Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q2700359 Português

Leia o texto a seguir para responder às próximas questões.

“Novas tecnologias impressionam exatamente por serem inéditas. Sua primeira versão costuma ser um trambolho que mal funciona. Seu aperfeiçoamento é lento e irregular. Quando finalmente amadurecem, se tornam invisíveis. É exatamente nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”.

(Trecho escrito por Luli Radfahrer, com adaptações).


No trecho em que o autor do texto afirma que é “nesse ponto que transformam a vida de quem tem contato com elas”, o pronome “elas” se refere a:

Alternativas
Q2700105 Português

O parágrafo reproduzido a seguir foi extraído do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis. Considere-o para responder às questões seguintes.


“Que me conste, ainda ninguém relatou o seu próprio delírio; faço-o eu, e a ciência mo agradecerá. Se o leitor não é dado à contemplação destes fenômenos mentais, pode saltar o capítulo; vá direto à narração. Mas, por menos curioso que seja, sempre lhe digo que é interessante saber o que se passou na minha cabeça durante uns vinte a trinta minutos”.

No parágrafo selecionado, em determinado momento o narrador afirma o seguinte: “faço-o eu, e a ciência mo agradecerá”. Em relação ao “-o”, que aparece após o verbo “faço”, pode-se dizer que:

Alternativas
Q2699839 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


A era da indiferença


  1. Quão valiosos somos para as outras pessoas? Não digo qualquer pessoa, mas para aquelas
  2. que dizem se importar conosco. Quão importantes de fato somos para elas? Tenho me pegado
  3. pensando constantemente nisso e por mais que você tenha uma visão esperançosa em relação
  4. ao homem, parece-me que realmente vivemos na era da indiferença.
  5. A vida contemporânea exige muito de nós, isso é algo sabido por todos. No entanto, isso
  6. não justifica o modo como agimos uns com os outros. As relações são meramente questões de
  7. conveniência, é uma troca de fardos no mercado da personalidade, de tal maneira que apenas
  8. me aproximo de determinada pessoa e mantenho uma relação com ela se houver algo dela que
  9. possa usar. Ou seja, as relações humanas seguem lógicas comerciais e, assim, todos nos
  10. tornamos mercadorias.
  11. Obviamente, não estou querendo dizer que devemos nos submeter a relações degradantes,
  12. que apenas usurpam nossas forças ou que não devemos esperar reciprocidade ao se envolver
  13. com alguém. Mas, ao implementarmos uma lógica comercial às relações humanas, deixamos
  14. __ considerar totalmente as nuances e complexidades que formam o ser humano.
  15. Isto é, ninguém está bem o tempo inteiro, tampouco possui uma constante na vida. Todos
  16. nós temos nossos dias ruins, passamos por problemas e atravessamos os nossos períodos de
  17. crise, de modo que, ao doutrinar as relações humanas à cartilha comercial, os pontos baixos da
  18. vida de um indivíduo são desconsiderados, o que implica automaticamente a descartabilidade
  19. daqueles que sucumbem às suas fraquezas.
  20. Sendo assim, somos tão somente importantes e amados na medida em que temos um
  21. sorriso no rosto, uma história engraçada para contar e somos úteis de algum modo. Em outras
  22. palavras, somos queridos apenas nos nossos bons momentos, quando estamos no auge e tudo
  23. parece dar certo. Entretanto, como disse, a vida não é uma constante, de maneira que
  24. inevitavelmente passaremos por momentos ruins, em que tudo dá errado e nós perdemos a
  25. esperança.
  26. Nesses instantes, percebemos as fragilidades dos laços humanos e a nossa indiferença, a
  27. nossa incapacidade de se colocar no lugar do outro e buscar entender o porquê do sofrimento,
  28. da angústia, da insônia, do medo e da lágrima oculta no olhar, porque quando uma relação é
  29. construída com laços fortes, lutamos contra o egoísmo para poder sentir a dor que aflige e
  30. esmaga o peito de quem sofre. Quando uma relação é mais do que uma ação na bolsa de
  31. valores do amor líquido, temos empatia e esta não é ver uma pessoa triste e fazer coisas para
  32. que ela finja estar feliz. É ver uma pessoa triste e ser capaz de ajudá-la a chorar.
  33. Os nossos tempos estão carentes de pessoas corajosas o bastante para abraçar alguém e
  34. dizer que o ama enquanto as lágrimas se precipitam e anunciam uma torrente de dor em
  35. forma de choro intercalada com soluços. Por outro lado, o mundo está repleto de pessoas que
  36. abraçam e riem junto com você, mas, tão somente enquanto você também estiver com um
  37. sorriso no rosto. Pessoas que descartam as outras com imensa facilidade quando outras
  38. pessoas acenam com possibilidades melhores e sorrisos mais audaciozos. Tudo isso é uma
  39. pena, porque, no fim das contas, todos nós precisamos de alguém que nos ajude a chorar, já
  40. que só lágrimas de compaixão podem limpar a alma da indiferença.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/era-daindiferenca/. Acesso em 14 mar. 2019.

A qual classe gramatical pertence a palavra “bastante”, localizada na linha 33 do texto?

Alternativas
Q2699805 Português

Leia este texto para responder às questões de 21 a 28.


Fazer 80

E assim, aconteceu que esta semana eu fizesse 80 anos!
Nunca imaginei chegar tão longe. Filha de uma mãe que morreu aos 40, considerava-me destinada a curto percurso. E a vida não parecia ter por mim grande apreço; tentou me matar de pneumonia aos seis anos, dardejou-me uma meningite aos oito, castigou- me com inúmeras pneumonias ao longo de todo o percurso e, já no terceiro ato, coroou o conjunto com uma tuberculose. Mas, como se disputasse uma maratona, cheguei aos 80 esbaforida somente pelo trabalho.
80 anos são uma tremenda esquina da vida.
Com certeza chegamos a ela mais frágeis, porque a possibilidade de morte, que sempre foi a mesma, mas que antes parecia eventual, ganha uma certa concretude.
E, ao mesmo tempo, chegamos mais fortes porque a maior parte do caminho foi percorrida, as inseguranças da juventude ficaram para trás, alguma tantas perguntas já foram respondidas, e o que havia a fazer já foi feito.
Certas coisas mudam, porém, aos 80.
Não terei mais cão, porque um cão correria o risco de viver mais do que eu, e não quero prometer proteção e amor a alguém para de repente descumprir a promessa. Não faço mais projetos a longo prazo; vou até alguns meses à frente, aos compromissos já marcados, embora sabendo que para o ano que vem marcarei outros. Não vou mais imaginar- me mergulhada em estudos de alemão, como sempre fiz, e muito menos de mandarim, como minha curiosidade me ordenaria. No capítulo viagens, dou uma fechadinha no leque; não conhecerei o Himalaia, não enfrentarei falta de hotel ou de banheiro, não caminharei tardes inteiras atendendo minha ânsia turística. E até nos museus, minha sempre paixão, terei que ser menos gulosa.
Fecho o leque da realidade, mas tenho outro para abrir. As minhas viagens, tantas, estão anotadas em cadernos e cadernetas. Ali estão datas, descrições e até desenhos ou rabiscos retendo aquilo que ameaçava diluir. Agora, me basta abrir qualquer um deles para retomar a estrada.
Isso, quanto às viagens facultativas e aventurosas. As outras, de trabalho, continuam na ordem do dia, levando-me a arrastar minha malinha de rodas pelos aeroportos da vida.
Aos 80, considero todo dia como um presente dos deuses, embora até hoje não saiba quem são eles. E toda noite agradeço com gratidão, mesmo com a indecisão do endereço.
Até essa esquina olha-se para a frente. Chegando a ela, o retrovisor se impõe.
Olho para trás e o que vejo me agrada. Vivi com abundância, a palavra melhor é essa. Abundância biográfica de países, de línguas e culturas. Abundância de situações, as favoráveis e as adversas. Abundância de encontros com pessoas preciosas, com criaturas admiráveis, e alguns poucos canalhas, úteis como referência. Trabalhei em muitas coisas diferentes e de todas gostei, porque de cada uma fiz um degrau de aprendizado que me permitiu desempenhar a próxima. Li quase todos os dias da minha vida, fosse pouco ou muito, enchendo a mochila de dados que eu embaralharia, de nomes que se iriam no vento, mas conservando as emoções que os livros me davam. Não escrevi tanto quanto li, nem teria sido possível. Mas o que escrevi está de acordo comigo e me representa mais generosamente que uma selfie.
Considero estar pronta para o embarque. Mas enquanto meu voo não é anunciado, vou estruturando — como faço com frequência em aeroportos — ideias e frases de um próximo livro.

COLASANTI, Marina. Disponível em: < https://www.marinacolasanti. com/2017/09/cronica-de-quinta-fazer-80.html? fb_action_ids= 1437566189697967&fb_action_types=og.comm ents >. Acesso em: 25 fev. 2018.

Relacione as palavras em destaque à sua classe gramatical.


1. “[...]considerava-me destinada a curto percurso.”
2. “[...] cheguei aos 80 esbaforida somente pelo trabalho.”
3. “[...] alguma tantas perguntas já foram respondidas [...]”
4. “[...] não caminharei tardes inteiras atendendo minha ânsia turística.”
5. “Ali estão datas, descrições e até desenhos ou rabiscos retendo aquilo que ameaçava diluir.”
6. “As outras, de trabalho, continuam na ordem do dia [...]”
( ) Adjetivo
( ) Advérbio de lugar
( ) Pronome indefinido
( ) Pronome pessoal
( ) Pronome possessivo
( ) Substantivo
A sequência correta dessa associação é

Alternativas
Q2699657 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Desumanizado mundo novo


  1. Vivemos em um mundo repleto de ironias, de contradições, de paradoxos, em um mundo
  2. confuso e confusamente percebido, como escreveu Milton Santos. Vemos, de um lado, a
  3. tecnologia se desenvolver em uma velocidade cada vez maior, enquanto nós parecemos ir no
  4. sentido contrário, em um processo contínuo e acelerado de desumanização. É óbvio que o
  5. desenvolvimento tecnológico em si não é o causador do problema, mas o progresso humano
  6. está paulatinamente mais distante do progresso da máquina e das grandes cidades. É como se,
  7. para que um exista, o outro tenha que ceder espaço de si mesmo, adaptar-se, abnegar-se,
  8. transformar-se no que não é.
  9. Por mais que o desenvolvimento da ciência e da tecnologia seja importante e traga
  10. benefícios para a vida individual e coletiva, é preciso considerar que um mundo de coisas não é
  11. um mundo de pessoas. Todo “progresso” conseguido através da tecnologia deve servir como
  12. instrumento para que haja uma melhora na condição humana. Desse modo, caso não seja
  13. percebido um progresso similar entre o mundo das máquinas e o mundo dos homens, é
  14. necessário repensar e reorganizar as bases em que tal “desenvolvimento” tem ocorrido.
  15. Se analisarmos os altos índices (com projeções ainda maiores) de doenças psicológicas,
  16. perceberemos que as áreas com maior incidência são as grandes cidades, onde a modernidade,
  17. com todo o seu “progresso” material, consegue se “desenvolver” com maior êxito. Além disso,
  18. os jovens são o grupo mais afetado, o que não significa que outras pessoas não possam sofrer
  19. com os mesmos problemas. Esses dados separados podem não ter muito nexo. Contudo, se
  20. analisados juntos, fazem todo o sentido, já que há uma pressão muito maior sobre as atuais
  21. gerações para que elas consigam se afirmar e obter sucesso dentro dos parâmetros
  22. estabelecidos pela sociedade, pautada, evidentemente, pelo consumismo e espetacularização
  23. de bens que afirmam a magnificência do mundo líquido moderno.
  24. Com isso, na medida em que o “sucesso” não é atingido, uma vez que nem todos possuem
  25. os “pré-requisitos” necessários para adentrar no oásis de prazer da sociedade de consumo, nem
  26. os “talentos” necessários para agradar à plateia do espetáculo permanente, que é a nossa
  27. sociedade, passa-se a ter sujeitos frustrados, insatisfeitos e desindividualizados, que ao mesmo
  28. tempo em que não conseguem se encaixar no mundo, não conseguem reconhecer a si próprios.
  29. Em outras palavras, não há espaço para todos brilharem e/ou nem todos querem, de fato,
  30. “brilhar”. Logo, muitos acabam ficando no meio do caminho, entre ser um sujeito individual,
  31. mas desencaixado; ou ser um sujeito despersonalizado, porém ajustado. O preço cobrado por
  32. sair __ um lugar, mas não chegar __ outro, é ficar perdido da sociedade e, sobretudo, de si
  33. mesmo.
  34. Apesar desses casos serem, aparentemente, mais graves, não se deve entender que
  35. renunciar à própria individualidade em favor do cumprimento de protocolos sociais seja algo
  36. saudável ou normal. Pelo contrário, é no enquadramento, na subserviência às regras de uma
  37. sociedade que se apresenta em um temível estado patológico que reside o âmago do problema,
  38. pois é por meio da conversão de novas ovelhas que a “igreja” expande o seu rebanho e,
  39. consequentemente, o seu poder.
  40. É urgente repensar o nosso mundo e declarar a ironia de uma sociedade que transverte o
  41. fracasso em uma roupa de sucesso e que, ao criar a ilusão de uma sociedade de indivíduos,
  42. criou uma sociedade de massa, uniforme e prisioneira em um reino de ignorância, indiferença,
  43. egoísmo e apatia, em que todos, em alguma medida, vivem de forma mecânica, anônima,
  44. invisível e solitária, distantes de si, distantes do mundo, chorando as lágrimas escassas de
  45. quem não acredita mais no choro. Estamos todos doentes e precisamos nos curar. Entretanto, a
  46. cura não está na sanidade de um mundo aparentemente são, mas completamente adoecido, e
  47. sim na lou(cura) de ser a si mesmo e permitir que os outros também sejam, pois qualquer
  48. caminho que tomemos deve ter como destino o nosso ser.


Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://www.contioutra.com/desumanizado-mundo-novo/. Acesso em 14 mar. 2019.

Uma das finalidades dos pronomes é servir como recurso coesivo, retomando termos anteriormente mencionados num texto. Tomando-se por base esse pressuposto, considere as seguintes afirmações:


I. O pronome “seu” (l. 17) está retomando diretamente “grandes cidades” (l. 16).

II. O pronome “elas” (l. 21) está retomando diretamente “as atuais gerações” (l. 20-21).

III. O pronome “seu” (l. 38) está retomando diretamente “igreja” (l. 38).


Quais estão corretas?

Alternativas
Ano: 2019 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC Provas: IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Turismólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Economista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Arquiteto | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Florestal | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Médico - Veterinário | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Auditor de Controle Interno | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro de Tráfego | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Enfermeiro | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Médico - Clínico Geral | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Fonoaudiólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Fisioterapeuta | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Contador | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Historiador | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Cirurgião Dentista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Jornalista | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Químico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Agrônomo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Biomédico | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Biólogo | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Engenheiro Civil | IBFC - 2019 - Prefeitura de Cruzeiro do Sul - AC - Nutricionista |
Q2698754 Português

Leia o texto “Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos?” dos escritores Tory Oliveira e Paula Calçade, para responder às questões de 1 a 8 a seguir.




Como o conceito tradicional de masculinidade afeta os meninos? (adaptado)




Deixar de dizer que ama um amigo, não poder abraçar quem se gosta, esconder seus sentimentos e não poder chorar. Para muitos meninos, essas são algumas das regras não escritas das masculinidades. Nascido dos debates sobre gênero, o conceito de masculinidades abarca as regras sociais delimitadas aos homens para que eles construam sua maneira de agir consigo, com o outro e com a sociedade. Muito cedo se aprende que a pena para quem não seguir um código estrito, que define a masculinidade, é ser visto como “menos homem”, associado à feminilidade, e, assim, estar vulnerável à violência e ao bullying dos pares.


Segundo Marcelo Hailer, pesquisador do Núcleo Inanna de Pesquisas sobre Sexualidades, Feminismos, Gêneros e Diferenças, da PUC- SP, “A narrativa social valoriza homens brancos, heterossexuais, fortes, com condições econômicas favoráveis”. Para o pesquisador, a escola pode ser um campo de cobranças dessa performance masculina. A ausência de discussões sobre o impacto disso para meninos e meninas pode resultar em violência dentro do ambiente escolar. “Enquanto não houver debate nas escolas, esses valores vão continuar resultando em violência física e psicológica, porque não há outras alternativas para essas crianças lidarem com as angústias e dúvidas em outros lugares também”.


“A maneira como os garotos são criados faz com que aprendam a esconder os sentimentos por trás de uma máscara de masculinidade” afirma o psicólogo americano William Pollack no documentário “A Máscara em Que Você Vive” (2015). Disponível atualmente na Netflix, o filme introduz o debate sobre masculinidades de maneira acessível, mostrando como essa construção rígida do que é ser homem impacta a vida, a educação e a saúde de meninos. “Os homens têm dificuldade de expressar aquilo que sentem. Em geral, isso se dá por meio da violência: quando está triste, com raiva, quando sente medo ou insegurança, em todos esses aspectos, a violência é uma fuga muito grande. Temos uma dificuldade de entender os sentimentos e de lidar com eles de maneira não violenta”, explica Caio César Santos, professor de Geografia, youtuber e pesquisador de masculinidades desde 2015.


(Fonte: Nova Escola)

Leia atentamente o texto acima e, de acordo com a Gramática Normativa da Língua Portuguesa, analise as afirmativas e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).



( ) Na expressão “Muito cedo se aprende”, é correto dizer que há dois advérbios: um se liga ao verbo “aprender”, modificando-o e outro se liga ao advérbio “cedo”, intensificando-lhe o sentido.


( ) Se, no trecho “associado à feminilidade”, substituíssemos a palavra “feminilidade” pela palavra “masculinidade”, esse trecho deveria ser reescrito como “associado a masculinidade”, sem o acento grave, indicador de crase, já que se trata de palavra masculina.


( ) O uso do acento gráfico no trecho “Os homens têm dificuldade” justifica-se pela mesma razão do que o uso na palavra “também”, ou seja, são oxítonas terminadas em “em”.


( ) No trecho “geral, isso se dá por meio da violência”, a palavra destacada é um pronome demonstrativo que tem função anafórica, já que retoma uma ideia já enunciada no texto.




Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

Alternativas
Q2698594 Português

Texto 1


Atividade física pode evitar 10 mil casos

de câncer ao ano no Brasil


Cerca de 10 mil novos casos de câncer, entre eles o de mama e o de cólon, poderiam ser evitados no Brasil se houvesse mais adesão à prática da atividade física entre a população. Os resultados fazem parte de uma pesquisa feita no Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP), em parceria com a Universidade de Harvard, a Universidade de Cambridge e a Universidade de Queensland. Um artigo sobre o assunto foi publicado na revista científica internacional Cancer Epidemio/ogy em julho de 2018.

Os dados sobre a falta de atividade física da população brasileira são alarmantes. A última pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (1 BGE), em 2013, mostra que aproximadamente metade das pessoas sequer atingiu a recomendação mínima preconizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para a prática por semana, ou seja, 150 minutos de atividade moderada ou 75 minutos em ritmo mais intenso.

As mulheres estão em desvantagem em relação aos homens. É maior o número de mulheres que não se exercitam, cerca de 51 %, enquanto os homens, é de 43%.

O de mama e o de cólon são os cânceres mais comuns e que poderiam ser evitados caso houvesse a prática regular de atividade física entre a população, segundo Leandro Fórnias Machado Rezende, um dos autores da pesquisa.

A prática regular da atividade física influencia no controle de peso e no nível de gordura, além de atuar diretamente sobre hormônios e marcadores inflamatórios. A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer, principalmente os que foram objetos de estudo, o de mama e o de cólon. A pesquisa trouxe mais detalhes sobre o assunto: os pesquisadores concluíram que até 8.600 casos de câncer em mulheres e 1. 700 casos de câncer em homens poderiam ter sido evitados simplesmente com o aumento dos exercícios semanais. Conforme afirma Rezende, esses casos correspondem a 19% da incidência de câncer de cólon e 12% de câncer de mama no Brasil.

De acordo com Rezende, os pesquisadores que trabalharam nesse estudo acreditam que os números possivelmente podem estar subestimados, já que há estudos recentes sugerindo uma possível relação de atividade física com a redução do risco de até 13 tipos de câncer.


(Por Redação - Editorias: Ciências da Saúde - URL Curta: jornal.usp.br/?p=184111)

Disponível em >htlps://jornal.usp.br/ciencias/ciencias-da-saude/atividade-fisica-pode-evitar-10miI-casos-de-cancer-ao-ano-no-brasiI/. Acesso em 18/05/2019. Adaptado.

Na frase "A falta dela aumenta o risco de incidência de alguns tipos de câncer" (5° parágrafo), o pronome em destaque refere-se a:

Alternativas
Q2698570 Português

As questões de 01 a 03 dizem respeito ao texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


No trecho “[...] e quem aproveitou a folga para visitar o Zoo, teve uma programação especial.” (linha 16), o termo destacado exerce a função de:

Alternativas
Q2698542 Português

As questões de 01 a 03 dizem respeito ao texto abaixo. Leia-o atentamente antes de respondê-las.


Em “A girafa Pandinha, ilustre moradora do Zoológico de Curitiba, completou 30 anos na quarta-feira” (linha 1), exerce função de substantivo próprio:

Alternativas
Q2698517 Português

Leia o texto para responder as questões.


Empresários sem marca

Por Lucas Amorim


As pequenas empresas brasileiras ainda não enxergam

o registro de marcas e patentes como prioridade para os

negócios. Uma pesquisa com 4000 micro e pequenos

empresários encomendada pelo Sebrae indica que só 19%

deles registraram a marca da empresa no Instituto Nacional da

Propriedade Industrial, órgão responsável pela certidão. O

documento é necessário para garantir a exclusividade do nome

da marca. Entre os empresários que não fizeram o registro, a

maioria diz que nunca precisou (52%), nunca pensou na

questão (37%), não sabia que precisava registrar (25%) ou não

sabia como fazer (24%). Já para 14% o problema são os

custos.


Disponível em Revista Exame – Sessão Primeiro Lugar –

Edição 1177 – 23/1/2018 – ano 53 – nº 1

Assinale a alternativa que apresenta um adjetivo seguido de substantivo.

Alternativas
Q2698453 Português

Analise o texto poético a seguir, de autoria do compositor brasileiro Sérgio Bittencourt, para responder às próximas questões.

“Naquela mesa ele sentava sempre

E me dizia sempre o que é viver melhor

Naquela mesa ele contava histórias

Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente

E contava contente o que fez de manhã

E nos seus olhos era tanto brilho

Que mais que seu filho

Eu fiquei seu fã

Eu não sabia que doía tanto

Uma mesa num canto, uma casa e um jardim

Se eu soubesse o quanto dói a vida

Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala

E hoje ninguém mais fala do seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele

E a saudade dele tá doendo em mim”

Na frase “me dizia sempre o que é viver melhor”, a palavra “melhor” é classificada gramaticalmente como:

Alternativas
Q2698264 Português

Assinale a alternativa em que o emprego pronome possessivo pode causar ambiguidade.

Alternativas
Q2698260 Português

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.

PORTUGUÊS

Brasil e Portugal são os dois únicos países no mundo cuja língua primária é o português

Por: Luana Castro. Adaptado de: https://brasilescola.uol.com.br/portugues/ Acesso em 23 abr 2018.

A Língua Portuguesa ou apenas português é uma língua originada no galego-português, idioma falado no Reino da Galiza e no norte de Portugal. Os portugueses foram os primeiros europeus a lançarem-se ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas. Em virtude dessa expansão marítima, motivada por questões comerciais, deu-se a difusão da língua nas terras conquistadas, entre elas, o Brasil, cuja língua primária é o português. A influência da cultura portuguesa por aqui foi tamanha que acabou definindo o idioma oficial da terra recém-conquistada. O mesmo aconteceu em outras partes do mundo, principalmente na África, onde países como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe utilizam, além de vários dialetos, a língua de Camões, Fernando Pessoa e de nosso genial Machado de Assis.

Além dos países africanos, o português chegou a Macau, Timor-Leste e em Goa, países asiáticos que também foram colonizados ou dominados por Portugal. Hoje, a língua portuguesa é a quinta língua mais falada no mundo e a mais falada no hemisfério sul da Terra, contando com aproximadamente 280 milhões de falantes em diferentes continentes. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a UNESCO, o português, depois do inglês e do espanhol, é um dos idiomas que mais crescem entre as línguas europeias, além de ser a língua com maior potencial de crescimento como língua internacional na África e na América do Sul. Se as estimativas se confirmarem, é possível que, até o ano de 2050, nosso idioma conte com mais de 400 milhões de falantes ao redor do mundo!

O português, assim como vários outros idiomas, sofreu uma evolução histórica, fato que comprova a organicidade de nossa língua. Ao longo dos séculos, outras línguas e dialetos influenciaram sua composição, resultando no idioma tal qual o conhecemos hoje. É importante ressaltar que o português brasileiro, hoje o mais estudado, falado e escrito no mundo, apresenta importantes diferenças em relação ao português falado em Portugal, especialmente no que diz respeito ao vocabulário, à pronúncia e à sintaxe. Tais diferenças deram origem a dois padrões de linguagem diferentes, o que não significa que um seja mais correto do que o outro. Nossa língua é rica em variedades, e essas variedades, sobretudo regionais [...], não inviabilizam a sua compreensão, ainda que dificuldades pontuais possam acontecer.

Além das variações linguísticas, a língua portuguesa também possui diferentes registros, adotados de acordo com as necessidades comunicacionais dos falantes. Esses registros referem-se aos níveis de linguagem e estabelecem diferenças entre a linguagem culta (determinada pela norma-padrão) e a linguagem coloquial, empregada em diferentes situações de nosso cotidiano. Tais aspectos apenas comprovam a riqueza e a diversidade de nosso idioma, reforçando a importância de estudá-lo e compreendê-lo.

Observe as duas orações, com atenção à colocação do pronome oblíquo:

I. “Os portugueses foram os primeiros europeus a lançarem-se ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas”.

II. “Em virtude dessa expansão marítima, motivada por questões comerciais, deu-se a difusão da língua nas terras conquistadas”.

Agora avalie as alternativas e assinale a que contenha análise correta.

Alternativas
Q2698216 Português

Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.

Leia o texto a seguir para responder as questões sobre seu conteúdo.

...

Brasil e Portugal são os dois únicos países no

mundo cuja língua primária é o português

...

Por: Luana Castro. Adaptado de:

https://brasilescola.uol.com.br/portugues/ Acesso em 23 abr 2018.

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A Língua Portuguesa ou apenas português é uma língua originada no galego-português, idioma falado no Reino da Galiza e no norte de Portugal. Os portugueses foram os primeiros europeus a lançarem-se ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas. Em virtude dessa expansão marítima, motivada por questões comerciais, deu-se a difusão da língua nas terras conquistadas, entre elas, o Brasil, cuja língua primária é o português. A influência da cultura portuguesa por aqui foi tamanha que acabou definindo o idioma oficial da terra recém-conquistada. O mesmo aconteceu em outras partes do mundo, principalmente na África, onde países como Moçambique, Angola, Cabo Verde, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe utilizam, além de vários dialetos, a língua de Camões, Fernando Pessoa e de nosso genial Machado de Assis.

Além dos países africanos, o português chegou a Macau, Timor-Leste e em Goa, países asiáticos que também foram colonizados ou dominados por Portugal. Hoje, a língua portuguesa é a quinta língua mais falada no mundo e a mais falada no hemisfério sul da Terra, contando com aproximadamente 280 milhões de falantes em diferentes continentes. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a UNESCO, o português, depois do inglês e do espanhol, é um dos idiomas que mais crescem entre as línguas europeias, além de ser a língua com maior potencial de crescimento como língua internacional na África e na América do Sul. Se as estimativas se confirmarem, é possível que, até o ano de 2050, nosso idioma conte com mais de 400 milhões de falantes ao redor do mundo!

O português, assim como vários outros idiomas, sofreu uma evolução histórica, fato que comprova a organicidade de nossa língua. Ao longo dos séculos, outras línguas e dialetos influenciaram sua composição, resultando no idioma tal qual o conhecemos hoje. É importante ressaltar que o português brasileiro, hoje o mais estudado, falado e escrito no mundo, apresenta importantes diferenças em relação ao português falado em Portugal, especialmente no que diz respeito ao vocabulário, à pronúncia e à sintaxe. Tais diferenças deram origem a dois padrões de linguagem diferentes, o que não significa que um seja mais correto do que o outro. Nossa língua é rica em variedades, e essas variedades, sobretudo regionais [...], não inviabilizam a sua compreensão, ainda que dificuldades pontuais possam acontecer.

Além das variações linguísticas, a língua portuguesa também possui diferentes registros, adotados de acordo com as necessidades comunicacionais dos falantes. Esses registros referem-se aos níveis de linguagem e estabelecem diferenças entre a linguagem culta (determinada pela norma-padrão) e a linguagem coloquial, empregada em diferentes situações de nosso cotidiano. Tais aspectos apenas comprovam a riqueza e a diversidade de nosso idioma, reforçando a importância de estudá-lo e compreendê-lo.

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Atenção: Nesta prova, considera-se uso correto da Língua Portuguesa o que está de acordo com a norma padrão escrita.

Observe as duas orações, com atenção à colocação do pronome oblíquo:


I. “Os portugueses foram os primeiros europeus a lançarem-se ao mar no período das Grandes Navegações Marítimas”.

II. “Em virtude dessa expansão marítima, motivada por questões comerciais, deu-se a difusão da língua nas terras conquistadas”.


Agora avalie as alternativas e assinale a que contenha análise correta.

Alternativas
Q2698060 Português

Leia o texto para responder às questões de números 01 a 06.


A tecnologia ajuda, mas, no Japão, não são os sensores e as câmeras os principais protagonistas da segurança pública. É uma combinação bem-sucedida de leis rigorosas, policiamento preventivo, ações comunitárias e educativas que têm garantido ao país uma posição de destaque entre os lugares mais seguros do mundo.

Segundo a Agência Nacional de Polícia do Japão, houve, em 2017, apenas 22 crimes cometidos com armas de fogo – deixando 3 mortos e 5 feridos.

A título de comparação, no mesmo período, houve 15.612 mortes por armas de fogo nos Estados Unidos, segundo a organização Gun Violence Archive. Isso dá uma média de 42 mortes por armas de fogo por dia nos EUA, contra um total de 44 mortes do tipo no Japão nos últimos oito anos até abril de 2018.

Num país repleto de leis rígidas como o Japão, não é de estranhar que policiais façam suas rondas ostensivas de bicicleta e abordagem sem o uso de armas de fogo, recorrendo a movimentos de artes marciais ou até mesmo redes e cobertores quando é necessário conter um suspeito.

Se você quer comprar uma arma no Japão, é preciso paciência e determinação. É necessário um dia inteiro de aulas, passar numa prova escrita e em outra de tiro ao alvo com um resultado mínimo de 95% de acertos.

As forças policiais têm de ser informadas sobre onde a arma e a munição ficam guardadas – e ambas devem estar em locais distintos, trancadas. Uma vez por ano, a polícia inspecionará a arma. Tudo isso ajuda a explicar por que os tiroteios e massacres com armas de fogo são muito raros no Japão. Quando um massacre ocorre no país, geralmente o criminoso utiliza facas.


(Fatima Kamata. Como tolerância zero a armas e álcool tornou o Japão um dos países mais seguros do mundo. www.bbc.com, 05.03.2019. Adaptado)

Quanto ao uso e à colocação dos pronomes, assinale a alternativa em que a frase está redigida conforme a norma-padrão da língua.

Alternativas
Q2697407 Português

Texto para as questões 06, 07 e 08


A função da arte


Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar!


GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.

As palavras: “ Diego(ℓ. 1), mudo(ℓ.8) e finalmente (ℓ.8), no texto acima, podem ser classificados, respectivamente em:

Alternativas
Q2697405 Português

Texto para as questões 06, 07 e 08


A função da arte


Diego não conhecia o mar. O pai, Santiago Kovadloff, levou-o para que descobrisse o mar. Viajaram para o Sul. Ele, o mar, estava do outro lado das dunas altas, esperando. Quando o menino e o pai enfim alcançaram aquelas alturas de areia, depois de muito caminhar, o mar estava na frente de seus olhos. E foi tanta a imensidão do mar, e tanto fulgor, que o menino ficou mudo de beleza. E quando finalmente conseguiu falar, tremendo, gaguejando, pediu ao pai: – Me ajuda a olhar!


GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Trad. Eric Nepomuceno 5ª ed. Porto Alegre: Editora L & PM, 1997.

Na fala do menino: “– Me ajuda a olhar!”, o pronome está iniciando a frase. Isso sugere:

Alternativas
Q2697398 Português

A floresta do contrário


Todas as florestas existem antes dos homens. Elas estão lá e então o homem chega, vai destruindo, derruba as árvores, começa a construir prédios, casas, tudo com muito tijolo e concreto. E poluição também.

Mas nesta floresta aconteceu o contrário. O que havia antes era uma cidade dos homens, dessas bem poluídas, feia, suja, meio neurótica. Então as árvores foram chegando, ocupando novamente o espaço, conseguiram expulsar toda aquela sujeira e se instalaram no lugar. É o que se poderia chamar de vingança da natureza – foi assim que terminou seu relato o amigo beija-flor. Por isso ele estava tão feliz, beijocando todas as flores – aliás, um colibri bem assanhado, passava flor por ali, ele já sapecava um beijão. Agora o Nan havia entendido por que uma ou outra árvore tinha parede por dentro, e ele achou bem melhor assim.

Algumas árvores chegaram a engolir casas inteiras. Era um lugar muito bonito, gostoso de se ficar. Só que o Nan não podia, precisava partir sem demora. Foi se despedir do colibri, mas ele já estava namorando apertado a uma outra florzinha, era melhor não atrapalhar.


LIMA, Ricardo da Cunha. Em busca do tesouro de Magritte. São Paulo: FTD, 1988.

O autor se utiliza da palavra “beijocando”, que é uma formação chamada de:

Alternativas
Q2697216 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 14 a 18.

A coluna de hoje tem uma particularidade. Escrevi para quem não lê jornal, gente com menos de 20 anos que se informa pela internet.

Há anos repito que a indústria do fumo é a mais criminosa da história do capitalismo ocidental.

Inconformada com a diminuição das vendas, desenvolveu uma estratégia demoníaca para assegurar seus lucros imorais: o assim chamado cigarro eletrônico, na verdade mero dispositivo para administrar nicotina.

O objetivo é arregimentar multidões de crianças e adolescentes, dando-lhes a ilusão de que consomem um produto que não faz mal à saúde.

Olha o que aconteceu com os americanos. Mais de 25% dos estudantes com menos de 15 anos fumam eletrônicos, vendidos em cerca de 20 mil lojas, que rendem anualmente aos criminosos U$ 2,6 bilhões (cerca de R$ 11 bi), arrecadados às custas de uma legião de 10 milhões de dependentes.

Até a semana passada, apenas nos Estados Unidos, o dispositivo apregoado como inofensivo havia causado 530 internações e oito mortes por insuficiência respiratória aguda.

No Brasil, a venda dessa invenção diabólica está proibida, mas cada vez mais adolescentes fumam dispositivos contrabandeados ou vendidos pela internet. Muitos têm 11 ou 12 anos de idade. São meninas e meninos ingênuos, que perderão a liberdade de viver longe da nicotina.

Não caia nessa. Ser jovem, inexperiente, tudo bem. Trouxa, não.

(Drauzio Varella, Criminosos impunes. Folha de S. Paulo, 30.09.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do enunciado a seguir.

A indústria do fumo desenvolveu uma estratégia demoníaca ___________ é ___________ lucros imorais.

Alternativas
Q2697186 Português

Leia o texto, para responder às questões de números 01 a 12.

Fogo de palha ou surto de hashtag?

Num mundo em que nem os números, ou nem sequer os satélites, são confiáveis, ai de nós que queremos formar uma ideia sobre acontecimentos importantes, ainda que apenas modestamente parecida com a realidade. A Amazônia está pegando fogo inteirinha, como aparece naqueles mapas em que os focos são colocados em tamanho perceptível aos olhos, mas evidentemente não compatível com o da vida real? Os incêndios aumentaram 1 quatrilhão por cento? A culpa é de Fulano? Para facilitar um pouco a vida dos obcecados que têm mania de fazer perguntas e não esperar respostas fáceis, alguns filtros podem ser aplicados, em várias situações, na tentativa de distinguir fatos e suas infinitas interpretações.

Fator hashtag. Está bombando nas redes sociais e não é um gatinho adorável? Desconfie, desconfie muito. É bom ter um canal para expressar sentimentos e opiniões. #metoo, #timesup ou #prayforamazonia são exatamente isso. Servem, dessa forma, para avaliar humores emocionais, não como um prognóstico infalível. Outra pequena dica: gente que nunca rezou por nada e de repente se prostra diante do divino por causa da floresta é como certos candidatos que vão à missa e até comungam em véspera de eleição.

Fator fofura. Apresentadores ou influenciadores se emocionam e ficam com a voz embargada? Estão tratando de Greta Thunberg, a adolescente sueca em que tantos adultos querem acreditar, ou de macaquinhos indianos chamuscados e transportados por pensamento mágico para a floresta brasileira. Os ultrassensíveis, programados, como todos os humanos, para se comover com filhotes de mamíferos, moram bem longe dela. De perto, independentemente de sua importância e de seus prodígios, as florestas sempre foram fonte de temor. Ah, sim, se aparecer alguém usando cocar, a coisa está perdida. Índios não usam cocar no dia a dia, exceto para efeitos midiáticos.

Fator uma semana. Passaram-se sete dias e o acontecimento, sem ter mudado em sua essência, sumiu do mapa. Depois do pico do fogo de palha, existe uma tendência a falar mais francamente. Registrem-se as manifestações a favor do “intervencionismo ambiental”. Escreveu um valente professor americano, Lawrence Douglas, comparando-o ao intervencionismo humanitário: “A comunidade internacional precisa assumir a responsabilidade – não, em primeira instância, aplicando a força militar, mas através de sanções comerciais e boicotes econômicos”. Por incrível coincidência, 46 deputados e dezessete ONGs da França propuseram sanções contra a soja e a carne importadas do Brasil. Não é só aqui que tem bancada ruralista.

(Vilma Gryzinski, Veja, 11.09.2019. Adaptado)

Assinale a alternativa que dá sequência ao enunciado – Quanto a sentimentos e opiniões, é bom ter... – de acordo com a norma-padrão de regência e de emprego e colocação de pronomes.

Alternativas
Respostas
7881: D
7882: C
7883: A
7884: C
7885: E
7886: A
7887: D
7888: E
7889: D
7890: B
7891: D
7892: D
7893: C
7894: B
7895: B
7896: C
7897: B
7898: C
7899: D
7900: C