim da frase propriamente dito. Valendo-se de convenções tão confusas assim, os escritores não tinham como esperar que o público lesse determinado texto conforme as intenções do autor.

Então, no ano de 1556, Aldo Manuzio, o Jovem, em seu manual de pontuação, Interpungendi ratio, caracterizou pela primeira vez a função e o aspecto definitivo do ponto final. Queria escrever um manual para tipógrafos; não tinha como saber que legava a nós as dádivas de sentido e música de toda a literatura por vir.


(Adaptado de: MANGUEL, A. “Ponto final”, Serrote, jul. 2012)

...como a de Napoleão... (2º parágrafo)

...esse pequeno memento mori... (2º parágrafo)

...não se estabeleceu até o Renascimento italiano... (3º parágrafo)


Os pronomes sublinhados referem-se, respectivamente, a:

Alternativas
Q2722767 Português

Um ambiente arrumado traz grandes mudanças às vidas das pessoas, o que pode incluir relacionamentos e âmbito profissional.

O autor empregou “às” de acordo com a seguinte regra:

Alternativas
Q2721280 Português

O sino de ouro


Contaram-me que, no fundo do sertão de Goiás, numa localidade de cujo nome não estou certo, mas acho que é Porangatu, que fica perto do rio de Ouro e da serra de Santa Luzia, ao sul da serra Azul – mas também pode ser Uruaçu, junto do rio das Almas e da serra do Passa Três ( minha memória é traiçoeira e fraca; eu esqueço os nomes das vilas e a fisionomia dos irmãos; esqueço os mandamentos e as cartas e até a amada que amei com paixão) – mas me contaram em Goiás, nessa povoação de poucas almas, as casas são pobres e os homens pobres, e muitos são parados e doentes e indolentes, e mesmo a igreja pequena, me contaram que aí tem – coisa bela e espantosa – um grande sino de ouro.

Lembrança de antigo esplendor, gesto de gratidão, dádiva ao Senhor de um grã-senhor – nem Chartres, nem Colônia, nem São Pedro ou Ruão, nenhuma catedral imensa com seus enormes carrilhões tem nada capaz de um som tão lindo e puro como esse sino de ouro, de ouro catado e fundido na própria terra goiana nos tempos de antigamente.

É apenas um sino, mas é de ouro. De tarde seu som vai voando em ondas mansas sobre as matas e os cerrados, e as veredas de buritis, e a melancolia do chapadão, e chega ao distante e deserto carrascal, e avança em ondas mansas sobre os campos imensos, o som do sino de ouro. E a cada um daqueles homens pobres ele dá cada dia sua ração de alegria. Eles sabem que de todos os ruídos e sons que fogem do mundo em procura de Deus – gemidos, gritos, blasfêmias, batuques, sinos, orações, e o murmúrio temeroso e agônico das grandes cidades que esperam a explosão atômica e no seu próprio ventre negro parecem conter o germe de todas as explosões – eles sabem que Deus, com especial delícia e alegria ouve o som alegre do sino de ouro perdido no fundo do sertão. E então é como se cada homem, o mais pobre, o mais doente e humilde, o mais mesquinho e triste, tivesse dentro da alma um pequeno sino de ouro.

Quando vem o forasteiro de olhar aceso de ambição e propõe negócios, fala em estradas, bancos, dinheiro, obras, progresso, corrução – dizem que esses goianos olham o forasteiro com um olhar lento e indefinível sorriso e guardam um modesto silêncio. O forasteiro de voz alta e fácil não compreende; fica, diante daquele silêncio, sem saber que o goiano está quieto, ouvindo bater dentro de si, com um som de extrema pureza e alegria, seu particular sino de ouro. E o forasteiro parte, e a povoação continua pequena, humilde e mansa, mas louvando a Deus com sino de ouro. Ouro que não serve para perverter, nem o homem nem a mulher, mas para louvar a Deus.

E se Deus não existe não faz mal. O ouro do sino de ouro é neste mundo o único ouro de alma pura, o ouro no ar, o ouro da alegria. Não sei se isso acontece em Porangatu, Uruaçu ou outra cidade do sertão. Mas quem me contou foi um homem velho que esteve lá; contou dizendo: “eles têm um sino de ouro e acham que vivem disso, não se importam com mais nada, nem querem mais trabalhar; fazem apenas o essencial para comer e continuar a viver, pois acham maravilhoso ter um sino de ouro”.

O homem velho me contou isso com espanto e desprezo. Mas eu contei a uma criança e nos seus olhos se lia seu pensamento: que a coisa mais bonita do mundo deve ser ouvir um sino de ouro. Com certeza é esta mesma a opinião de Deus, pois ainda que Deus não exista ele só pode ter a mesma opinião de uma criança. Pois cada um de nós quando criança tem dentro da alma seu sino de ouro que depois, por nossa culpa e miséria e pecado e corrução, vai virando ferro e chumbo, vai virando pedra e terra, e lama e podridão.


(BRAGA, Rubem. 200 crônicas escolhidas – 31ª ed. – Rio de Janeiro: Record, 2010.)

A alternativa em que o termo destacado NÃO pertence à classe gramatical dos demais é

Alternativas
Q2718925 Português

Quanto à colocação pronominal, analisar a sentença abaixo:


Colocam-se vários grãos de feijão sobre o algodão umedecido (1ª parte). Nunca se deve deixar secar o algodão (2ª parte).


A sentença está:

Alternativas
Q2718409 Português

Quanto aos pronomes é correto afirmar:

Alternativas
Q2717874 Português

(Texto)


1 O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou

pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria

crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de

terrorismo e violência extrema. O ataque foi executado por um

5 homem-bomba num parque de Lahore, capital da província de

Punjab, e tinha como alvo não só a minoria cristã, mas

igualmente o projeto de abertura democrática do premier

Nawaz Sharif, defensor de um Paquistão mais "educado,

progressista e voltado para o futuro", incluindo mulheres e

10 minorias religiosas – hindus, cristãos e muçulmanos xiitas —

alvos frequentes do sectarismo étnico-religioso.

E, como os extremos se atraem, no domingo, a "Marcha contra

o medo" em Bruxelas, foi invadida por mais de 200 hooligans,

vestidos de preto, com cartazes anti-imigração e slogans

15 xenófobos, exigindo a atuação da polícia para dispersar os

mais violentos.

Esses manifestantes expressam um ódio cego, que tem forte

ressonância em governos conservadores e ultranacionalistas

europeus. Estes defendem o fechamento de fronteiras a

20 imigrantes e refugiados. Os radicalismos colidem, mas

também se alimentam mutuamente, estimulando uma espiral

de violência sem fim. Nos dois extremos estão exemplos das

forças que ameaçam as distintas expressões de civilização –

não apenas a Ocidental, mas todas aquelas com vocação

25 para a paz e a prosperidade.

(Adaptado de O Globo, 29/03/2016)

Em relação às classes gramaticais, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q2717872 Português

(Texto)


1 O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou

pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria

crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de

terrorismo e violência extrema. O ataque foi executado por um

5 homem-bomba num parque de Lahore, capital da província de

Punjab, e tinha como alvo não só a minoria cristã, mas

igualmente o projeto de abertura democrática do premier

Nawaz Sharif, defensor de um Paquistão mais "educado,

progressista e voltado para o futuro", incluindo mulheres e

10 minorias religiosas – hindus, cristãos e muçulmanos xiitas —

alvos frequentes do sectarismo étnico-religioso.

E, como os extremos se atraem, no domingo, a "Marcha contra

o medo" em Bruxelas, foi invadida por mais de 200 hooligans,

vestidos de preto, com cartazes anti-imigração e slogans

15 xenófobos, exigindo a atuação da polícia para dispersar os

mais violentos.

Esses manifestantes expressam um ódio cego, que tem forte

ressonância em governos conservadores e ultranacionalistas

europeus. Estes defendem o fechamento de fronteiras a

20 imigrantes e refugiados. Os radicalismos colidem, mas

também se alimentam mutuamente, estimulando uma espiral

de violência sem fim. Nos dois extremos estão exemplos das

forças que ameaçam as distintas expressões de civilização –

não apenas a Ocidental, mas todas aquelas com vocação

25 para a paz e a prosperidade.

(Adaptado de O Globo, 29/03/2016)

Analisando o trecho destacado abaixo do Texto, é correto concluir que:

“O atentado no Paquistão no domingo de Páscoa, que deixou pelo menos 72 mortos e mais de 340 feridos — a maioria crianças e mulheres —, se soma à série recente de atos de terrorismo e violência extrema.” (Linhas 1 a 4).

Alternativas
Q2716724 Português

Analisar os itens abaixo quanto à colocação dos pronomes sublinhados:


I - À medida que envelhecemos, é comum a gengiva retrair-se, deixando parte da raiz dos dentes exposta.

II - As doenças só instalam-se em bocas que não são devidamente higienizadas.

Alternativas
Q2716590 Português

Seguem dois textos a partirdos quais deverão ser respondidas as questões 14 e 15.


TEXTO (1)

Escola sem partido (Eduardo Varandas Araruna)



Só poderia advir do Senador protestante Magno Malta o projeto de lei n. 193/2016 que inclui entre as diretrizes e bases da educação nacional a malsinada “escola sem partido”. Segundo o texto do projeto, a educação deverá atender a neutralidade política, religiosa e ideológica do Estado vedando expressamente qualquer menção, em ambiente escolar, acerca do que se chama “ideologia do gênero”.

Se for vertido em lei, os professores terão sua autonomia didático-pedagógica ceifada e estarão passíveis de serem representados ao Ministério Público por eventual avaliação crítica ou opinativa da disciplina que lecionam. Na justificativa do projeto, perversamente acusam-se os professores de “bullying” político e ideológico, além de violação de regras contidas no Estatuto da Criança e do Adolescente. Ademais, envolto de cinismo sem medidas, o parlamentar proponente invoca a laicidade do estado para falar de elementos como neutralidade religiosa, impessoalidade e respeito, quando tais atributos nem sempre lhe serviram de norte enquanto agente político.

[...]

Outrossim, além de representar inequívoco retrocesso eis que ressuscita a censura, o referido projeto de lei já nasce maculado de notória inconstitucionalidade, eis que fere de morte o artigo 206, da Constituição Federal, o qual consagra liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.

Quando não se concorda, na condição de pai ou mãe, com o discurso deste ou daquele professor, a melhor solução será sempre o diálogo em casa e, em último caso, a mudança do estabelecimento de ensino. O sufocamento da arte de transmitir o saber um mundo desprovido de seres pensantes. Certamente, este é o objetivo da “escola sem partido”. [...] (Correio da Paraíba, 24/06/16)


TEXTO (2)



http://www.otempo.com.br/charges/charge-o-tempo-21-07-2016-1.1341098

Na sequência, apresentamos comentários a respeito das relações semânticas expressas entre as orações que formam o artigo.


( ) A oração “Se for vertido em lei”, que inicia o 2º parágrafo da matéria “Escola sem partido”,pode ser assim parafraseada: “Ao ser vertido em lei, os professores terão sua autonomia didático-pedagógica ceifada”, sem qualquer alteração de sentido.

( ) O conector eis que empregado no 3º parágrafo do texto pode ser substituído por se, por estabelecer relação de condicionalidade, obtendo-se: “[...] além de representar inequívoco retrocesso seressuscitar a censura, o referido projeto de lei já nasce maculado de notória inconstitucionalidade, se fere de morte o artigo 206, da Constituição Federal.

( ) A oração em itálico no período: “Se não se concorda, na condição de pai ou mãe, como o discurso deste ou daquele professor, a melhor solução será sempre o diálogo em casa” tem sentido equivalente à oração introduzida pelo quando, no 4º parágrafo do texto.

( ) No período “O parlamentar invoca a laicidade do estado para falar de elementos como neutralidade religiosa, impessoalidade e respeito, quando tais nem sempre lhe serviram de norte enquanto agente político”, o conector quando foi usado com valor de oposição, acrescido ao sentido temporal.


Assinale a alternativa que traz a classificação CORRETA das proposições como falsas ou verdadeiras.

Alternativas
Q2716347 Português

Leia o seguinte poema, de autoria de Mário Quintana, para responder às questões 1 a 6:


“A nós bastem nossos próprios ais,

Que a ninguém sua cruz é pequenina.

Por pior que seja a situação da China,

Os nossos calos doem muito mais…”

No último verso do poema, aparece a expressão “nossos calos”. O pronome empregado nessa expressão é classificado gramaticalmente como:

Alternativas
Q2716245 Português

Leia o texto “Mãos à obra” para responder às questões de números 01 a 06.


Não é uma boa ideia aposentar a tradicional escrita à mão, com lápis e caderno, como ferramenta didática.

Estudos recentes mostram que tanto crianças que estão sendo alfabetizadas quanto adultos podem ter vantagens no aprendizado quando colocam as palavras no papel, à maneira antiga.

No caso dos pequenos, traçar as letras com lápis e caneta parece ser uma ginástica mental mais poderosa do que simplesmente procurá-las num teclado, além de potencializar o aprendizado do vocabulário e ser mais útil contra problemas como a dislexia. Para os jovens, anotações feitas em cadernos têm mais potencial para ajudá-los a fixar o conteúdo da aula.

Num estudo publicado na revista científica “Trends in Neuroscience and Education”, pesquisadoras observaram o que acontece no cérebro de crianças com idades entre quatro e cinco anos que estavam começando a ler.

Meninos e meninas foram divididos em três grupos. O primeiro era ensinado a traçar letras de fôrma manualmente; o segundo cobria uma linha pontilhada; o terceiro tinha de identificar a letra num teclado de computador.

Depois as crianças foram colocadas em aparelhos de ressonância magnética e reviam, lá dentro, as letras que tinham praticado.

As imagens de ressonância deram às cientistas uma ideia sobre o grau de ativação de cada região do cérebro das crianças. Tanto a diversidade de áreas cerebrais ativadas quanto a intensidade dessa ativação foram mais acentuadas nos pequenos que tinham sido treinados a escrever as letras “do zero”.

Para os autores, os achados apoiam a hipótese de que a escrita tradicional ajudaria o desenvolvimento mental infantil, em especial na capacidade de abstração.

O resultado desse processo pode ser percebido em alunos de universidades. Um artigo na revista “Psychological Science” mostrou que aqueles que anotavam o conteúdo de palestras à mão retiveram mais da aula do que os que usaram notebooks.

Ao anotar à mão, o aluno precisa reorganizar os dados da aula com sua própria lógica, o que o ajuda a entender melhor o que o professor está explicando.

“A grande vantagem na alfabetização é que, para as crianças, o ato de escrever está muito associado ao ato de desenhar, o que incentiva os alunos a manipular o lápis e a caneta”, diz Eloiza Centeno, coordenadora pedagógica de educação infantil.

“Mais tarde, a gente nota uma facilidade maior com o teclado quando a questão é ter fluência e velocidade para escrever”, conta. “Não acho que seja o caso de usar aqueles exercícios antigos de caligrafia, mas dá para trabalhar a fluência e a legibilidade na escrita à mão, até mesmo por ser uma habilidade ainda indispensável no vestibular.”


(Reinaldo José Lopes. Folha de S.Paulo, 08.07.2014. Adaptado)

Leia as frases elaboradas a partir do texto.


As pesquisadoras haviam recomendado às crianças do primeiro grupo que traçassem letras de fôrma manualmente.

Todas as crianças foram colocadas em um aparelho de ressonância magnética onde novamente reviram as letras que haviam praticado.


Assinale a alternativa em que os pronomes substituem corretamente os trechos destacados e estão adequadamente colocados nas frases.

Alternativas
Q2714951 Português

Texto II


Carnaval de trazer por casa


Quinze dias antes já os olhos se colavam aos pés, com medo de uma queda que acabasse com o Carnaval. Subíamos e descíamos as escadas, como quem pisa algodão. [...] Nós éramos todas meninas. Tínhamos a idade que julgávamos ser eterna. Sonhávamos com os cinco dias mais prometidos do ano. A folia começava sexta-feira e só terminava terça quando as estrelas iam muito altas. Havia o cheiro das bombinhas que tinham um odor aproximado ao dos ovos podres e que se misturava com o pó do baile que se colava aos lábios. Que se ressentiam vermelhos de dor. Havia o cantor esganiçado em palco a tentar a afinação, que quase nunca conseguia: [...] Depois os bombos saíam à rua, noite fora, dia adentro. [...] E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético. E que o Carnaval ia estar sempre presente nas ruas estreitas da minha aldeia, assim, igual a si próprio, com os carros de bois a chiar pelas ruas, homens vestidos de mulheres com pernas cheias de pelos, mulheres vestidas de bebês, o meu pai vestido de François Mitterrand e eu com a certeza de que o mundo estava todo certo naqueles cinco dias, na minha aldeia.

O outro, o que via nas televisões, não era meu.


(FREITAS, Eduarda. Revista Carta Capital. Disponível em: http:// www.cartacapital.com.br/sociedade/carnaval-de-trazer-porcasa/?autor=40. Acesso em set. 2016.)

Considere o fragmento abaixo para responder às questões 8 e 9 seguintes.


“E na noite que transformava o frio do inverno no calor do Carnaval, eu tinha a certeza de que aquele som dos bombos fazia parte do meu código genético.” (1º§)


Há duas ocorrências do vocábulo “que” no trecho em análise. Contudo, possuem classificações morfológicas distintas. Assim, nota-se que, respectivamente, são:

Alternativas
Q2714593 Português

Com referência à colocação pronominal, leia os itens e assinale a opção correta.


I - Se algo de novo sucedesse, contar-lhe-ia.

II - Eu havia falado-lhe para ficar em casa.

III - O professor entrou feliz, cumprimentando-nos pela boa prova.

IV - A menina chegou para alegra-me.

V - Que tanto me condenam nesta escola?

Alternativas
Q2714589 Português

Assinale a opção em que existe erro quanto à colocação pronominal.

Alternativas
Q2714586 Português

Quanto à classe de palavras, assinale a alternativa incorreta.

Alternativas
Q2714584 Português

O texto a seguir refere-se às próximas três questões.


A instabilidade das cousas do mundo. (Gregório de Matos Guerra).


Nasce o sol, e não dura mais que um dia,

Depois da luz se segue a noite escura,

Em tristes sombras morre a formosura,

Em contínuas tristezas a alegria.


Porém, se acaba o Sol, por que nascia?

Se é tão formosa a Luz, por que não dura?

Como a beleza assim se transfigura?

Como o gosto da pena assim se fia?


Mas no Sol, e na Luz falte a firmeza,

Na formosura não se dê constância,

E na alegria sinta-se tristeza.


Começa o Mundo enfim pela ignorância,

E tem qualquer dos bens por natureza

A firmeza somente na inconstância.

Na primeira estrofe do poema “A instabilidade das cousas do mundo”, temos:

Alternativas
Q2714193 Português

Assinale a alternativa cuja frase está correta no que diz respeito ao uso dos pronomes.

Alternativas
Respostas
9581: B
9582: C
9583: C
9584: D
9585: A
9586: D
9587: B
9588: B
9589: C
9590: A
9591: B
9592: B
9593: C
9594: A
9595: A
9596: A
9597: A
9598: B
9599: C
9600: A