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Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 128.757 questões

Q3786430 Português
O Leão e o Ratinho 



Um leão, cansado de tanto caçar, dormia espichado debaixo da sombra de uma árvore. Vieram uns ratinhos passear por cima dele e ele acordou. Todos conseguiram fugir, menos um, que o leão prendeu debaixo da pata. Tanto o ratinho pediu e implorou que o leão desistiu de esmagá-lo e deixou que fosse embora. Algum tempo depois, o leão ficou preso na rede de uns caçadores. Não conseguindo se soltar, fazia a floresta tremer com seus urros de raiva. Nisso, apareceu o ratinho. Com seus dentes afiados, roeu as cordas e soltou o leão.


De acordo com o texto, o leão conseguiu se salvar da rede dos caçadores porque: 
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Q3786301 Português
O Gato Amarelo

No quintal de Dona Lúcia, vivia um gato amarelo, gordo e preguiçoso. Ele passava a maior parte do dia deitado sob a mangueira, sem fazer nada. A vida parecia-lhe monótona, mas ele gostava.

Certa manhã, um pintassilgo tagarela pousou na árvore. O gato, sonolento, abriu apenas um olho. O pintassilgo, que não tinha medo, começou a cantar uma melodia alegre. O gato tentou se espreguiçar, mas a preguiça era enorme. De repente, a bola colorida de um menino rolou perto, e o gato, num salto rápido, levantou-se e a perseguiu.

Dona Lúcia, que observava a cena da janela, sorriu e pensou: "Ele é o mais esperto de todos."
No trecho "O gato, sonolento, abriu apenas um olho. O pintassilgo tagarela pousou na árvore.", a palavra "tagarela" possui sentido conotativo e pode ser substituída, sem grande alteração de sentido no contexto, por:
Alternativas
Q3786300 Português
O Gato Amarelo

No quintal de Dona Lúcia, vivia um gato amarelo, gordo e preguiçoso. Ele passava a maior parte do dia deitado sob a mangueira, sem fazer nada. A vida parecia-lhe monótona, mas ele gostava.

Certa manhã, um pintassilgo tagarela pousou na árvore. O gato, sonolento, abriu apenas um olho. O pintassilgo, que não tinha medo, começou a cantar uma melodia alegre. O gato tentou se espreguiçar, mas a preguiça era enorme. De repente, a bola colorida de um menino rolou perto, e o gato, num salto rápido, levantou-se e a perseguiu.

Dona Lúcia, que observava a cena da janela, sorriu e pensou: "Ele é o mais esperto de todos."
Qual é o foco principal da mudança no comportamento do gato, conforme descrito no texto? 
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Q3785469 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Acerca de determinadas passagens do texto, analise as assertivas abaixo:

I. No primeiro parágrafo, o autor afirma que a ciência é muito jovem, ou seja, há pouco tempo a humanidade a vê como fator importante na validação de produtos que promovam ganhos monetários e sociais.
II. No segundo parágrafo, entende-se que o conhecimento depende da comunicação entre os cientistas através de troca de ideias novas, visto que o que se descobre na atualidade prescinde do que já foi realizado.
III. No último parágrafo, o autor alerta sobre publicações suspeitas e/ou duvidosas que são consumidas por pessoas que não possuem conhecimento técnico especializado em uma determinada área, a ponto de considerarem as informações como “verdades incontestáveis”.

Quais estão corretas?
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Q3785468 Português
Quando os resultados de um artigo científico são muito surpreendentes, desconfie: pode ser mentira provocada por ciência defeituosa

Por Leandro R. Tessler 


(Disponível em: www.terra.com.br/noticias/educacao/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Com base nos seguintes trechos do texto, são propostas de mudanças que provocam necessidade de ajuste nos respectivos contextos de ocorrência:

I. Troca de “levam” por “conduzem”, no trecho “tecnologias, das mais simples às mais sofisticadas, que levam à melhor qualidade de vida”.
II. Uso de “dão publicidade” em lugar de “publicam”, no trecho “os cientistas publicam seus achados na forma de artigos científicos”.
III. Troca de “está sujeito” por “submete-se”, no trecho “os cientistas são humanos e seu trabalho está sujeito a erros”.

Quais estão corretas?
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Q3785417 Português
O filme “ANORA” foi o grande vencedor do Oscar 2025, realizado em Los Angeles, Califórnia, nos Estados Unidos, no dia 2 de março desse mesmo ano. A obra, dirigida por Sean Baker, venceu outras categorias, dentre elas de Melhor Diretor e Melhor Atriz (Mikey Madison).
Quantas estatuetas o filme “ANORA” ganhou no Oscar 2025? 
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Q3785400 Português
E como nasci? Por um quase. Podia ser outra. Podia ter nascido homem. Felizmente nasci mulher. E vaidosa. Prefiro que saia um bom retrato meu no jornal do que os elogios. Tenho várias caras. Uma é quase bonita, outra é quase feia. Sou um o quê? Um quase tudo. 


Fonte: Clarice Lispector, Trecho da crônica Quase. 
Com base na leitura atenta do texto I, é correto inferir que a voz poética se caracteriza, primordialmente, por uma:
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Q3785241 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
Segundo o texto, a Era da Informação representa simultaneamente um avanço no acesso ao saber e um risco à construção do conhecimento, sendo esse risco superado naturalmente pela quantidade de informações disponíveis, o que torna o acúmulo de dados suficiente para o desenvolvimento crítico e reflexivo.
Alternativas
Q3785240 Português
“A Era da Informação e o Paradoxo do Conhecimento"
Adaptado de Manuel Castells

         "Vivemos na era da informação, um tempo em que o conhecimento está acessível de maneira inédita. Entretanto, o paradoxo do conhecimento é evidente: quanto mais informações circulam, mais difícil se torna distinguir o essencial do supérfluo. A sobrecarga informacional pode levar à superficialidade, ao invés de promover o aprofundamento do saber. Nesse contexto, a capacidade crítica e a mediação são fundamentais. Precisamos não apenas acessar informações, mas compreendê-las, analisá-las e contextualizá-las. A construção do conhecimento exige mais do que acúmulo de dados; requer reflexão e síntese, elementos que muitas vezes se perdem na avalanche informacional do mundo contemporâneo."
A partir da reflexão apresentada no texto, pode-se inferir que a Era da Informação, ao democratizar o acesso ao saber, realiza plenamente o ideal iluminista de conhecimento como instrumento de emancipação humana, ainda que exija adaptações cognitivas diante da abundância de dados.
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Q3785053 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
O texto “Furto de Flor” apresenta uma metáfora ampliada que permite interpretá-lo como uma alegoria da condição humana, em que o gesto de “furtar” a flor representa simbolicamente a tendência do ser humano de dominar o que é belo ou natural, e a inevitável frustração que decorre da tentativa de preservar, em ambiente artificial, aquilo que só existe plenamente em seu espaço de origem.
Alternativas
Q3785052 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
A atribuição de emoções à flor no texto “Furto de Flor”, por meio da figura da prosopopeia, desvia completamente o foco da crítica ecológica e literária, limitando-se a um discurso lúdico e desvinculado de qualquer forma de simbolismo existencial ou antropocêntrico, configurando-se como exemplo típico de literatura infantil sem densidade filosófica.
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Q3785051 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
O texto combina lirismo e reflexão ética, sugerindo que todo ato, mesmo pequeno e poético, carrega consequências morais.
Alternativas
Q3785050 Português
FURTO DE FLOR

        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor. Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber e flor não é para ser bebida.

        Passei-a para o vaso e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor se a contemplarmos bem. Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la ao jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.

        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me:

        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!

(Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis, 1985)
No conto "Furto de Flor", de Carlos Drummond de Andrade, a relação do eu lírico com a flor revela uma tensão simbólica entre ética e estética, onde o gesto de posse – embora motivado pela contemplação do belo – resulta na destruição do objeto contemplado. Considerando os recursos de personificação, deslocamento semântico da ideia de furto, e a crítica antropocêntrica subjacente, é correto afirmar que o texto articula uma crítica existencial à ação humana sobre o mundo natural, apontando a incompatibilidade entre o desejo de preservação e os mecanismos de apropriação estética.
Alternativas
Q3784940 Português

Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café

 

Tem gente que diz que felicidade é uma xícara de café quente. Pode até ser. Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. E não é longo. Basta dar uma distraída, responder um e-mail, ou se perder num papo, e pronto: o café já esfriou — e com ele, boa parte do encanto.

É que o café, meus amigos, é um pouco como o amor no verão: intenso, cheio de aroma e calor, mas fugaz. Não dá para segurar por muito tempo. Ele nasce vibrante, perfumado, cheio de promessas e vai embora pela borda da xícara enquanto a gente pensa na vida.

A ciência, que tudo explica, mas nem sempre entende, mostra que à medida que a temperatura do café cai, os tais compostos voláteis, que são como os perfumes que sentimos ao passar por alguém interessante, simplesmente evaporam. Vão embora como o cheiro de um bom domingo, e levam junto a alma da bebida.

E tem mais: nosso paladar também é meio temperamental. Quando o café está "pelando", sentimos pouco. Quando esfria demais, também. Mas naquele meio do caminho, ali pelos 40 e poucos graus, é onde mora a magia. É quando o café se mostra como é de verdade, com suas notas de frutas, flores, chocolates, caramelos... Ou aquele amargor triste de um grão mal tratado.

Fiz o teste. Café coado com carinho, tomado aos poucos, marcando no relógio. Nos primeiros goles, quente demais. Depois de uns 10, 15 minutos... Ah, aí sim. O sabor aparece, elegante, equilibrado. Uns toques de acidez, doçura no fundo.

Trinta minutos depois, ele começa a se despedir. Ainda está ali, mas já não brilha como antes. Com uma hora... Bom, aí já virou outra coisa. Frio, opaco, um pouco melancólico. Como uma festa que durou demais. Ah, e nem pense em colocar no micro-ondas. Aquilo ali é como tentar reviver um amor antigo com uma mensagem no WhatsApp às duas da manhã: pode até esquentar, mas nunca mais vai ser a mesma coisa. O sabor volta torto, cozido, com gosto de ontem.

A solução? Tratar o café com respeito: pré-aquecer a xícara, usar uma tampinha, servir menos por vez. Ou investir numa daquelas canecas tecnológicas que mantêm tudo na temperatura certa, um luxo necessário para quem não quer ver o melhor do café evaporar antes da hora.

No fim das contas, tomar café é quase um ato de presença, um exercício de atenção: é estar ali, de verdade, nos primeiros minutos, quando o sabor ainda canta. Porque se tem uma lição que o café ensina, é essa: o melhor da vida tem hora marcada e passa rápido.

 

Fonte: Sabor que foge da xícara: por que temperatura média traz o melhor do café | CNN Brasil V&G

Assinale a alternativa que apresente o tipo de relação estabelecida entre os períodos do texto pelo termo em destaque no período: Mas a verdade é que essa felicidade tem prazo de validade. 
Alternativas
Q3784603 Português
O estudo da língua e da linguagem é fundamental, pois constituem instrumentos essenciais de interação humana. Por meio da linguagem, podem ser expressos sentimentos, ideias e conhecimentos, bem como exercida influência sobre os interlocutores. Na contemporaneidade, marcada por transformações sociais e pelo avanço tecnológico, diferentes linguagens − verbais e não verbais − se cruzam e se modificam continuamente. Assim, o conhecimento linguístico não deve ser mecânico, mas articulado às múltiplas formas de comunicação atuais, como cinema, fotografia, música, quadrinhos e mídias digitais. O objetivo central é que o estudante compreenda a língua como um processo dinâmico de interação social, capaz de orientar ações e promover interlocução significativa.
Com base nos conceitos, princípios e objetivos do ensino de Língua Portuguesa, identifique a alternativa incorreta.
Alternativas
Q3784601 Português
Há diversos tipos de textos, e cada um deles apresenta estruturas próprias, linguagem específica, vocabulário característico, construções frasais particulares, tempos verbais adequados, relações lógicas distintas e modos específicos de interação com o leitor. A identificação da tipologia textual exige a observação de aspectos sintáticos e lexicais.
Considerando os tipos de textos classificados segundo estruturas específicas — narrativo, descritivo, expositivo, dissertativo e injuntivo — complete as lacunas a seguir.
I.Uma das características fundamentais do texto____ é a presença de um narrador, cuja função é relatar um enredo constituído por elementos como tempo, espaço, personagens e ações.
II.A principal característica do texto____é apresentar, de modo detalhado, algo ou alguém, permitindo ao leitor formar uma imagem clara do objeto retratado. Para favorecer a compreensão e a adequada estruturação desse tipo de texto, empregam-se adjetivos, verbos de ligação, bem como recursos expressivos, como metáforas e comparações.
III.O texto___ tem como finalidade informar e esclarecer o leitor por meio da apresentação de um determinado assunto ou tema. Esse tipo de texto não busca convencer, mas apenas expor conhecimentos, ideias e pontos de vista, empregando uma linguagem clara e concisa.

A sequência correta que preenche as lacunas, respectivamente, é:
Alternativas
Q3784393 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O mote

A moça atende o celular dentro do Metrô, fala com suavidade, diz que entende, que tudo bem, que fica para outro dia — e, ao desligar, resmunga um "cachorro". A cena, tão cotidiana quanto misteriosa, oferece ao cronista um ponto de partida: quem era o interlocutor oculto? O que fez para merecer tal desprezo? O enigma, mais que a resposta, já é matéria literária.

O mote da crônica pode surgir de situações como essa ou de qualquer detalhe da vida: o clima instável, o amor que acaba ou renasce, a cidade que nos cerca, a falta de assunto, a dor ou a alegria — sendo a dor, muitas vezes, mais fértil. Até mesmo o anônimo "cachorro" ao telefone pode servir para inaugurar uma narrativa.

Embora a definição escolar descreva a crônica como relato histórico em ordem temporal, o gênero é muito mais flexível: pode ser leve, circunstancial, irônica ou até leviana, dependendo do tema. Rubem Braga dizia que, se não é aguda, é crônica — e talvez essa seja a melhor orientação para quem tenta definir o indefinível.

Encontrado o mote, basta entregar-se ao imaginário. Na história imaginada pelo autor, a moça desceria na estação seguinte para confrontar o "cachorro", mas hesita: e se ele estiver dizendo a verdade? Melhor deixar a trama inacabada — para não estragar o dia dela, o dele, nem o ganha-pão do cronista.

Texto Adaptado

PIMENTEL, Luiz Cunha. O mote. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025. 
Considerando os recursos discursivos empregados pelo narrador e a estrutura composicional do texto, analise as proposições a seguir. A alternativa correta é aquela que traduz, com precisão interpretativa, os mecanismos de sentido presentes na crônica. 
Alternativas
Q3784390 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O mote

A moça atende o celular dentro do Metrô, fala com suavidade, diz que entende, que tudo bem, que fica para outro dia — e, ao desligar, resmunga um "cachorro". A cena, tão cotidiana quanto misteriosa, oferece ao cronista um ponto de partida: quem era o interlocutor oculto? O que fez para merecer tal desprezo? O enigma, mais que a resposta, já é matéria literária.

O mote da crônica pode surgir de situações como essa ou de qualquer detalhe da vida: o clima instável, o amor que acaba ou renasce, a cidade que nos cerca, a falta de assunto, a dor ou a alegria — sendo a dor, muitas vezes, mais fértil. Até mesmo o anônimo "cachorro" ao telefone pode servir para inaugurar uma narrativa.

Embora a definição escolar descreva a crônica como relato histórico em ordem temporal, o gênero é muito mais flexível: pode ser leve, circunstancial, irônica ou até leviana, dependendo do tema. Rubem Braga dizia que, se não é aguda, é crônica — e talvez essa seja a melhor orientação para quem tenta definir o indefinível.

Encontrado o mote, basta entregar-se ao imaginário. Na história imaginada pelo autor, a moça desceria na estação seguinte para confrontar o "cachorro", mas hesita: e se ele estiver dizendo a verdade? Melhor deixar a trama inacabada — para não estragar o dia dela, o dele, nem o ganha-pão do cronista.

Texto Adaptado

PIMENTEL, Luiz Cunha. O mote. In: RECHIA, Rosângela Beatriz (Org.). Concurso Literário Felippe D?Oliveira: conto, crônica e poesia − Premiados 2017 e 2018. Santa Maria: Imprensa Universitária/UFSM, 2018. Disponível em: https://www.santamaria.rs.gov.br/arquivos/baixar-arquivo/conteudo/D15 -1884.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025. 
A partir do trecho "A moça atende o celular dentro do Metrô, fala com suavidade, diz que entende, que tudo bem, que fica para outro dia — e, ao desligar, resmunga um 'cachorro'" e dos conhecimentos linguísticos sobre semântica, assinale a alternativa que apresenta uma análise correta quanto aos efeitos de sentido produzidos por recursos como polissemia, ambiguidade e sentido figurado. 
Alternativas
Q3784341 Português
O estado de Santa Catarina tem se destacado no turismo brasileiro, atraindo um número crescente de visitantes estrangeiros, o que impacta positivamente a economia local. Entre janeiro e maio de 2025, o estado registrou forte crescimento nas chegadas de turistas internacionais. Com base nesse dado recente, qual alternativa descreve corretamente esse cenário de turismo e lazer em Santa Catarina?
Alternativas
Q3784332 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Morado

Ele estava jogado na cadeira, curvado e esgotado, enquanto me observava com um olhar duro que me fazia encarar meus próprios descuidos. Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas. Tentei justificar o abandono, alegar cansaço, rotina, crises, mas o silêncio que vinha dele me julgava mais do que qualquer palavra.

Recordei nossas melhores fases: viagens, reencontros, pequenas aventuras que marcaram nossa história. Mesmo assim, percebia como o tempo havia desgastado nossa relação, como eu o deixara envelhecer sem cuidado, afogado em tarefas, prazos e adiamentos. Ele parecia cansado de esperar atenção, cansado de ser sempre o último da fila.

Assumi minhas faltas: projetos adiados, saúde negligenciada, planos engavetados, promessas não cumpridas. O corpo, outrora parceiro fiel, agora revelava rugas, dores e sinais de desgaste que eu insistira em ignorar. A pandemia, o excesso de trabalho e as desculpas fáceis haviam criado um abismo entre nós.

Prometi mudança, viagens futuras, leveza, cuidado. Disse que não desistiria dele quando saísse dali, embora não soubesse se ainda havia crédito para minhas promessas. Quando o alarme tocou, encerrei o encontro, guardei a culpa no bolso e parti, consciente de que havia conversado com ninguém mais senão meu próprio corpo.

Texto Adaptado

SOUSA, Bruno Alves de. Morado. In: ALBUQUERQUE, Joaquim Melo de; ANDRADE, Maria Pinheiro Pessoa de; OLIVEIRA, Lady Dayana Silva de (org.). Coletânea Travessia: contos e crônicas, v. II [livro eletrônico]. Fortaleza: Imprensa Universitária; Secretaria de Cultura da UFC, 2021. Disponível em: https://repositorio.ufc.br/bitstream/riufc/61403/1/2021_liv_mjalbuquerqu e.pdf . Acesso em: 21 nov. 2025.
Considerando o fragmento "Aproximar-me dele era como carregar peso demais, como quem chega atrasado para acertar contas antigas" e o emprego dos vocábulos ao longo do texto "Morado", avalie as afirmativas abaixo quanto ao uso do sentido próprio ou figurado das palavras.

I − A expressão "carregar peso demais" foi empregada em sentido figurado para representar a carga emocional resultante da negligência.
II − A forma verbal "chega atrasado" é usada em seu sentido próprio, indicando o horário de chegada do sujeito em relação a um compromisso físico anterior.
III − A locução "acertar contas antigas" tem valor metafórico, sugerindo o enfrentamento de pendências internas e não a resolução de dívidas financeiras.

Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
10461: B
10462: A
10463: D
10464: C
10465: B
10466: A
10467: B
10468: E
10469: E
10470: C
10471: E
10472: C
10473: C
10474: C
10475: A
10476: D
10477: C
10478: B
10479: A
10480: E