Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

Foram encontradas 14.609 questões

Q2703211 Português

Exposição no Palácio dos Bandeirantes convida a viajar

para o passado


A exposição “Arte e história nas coleções públicas

paulistas”, em cartaz no Palácio dos Bandeirantes, sede

do governo paulista, convida o visitante a passear pelo

passado. São mais de 200 peças trazidas do Museu

Paulista (mais conhecido como Museu do Ipiranga), da

Pinacoteca do Estado e do Acervo Artístico-Cultural dos

Palácios do Governo. Uma coleção de ferros de passar

roupa, uma carruagem do século XIX, mobiliário da elite

paulista e telas de pintores como Benedito Calixto e

Antonio Ferrigno contam episódios da história do Brasil

desde os tempos coloniais. É a primeira vez que uma

exposição reúne peças dos três mais antigos acervos

culturais paulistas num único espaço.

Para ajudar os visitantes ___ viajar para o

passado, a exposição começa com uma apresentação do

grupo de teatro do Instituto Histórico e Geográfico de São

Vicente. Vestidos ___ moda do século XIX, cerca de 20

atores interpretam personagens típicos do Brasil _____

vésperas da Independência: escravos, capitães do mato,

padeiros portugueses, aristocratas indolentes, polemistas

da imprensa e sinhás. Alguns personagens históricos

também entram em cena, como a escritora negra Maria

Firmina dos Reis, o jornalista Manoel Bastos Tigre e Dona

Leopoldina, mulher de Dom Pedro I.

Os personagens conversam sobre dilemas do

Brasil de 1822: uma escrava exige sua liberdade e o

senhor diz que razões econômicas impedem a Abolição;

uma portuguesa maldiz as ideias independentistas de

certos brasileiros; um menino jornaleiro anuncia notícias

da época. A pecinha termina com o grito “Independência

ou morte!”, bradado por um Dom Pedro de no máximo 6

anos de idade.

Depois da apresentação, os atores passeiam pela

exposição com os visitantes. Boa parte do espaço da

exposição é dedicada ____ iconografia produzida sobre

os bandeirantes, que foram glorificados em pinturas

acadêmicas e bucólicas. No início do XX, membros da

elite paulista costumavam encomendar obras de arte de

temática bandeirante para o Museu do Ipiranga. A

exposição tenta problematizar os bandeirantes e lembra

as brutalidades cometidas por eles contra populações

indígenas. Mas a história que os quadros contam é outra:

paulistas orgulhosos, com barbas longas e chapéus de

aba larga, índios sempre em segundo plano.

https://epoca.globo.com... - adaptado.

As lacunas abaixo devem ser preenchidas com o verbo “precisar” em determinadas formas nominais. Numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª conforme a forma que o verbo “precisar” deve assumir para preencher corretamente a lacuna e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


(1) Infinitivo.

(2) Gerúndio.

(3) Particípio.


(---) Você está __________ de ajuda?

(---) O problema era __________ de tempo.

Alternativas
Q2703173 Português

Leia o texto para responder as questões.

Planeta registra temperaturas mais altas dos últimos 2 mil anos

Segundo um artigo na Nature Geoscience, em nenhum

momento desde o início da era cristã as temperaturas subiram

tão rapidamente


As temperaturas no mundo nunca subiram tão rapidamente nos últimos 2 mil anos quanto hoje. É o que mostram dois estudos divulgados nesta quarta usaram dados de temperatura compilados de cerca de 700 indicadores, incluindo anéis de crescimento de árvores, núcleos de gelo, sedimentos de lagos e corais, bem como termômetros modernos.

O primeiro estudo, publicado na revista que durante a “pequena era glacial” (de 1300 a 1850), apesar de ter sido registrado um frio extremo na Estados Unidos, não ocorreu o mesmo em todo o planeta. “Quando olhamos para o passado, encontramos fenômenos regionais, mas nenhum em todo o mundo”, explica Nathan Steiger, da Universidade de Columbia, em Nova outro lado, atualmente, o aquecimento é global: 98% do planeta sofreu um aquecimento após a Revolução Industrial.”

Um segundo artigo, na Nature Geoscience média das variações de temperatura em períodos curtos, de várias décadas. E conclui que em nenhum momento desde o início da era cristã as temperaturas subiram tão rapidamente e de maneira tão regular como ao fim do século 20.

Esse resultado “destaca o caráter extraordinário da mudança climática atual”, afirma Raphael Neukom da Universidade de Berna, na Suíça, coautor do estudo. estudos “deveriam derrubar definitivamente os argumentos dos céticos da mudança climática que defendem que o aquecimento global observado recentemente se inscreve em um ciclo climático natural”, destaca Mark Maslin da University College de Londres.

Em alta

Com os termômetros marcando 40,5°C, temperatura registrada no oeste da Alemanha, o país bateu seu recorde absoluto de calor nesta quarta-feira, conforme anunciou o serviço meteorológico alemão (DWD).

Na Bélgica, também se registrou um recorde histórico, com 38,9°C, em Kleine-Brogel, no nordeste do país.

De acordo com o diretor de previsões do Instituto Real Meteorológico (IRM), David Dehenauw, trata “temperatura mais elevada desde o início das observações em 1833”.


Disponível em https://exame.abril.com.br/ciencia/planeta-registra-temperaturas-mais-altas-dos-

ultimos-2-mil-anos/

Assinale a alternativa que apresenta um pronome.

Alternativas
Q2703057 Português

Em relação ao emprego dos pronomes pessoais sublinhados, analisar os itens abaixo:


I. A mãe trouxe as crianças consigo.

II. É para mim resolver o problema.

III. Entre mim e ti, não existe entendimento.


Está(ão) CORRETO(S):

Alternativas
Q2702931 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.

Por que você precisa se tornar um professor empreendedor?

01 O professor como conhecemos hoje, exclusivamente atrelado ___ uma instituição de

02 ensino, aos poucos, dará espaço a um profissional capaz de preencher a lacuna existente entre o

03 docente tradicional, o administrador e o formulador de políticas educacionais. Estamos falando do

04 chamado teacherpreneur, ou professor-empreendedor em tradução livre. Afirmo isto diante da

05 realidade de que, apesar dos avanços tecnológicos, a maioria das escolas conta com uma

06 hierarquia que separa as pessoas que criam políticas educacionais (administradores) daquelas

07 que realmente entregam a educação (professores)

08 Essa história de compartimentalização muda com o professor-empreendedor, que além de

09 estar no dia ___ dia no ambiente escolar, sai da sala de aula para interagir com múltiplos

10 domínios da educação. Assim, em termos gerais, um professor-empreendedor envolve-se na

11 liderança educacional, escreve seus próprios currículos, pesquisa metodologias educacionais,

12 aprende a usar diferentes tecnologias, cria cursos próprios e os vende ou disponibiliza

13 gratuitamente em plataformas digitais, educa outros professores e até trabalha para reformar as

14 políticas educacionais oficiais.

15 Esse novo educador tem como característica fundir a imagem do professor inovador com a

16 liderança empreendedora que assume riscos para criar seu próprio lugar no mundo profissional.

17 São pessoas empenhadas em criar uma cultura de criatividade e reflexão na sala de aula, mas

18 que também pensam suas ações para além deste espaço, pois têm consciência de que o

19 aprendizado e lições valiosas não devem ficar restritos aos bancos escolares.

20 A possibilidade de se tornar um professor-empreendedor pode ser uma das soluções para

21 reverter o crescente desinteresse pela carreira e conter o êxodo para o mundo administrativo,

22 movimento geralmente resultante de salários pouco competitivos, dificuldades em lidar com os

23 alunos e até mesmo o esgotamento físico e mental que muitos alegam ao deixar a educação. É

24 um caminho possível para ajudar aqueles professores talentosos e dedicados a permanecerem

25 entusiasmados com sua profissão e a compartilharem suas melhores práticas. A chave aqui é que

26 o educador crie uma maneira diferente de navegar na profissão sem abandoná-la ou perder a

27 vontade de ensinar.

28 Mas o que os teacherpreneurs estão produzindo agora?

29 Como exemplo de professores-empreendedores, podemos nos pautar por vários cases de

30 sucesso, tanto no exterior como aqui mesmo no Brasil. São educadores que resolveram criar seu

31 próprio produto ou serviço para solucionar problemas que eles ou seus colegas encontraram na

32 sala de aula, desenvolvendo soluções criativas para educação.

33 Este é o caso do professor de História de uma escola pública localizada no Bronx, Charles

34 Best, que fundou o site DonorsChoose.org, uma plataforma de financiamento coletivo de projetos

35 escolares direcionados ___ rede pública norte-americana. Em 2000, Charles Best propôs que

36 seus alunos lessem “Little House on the Prairie”. Enquanto fazia fotocópias do único livro

37 disponível na escola, pensou em todo o dinheiro que ele e seus colegas gastavam em livros e

38 materiais de apoio para lecionar. Foi então que ele imaginou que talvez houvesse pessoas que

39 gostariam de colaborar com projetos educacionais, desde que pudessem acompanhar para onde

40 seu dinheiro estava indo.

41 Best esboçou um site onde os professores poderiam postar solicitações de projetos de sala

42 de aula e os doadores poderiam escolher os que desejariam apoiar. Seus colegas postaram os

43 primeiros onze pedidos. Hoje, a plataforma é utilizada em todo os Estados Unidos. Quando o

44 projeto atinge a meta de doações em dinheiro, a organização do DonorsChoose entrega os

45 materiais necessários – que vão desde livros e giz de cera até microscópios e equipamentos

16 esportivos – e envia para os doadores um extrato detalhado, indicando como cada dólar foi

47 utilizado.

48 Como se tornar um professor empreendedor?

49 Os exemplos mostram o quanto os professores empreendedores têm a oportunidade de

50 afetar a política educacional, impactando a sociedade e gerando inovação no ensino, sem

51 estarem necessariamente atrelados a uma instituição ou sala de aula convencional. Eles geram

52 renovação e entusiasmo, além de experiências mais eficazes e enriquecedoras para todo o

53 sistema educacional. Em certo sentido, eles dão um passo adiante para alcançar um estado de

54 aprendizado mais engajado e simplificado.

55 Abrir-se para a possibilidade de se transformar num professor-empreendedor é

56 importante porque traz um novo olhar sobre o ensino-aprendizado e sobre suas próprias

57 possibilidades como educador e pessoa. A profissão de professor não vai acabar, mas vai se

58 transformar profundamente. É importante se perguntar se você quer acompanhar esta mudança

59 ou não. Pelo que já estamos vendo, será uma ótima jornada. Você não vai querer ficar fora

60 desta, vai?

(Luciana Allan – Revista Exame – 14/02/2019 – disponível em: https://exame.abril.com.br/ - adaptação)

Considerando o emprego do vocábulo “que”, assinale a alternativa na qual ele é empregado como pronome relativo, relacionando-se a um substantivo e caracterizando-o.

Alternativas
Q2702890 Português

Na Arábia, a família Saud era, havia muito tempo, a protetora do wahabismo, um credo islâmico puritano. Quem revigorou a fortuna da família no século 20 foi o rei Ibn Saud, que na prática fundou a nova Arábia Saudita. Ele era um dos homens mais altos do reino, além de um guerreiro habilidoso. Andava de maneira lenta e digna e suas palavras prendiam a atenção. De acordo com uma interpretação liberal do Alcorão, mantinha quatro esposas, quatro concubinas favoritas e quatro “escravas prediletas”. Havia um tipo de escravidão que persistia, com a concordância de Ibn, e um escravo chegou a tornar-se ministro da Fazenda durante seu reinado. A disciplina e o fervor religioso, de acordo com os preceitos do wahabismo, também tinham a benção do rei. A Arábia Saudita, com sua grande extensão de areia em várias tonalidades, não teve valor econômico durante muito tempo. Após a descoberta do petróleo em 1938, a riqueza da nação aumentou, primeiro lentamente e depois com rapidez. O fato de o país possuir as maiores reservas mundiais do recurso fez crescerem as tentações humanas contra as quais o ramo wahhabi do Islã diligentemente alertava. Mesmo envelhecido, o rei tentou deter o fluxo de licenciosidade que vinha do Ocidente. Até 1951, o futebol esteve banido e os estrangeiros que moravam no país eram proibidos de comprar bebidas alcoólicas. De todas as nações árabes, a Arábia Saudita era a única aliada tradicionalmente de Washington. Os dois países trabalhavam harmoniosamente, um fornecendo o petróleo, e o outro, proteção militar. Os Estados Unidos produziam cada vez menos o petróleo que consumiam e dependiam cada vez mais da Arábia Saudita. Lá, os norte-americanos residentes tinham de seguir, pelo menos aparentemente, os preceitos puritanos do Islã. Na década de 1980, praticamente não havia judeus entre os norte-americanos que viviam no país; os banhos de piscina mistos eram proibidos nos hotéis; e os membros das forças armadas norte-americanas concordaram em não celebrar missas de Natal nas bases. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 298).

Ainda no que se refere à classificação gramatical, analise as sentenças abaixo e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – Ontem me disseram que houve tiroteio.

II – Não a quero aqui.

III – Isso me traz boas lembranças.

Alternativas
Q2702889 Português

Na Arábia, a família Saud era, havia muito tempo, a protetora do wahabismo, um credo islâmico puritano. Quem revigorou a fortuna da família no século 20 foi o rei Ibn Saud, que na prática fundou a nova Arábia Saudita. Ele era um dos homens mais altos do reino, além de um guerreiro habilidoso. Andava de maneira lenta e digna e suas palavras prendiam a atenção. De acordo com uma interpretação liberal do Alcorão, mantinha quatro esposas, quatro concubinas favoritas e quatro “escravas prediletas”. Havia um tipo de escravidão que persistia, com a concordância de Ibn, e um escravo chegou a tornar-se ministro da Fazenda durante seu reinado. A disciplina e o fervor religioso, de acordo com os preceitos do wahabismo, também tinham a benção do rei. A Arábia Saudita, com sua grande extensão de areia em várias tonalidades, não teve valor econômico durante muito tempo. Após a descoberta do petróleo em 1938, a riqueza da nação aumentou, primeiro lentamente e depois com rapidez. O fato de o país possuir as maiores reservas mundiais do recurso fez crescerem as tentações humanas contra as quais o ramo wahhabi do Islã diligentemente alertava. Mesmo envelhecido, o rei tentou deter o fluxo de licenciosidade que vinha do Ocidente. Até 1951, o futebol esteve banido e os estrangeiros que moravam no país eram proibidos de comprar bebidas alcoólicas. De todas as nações árabes, a Arábia Saudita era a única aliada tradicionalmente de Washington. Os dois países trabalhavam harmoniosamente, um fornecendo o petróleo, e o outro, proteção militar. Os Estados Unidos produziam cada vez menos o petróleo que consumiam e dependiam cada vez mais da Arábia Saudita. Lá, os norte-americanos residentes tinham de seguir, pelo menos aparentemente, os preceitos puritanos do Islã. Na década de 1980, praticamente não havia judeus entre os norte-americanos que viviam no país; os banhos de piscina mistos eram proibidos nos hotéis; e os membros das forças armadas norte-americanas concordaram em não celebrar missas de Natal nas bases. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 298).

No que se refere à colocação pronominal, analise os itens a seguir e, ao final, assinale a alternativa correta:


I – Na ênclise, o pronome é colocado antes do verbo.

II – Na mesóclise, o pronome é colocado no meio do verbo.

III – Na próclise, o pronome é colocado depois do verbo.

Alternativas
Q2702849 Português

A Polônia, uma das maiores nações da Europa,

havia se constituído a partir de grandes territórios

tomados de três diferentes nações: Alemanha,

Rússia e Império Austro-Húngaro. O fato de dois

dos três doadores estarem insatisfeitos não era

um bom presságio. Tanto a Alemanha quanto a

Rússia queriam se expandir, e a Polônia era o

alvo mais óbvio. Os dois países poderiam

simplesmente argumentar que retomavam

antigas terras que lhes havia sido tiradas

injustamente. Orgulhosa de sua língua, de sua

literatura e de suas tradições, a Polônia desejava

havia muito reconquistar a antiga grandeza. Mas

não era uma nação unida. Embora a população

de cerca de 30 milhões fosse majoritariamente

católica, a variedade de nacionalidades não

contribuía para um governo harmonioso. Na

década de 1920, a segunda maior cidade

polonesa era Breslau, onde se falava alemão. Tal

cidade havia recebido o novo nome de Wroclaw

e muitos de seus cidadãos queriam que ela

continuasse fazendo parte da Alemanha, como

era até pouco tempo antes. Por outro lado, muitos

poloneses que tinham vivido sob o jugo alemão

até 1918 lembravam o modo miserável como

foram tratados – e retribuíam dificultando a vida

dos alemães que ali residiam. A Polônia também

contava com o maior contingente de judeus da

Europa, sobre os quais costumavam pairar a

suspeita e a inveja. Além disso, os poloneses

também se encontravam divididos. Uma Polônia

unida e bem-armada, com aliados alertas, talvez

tivesse feito Hitler pensar duas vezes antes de

lançar um ataque. Mas ele não teve de pensar

tanto. Em 1° de setembro de 1939, Hitler invadiu

a Polônia e quinze dias depois tropas russas

marchavam sobre o território para completar a

conquista. A Rússia foi além e tentou retomar

parte da Finlândia que lhe pertencia antes das

revoluções de 1917. Os finlandeses combateram

corajosamente no gelo e na neve, mas por fim

resolveram admitir a derrota e acabaram

conseguindo termos que estavam longe de ser

desastrosos. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve

História do Século XX. 2 ed. São Paulo:

Fundamento, p. 136).

A palavra “simplesmente”, utilizada pelo autor do texto na linha 9, possui a seguinte classificação gramatical:

Alternativas
Q2702696 Português

Durante os combates da guerra civil, cidadãos russos fugiram das vulneráveis cidades. Havia comida e segurança para eles no campo. Entre 1918 e 1920, a população de São Petersburgo – renomeada Petrogrado e mais tarde chamada Leningrado – caiu quase pela metade, enquanto na nova capital, Moscou, muitas ruas ficaram estranhamente silenciosas, e as casas vazias. Aqueles que apoiavam o velho regime czarista abandonaram a Rússia na primeira oportunidade. O aumento dos preços, já assustador durante a Grande Guerra, foi ainda pior durante a guerra civil. A nação enfrentou seu surto de hiperinflação, que pouco depois atingiu também a Alemanha. Um rublo russo comprava, em 1913, um pacote de açúcar, mas no começo de 1921, uma dona de casa precisava de 17 mil rublos para comprar essa mesma quantidade do produto. O índice oficial de inflação geralmente serve como medida da competência financeira de um governo. De acordo com tal medida, a Rússia de Lênin foi inicialmente uma negação. A meta oficial era construir uma nova sociedade, mas antes disso a velha sociedade, despedaçada pela guerra, tinha de ser reconstituída. As ferrovias estavam em ruínas. Antes da guerra, a Rússia possuía 17 mil locomotivas a vapor, mas em janeiro de 1920 restavam apenas 4 mil. Talvez nenhuma grande rede ferroviária do mundo tenha sido alguma vez tão devastada. As locomotivas a vapor eram essenciais para milhares de atividades, incluindo o transporte de safras de grãos do campo para as cidades esfomeadas e a entrega de carvão para as cidades geladas. Muitos escritórios e fábricas trabalhavam no inverno intenso sem o benefício da calefação. Nos teatros, o público tremia, enquanto os atores esfregavam as mãos para se aquecer. (BLAINEY, Geoffrey. Uma Breve História do Século XX. 2 ed. São Paulo: Fundamento, p. 79).

A palavra “durante”, utilizada pelo autor na primeira linha do texto, possui a seguinte classe gramatical:

Alternativas
Q2702561 Português

Considerando-se a colocação pronominal, marcar C para as afirmativas Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:


( ) As crianças contentarão-se com estes doces.

( ) Sempre me disseram que eu conseguiria uma vaga.

( ) Como te ferem!

Alternativas
Q2702003 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?


  1. O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
  2. tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
  3. mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
  4. próspera, digna e saudável?
  5. Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
  6. chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
  7. será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
  8. Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
  9. Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
  10. artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
  11. da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
  12. e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
  13. Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
  14. afirmação tão positiva:
  15. -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
  16. pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
  17. -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
  18. internet pela primeira vez;
  19. -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
  20. -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
  21. comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
  22. Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
  23. sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
  24. como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
  25. Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
  26. ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
  27. dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
  28. fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
  29. noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
  30. nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
  31. globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
  32. otimismo.
  33. Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
  34. situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
  35. apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
  36. direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
  37. grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
  38. Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
  39. estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
  40. ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
  41. diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
  42. tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
  43. desse mundo.
  44. Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
  45. mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
  46. Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
  47. história da humanidade!
  48. Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
  49. por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
  50. fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
  51. de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
  52. compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.


Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)

O processo de formação de palavras que deu origem ao vocábulo “bombardeio” é chamado de derivação:

Alternativas
Q2701999 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


Por que 2019 poderá ser o melhor ano da história da humanidade?


  1. O início de cada ano nos inunda com uma aura de otimismo, não é mesmo? Acreditar que
  2. tudo vai dar certo nos dá ânimo e coragem para seguir adiante. Afinal, quem não deseja ver um
  3. mundo mais justo, onde seja possível realizar sonhos, alcançar metas, ter uma vida mais
  4. próspera, digna e saudável?
  5. Mas, ao longo do ano, o bombardeio de notícias ruins vai enfraquecendo esse otimismo,
  6. chegando ao ponto de muitas pessoas perderem o ânimo e até a esperança na humanidade. Mas
  7. será que a humanidade não tem jeito mesmo? Estamos retrocedendo?
  8. Para acender uma luz sobre esse paradigma tão arraigado em nossas mentes, o jornalista
  9. Nicholas Kristof do New York Times, através da compilação de dados de pesquisas, publicou o
  10. artigo Why 2018 Was the Best Year in Human History! (Porque 2018 foi o melhor ano na história
  11. da humanidade!). O trabalho do autor foi elencar números que sustentam um otimismo legítimo
  12. e mostram como estamos evoluindo globalmente em questões essenciais.
  13. Compartilho aqui alguns desses números, para entendermos como foi possível essa
  14. afirmação tão positiva:
  15. -Segundo Max Roser, da Oxford University, durante 2018, a cada dia do ano, em média, 295.000
  16. pessoas tiveram acesso ___ eletricidade pela primeira vez em suas vidas;
  17. -Por dia, outras 305.000 pessoas desfrutam de água tratada e 602.000 pessoas acessaram ___
  18. internet pela primeira vez;
  19. -Nunca antes tantas pessoas foram alfabetizadas e alcançaram tamanha longevidade;
  20. -Em 2018, menos de 10% da população mundial viveu em situação de extrema pobreza, em
  21. comparação com a década de 80, quando 44% viviam nessa triste situação.
  22. Confesso que me entusiasmei ao ler o artigo. Em seguida, ao ampliar minhas pesquisas
  23. sobre o assunto, encontrei o trabalho brilhante do psicólogo Steven Pinker – nomeado em 2004
  24. como uma das pessoas mais influentes pela Revista Time.
  25. Pinker compartilha da mesma visão de Nicholas, o que fica claro ao assistir
  26. ao TED gravado por Pinker em abril de 2018, no qual ele traz uma quantidade impressionante de
  27. dados que comprovam o nosso progresso como humanidade em vários quesitos. A mensagem
  28. fica clara: podemos, sim, desconstruir uma visão pessimista de mundo. Isso não significa perder
  29. noção da realidade ou fechar os olhos para problemas, pelo contrário, valorizar essas conquistas
  30. nos dá mais inspiração para melhorar! Muitos outros passos ainda precisam ser dados
  31. globalmente nas mais variadas áreas, mas saber dessas informações nos reabastece de
  32. otimismo.
  33. Me pergunto, se houvesse uma pesquisa sobre qual a percepção das pessoas sobre a
  34. situação global, talvez tivéssemos números muito mais desanimadores do que os reais,
  35. apresentados por Nicholas e Pinker. Não acha próprio celebrarmos esse degrau que subimos em
  36. direção ___ mais civilidade? Principalmente por ser resultado de esforços individuais e de um
  37. grande esforço coletivo, afinal cocriamos dia a dia nossa própria realidade.
  38. Justiça, equidade, civilidade, tolerância e fraternidade são alguns exemplos de valores que
  39. estão por trás dos avanços apresentados nas pesquisas citadas, mas que ainda precisam
  40. ser aperfeiçoados para contemplarmos cada vez mais nossas necessidades, respeitarmos as
  41. diferenças e celebrarmos o que nos une: nosso senso de humanidade. Filosofia ___ parte,
  42. tangibilizar esses conceitos melhoram na prática a vida dos seres humanos em qualquer canto
  43. desse mundo.
  44. Meu desejo este ano é que a gente consiga manter o otimismo vivo, para realizar ainda
  45. mais sonhos individuais e coletivos, permanecendo atentos à realidade e não ao sensacionalismo.
  46. Assim será mais fácil fazermos nossa parte e contribuirmos para que 2019 seja o melhor ano da
  47. história da humanidade!
  48. Idealizadores do Walk and Talk, Luah Galvão e Danilo España deram uma Volta ao Mundo
  49. por mais de 2 anos e visitaram 28 países para entender o que motiva pessoas. Em seguida
  50. fizeram o Caminho de Compostela, entrevistando peregrinos sobre superação. Fecharam a tríade
  51. de viagens pesquisando “Resiliência” no projeto que batizaram de “Expedição Perú” e
  52. compartilham suas descobertas através de palestras e workshops por todo o Brasil.


Danilo España – Revista Exame – 16/01/2019 – Disponível em https://exame.abril.com.br/ - Adaptação)

Assinale a alternativa que NÃO apresenta um pronome demonstrativo em sua construção.

Alternativas
Q2701963 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Assinale a alternativa que apresenta a correta classificação morfológica da palavra “tanto”, presente na frase “Quem quer ler tanta notícia?!” no texto.

Alternativas
Q2701957 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Previsões de Um Futuro Passado: 30 Anos de Internet


  1. Há 30 anos, o mundo era outro. Não, eu não estou falando da queda do muro de Berlim,
  2. da eleição de Collor ou dos protestos na Praça da Paz Celestial. Quero dizer que, em 1989, a
  3. internet mal existia. Foi só naquele ano que Tim Berners-Lee deu forma final a seu conceito de
  4. World Wide Web, quando ainda trabalhava na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear em
  5. Genebra. Provedores de internet para o grande público só engatinhavam nos Estados Unidos e na
  6. Europa.
  7. Ainda que fosse um cenário bastante distinto da nossa web de redes sociais, conexão
  8. sem-fio e emojis, ali estavam as bases da rede mundial de computadores que conhecemos hoje.
  9. Em homenagem ___ três décadas dessa invenção que mudou o mundo, mergulhei nos acervos
  10. de O Globo para conferir quais eram as previsões dos jornais sobre o futuro da Internet entre
  11. 1989 e 1995, ano em que o serviço chegou oficialmente ao Brasil e pudemos enfim conferir seu
  12. funcionamento ao vivo e a (poucas) cores. Separei, a seguir, três das mais interessantes
  13. previsões, deixando de lado outras como e-commerce e internet banking.
  14. "Quem quer ler tanta notícia?"
  15. Em 1991, a internet já alcançava um número decente de usuários. Pelo menos 3 milhões,
  16. segundo uma reportagem que descrevia as cada vez mais conectadas redes de computadores,
  17. até então, principalmente, acadêmicas. E um dado chama a atenção: quem se conectasse ___
  18. rede poderia ter acesso ___ mais de “200 conferências internacionais, sem sair de casa”. Mais do
  19. que isso, era possível ler até 100 páginas de notícias por dia! O número hiperbólico levou a
  20. repórter a se questionar: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  21. Pois bem... quase 30 anos depois, o panorama é outro. Só nos EUA, dois terços das
  22. pessoas acessam notícias online , e a tendência é que esse número ainda cresça. O volume de
  23. publicações então, é imensurável. Certeza só de que são muito mais do que 100 páginas diárias
  24. de notícias por aí. A casa, com certeza, está nos milhões de artigos, reportagens, gráficos, vídeos
  25. e análises noticiosos por dia. Mas a pergunta continua de pé: “Quem quer ler tanta notícia?!”
  26. “Dono de videolocadora, o tempo é de começar a se preocupar”
  27. O aviso alarmista estampado em uma das reportagens analisadas não poderia ter sido
  28. mais certeiro, ainda que um pouco precipitado. Em outubro de 1994 a gigante americana Time-
  29. Warner anunciava o lançamento de um serviço de “Video On Demand” para alguns assinantes. O
  30. objetivo era de fornecer notícias, filmes e entretenimento em uma “rede digital multimídia”. Os
  31. arquivos eram comprimidos, enviados em até 450bps para receptores (que poderiam ser TVs) e
  32. então vistos pelos assinantes. Naquela altura, até 1000 pessoas eram capazes de assistir filmes
  33. simultaneamente.
  34. Com tamanhas aspirações, não surpreende que o repórter tenha visto a medida da Time-
  35. Warner (e de sua concorrente, a Oracle) como uma péssima notícia para as videolocadoras.
  36. Quase 30 anos depois, a preocupação era mais do que justificada. Vivemos uma era de
  37. streaming, a Blockbuster que o diga. Descansem em paz, videolocadoras.
  38. O rosto do seu computador
  39. Nem toda previsão é acertada. Inclusive uma feita pelo New York Times, que cravou, em
  40. 11 de julho de 1994, que a próxima grande tendência da informática seria dar caras aos
  41. computadores. E da maneira mais assombrosa possível: gerando rostos que interagissem e
  42. dessem recados aos usuários sobre o funcionamento dos PCs. A ideia, que talvez parecesse
  43. natural na época, felizmente, nunca foi para frente. Em 2019, ninguém recebe uma tela azul
  44. acompanhada de uma cara triste. :(
  45. A ideia, porém, não é de todo incoerente. A tentativa de humanização dos computadores
  46. ainda está na moda, como mostram filmes como “Her” e assistentes digitais como a “Alexa” e a
  47. “Siri”, da Amazon e Apple, respectivamente. A tentativa é válida e pode facilitar a vida dos
  48. usuários. Só, por favor, não deem rostos ___ máquinas. Não queremos pesadelos.


Daniel Salgado – 08/02/2019 – Disponível em: https://epoca.globo.com – adaptação.

Assinale a alternativa na qual o vocábulo “que” esteja empregado como pronome relativo em frases retiradas do texto.

Alternativas
Q2701579 Português

Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.


Nós atraímos as amizades de forma semelhante aos algoritmos do Facebook

  1. Esses dias estava conversando com um casal de amigos meus e falávamos sobre o quanto é
  2. comum ver pessoas que antes eram muito próximas, eram boas amigas, e de uma hora para
  3. outra, de repente, elas somem da nossa vida e nós não ficamos tristes, ou magoados, ou
  4. ressentidos, etc. Nós simplesmente aceitamos e vamos seguindo nossas vidas. Isso me levou a
  5. refletir com eles sobre a nossa vibração, sobre a energia que a gente emana para as pessoas,
  6. que vai mudando ao longo do tempo e também com o nosso amadurecimento. Hoje em dia
  7. muitos espiritualistas e terapeutas holísticos explicam isso de uma forma elegante e simples.
  8. Tem __ ver com a lei universal do “semelhante atrai semelhante”. Ela se aplica a todos os
  9. campos da vida: amizade, relacionamento amoroso, família, trabalho, espiritualidade, etc. Todos
  10. nós mudamos muito ao longo da vida e seria uma pretensão muito grande querer que amigos de
  11. uma época longínqua fiquem ao nosso lado para sempre. Às vezes acontece, mas, convenhamos,
  12. é muito, muito raro acontecer.
  13. Vale ressaltar que quando vamos mudando nosso comportamento, nossos anseios, nossas
  14. crenças, nossos valores, etc., é também bastante natural que mudemos muito dos ambientes
  15. que frequentamos, os produtos que consumimos ou as páginas de Facebook e Instagram que
  16. seguimos. Isso me levou a refletir sobre a semelhança entre os amigos que atraímos e as
  17. páginas que seguimos no Facebook ou no Instagram. Você provavelmente sabe que as redes
  18. sociais funcionam através de algoritmos que gravam os nossos dados. Por exemplo, eu amo as
  19. páginas que falam sobre Psicologia, Filosofia e Autoconhecimento e sigo muita gente dessas
  20. áreas. O tempo todo aparece para mim novas sugestões de páginas, aparecem livros como
  21. opções de compra e até os amigos em comum que curtem as páginas. É simplesmente
  22. impressionante o poder desses algoritmos. Um dos meus irmãos gosta muito de música, de tocar
  23. instrumentos musicais e já tocou em algumas bandas e festivais. Ele já me contou que aparecem
  24. várias páginas de bandas ou de músicos para ele curtir, exatamente porque são essas as páginas
  25. que ele mais dá curtidas. E também muitos músicos solicitam amizade sem nunca nem terem
  26. trocado uma única palavra.
  27. Da mesma forma se dá com pessoas que, por exemplo, gostam muito de viajar. Aparecem
  28. diversas páginas de turismo e viagens, além de passagens promocionais. Se alguém gosta muito
  29. de maquiagens ou moda, também aparecem diversas páginas e pessoas que curtem para
  30. solicitar amizade. Na nossa vida real acontece de forma semelhante. Você sabia que não existe
  31. algoritmo mais complexo e intrigante do que a nossa mente e as nossas emoções? Elas ______
  32. um poder infinitamente maior do que os computadores mais sofisticados que você vê por aí. Por
  33. isso que algumas pessoas vão embora e nunca mais as vemos de novo. As energias são
  34. diferentes, não há compatibilidade. É como se fossem os polos iguais de um ímã. Você percebe
  35. que quando você tenta juntá-los eles fazem uma força e, por mais que você tente, eles não se
  36. juntam.
  37. Nós também somos ímãs para atrair pessoas que vibram de forma semelhante à nossa.
  38. Portanto, concluo esse texto com um convite ao autoconhecimento. Procure ser uma pessoa
  39. melhor a cada dia, porque, sabendo que é assim que a vida funciona, cada vez mais você atrairá
  40. amizades incríveis, pessoas que lhe ajudarão a crescer como ser humano. O seu algoritmo
  41. interno vai entrar em consonância com o algoritmo delas e dessa forma sua vida vai se tornar
  42. mais plena e feliz. Espero que esses insights lhe ajudem a enxergar a vida com um olhar mais
  43. consciente e perceba que esse mundo de mudanças velozes no qual estamos inseridos revela, a
  44. partir da tecnologia, muito do que existe no nosso universo interior…

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em:https://www.contioutra.com/nos-atraimos-as-amizades-de-forma-semelhante-aos-algoritmos-do-facebook/

A palavra “ambiente”, utilizada no texto, é formada pelo prefixo de origem latina “ambi”, que, por sua vez, é indicativo de:

Alternativas
Q2701536 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:

....

..

1-------Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4-------No centro de tudo, a Palavra.

5-------Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 -------No centro de tudo, a Palavra.

10-------Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14-------No centro de tudo, a Palavra.

15 -------A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17-------No centro de tudo, a Palavra.

18-------Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22-------No centro de tudo, a Palavra.

23-------Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26-------No centro de tudo, a Palavra.

27-------Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29-------“Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”

..

(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Dentre os períodos abaixo elencados, assinale o único no qual o item que NÃO se classifica como pronome relativo:

Alternativas
Q2701427 Português

A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?

Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT


1 A reforma da previdência é o assunto

2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da

3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a

4 nova Previdência irá remover privilégios e

5 reduzir as desigualdades entre as

6 aposentadorias do setor privado e público. Já

7 a oposição argumenta que as mudanças

8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas

9 quem de fato vai ter de encarar mudanças

10 com a reforma que está no Congresso?

11 Para destrinchar algumas das mudanças

12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL

13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,

14 um dos maiores especialistas em Previdência

15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,

16 vinculado à Universidade de Princeton nos

17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,

18 professora do Instituto de Economia da

19 Universidade Federal do Rio de Janeiro

20 (UFRJ).


21 Contribuição maior para funcionários

22 públicos e da iniciativa privada

23 Dentre as diversas mudanças, há um

24 consenso entre os especialistas de uma

25 medida que ajudará a melhorar a distribuição

26 de renda: a criação de alíquotas de

27 contribuição progressiva para o setor privado

28 e os servidores. Hoje, os empregados da

29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,

30 dependendo do salário. A nova regra prevê

31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,

32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o

33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de

34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para

35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo

36 foi pensado para garantir que quem ganha

37 mais pagará mais que os que ganham menos.

38 "A contribuição progressiva é correta e

39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas

40 deve ser pedida para todas as categorias,

41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.

42 A proposta de reforma para os militares -

43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a

44 contribuição de todos os beneficiários do

45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor

46 integral do rendimento bruto a partir de

47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa

48 contribuição durante o serviço militar

49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem

50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.


51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais

52 para algum grupo?

53 Ainda que individualmente a reforma

54 piore a situação de todos os trabalhadores

55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner

56 defende que quando olhamos o coletivo, a

57 mudança será positiva para a sociedade como

58 um todo. "A partir do momento em que o

59 Governo consiga controlar as contas públicas,

60 o Estado terá maior capacidade de investir

61 recursos em educação e saúde, duas áreas

62 que, quando sofrem cortes, atingem muito

63 mais os mais pobres", afirma.

64 Para o economista, não há dúvida de

65 que na equação das novas regras

66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos

67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um

68 funcionário público, hoje ele se aposenta com

69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao

70 salário integral do benefício, ele terá que

71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a

72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o

73 trabalhador urbano mais pobre será de

74 7,5%", diz.

75 Outro aspecto que pune os mais ricos,

76 segundo o economista, é que, com a reforma,

77 todos os servidores, inclusive deputados,

78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo

79 5.800 reais de aposentadoria.

80 "Proporcionalmente, o custo individual é

81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a

82 reforma é justa. Todo mundo está sendo

83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa

84 que os servidores estão contra", explica

85 Tafner.

86 A visão de Denise Gentil é

87 completamente oposta. Para a economista, a

88 reforma é desalentadora e não combate

89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria

90 a Previdência como estratégia, e sim a

91 reforma tributária. O que o projeto quer é

92 desconstitucionalizar toda a proteção social.

93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão

94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",

95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da

96 UFRJ, as mulheres, professoras, os

97 trabalhadores rurais e os

98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em

100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar

101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na

102 velhice".

103 Na avaliação de Medeiros, dizer que

104 quem pagará mais o ônus das mudanças na

105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.

106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos

107 fazer é uma reforma que alie

108 responsabilidade fiscal com responsabilidade

109 social. Esse projeto foi desenhado de tal

1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,

111 mas o ideal é fazer mudanças para que os

112 pobres percam menos", diz.

113 Para o pesquisador, a distribuição das

114 aposentadorias é hoje extremamente

115 concentrada, e é ainda maior que a

116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso

117 traz uma mensagem importante. Se você

118 economizar no topo, você economiza a maior

119 parte dos recursos. Se você não fizer

120 concessões para as categorias que estão no

121 topo, você consegue economizar muito mais

122 que apertando as pessoas da parte de baixo",

123 explica Medeiros.

124 Apesar de avaliar que a reforma traz

125 uma série de medidas positivas, o

126 pesquisador afirma que o Governo continua

127 lançando medidas que protegem professores,

128 militares, policiais, mas não está interessado

129 em propor medidas para ajudar os mais

130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,

131 mas não se preocupa em melhorar a

132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É

133 compreensível dado o rombo nas contas, mas

134 para os mais pobres é necessário criar

135 mecanismos de proteção um pouco

136 melhores", conclui.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado

A significação do sufixo difere de “ação ou resultado dela” na palavra

Alternativas
Q2701423 Português

A reforma da Previdência pesará mais sobre os mais pobres ou os mais ricos?

Heloísa Mendonça – 03/06/2019 – 16:22 BRT


1 A reforma da previdência é o assunto

2 que está mexendo com o Brasil. O ministro da

3 Economia, Paulo Guedes, tem repetido que a

4 nova Previdência irá remover privilégios e

5 reduzir as desigualdades entre as

6 aposentadorias do setor privado e público. Já

7 a oposição argumenta que as mudanças

8 atingirão principalmente os mais pobres. Mas

9 quem de fato vai ter de encarar mudanças

10 com a reforma que está no Congresso?

11 Para destrinchar algumas das mudanças

12 mais polêmicas propostas pela reforma, o EL

13 PAÍS escutou três economistas: Paulo Tafner,

14 um dos maiores especialistas em Previdência

15 no país, o pesquisador Marcelo Medeiros,

16 vinculado à Universidade de Princeton nos

17 Estados Unidos, e Denise Lobato Gentil,

18 professora do Instituto de Economia da

19 Universidade Federal do Rio de Janeiro

20 (UFRJ).


21 Contribuição maior para funcionários

22 públicos e da iniciativa privada

23 Dentre as diversas mudanças, há um

24 consenso entre os especialistas de uma

25 medida que ajudará a melhorar a distribuição

26 de renda: a criação de alíquotas de

27 contribuição progressiva para o setor privado

28 e os servidores. Hoje, os empregados da

29 iniciativa privada recolhem de 8% a 11%,

30 dependendo do salário. A nova regra prevê

31 alíquotas que variam de 7,5% a 14%,

32 distribuídas em mais faixas salariais. Para o

33 funcionalismo, cuja cobrança padrão é de

34 11%, a cobrança pode chegar a 22% para

35 quem recebe 39 mil reais ou mais. O modelo

36 foi pensado para garantir que quem ganha

37 mais pagará mais que os que ganham menos.

38 "A contribuição progressiva é correta e

39 positiva, já surte efeito no curto prazo. Mas

40 deve ser pedida para todas as categorias,

41 inclusive para os militares", aponta Medeiros.

42 A proposta de reforma para os militares -

43 apresentada à parte pelo Governo - unifica a

44 contribuição de todos os beneficiários do

45 sistema e passa a ser de 10,5% sobre o valor

46 integral do rendimento bruto a partir de

47 2022. Cabos e soldados estarão isentos dessa

48 contribuição durante o serviço militar

49 obrigatório. Hoje ativos e inativos contribuem

50 com 7,5% sobre o rendimento bruto.


51 Mas afinal, as mudanças vão pesar mais

52 para algum grupo?

53 Ainda que individualmente a reforma

54 piore a situação de todos os trabalhadores

55 brasileiros com regras mais rígidas, Tafner

56 defende que quando olhamos o coletivo, a

57 mudança será positiva para a sociedade como

58 um todo. "A partir do momento em que o

59 Governo consiga controlar as contas públicas,

60 o Estado terá maior capacidade de investir

61 recursos em educação e saúde, duas áreas

62 que, quando sofrem cortes, atingem muito

63 mais os mais pobres", afirma.

64 Para o economista, não há dúvida de

65 que na equação das novas regras

66 da aposentadoria serão os segmentos mais ricos

67 os mais punidos. "Pegue o exemplo de um

68 funcionário público, hoje ele se aposenta com

69 53, 54 anos. Com a reforma, para chegar ao

70 salário integral do benefício, ele terá que

71 trabalhar até os 65 anos, 10 anos mais. Já a

72 alíquota dele pode chegar a 18%, enquanto o

73 trabalhador urbano mais pobre será de

74 7,5%", diz.

75 Outro aspecto que pune os mais ricos,

76 segundo o economista, é que, com a reforma,

77 todos os servidores, inclusive deputados,

78 senadores ou juízes, vão ganhar no máximo

79 5.800 reais de aposentadoria.

80 "Proporcionalmente, o custo individual é

81 muito maior dessas pessoas e nesse sentido a

82 reforma é justa. Todo mundo está sendo

83 punido, mas os mais ricos mais. Não é a toa

84 que os servidores estão contra", explica

85 Tafner.

86 A visão de Denise Gentil é

87 completamente oposta. Para a economista, a

88 reforma é desalentadora e não combate

89 privilégios. "Se quisesse combater, não usaria

90 a Previdência como estratégia, e sim a

91 reforma tributária. O que o projeto quer é

92 desconstitucionalizar toda a proteção social.

93 Sem segurança jurídica, as pessoas irão

94 trabalhar sem perspectiva de se aposentar",

95 afirma Gentil. Na avaliação da professora da

96 UFRJ, as mulheres, professoras, os

97 trabalhadores rurais e os

98 beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC)

99 serão os maiores prejudicados. "Pensando em

100 cortes, a estratégia é de eliminação. Eliminar

101 as pessoas de alcançar a sobrevivência na

102 velhice".

103 Na avaliação de Medeiros, dizer que

104 quem pagará mais o ônus das mudanças na

105 aposentadoria serão os pobres é equivocado.

106 "Muita gente vai pagar. O que precisamos

107 fazer é uma reforma que alie

108 responsabilidade fiscal com responsabilidade

109 social. Esse projeto foi desenhado de tal

1110 maneira em que todo mundo sai perdendo,

111 mas o ideal é fazer mudanças para que os

112 pobres percam menos", diz.

113 Para o pesquisador, a distribuição das

114 aposentadorias é hoje extremamente

115 concentrada, e é ainda maior que a

116 desigualdade do mercado de trabalho. "Isso

117 traz uma mensagem importante. Se você

118 economizar no topo, você economiza a maior

119 parte dos recursos. Se você não fizer

120 concessões para as categorias que estão no

121 topo, você consegue economizar muito mais

122 que apertando as pessoas da parte de baixo",

123 explica Medeiros.

124 Apesar de avaliar que a reforma traz

125 uma série de medidas positivas, o

126 pesquisador afirma que o Governo continua

127 lançando medidas que protegem professores,

128 militares, policiais, mas não está interessado

129 em propor medidas para ajudar os mais

130 pobres. "A reforma mira a economia fiscal,

131 mas não se preocupa em melhorar a

132 aposentadoria de ninguém. Ela só tira. É

133 compreensível dado o rombo nas contas, mas

134 para os mais pobres é necessário criar

135 mecanismos de proteção um pouco

136 melhores", conclui.

Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/05/13/politica/15 57776028_131882.html Acesso em 11/07/2019. Texto adaptado

O pronome destacado na frase “Isso traz uma mensagem importante” (linhas 116-117), apresenta como referente a

Alternativas
Q2701197 Português

Leia o texto para responder às questões de 01 a 03:


O sapo e o coelho


O Coelho vivia zombando do Sapo. Achava-o preguiçoso e lerdo, incapaz de qualquer agilidade. O sapo ficou zangado:

– Quer apostar carreira comigo?

– Com você? – assombrou-se o coelho.

– Justamente! Vamos correr amanhã, você na estrada e eu pelo mato, até a beira do rio...

O coelho riu muito e aceitou o desafio. O sapo reuniu todos seus parentes e distribuiu-os na margem do caminho, com ordem de responder aos gritos do coelho.

Na manhã seguinte, os dois enfileiraram-se e o coelho disparou como um raio, perdendo de vista o sapo que saíra aos pulos. Correu, correu, correu, parou e perguntou:

– Camarada Sapo?

Outro sapo respondia dentro do mato:

– Oi?

O coelho recomeçou a correr. Quando julgou que seu adversário estivesse bem longe, gritou:

– Camarada Sapo?

– Oi? – coaxava um sapo. Debalde o coelho corria e perguntava, sempre ouvindo o sinal dos sapos escondidos. Chegou à margem do rio exausto, mas já encontrou o sapo, sossegado e sereno, esperando-o. O coelho declarou-se vencido.


Luís da Câmara Cascudo. Os compadres corcundas e outros contos brasileiros. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997. p. 88.

Marque a opção cuja classe gramatical da palavra destacada está corretamente classificada:

Alternativas
Q2701084 Português

Leia o texto para responder às questões de 01 a 03:


Como comecei a escrever


Aí por volta de 1910 não havia rádio nem televisão, e o cinema chegava ao interior do Brasil uma vez por semana aos domingos. As notícias do mundo vinham pelo jornal, três dias depois de publicadas no Rio de Janeiro. Se chovia a potes, a mala do correio aparecia ensopada, uns sete dias mais tarde. Não dava para ler o papel transformado em mingau.

Papai era assinante da Gazeta de Notícias, e antes de aprender a ler eu me sentia fascinado pelas gravuras coloridas do suplemento de Domingo. Tentava decifrar o mistério das letras em redor das figuras, e mamãe me ajudava nisso. Quando fui para a escola pública, já tinha a noção vaga de um universo de palavras que era preciso conquistar.

Durante o curso, minhas professoras costumavam passar exercícios de redação. Cada um de nós tinha de escrever uma carta, narrar um passeio, coisas assim. Criei gosto por esse dever, que me permitia aplicar para determinado fim o conhecimento que ia adquirindo do poder de expressão contido nos sinais reunidos em palavras.

Daí por diante as experiências foram se acumulando, sem que eu percebesse que estava descobrindo a leitura. Alguns elogios da professora me animavam a continuar. Ninguém falava em conto ou poesia, mas a semente dessas coisas estavam germinando. Meu irmão, estudante na Capital, mandava-me revistas e livros, e me habituei a viver entre eles. Depois, já rapaz, tive sorte de conhecer outros rapazes que também gostavam de ler e escrever.

Então começou uma fase muito boa de troca de experiências e impressões. Na mesa do café-sentado (pois tomava-se café sentado nos bares, e podia-se conversar horas e horas sem incomodar nem ser incomodado) eu tirava do bolso o que escrevera durante o dia, e meus colegas criticavam. Eles também sacavam seus escritos, e eu tomava parte nos comentários. Tudo com naturalidade e franqueza. Aprendi muito com os amigos, e tenho pena dos jovens de hoje que não desfrutam desse tipo de amizade crítica.


Fonte: “Para Gostar de Ler – Volume 4 – Crônicas”, Editora Ática – São Paulo, 1980, pág. 6.

Assinale a alternativa cuja classificação da classe das palavras destacadas, está analisada de forma correta:

Alternativas
Q2700691 Português

Leia com atenção o texto abaixo, de modo a responder às questões de 1 a 6:


Que tempos são esses?


1 __ Os dias estão sombrios. Em todo o planeta, o ódio tem mostrado sua face mais intransigente. E ela parece

2 com a nossa! Isso é o que, de fato, assusta. O poder da morte e da destruição ao alcance da nossa mão. A um

3 click, a uma nota assinada por algum poderoso mandatário...

4 __ No centro de tudo, a Palavra.

5 __ Tenho visto brigas completamente desnecessárias no trânsito, homens e mulheres que dão espaço a uma

6 verdadeira entidade guerreira graças a uma ultrapassagem indevida ou a uma simples buzinada. Jovens e

7 adolescentes que se agridem pelas redes sociais. Políticos que usam o verbo para separar nações, apontar o

8 dedo para cidadãos, enaltecer guerras.

9 __ No centro de tudo, a Palavra.

10 __ Diante dos temores e terrores da nossa época – e de todas as épocas – é a palavra que define o que somos.

11 Na era da disseminação fácil, rápida e aleatória, notícias falsas podem produzir o andamento da história. Ou o

12 contrário dela. Defender uma ideia, mesmo que levemente, pode determinar sua exclusão de um grupo social

13 ou da própria família.

14 __ No centro de tudo, a Palavra.

15 __ A vida está sombria. E aquele que acha graça em uma brincadeira de criança, ou se delicia com um

16 inocente sorvete, é visto com reservas, taxado de desvairado ou desvairada, com certeza falta-lhe um parafuso.

17 __ No centro de tudo, a Palavra.

18 __ Dos livros sagrados, da interpretação do que está escrito nessas obras, sempre em nome de Deus se

19 formam milícias, exércitos, alguém em uma mesquita e atira em uma centena de pessoas. Não sem antes deixar

20 claro em vídeo o que vai em sua mente. Ao vivo. Ou um jovem escreve uma mensagem enigmática e assassina

21 seus antes colegas da sua antiga escola. Pela dor que as palavras produzem em sua alma.

22 __ No centro de tudo, a Palavra.

23 __ Os corações estão sombrios. E é preciso urgentemente que se dê uma nova ordem à ordem social. Que se

24 escancarem os risos, as canções, as histórias encantadas, as lendas... Que venham as fadas, os duendes, elfos,

25 bruxos e bruxas nos ensinarem, novamente, a razão da vida. E que isso não seja um pecado.

26 __ No centro de tudo, a Palavra.

27 __ Mas, como disse o grande escritor e dramaturgo Bertold Brecht, que fez da indignação com as sombras

28 sua bandeira:

29 __ “Que tempos são esses, quando falar sobre flores é quase um crime?”


(Jussara Saraíba, jornalista e contadora de histórias - Rev. Língua Portuguesa, Ed. 76)

Na frase “E que isso não seja um pecado”, que finaliza o 11º parágrafo, o pronome isso caracteriza-se como:


I- Um pronome demonstrativo com função anafórica, pois retoma o conteúdo expresso nas frases precedentes, relativo à necessidade de mudança na ordem social.

II- Um pronome relativo que faz remissão à ideia expressa na frase precedente sobre o fato de as fadas, duendes, elfos, bruxos e bruxas nos ensinarem a razão da vida.

III- Um elemento que tem dupla função: textual, por atuar como recurso de coesão referencial; e gramatical, por ocupar o lugar de sujeito.


É CORRETO o que se afirma em:

Alternativas
Respostas
7861: D
7862: A
7863: C
7864: A
7865: E
7866: B
7867: C
7868: B
7869: B
7870: D
7871: C
7872: B
7873: C
7874: E
7875: D
7876: C
7877: D
7878: D
7879: C
7880: C