Questões de Concurso
Sobre morfologia - pronomes em português
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Leia o texto.
Despedida
E no meio dessa confusão alguém partiu sem se despedir; foi triste. Se houvesse uma despedida talvez fosse mais triste, talvez tenha sido melhor assim, uma separação como às vezes acontece em um baile de carnaval — uma pessoa se perde da outra, procura-a por um instante e depois adere a qualquer cordão. É melhor para os amantes pensar que a última vez que se encontraram se amaram muito — depois apenas aconteceu que não se encontraram mais. Eles não se despediram, a vida é que os despediu, cada um para seu lado — sem glória nem humilhação.
Creio que será permitido guardar uma leve tristeza, e também uma lembrança boa; que não será proibido confessar que às vezes se tem saudades; nem será odioso dizer que a separação ao mesmo tempo nos traz um inexplicável sentimento de alívio, e de sossego; e um indefinível remorso; e um recôndito despeito.
E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam, porque ficaram em nossa vida; que a lembrança deles nos faz sentir maior a nossa solidão; mas que essa solidão ficou menos infeliz: que importa que uma estrela já esteja morta se ela ainda brilha no fundo de nossa noite e de nosso confuso sonho?
Talvez não mereçamos imaginar que haverá outros verões; se eles vierem, nós os receberemos obedientes como as cigarras e as paineiras — com flores e cantos. O inverno — te lembras — nos maltratou; não havia flores, não havia mar, e fomos sacudidos de um lado para outro como dois bonecos na mão de um titeriteiro* inábil.
Ah, talvez valesse a pena dizer que houve um telefonema que não pôde haver; entretanto, é possível que não adiantasse nada. Para que explicações? Esqueçamos as pequenas coisas mortificantes; o silêncio torna tudo menos penoso; lembremos apenas as coisas douradas e digamos apenas a pequena palavra: adeus.
A pequena palavra que se alonga como um canto de cigarra perdido numa tarde de domingo.
* Pessoa que movimenta bonecos articulados com fios.
(Rubem Braga)
( ) As palavras “despedida” e “separação” são homônimas. ( ) Na frase “…procura-a por um instante” o “a” é um pronome oblíquo que substitui a palavra “outra”. ( ) No último período do primeiro parágrafo, todos os verbos estão no pretérito perfeito e há uma próclise obrigatória. ( ) Na frase “haverá outros verões”, se o verbo “haver” for trocado por “existir”, teremos a seguinte construção: “Existirão outros verões”. ( ) Na frase “E que houve momentos perfeitos que passaram, mas não se perderam”, a vírgula foi usada para separar um período composto por coordenação.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Leia o texto.
Cafezinho
Leio a reclamação de um repórter irritado que precisava falar com um delegado e lhe disseram que o homem havia ido tomar um cafezinho. Ele esperou longamente e chegou à conclusão de que o funcionário passou o dia inteiro tomando café.
Tinha razão o rapaz de ficar zangado. Mas com um pouco de imaginação e bom humor podemos pensar que uma das delícias do gênio carioca é exatamente esta frase:
— Ele foi tomar café.
A vida é triste e complicada. Diariamente é preciso falar com um número excessivo de pessoas. O remédio é ir tomar um “cafezinho”. Para quem espera nervosamente, esse “cafezinho” é qualquer coisa infinita e torturante.
Depois de esperar duas ou três horas dá vontade de dizer:
— Bem cavalheiro, eu me retiro. Naturalmente o Sr. Bonifácio morreu afogado no cafezinho.
Ah, sim, mergulhemos de corpo e alma no cafezinho. Sim, deixemos em todos os lugares este recado simples e vago:
— Ele saiu para tomar um café e disse que volta já.
Quando a bem-amada vier com seus olhos tristes e perguntar:
— Ele está? alguém dará o nosso recado sem endereço.
Quando vier o amigo e quando vier o credor, e quando vier o parente, e quando vier a tristeza, e quando a morte vier, o recado será o mesmo:
— Ele disse que ia tomar um cafezinho...
Podemos, ainda, deixar o chapéu. Devemos até comprar um chapéu especialmente para deixá-lo. Assim dirão:
— Ele foi tomar um café. Com certeza volta logo. O chapéu dele está aí...
Ah! Fujamos assim, sem drama, sem tristeza, fujamos assim. A vida é complicada demais. Gastamos muito pensamento, muito sentimento, muita palavra. O melhor é não estar.
Quando vier a grande hora de nosso destino nós teremos saído há uns cinco minutos para tomar um café. Vamos, vamos tomar um cafezinho.
(Rubem Braga)
Analise as frases abaixo quanto ao uso correto de pronomes.
( ) É hora deles voltarem e a ti não te convém interferir.
( ) Deixaram o recado conosco mesmo: “O repórter queria falar consigo, delegado!”.
( ) Sabia que não lhes veria mais; isto era para mim, conscientemente, entender.
( ) Para mim, sair para o cafezinho ainda é um sacrifício.
( ) Vossa Senhoria julga que posso auxiliá-lo em sua agenda?
Assinale a alternativa que indica todas as frases corretas.
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados na questão.

Assinale a opção em que o pronome pessoal oblíquo exerce a função de objeto indireto.
O trecho a seguir foi extraído de um dos discursos do Barão do Rio Branco, o patrono da diplomacia brasileira. Considere-o atentamente para responder a questão.
“O estudo da história nacional é ocupação das mais gratas e tão absorvente para os que por ele se apaixonam, que, às vezes, uma vida inteira se passa em reunir elementos para trabalhos de conjunto, que nem sempre nos julgamos bastante preparados para empreender resolutamente ou cuja execução adiamos seduzidos pelo desejo de novas, mais amplas e contínuas pesquisas. Mas, durante essa longa, prolixa e paciente preparação, em que as descobertas pessoais se multiplicam, enchendo de encanto o investigador, durante o minucioso inquérito a que procedemos sobre os nossos antecedentes sociais e políticos, vai-se formando em nós, primeiro obscuramente e, depois, com evidência e autoridade irrecusáveis, a convicção da grandeza dos nossos destinos no hemisfério americano. Nenhuma recompensa cívica, nenhuma coroa de louros, nenhuma aclamação gloriosa vale esse resultado moral, que é a segurança de que o nosso patriotismo se objetiva dignamente. Diante do pessimismo irredutível dos que veem o mundo através das próprias irritações e tristezas, e mesmo nas horas escuras das nossas fadigas e desalentos pessoais, a confiança nos destinos do Brasil se apresenta como o melhor dos tônicos. Foi ela certamente a que nos amparou nos momentos difíceis com a energia que sempre pôde vencer vaticínios sinistros e infundados, nascidos somente de fatos de passageira realidade”.
(Trecho com adaptações)
1. Não tenha medo, Camilo! / Não, tenha medo, Camilo!
2. “Para mim, passar por aquela rua parece complicado”, disse ela. / Esse é um problema para mim resolver.
3. Vossa Senhoria, indicaremos o vosso nome para paraninfo de nossa turma. / Indicaremos o seu nome, Vossa Senhoria, para paraninfo de nossa turma.
4. Já pagaram ao funcionário? / Já o pagaram?
5. Aquela partitura nas mãos de Camilo é de minha autoria. / Essa partitura que tenho comigo é de minha autoria.
Assinale a alternativa correta.
Texto 1
Leia o texto.
Engulo o uísque e vou caminhando. Tenho um encontro com um empresário e um americano antropólogo que está com ele. Cinema, grana, outros papos. O burguês amigo meu fala sem parar nas tragédias da lucratividade nacional. Meu amigo fala muito “deles… deles … deles”. Todo o mal do Brasil é culpa deles. O mundo e o país estão sendo destruídos por eles. Até que o americano não aguenta mais de curiosidade e pergunta: “Who are they?” (Quem são eles?) Meu amigo para, travado. Quem são eles? Aí descubro o óbvio triunfal. Eles são os outros. São as forças ocultas que desculpam nossa omissão. Grande categoria descobri: eles. Todos nós falamos da desgraça nacional como se fosse feita por outros, seres impalpáveis que são responsáveis por tudo. Eles podem ser o governo, o operariado, os americanos, os jornalistas (…)… Todos, menos eu.
(Arnaldo Jabor- adaptado)
1. O que espero da vida: paz, sossego, trabalho e conseguir amar.
2. Gosto de maçã, uva, abacate e novela mexicana.
3. Eu quero isto: paz; paz: é isso que eu quero.
4. Hão de haver excelentes soluções para os problemas brasileiros.
5. A tua fala não afeta-me, pois a verdade está comigo.
Assinale a alternativa correta sobre as frases.
Texto 1
Leia o texto.
Engulo o uísque e vou caminhando. Tenho um encontro com um empresário e um americano antropólogo que está com ele. Cinema, grana, outros papos. O burguês amigo meu fala sem parar nas tragédias da lucratividade nacional. Meu amigo fala muito “deles… deles … deles”. Todo o mal do Brasil é culpa deles. O mundo e o país estão sendo destruídos por eles. Até que o americano não aguenta mais de curiosidade e pergunta: “Who are they?” (Quem são eles?) Meu amigo para, travado. Quem são eles? Aí descubro o óbvio triunfal. Eles são os outros. São as forças ocultas que desculpam nossa omissão. Grande categoria descobri: eles. Todos nós falamos da desgraça nacional como se fosse feita por outros, seres impalpáveis que são responsáveis por tudo. Eles podem ser o governo, o operariado, os americanos, os jornalistas (…)… Todos, menos eu.
(Arnaldo Jabor- adaptado)
1. A última frase do texto constitui-se em uma figura de linguagem chamada perífrase.
2. A pergunta do americano acontece por uso inapropriado dos pronomes “deles/eles”.
3. O primeiro período do texto é composto e mantém entre as orações uma relação de casualidade.
4. A frase “Se eu fracassei na vida, a culpa é da péssima educação que recebi.” ilustra o sentido da expressão “óbvio triunfal” usada pelo autor.
5. A palavra “que”, por três vezes no texto, funciona como elemento de coesão para resgate e não repetição do que foi dito anteriormente; é um pronome relativo.
Assinale a alternativa que apresenta as afirmações verdadeiras.
I.Inicia com pronome indefinido invariável.
II.O verbo "causar" é bitransitivo, por isto pede duplo complemento.
III.Em: "quando não nos valorizamos o suficiente", temos exemplo de próclise atraída por advérbio de negação, e exemplo sujeito elíptico identificado pela desinência verbal.
IV.Semanticamente, a expressão: "o suficiente" equivale a "o bastante".
V.O TIL usado nos substantivos: "situações" e "formação" justifica a tonicidade da última sílaba em ambos.
VI.Em ambas as expressões: "a não ser que você permita", "maior permissão que" - destacamos conjunções subordinativas integrantes.
Estão CORRETAS, apenas:
Textos 3, 4 e 5 para a questão.
Texto 3 Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Texto 4 Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
Texto 5 Quando as coisas ficam ruins, é sinal de que as coisas boas estão por perto...
(Os textos 3, 4 e 5 são de autoria de Cora Coralina)
AQUELA - QUE - E
Sobre esses termos, assinale a alternativa que indica, CORRETA e respectivamente, a sua classificação.
Textos 3, 4 e 5 para a questão.
Texto 3 Recria tua vida, sempre, sempre.
Remove pedras e planta roseiras e faz doces. Recomeça.
Texto 4 Eu sou aquela mulher que fez a escalada da montanha da vida, removendo pedras e plantando flores.
Texto 5 Quando as coisas ficam ruins, é sinal de que as coisas boas estão por perto...
(Os textos 3, 4 e 5 são de autoria de Cora Coralina)
Texto 2 para a questão.
O CAMINHO DA VIDA
O caminho da vida pode ser o da liberdade e o da beleza, porém nos extraviamos.
A cobiça envenenou a alma dos homens, levantou no mundo as muralhas do ódio e tem-nos feito marchar a passo de ganso para a miséria e morticínios.
Criamos a época da velocidade, mas nos sentimos enclausurados dentro dela. A máquina, que produz abundância, tem nos deixado em penúria.
Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos; nossa inteligência, empedernidos e cruéis. Pensamos em demasia e sentimos bem pouco.
Mais do que de máquinas, precisamos de humanidade. Mais do que de inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo será perdido.
https://www.pensador.com/textos_de_charlie_chaplin/.Acesso em 30/04/2022
I. “O caminho da vida pode ser o da liberdade e da beleza, porém nos extraviamos.” II. “...mas nos sentimos enclausurados dentro dela.” III. “Nossos conhecimentos fizeram-nos céticos.”
Sobre eles, assinale a alternativa CORRETA.
Texto 02
O EQUILÍBRIO DESIGUAL DO TRABALHO NÃO REMUNERADO
Para mulheres que passam o dia todo realizando tarefas não remuneradas, os afazeres cotidianos matam os sonhos de toda uma vida. O que quero dizer com trabalho não remunerado? É o trabalho doméstico: cuidar dos filhos ou de outras pessoas, cozinhar, limpar, fazer compras e outras tarefas cumpridas por um membro da família que não está sendo pago. Em média, as mulheres ao redor do mundo dedicam o dobro das horas dos homens ao trabalho não remunerado, mas o tamanho da disparidade varia. Na Índia, elas passam seis horas por dia realizando tarefas não remuneradas enquanto os homens passam menos de uma.
Quando as mulheres conseguem reduzir o tempo de trabalho não remunerado, aumentam o tempo de trabalho remunerado. De fato, reduzir o trabalho não remunerado das mulheres, de cinco para três horas por dia, aumenta em 20% a participação feminina na força de trabalho.
Isto é muito significativo porque é o trabalho remunerado que eleva as mulheres em direção à igualdade com os homens e lhes dá poder e independência. É por isso que o desequilíbrio de gêneros no trabalho não remunerado é tão relevante. O trabalho não remunerado que a mulher faz em casa é uma barreira para as atividades que podem fazê-la avançar: melhorar sua formação, obter renda fora de casa, conhecer outras mulheres, tornar-se politicamente ativa. O trabalho não remunerado desigual obstrui o caminho da mulher para o empoderamento.
GATES, Melinda. O Momento de Voar. GMT Editores Ltda. p.107.
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, observando os termos sublinhados.
1. Adjetivo
2. Substantivo
3. Numeral
4. Preposição
5. Pronome
6. Artigo
7. Advérbio
8. Conjunção
( ) “Para mulheres que passam o dia todo realizando tarefas...”
( ) “...os afazeres cotidianos matam os sonhos de toda uma vida”
( ) “...ao redor do mundo dedicam o dobro das horas...”
( ) “Quando as mulheres conseguem reduzir o tempo...”
( ) “Isto é muito significativo porque é o trabalho...”
( ) “...enquanto os homens passam menos de uma.”
( ) “mas o tamanho da disparidade varia.”
( ) “...que a mulher faz em casa é uma barreira...”
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
Texto 01
PERSISTÊNCIA
A maioria das pessoas está pronta para jogar fora objetivos e propósitos e desistir ao primeiro sinal de oposição ou infortúnio. Algumas continuam, apesar de toda oposição, até atingirem o objetivo. Pode não haver uma conotação heroica na palavra “persistência”, mas ela faz por seu caráter o que o carbono faz pelo ferro – o endurece e transforma em aço.
Aqueles que cultivaram o hábito da persistência parecem protegidos contra o fracasso. Não importa quantas vezes sejam derrotados, no fim alcançam o objetivo. E mais ainda – o conhecimento de que todo fracasso traz nele a semente de uma vantagem equivalente.
As pessoas que aprendem pela experiência a importância da persistência não aceitam a derrota como algo mais que temporário. Vemos que essas pessoas transformam o castigo da derrota em impulso para se esforçarem mais. Mas o que não vemos, o que a maioria nem suspeita, é o poder silencioso, que socorre os que lutam contra o desânimo.
HILL, Napoleon. Quem pensa, enriquece. O Legado. Fundação Napoleon Hill. 2020. p.69-70.
Observe o fragmento de texto abaixo:
“Aqueles que cultivaram o hábito da persistência parecem protegidos contra o fracasso.”
Se o termo acima sublinhado fosse substituído pelo mesmo pronome no feminino singular, mantendo-se os verbos e os tempos verbais apresentados no texto, estaria CORRETA a alternativa
Texto 01
PERSISTÊNCIA
A maioria das pessoas está pronta para jogar fora objetivos e propósitos e desistir ao primeiro sinal de oposição ou infortúnio. Algumas continuam, apesar de toda oposição, até atingirem o objetivo. Pode não haver uma conotação heroica na palavra “persistência”, mas ela faz por seu caráter o que o carbono faz pelo ferro – o endurece e transforma em aço.
Aqueles que cultivaram o hábito da persistência parecem protegidos contra o fracasso. Não importa quantas vezes sejam derrotados, no fim alcançam o objetivo. E mais ainda – o conhecimento de que todo fracasso traz nele a semente de uma vantagem equivalente.
As pessoas que aprendem pela experiência a importância da persistência não aceitam a derrota como algo mais que temporário. Vemos que essas pessoas transformam o castigo da derrota em impulso para se esforçarem mais. Mas o que não vemos, o que a maioria nem suspeita, é o poder silencioso, que socorre os que lutam contra o desânimo.
HILL, Napoleon. Quem pensa, enriquece. O Legado. Fundação Napoleon Hill. 2020. p.69-70.
TEXTO 3
HOME OFFICE
A grande mudança trazida pela Covid-19 foi a implantação do home office pelas empresas. Com o isolamento para conter a propagação da doença, o trabalho remoto foi a saída encontrada para continuar as atividades, pelo menos para aqueles profissionais cujo emprego não exige presença física em um local específico. Essa medida adiantou uma prática que vinha sendo implantada de forma gradual antes da pandemia por algumas empresas, limitada a alguns dias da semana.
O Twitter, por exemplo, informou em maio que os funcionários poderiam trabalhar em casa para sempre, caso preferissem. A exceção ficaria por conta daqueles profissionais que não conseguem desempenhar o trabalho a distância, como a equipe de manutenção nos servidores.
No entanto, essa mudança na forma de trabalhar traz desafios como continuar produtivo sem a supervisão direta do chefe ou perto dele, mantendo o mesmo número de horas trabalhadas; aumento de gastos com água, luz, internet e mobiliário adequado em casa; capacidade de manter a comunicação de forma virtual com o distanciamento físico de chefes e colegas; além do equilíbrio do trabalho em casa com a vida pessoal.
O economista Thomas Coutrot, cujas pesquisas são focadas no impacto da globalização no mercado de trabalho, é cético quanto ao futuro do trabalho a distância. “Talvez as pessoas se deem conta de que o trabalho remoto não tem nada a ver com o paraíso com que elas sonhavam, de conciliação entre a vida profissional e a pessoal. Trabalho remoto é difícil: é uma pressão, um isolamento, uma dificuldade de comunicação e cooperação com os colegas. É uma situação bastante precária”, opina.
Ele observa que, em poucas semanas, as empresas já constatam o aparecimento de problemas de saúde física e mental dos funcionários que estão em casa devido à pandemia – um problema que só tende a aumentar.
“O controle do empregador é ainda mais acirrado quando os empregados estão a distância. O trabalhador fica conectado em tempo integral, no sistema da empresa. Os chefes podem saber o que cada um está fazendo em tempo real”, frisa.
“Além disso, é uma situação que limita a autonomia, a criatividade, a possibilidade de tomar um tempo para conversar com os colegas sobre assuntos não diretamente ligados ao trabalho, mas que propiciam novas ideias e soluções.”
https://g1.globo.com/economia/concursos-e-emprego/noticia/2020/06/19/pandemia-, adiantou-mudancas-no-mundo-do-trabalho. Acesso em 28/04/2022.
Texto 1
A ARTE DE VIVER BEM
Içami Tiba
Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar, mas cobre de cada um a sua responsabilidade. Não deixe de usufruir o prazer, mas que não faça mal a ninguém. Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos, mas se olhe também com os olhos delas. Não fique ensinando sempre, você pode aprender muito mais. Não desanime perante o fracasso, supere-se transformando-o em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto; ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer. Não estrague um programa diferente com seu mau humor, descubra a alegria da novidade. Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros…
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo! Se você quer o melhor das pessoas, dê o máximo de si, já que a vida lhe deu tanto. Enfim, agradeça sempre, pois a gratidão abre as portas do coração.
https://www.belasmensagens.com.br/reflexao/arte-de-viver-bem.html.
Acesso em 30/04/2022
Sobre Colocação Pronominal, observe os trechos abaixo:
I. “...mas se olhe também com os olhos delas.”
II. “Não desanime perante o fracasso, supere-se transformando-o em aprendizado.”
III. “Não se aproveite de quem se esforça tanto...”
Em relação a esses trechos, assinale a alternativa CORRETA.
Texto 1
A ARTE DE VIVER BEM
Içami Tiba
Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar, mas cobre de cada um a sua responsabilidade. Não deixe de usufruir o prazer, mas que não faça mal a ninguém. Não pegue mais do que você precisa, mas lute pelos seus direitos.
Não olhe as pessoas só com os seus olhos, mas se olhe também com os olhos delas. Não fique ensinando sempre, você pode aprender muito mais. Não desanime perante o fracasso, supere-se transformando-o em aprendizado.
Não se aproveite de quem se esforça tanto; ele pode estar fazendo o que você deixou de fazer. Não estrague um programa diferente com seu mau humor, descubra a alegria da novidade. Não deixe a vida se esvair pela torneira, pode faltar aos outros…
O amor pode absorver muitos sofrimentos, menos a falta de respeito a si mesmo! Se você quer o melhor das pessoas, dê o máximo de si, já que a vida lhe deu tanto. Enfim, agradeça sempre, pois a gratidão abre as portas do coração.
https://www.belasmensagens.com.br/reflexao/arte-de-viver-bem.html.
Acesso em 30/04/2022
Numere a segunda coluna de acordo com a primeira, observando os termos sublinhados.
1. Preposição
2. Adjetivo
3. Substantivo
4. Advérbio
5. Conjunção
6. Pronome
( ) “Não exija dos outros o que eles não podem lhe dar...”
( ) “...mas lute pelos seus direitos.”
( ) “O amor pode absorver muitos sofrimentos...”
( ) “...mas que não faça mal a ninguém.”
( ) “...um programa diferente com seu mau humor.”
( ) “Não fique ensinando sempre...”
Assinale a alternativa que indica a sequência CORRETA.
O que uma menina de 9 anos tem a nos ensinar sobre propósito?
Encontrar um propósito através do qual se consiga deixar sua marca no mundo ou um sentido para aquilo que se faz todos os dias tornou-se um fenômeno.
Luciana Rodrigues 6 de abril de 2022
Em uma das despretensiosas conversas que tive com a Isadora, minha filha de 9 anos, ela soltou, como quem não quer nada: “Sabia que todo mundo quer ser lembrado?”. Sem entender muito bem como ela tinha chegado a essa conclusão, pedi-lhe para que me contasse um pouco mais sobre essa sua observação.
“Quando eu crescer, quero abrir um café. Acho triste passar pelo mundo sem deixar alguma coisa para as pessoas lembrarem da gente”. Mesmo sem saber ao certo de onde veio essa inspiração repentina, confesso que meu lado mãe-fã-númeroum ficou super orgulhoso.
Indo além das paredes do meu apartamento, encontrar um propósito, através do qual se consiga, de fato, deixar sua marca no mundo – como sonha a Isadora –, ou ainda, conseguir um sentido para aquilo que se faz todos os dias, tornou-se um fenômeno que une de tech-nerds do Vale do Silício a profissionais dos mais variados cargos e salários pelo Brasil e o mundo. Obviamente, isso só é possível quando a base da Pirâmide de Maslow (lembra dela?) está muito bem estabelecida.
Nos EUA, existe até um nome para esse movimento: “The Great Resignation” ou “A Grande Demissão”. Segundo o U.S. Department of Labor, só no último mês de fevereiro, 4,4 milhões de americanos deixaram seus empregos formais. Os motivos para esses números vão do desejo de fazer mudanças drásticas na carreira à necessidade de largar a profissão para cuidar de crianças ou parentes idosos. Além de sintomas típicos dos tempos atuais, como o burnout e o sentimento de abismo existente entre o que as pessoas acreditam e os valores do seu empregador.
Os números não afirmam, categoricamente, qual é o principal fator para essa debandada de trabalhadores, mas uma coisa é certa: para milhões de pessoas ao redor do mundo, a pandemia veio para rever suas prioridades. A remuneração deixa de ser o fator decisivo para a permanência em um emprego, ganhando relevância questões que, há poucos anos, ficavam em segundo plano, como modelos híbridos e flexíveis de trabalho, tempo gasto em deslocamentos, equilíbrio maior entre vida pessoal x trabalho, e até mesmo afinidade com o propósito da empresa.
Para Ariana Huffington: “A Grande Demissão na verdade é uma Grande Reavaliação. O que as pessoas estão abandonando é uma cultura de esgotamento e uma definição quebrada de sucesso. Ao deixar seus empregos, as pessoas estão afirmando seu desejo por uma maneira diferente de trabalhar e viver”.
Conheci uma dessas histórias de perto, em um dos encontros mensais que organizo na empresa em que atuo como CEO. A ideia dos bate-papos é trazer novos repertórios para dentro da nossa rotina de trabalho, com convidados que, à primeira vista, não têm nada a ver com o nosso “core-business”, mas que ajudam imensamente a furar a bolha em que vivemos.
Um desses convidados foi uma enfermeira. Uma mulher muito culta, expansiva e encantadora que, no alto dos seus 30 anos, decidiu dar uma guinada em sua vida. Depois de um período sabático pela América Latina, decidiu abandonar uma carreira bem-sucedida na área do entretenimento e estudar enfermagem. Uma profissão com menos perspectivas financeiras, mas completamente alinhada com o seu chamado.
“Para alguns, hospital significa morte. Para mim, é sinônimo de vida”. Essa foi uma das frases ditas por ela que mais me impactou em seu depoimento, e que, por semanas, me fez refletir sobre sua história de coragem e seu olhar transformador.
Mas não espere respostas certas nos momentos certos. Cada um tem seu tempo e suas formas de encontrá-las. Sabemos tão pouco sobre nós. Por isso, investir seu tempo (que também é dinheiro) em coisas que ninguém pode tirar de você, como autoconhecimento, é a decisão mais sábia que você pode tomar. É um processo transformador, que envolve desconforto, mas que vai te colocar numa posição de maior controle das suas emoções.
Não passe uma vida inteira esperando algo que ninguém jamais poderá lhe oferecer.
E, se eu pudesse dar mais uma dica, seria: assim como no mercado financeiro, nunca invista todo seu patrimônio em só um ativo. Não fique esperando que o trabalho supra todas as suas necessidades. Encontre um hobby. Dedique-se a um trabalho voluntário. Seja mentor de um jovem aprendiz. Ou, então, coloque no papel um plano para daqui a 2 anos e persiga-o incansavelmente.
Talvez “A Grande Demissão” seja um movimento coletivo de pessoas querendo encontrar seu verdadeiro propósito aqui na Terra. Ou, talvez, uma oportunidade para que consigam usar suas histórias para dar sentido às próprias vidas. Mas também pode ser apenas o reflexo de dois anos trancados em casa, e o desejo por uma mudança, seja ela qual for.
Na animação da Pixar “Viva – A Vida é uma Festa”, de que aliás, a Isadora é fã, é contada a história do “Dia de Los Muertos”, típica tradição mexicana de celebração aos que se foram. Diz-se que, após a morte de uma pessoa, ela vai para o mundo dos mortos e permanece lá apenas enquanto os vivos ainda se lembrarem dela. Quando for esquecida, aí, sim, será seu verdadeiro fim.
Não posso afirmar que veio daí a inspiração para a reflexão inicial da Isa, mas a conversa, que começou com uma questão existencial, terminou com: “Mamãe, qual é o sentido da vida?”. Dei a última mordida no pão de queijo e respondi: “Isa, que tal fazermos um brigadeiro?”
Luciana Rodrigues é CEO da Grey Brasil, conselheira do board da Junior Achievement, membro do conselho da Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial e do comitê estratégico de presidentes da Amcham.
Vocabulário:
• tech-nerds: estudiosos de tecnologia.
• CEO: diretor executivo.
• core-business: negócios principais.
• burnout: síndrome de esgotamento mental no trabalho.
• hobby: passatempo, atividade para lazer.
RODRIGUES, Luciana. O que uma menina de 9 anos tem a
nos ensinar sobre propósito? Forbes Brasil, 06 de abril de
2022. Colunas. Disponível em:
https://forbes.com.br/coluna/2022/04/luciana-rodrigues-o-que-uma-menina-de-9-anos-tem-a-nos-ensinar-sobre-proposito/.
“Oh! miserando Eugênio! aquelas palavras esmagaram-lhe o coração. Partir, deixar Margarida, para não voltar senão daí a seis ou sete anos, talvez nunca, quem sabe? Esta ideia lhe gelara o coração como um prenúncio de morte.”
GUIMARÃES, Bernardo. O seminarista. Disponível em: http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua00062a .pdf. Acesso em: 15 abr. 2022.
Nesse trecho, o LHE foi utilizado para indicar