Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1611866 Português
        Antes de existir qualquer casa, cavou-se o cemitério ao sopé da colina, na margem esquerda do rio. As primeiras pedras serviram para marcar as covas rasas nas quais foram enterrados os cadáveres no fim da manhã, hora do meio-dia, quando finalmente o coronel Elias Daltro apareceu cavalgando à frente de alguns poucos capangas — quatro gatos pingados, os que haviam permanecido na fazenda — e se deu conta da extensão do desastre. Não ficara um cabra sequer para contar a história.
        O coronel contemplou os corpos ensanguentados. Berilo morrera com o revólver na mão, não tivera ensejo de atirar: a bala arrancara-lhe o tampo da cabeça, o coronel desviou a vista. Compreendeu que aquela carnificina significava o fim, já não tinha meios para prosseguir. Trancou a aflição dentro do peito, não deu mostras, não deixou que os demais percebessem. Elevou a voz de comando, ditou ordens.
        Apesar do temporal — chuva de açoite, nuvens negras, trovões espoucando na mata —, alguns urubus, atraídos pelo sangue e pelas vísceras expostas, sobrevoaram os homens ocupados no transporte dos corpos e na abertura das covas. Depressa, antes que a fedentina aumente.

(Trecho retirado de AMADO, Jorge. Tocaia Grande: A face obscura. Rio de Janeiro: Record, 1985)
Observe a oração: “As primeiras pedras serviram para marcar as covas rasas nas quais foram enterrados os cadáveres no fim da manhã.” Qual é a função morfológica e sintática do trecho sublinhado.
Alternativas
Q1610811 Português
A morte virou lugar-comum
(crônica de Arnaldo Jabor)

    Só se fala em morte, hoje em dia. Quantos morreram hoje na Síria? Só 130? Ontem foram 200. E na periferia de São Paulo, quantas chacinas? Só duas, com alguns feridos? Quando Hannah Arendt cunhou a expressão “banalidade do mal”, ela não imaginava como a morte se tornou um fato corriqueiro no mundo atual, sem os trágicos acordes do Holocausto. Talvez haja nas matanças banais um desejo de desvendar o mistério da morte, bem lá no fundo do inconsciente. Para além de vinganças, busca de poder ou dinheiro, ódio puro, prazer, há a vontade de ‘naturalizar’ a morte, de modo que ela deixe de ser a implacável ceifadora.
    Tenho certeza de que os assassinos que passam de moto e metralham inocentes não têm consciência da gravidade de seus feitos – apenas mais um dia divertido de violências. Os filmes americanos buscam o tempo todo essa banalidade: tiros súbitos sem piedade, jorros de sangue ornamentais, a beleza fálica das superarmas automáticas. Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. Um desejo de matar a morte. Um desejo de entendê-la pela repetição compulsiva. Mas, nunca conseguiremos exorcizála, porque quando ela chega não estamos mais aqui. Gilberto Gil fez uma música genial sobre a morte, onde ele canta, numa toada fúnebre:
    “A morte já é depois/ já não haverá ninguém/ como eu aqui agora/ pensando sobre o além. / Já não haverá o além/ o além já será então/ não terei pé nem cabeça/ nem fígado, nem pulmão/ como poderei ter medo/ se não terei coração?” É isso. Só se pode falar da morte pela ausência. Nós apenas saímos do ar. Desaparecemos.
    Ela é tão banal que inventamos solenes rituais para dar-lhe consistência, religiões ou crenças materialistas para nos consolar: “O universo é a eternidade. Deus é o universo, a substância. Ele está nas galáxias e no orgasmo, nos buracos negros e no coração batendo…” “Grandes merdas” – penso hoje -, pois quando ela chega acaba a literatura. Aliás, falar sobre a morte também é um lugar-comum – mas agora, é tarde demais para mim -, tenho de ir em frente. Até o grande Guimarães Rosa caiu nessa: “Morremos para provar que vivemos”. O Nelson Rodrigues me perguntava sempre: “Pelo amor de Deus, me explica essa frase! E qual a profundidade de “Viver é muito perigoso?”
    A morte só tem “antes”, não tem “depois” – no Ivan Ilitch, do Tolstoi, quando ela chega, acaba o conto. Ele diz no instante final: “A morte acabou”. Dizem que o Muhammad Atta, o terrorista que comandou o ataque às torres de NY, era ateu, mas queria conhecer aquele instante que separava o avião da torre erguida. A morte não está nem aí para nós; ela tem “vida própria”. A gente vai para um lado, o corpo para o outro. Ela nos ignora, nossos méritos, nossas obras. Mais um lugarzinho comum: “Só nos resta viver da melhor maneira possível até o fim. Tem mais é que curtir, gente boa…” Pois é; há muitos anos, pegou fogo no edifício Joelma em São Paulo, torrando dezenas de infelizes. Do prédio em frente, as teleobjetivas fotografaram todas as agonias. Até hoje, lembro-me da foto em cores de um homem de terno, pastinha 007, agachado numa janela do 20.º andar, com o fogo às costas. Seu rosto mostrava a dúvida: “O que é melhor para mim? Morrer queimado ou me jogar?” Ele curtiu até o fim – e se jogou.
    O que me chateia é ficar desatualizado. As notícias vão rolar e eu nada saberei. Haverá crises mundiais, filmes que estreiam, músicas novas, e eu ficarei lá embaixo, sem saber das novidades. É insuportável a desinformação dos falecidos. Meu avô me disse uma vez: “Acho triste morrer, seu Arnaldinho, porque nunca mais vou ver a Av. Rio Branco…” Isso me emocionou, pois ele ia diariamente ao centro da cidade, onde tomava um refresco de coco na Casa Simpatia. Por isso, quando me penso morto, eu, que não irei ao meu enterro, de que terei saudades? Ou melhor, que saudades teria se as pudesse ter?
    Não terei saudades de grandes amores, de megashows da vida de hoje, excessiva e incessante. Não. Debaixo da terra, terei saudades de irrelevâncias essenciais, terei saudades de algumas tardes nubladas de domingo que só o carioca percebe, tudo parado, com os urubus dormindo na perna do vento, como dizia o sempre presente Tom, do radinho do porteiro ouvindo o jogo, terei saudades do cafezinho nas beiras dos botequins, de certos tons de roxo e rosa em Ipanema antes da noite cair, saudades do cafajestismo poético dos cariocas, saudades dos raros instantes sem medo ou culpa, de alguns momentos de felicidade profunda, sem motivo, apenas pela gratidão de respirar. Não terei saudades dos fatos e notícias, nada do mundo febril; só a quietude, o silêncio entre amigos na paz de um bar, papos de cinéfilo, risos proletários e camaradagem de subúrbio, do samba que nos envolve nas rodas pobres com a alegre sabedoria da desesperança, da Lapa, da Av. Paulista de noite, do jazz, pernas cruzadas de mulheres inatingíveis, terrenos baldios de minha infância, saudades da literatura, do prazer da arte, Fellini, Shakespeare, de Cantando na Chuva – o maior hino da alegria americana, saudades de Fred Astaire dançando Begin the Beguine com Eleanor Powell, felizes para sempre dentro do universo estrelado.
    Há várias mortes. Há brutas tragédias, fomes e bombas, horrendos desastres, mas, na morte óbvia, comum, caseira, só temos duas escolhas: súbita ou lenta. Você, frágil leitor, qual delas prefere? O rápido apagar do “abajur lilás” de um ataque cardíaco ou o lento esvair da vida, sumindo com morfina? Se eu pudesse escolher, queria morrer como o velho Zorba, o grego, em pé, na janela, olhando a paisagem iluminada pelo sol da manhã. E, como ele, dando um berro de despedida.
    
Nos brutos filmes de ação, nos videogames, nas notícias bombásticas de tragédias há um claro desejo de esquecer a morte, mostrando-a sem parar. O termo em destaque é classificado como:
Alternativas
Q1610317 Português
“Os velhos invejam a saúde e o vigor dos moços, estes não invejam o juízo e a prudência dos velhos: uns conhecem o que perderam, os outros desconhecem o que lhes falta.” (Marquês de Maricá)
Assinale a alternativa que representa a colocação pronominal do vocábulo em destaque:
Alternativas
Q1610290 Português
Encontramos pronome indefinido em:
Alternativas
Q1609459 Português

Flamengo, bem cotado nos gramados e à sombra

da maior tragédia de sua história

Apesar do time vencedor e rentável, clube é cobrado pelos

familiares de garotos mortos em incêndio do

Ninho do Urubu, em fevereiro


    Duas realidades opostas se chocam ao expressar as emoções de 2019 para o Flamengo. De um lado, o time avassalador que investiu mais de 200 milhões de reais em reforços pode se sagrar campeão brasileiro e da América neste fim de semana e, com os cofres turbinados por premiações, bate o recorde de faturamento em sua história. Do outro, a instituição abalada pelas repercussões do incêndio que matou 10 jovens em seu centro de treinamento, no início de fevereiro. Apesar do sucesso da equipe de Jorge Jesus, Gabigol e companhia, a sombra da tragédia não se descola da imagem do clube nem da cúpula rubro-negra.

    Na última segunda-feira, familiares de Samuel Thomas Rosa, lateral-direito de 15 anos que foi uma das vítimas que morreram no incêndio, fizeram um protesto em frente ao Ninho do Urubu reivindicando que o clube não se esqueça dos garotos. Em uma faixa exposta na portaria, também desejaram sorte à equipe na final da Libertadores, contra o River Plate. Até o momento, a diretoria do Flamengo acertou o pagamento de indenizações às famílias de todos os 16 jogadores sobreviventes, reincorporados às categorias de base, e de quatro meninos que não resistiram às queimaduras — em uma delas, apenas o pai, que é separado da mãe, aceitou a proposta.

    O impasse com as outras famílias, no entanto, deve se encaminhar para uma longa batalha nos tribunais. A maioria dos pais e responsáveis que não entraram em acordo com o clube aguarda a conclusão do inquérito para dar seguimento aos processos na Justiça. A primeira versão liberada pela Polícia Civil determinava o indiciamento de oito pessoas por homicídio doloso (quando se assume o risco de matar), incluindo dois engenheiros do Flamengo e o ex-presidente Eduardo Bandeira de Mello. O Ministério Público pediu a realização de novas investigações, mas a versão final do documento, prevista para o fim de agosto, ainda não ficou pronta.

     Após o incêndio, dirigentes do Flamengo recusaram um acordo extrajudicial mediado pelo Ministério Público do Trabalho e a Defensoria do Rio para indenização conjunta dos familiares. Pela proposta, o clube pagaria 2 milhões de reais a cada família e uma pensão de 10.000 reais mensais até a data em que as vítimas completariam 45 anos. As indenizações somariam um montante de 20 milhões de reais, equivalente ao que o clube gastou para trazer da Europa os defensores Filipe Luís, Pablo Marí e Rafinha, contratados no meio do ano.

    Em outubro, o Flamengo venceu uma ação que solicitava o bloqueio de 100 milhões de reais de suas contas a fim de garantir o pagamento das indenizações em processos futuros. O juiz Ricardo Georges Affonso Miguel argumentou que avaliar casos relacionados a categorias de base não é competência da Justiça do Trabalho, por entender que a formação de jogadores em clubes de futebol possui “caráter recreativo”. Autor da ação de bloqueio, o Ministério Público do Trabalho recorre da decisão, mas teme que a sentença do juiz abra um precedente para que a Justiça desconsidere as relações trabalhistas inerentes ao processo de iniciação esportiva. 

    “Quer dizer, então, que meu filho estava se divertindo?”, questiona Cristiano Esmério, pai do goleiro Christian, que morreu aos 15 anos. “No Flamengo, ele era cobrado como um trabalhador. Se chegasse atrasado aos treinos, recebia punição.” Sua família é uma das que aguardam a conclusão do inquérito para cobrar indenização do clube na Justiça. Esmério, porém, salienta o receio de que a tragédia caia no esquecimento e os responsáveis por negligências no CT do Ninho do Urubu apontadas pelas autoridades não sejam punidos. O bom momento do time nos gramados contrasta com o sentimento ambíguo de um pai em luto que, ao mesmo tempo, é torcedor.

    “Toda nossa família é rubro-negra. Mas, depois que perdi o Christian, não tenho mais aquele ímpeto de ir ao Maracanã. Não tenho força pra isso”, diz Esmério, que continua torcendo para que o clube conquiste títulos, apesar do litígio com a diretoria encabeçada pelo presidente Rodolfo Landim. “O maior descaso vem dos cartolas. A instituição não tem culpa, mas sim quem a dirige. O Flamengo pode ganhar o Brasileiro e a Libertadores, mas nada vai apagar a mancha que ficará pra sempre na história: o incêndio que matou 10 garotos, um deles meu filho.” 

    [...]

Disponível em https://brasil.elpais.com/brasil/2019/11/21/deportes/1574351902_719707.html

Analise: “No Flamengo, ele era cobrado como um trabalhador.” E assinale a alternativa que apresenta a classificação dos vocábulos em destaque.
Alternativas
Q1609336 Português

Leia as afirmativas a seguir:


I. Usam-se os pronomes este, estes, esta, estas e isto para indicar o tempo presente ou futuro bem distante em relação ao momento do discurso. Pode ser a hora, o dia, o mês ou mesmo o ano e a estação em que ocorre o discurso. Por exemplo: "Este ano passou muito rápido".

II. O indianismo deu origem ao que ficou conhecido como o “mito do bom-selvagem”, mito esse que trouxe à baila questões filosóficas relacionadas ao discurso de Jean-Jacques Rousseau.


Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1608264 Português

Atenção! O texto é subsídio para a questão.



Na frase: “Ele estava bem aqui do meu lado, querida, mas eu me distraí....” temos um exemplo de uso de pronome reflexivo. Segundo Bechara, 2009 a voz reflexiva ocorre quando a ação desempenhada pelo verbo não é transferida a outra pessoa, mas é refletida no sujeito, ou seja, são pronomes pessoais oblíquos átonos que, embora funcionem como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração e indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo. Seguindo as considerações apresentadas, identifique a alternativa na qual o pronome em destaque NÃO enquadra-se como pronome reflexivo.
Alternativas
Q1608262 Português

Atenção! O texto é subsídio para a questão.



Observe o valor semântico dos vocábulos em destaque e assinale a alternativa que, respectivamente, classifica-os segundo as classes de palavras:
I - E aí, cadê o seu 13º?
II - Ele estava bem aqui do meu lado, querida, mas eu me distraí....
III - ...enquanto entrava na lotérica, na farmácia, na padaria e no mercado e ele desapareceu.
Alternativas
Q1607778 Português

'Passei minha vida com medo de ser chamada de gorda,

até descobrir o movimento Body Positivity'

Charlie Jones


    Agora, com mais de um milhão de seguidores no Instagram, ela recentemente foi ao Parlamento britânico defender que a gordofobia deve ser reconhecida como uma forma de preconceito.

    Demorou quase duas décadas para que Megan aceitasse seu corpo. Até então, ela saía e entrava de dietas, passou por anorexia e ficou um tempo internada em um hospital psiquiátrico.

    Aos 21, tendo abandonado a faculdade, ela chegou ao peso que queria. Mesmo assim, "odiava tudo" sobre si mesma.

    "Sabia que não importava o peso que eu atingisse, nunca seria o suficiente", diz Megan, agora com 26 anos. "Não podia continuar com aquela vida. Eu sabia que tinha de ter mais. Meu distúrbio alimentar tomou tanto de mim — perdi muito tempo, e me recusei a permitir que meu distúrbio tomasse mais de mim."

     "Deparei com a imagem de uma mulher no Instagram usando um biquíni e falando sobre aceitar seu corpo, sem fazer dietas e vivendo sua vida como ela era. Nunca tinha pensado que tinha essa opção."

    Megan começou a publicar mensagens e fotos de positividade sobre seu corpo na conta de Instagram Bodyposipanda, ganhando milhares de seguidores. Ela se refere a si mesma como "chubby" (algo como "gordinha") nas publicações e quer que seguidores abracem esse tipo de linguagem.

    "A palavra ‘gorda’ tinha o poder de me derrubar. Passei a vida toda com medo de ser chamada de gorda, não conseguia nem ver essa palavra", ela diz. "Quando eu encontrei o movimento 'body positivity', meus olhos se abriram para toda uma forma de ver isso. É só uma palavra, uma forma de descrever seu corpo e precisamos nos apropriar disso."

    "Body positivity" significa "positividade sobre o corpo".

    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/geral-50452493 

Analise: “me recusei a permitir que meu distúrbio tomasse mais de mim.” E assinale a alternativa que apresenta a classificação dos pronomes em destaque.
Alternativas
Q1607747 Português

Estudo: donos de cães têm 65% mais chance de sobreviver a um infarto


    Qualquer pessoa que convive com um cachorro sabe que o nosso melhor amigo traz uma série de benefícios. Mas estudos recentes sugerem que os cães estão nos ajudando muito além do fornecimento de amor e amizade sem fim.

    Um desses estudos – “Donos de cães e sobrevivência após um grande evento cardiovascular” – constatou que os tutores têm vários outros benefícios. Depois de hospitalizados, eles apresentam:

    – Risco 33% menor de morte por ataques cardíacos em pessoas que vivem apenas com o cão – Risco 15% menor de morte por ataques cardíacos em pessoas que vivem com o cão, um parceiro ou criança

    – Risco 27% menor de morte em pacientes com AVC que moram apenas com o cão

    – Risco 12% menor de morte em pacientes com AVC que vivem com o cão, um parceiro ou criança

    Para reunir esses dados, o estudo usou o Registro Nacional de Pacientes da Suécia. Por meio dele, identificou pacientes com idades entre 40 e 85 anos e que apresentaram infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular cerebral isquêmico, entre 1º de janeiro de 2001 e 31 de dezembro de 2012.

    Eles analisaram informações demográficas, dados de propriedade do cão e causa de morte dos pacientes, quando aplicável.

    Tove Fall, co-autor do estudo e professor de epidemiologia molecular na Universidade de Uppsala, na Suécia, explica que a posse de cães pode dar aos tutores a motivação para se levantar e se mover. E isso ajuda os cães a fazer o exercício necessário para se manterem saudáveis.

    Ao fazer este exercício, os pais que estão evitando o estilo de vida sedentário, que pode contribuir para a morte prematura.

    Queda no risco de morte

    Em outro estudo, os pesquisadores examinaram os dados de 3,8 milhões de pessoas em 10 estudos separados. Eles descobriram foi que os donos de cães têm:

    – 24% de risco reduzido de mortalidade por todas as causas

    – 65% de risco reduzido de mortalidade após um ataque cardíaco

    – 31% de risco reduzido de mortalidade por problemas cardiovasculares

    No entanto, embora esses estudos criem associações promissoras entre a posse de cães e a saúde humana, eles não provam causalidade ou um vínculo definitivo entre os dois.

    O diretor do programa de insuficiência cardíaca do Boston VA Healthcare System, instrutor da Harvard Medical School e autor de “Estado do Coração: Explorando a História, Ciência e Futuro da Cardiopatia”, Haider Warraich, disse à NBC News que, embora esses estudos sejam “interessantes e provocativos, não basta que eu recomende que os pacientes adotem um cão para diminuir o risco de morte”.

Disponível em https://petepop.ig.com.br/estudo-donos-de-caes-tem-65-mais-chance-de-sobreviver-a-um-infarto/ 

Analise: “Eles analisaram informações demográficas” e assinale a alternativa que classifica o vocábulo em destaque.
Alternativas
Q1390888 Português
Atenção: Leia o texto abaixo para responder a questão.

QUANDO A ESTRADA É UMA AMEAÇA

Mesmo tendo a capacidade de voar, morcegos são atropelados com frequência em rodovias. Respeitar os limites de velocidade sinalizados poderia evitar mortes.

    Ao se deslocar por uma estrada, raramente as pessoas prestam atenção nas carcaças de animais atropelados na pista. É comum repararem apenas quando avistam mamíferos terrestres de médio e grande portes, como macacos, jaguatiricas, onças, canídeos silvestres e antas. Mas a maior parte dos animais mortos nas estradas brasileiras é representada por espécies de pequeno porte, quase imperceptíveis aos olhos dos não especialistas. É o caso dos morcegos, pequenos mamíferos voadores que causam antipatia injustificada na maioria das pessoas, apesar de seu relevante papel ecológico.

    Mesmo tendo a capacidade de voar, os morcegos se chocam com veículos com mais frequência do que se imagina. Essas colisões costumam ser subestimadas em estudos de atropelamento de fauna, não apenas porque é difícil detectar os impactos, dado o pequeno tamanho dos corpos, mas também porque os morcegos são rapidamente removidos das estradas por outros animais que se alimentam de restos orgânicos (necrófagos) ou pela própria decomposição natural.



Fonte:internet
Disponível em:http://cienciahoje.org.br/artigo/quando-a-estrada-e-uma-ameaca Acessado em 29/03/2019. (TextoAdaptado)
Na Língua Portuguesa, uma das funções do pronome é contribuir para a coerência textual, a partir da substituição de palavras e retomada de referências. Desse modo, de acordo com o texto, aponte a opção que explicita o(s) termo(s) retomado(s) pelo pronome demonstrativo em “Essas colisões” presente no segundo parágrafo:
Alternativas
Q1384396 Português
Com base no conhecimento gramatical segundo o padrão culto da língua portuguesa, no tocante a este trecho “que precisa de expandir-se” (l. 08 e 09), é correto afirmar que:
Alternativas
Q1380046 Português

Segundo a gramática normativa do português, o texto abaixo desconsiderou normas de que tipo?


“O advogado HT disse que ‘o conjunto da obra é grandioso’. Que o mecanismo do Empreender foi feito para permitir seu uso político (...). O relator, JRP rejeitou todas as preliminares da defesa e foi seguido pelo Tribunal. A sessão foi suspensa e os votos dos demais integrantes ficou para a próxima sessão.” (L.G. 12/7/19)

Alternativas
Q1375358 Português
Em conformidade com as regras de colocação pronominal, marcar C para as sentenças Certas, E para as Erradas e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
( ) Se pode pressionar a mama da vaca para estimular a produção de leite. ( ) As vacas não mantêm-se grávidas durante muitas vezes ao ano.
Alternativas
Q1369118 Português
Avalie as afirmações que seguem sobre pronomes, de acordo com Cegalla:
I. A palavra demais pode ser classificada como pronome indefinido, quando significa os outros, os restantes; pode, também, ser classificada como advérbio de intensidade, quando modifica o sentido de um verso, por exemplo; ou, ainda, ser uma palavra continuativa, significando ‘além disso’. II. O antecedendo do pronome relativo que pode ser nome de coisa ou de pessoa, ou o demonstrativo o, ou outro pronome. III. O pronome relativo quem nem sempre é regido de preposição e, na linguagem histórica, se refere exclusivamente a pessoas e coisas personificadas. IV. De modo geral, os demonstrativos este(s), esta(s), isto se aplicam às pessoas ou coisas que se acham distantes da pessoa que fala ou lhe dizem respeito; ao passo que esse(s), essa(s), isso aludem a coisas que ficam longe da pessoa com quem se fala ou a ela se referem.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1363738 Português
Leia o texto para responder à questão.

Desista, menino!
    Numa manhã de 1954, aos 19 anos e cheio de esperança, peguei um bonde na Penha e fui parar na redação da Folha da Manhã. Fui ao chefe de arte, expliquei que estava em busca de uma oportunidade e apresentei uma pasta com meus trabalhos. Com ar displicente, ele passou os olhos em apenas dois ou três desenhos. A única coisa que disse, com ar meio professoral, meio zombeteiro, foi isto:
    – Desista, menino. Desenho não dá dinheiro nem futuro para ninguém. Vá fazer outra coisa da vida.
    Desde muito cedo, eu sonhava em ser desenhista de histórias em quadrinhos, mas tudo jogava contra. O Brasil não tinha tradição nessa área, as tiras de sucesso eram basicamente estrangeiras. Além disso, padres e educadores acreditavam que gibis eram uma ameaça para os jovens. Achavam que as crianças, por lerem histórias de crime e suspense, se tornariam psicopatas e assassinas. Se dependesse dos críticos, os gibis seriam riscados do mapa.
    Mas eu nem desconfiava desse cenário. Só queria desenhar. Então como aquele cara podia decretar o fim do meu sonho dizendo que era impossível viver de desenho?!
    A história do mundo está cheia de “nãos” que podiam fazer sentido para quem os disse, mas que depois se revelaram estupendas bolas fora. A gravadora Decca recusou os Beatles por julgar que eles nunca teriam futuro na música. Criadora do bruxo Harry Potter, J. K. Rowling levou mais de 10 nãos antes de encontrar a editora que publicaria seu primeiro livro. Walt Disney foi demitido de um jornal sob a alegação de ter pouca imaginação e nenhuma ideia original.
    Em 1954, meus sonhos eram feitos basicamente de esperança. Aquele “Desista, menino”, que ouvi há mais de 60 anos, se tornou uma espécie de pedra fundamental que usei como base para construir o futuro. Em vez de derrubar o sonho, aquilo o reforçou. Por índole ou formação, a palavra “impossível” não constava do meu dicionário.

(Mauricio de Sousa. Mauricio – a história que não está no gibi – em depoimento a Luis Colombini. Rio de Janeiro: Primeira Pessoa, 2017. Adaptado)
A passagem – Fui ao chefe de arte, expliquei que estava em busca de uma oportunidade e apresentei uma pasta com meus trabalhos (1o parágrafo) – ficará escrita em conformidade com a norma-padrão da língua se as expressões destacadas forem substituídas, respectivamente, por:
Alternativas
Q1363561 Português

Leia o texto para responder a questão.


A cartomante

Machado de Assis


    Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.

    — Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: "A senhora gosta de uma pessoa..." Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade...

     — Errou! Interrompeu Camilo, rindo.

    — Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria...

    Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois...

    — Qual saber! Tive muita cautela, ao entrar na casa.

     — Onde é a casa?

    — Aqui perto, na rua da Guarda Velha; não passava ninguém nessa ocasião. Descansa; eu não sou maluca.

    Camilo riu outra vez:

    — Tu crês deveras nessas coisas? perguntou-lhe.

    Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muita cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que mais? A prova é que ela agora estava tranquila e satisfeita. [...]

No trecho “...antes mesmo que eu lhe dissesse o que era.” O termo lhe morfologicamente, é um pronome
Alternativas
Q1361984 Português

Leia o texto abaixo para responder à questão.

Proibidos, lixões ainda são utilizados para descarte de resíduos no Brasil

    Uma das soluções é a transferência dos trabalhadores para cooperativas de reciclagem, experiência pela qual passou a cearense Lúcia.
    
    A cearense Lúcia Fernandes do Nascimento é uma entre milhões de brasileiros que não tiveram infância. A vida era dura em Reriutaba, interior do Estado, onde ela nasceu e de onde saiu aos 10 anos, com os pais e 13 irmãos, para ir morar em Brasília. O trabalho duro a ajudou a forjar sua identidade. Mas sua essência natural, de cearense típica, já estava presente na fala direta, expansiva e na personalidade forte. Começou a trabalhar uma semana após ter chegado ao Planalto Central. Aos 10 anos, em uma casa de família. Ironicamente, tinha de cuidar dos filhos dos patrões. Justamente ela, uma criança.[...]

    “Comecei a trabalhar no lixão sem saber muito dos perigos. De repente fui me dando conta. A lembrança mais forte foi no dia que perdi minha amiga Glaice. Trabalhávamos juntas, conversávamos, dividíamos sonhos e frustrações. Ela morreu no chão da Estrutural, depois que uma carreta tombou em cima dela”, conta. [...] O objetivo de Lúcia de se transferir do lixão ficou facilitado em 2010, com a implantação da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Houve então enquadramento jurídico que permitiu que cooperativas relacionadas à coleta de lixo fossem contratadas formalmente como prestadoras de serviço. A transferência para galpões veio depois de muita luta e reivindicação. Mas ela destaca ainda que o processo de convencimento dos catadores, de que eles não perderiam seu ganha-pão, também foi muito difícil. [...]

    “No lixão não tinha INSS, não tinha segurança, não tinha refeitório digno, não tinha um banheiro, não tinha local de trabalho digno. Hoje temos tudo isso. Nunca deixei de lutar.”

    Com o fim do lixão em 2018, os resíduos passaram a ser depositados, e tratados, no Aterro Sanitário de Brasília. O Distrito Federal tem cerca de 1,3 mil catadores de materiais recicláveis, com o governo cedendo cinco espaços, dois deles só para a recuperação de resíduos.[...]

Eugenio Goussinsky, do R7

Observe: dois “deles” só “para” a recuperação “de” resíduos. Assinale a alternativa correta quanto à classificação gramatical das palavras destacadas.
Alternativas
Q1360474 Português
Em relação à colocação pronominal, numerar a 2ª coluna de acordo com a 1ª e, após, assinalar a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
(1) Ênclise. (2) Próclise. (3) Mesóclise.
( ) Deu-me um presente. ( ) Talvez te encontre depois do almoço.
Alternativas
Respostas
7961: A
7962: D
7963: C
7964: A
7965: A
7966: C
7967: E
7968: D
7969: D
7970: B
7971: D
7972: C
7973: D
7974: C
7975: B
7976: A
7977: A
7978: C
7979: A
7980: B