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Q1101439 Português

A comunicação animal 

              “Como hoje frequentemente se afirma que a linguagem é exclusiva do homem, é atividade puramente humana e o elemento que o distingue dos seres inferiores pois o homem pode ser definido como um animal que fala, não seria demais fazermos algumas rápidas considerações sobre a comunicação animal por meio de gritos, justamente para contrapô-la à linguagem humana.

            Em primeiro lugar, não será necessário levar em conta que certos animais (alguns tipos de macacos e aves) são capazes de reproduzir palavras ouvidas ou outros sons como também são capazes de entender certas ordens. Convenhamos que, nesta “aprendizagem”, não há nenhuma operação mental que permita aos “aprendizes” reter o conceito dos conjuntos sonoros emitidos. Não nos consta que dois papagaios conversem entre si em linguagem humana aprendida. (...)

            Embora certos gritos, pios e cantos correspondam a estados gerais de alegria, espanto, dor ou apetite e possam ser quase traduzidos em linguagem humana (como no português, por exemplo, onde há verbos especiais para traduzir os diversos gritos do cão – ladrar, uivar, ganir), os animais não emitem frases nem fazem variar seus gritos como nós o fazemos com nossas palavras, que podem ser substituídas no enunciado comunicativo. (...)

           Por isso, o grito animal é instintivo e não aprendido, não está sujeito a transformações como a linguagem humana. Que é instintivo, facilmente se observa. Isolando-se um gatinho do convívio de seus semelhantes, fatalmente ele acabaria miando. E o homem não nasce falando. Que não se transforma também é fácil verificar. O ladrar do cão teria sido, em eras remotas, diferente do que é hoje?”

 (BORBA, Francisco da Silva. Op. Cit., p. 40-1.)

Em apenas uma alternativa, o emprego do pronome oblíquo em relação ao verbo está incorreto conforme a norma padrão da língua. Assinale-a:
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é colocação pronominal, especificamente o emprego do pronome oblíquo “se” em relação ao verbo. Trata-se de identificar, à luz da norma-padrão, em qual alternativa a posição do pronome está inadequada.

Regra essencial: Conforme as gramáticas de referência (Bechara; Cunha & Cintra), os pronomes oblíquos átonos podem aparecer antes (próclise), depois (ênclise) ou no meio (mesóclise) do verbo. A próclise é obrigatória quando houver palavras atrativas, destacando-se as conjunções subordinativas como “que”, advérbios e palavras negativas.
Exemplo: “É fundamental que se respeitem as normas.”

Análise das alternativas:

A) Ouvir-se-ia o canto das aves.
Mesóclise correta: verbo está no futuro do pretérito (“ouviria”) e não há fator de atração. Forma adequada.

B) Disseram-nos que a linguagem é exclusiva do homem.
Ênclise correta: verbo no pretérito perfeito do indicativo, sem fator de atração. Colocação adequada.

C) É necessário que entenda-se isto: o homem não nasce falando.
Erro! Após a conjunção subordinativa “que”, a próclise é obrigatória. O correto é: “que se entenda isto”. A ênclise (“entenda-se”) viola a regra normativa.
Conforme Bechara:
“Com conjunções subordinativas, use-se sempre a próclise: que se faça, embora se pense...”

D) Não nos consta que dois papagaios conversem entre si em linguagem humana aprendida.
Próclise correta: palavra negativa “não” atrai o pronome. Forma adequada.

E) Sabe-se que certos animais reproduzem palavras ouvidas ou sons.
Ênclise correta: verbo no presente do indicativo, sem fator de atração à próclise. Colocação aceita.

Pegadinha: Observe que o uso do “que” pode passar despercebido, principalmente quando a oração é mais longa. Sempre questione: há fator de atração? Se sim, use próclise!

Conclusão e aprendizado:
A alternativa correta é a C, pois desrespeita a regra de próclise após conjunção subordinativa. Estude sempre as situações de atração pronominal para evitar esses deslizes em prova!

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Comentários

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GABARITO: LETRA C

? Queremos a alternativa incorreta:

? É necessário que entenda-se isto: o homem não nasce falando.

? Temos a conjunção subordinativa integrante "que" sendo fator atrativo do pronome oblíquo átono "se", fator de próclise, o correto é (=que se entenda).

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? FORÇA, GUERREIROS(AS)!! 

Complemento...

A)

Quando diante de futuro do pretérito (IA)

ou Futuro do presente (EI)

Emprega-se = Mesóclise.

C) É necessário que entenda-se isto: o homem não nasce falando.

O " que também é um fator de próclise e puxa o pronome para trás.

D) Não nos consta que dois papagaios conversem entre si em linguagem humana aprendida.

Quando diante de palavras negativas = Próclise.

Sucesso, Bons estudos, Nãodesista!

gab C

um detalhe referente a b

B

Disseram-nos que a linguagem é exclusiva do homem.

O pronome ''nos'' pode ser usado como OD ou OI, irá depender do contexto.

ele nos-encaminhou. = encaminhou para nós = função de OI

ele nos-ajudou = Ajudou nós = Função de OD

A questão traz o assunto de colocação dos pronomes oblíquos e quer a alternativa que incorre em erro.

a) o verbo apresentado na alternativa é "ouviria" que está no tempo futuro do pretérito. Quando isso acontece, o pronome oblíquo intercala no verbo, fazendo o evento da mesóclise. Correta.

b) Verbos terminados em ditongo nasal acrescentam-nos: na,nas, no, nos. Correta

c) A alternativa apresenta erro ao introduzir o pronome após o verbo, pois há um pronome relativo "que", o que atrai o pronome para antes do verbo. Formando assim a próclise. Incorreta.

d) A alternativa nos traz o pronome "nos" antes do verbo por conta de uma palavra atrativa de negatividade. Correto

e) O pronome "se" está perfeitamente empregado após o verbo, pois não se começa frase com pronome oblíquo. Correta.

GABARITO C

relativamente fácil.

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