Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4387532 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Considere o trecho retirado do texto: “Tenho pavor de dentista”. Observe as alternativas abaixo e escolha aquela que apresenta um antônimo adequado para o termo “pavor”
Alternativas
Q4387531 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Leia atentamente o trecho abaixo.


“Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala me escafedia antes de ser atendido.”


Qual palavra poderia substituir a expressão destacada mantendo o sentido da frase?


Alternativas
Q4387530 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Leia atentamente as alternativas abaixo e identifique qual delas apresenta uma expressão de tempo. 
Alternativas
Q4387529 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Com base na maneira como o texto se divide e se compõe, assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de organização utilizado. 

Alternativas
Q4387350 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Ao analisar a construção textual de “A cadeira do dentista”, percebe-se que o autor utiliza um formato específico para organizar e articular os acontecimentos e reflexões apresentados. Com base nessa estruturação, isto é, na maneira como o texto se divide e se compõe, assinale a alternativa que identifica corretamente o tipo de organização utilizado. 
Alternativas
Q4387349 Português

LEIA:



A cadeira do dentista


Carlos Eduardo Novaes


    Fazia dois anos que não me sentava numa cadeira de dentista. Não que meus dentes estivessem por todo esse tempo sem reclamar um tratamento. Cheguei a marcar várias consultas, mas começava a suar frio folheando velhas revistas na antessala e me escafedia antes de ser atendido. Na única ocasião em que botei o pé no gabinete do odontólogo ‒ tem uns seis meses ‒ quando ele me informou o preço do serviço, a dor transferiu-se do dente para o bolso.


    ‒ Não quero uma dentadura em ouro com incrustações em e esmeraldas - esclareci -, só preciso tratar o canal.


    ‒ É esse o preço de um tratamento de canal


    ‒ Tem certeza? O senhor não estará confundindo o meu canal com o do Panamá?


       Adiei o tratamento. Tenho pavor de dentista. O mundo avançou nos últimos 30 anos, mas a Odontologia permanece uma atividade medieval. Para mim não faz diferença um "pau-de-arara" ou uma cadeira de dentista: é tudo instrumento de tortura.


      Desta vez, porém, não tive como escapar. Os dentes do lado esquerdo já tinham se transformado em meros figurantes dentro da boca. Ao estourar o pré - molar do lado direito, fiquei restrito à linha de frente para mastigar maminhas e picanhas. Experiência que poderia ter dado certo, caso tivesse algum jeito para esquilo.


     https://www.rio.rj.gov.br/dlstatic/10112/4244912/4104925/NJM7_3BIM_ALUNO_2013.pdf

Qual o assunto principal desse texto? 
Alternativas
Q4387000 Português
Sobre o poema, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q4386087 Português

Leia atentamente o texto a seguir:


 

Informação em Tempos de Internet


    A expansão do acesso à informação nas últimas décadas tem provocado transformações profundas na forma como os indivíduos constroem conhecimento. A quantidade massiva de dados disponíveis, somada à velocidade com que circulam, cria um ambiente em que a simples obtenção de informações deixa de ser diferencial. O desafio contemporâneo não é acessar informações, mas interpretá-las criticamente, estabelecendo relações, identificando vieses e reconhecendo a complexidade dos fenômenos sociais.


    Paradoxalmente, embora vivamos na chamada ‘era do conhecimento’, cresce o risco da superficialidade. O consumo fragmentado de conteúdos – especialmente em mídias digitais – tende a produzir percepções rápidas, porém pouco aprofundadas, favorecendo conclusões apressadas e discursos simplificadores. Nesse cenário, a leitura analítica e a argumentação fundamentada tornam-se competências essenciais para quem deseja participar de forma responsável do debate público.    

O texto tem como finalidade principal:
Alternativas
Q4386086 Português

Leia atentamente o texto a seguir:


 

Informação em Tempos de Internet


    A expansão do acesso à informação nas últimas décadas tem provocado transformações profundas na forma como os indivíduos constroem conhecimento. A quantidade massiva de dados disponíveis, somada à velocidade com que circulam, cria um ambiente em que a simples obtenção de informações deixa de ser diferencial. O desafio contemporâneo não é acessar informações, mas interpretá-las criticamente, estabelecendo relações, identificando vieses e reconhecendo a complexidade dos fenômenos sociais.


    Paradoxalmente, embora vivamos na chamada ‘era do conhecimento’, cresce o risco da superficialidade. O consumo fragmentado de conteúdos – especialmente em mídias digitais – tende a produzir percepções rápidas, porém pouco aprofundadas, favorecendo conclusões apressadas e discursos simplificadores. Nesse cenário, a leitura analítica e a argumentação fundamentada tornam-se competências essenciais para quem deseja participar de forma responsável do debate público.    

A palavra “Paradoxalmente”, usada no segundo parágrafo, indica:
Alternativas
Q4386085 Português

Leia atentamente o texto a seguir:


 

Informação em Tempos de Internet


    A expansão do acesso à informação nas últimas décadas tem provocado transformações profundas na forma como os indivíduos constroem conhecimento. A quantidade massiva de dados disponíveis, somada à velocidade com que circulam, cria um ambiente em que a simples obtenção de informações deixa de ser diferencial. O desafio contemporâneo não é acessar informações, mas interpretá-las criticamente, estabelecendo relações, identificando vieses e reconhecendo a complexidade dos fenômenos sociais.


    Paradoxalmente, embora vivamos na chamada ‘era do conhecimento’, cresce o risco da superficialidade. O consumo fragmentado de conteúdos – especialmente em mídias digitais – tende a produzir percepções rápidas, porém pouco aprofundadas, favorecendo conclusões apressadas e discursos simplificadores. Nesse cenário, a leitura analítica e a argumentação fundamentada tornam-se competências essenciais para quem deseja participar de forma responsável do debate público.    

No trecho “cresce o risco da superficialidade”, o termo superficialidade significa:
Alternativas
Q4386084 Português

Leia atentamente o texto a seguir:


 

Informação em Tempos de Internet


    A expansão do acesso à informação nas últimas décadas tem provocado transformações profundas na forma como os indivíduos constroem conhecimento. A quantidade massiva de dados disponíveis, somada à velocidade com que circulam, cria um ambiente em que a simples obtenção de informações deixa de ser diferencial. O desafio contemporâneo não é acessar informações, mas interpretá-las criticamente, estabelecendo relações, identificando vieses e reconhecendo a complexidade dos fenômenos sociais.


    Paradoxalmente, embora vivamos na chamada ‘era do conhecimento’, cresce o risco da superficialidade. O consumo fragmentado de conteúdos – especialmente em mídias digitais – tende a produzir percepções rápidas, porém pouco aprofundadas, favorecendo conclusões apressadas e discursos simplificadores. Nesse cenário, a leitura analítica e a argumentação fundamentada tornam-se competências essenciais para quem deseja participar de forma responsável do debate público.    

O texto sugere que a superficialidade está ligada: 
Alternativas
Q4386083 Português

Leia atentamente o texto a seguir:


 

Informação em Tempos de Internet


    A expansão do acesso à informação nas últimas décadas tem provocado transformações profundas na forma como os indivíduos constroem conhecimento. A quantidade massiva de dados disponíveis, somada à velocidade com que circulam, cria um ambiente em que a simples obtenção de informações deixa de ser diferencial. O desafio contemporâneo não é acessar informações, mas interpretá-las criticamente, estabelecendo relações, identificando vieses e reconhecendo a complexidade dos fenômenos sociais.


    Paradoxalmente, embora vivamos na chamada ‘era do conhecimento’, cresce o risco da superficialidade. O consumo fragmentado de conteúdos – especialmente em mídias digitais – tende a produzir percepções rápidas, porém pouco aprofundadas, favorecendo conclusões apressadas e discursos simplificadores. Nesse cenário, a leitura analítica e a argumentação fundamentada tornam-se competências essenciais para quem deseja participar de forma responsável do debate público.    

Segundo o texto, o verdadeiro desafio diante do grande volume de informações disponíveis é: 
Alternativas
Q4383403 Português
Imagem associada para resolução da questão
Sobre a tirinha de Hagar,
Considerando o uso de linguagem e figuras de estilo, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4383402 Português
Imagem associada para resolução da questão
Sobre a tirinha, para que a coerência e o humor sejam estabelecidos, é preciso:
Alternativas
Q4383395 Português
Leia atentamente o trecho de uma entrevista abaixo para responder à questão.

Auditora Fiscal do Ministério do Trabalho desde 2007, Luciana Veloso Baruki vem se destacando por seu pioneirismo nas fiscalizações relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho, em especial o assédio em suas diversas formas. Foi ela quem coordenou um caso emblemático de fiscalização no Banco do Brasil que levou a justiça a equiparar o assédio moral apurado no operativo a um acidente de trabalho. “Foi a primeira vez que isso aconteceu na história da inspeção do trabalho brasileira. O caso levou o banco a ser condenado em março deste ano ao valor de R$ 8 milhões em uma Ação Civil Pública movida pelo MPT”, conta. Na entrevista a AFT explica em detalhes quais comportamentos caracterizam o assédio no ambiente de trabalho, que consequências podem advir desta prática, as mudanças recentes previstas na legislação trabalhista (NR 1 e NR 5) em relação ao tema, como as empresas estão lidando (ou não) com a questão e a importância de se perceber o assédio de forma mais ampla, com um olhar para os riscos psicossociais no âmbito dos processos de trabalho das organizações. Luciana é bacharel em Administração de Empresas, especialista em Direito Público, mestre e doutora em Direito Político e Econômico e graduou-se recentemente em Medicina pela Faculdade Santa Marcelina/SP.

Pergunta: O assédio moral na empresa vem se tornando cada vez mais conhecido e comentado. Quais são as principais características desta prática?

Resposta: O assédio moral no ambiente de trabalho é uma prática que, infelizmente, tem sido recorrente em diversas empresas ao redor do mundo. A palavra assédio tem origem no latim obsidium, que significa “cerco ou sítio”. Originalmente, o termo estava relacionado a situações de cerco militar, onde um exército cercava uma fortificação ou cidade, impedindo a entrada e saída de pessoas e recursos, com o objetivo de forçar a rendição do inimigo. No contexto moderno, o termo violência e assédio tem sido frequentemente usado para descrever um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, indesejadas, intrusivas, invasivas na esfera íntima de segurança psicológica dos indivíduos. Essas condutas podem ocorrer em diversos ambientes: no trabalho, nos ambientes educacionais, nas ruas, e até nas relações interpessoais. Os atos que caracterizam o assédio moral são geralmente repetitivos, mas a recorrência não é uma condição para a sua configuração. Nesse sentido, existe inclusive uma referência para empresas, que é a Convenção nº 190 da OIT, que trata da eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho (artigo 1º, alínea a). Esse artigo define claramente que a violência e o assédio no mundo do trabalho podem ser oriundos de atos repetidos ou isolados, o que significa que um único ato pode ser suficiente para configurar uma situação de assédio ou violência. Mesmo que o Brasil não tenha ratificado ainda esta Convenção, ela é, sem dúvida alguma, um marco internacional muito importante a respeito do tema. Assim, a etimologia da palavra reflete a ideia de pressão e cerco, que é coerente com a forma como entendemos o assédio hoje: uma forma de pressionar, perseguir, constranger, humilhar, coagir, discriminar ou importunar alguém de maneira isolada e pontual ou prolongada no tempo. De forma mais específica, o que se vê no mundo corporativo é um conjunto de seis comportamentos principais, que podem ser individualizados e descritos como o modus operandi do assédio no trabalho.

BOSSLE, Daniela. Entrevista | Luciana Veloso Baruki – O assédio é apenas um sintoma – Ed. 383. Disponível em: https://www.protecao.com.br/destaques-darevista-protecao/entrevista-luciana-velosobaruki-o-assedio-e-apenas-um-sintoma-ed383/ (adaptado). Acesso em: 10 jan. 2024
A palavra “sítio” (no início da resposta de Luciana) empregada na definição de assédio pode ter como sinônimo uma das palavras abaixo, exceto:
Alternativas
Q4383394 Português
Leia atentamente o trecho de uma entrevista abaixo para responder à questão.

Auditora Fiscal do Ministério do Trabalho desde 2007, Luciana Veloso Baruki vem se destacando por seu pioneirismo nas fiscalizações relacionadas aos riscos psicossociais no trabalho, em especial o assédio em suas diversas formas. Foi ela quem coordenou um caso emblemático de fiscalização no Banco do Brasil que levou a justiça a equiparar o assédio moral apurado no operativo a um acidente de trabalho. “Foi a primeira vez que isso aconteceu na história da inspeção do trabalho brasileira. O caso levou o banco a ser condenado em março deste ano ao valor de R$ 8 milhões em uma Ação Civil Pública movida pelo MPT”, conta. Na entrevista a AFT explica em detalhes quais comportamentos caracterizam o assédio no ambiente de trabalho, que consequências podem advir desta prática, as mudanças recentes previstas na legislação trabalhista (NR 1 e NR 5) em relação ao tema, como as empresas estão lidando (ou não) com a questão e a importância de se perceber o assédio de forma mais ampla, com um olhar para os riscos psicossociais no âmbito dos processos de trabalho das organizações. Luciana é bacharel em Administração de Empresas, especialista em Direito Público, mestre e doutora em Direito Político e Econômico e graduou-se recentemente em Medicina pela Faculdade Santa Marcelina/SP.

Pergunta: O assédio moral na empresa vem se tornando cada vez mais conhecido e comentado. Quais são as principais características desta prática?

Resposta: O assédio moral no ambiente de trabalho é uma prática que, infelizmente, tem sido recorrente em diversas empresas ao redor do mundo. A palavra assédio tem origem no latim obsidium, que significa “cerco ou sítio”. Originalmente, o termo estava relacionado a situações de cerco militar, onde um exército cercava uma fortificação ou cidade, impedindo a entrada e saída de pessoas e recursos, com o objetivo de forçar a rendição do inimigo. No contexto moderno, o termo violência e assédio tem sido frequentemente usado para descrever um conjunto de comportamentos e práticas inaceitáveis, indesejadas, intrusivas, invasivas na esfera íntima de segurança psicológica dos indivíduos. Essas condutas podem ocorrer em diversos ambientes: no trabalho, nos ambientes educacionais, nas ruas, e até nas relações interpessoais. Os atos que caracterizam o assédio moral são geralmente repetitivos, mas a recorrência não é uma condição para a sua configuração. Nesse sentido, existe inclusive uma referência para empresas, que é a Convenção nº 190 da OIT, que trata da eliminação da violência e do assédio no mundo do trabalho (artigo 1º, alínea a). Esse artigo define claramente que a violência e o assédio no mundo do trabalho podem ser oriundos de atos repetidos ou isolados, o que significa que um único ato pode ser suficiente para configurar uma situação de assédio ou violência. Mesmo que o Brasil não tenha ratificado ainda esta Convenção, ela é, sem dúvida alguma, um marco internacional muito importante a respeito do tema. Assim, a etimologia da palavra reflete a ideia de pressão e cerco, que é coerente com a forma como entendemos o assédio hoje: uma forma de pressionar, perseguir, constranger, humilhar, coagir, discriminar ou importunar alguém de maneira isolada e pontual ou prolongada no tempo. De forma mais específica, o que se vê no mundo corporativo é um conjunto de seis comportamentos principais, que podem ser individualizados e descritos como o modus operandi do assédio no trabalho.

BOSSLE, Daniela. Entrevista | Luciana Veloso Baruki – O assédio é apenas um sintoma – Ed. 383. Disponível em: https://www.protecao.com.br/destaques-darevista-protecao/entrevista-luciana-velosobaruki-o-assedio-e-apenas-um-sintoma-ed383/ (adaptado). Acesso em: 10 jan. 2024
De acordo com o texto, qual das alternativas abaixo melhor resume os principais pontos abordados sobre o assédio no ambiente de trabalho?
Alternativas
Q4382545 Português
LEIA:

    Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores. Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial. A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.

https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-%20anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/. Adaptado
O texto menciona diferentes fases da carreira de Ziraldo e destaca acontecimentos importantes que marcaram sua trajetória profissional. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta sobre a relação entre o contexto histórico e a produção artística do autor.
Alternativas
Q4382544 Português
LEIA:

    Ziraldo, o criador do Menino Maluquinho, tem muita história pra contar e encantar. Mudou a arte dos quadrinhos no Brasil, foi preso na ditadura militar e, como cartunista, ganhou o Nobel da Literatura Infanto-Juvenil. Ziraldo começou a trabalhar no jornal Folha da Manhã (atual Folha de S.Paulo), em 1954, com uma coluna dedicada ao humor. Ganhou notoriedade nacional ao se estabelecer na revista O Cruzeiro em 1957 e, posteriormente, no Jornal do Brasil, em 1963. Seus personagens (entre eles Jeremias, o Bom; a Supermãe e o Mirinho) conquistaram os leitores. Em 1960 lançou a primeira revista em quadrinhos brasileira feita por um só autor, Turma do Pererê, que também foi a primeira história em quadrinhos a cores totalmente produzida no Brasil. Embora tenha alcançado uma das maiores tiragens da época, Turma do Pererê foi cancelada em 1964, logo após o início do regime militar no Brasil. Nos anos 70, a Editora Abril relançou a revista, desta vez, porém, sem o sucesso inicial. A revista da Turma do Pererê teve outras passagens pelas bancas numa edição encadernada pela Editora Primor no ano de 1986 e em formato de almanaque pela Editora Abril na década de 1990. Em 1960 recebeu o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas e também o prêmio Merghantealler, principal premiação da imprensa livre da América Latina.

https://jornalnota.com.br/2023/10/24/91-%20anos-de-ziraldo-as-10-melhores-tirinhas-do-cartunista/. Adaptado
Com base no texto que apresenta a trajetória profissional de Ziraldo, qual das seguintes afirmações é verdadeira? 
Alternativas
Q4379814 Português

Leia atentamente o trecho da reportagem abaixo para responder à questão.

Racismo ambiental: gênero, etnicidade e mudanças climáticas

Os impactos da crise do clima não são neutros e atingem mais determinados países e segmentos da população


    O deslocamento de pessoas por desastres ambientais é uma das consequências mais devastadoras do momento presente e tem atingido comunidades inteiras em decorrência de seus impactos. Sob uma perspectiva global, a Organização das Nações Unidas (ONU), ao celebrar a COP26, apontou que as mulheres são as mais afetadas pela crise climática que também se configura como uma crise humanitária. Segundo a ONU, 80% das pessoas forçadas a cruzar fronteiras devido a desastres e mudanças climáticas são mulheres e crianças.

    Portanto, os impactos dessa crise não são neutros. Mulheres e meninas enfrentam riscos cada vez mais sérios e podem, em algumas circunstâncias, precisar de proteção internacional.

    Países em desenvolvimento ou emergentes no processo econômico e social são os mais impactados pela crise climática, desastres ambientais e conflitos civis e armados por recursos naturais – a garantia de água, comida e combustível para as famílias em grande parte é condicionada, estruturalmente, às mulheres, situação essa que pode ser mais complexa durante enchentes e secas, por exemplo. Uma vez que as mulheres precisam ir mais longe para coletar comida e água, ficam mais expostas a diferentes tipos de violência, incluindo abuso e violência sexual.

    No Brasil, as catástrofes impulsionadas pelas mudanças climáticas, como as enchentes, inundações e os deslizamentos de terra ocorridos no início deste ano, especificamente nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Petrópolis) e Pernambuco, têm se tornado cada vez mais frequentes. E as pessoas mais afetadas têm sempre o mesmo gênero e cor.

    Esse fato ocorre, principalmente, porque o processo de desenvolvimento das cidades carrega em si mesmo uma lógica desigual, expulsando as populações minorizadas das zonas mais seguras para as áreas de risco. Estruturando toda uma omissão histórica por parte dos Estados na construção de políticas públicas que priorizem o direito das mulheres e um caminho para a justiça ambiental e racial.

    Conforme apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos lares chefiados por apenas uma pessoa no país, sem cônjuge, e com filho(s) de até 14 anos, 54% encontram-se abaixo da linha da pobreza. Dessas famílias, 63% são chefiadas por mulheres pretas ou pardas e que habitam periferias das cidades.

    Para se ter uma ideia, das pessoas entrevistadas para o desenvolvimento da linha de base do projeto Resposta Emergencial Bahia e Minas Gerais, da rede Cáritas, 78,69% eram mulheres. O dado aponta que esse grupo foi o mais atingido pelos efeitos das fortes chuvas do final de 2021 e início de2022 nesses estados.

    A atividade mineradora no país também escancara sua face mais perversa, com rompimentos de barragem de rejeitos de grandes proporções, com casos mais emblemáticos em Minas Gerais(Rompimento da barragem de Fundão da Samarco/Vale/BHP, 2015, Mariana; Rompimento da barragem da Vale S.A, 2019, Brumadinho) e no Pará (Rompimento da barragem da Hydro Alunorte, 2018, Barcarena).

    Os rompimentos de barragens são exemplos reais que demonstram como projetos desenvolvimentistas – seja por meio da mineração, do agronegócio ou das hidrelétricas – têm se mostrado danosos e prejudiciais, especialmente, para populações racializadas – pessoas negras, indígenas equilombolas e comunidades tradicionais – já que são seus territórios os alvos mais recorrentes das empreitadas transnacionais. Acirrando as desigualdades ambientais e exclusão fundiária, bem como o contexto de violência racial e de gênero no país [...].(COMISSÃO DE GÊNERO E GT ANTIRRACISTA DA CÁRITAS BRASILEIRA. Racismo ambiental: gênero, etnicidade e mudanças climáticas(fragmento).


Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/12/04/ racismo-ambiental-genero-etnicidade-emudancas-climaticas. Acesso em: 20 jun. 2025.)

Leia este trecho retirado do texto:
“Estruturando toda uma omissão histórica por parte dos Estados na construção de políticas públicas que priorizem o direito das mulheres e um caminho para a justiça ambiental e racial. Essa situação pode ser mais complexa durante enchentes e secas, por exemplo.”

Assinale a alternativa que melhor explica o papel coesivo do termo em destaque no trecho: 
Alternativas
Q4379813 Português

Leia atentamente o trecho da reportagem abaixo para responder à questão.

Racismo ambiental: gênero, etnicidade e mudanças climáticas

Os impactos da crise do clima não são neutros e atingem mais determinados países e segmentos da população


    O deslocamento de pessoas por desastres ambientais é uma das consequências mais devastadoras do momento presente e tem atingido comunidades inteiras em decorrência de seus impactos. Sob uma perspectiva global, a Organização das Nações Unidas (ONU), ao celebrar a COP26, apontou que as mulheres são as mais afetadas pela crise climática que também se configura como uma crise humanitária. Segundo a ONU, 80% das pessoas forçadas a cruzar fronteiras devido a desastres e mudanças climáticas são mulheres e crianças.

    Portanto, os impactos dessa crise não são neutros. Mulheres e meninas enfrentam riscos cada vez mais sérios e podem, em algumas circunstâncias, precisar de proteção internacional.

    Países em desenvolvimento ou emergentes no processo econômico e social são os mais impactados pela crise climática, desastres ambientais e conflitos civis e armados por recursos naturais – a garantia de água, comida e combustível para as famílias em grande parte é condicionada, estruturalmente, às mulheres, situação essa que pode ser mais complexa durante enchentes e secas, por exemplo. Uma vez que as mulheres precisam ir mais longe para coletar comida e água, ficam mais expostas a diferentes tipos de violência, incluindo abuso e violência sexual.

    No Brasil, as catástrofes impulsionadas pelas mudanças climáticas, como as enchentes, inundações e os deslizamentos de terra ocorridos no início deste ano, especificamente nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro (Petrópolis) e Pernambuco, têm se tornado cada vez mais frequentes. E as pessoas mais afetadas têm sempre o mesmo gênero e cor.

    Esse fato ocorre, principalmente, porque o processo de desenvolvimento das cidades carrega em si mesmo uma lógica desigual, expulsando as populações minorizadas das zonas mais seguras para as áreas de risco. Estruturando toda uma omissão histórica por parte dos Estados na construção de políticas públicas que priorizem o direito das mulheres e um caminho para a justiça ambiental e racial.

    Conforme apontam os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos lares chefiados por apenas uma pessoa no país, sem cônjuge, e com filho(s) de até 14 anos, 54% encontram-se abaixo da linha da pobreza. Dessas famílias, 63% são chefiadas por mulheres pretas ou pardas e que habitam periferias das cidades.

    Para se ter uma ideia, das pessoas entrevistadas para o desenvolvimento da linha de base do projeto Resposta Emergencial Bahia e Minas Gerais, da rede Cáritas, 78,69% eram mulheres. O dado aponta que esse grupo foi o mais atingido pelos efeitos das fortes chuvas do final de 2021 e início de2022 nesses estados.

    A atividade mineradora no país também escancara sua face mais perversa, com rompimentos de barragem de rejeitos de grandes proporções, com casos mais emblemáticos em Minas Gerais(Rompimento da barragem de Fundão da Samarco/Vale/BHP, 2015, Mariana; Rompimento da barragem da Vale S.A, 2019, Brumadinho) e no Pará (Rompimento da barragem da Hydro Alunorte, 2018, Barcarena).

    Os rompimentos de barragens são exemplos reais que demonstram como projetos desenvolvimentistas – seja por meio da mineração, do agronegócio ou das hidrelétricas – têm se mostrado danosos e prejudiciais, especialmente, para populações racializadas – pessoas negras, indígenas equilombolas e comunidades tradicionais – já que são seus territórios os alvos mais recorrentes das empreitadas transnacionais. Acirrando as desigualdades ambientais e exclusão fundiária, bem como o contexto de violência racial e de gênero no país [...].(COMISSÃO DE GÊNERO E GT ANTIRRACISTA DA CÁRITAS BRASILEIRA. Racismo ambiental: gênero, etnicidade e mudanças climáticas(fragmento).


Disponível em: https://www.brasildefato.com.br/2022/12/04/ racismo-ambiental-genero-etnicidade-emudancas-climaticas. Acesso em: 20 jun. 2025.)

No trecho, “Países em desenvolvimento ou emergentes no processo econômico e social são os mais impactados pela crise climática, desastres ambientais e conflitos civis e armados por recursos naturais...”,qual alternativa apresenta, respectivamente, um sinônimo para “impactados” e um antônimo para “emergentes”, mantendo o sentido do enunciado? 
Alternativas
Respostas
10481: C
10482: A
10483: C
10484: B
10485: B
10486: D
10487: C
10488: D
10489: B
10490: B
10491: C
10492: A
10493: C
10494: C
10495: B
10496: C
10497: B
10498: C
10499: A
10500: B