Pesquisas mostram que o exercício físico
regular pode reduzir o risco de depressão e reduzir a
perda cognitiva em pacientes com Alzheimer. Uma
das descobertas de pesquisas mais recentes é que
exercícios como caminhar, correr ou andar de
bicicleta são essenciais para manter a função nervosa
saudável, mesmo com a idade mais avançada. Diante
do declínio do nível de atividade física da população
mundial, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
assumiu que estamos vivenciando a prevalência de
estilos de vida sedentários. Ou seja, a falta de
exercícios não é mais apenas um problema estético,
mas um grave problema de saúde pública, causando 2
milhões de mortes a cada ano.
De modo geral, quando se trata dos riscos do
sedentarismo para a saúde, na maioria das vezes se
fala muito em hipertensão, diabetes, obesidade e
doenças cardiovasculares. Mas os efeitos dos hábitos
sedentários na saúde mental podem ser igualmente
devastadores. Estudos da OMS indicam que pessoas
moderadamente ativas têm menos probabilidade de
serem afetadas por transtornos mentais do que
pessoas que não praticam nenhuma atividade física.
Isso mostra que a participação em um programa de
exercícios físicos pode trazer benefícios físicos e
psicológicos. Além de melhorar a aptidão física, o
exercício físico regular também pode melhorar a
capacidade cognitiva e reduzir os níveis de ansiedade
e estresse em geral.
Em contrapartida, pessoas sedentárias
costumam ter problemas com a autoestima,
autoimagem, depressão, ansiedade, aumento do
estresse e maior risco de doenças como Alzheimer e
Parkinson. É preciso ressaltar que os exercícios
ajudam a melhorar a imagem corporal, a cognição e a
função social de pacientes em risco de saúde mental.
Nesse caso, atividade física se refere a qualquer
movimento físico produzido pelo tecido muscular
esquelético que faz com que o praticante consuma
energia. Nessas atividades, há também componentes
biológicos psicossociais, culturais e
comportamentais, como jogos, lutas, dança, esportes,
exercícios físicos, atividades laborais e deslocamento. Tudo isso faz da atividade física uma
ferramenta imprescindível para a promoção da saúde
mental, e seu custo é muito menor se comparado a
outros tratamentos e medicamentos.
A prática de exercício pode melhorar a
circulação sanguínea no cérebro, alterando assim a
síntese e a degradação dos neurotransmissores. Este é
considerado o efeito direto da atividade física na
melhoria da velocidade do processamento cognitivo.
Além desse efeito direto, existem alguns mecanismos
indiretos que podem promover a saúde mental, como
redução da pressão arterial, redução dos níveis de
triglicerídeos no sangue e inibição da agregação
plaquetária. Acredita-se que o exercício físico pode
aumentar o fluxo sanguíneo cerebral, aumentando
assim o oxigênio e outros substratos de energia,
melhorando assim a função cognitiva.
Ademais, deve-se descartar que o exercício
físico leva ao aumento da concentração de serotonina
e Beta-endorfina, resultando em uma sensação de
bem-estar.
Portanto, é essencial que a sociedade reconheça
e promova os benefícios da atividade física como
parte integrante de uma abordagem holística para a
saúde mental. Não se trata apenas de manter o corpo em forma, mas também de cuidar da mente.
Disponível em:
<https://www.desenvolvimentosocial.sp.gov.br/beneficios-doesporte-para-a-saude-mental/>. Adaptado. Acesso em: 24 de
out. de 2025.
De acordo com o texto, uma das mais atuais
descobertas sobre a prática de exercícios físicos é
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