Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q1865420 Português
A correção gramatical e os sentidos do trecho “na diligência e penetração com que principiou a tratá-los” (linhas 2 e 3) seriam mantidos caso o termo “que” fosse substituído por as quais. 
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Q1865412 Português
O termo “lhe”, em “incutir-lhe” (linha 12), refere-se a “Simão Bacamarte” (linha 19). 
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Q1865062 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados na questão. 



(Disponível em: https://grupoelfa.com.br/impactos-pandemia-gestao-saude/#gestao-saude-publica – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo.
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Q1864686 Português
Vivendo e Aprendendo


Um fazendeiro, que lutava com muitas dificuldades possuía alguns cavalos para ajudar nos trabalhos em sua pequena fazenda.

Um dia, seu capataz veio trazer a notícia de que um dos cavalos havia caído num velho poço abandonado.

O poço era muito profundo e seria extremamente difícil tirar o cavalo de lá.

O fazendeiro foi rapidamente até o local do acidente, avaliou a situação certificando-se que o animal não se machucara.

Mas, pela dificuldade e alto custo de retirá-lo do fundo do poço, achou que não valeria a pena investir numa operação de resgate.

Tomou então a difícil decisão: determinou ao capataz que sacrificasse o animal, jogando terra no poço até enterrá-lo ali mesmo.

E assim foi feito:

Os empregados, comandados pelo capataz, começaram a lançar terra para dentro do buraco de forma a cobrir o cavalo...

Mas, à medida que a terra caia em seu dorso, animal sacudia e ela ia se acumulando no fundo, possibilitando ao cavalo ir subindo.

Logo os homens perceberam que o cavalo não se deixava enterrar, mas, ao contrário, estava subindo à medida que a terra enchia o poço, até que finalmente conseguiu sair.

Sabendo do caso, o fazendeiro ficou muito satisfeito e o cavalo viveu ainda muitos anos servindo ao seu dono na fazenda.


https://www.contandohistorias.com.br/html/contandohistorias.html
Assinale a alternativa cuja palavra destacada seja um pronome relativo.
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Q1864558 Português
Seria preservada a correção gramatical do trecho “a ideia de também mudar-se” (linhas 17 e 18) caso o termo “se” fosse deslocado para antes de “mudar” — escrevendo-se a ideia de também se mudar. 
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Q1864552 Português
Em “Justamente por isso” (linha 46), o termo “isso” se refere ao declínio de Itaoca, retomando a ideia presente no trecho “Itaoca chegou mesmo ao fim” (linha 44).
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Q1862875 Português
Em todas as alternativas, a palavra destacada foi corretamente substituída pelo pronome de tratamento correspondente, EXCETO em:
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Q1862858 Português
Qual pronome de tratamento utilizamos para se referir aos sacerdotes? 
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Q1862661 Português
Assinale a alternativa em que a palavra destacada é um Pronome Relativo: 
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Q1861532 Português
No trecho “O templo religioso e seus arredores eram o espaço de lazer, diversão e convergência social, ou seja, uma espécie de ponto de encontro para a população sergipana, mais especificamente para os aracajuanos, pois, entre a década de 30 e a década de 40, esse era o local onde aconteciam as principais festas de cunho religioso, e as apresentações culturais em que as famílias iam participar à sombra da Sé Metropolitana, das missas, procissões, e, logo após a bênção final, se reuniam para desfrutar do ambiente festivo e descontraído.” (linhas de 5 a 14), é correto substituir as palavras sublinhadas, respectivamente, por 
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Q1859952 Português

    Para falar de racismo, é preciso antes diferenciar o racismo de outras categorias que também aparecem associadas à ideia de raça: preconceito e discriminação.

     Podemos dizer que o racismo é uma forma sistemática de discriminação que tem a raça como fundamento e que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes que culminam em desvantagens ou privilégios para indivíduos, a depender do grupo racial ao qual pertençam.

     Embora haja relação entre os conceitos, o racismo difere do preconceito racial e da discriminação racial. O preconceito racial é o juízo baseado em estereótipos acerca de indivíduos que pertençam a determinado grupo racializado, o que pode ou não resultar em práticas discriminatórias. Considerar negros violentos e inconfiáveis, judeus avarentos ou orientais “naturalmente” preparados para as ciências exatas são exemplos de preconceitos.

     A discriminação racial, por sua vez, é a atribuição de tratamento diferenciado a membros de grupos racialmente identificados. Portanto, a discriminação tem como requisito fundamental o poder — ou seja, a possibilidade efetiva do uso da força —, sem o qual não é possível atribuir vantagens ou desvantagens por conta da raça. Assim, a discriminação pode ser direta ou indireta. A discriminação direta é o repúdio ostensivo a indivíduos ou grupos, motivado pela condição racial, exemplo do que ocorre em países que proíbem a entrada de negros, judeus, muçulmanos, pessoas de origem árabe ou persa, ou ainda lojas que se recusam a atender clientes de determinada raça. Já a discriminação indireta é um processo em que a situação específica de grupos minoritários é ignorada — discriminação de fato — ou sobre a qual são impostas regras de “neutralidade racial” sem que se leve em conta a existência de diferenças sociais significativas — discriminação pelo direito ou discriminação por impacto adverso. A discriminação indireta é marcada pela ausência de intencionalidade explícita de discriminar pessoas. Isso pode acontecer porque a norma ou prática não leva em consideração ou não pode prever de forma concreta as consequências da norma.

Silvio Almeida. Racismo Estrutural (Feminismos Plurais). Editora Jandaíra.

Edição do Kindle (com adaptações).  

Com base nas ideias e nos aspectos linguísticos do texto anterior, julgue o item que se segue.

No segundo parágrafo, o pronome relativo “que”, em “que se manifesta por meio de práticas conscientes ou inconscientes”, retoma o termo “raça”.   

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Q1859934 Português

    Um registro de mutações ligadas ao mundo eletrônico se refere ao que chamo de a ordem das propriedades, tanto em um sentido jurídico — o que fundamenta a propriedade literária e o copyright — quanto em um sentido textual — o que define as características ou propriedades dos textos.

     O texto eletrônico, tal qual o conhecemos, é um texto móvel, maleável, aberto. O leitor pode intervir em seu próprio conteúdo, e não somente nos espaços deixados em branco pela composição tipográfica. Pode deslocar, recortar, estender, recompor as unidades textuais das quais se apodera. Nesse processo, desaparece a atribuição dos textos ao nome de seu autor, já que são constantemente modificados por uma escritura coletiva, múltipla, polifônica.

     Essa mobilidade lança um desafio aos critérios e às categorias que, pelo menos desde o século XVIII, identificam as obras com base na sua estabilidade, singularidade e originalidade. Há um estreito vínculo entre a identidade singular, estável, reproduzível dos textos e o regime de propriedade que protege os direitos dos autores e dos editores. É essa relação que coloca em questão o mundo digital, que propõe textos brandos, ubíquos, palimpsestos.

Roger Chartier. Os desafios da escrita. Tradução de Fulvia M. L. Moreto.

São Paulo: Editora UNESP, 2002, p. 24-25 (com adaptações).

Com relação às ideias e aos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.

Seria mantida a correção gramatical do texto se o pronome “se”, no primeiro parágrafo, fosse deslocado para imediatamente após a forma verbal “refere”, da seguinte maneira: refere-se.

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Q1859896 Português
Para responder à questão, leia o seguinte fragmento, retirado da obra A Nova Califórnia, de Lima Barreto. 

Ninguém sabia donde viera aquele homem. O agente do Correio pudera apenas informar que acudia ao nome de Raimundo Flamel, pois assim era subscrita a correspondência que recebia. E era grande. Quase diariamente, o carteiro lá ia a um dos extremos da cidade, onde morava o desconhecido, sopesando um maço alentado de cartas vindas do mundo inteiro, grossas revistas em línguas arrevesadas, livros, pacotes... 
Na frase Ninguém sabia donde viera aquele homem, os termos em destaque são classificados, respectivamente, como:
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Q1859891 Português
Após a leitura do enunciado apresentado a seguir, assinale a alternativa INCORRETA:

Muita gente se queixa da rotina do trabalho. Vale lembrar que rotina não é sinônimo de monotonia. O que faz com que haja um enfado em relação ao cotidiano profissional é a monotonia, não a rotina. 

Mario Sergio Cortella. “Por que fazemos o que fazemos?”. São Paulo, 2016, p.39. 
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Q1859523 Português
A colocação do pronome oblíquo NÃO está de acordo com a norma culta na alternativa:
Alternativas
Q4430366 Português
“A escravidão moderna repousa sobre uma base diversa da escravidão antiga: a cor preta. Ninguém pensa em reduzir homens brancos ao cativeiro: para este ficaram reservados tão-somente os negros. Nós não somos um povo exclusivamente branco, e não devemos portanto admitir essa maldição da cor; pelo contrário, devemos tudo fazer por esquecê-la. A escravidão, por felicidade nossa, não azedou nunca a alma do escravo contra o senhor – falando coletivamente – nem criou entre as duas raças o ódio recíproco que existe naturalmente entre opressores e oprimidos. Por esse motivo, o contato entre elas foi sempre isento de asperezas, fora da escravidão, e o homem de cor achou todas as avenidas abertas diante de si. A cor no Brasil não é, como nos Estados Unidos, um preconceito social contra cuja obstinação pouco pode o caráter, o talento e o mérito de quem incorre nele. Essa boa inteligência em que vivem os elementos, de origem diferente, da nossa nacionalidade é um interesse público de primeira ordem para nós”.


(Joaquim Nabuco. O Abolicionismo. Brasília: Senado Federal, 2003, com adaptações).
Na frase “pelo contrário, devemos tudo fazer por esquecê-la”, o termo “-la”, em “esquecê-la”, retoma no texto a expressão:
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Q4427508 Português
SONETO DO MAIOR AMOR


Maior amor nem mais estranho existe

Que o meu, que não sossega a coisa amada

E quando a sente alegre, fica triste

E se a ver descontente, dá risada


E que só fica em paz se lhe resiste

O amado coração, e que se agrada

Mas da eterna aventura em que persiste

Que de uma vida mal- aventurada


Louco amor meu, que quando toca, fere

E quando fere vibra, mas prefere

Ferir a fenecer - e vive a esmo


Fiel a sua lei de cada instante

Desassombrado, doido, delirante

Numa paixão de tudo e de si mesmo.


Vinícius de Morais
Em qual das alternativas o pronome está proclítico, indique-a:
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Q4427497 Português

O FIM DE PALMARES


João Felício dos Santos



    ...Domingos Jorge Velho atravessou o pátio, pisando por sobre os mortos, vencedor mas exausto.


    Rasgado nas malhas fortes da véstia e no couro da carne, a barba grossa de suor e sangue, um pé descalço, negro pela fuligem do solo, o terrível paulista era a encarnação viva da vingança, da violência, da destruição.


    Junto do poste-rei, Dandara acompanhava com os olhos fixos o Bandeirante que se aproximava do precipício. O resto da tropa vinha em segundo plano: era como uma silhueta vaga no olhar da mulata.


    Foi então que a última e mais querida ialê de Zumbi-Rei adivinhou naquele gigante feroz surgido dos derrotados da aldeia finada o Chefe-Maior dos inimigos do seu povo: o Gana-Branco.


    Esfarrapada, também, pela refrega de dois dias, coberta de pó, queimada pelas fagulhas que se despendiam em haustos ardentes da aldeia carbonizada, pés chumbados no chão, pernas muito abertas, como troncos, as coxas grossas lanhadas de rijo nas roscas da pele mulata, os braços em chagas virilmente cruzados sob os peitos feridos, os talhos abertos em bocas imponentes de ódio e despeito, Dandara bambula, de costa voltadas para a trágica descida rochosa, de tal modo tesou o olhar posto no Bandeirante que Jorge Velho estacou, surpreso, a uma distância de doze passos.


    Antes tanta audácia, a prepotência petulante do guerreiro se amesquinhou por momentos. Mediramse os dois dos pés a cabeça. Jorge Velho sentiu a vontade de terminar. Falou:


    - Onde estão todos ... todos os que ...


    Mas a voz , arranhando o imponente silêncio do fim, só fez levantar um bando de urubus já pousado nas pontas restantes e sangrentas dos estrepes, no solo morto, nos galhos torados de bala ...


    - Onde estão? Eram cinco ou seis ... Eu os vi! Que rumo levaram?


    Dominando de novo o ambiente como senhor supremo de uma vitória evidente, Velho exigiu:


    - Vamos! Responda!


    Ouvindo a pergunta, a ordem depois, Dandara voltou-se sem pressa e cuspiu sua repulsa imensa no fundo do precipício:


    - Estão lá! - e tornou a encarar o paulista.


    - Onde está Zumbi? Mais demoradamente ainda, Dandara repetiu o gesto, escarrando com mais força, lá embaixo, no grotão sinistro.


    Com um aceno seco, Jorge Velho chamou seus ajudantes e se encaminhou para Dandara.


    Ainda sem nenhuma pressa, a mulata voltou-se pela terceira vez para o precipício. Então, cuspiu sobre aqueles homens rotos e imundos a última centelha de um ódio repleto de asco, resvalou as pernas na curva do terreno e se deixou cair pelo despenhadeiro.


    Debruçando-se, Jorge Velho ainda teve tempo de ver o corpo volteando no ar, as roscas da pele mulata lanhadas de cinza batendo nas crinas cruas da pedra, num dilaceramento de carnes, largando pedaços no ar, pintando mil raivas de rubro nos sangues ...


    Sobre o poste-rei, a caveira de boi de longos chifres parecia, alvinha do tempo, que se ria da vitória de Domingos Jorge Velho.


(Ganga-Zumba. Edição de Ouro, Rio de Janeiro, 1967) 

 Qual das alternativas a seguir o pronome pessoal está empregado de acordo com a norma culta:
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Q4420862 Português

Leia o texto.



O mistério da poesia.


Não sei o nome desse poeta, acho que boliviano; apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo. E só guardei os primeiros versos: Trabajar era Bueno en el Sur. Cortar los árboles, hacer canoas de los troncos.


E tendo guardado esses dois versos tão simples, aqui me debruço ainda uma vez sobre o mistério da poesia.


O poema era grande, mas foram essas palavras que me emocionaram, lembro-me delas às vezes, numa viagem; quando estou aborrecido, tenho notado que as murmuro para mim mesmo, de vez em quando, nesses momentos de tédio urbano. E elas produzem em mim uma espécie de consolo e de saudade não sei de quê.


Lembrei-me agora mesmo, no instante em que abria a máquina para trabalhar nessa coisa vã e cansativa que é fazer crônica.


De onde vem o efeito poético? É fácil dizer que vem do sentido dos versos; mas não apenas do sentido. Se ele dissesse: Era Bueno trabajar en el Sur, não creio que o poema pudesse me impressionar. Se no lugar de usar o infinitivo do verbo cortar e do verbo hacer usasse o passado, creio que isso enfraqueceria tudo. Penso no ritmo: ele sozinho não dá para explicar nada. Além disso, as palavras usadas são, rigorosamente, das mais banais da língua. Reparem que tudo está dito com elementos mais simples: trabajar, era bueno, Sur, cortar, árboles, hacer canoas, troncos.


Isso lembra um dos maiores versos de Camões, todo ele também com as palavras mais corriqueiras de nossa língua: “A grande dor das coisas que passaram”.


Talvez o que mais me impressione seja mesmo isso: essa faculdade de dar um sentido solene e alto às palavras de todo dia. Nesse poema sul-americano a ideia de canoa é também motivo de emoção.


Não há coisa mais simples e primitiva que uma canoa feita de um tronco de árvore; e acontece que muitas vezes a canoa é de grande beleza plástica. E de repente me ocorre que talvez esses versos me emocionem particularmente por causa de uma infância de beira-rio e de beira-mar. Mas não pode ser: o principal sentido dos versos é o do trabalho; um trabalho que era bom, não essa “necessidade aborrecida” de hoje. Desejo de fazer alguma coisa simples, honrada e bela, e imaginar que já se fez.


Fala-se muito em mistério poético; e não faltam poetas que procurem esse mistério enunciando coisas obscuras, o que dá margem a muito equívoco e muita bobagem. Se na verdade existe muita poesia e muita carga de emoção em certos versos sem um sentido claro, isso não quer dizer que, turvando um pouco as águas, elas fiquem profundas…


(Rubem Braga)

Observe a frase retirada do texto.


“Apenas lhe conheço um poema, ensinado por um amigo.”


Assinale a alternativa que apresenta uma afirmação correta sobre ela.

Alternativas
Q4417056 Português

TEXTO 01


O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


UMA CARTA PARA FREUD


Caro Freud,


Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro demais para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo ser franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos, especialmente quando estou diante de alguém tão mal encarado como o senhor (sem ofensas, por favor). Mas, se pelo menos o senhor desse um sorrisinho de vez em quando, ajudaria muito nossas consultas. Mas enfim...


Hoje resolvi aplicar alguns de seus conselhos. E outros do Facebook. A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda? Desse jeito, acho que o senhor vai precisar mudar de profissão.


(...)


O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um "ihhh" e saiu de perto. Sabe esses "ihhs" que podem significar um milhão de coisas e todas elas péssimas para a nossa reputação?


Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar um tempo a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisamos conversar mais. Porém, não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar uma cerveja. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.


Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer "ihhh" sou eu.


JULIANO

MARTINZ.https://corrosiva.com.br/cronicas-engracadas/uma-carta-para-freud/

Quanto à colocação pronominal em: "A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda?" pode-se afirmar que:
Alternativas
Respostas
6341: C
6342: E
6343: B
6344: C
6345: C
6346: E
6347: E
6348: C
6349: B
6350: D
6351: E
6352: C
6353: A
6354: C
6355: C
6356: D
6357: A
6358: D
6359: E
6360: D