Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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O marco temporal realiza uma política anti-indígena ao exigir o critério da atualidade da ocupação para caracterizar o direito indígena, no sentido de que a presença indígena na área reivindicada deve estar dada como um fato atual no dia em que a Constituição foi promulgada.
Ramalho, Walderez. Marco temporal e políticas do tempo: raízes de um equívoco histórico. Revista Brasileira de História, São Paulo, v. 45, n. 98, p. 202.
A tese do “marco temporal” é considerada uma “política antiindígena”, porque
A instituição social (uma sociedade de estudos de...) permanece a condição de uma linguagem científica [...] A instituição não dá apenas estabilidade social a uma ‘doutrina’. Ela a torna possível e, sub-repticiamente, a determina.
CERTEAU, Michel de. A operação historiográfica. In: A escrita da história. 2ª edição. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2007, p. 70.
De acordo com o texto, a operação historiográfica está diretamente ligada
No livro “Fases das tecnologias digitais em Educação Matemática: sala de aula e internet em movimento", publicado em 2014, os autores Borba, Silva e Gadanidis propõem quatro fases como forma de sistematizar e discutir o uso das tecnologias no ensino e aprendizagem da matemática, no Brasil. De maneira resumida, as fases foram assim caracterizadas:
Fase 1 (década de 1980): uso de instrumentos e dispositivos para calcular e para processar dados; surgimento de software educacional simples; influência do construcionismo (Seymour Papert).
Fase 2 (início da década de 1990): popularização dos computadores pessoais; muitos softwares educacionais produzidos; destaque para múltiplas representações (funções, geometria dinâmica).
Fase 3 (a partir de 1999): chegada da in
Fase 4 (a partir de 2004): consolidação das tecnologias digitais contemporâneas; internet mais rápida; uso de tecnologias móveis e portáteis; surgimento de novos ambientes digitais; relação entre mídias e aprendizagem.
Considerando o uso de tecnologias para ensino da matemática, no Brasil, são exemplos representativos da Fase 1
A hora e vez do Português Brasileiro
A sociedade brasileira tem-se caracterizado nos últimos 30 anos por uma enorme mobilidade, causada pela intensa urbanização e pela expansão da fronteira agrícola. No começo do século passado, apenas 8% da população habitavam as cidades, porcentagem que passou para 36% nos anos 50, 67,6% nos anos 80, e pouco mais de 80% no final do século. Nos dois casos, passam a conviver brasileiros de regiões geográficas diferentes, usuários de falares igualmente diferentes. No caso daqueles que se deslocam para as capitais, como é o caso de Brasília e de São Paulo, para ficar apenas com dois exemplos, tem-se observado que quem chega ou procura outros conterrâneos, isolando-se com eles da sociedade envolvente, ou procura integrar-se em seu novo meio. Os primeiros conservam os traços típicos de seu falar. Os segundos apagam os traços mais salientes de seu falar, o que tem permitido descobrir o que eles mesmos consideram mais típico, mais característico. Já se notou que os candangos nordestinos de Brasília se livram logo das vogais pretônicas abertas, como em còronel, èvidentemente, etc.
CASTILHO, Ataliba. A hora e a vez do Português Brasileiro. Museu da Língua, Portuguesa: São Paulo, 2017, p. 21-22.
No texto, destaca-se a compreensão de que a variação linguística no Português do Brasil apresenta
Leia o texto a seguir.

Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2025/03/08/enfrentar-aextrema-direita-e-enfrentar-a-violencia-que-as-mulheres-ja-conhecem-diz-cidagoncalves/. Acesso em: 15 jan. 2026.
Uma campanha publicitária é construída com base em informações de natureza verbal e não verbal. Na campanha contra o feminicídio, a apresentação das informações verbais é construída a partir de
A criminalização do abuso sexual a partir do Código Penal e do ECA
O Código Penal, assim como o Estatuto da Criança e do Adolescente, criminaliza diversas condutas cometidas contra a criança e adolescente. O delito de abuso está tipificado no artigo 217-A do Código Penal e diz que: – Ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos: Pena — reclusão, de 8 (oito) a 15 (quinze) anos, este crime qualifica Estupro de Vulnerável. Já o artigo 213 – Constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, a ter conjunção carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso: Pena – reclusão, de 6 (seis) a 10 (dez) anos. E o artigo 218 – Induzir alguém menor de 14 (catorze) anos a satisfazer a lascívia de outrem: Pena – reclusão, de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. (BRASIL. Código Penal Brasileiro/1940).
Disponível em: https://www.jusbrasil.com.br/artigos/a-criminalizacao-do-abusosexual-a-partir-do-codigo-penal-e-do-eca/1872493559. Acesso em: 10 jan. 2026.
Do ponto de vista do discurso legal, o texto jurídico deve seguir padrões organizacionais, tais como
Tirinha 1

Tirinha 1

História esquecida
Há mais de 8.500 anos, muito antes de a Noruega ter um nome, uma mulher viveu à beira do mar, em um mundo moldado pelo fim da Era do Gelo e pela lenta elevação dos oceanos. Hoje ela é conhecida como a Mulher de Søgne, identificada pela arqueologia como Hummervikholmen, mas em sua vida foi apenas parte de uma comunidade costeira, filha, pescadora e viajante do litoral. Ela caminhou por terras que não existem mais, posteriormente engolidas pelo avanço das águas. Seus restos mortais foram encontrados abaixo do atual nível do mar, no sul da Noruega, em uma área que era terra firme ou uma costa rasa. Ao longo de milênios, o oceano selou sua história, preservando-a até sua redescoberta. A mulher viveu durante o Mesolítico Inicial (cerca de 6600 e 6400 a.C.), sendo uma das pessoas mais antigas já identificadas em território norueguês. Pertencia às primeiras comunidades de caçadores-coletores que se estabeleceram na Escandinávia após o recuo das geleiras. Análises científicas indicam que mais de 80% de sua alimentação vinha de recursos marinhos, como peixes, mariscos e focas, o que revela um profundo conhecimento do mar, das marés e das tecnologias de pesca. Apenas fragmentos de seu crânio sobreviveram, mas eles indicam que era uma mulher adulta, possivelmente entre 20 e 40 anos. Geneticamente, fazia parte dos caçadores-coletores mesolíticos escandinavos, uma população formada pela mistura de linhagens do oeste e do leste da Europa glacial. Não é possível determinar com precisão sua aparência, mas sabe-se que havia grande diversidade física nesses grupos. Qualquer reconstrução facial é, portanto, uma interpretação informada, não uma verdade absoluta. Ainda assim, sua existência lembra que a história europeia começou muito antes das cidades e da escrita, com pessoas comuns enfrentando mudanças ambientais profundas e deixando rastros silenciosos que atravessaram o tempo até chegar a nós.
Disponível em: https://www.instagram.com/p/DTcYKTylP03/?igsh=MWFqZ3hyMzFqaWZkO A%3D%3D. Acesso em: 15 jan. 2026.
Segundo o texto, qual a importância de se reconstruir a imagem da mulher encontrada na Escandinávia?
Analise a imagem a seguir.

FRAGA, Gilmar. Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/opiniao/noticia/2025/02/gilmar-fraga-riocm72lg7vk008g015amyr4z0nk.html. Acesso em: 10 jan. 2026.
A charge faz alusão a uma situação recorrente no Rio de Janeiro. O efeito de sentido expresso pela imagem indica que