Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4320972 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba".
Com base no uso do adjetivo 'novos' no trecho, avalie as afirmativas a seguir:
(A):O adjetivo 'novos' indica oportunidades comerciais inéditas ou que poderão surgir a partir da iniciativa mencionada no texto.
(B) Caso o trecho fosse reescrito como 'negócios novos', o sentido permaneceria o mesmo, sem alteração de significado.

Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320967 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos."
Considerando os sentidos dos vocábulos 'aprofundar' e 'gargalos' no contexto do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320961 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
Após a leitura do texto, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320959 Português
Santos Brasil inaugura escritório em Caxias do Sul e amplia atuação logística no Sul do Brasil


A Santos Brasil, que possui um dos maiores terminais de contêineres da América Latina, inaugurou um escritório em Caxias do Sul (RS) a fim de facilitar o contato com embarcadores gaúchos e reforçar a importância da região para a companhia. Além do novo escritório, a empresa também opera o terminal de contêineres do Porto de Imbituba, o Tecon Imbituba (SC), localizado a cerca de 350 quilômetros da cidade gaúcha.

De acordo com a empresa, a nova representação, localizada no W Tower Mall, visa aprofundar o relacionamento com empresários da região, buscando soluções para suas demandas e superando gargalos logísticos.

Em março deste ano, o Tecon Imbituba atingiu sua maior movimentação, com 17.459 TEUs. Esse recorde histórico é resultado de investimentos voltados ao aumento da capacidade operacional, incluindo a modernização da infraestrutura e o aumento do quadro de funcionários. Entre 2024 e 2025, a Santos Brasil destinou R$ 75 milhões para aquisição de equipamentos e implantação de novos sistemas operacionais, tornando possível a oferta de três serviços marítimos semanais.

A empresa também destacou a integração do Tecon Imbituba com o Tecon Santos, que conecta as cargas movimentadas em Imbituba à rede de rotas internacionais a partir do terminal paulista, também operado pela companhia.

Além disso, ressaltou a localização estratégica do terminal, que fica entre Curitiba (PR) e Porto Alegre (RS), próximo de Florianópolis, com acesso pelos modais rodoviário e ferroviário. A unidade catarinense está situada em um porto de águas profundas e abrigado, capaz de receber sem restrições os maiores navios que chegam à costa brasileira, independentemente do calado ou das condições climáticas.

Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

Para Danilo Ramos, diretor comercial de operações portuárias da Santos Brasil, a empresa está preparada para absorver a demanda do Sul. "Acreditamos que essa aproximação trará soluções comerciais mais competitivas, fortalecendo a confiança dos embarcadores e facilitando o desenvolvimento de novos negócios a partir de Imbituba", afirma.



https://jornalportuario.com.br/noticia/2744/santos-brasil-inaugura-escrito rio-em-caxias-do-sul-e-amplia-atuacao-logistica-no
"Este movimento da Santos Brasil fortalece a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas, com destaque para o papel do setor de aço, que depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição."
Com base nas regras de concordância verbal, analise as reescritas, com adaptações:

I.Estes movimentos da Santos Brasil fortalecem a importância do Sul do Brasil no mercado de logística e transporte de cargas.

II.Os terminais portuários são eficientes e garantem o escoamento e a distribuição das cargas.

III.O setor de aço, assim como os demais setores, depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.

IV.O setor de aço e logística depende da eficiência dos terminais portuários para escoamento e distribuição.


Assinale a alternativa que apresenta a reescrita em que a concordância verbal está empregada a concordância verbal está empregada corretamente.
Alternativas
Q4320904 Português
Leia o TEXTO e responda a questão:

A linguagem não é um espelho do mundo; é uma lente. E, como toda lente, ela pode ampliar, distorcer, clarear ou obscurecer aquilo que se propõe a mostrar. Essa metáfora ajuda a compreender por que textos que tratam do mesmo assunto podem produzir efeitos de sentido tão diversos: não se trata apenas do "o que" se diz, mas, sobretudo, do "como" se diz.

Tomemos como exemplo duas notícias hipotéticas sobre um mesmo evento: um aumento de 2% na tarifa de ônibus. O primeiro jornal estampa: "Tarifa de ônibus sofre reajuste de 2%". O segundo: "Passageiros são surpreendidos com novo aumento de 2% na tarifa". Embora o dado objetivo seja idêntico, a escolha lexical — "sofre reajuste" versus "são surpreendidos com novo aumento" — projeta enquadramentos distintos: no primeiro, o reajuste é apresentado como um fato técnico e neutro; no segundo, o passageiro é colocado como vítima de uma ação arbitrária. A diferença não está nos números, mas na construção discursiva.

Compreender esse mecanismo é essencial para o leitor crítico: significa reconhecer que todo texto é orientado por escolhas — e que escolhas revelam pontos de vista.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir dos conceitos de enquadramento discursivo discutidos em CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014; e de KOCH, Ingedore V.; ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
Considerando as duas manchetes, o emprego da expressão “são surpreendidos” na segunda contribui para:
Alternativas
Q4320903 Português
Leia o TEXTO e responda a questão:

A linguagem não é um espelho do mundo; é uma lente. E, como toda lente, ela pode ampliar, distorcer, clarear ou obscurecer aquilo que se propõe a mostrar. Essa metáfora ajuda a compreender por que textos que tratam do mesmo assunto podem produzir efeitos de sentido tão diversos: não se trata apenas do "o que" se diz, mas, sobretudo, do "como" se diz.

Tomemos como exemplo duas notícias hipotéticas sobre um mesmo evento: um aumento de 2% na tarifa de ônibus. O primeiro jornal estampa: "Tarifa de ônibus sofre reajuste de 2%". O segundo: "Passageiros são surpreendidos com novo aumento de 2% na tarifa". Embora o dado objetivo seja idêntico, a escolha lexical — "sofre reajuste" versus "são surpreendidos com novo aumento" — projeta enquadramentos distintos: no primeiro, o reajuste é apresentado como um fato técnico e neutro; no segundo, o passageiro é colocado como vítima de uma ação arbitrária. A diferença não está nos números, mas na construção discursiva.

Compreender esse mecanismo é essencial para o leitor crítico: significa reconhecer que todo texto é orientado por escolhas — e que escolhas revelam pontos de vista.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir dos conceitos de enquadramento discursivo discutidos em CHARAUDEAU, Patrick. Linguagem e discurso: modos de organização. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2014; e de KOCH, Ingedore V.; ELIAS, Vanda M. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3. ed. São Paulo: Contexto, 2015.
O Texto utiliza a metáfora da "lente" para explicar o funcionamento da linguagem. Assinale a alternativa que melhor analisa essa estratégia argumentativa.
Alternativas
Q4320901 Português
4-5.jpg (311×208)

Fonte: Charge criada especialmente para esta prova. Ilustração baseada no estilo gráfico de charges de vestibular e concurso público, com referência temática ao universo de QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2010.
A charge articula linguagem verbal e não verbal para construir sua crítica. Assinale a alternativa que melhor interpreta os recursos utilizados.
Alternativas
Q4320900 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Sobre os mecanismos de coesão textual empregados no Texto 1, analise as afirmativas:
I. Em “Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda”, os pronomes “nós” e “nos” fazem referência aos mesmos participantes do discurso.
II. A expressão “Nesse sentido” retoma o raciocínio desenvolvido anteriormente e estabelece continuidade entre os parágrafos.
III. Em “a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima”, o pronome possessivo “sua” retoma o termo “experiência”.
IV. No trecho “A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa”, o termo “afinal” reforça e justifica a conclusão apresentada pelo autor.
Estão corretas apenas as afirmativas:
Alternativas
Q4320899 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
No trecho "A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante", observa-se o emprego de uma sequência de verbos que produz um efeito de sentido específico. Assinale a alternativa que melhor analisa esse recurso.
Alternativas
Q4320898 Português
Leia o TEXTO 1 e responda a questão:

Há quem diga que a memória é um arquivo morto, um depósito de fotografias amareladas onde guardamos o que já não serve. Nada mais enganoso. A memória é viva, lateja, reorganiza-se a cada instante. Não somos nós que recordamos o passado; é o passado que nos recorda, que nos convoca para um diálogo incessante entre o que fomos e o que estamos por vir. O ato de lembrar é sempre um ato de criação: ao revisitar uma lembrança, inevitavelmente a recriamos, acrescentamos novos matizes, suprimimos arestas que doem. Por isso, dois irmãos que cresceram na mesma casa, sob o mesmo teto, podem narrar a infância de maneiras tão diversas que um observador externo juraria tratar-se de famílias distintas. A memória, afinal, não reproduz o real — ela o significa. 

Nesse sentido, a literatura sempre compreendeu o que a ciência demorou séculos para confirmar: a narrativa não é um ornamento da experiência, mas sua matéria-prima. Quando Proust mergulha na madeleine, não está apenas evocando um sabor; está demonstrando que o sentido da vida não está nos acontecimentos em si, mas na tessitura que criamos entre eles. Somos, antes de tudo, contadores de histórias — e a primeira história que contamos é a de quem fomos.

Fonte: Texto adaptado e reelaborado a partir das ideias de PROUST, Marcel. Em busca do tempo perdido. Trad. de Fernando Py. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2016; e de ECO, Umberto. Seis passeios pelos bosques da ficção. Trad. de Hildegard Feist. São Paulo: Companhia das Letras, 1994.
Considerando as estratégias argumentativas empregadas no Texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4320502 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 6º§, o autor afirma: “Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais.” Considerando o contexto em que essa afirmação se insere e a estratégia argumentativa desenvolvida ao longo do texto, o emprego do vocábulo “meras” contribui para:
Alternativas
Q4320501 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
No 7º§, o autor estabelece uma analogia entre uma obra civil e o trabalho contemporâneo para tornar mais clara a relação entre resultados aparentes e problemas que se desenvolvem ao longo do tempo. Considerando essa relação de correspondência, a expressão “bons resultados imediatos” equivale, na comparação construída pelo autor, a uma obra que:
Alternativas
Q4320500 Português
Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo


   No último ano, transtornos mentais e comportamentais motivaram mais de meio milhão de benefícios previdenciários. Foram 546 mil, um crescimento de 15,66% em relação a 2024. Os dados do Ministério da Previdência Social, por si só, dimensionam um problema que o país já não consegue ignorar – e ajudam a compreender por que a atualização da NR-1, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho sobre Gerenciamento de Riscos Ocupacionais, chega em momento oportuno.

  Cansaço permanente, conexão sem pausa, medo de errar, metas abusivas e a sensação de que o trabalho perdeu propósito não são custos normais da eficiência. Transformadas em rotina, essas situações revelam a necessidade de repensar a própria forma de organizar o trabalho.

  Durante décadas, a proteção à saúde do trabalhador foi associada aos perigos físicos mais evidentes: máquinas, quedas, ruídos, agentes químicos e acidentes. Esses riscos seguem presentes e exigem atenção rigorosa. Mas o trabalho tornou-se mais complexo. O desgaste já não decorre apenas do esforço corporal. Nasce da pressão por desempenho, da hiperconectividade, da instabilidade, do monitoramento digital e de outros fatores contemporâneos.

  A inclusão expressa dos fatores de risco psicossociais na lógica preventiva da NR-1 deve ser compreendida nesse contexto. A ideia não é tratar todo desconforto profissional como risco ocupacional, nem reduzir a legitimidade da cobrança responsável por resultados, mas reconhecer que certas formas de organização podem afetar a saúde mental de quem trabalha.

  Produtividade, inovação, responsabilidade e cobrança legítima fazem parte da vida profissional. O trabalho envolve tarefas, objetivos e compromissos. Mas a busca por eficiência não pode transformar a organização do trabalho em um mecanismo de desgaste das pessoas que o realizam.

   Esses fatores não dizem respeito a meras sensibilidades individuais. Dizem respeito ao modo como o trabalho é distribuído, cobrado, supervisionado e sustentado ao longo do tempo. Quando sobrecarga, insegurança, assédio, avaliação algorítmica de desempenho e jornadas que se estendem por mensagens de celular passam a compor a rotina, o problema deixa de ser apenas pessoal e passa a envolver a estrutura da organização.

   A comparação com uma construção ajuda a tornar isso mais claro. Uma obra pode parecer correta no papel, mas apresenta problemas quando sua execução ignora o peso suportado, o uso contínuo, a qualidade dos materiais ou as condições reais do terreno. Nem sempre o problema aparece de uma vez; nem tudo desmorona no primeiro sinal de desgaste. Algo semelhante ocorre no trabalho: bons resultados imediatos podem esconder desgaste, perda de confiança e adoecimento entre aqueles que dão vida à organização.

  Por isso, a NR-1 reforça uma passagem importante: da reação ao dano já consumado para a prevenção das condições que podem produzi-lo. A pergunta deixa de ser apenas “quem adoeceu?” e “como compensar isso?” e passa a incluir “como o trabalho está sendo estruturado?”. Essa mudança desloca o sofrimento psíquico do campo exclusivamente particular para a responsabilidade coletiva pelas condições reais de trabalho.

   O tema interessa aos trabalhadores porque dignidade não se resume à ausência de acidente físico. Interessa às organizações, porque nenhum modelo produtivo se mantém por muito tempo sobre afastamentos, rotatividade, medo e perda de confiança. Interessa ao país, porque desenvolvimento econômico e proteção social devem caminhar juntos.

   Nenhuma norma resolve, sozinha, os desafios do trabalho contemporâneo. A NR-1 não é exceção. Seu mérito é abrir caminho para que a saúde mental seja tratada com o mesmo rigor preventivo historicamente dirigido aos riscos físicos.

   A Justiça do Trabalho, por vocação e experiência histórica, tem o preparo institucional para enfrentar os conflitos que essa nova agenda trará. Mas o ponto decisivo se dá antes, no modo como cada organização decide tratar quem dela faz parte.


(Por: Valdir Florindo. Saúde mental e os limites do trabalho contemporâneo. Folha de S. Paulo, 2026. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2026/06/saude-mental. Acesso em: junho de 2026. Adaptado.)
Com base na leitura global do texto e na articulação dos argumentos desenvolvidos pelo autor, infere-se corretamente que a efetividade da atualização da NR-1 pressupõe, sobretudo:
Alternativas
Q4320404 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Ainda de acordo com a tirinha da personagem Mafalda, é INCORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4320403 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



De acordo com a tirinha apresentada, produzida pelo cartunista Quino, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4320399 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cachorros e humanos: uma convivência que existe há muito mais tempo do que imaginávamos

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Embora os cientistas soubessem que os cachorros foram o primeiro contato dos seres humanos, antes mesmo do surgimento da agricultura, a origem exata dessa amizade foi recentemente revelada em mais alguns milhares de anos.

Dois novos artigos, publicados em 25 de março de 2026 na revista científica Nature, compararam a genética de caninos encontrados em sítios arqueológicos humanos na Europa e mostraram que os cães eram geneticamente distintos dos lobos — e muito próximos dos humanos — há mais de 14 mil anos. Mesmo antes da agricultura, os cachorros eram comuns em muitas culturas antigas, possivelmente auxiliando na guarda, na caça e em rituais.

"Uma vez que os cães se estabelecem, eles se vinculam às populações humanas ao longo do tempo", afirma Lachie Scarsbrook, paleogeneticista da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha. "Nós os chamamos de cachorros do exército suíço. Eles conseguem se adaptar a todos esses papéis culturais que associamos aos cães hoje em dia."

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Ossos velhos, truques novos

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Arqueólogos descobriram caninos enterrados ao lado de humanos, datados de 34 mil anos atrás. Mas o simples fato de algo semelhante a um cachorro estar enterrado ao lado de um humano não significa que seja um cachorro domesticado, explica Scarsbrook. "Enterrar um animal junto a humanos é uma estratégia arriscada para identificar algo como doméstico. Sabemos que, há milênios, as pessoas enterram animais selvagens junto a humanos", afirma.

Esqueletos de cães e lobos também podem ser extraordinariamente semelhantes — especialmente quando se tem apenas parte de um crânio ou um único dente como referência. "Muitos supostos cães muito antigos, quando analisados por meio de DNA, na verdade revelam-se lobos", diz William Marsh, paleogeneticista do Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra. Estudos anteriores dataram o cão mais antigo, com certeza, em cerca de 10.900 anos atrás.

Nessa época, diz Marsh, os "cachorros já eram geneticamente muito, muito diferentes dos lobos". Isso significa que os cães já deviam estar presentes, tornando-se mais caninos, milhares de anos antes do Paleolítico Superior, entre 12 mil e 50 mil anos atrás.

"Imaginamos que, se os cães estavam na Europa tão cedo, então haveria mais deles", comenta Anders Bergström, geneticista evolucionista da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. "Então, embarcamos nessa grande busca por cães primitivos na Europa e tentamos coletar amostras da forma mais abrangente possível."
Com base no texto, é CORRETO afirmar que o autor:
Alternativas
Q4320398 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Cachorros e humanos: uma convivência que existe há muito mais tempo do que imaginávamos

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Embora os cientistas soubessem que os cachorros foram o primeiro contato dos seres humanos, antes mesmo do surgimento da agricultura, a origem exata dessa amizade foi recentemente revelada em mais alguns milhares de anos.

Dois novos artigos, publicados em 25 de março de 2026 na revista científica Nature, compararam a genética de caninos encontrados em sítios arqueológicos humanos na Europa e mostraram que os cães eram geneticamente distintos dos lobos — e muito próximos dos humanos — há mais de 14 mil anos. Mesmo antes da agricultura, os cachorros eram comuns em muitas culturas antigas, possivelmente auxiliando na guarda, na caça e em rituais.

"Uma vez que os cães se estabelecem, eles se vinculam às populações humanas ao longo do tempo", afirma Lachie Scarsbrook, paleogeneticista da Universidade Ludwig Maximilian de Munique, na Alemanha. "Nós os chamamos de cachorros do exército suíço. Eles conseguem se adaptar a todos esses papéis culturais que associamos aos cães hoje em dia."

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Ossos velhos, truques novos

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Arqueólogos descobriram caninos enterrados ao lado de humanos, datados de 34 mil anos atrás. Mas o simples fato de algo semelhante a um cachorro estar enterrado ao lado de um humano não significa que seja um cachorro domesticado, explica Scarsbrook. "Enterrar um animal junto a humanos é uma estratégia arriscada para identificar algo como doméstico. Sabemos que, há milênios, as pessoas enterram animais selvagens junto a humanos", afirma.

Esqueletos de cães e lobos também podem ser extraordinariamente semelhantes — especialmente quando se tem apenas parte de um crânio ou um único dente como referência. "Muitos supostos cães muito antigos, quando analisados por meio de DNA, na verdade revelam-se lobos", diz William Marsh, paleogeneticista do Museu de História Natural de Londres, na Inglaterra. Estudos anteriores dataram o cão mais antigo, com certeza, em cerca de 10.900 anos atrás.

Nessa época, diz Marsh, os "cachorros já eram geneticamente muito, muito diferentes dos lobos". Isso significa que os cães já deviam estar presentes, tornando-se mais caninos, milhares de anos antes do Paleolítico Superior, entre 12 mil e 50 mil anos atrás.

"Imaginamos que, se os cães estavam na Europa tão cedo, então haveria mais deles", comenta Anders Bergström, geneticista evolucionista da Universidade de East Anglia, na Inglaterra. "Então, embarcamos nessa grande busca por cães primitivos na Europa e tentamos coletar amostras da forma mais abrangente possível."
O texto tem como principal objetivo:
Alternativas
Q4320325 Português
Considere o trecho:
Não se questiona a utilidade do novo sistema. Questiona-se, isto sim, a ideia de que sua implantação, por si só, resolverá problemas cuja origem também está na organização dos processos de trabalho.
A estratégia argumentativa predominante nesse fragmento consiste em:
Alternativas
Q4320321 Português
A cidade acordou apressada. Os ônibus engoliam passageiros nas esquinas, os relógios empurravam as pessoas para os compromissos e as calçadas pareciam conduzir, por conta própria, uma multidão que mal percebia o caminho.
Considerando a construção de sentidos do fragmento, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4320319 Português
Leia o fragmento.
A tecnologia encurtou distâncias, acelerou respostas e multiplicou possibilidades de comunicação. Curiosamente, porém, estar permanentemente conectado não significa estar permanentemente disponível para o diálogo. Há mensagens que chegam depressa e compreensões que chegam tarde.
Considerando as relações semânticas e os recursos expressivos empregados, é correto afirmar que a última frase:
Alternativas
Respostas
1701: C
1702: C
1703: C
1704: A
1705: C
1706: B
1707: E
1708: E
1709: C
1710: D
1711: C
1712: C
1713: B
1714: A
1715: D
1716: E
1717: E
1718: D
1719: E
1720: A