Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q4141186 Português
Analise as assertivas abaixo relacionadas ao trecho “Não é uma data redonda, mas é sempre oportuno lembrar este escritor que faleceu aos 47 e se tornou eterno” (l. 01-02):
I. As palavras “redonda” e “eterno” são adjetivos. II. Os vocábulos “não” e “mas” são advérbios. III. Há apenas três verbos no trecho. IV. O termo “este” e “se” são pronomes.
Quais estão INCORRETAS?
Alternativas
Q4141064 Português
Leia o texto para responder a questão.


O pH da água influencia a nossa saúde?

Por Revista Super no Instagram


    Não. Algumas empresas de fato vendem água alcalina por um preço salgado, lucrando em cima de uma fake news de WhatsApp que afirma o seguinte: como o pH do sangue humano é ligeiramente básico – algo entre 7,35 e 7,45 em vez de 7, que é neutro –, beber água com o pH correspondente teria efeitos quase mágicos, como retardar o envelhecimento. Isso é besteira da grossa.

    “Água alcalina é só água”, diz a médica Alicia Kowaltowski, professora de Bioquímica da USP. “Não tem nenhum benefício à saúde diferente de água comum, nada justifica o alto custo.” Tanto é que a água, ao entrar no organismo, passa pelo estômago – onde é misturada a enzimas ácidas, com pH entre 1,5 e 3,5. Isso não a impede de ser absorvida pelo intestino depois. Cada órgão exige um pH diferente, e seu corpo é perfeitamente capaz de manter esse equilíbrio.

   É sempre bom lembrar que as moléculas de H2O, por si só, não são ácidas ou alcalinas. O que aumenta ou diminui o Ph da solução são as substâncias dissolvidas nela. É evidente que um gole de água com soda cáustica é extremamente alcalino e fará alguma diferença para sua saúde – porque irá corroer sua garganta por dentro. Mas uma alcalinidade leve, como a propiciada por um pouquinho de bicarbonato de sódio, não fará diferença alguma.

#OráculoSuper

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O pronome “isso”, no segundo parágrafo, retoma
Alternativas
Q4140379 Português
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) para o que se afirma em relação aos pronomes relativos e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.

( ) Aqui está o livro de que precisamos para fazer o trabalho.
( ) É muito valiosa a amizade das pessoas que confiamos.
( ) A rua a que nos dirigimos está alagada.
( ) As regras às quais eles obedecem são absurdas. 
Alternativas
Q4139726 Português

Instrução: A questão seguinte refere-se ao texto abaixo. O destaque ao longo do texto está citado nas questão.


Para estudar, o papel vence a tela 




(Disponível em: Mariana Ferrari, ISTOÉ Independente (istoe.com.br) – texto adaptado especialmente para esta

prova). 

Conforme nos ensina Koch, em relação aos elementos de coesão assinalados no texto – em negrito, em itálico e sublinhados, afirma-se que:
I. A pesquisadora e ela (l. 06 e 07) são elementos de coesão referencial, aqueles em que um componente da superfície do texto faz remissão a outro elemento presente no universo textual.
II. As duas ocorrências de quando (l. 03 e 08) são marcas linguísticas que estabelecem, entre os enunciados que compõem o texto, determinados tipos de relação. No caso, quando opera a localização temporal dos fatos a que aludem nos respectivos enunciados.
III. Mais e melhor ... do que (l. 03) é um mecanismo de progressão textual que estabelece entre as partes do texto relação de consecutividade entre as ações.
Quais estão corretas? 
Alternativas
Q4137902 Português

Assinale o item correto sobre o texto:


Alternativas
Q4137901 Português
Assinale a opção que preencha corretamente a lacuna da frase a seguir: Estela é a administradora ______ eu te falei.
Alternativas
Q4136406 Português


 (Fonte:Jornal O Estado de S. Paulo, 31 de dezembro de 2020 - 03h00)

Marque a alternativa correta, quanto à classificação dos vocábulos sublinhados, no período: “O retrospectivista mais desatento da História foi Luís XVI que, na véspera da Revolução Francesa, escreveu no seu diário: “Tudo calmo, nenhuma novidade no reino”. (l. 2-3). 
Alternativas
Q4124186 Português
Analise o excerto a seguir para responder a questão.

        Os cometas são corpos celestes que, junto com os planetas e asteroides, integram o Sistema Solar. Eles são descritos por astrônomos como "pedras de gelo sujo". Isso se deve a sua constituição, que é, basicamente, gases congelados, poeira cósmica e rochas. Esses corpos celestes possuem órbita em formato de elipse em torno do Sol. Logo, a proximidade em relação ao astro varia de acordo com a posição em que estão localizados.
Leia a informação a seguir, “Eles são descritos por astrônomos como pedras de gelo sujo.” Assinale a análise adequada do “sujeito” em destaque. 
Alternativas
Q4124130 Português
Atente à palavra que está sublinhada. Ele é um veículo que desempenha diversas funções, como arar, cultivar e semear os campos. Assinale a alternativa que corresponde ao sujeito da oração, representado pelo pronome pessoal Ele. 
Alternativas
Q4124110 Português
Atente à palavra que está em destaque: “As bananas são fáceis de se cultivar, especialmente em climas tropicais. Elas são um dos principais produtos de exportação de nosso país“. Assinale a alternativa que corresponde ao sujeito da oração, representado pelo pronome pessoal Elas.
Alternativas
Q4119168 Português
Texto para responder à questão.

O gigolô das palavras


Quatro ou cinco grupos diferentes de alunos do Farroupilha estiveram lá em casa numa mesma missão, designada por seu professor de Português: saber se eu considerava o estudo da Gramática indispensável para aprender e usar a nossa ou qualquer outra língua. Cada grupo portava seu gravador cassete, certamente o instrumento vital da pedagogia moderna, e andava arrecadando opiniões. Suspeitei de saída que o tal professor lia esta coluna, se descabelava diariamente com as suas afrontas às leis da língua, e aproveitava aquela oportunidade para me desmascarar. Já estava até preparando, às pressas, minha defesa (“Culpa da revisão! Culpa da revisão!”). Mas os alunos desfizeram o equívoco antes que ele se criasse. Eles mesmos tinham escolhido os nomes a serem entrevistados. Vocês têm certeza que não pegaram o Veríssimo errado? Não. Então vamos em frente.

Respondi que a linguagem, qualquer linguagem, é um meio de comunicação e que deve ser julgada exclusivamente como tal. Respeitadas algumas regras básicas da Gramática, para evitar os vexames mais gritantes, as outras são dispensáveis. A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer “escrever claro” não é certo mas é claro, certo? O importante é comunicar. [...].

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. O gigolô das palavras [Fragmento]. In: VERÍSSIMO, Luís Fernando. O nariz. 11. ed. São Paulo: Ática, 2006, p. 91.)
A substituição do sintagma destacado pelo sugerido entre parênteses implica desvio de concordância em: 
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Q4115249 Português

Recado ao Senhor 903


        Vizinho.


        Quem fala aqui é o homem do 1003. Recebi outro dia, consternado, a visita do zelador, que me mostrou a carta em meia- -noite – e a sua veemente reclamação verbal. Devo dizer que estou desolado com tudo isso, e lhe dou inteira razão. O regulamento do prédio é explícito e, se não fosse, o senhor ainda teria ao seu lado a lei e a polícia. Quem trabalha o dia inteiro tem direito ao repouso noturno e é impossível repousar no 903 quando há vozes, passos e músicas no 1003. Ou melhor: é impossível ao 903 dormir quando o 1003 se agita; pois como não sei o seu nome nem o senhor sabe o meu, ficamos reduzidos a ser dois números, dois números empilhados entre dezenas de outros. Eu, 1003, me limito a leste pelo 1005, a oeste pelo 1001, ao sul pelo oceano Atlântico, ao norte pelo 1004, ao alto pelo 1103 e embaixo pelo 903 – que é o senhor. Todos esses números são comportados e silenciosos; apenas eu e o oceano Atlântico fazemos algum ruído e funcionamos fora dos horários civis; nós dois apenas nos agitamos e bramimos ao sabor da maré, dos ventos e da lua. Prometo sinceramente adotar, depois das 22 horas, de hoje em diante, um comportamento de manso lago sul. Prometo. Quem vier à minha casa (perdão: ao meu número) será convidado a se retirar às 21:45, e explicarei: o 903 precisa repousar das 22 horas às 7 pois às 8:15 deve deixar o 783 para tomar o 109 que o levará até o 527 de outra rua, onde trabalha na sala 305. Nossa vida, vizinho, está toda numerada; e reconheço que ela só pode ser tolerável quando o número não incomoda outro número, mas o respeita, ficando dentro dos limites de seus algarismos. Peço-lhes desculpas – e prometo silêncio. 


       Mas que me seja permitido sonhar com outra vida e outro mundo, em que um homem batesse à porta do outro e dissesse: “Vizinho, são três horas da manhã e ouvi música em tua casa. Aqui estou”. E o outro respondesse: “Entra vizinho, e come do meu pão e bebe do meu vinho. Aqui estamos todos a bailar e cantar, pois descobrimos que a vida é curta e a lua é bela”.


       E o homem trouxesse sua mulher, e os dois ficassem entre os amigos e amigas do vizinho entoando canções para agradecer a Deus o brilho das estrelas e o murmúrio da brisa nas árvores, e o dom da vida, e a amizade entre os humanos, e o amor e a paz.


 (BRAGA, Rubem. Portal da Crônica Brasileira. Crônicas. Acervo Fundação Casa de Rui Barbosa. Adaptado.)

Levando em consideração que o pronome se trata de palavra que acompanha ou substitui substantivos, assinale o trecho literal que transmite ideia de posse. 
Alternativas
Q4115102 Português
Leia o texto e responda o que for solicitado no comando da questão.


Vocação: Guru.


A profissão de palpitar na vida alheia continua sendo um sucesso.


    Ser guru sempre foi uma excelente carreira. Houve a época dos gurus indianos como o Maharishi que, impulsionados pelos Beatles, se projetaram no mundo, passaram a ganhar em dólares e dificilmente mantiveram a dieta de arroz integral. Bandos de jovens ocidentais foram para India onde entravam em conexão com o cosmo limpando e lavando o espaço da seita, os aposentos do guru e tudo mais - para adquirir transcendência.

    Há gurus de marketing, de preparação física, de vida amorosa. Tornar-se um é muito lucrativo. Não é preciso jejuar, dormir sobre tábuas e dar exemplos diários de humildade e elevação, como os mestres indianos. Pelo contrário. Adotam a máxima de que cuidar bem do corpo é um ato espiritual - e nisso estão incluídos os menus degustação.

    Já assisti ao surgimento de vários gurus. Um deles era analista de marketing. Perdeu o emprego careta. Fiquei sem vê-lo por algum tempo. Quando nos reencontramos, ele se especializara num tratamento alternativo que, com alguns apertões em certas áreas do corpo faria a pessoa esquecer todos os traumas e desabrochar como ser humano. Não fui experimentar, não posso opinar sobre a qualidade. Mas ele estava pleno, tendo alcançado seu lugar no mundo. Os que explodem com livros e palestras ficam até ricos. Seu escopo é jogar as pessoas para cima, propor superações.

    Em geral um guru, desde novinho, fala o que é certo, errado, do que se deve fugir, e o que abraçar. Um bom livro de literatura é mais profundo sobre a vida do que qualquer um dos seus textos. Mas eles facilitam, simplificam, mastigam ideias.

    Qual a fórmula para se tornar um guru? Em primeiro lugar, a atitude de querer dar palpite na vida alheia. É preciso ter o prazer de aconselhar, encaminhar, até mesmo ameaçar com uma vida horrível caso as pessoas não sigam suas instruções.


    Fundamental também é conhecer a área sobre a qual estabelecer seus tentáculos. É preciso estar presente no que se acredita. Nunca vou esquecer do meu trauma ao conhecer um professor de ioga barrigudo. Sei muito bem que ioga não é para emagrecer. Mas... foi uma surpresa.

    Gostar de ganhar bem é um ponto importante. É preciso fazer contas, vender palestras, livros, cursos. Hoje em dia vivese uma explosão de cursos on-line, e a autoajuda é um dos terrenos mais prolíficos. É preciso acreditar no que diz, agir como prega. Com a internet, a vida de guru se tornou espinhosa, qualquer tropeço, vira meme, notícia... risco de cancelamento! 

    Os gurus que conheci ao longo da vida reuniam todas essas características. Eu prefiro não seguir gurus, nem ser um ... Não se esqueça, é perigoso deixar que alguém se aposse de sua vida. Pense bem. Só dou um conselho. Se você encontrar alguém que diz como viver, dá dicas de como agir num futuro contato com alienígenas, reflita se quer mesmo esse guru. Afaste-se e vá cuidar da própria vida. Só não deixe que ele cuide da sua. Por que é isso que ele mais ama: palpitar na vida alheia. 


(CARRASCO, Walcyr. Revista VEJA,14 de setembro de 2022.)
Sobre a colação do pronome e modo verbal em: "Afaste-se e vá cuidar da própria vida.", pode-se afirmar:
Alternativas
Q4114991 Português

Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:



E a vida continua



    Chegou a hora de enfrentar os preconceitos com a velhice.



   Tive bons anos, produtivos e confortáveis. Até pouco tempo, eu acreditava quando diziam que não parecia ter mais de 50. Embora minha vaidade estranhasse não me acharem com 40. Fui tomando consciência e não foi uma coisa rápida. Eu achava ótimo ter direito a filas prioritárias. Vaga garantida em shopping. E mais uma série de vantagens que chegam com a idade. Tudo isso eu achava legal, porque também não acreditava ter a aparência dos prioritários. Até que um dia vi a fila do avião. E lá estavam os idosos. Iguais a mim. Descobri para o mundo, eu tinha me transformado em um senhor de idade. Os mais velhos são discriminados, e a gente nem percebe imediatamente o tamanho do preconceito. Mas quando se fala que alguém é "velho", é como pertencesse a uma categoria menor na sociedade. E a dimensão da velhice muda com a idade de quem olha. Lembro-me de que, aos 20 anos, uma amiga namorava um homem de 40. Diziam que era "velho". Eu hoje tenho saudade dos meus 40 anos. Amar alguém de mais idade pode ser inconcebível para quem tem o corpo em cima e a beleza da juventude. Empregos privilegiam os mais novos. Juventude é associada com dinamismo, energia. Há empresas que aposentam obrigatoriamente quem tem 60 ou pouco mais. Quanto mais envelhece, mais a pessoa fica descartável, embora talvez seja seu momento mais pleno de experiência levo em consideração e criatividade. Agora, na pandemia da Covid-19, houve quem perguntasse se valia a pena manter nos aparelhos os mais velhos. O preconceito da idade já recebeu até nomes: ageísmo e etarismo entre outros.


   Nem levo em consideração piadas com minha idade. A gente não envelhece. Mas se recria.


  A rotina da vida se transforma. Outro dia li na internet que depois dos 30 ressaca parece uma dengue. E 30 é tão pouquinho. De repente, quando viajo, há tanto remédio pra levar. Não estou falando de nada grave. Mas de "por via das dúvidas". Vai que eu tenha um não sei quê... Tudo começou com um necessaire, mas agora é uma malinha inteira, tentando abarcar todas as situações de emergência. Mas claro, se tenho alguma coisa... Precisa-se justamente do remédio em que ninguém pensou. Tenho minhas obrigações: 3 litros de água por dia, no mínimo; caminhadas... Dizem que para manter o cérebro ativo é bom aprender línguas. Outro dia estava procurando aulas de aramaico!


   A paisagem em torno da gente vai sumindo. Perdem-se pessoas, de algumas não se ouve mais falar e um dia vem a notícia: "Você soube do fulano?". O preconceito não é só dos mais jovens. Os próprios idosos se discriminam. Difícil ver o dono de uma empresa contratar alguém de sua própria idade. Muitos se atiram em procedimentos estéticos como se envelhecer não fosse parte de um processo da vida. Eu, você, todos nós estamos envelhecendo neste momento.


   As pessoas continuam lá com sua genialidade. Seu fascínio. Portanto, se me insinuam "você não tem mais idade para isso", só sorrio. Nem levo em consideração piadas com minha idade. Não vou enfrentar essa discriminação. A gente não envelhece. Mas se recria. A vida é linda, e continua.



(Walcyr Carrasco. Revista VEJA. 26 de janeiro, 2022. ed. 2773)

Em: "Vai que eu tenha um não sei o quê". O emprego do acento em "quê" se justifica:
Alternativas
Q4114864 Português
Considere o texto abaixo para a questão:


Fonte: https://tirasarmandinho.tumblr.com
Assinale a alternativa que apresenta análise INCORRETA. 
Alternativas
Q4114724 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
Em:"(...) explica a Porchat", ao se substituir o objeto por um pronome oblíquo, de acordo com a norma culta, tem-se:
Alternativas
Q4114707 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Abaixo o Etarismo.


    Há pouco dias, um quadro do "Porta dos Fundos" causou polêmica pela abordagem infeliz. Fábio Porchat mais duas colegas simulam uma reunião on-line mas a mãe dele - de quem só ouvimos a voz - atrapalha-os o tempo todo, ao que ele aconselha: "Vá mexer no celular, mamãe! Psiu! Agora estou trabalhando". Suas colegas então perguntam como ele pode deixar sua mãe sozinha ao celular com tantas fake news, golpes, dark web etc. Ele diz que ela tem 57 anos e, desconsiderando sua capacidade de discernimento, trata-a de modo infantilizado como uma idosa ignorante no mundo tecnológico.

    Fazendo um contraponto, depois de assistir ao episódio, a escritora Cris Guerra explica a Porchat, com muita elegância que, se ele tenta combater todo tipo de preconceito, que fique atento ao "etarismo" - preconceito contra idosos. E mostra sem nenhum tipo de arrogância, o quanto ele está por fora nessa questão. Eu não conhecia a Cris Guerra, mas em apenas um vídeo, ela ganhou uma fã.

    Creio que ele realmente não conhece uma mulher de 57 anos. A maioria está nas redes sociais e domina razoavelmente bem a tecnologia. Hoje as mulheres dessa idade - ou mais! -não se contentam apenas com o papel de avó. Tenho amiga dessa idade, lançando cursos de inglês com material preparado por ela. Várias entrando no mundo das bikes, pedalando 40, 50, 60 km nos finais de semana. Há também as atletas com ótimo preparo físico, que competem frequentemente e ganham medalhas em triátion. Muitas venceram doenças importantes e hoje deram um novo significado em sua vida.

    Depois de aposentadas, descobriram um talento e agora costuram, fazem artesanato, são motoristas de aplicativos e, assim, arrumam outra fonte de renda e de realização. Quantas estão em instituições filantrópicas ajudando a construir um lugar melhor para o próximo; algumas cantam nos hospitais para alegrarem a vida dos pacientes, outras visitam doentes e preparam lanche para os que viajam em busca de tratamento médico. Elas fazem compra pela internet, fazem live, ensinam, orientam.

    Ah, o Porchat não conhece as mulheres "idosas" de hoje. Deveria prestar mais atenção ao que estão fazendo e aprender com elas. Se tiver a sorte de chegar aos 57 anos, descobrirá que "envelhecer é para os fortes". Abaixo o etarismo!

(Almeida, Eliana Jacó. 28 de fevereiro de 2021)
A relação coesiva entre pronome e referido não ocorre em:
Alternativas
Q4114444 Português
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:


Jovens comprometidos com a preservação do planeta


Estudantes secundaristas de diferentes países têm demonstrado uma consciência ecológica capaz de mudar o nosso mundo. 


    A cidadania está diretamente relacionada ao fato de uma pessoa ter mais consciência ecológica, valor social que tem a ver com a própria sobrevivência. Embora ainda falte muita consciência ecológica, a juventude de nosso planeta tem defendido políticas capazes de transformar o mundo para as futuras gerações.

    Tanto a preservação do meio ambiente e das fontes de água como as práticas de uso racional dos recursos naturais, redução da geração de resíduos sólidos, saneamento básico, energia verde, limpeza urbana, lixo reciclável e prevenção de incêndio florestais são temas de fundamental importância para o desenvolvimento sustentável. Inclusive, a consciência ecológica impulsiona novos negócios, já que muitos são consumidores preocupados com a sustentabilidade.

    O protagonismo da juventude com as questões socioambientais tem levado muitas empresas a fabricar os chamados produtos verdes, assim como vários novos negócios foram abertos por iniciativa de jovens preocupados com as políticas de defesa do meio ambiente.

Adolescente sueca mobiliza jovem do mundo todo

     Greta Thunberg, a adolescente sueca que se tornou ativista pelo clima e recebeu o prêmio Anistia Internacional com o título de Embaixadora da Consciência 2019, inspirou milhões de estudantes secundaristas de mais de 100 países a exigir dos governantes a criação de políticas ambientais de preservação e sustentabilidade. A secundarista sueca faz questão de dar o exemplo, tomando atitudes para reduzir sua própria pegada de carbono. Segundo informações do G1, desde que tinha 16 anos Greta falta às aulas todas as sextas-feiras para protestar contra as mudanças climáticas e o aquecimento global em frente ao Parlamento da Suécia, localizado em Estocolmo. Ela foi indicada ao Nobel da Paz e venceu o Prêmio Liberdade, e doou mais de R$ 100 mil que ganhou a quatro organizações envolvidas em lutas contra as mudanças climáticas: Care, Greenpeace, Adaptation Fund e 350.org.

    A jornalista Elida Oliveira publicou a reportagem "Estudantes vão às ruas em protesto global contra mudança climática" no site G1,demonstrando que a atitude de Greta Thunberg ampliou o movimento chamado "Fridays for Future"(Sextasfeiras pelo futuro) que mobilizou milhões de estudantes secundaristas em março de 2019, em que uma greve estudantil abrangendo mais de dois mil eventos em 123 países, incluindo o Brasil, quando 20 cidades receberam os protestos inspirados pelas palavras de Thunberg: "Vivemos uma crise existencial ignorada durante décadas. Se não agirmos agora, será muito tarde".

Pegada de Carbono

    Apegada de carbono (carbon footprint) é uma metodologia criada para medir as emissões de gases de efeito estufa já que são emitidos na atmosfera durante o ciclo de vida de um produto, processos ou serviços, tais como a queima de combustíveis fósseis, a criação de pastagem para gado, o desmatamento, as queimadas, a produção de cimento. Assim, o método serve para analisar os impactos que causamos na atmosfera e as mudanças climáticas. A utilização de embalagem recicláveis ou recicladas, alimentos orgânicos, sacolas retornáveis, bicicleta e transporte coletivo, por exemplo, contribuem para a redução da pegada de carbono de um determinado indivíduo.


(Almanaque de Atualidades)

É possível notar o comprometimento do autor do texto com as ideias apresentadas pelo pronome possessivo em: 
Alternativas
Q4109939 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa que apresenta uma análise INCORRETA no que tange às relações morfossintáticas de concordância.
Alternativas
Q4109934 Português
    [...] Como comentei na introdução, é comum que alguns autores, embora neguem o uso do “eu”, permitam, entretanto, o uso do “nós”, isto é, o emprego gramatical da primeira pessoa do plural. Devo dizer que acho a opção ainda mais estranha e curiosa do que a proibição anterior.
    Penso que tais autores, se sentindo sufocados pela impessoalidade da terceira pessoa gramatical, porém, sem querer ceder à pessoalidade da primeira pessoa do singular, acabem tentando encontrar um meio-termo no “nós”, o que, a meu ver, é mero paliativo. É que, à exceção dos trabalhos elaborados em coautoria, soa muito estranho ler um autor se referindo a si como “nós”. Soa como uma esquizofrenia.
    Para tentar justificar esse paliativo, já vi seus defensores argumentando que o uso da primeira pessoa do plural se justifica uma vez que o autor se apoia em diversas pessoas e em suas obras para poder desenvolver um trabalho científico. Assim, tentam fazer crer que o uso do “nós” é uma espécie de reconhecimento à colaboração dos demais autores que serviram de fonte às ideias do autor da pesquisa.
     Ora, com todo respeito, trata-se de uma falácia. O argumento da suposta humildade do pesquisador revela-se, na verdade, uma presunção temerosa, que, penso, deve ser evitada. Nada lhe garante que os autores que lhe serviram de fonte de pesquisa chegariam às mesmas conclusões que as suas, ou que foram corretamente interpretados em suas ideias. Em verdade, não cabe ao pesquisador declarar a vontade de suas fontes, apenas interpretá-las com sua própria subjetividade que lhe é peculiar.
    Além de gerar um ruído na comunicação, entendo que o uso da primeira pessoa do plural por um indivíduo que elabora sozinho um texto acadêmico representa uma afronta à lógica, já que nada justifica se referir a si como “nós”, quando se está completamente sozinho no ato de escrever. Sendo o caso de ser uma pesquisa que teve ajudantes ou colaboradores, uma forma de valorizar sua participação é torná-los coautores ou mencioná-los diretamente no trabalho. [...]


CERSOSIMO, Samuel Oliveira. O “eu” no trabalho acadêmico: considerações sobre a proibição ao uso da primeira pessoa do singular nos textos científicos. Disponível em: https://www.academia.edu/. 
Assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Respostas
5421: C
5422: D
5423: D
5424: C
5425: D
5426: A
5427: C
5428: C
5429: B
5430: B
5431: C
5432: B
5433: B
5434: D
5435: A
5436: B
5437: C
5438: C
5439: D
5440: A