Questões de Concurso Sobre morfologia - pronomes em português

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Q3385062 Português
Quanto à colocação pronominal em: "Os presentes que nos são dados não são obtidos por qualquer esforço..." pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3384950 Português

Leia a crônica abaixo e responda a questão        



      Belo Horizonte, cidade dividida entre o azul celeste e o preto e branco, onde a paixão pelo futebol transcende rivalidades. De um lado, o Atlético Mineiro, Galo forte e vingador, cuja torcida transforma o Mineirão em um caldeirão fervente de emoções. Do outro, o Cruzeiro, Raposa astuta, que desliza pelo campo com a elegância de quem sabe que a história se constrói a cada toque de bola.



        Nas tardes mineiras, quando o clássico se desenha no horizonte, as ruas se enchem de expectativa. É mais do que um jogo; é uma batalha pela supremacia na alma do estado. Os atleticanos entoam seus cânticos, os cruzeirenses respondem com orgulho, e o Mineirão se transforma em um palco onde a rivalidade se torna épica.



        Cada lance, cada driblada, é como uma dança entre dois amantes que se conhecem tão bem, mas que nunca deixam de se surpreender. Os heróis surgem, e as tragédias se desenham em campo. O Atlético busca a vitória para provar que é o verdadeiro senhor de Minas, enquanto o Cruzeiro almeja a redenção e a oportunidade de pintar a cidade de azul mais uma vez.



        Os clássicos entre Atlético Mineiro e Cruzeiro são mais do que eventos esportivos; são capítulos de uma saga que une e separa corações apaixonados. Na arquibancada, a festa é regada a emoções intensas, gritos de guerra e um amor que ultrapassa a barreira das cores. Belo Horizonte, cidade dividida, mas unida por uma paixão: o futebol que pulsa nos corações alvinegros e celestes, criando uma atmosfera única e eterna no cenário do esporte brasileiro.


Autor: Ricardo Menezes

Qual elemento de coesão é utilizado para indicar uma relação de contraste entre as torcidas do Atlético Mineiro e Cruzeiro? 
Alternativas
Q3383635 Português
Assinale a alternativa em que se verifica o pronome átono colocado em mesóclise.
Alternativas
Q3383628 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

O zelador do labirinto

    Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.
    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.
    Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.
— Como sair?
— A saída! Onde fica a saída?
— É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.
    Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!
    Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.
— Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...
— Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.
    Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?
    O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?
    A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020. 
A palavra “bem”, que ocorre em “O zelador não entendeu bem.”, tem a função gramatical de:
Alternativas
Q3383594 Português
Leia com atenção as afirmativas abaixo:
I.O livro que comprei ontem é muito interessante.
II.A pessoa com quem falei no telefone era muito simpática.
III.Meu irmão, que mora no exterior, está chegando para visitar.
IV.O filme que assisti no cinema foi indicado ao Oscar.
V.Conversei com o professor, cujas aulas são sempre inspiradoras.
Qual o tipo de pronome dos termos destacados acima?
Alternativas
Q3381998 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Um pé de milho


    Os americanos, através do radar, entraram em contato com a Lua, o que não deixa de ser emocionante. Mas o fato mais importante da semana aconteceu com o meu pé de milho.


    Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um pé de capim — mas descobri que era um pé de milho. Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e afirmou que era cana.


    Sou um ignorante, um pobre homem de cidade. Mas eu tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas folhas além do muro — e é um esplêndido pé de milho. Já viu o leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto centenas de milharais — mas é diferente. Um pé de milho sozinho, em um canteiro, espremido, junto do portão, numa esquina de rua — não é um número numa lavoura, é um ser vivo e independente. Suas raízes roxas se agarram no chão e suas folhas longas e verdes nunca estão imóveis.


    Detesto comparações surrealistas — mas na glória de seu crescimento, tal como o vi em uma noite de luar, o pé de milho parecia um cavalo empinado, as crinas ao vento — e em outra madrugada parecia um galo cantando. 


    Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. Há muitas flores belas no mundo, e a flor de milho não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou um rico lavrador da rua Júlio de Castilhos.


Braga, R. Um pé de milho. Rio de Janeiro: Record, 2004.
Analise as sentenças a seguir, retiradas do texto, e assinale a alternativa em que o vocábulo “o” é empregado como pronome demonstrativo.
Alternativas
Q3381902 Português
Analise as sentenças a seguir quanto à colocação pronominal:

I. Me perguntaram a respeito do casamento.
II. Lembre-se de entregar o relatório até amanhã.
III. Não se acostume com esses mimos.

De acordo com a norma-padrão, a colocação pronominal está correta apenas em:
Alternativas
Q3381892 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
No excerto “Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor.”, a palavra “ele”, em suas duas ocorrências, atua como:
Alternativas
Q3381889 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Bom mesmo

   O homem passa por várias fases na sua breve estada neste palco que é o mundo, segundo Shakespeare. Muitas coisas distinguem uma fase da outra, mas o que realmente diferencia os estágios da experiência humana sobre a Terra é o que o homem, a cada idade, considera bom mesmo. Não o que ele acha bom — o que ele acha melhor. Melhor do que tudo. Bom MESMO.

    Um recém-nascido, se pudesse participar articuladamente de uma conversa com homens de outras idades, ouviria pacientemente a opinião de cada um sobre as melhores coisas do mundo e no fim decretaria: — Conversa. Bom mesmo é mãe. Já um bebê de mais idade discordaria. — Bom mesmo é papinha.

   Depois de uma certa idade, a escolha do melhor de tudo passa a ser mais difícil. A infância é um viveiro de prazeres. Como comparar, por exemplo, o orgulho com um pião bem lançado, ou o volume voluptuoso de uma bola de gude daquelas boas entre os dedos, com o cheiro de terra úmida ou de caderno novo? Existem gostos exóticos: — Bom mesmo é cheiro de Vick Vaporub.

   Existe ainda uma fase, no começo da puberdade, em que a indecisão é de outra natureza. O cara se acha na obrigação de pensar que bom mesmo é mulher, mas no fundo ainda tem a secreta convicção de que bom mesmo é acordar com febre na segunda-feira e não precisar ir à aula. Depois, sim, vem a fase em que não tem conversa.    — Bom mesmo é sexo!

   Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida. Mesmo quando sexo não está em primeiro lugar numa escala de preferências serve como referência. Daí para diante, quando alguém disser que “bom mesmo” é outra coisa que não o sexo estará sendo exemplarmente honesto ou desconcertantemente original.

  Com a chamada idade madura, as necessidades do conforto e os pequenos prazeres das coisas práticas vão se impondo.

   — Meu filho, eu sei que você, aí tão cheio de vida e de entusiasmo, não pode compreender isso. Mas tome nota do que eu vou dizer porque um dia você concordará comigo: bom mesmo é escada rolante.

   E assim é a trajetória do homem e seu gosto inconstante sobre a Terra, do colo da mãe, que parece que nada, jamais, substituirá, à descoberta final de que uma boa poltrona reclinável, se não é igual, é parecida. E que bom, mas bom MESMO, é não precisar ir a lugar nenhum, mesmo sem febre.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra “essa”, que ocorre em “Essa fase dura, para muita gente, até o fim da vida.”, é classificada gramaticalmente como:
Alternativas
Q3381670 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O zelador do labirinto

   Tem também a história do zelador do labirinto. Todos os dias ele saía de casa cedo, com sua marmita, e entrava no labirinto. Seu trabalho era percorrer todo o labirinto, inspecionando as paredes e o chão, vendo onde precisava um retoque, talvez uma mão de tinta etc.

    Era um homem metódico. Pela manhã, fazia a ronda do labirinto, anotando tudo que havia para ser consertado, depois saía do labirinto, almoçava, descansava um pouquinho, e entrava de novo no labirinto, agora com o material de que necessitaria para seu trabalho. Quando não havia nada para ser consertado, ele apenas varria todo o labirinto e, ao anoitecer, ia para casa.

   Um dia, enquanto fazia a sua ronda, o zelador encontrou um grupo de pessoas apavoradas. Queriam saber como sair dali. O zelador não entendeu bem.

   — Como sair?

   — A saída! Onde fica a saída?

   — É por ali — apontou o zelador, achando estranha a agitação do grupo.

   Mais tarde, no mesmo dia, enquanto varria um dos corredores, o zelador encontrou o mesmo grupo. Não tinham encontrado a saída. Estavam ainda mais apavorados. Alguns choravam. Alguém precisava lhes mostrar a saída!

   Com uma certa impaciência, o zelador começou a dar a direção. Era fácil.

   — Saiam por ali e virem à esquerda. Depois à direita, depois à esquerda, esquerda outra vez, direita, direita, esquerda...

   — Espere! — gritou alguém. — Ponha isso num papel.

  Sacudindo a cabeça com divertida resignação, o zelador pegou seu caderno de notas e o toco de lápis e começou a escrever. — Deixa ver. Esquerda, direita, esquerda, esquerda... Hesitou. — Não, direita. É isso. Direita, direita, esquerda... Ou direita outra vez?

  O zelador atirou o papel e o lápis no chão como se estivessem pegando fogo. Saiu correndo, com todo o grupo atrás. Também estava apavorado. Aquilo era terrível. Ele nunca tinha se dado conta de como aquilo era terrível. Corredores davam para corredores que davam para corredores que davam numa parede. Era preciso voltar pelos mesmos corredores, mas como saber se eram os mesmos corredores? A saída! Onde ficava a saída?

   A administração do labirinto teve que procurar um novo zelador, depois que o desaparecimento do outro completou um mês. Podiam adivinhar o que tinha acontecido. O novo zelador não devia ter muita imaginação. Era preferível que nem soubesse ler e escrever. E em hipótese alguma devia falar com estranhos.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A palavra “aquilo”, que ocorre em Aquilo era terrível.”, classifica-se gramaticalmente como:
Alternativas
Q3381633 Português
Assinale a alternativa em que há desvio de colocação pronominal, segundo a norma-padrão.
Alternativas
Q3381630 Português
As sentenças a seguir apresentam elementos em destaque e suas respectivas classificações entre parênteses, ao final de cada sentença. Assinale a alternativa em que a classificação proposta do elemento destacado está incorreta.
Alternativas
Q3381627 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Beleza

Acorda esse homem inesperada e injustificavelmente cedo, sem saber direito onde está, mas inteiramente certo de que aquela cama não é a sua. O despertar de quem dorme fora é sempre assim e a primeira sensação é uma desconfiança: terei sido raptado?

Aos poucos, as ideias se arrumam, a inconsciência do sono vai cedendo lugar à lucidez das coisas exatas e a realidade se comprova na cor da parede, no desenho dos móveis, no cheiro da fronha e dos lençóis, que é uma agradável novidade olfativa. Esse homem chega à simples conclusão de que é um hóspede. Tem um dia grande e vadio pela frente. Poderá, se quiser, continuar na cama, lendo, tramando, cochilando e, mais que tudo, gozando a perspectiva do tempo sem horários e sem tarefas. Mas decide levantar. Antes, faz sua reza íntima de todas as manhãs, a que diz: “Não te deixes tomar pelo pequeno êxito e não te eleves acima do conhecimento que tens da tua frequente fragilidade” etc.

Abre a janela. A bruma baixa desfigurou a silhueta dos montes. Vai chover e o dia terá um céu triste. Mas o vento frio da serra e as flores, que são tantas — amarelas, vermelhas, azuis — trazem uma alegria completa, uma impressão de salvamento, em que os cansaços e desgostos aparecem como penas já cumpridas.

Dali por diante, esse homem está quite com os castigos e lhe chegam — como nos domingos da meninice — as esperanças, o ânimo, a ideia tranquila de existência. Esse homem não sabe se está apaixonado por uma mulher ou simplesmente pela vida. Mas, em seu coração, há um amor indefinido, que por si, pelo bem que faz, poderá ficar sem alvo certo, sem reciprocidade. Basta-lhe a manhã de vento frio, o perfume das flores e o verde do capim viçoso.

Deve ser este um grande momento de sua vida, porque a sensação constante de saudade não está, pela primeira vez, entre os seus sentimentos.


Maria, A. Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. São Paulo: Todavia, 2021.
O vocábulo ‘se’, em “Aos poucos, as ideias se arrumam [...]”, é um(a): 
Alternativas
Q3381626 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Beleza

Acorda esse homem inesperada e injustificavelmente cedo, sem saber direito onde está, mas inteiramente certo de que aquela cama não é a sua. O despertar de quem dorme fora é sempre assim e a primeira sensação é uma desconfiança: terei sido raptado?

Aos poucos, as ideias se arrumam, a inconsciência do sono vai cedendo lugar à lucidez das coisas exatas e a realidade se comprova na cor da parede, no desenho dos móveis, no cheiro da fronha e dos lençóis, que é uma agradável novidade olfativa. Esse homem chega à simples conclusão de que é um hóspede. Tem um dia grande e vadio pela frente. Poderá, se quiser, continuar na cama, lendo, tramando, cochilando e, mais que tudo, gozando a perspectiva do tempo sem horários e sem tarefas. Mas decide levantar. Antes, faz sua reza íntima de todas as manhãs, a que diz: “Não te deixes tomar pelo pequeno êxito e não te eleves acima do conhecimento que tens da tua frequente fragilidade” etc.

Abre a janela. A bruma baixa desfigurou a silhueta dos montes. Vai chover e o dia terá um céu triste. Mas o vento frio da serra e as flores, que são tantas — amarelas, vermelhas, azuis — trazem uma alegria completa, uma impressão de salvamento, em que os cansaços e desgostos aparecem como penas já cumpridas.

Dali por diante, esse homem está quite com os castigos e lhe chegam — como nos domingos da meninice — as esperanças, o ânimo, a ideia tranquila de existência. Esse homem não sabe se está apaixonado por uma mulher ou simplesmente pela vida. Mas, em seu coração, há um amor indefinido, que por si, pelo bem que faz, poderá ficar sem alvo certo, sem reciprocidade. Basta-lhe a manhã de vento frio, o perfume das flores e o verde do capim viçoso.

Deve ser este um grande momento de sua vida, porque a sensação constante de saudade não está, pela primeira vez, entre os seus sentimentos.


Maria, A. Vento vadio: as crônicas de Antônio Maria. São Paulo: Todavia, 2021.
No excerto “Acorda esse homem inesperada e injustificavelmente cedo [...]”, as palavras ‘inesperada’, ‘injustificavelmente’ e ‘cedo’ desempenham a mesma função gramatical, que corresponde à classe de:
Alternativas
Q3381505 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Insônia infeliz e feliz - Clarice Lispector

        De repente os olhos bem abertos. E a escuridão toda escura. Deve ser noite alta. Acendo a luz da cabeceira e para o meu desespero são duas horas da noite. E a cabeça clara e lúcida. Ainda arranjarei alguém igual a quem eu possa telefonar às duas da noite e que não me maldiga. Quem? Quem sofre de insônia? E as horas não passam. Saio da cama, tomo café. E ainda por cima com um desses horríveis substitutos do açúcar porque Dr. José Carlos Cabral de Almeida, dietista, acha que preciso perder os quatro quilos que aumentei com a superalimentação depois do incêndio. E o que se passa na luz acesa da sala? Pensa-se uma escuridão clara. Não, não se pensa. Sente-se. Sente-se uma coisa que só tem um nome: solidão. Ler? Jamais. Escrever? Jamais. Passa-se um tempo, olha-se o relógio, quem sabe são cinco horas. Nem quatro chegaram. Quem estará acordado agora? E nem posso pedir que me telefonem no meio da noite pois posso estar dormindo e não perdoar. Tomar uma pílula para dormir? Mas e o vício que nos espreita? Ninguém me perdoaria o vício. Então fico sentada na sala, sentindo. Sentindo o quê? O nada. E o telefone à mão.

        Mas quantas vezes a insônia é um dom. De repente acordar no meio da noite e ter essa coisa rara: solidão. Quase nenhum ruído. Só o das ondas do mar batendo na praia. E tomo café com gosto, toda sozinha no mundo. Ninguém me interrompe o nada. É um nada a um tempo vazio e rico. E o telefone mudo, sem aquele toque súbito que sobressalta. Depois vai amanhecendo. As nuvens se clareando sob um sol às vezes pálido como uma lua, às vezes de fogo puro. Vou ao terraço e sou talvez a primeira do dia a ver a espuma branca do mar. O mar é meu, o sol é meu, a terra é minha. E sinto-me feliz por nada, por tudo. Até que, como o sol subindo, a casa vai acordando e há o reencontro com meus filhos sonolentos.
No trecho “e sinto-me feliz por nada, por tudo”, a colocação do pronome oblíquo “me” está correta. Analise as sentenças abaixo e marque a alternativa que tem o pronome oblíquo mal colocado.

1. Ninguém falou-me jamais dessa maneira.
2. Bons ventos o levem!
3. Ele recordar-se-á com certeza do vexame sofrido.
4. As pastas que perderam-se, não foram as mais importantes.
5. Confesso que tudo me pareceu confuso.
6. Me empreste o livro!
7. Por que permitir-se-iam esses abusos? 
Alternativas
Q3381047 Português
Na frase “O livro que estou lendo é interessante”, a que classe gramatical pertence a palavra "interessante"?
Alternativas
Q3381043 Português
A quais classes de palavras pertencem os verbetes em destaque, respectivamente: “Esse negócio de que qualquer máquina só é tão inteligente quanto quem a usa não vale de nada.
Alternativas
Q3381039 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mario Quintana)
O título do poema, conforme as classes gramaticais, pode ser classificado como:
Alternativas
Q3381038 Português
Leia o texto abaixo e responda a questão
BILHETE
Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...
(Mario Quintana)
Na linha 4, a palavra “mim” é:
Alternativas
Q3380237 Português

Texto 3 


COMO DETERMINAR A IDADE DE UMA ÁRVORE

Você sabe como calcular a idade das árvores? Uma forma é usar a dendrocronologia, técnica baseada no estudo dos anéis de crescimento da árvore. 


Contando os anéis em um toco de árvore

    I) Examine os anéis de um toco exposto. Essa

    quantidade indica o número de anos que a árvore                                

    chegou a viver. Você verá anéis de cor mais clara e

5    mais escura — um ano de crescimento equivale a um

    anel claro mais um escuro. Como são mais fáceis de

    distinguir, conte os anéis escuros para estimar esse

    valor. 

      Os anéis também mostram muito sobre as condições

10  climáticas de um ano em particular. Anéis mais finos

      representam anos mais frios ou secos, enquanto os

      mais espessos se desenvolvem nas melhores

    condições. 


    II)  Lixe o toco para enxergar os anéis com maior

    clareza. Se estiver difícil visualizá-los, comece lixando

    o toco da árvore com uma lixa áspera, de grão 60. Finalize o serviço com uma lixa fina, de grão 400.

    Borrifar água levemente na superfície também facilita a visualização dos anéis.

    Você pode acabar descobrindo que alguns anéis estão muito próximos para serem visualizados com

    clareza. Se necessário, use uma lupa para enxergá-los melhor. 

20 II) Conte os anéis da medula à casca. Encontre a medula, o círculo central no meio dos anéis concêntricos, e comece a contagem a partir do primeiro anel escuro. Avance até ter chegado à casca. O último anel estará pressionado contra a superfície externa e será difícil de discernir, mas lembre-se de incluí-lo em sua contagem. Se você tiver dificuldade para avançar nesse processo, anote ou faça uma marca a cada 10 anéis com um lápis.



Disponível em: https://pt.wikihow.com/Determinar-a-Idade-de-uma-%C3%81rvore https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/81199075/metodo-para-calcular-a-idade-de-arvores-foi-tema-de-curso-na-embrapa-amapa https://www.iguiecologia.com/idade-das-arvores-e-possivel-saber/. Acesso em: 04 nov. 2023. Texto adaptado. 


“I) Examine os anéis de um toco exposto. Essa quantidade indica o número de anos que a árvore chegou a viver.” (Linhas 2-4)


A expressão sublinhada no enunciado acima – “Essa quantidade” – tem valor coesivo e retoma 

Alternativas
Respostas
2581: E
2582: A
2583: D
2584: C
2585: E
2586: D
2587: E
2588: B
2589: E
2590: E
2591: C
2592: B
2593: D
2594: C
2595: A
2596: E
2597: C
2598: B
2599: C
2600: D