Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Ano: 2021 Banca: FURB Órgão: FURB - SC Prova: FURB - 2021 - FURB - SC - Advogado |
Q4329704 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O Projeto Cognitum, da Universidade Regional de Blumenau (FURB), lançou em setembro um documentário e uma playlist com 14 podcasts sobre a história da pesquisa na instituição. A iniciativa, que conta a trajetória da pesquisa científica na FURB por meio de entrevistas com 14 professores das mais diferentes áreas do conhecimento, envolveu professores e alunos do Departamento de Comunicação, do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e do Programa de Pós-Graduação em Administração da FURB. 

O documentário e a playlist com os 14 podcasts serão hospedados na página da FURB TV no YouTube. Todo o material foi gravado e editado durante as entrevistas e teve a participação dos laboratórios de vídeo e áudio do Departamento de Comunicação. Desenvolvido pelos professores Sandro Galarça, do curso de Jornalismo, Fabrícia Durieux Zucco, de Publicidade e Propaganda, e Marcos Antônio Mattedi, do curso de Ciências Sociais, o projeto vai resultar ainda na publicação de um livro impresso e de um e-book que vai contar a história da pesquisa realizada na Universidade ao longo de sua história, por meio da narrativa sobre a experiência destes profissionais.

_______ atividade assinala _______ importância da pesquisa científica no desenvolvimento da região do Vale do Itajaí. Sua intenção é dar visibilidade _______ expertises acadêmica e científica acumuladas na FURB. O projeto pretende dar mais visibilida    ______  importância da pesquisa científica e da história dos seus pesquisadores. Dessa forma, _______ universidade cumpre um papel fundamental, que é contribuir para uma sociedade mais crítica e bem informada sobre assuntos que lhe dizem respeito na dinâmica social.


https:/Nwww.furb.brhweb/1704/noticias/documentario-e-podcasts-narram-historia
-da-pesquisa-na-furb/8809. Acesso em 13/seti2021 [adaptado]  
Em "...bem informada sobre assuntos que lhe dizem respeito na dinâmica social.", ocorre um caso obrigatório de próclise por haver uma palavra atrativa, que é um(a):
Alternativas
Q4328395 Português
Leia o texto para responder a questão.


Chimpanzés idosos mantêm poucos e bons amigos

Por Giorgia Cavicchioli


   É comum observar que os seres humanos vão reduzindo o número de amigos com o passar dos anos. Com isso em mente, a antropóloga Zarin P. Machanda, da Tufts University, e a psicóloga e antropóloga Alexandra G. Rosati, da University of Michigan, começaram a se perguntar se os chimpanzés tinham o mesmo comportamento.

   De acordo com a Dra. Machanda, a ideia na mente dos humanos quando envelhecemos é: “Não tenho tempo para essas pessoas negativas na minha vida. Não quero perder meu tempo com toda essa negatividade”. Sendo assim, nós nos concentramos em alguns bons e poucos amigos e investimos neles. Essa explicação tem o nome de teoria da seletividade socioemocional.

   Junto com alguns colegas, as estudiosas relataram na revista Science, nesta quinta-feira (22), que ao menos os chimpanzés machos fazem a mesma coisa que os humanos. A equipe analisou apenas os machos pelo fato de eles já serem mais difíceis de fazer amizade enquanto as fêmeas são mais ligadas aos grupos familiares.

  Sendo assim, eles seriam mais fáceis de serem analisados. À medida que eles envelheciam, os machos desenvolveram mais amizades mútuas e menos amizades unilaterais. Além disso, eles também exibiram uma abordagem mais positiva em relação ao grupo como um todo.

  De acordo com as autoras do estudo, outros primatas não seguem esse tipo de padrão necessariamente. Alguns outros macacos tendem a se afastar das relações sociais e seus níveis de agressividade continuam altos mesmo depois de mais velhos.


Disponível em https://www.revistaplaneta.com.br/chimpanzes-idososmantem-poucos-e-bons-amigos/
O pronome sublinhado no penúltimo parágrafo, refere-se
Alternativas
Q4328394 Português
Leia o texto para responder a questão.


Chimpanzés idosos mantêm poucos e bons amigos

Por Giorgia Cavicchioli


   É comum observar que os seres humanos vão reduzindo o número de amigos com o passar dos anos. Com isso em mente, a antropóloga Zarin P. Machanda, da Tufts University, e a psicóloga e antropóloga Alexandra G. Rosati, da University of Michigan, começaram a se perguntar se os chimpanzés tinham o mesmo comportamento.

   De acordo com a Dra. Machanda, a ideia na mente dos humanos quando envelhecemos é: “Não tenho tempo para essas pessoas negativas na minha vida. Não quero perder meu tempo com toda essa negatividade”. Sendo assim, nós nos concentramos em alguns bons e poucos amigos e investimos neles. Essa explicação tem o nome de teoria da seletividade socioemocional.

   Junto com alguns colegas, as estudiosas relataram na revista Science, nesta quinta-feira (22), que ao menos os chimpanzés machos fazem a mesma coisa que os humanos. A equipe analisou apenas os machos pelo fato de eles já serem mais difíceis de fazer amizade enquanto as fêmeas são mais ligadas aos grupos familiares.

  Sendo assim, eles seriam mais fáceis de serem analisados. À medida que eles envelheciam, os machos desenvolveram mais amizades mútuas e menos amizades unilaterais. Além disso, eles também exibiram uma abordagem mais positiva em relação ao grupo como um todo.

  De acordo com as autoras do estudo, outros primatas não seguem esse tipo de padrão necessariamente. Alguns outros macacos tendem a se afastar das relações sociais e seus níveis de agressividade continuam altos mesmo depois de mais velhos.


Disponível em https://www.revistaplaneta.com.br/chimpanzes-idososmantem-poucos-e-bons-amigos/
O termo sublinhado no terceiro parágrafo refere-se
Alternativas
Q4325671 Português
Analise as afirmativas sobre os casos particulares de concordância verbal:
I- Concordância com pronome relativo que: O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome: sou eu que quero, somos nós que queremos, são eles que querem.
II- Concordância com pronome relativo quem: O verbo estabelece concordância com o antecedente do pronome ou fica na 3.ª pessoa do singular: sou eu quem quero, sou eu quem quer.
III- Concordância com: a maioria, a maior parte, a metade: Preferencialmente, o verbo estabelece concordância com a 3.ª pessoa do singular. Contudo, o uso da 3.ª pessoa do plural é igualmente aceitável: a maioria das pessoas quer, a maioria das pessoas querem.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4325035 Português
São monossílabos átonos:
I- os artigos definidos (o, a, os, as) e os indefinidos (um, uns);
II- pronomes pessoais oblíquos e suas combinações (me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, os, as, lhes, mo, to, lho, etc.);
III- o pronome relativo que.
Está correto o que se afirma em:
Alternativas
Q4322340 Português
Assinale abaixo a alternativa em que a colocação pronominal está CORRETA: 
Alternativas
Q4322225 Português
Assinale abaixo a alternativa cuja colocação pronominal está CORRETA: 
Alternativas
Q4254504 Português
Texto 1 para as questão.

A caminhabilidade do Recife

    “A compreensão de mundo e de uma cidade se modifica pela caminhada. Uma boa parte da população do Recife não compreende a realidade local porque não anda nos espaços públicos.” Esta é uma questão de cidadania abordada e defendida por Francisco Cunha, que, além de arquiteto e urbanista e consultor empresarial, considera-se um militante da mobilidade a pé na capital pernambucana. À ideia dele é resultado da sua volta à prática de caminhar pela cidade.
    “Quando voltei a andar a pé, percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência era completamente outra. Também constatei a situação das calçadas que não oferecem condições adequadas para caminhar”, afirma Cunha. Foi aí que ele começou a levantar uma discussão sobre a situação das calçadas junto ao poder público e escreveu o livro Calçada: o primeiro degrau da cidadania urbana.

Francisco Cunha. Revista Textos. Dezembro 2019. Edição 1. Editora Textos. pp. 6-7. 
Observe os termos grifados dos itens abaixo: 
I. “A ideia dele é resultado da sua volta à pratica de caminhar pela cidade.”
II. “percebi que aquela cidade que havia deixado na minha adolescência...”
III. “Também constatei a situação das calcadas que não oferecem condições...”
IV. “Quando voltei a andar a pé...”
V. “ele começou a levantar uma discussão sobre a situação...” 
Sobre eles, assinale a alternativa que apresenta uma afirmação CORRETA.
Alternativas
Q4179999 Português
Para responder à questão, considere o Texto V.

TEXTO V

Medo da eternidade

Por Clarice Lispector

38-40.jpg (678×311)
Considerando o emprego de recursos coesivos, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4175057 Português
Leia o texto para responder à questão.

A forma escolar da tortura

Rubem Alves

Eu fui vítima dele. Por causa dele, odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho... Mas eles não convidavam nem a gorda nem a magricela. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares, mas nunca pensei sobre as dores que alunos infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todos os jovens são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.

"Bullying" é o nome dele. Fica o nome em inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que "bullying" diz. "Bully" é o valentão: um menino que, por sua força e sua alma deformada pelo sadismo, tem prazer em bater nos mais fracos e intimidá-los. Vez por outra, crianças e adolescentes têm desentendimentos e brigam. São brigas que têm uma razão. São acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois delas, os briguentos podem fazer as pazes e se tornar amigos de novo. Isso nada tem a ver com "bullying".

No "bullying", um indivíduo - o valentão - ou um grupo escolhe a vítima que vai ser seu "saco de pancadas". A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles "não vão com a cara" da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender, a brincadeira não teria graça. A vítima é uma peteca: todos batem nela e ela vai de um lado para outro sem reagir. Pode-se fazer uma sociologia do "bullying" porque ele envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda.

Até agora, tenho usado o artigo masculino, mas o "bullying" não é monopólio dos meninos. As meninas também usam outros tipos de força que não a dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar ainda pior a violência dos colegas. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio. A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra, ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte.

Na maioria dos casos, o "bullying" não se manifesta por meio de agressão física, mas por meio de agressão verbal e de atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.
[...]


ALVES, Rubem. A forma escolar da tortura. In: ______. Educação dos sentidos e mais. Campinas: Verus, 2005. p. 53-57. (Adaptado).
No enunciado “Nas minhas caminhadas passadas, eu o via diariamente”, o pronome oblíquo “o” faz referência ao seguinte item:
Alternativas
Q4166396 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.  



O médico cantor que toca músicas escolhidas pelos pacientes em UTI de hospital de Porto Alegre




(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/porto-alegre/noticia/2021/10/ – Texto adaptado especialmente para esta prova). 

Assinale a alternativa cujo termo NÃO faz referência a Capaverde (l. 16).
Alternativas
Q3890103 Português

Leia o texto para responder à questão.

 

Proibido não ser perfeito

 

Em um belo artigo, o Estadão1 anunciou “A morte da voz humana”. Nenhum exagero no título. O Auto-Tune – o software que “corrige” a afinação dos cantores – está criando padrões de perfeição inatingíveis para humanos, oferecendo a recompensa sem esforço e tornando prescindíveis a vocação, o talento e o mérito na música popular.

O artigo foi escrito por quem tem toda autoridade para dizê-lo: João Marcello Bôscoli, músico, produtor e diretor de gravadora. Como se não bastasse, filho de Elis Regina e do compositor Ronaldo Bôscoli. Nunca houve gente mais exigente em música.

Para João Marcello, pior até do que dar afinação a quem não tem, o Auto-Tune está fazendo com a voz o que o Photoshop2 fez com a pele humana. Assim como o Photoshop “gerou um padrão estético em que poros, rugas de expressão, pelos e outras características se tornaram defeitos”, o Auto-Tune passa o rodo e “corrige” tudo o que considera imperfeito no cantor: afinação, respiração, pausas, volume, alcance – sem se importar se pertencem à sua expressão e emoção.

Ele vai mais longe: “Atualmente tomamos remédio quando sentimos tristeza, comemos lixo pré-mastigado quando temos fome, dopamos as crianças quando estão agitadas, passamos horas no computador quando nossa vida parece desinteressante” etc. – e “usamos softwares de afinação quando temos um cantor desafinado”.

O filho da cantora mais afinada do Brasil defende os desafinados no que eles têm de mais precioso: sua falível condição humana, essencial à obra de arte.

 

(Ruy Castro. A arte de querer bem. Rio de Janeiro: Estação Brasil, 2018. Adaptado)

 

1 Estadão: conhecido jornal brasileiro publicado na cidade de São Paulo.

2 Photoshop: software usado para editar imagens.

Substituindo-se por um pronome a palavra em destaque na frase do quarto parágrafo – “Atualmente tomamos remédio quando sentimos tristeza...” –, a redação atende à norma-padrão de uso e de colocação de pronomes em:
Alternativas
Q3771947 Português
Assinale a alternativa em que o termo indicado NÃO exerça, no texto, papel anafórico. 
Alternativas
Q3669522 Português
Paraíba registra queda no volume de vendas do comércio varejista, diz IBGE








(Jornal da Paraíba, 11/11/2021. Disponível em: https://jornaldaparaiba.com.br/economia/2021/11/11/paraiba-registraqueda-no-volume-de-vendas-do-comercio-varejista-diz-ibge)
Assinale a alternativa em que o palavra indicada desempenhe, no texto, papel dêitico.
Alternativas
Q3224461 Português

Texto para responder a questão.


    Às vezes me parece que uma epidemia pestilenta tenha atingido a humanidade inteira em sua faculdade mais característica, ou seja, no uso da palavra, consistindo essa peste da linguagem numa perda de força cognoscitiva e de imediaticidade, como um automatismo que tendesse a nivelar a expressão em fórmulas mais genéricas, anônimas, abstratas, a diluir os significados, a embotar os pontos expressivos, a extinguir toda centelha que crepite no encontro das palavras com novas circunstâncias.

    Não me interessa aqui indagar se as origens dessa epidemia devam ser pesquisadas na política, na ideologia, na uniformidade burocrática, na homogeneização dos mass- -media ou na difusão acadêmica de uma cultura média. O que me interessa são as possibilidades de salvação. A literatura (e talvez somente a literatura) pode criar os anticorpos que coíbam a expansão desse flagelo linguístico.

    Gostaria de acrescentar não ser apenas a linguagem que me parece atingida por essa pestilência. As imagens, por exemplo, também o foram. Vivemos sob uma chuva ininterrupta de imagens; os media todo-poderosos não fazem outra coisa senão transformar o mundo em imagens, multiplicando-o numa fantasmagoria de jogos de espelhos – imagens que em grande parte são destituídas da necessidade interna que deveria caracterizar toda imagem, como forma e como significado, como força de impor-se à atenção, como riqueza de significados possíveis. Grande parte dessa nuvem de imagens se dissolve imediatamente como os sonhos que não deixam traços na memória; o que não se dissolve é uma sensação de estranheza e mal-estar.

    Mas talvez a inconsistência não esteja somente na linguagem e nas imagens: está no próprio mundo. O vírus ataca a vida das pessoas e a história das nações torna todas as histórias informes, fortuitas, confusas, sem princípio nem fim. Meu mal-estar advém da perda de forma que constato na vida, à qual procuro opor a única defesa que consigo imaginar: uma ideia da literatura.


(CALVINO, Ítalo. Seis propostas para o próximo milênio. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.)

Observe o poema “Pronominais” de Oswald de Andrade:


Dê-me um cigarro

Diz a gramática

Do professor e do aluno

E do mulato sabido

Mas o bom negro e o bom branco

Da Nação Brasileira

Dizem todos os dias

Deixa disso camarada

Me dá um cigarro.


No poema, há uma reflexão quanto ao emprego do pronome em situações linguísticas distintas. Considerando tal emprego, no trecho “Às vezes me parece [...]” (1º§), do texto inicial, é possível observar:

Alternativas
Q3044732 Português
TEXTO I


Um “aperto no peito” e a adrenalina do carnaval contida na escola Vai-Vai, a mais antiga de São Paulo

A mais antiga escola de samba de São Paulo
celebraria neste ano a volta ao grupo especial.
Agremiação perdeu 30 integrantes para a Covid-19
e viu comunidade ter de se virar para sobreviver

Na manhã da sexta-feira de Carnaval, só se ouvia, lá longe, um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo, na zona norte da cidade. Um ano antes, o lugar estaria tomado de pessoas correndo de um lado para o outro, em uma cacofonia de sons que marcariam os últimos ajustes antes das noites de desfile. A pandemia de Covid-19 privou o Brasil de sua festa mais tradicional e mudou a vida de quem faz Carnaval o ano todo, não só em fevereiro. No caso do Grêmio Recreativo Cultural Vai-Vai, o aperto no peito é maior: a escola de samba mais antiga de São Paulo voltaria ao grupo especial em 2021, depois de levar o título no ano passado com um enredo em homenagem aos seus 90 anos de história.

“É o primeiro ano em que estou sem fazer nada no Carnaval. Aqui dentro está apertado.” Fernando Penteado, de 74 anos, diretor cultural do Vai-Vai, faz um gesto com a mão fechada sobre o peito. Neto de Frederico Penteado, um dos cinco fundadores da escola (que nasceu em 1930), Fernando começou a desfilar aos cinco anos com as cores preto e branco do bairro do Bixiga e hoje é uma espécie de entidade da escola.

No chão de um dos barracões do Vai-Vai, fantasias e adereços de anos anteriores formavam uma pequena montanha. Em uma parede, dezenas de rolos de fita de muitas cores e brilhos estavam organizadas em estante. Pedaços de tecido e moldes de gesso repousavam sobre duas grandes mesas de trabalho colocadas em cantos opostos do local fechado, onde apenas cinco pessoas trabalhavam nas alegorias. “Hoje era para ter mais de 100 pessoas aqui”, lamenta Fernando. À angústia da comunidade, soma-se a crise econômica provocada pelo coronavírus, que fez com que muitos membros da escola perdessem sua principal fonte de renda.

“Muitos dos nossos estão vendendo lanche ou fazendo artesanato para sobreviver. Tinha gente desesperada querendo fazer o desfile porque suas casas são ateliês de Carnaval, elas vivem disso e queriam trabalhar. Mas eu dizia que, se elas trabalhassem, o dinheiro seria só para comprar o caixão”, conta Fernando. Apesar de lamentar o primeiro Carnaval em mais de seis décadas sem pisar no sambódromo, ele não considera seguro ou apropriado fazer festa quando muitas pessoas estão adoecendo ou morrendo de Covid-19. A escola, conta Fernando, perdeu 30 pessoas para a doença, entre diretores, baianas, velha guarda e demais componentes. “De agosto a novembro, morriam dois ou três por mês. É impossível brincar em fevereiro diante de uma situação dessas.”

O diretor cultural também lembra das outras mazelas causadas por essa mudança na rotina da comunidade: “Tem gente que está tomando remédio, entrando em depressão, tristeza mesmo. Este ano vamos só fazer pipoca e sentar no sofá para assistir os desfiles do ano passado na televisão” (a TV Globo vai transmitir uma seleção, os maiores desfiles da história de São Paulo e do Rio, um convite à nostalgia, mas também à festa em casa).

Em uma das grandes mesas do barracão senta Luciana Mazola, de 42 anos, aderecista e decoradora responsável pelas alegorias do Vai-Vai, que só reassumiu seu posto de trabalho nos últimos meses e trabalha com uma equipe pequena para o próximo Carnaval. Ela, que há 28 anos largou o emprego de vendedora de automóveis para viver de Carnaval, teve que deixar a quadra para costurar máscaras em uma ONG e depois fazer telemarketing em uma empresa de internet e, assim, conseguir pagar as contas. “Há 20 anos na escola minha função é organizar e garantir que a criação do carnavalesco vai sair do papel. Quando perdi isso, consegui pagar os boletos, porém foi como se tivessem tirado um órgão do meu corpo. Perdi a adrenalina que tinha na minha rotina”, diz ela.

Luciana trabalha com as mesmas pessoas na sua equipe há, no mínimo, 10 anos. Quando a escola fechou os barracões e a quadra, ela passou os dados de todos para a direção do Vai-Vai, que organizou cestas básicas, kits de higiene e fraldas de criança paras serem entregues a esses trabalhadores. “Quem era aderecista, virou faxineira. Quem era forrador foi trabalhar em hospital, todo mundo tentou se manter”, conta. A solidariedade é um traço natural da escola de samba, onde muitos dos membros convivem mais entre si do que com suas próprias famílias. “Você acaba passando mais tempo aqui do que em casa. A cozinheira vira sua mãe, o diretor de barracão é como seu pai”, acrescenta.

[...]


Disponível em:<https://bityli.com/vvBU3 . Acesso em: 19 fev. 2021 (Adaptação).
Releia este trecho.
“[...] um martelo batendo num ferro em algum dos barracões da Liga das Escolas de Samba de São Paulo
[...]”
Considere as afirmativas a seguir.
I. “Num” é palavra formada pela contração da preposição “em” com o artigo indefinido “um”.
II. “Algum” é pronome indefinido que admite variação de gênero e número.
III. “Liga das Escolas de Samba de São Paulo” é substantivo próprio.

Estão corretas as afirmativas
Alternativas
Q2678581 Português

Roda Viva


Tem dias que a gente se sente

Como quem partiu ou morreu

A gente estancou de repente

Ou foi o mundo então que cresceu.

A gente quer ter voz ativa

No nosso destino mandar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega o destino pra lá.


A gente vai contra a corrente

Até não poder resistir

Na volta do barco é que sente

O quanto deixou de cumprir.

Faz tempo que a gente cultiva

A mais linda roseira que há

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a roseira pra lá.


A roda da saia, a mulata

Não quer mais rodar, não senhor

Não posso fazer serenata

A roda de samba acabou.

A gente toma a iniciativa

Viola na rua, a cantar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a viola pra lá.


O samba, a viola, a roseira

Um dia a fogueira queimou

Foi tudo ilusão passageira

Que a brisa primeira levou.

No peito a saudade cativa

Faz força pro tempo parar

Mas eis que chega a roda viva

E carrega a saudade pra lá


Roda mundo, roda-gigante

Roda moinho, roda pião

O tempo rodou num instante

Nas voltas do meu coração.


Chico Buarque.


Com base no texto e em seus conhecimentos adquiridos responda às questões.

A locução “A gente” que aparece na 1ª. estrofe, morfologicamente, é

Alternativas
Q2675606 Português

Assinale a alternativa que corresponde, RESPECTIVAMENTE, às classes das palavras em destaque no excerto a seguir:


“Provavelmente, você já foi astronauta, herói, dentista, fez comidinhas maravilhosas, viajou o mundo, enfrentou perigos e deu muita, mas muita risada! Hoje, essas brincadeiras são incríveis memórias carregadas de lembranças da sua família, dos amigos, dos locais onde brincava, e despertam sentimentos maravilhosos.”

Alternativas
Q2675572 Português

Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.


A força da liderança feminina no mercado de tecnologia


Por Sandya Coelho


  1. Quando iniciei minha carreira no segmento de tecnologia e internet, lá em 2010, ainda
  2. via poucas mulheres ____ frente de áreas estratégicas das grandes empresas com as quais
  3. trabalhei. Onze anos depois, vemos um incentivo forte para que mais mulheres tenham
  4. oportunidades em posições de liderança, e esse movimento vem sendo puxado justamente pelas
  5. empresas do setor de tecnologia e servido de modelo para os demais setores. E esse movimento
  6. pró-liderança feminina não fica restrito apenas aos cargos diretivos.
  7. Historicamente, muitas mulheres foram brilhantes ao conquistarem, com muita luta, seus
  8. espaços na sociedade, e são importantes inspirações para as atuais gerações, ainda mais para
  9. quem busca oportunidades em posições de liderança. Mas, ainda hoje, ser mulher num cargo de
  10. liderança não é tarefa fácil, sobretudo no mercado mais tradicional, é muito desafiador ser
  11. mulher no comando das negociações. Em minhas experiências profissionais, já precisei
  12. demonstrar firmeza para fazer outra pessoa entender que não era necessário buscar um homem
  13. posicionado hierarquicamente acima de mim, que era possível falar diretamente comigo. Por
  14. outro lado, também tive a oportunidade de descobrir no mundo da tecnologia, onde passei a
  15. atuar nos últimos 11 anos, um ambiente menos desigual.
  16. Atualmente, faço parte de uma empresa que acaba de estrear no Novo Mercado da B3,
  17. em um momento crucial para as empresas de tecnologia. Como mulher na liderança, tenho a
  18. oportunidade de inspirar outras mulheres a buscarem e alcançarem esses lugares que sempre
  19. foram ocupados majoritariamente por homens, além de abrir caminho para que ações efetivas
  20. sejam realizadas e tornem o mercado cada vez mais inclusivo.
  21. Apesar de ter uma percepção sobre a evidente evolução da presença feminina no mercado
  22. de tecnologia, em especial em cargos de liderança, ainda há um longo caminho a ser percorrido
  23. em relação ____ representatividade das mulheres em cargos mais estratégicos. Os desafios
  24. ainda são muitos e complexos, com raízes históricas que permeiam ___ sociedade, mas ao olhar
  25. para o futuro e, graças ao crescimento gradual da força feminina, não só no mercado tech, mas
  26. nos mais diversos segmentos, tenho a convicção de que juntas podemos propiciar um cenário
  27. cada vez mais igualitário.


(Disponível em: https://exame.com/blog/sandya-coelho – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que indica palavra formada pelo mesmo processo de “desigual” (l. 15).

Alternativas
Q2671884 Português

A intensa busca da perfeição


Nos enganaram. É isso mesmo. Nem tudo termina em beijo. Quase nada, na verdade. E por que que insistimos que sim? Talvez eu não devesse atribuir a dúvida a todos nós. Só a mim mesma já está de bom tamanho.

Faço parte da massa de pessoas viciadas em comédias românticas do tipo água-com-açúcar. Sabe que aqueles filmes podem fazer um mal e tanto? Tudo é sempre tão perfeito, tão maravilhoso! E, claro, no meio do filme há sempre uma crise entre o casal e, no último quarto, no final, tudo começa a se ajeitar. Tudo caminhando para o grande final. O beijo! A câmera fecha no casal se beijando na chuva ou na praia, ou entre as flores. Ou ainda todas as anteriores ao mesmo tempo.

O cara é sempre bonito, gostoso, simpático, sorridente, carinhoso, cheiroso, bom cozinheiro, bemvestido, inteligente - todas as variáveis existentes. A moça é sempre maravilhosa, determinada, inteligente, bem-humorada, bem-vestida, delicada, meiga, romântica - e todas as outras variáveis existentes. Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.

Nem todas somos maravilhosas, meigas, determinadas e tudo o mais ao mesmo tempo. E, acreditem, nem todos eles são lindos, gostosos e - ao mesmo tempo - inteligentes, simpáticos e tudo o mais... E aí, como é que fica a vida real? Como é que nos mostram tudo isso e, depois - como se fosse um belo prêmio de consolação - nos dão isso. Acho que acabo de descobrir por que os filmes românticos terminam quando o casal dá o beijo definitivo. É porque, a partir daí, começa a realidade. E eles não vão querer nos mostrar a realidade. Não vende.

Daí, por que esses filmes podem fazer um mal e tanto. Ficamos esperando a perfeição. E ela deve ser realmente como nos filmes. Não aceitamos qualquer amostra barata. E então, um tem mau hálito, outro uma barriguinha, outro usa meia de ursinho, outro é um pouco lerdo, outro usa aparelho, outro gosta do É o Tchan! E, se por acaso vocês saem – se é que se chega a tal ponto - nada de passeios ao luar, velas, beijos debaixo da chuva. No dia seguinte, nada de telefonemas, mensagens ou e-mails apaixonados, nem mesmo - muito menos - flores.

Então, quando parei para pensar nisso, depois de uma maratona de três desses retratos da perfeição, achei que talvez devêssemos nunca mais assistir a eles. Greve às comédias românticas! Mas, no fim, acho que isso não resolveria. Devemos, isso sim, deixar de ser tão covardes. Levantar do sofá, desligar a TV e dar a cara a tapa. É tão cômodo sentar e dizer "nada é bom o bastante para mim" e não correr o risco de se machucar. Nada mais perfeito do que um amor de verdade, com todas as suas falhas e imperfeições. Com todas as brigas, encontros e desencontros, mau hálito e meias de ursinho. Sabe por quê? Porque, no fim, descobrimos que somos perfeitos pelo simples fato de não o sermos.


Annita Veslasque. Publicado no jornal Estado de Minas 29.03.2005

O vocábulo em destaque em “Então, só o que posso concluir é que, afinal, nos enganaram.” (3º parágrafo) tem sua correta classificação apresentada na opção:

Alternativas
Respostas
6381: C
6382: C
6383: B
6384: D
6385: D
6386: C
6387: C
6388: E
6389: A
6390: B
6391: A
6392: D
6393: C
6394: C
6395: B
6396: D
6397: D
6398: D
6399: A
6400: E