Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3847539 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

Assinale a alternativa em que a palavra destacada está sendo empregada em seu sentido figurado. 
Alternativas
Q3847538 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

“Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério”
A palavra destacada no trecho acima é sinônima de: 
Alternativas
Q3847537 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão. 


Nem tudo são flores


        Quando levo meu cachorrinho para passear, meus olhos vão descobrindo alguns terraços cheios de flores, janelas com cortinas de crochê e bebedouros para os bem-te-vis. Um encanto! E cada dia que faço este passeio parece que esses terraços são mais e mais festivos, e que existem pessoas muito felizes naqueles lares. O sol, as flores, os bem-te-vis... Naturalmente penso, imagino e fantasio a vida de cada um daqueles recantos vistos com alegria de quem apenas passa.

        O que estarão fazendo os habitantes daquelas casas e apartamentos? Serão realmente felizes? É difícil imaginar que por detrás daqueles jardins encantados possa existir alguém triste, solitário e com uma montanha de problemas. Mas existem; as flores e os bem-te-vis camuflam a realidade que se imagina no seu interior.

     Mas gosto de ver, são momentos de ilusão, uma vez que me afasta da violência da cidade, das encrencas entre as pessoas – em parte civilizadas –, e me permite pensar que a vida se apresenta sempre maravilhosa. Deve ser o poder das flores! (...)

         Mas aquela imagem me levou a pensar em outra coisa: será que as pessoas não se tornam ídolos justamente porque são inacessíveis?

     Fico curiosa com biografias de grandes nomes e tenho interesse pelos aspectos ocultos de grandes vultos, de cientistas e pensadores que fizeram a história da humanidade. Os ídolos nunca são nossos iguais: precisam ficar no patamar da nossa admiração, protegidos da curiosidade humana, envoltos num mistério que nos fascina. No momento que se desnudam aos nossos olhos, a coisa muda.

         Por isso, não gostaria de adentrar nos terraços da minha rua; poderei olhar as flores, os bem-te-vis e pensar, por momentos, que o caminho que tracei para passear com meu cachorro é um percurso lindo, alegre que alimenta meus sonhos num mundo imaginário. Depois volto à realidade, pronta para levar o dia, com seu lado hilário e outro mais sério; afinal, nem tudo são flores. Mas se quero um pouco de fantasia, penso que preciso manter a distância das flores, dos terraços e até dos bem-te-vis que estão pelos caminhos da minha rua. Olhá-los de longe... É um presente para minha imaginação... Não me revelam o que pode estar por trás.



CARVALHO, Tais Luso de. Nem tudo são flores. Porto das crônicas. Disponível em <https://taisluso.blogspot.com/2009/06/o-poder-das-flores.html>.  

Em relação ao texto “Nem tudo são flores”, é correto afirmar que a autora:
Alternativas
Q3847471 Português
Cuidar de quem cuida


    Responder a uma pergunta várias vezes, lidar com uma crise de agressividade e insistir para que o ente querido se alimente ou tome banho. Esses são alguns dos desafios enfrentados por brasileiros que assumem a tarefa de cuidar de um familiar idoso com demência. Na sua maioria, são mulheres, mas há também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se dedicam àqueles que precisam de ajuda, compreensão e afeto.

    Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Batizado de Estratégias para Cuidadores em Demência (Escada), o projeto-piloto é uma adaptação do protocolo britânico Start. Ou seja, foi testado e aprovado.

    O Hospital Oswaldo Cruz treina agentes comunitários que replicam o protocolo junto dos cuidadores, que passam por oito sessões, com suporte psicológico, nas quais aprendem técnicas de manejo do estresse. O projeto está em andamento em Vitória (ES), Manaus (AM), Chapecó (SC), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Guarapuava (PR) e Benevides (PA).

    Os cuidadores são estimulados a refletir sobre o que é a demência e como a sobrecarga do cuidado pode impactar a sua saúde; a reconhecer os padrões de comportamento do idoso e o seu próprio comportamento para evitar gatilhos e reações negativas ou impulsivas; a fortalecer a comunicação com a pessoa com demência e com outros membros da família; a evitar a solidão; a resgatar pequenos prazeres; e a planejar o futuro. Não menos importante, há técnicas de relaxamento, com exercícios de respiração, meditação e alongamento.

    O autocuidado, enfim, entrou na agenda do Sistema Único de Saúde (SUS). Já não era sem tempo, haja vista que, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (Re)Conhecimento e Projeções Futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a demência. São nada menos do que 1,8 milhão de brasileiros idosos nessa condição. Para piorar, projetam-se 5,7 milhões de pessoas com demência na terceira idade até 2050.

    Tais números mostram que o projeto Escada é mais do que bem-vindo. Com o avanço da expectativa de vida do brasileiro, essa é uma política pública necessária. Oxalá seu teste seja um sucesso e, em breve, essa iniciativa seja replicada por todo o SUS, em todo o país. Só assim serão garantidas saúde mental e qualidade de vida àqueles que cuidam dos seus e precisam cuidar de si mesmos.


(Editorial, Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.11.2025. Adaptado)
Sem prejuízo ao sentido do texto, na passagem do 2o parágrafo “Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia…”, as expressões podem ser substituídas, correta e respectivamente, por:
Alternativas
Q3847470 Português
Cuidar de quem cuida


    Responder a uma pergunta várias vezes, lidar com uma crise de agressividade e insistir para que o ente querido se alimente ou tome banho. Esses são alguns dos desafios enfrentados por brasileiros que assumem a tarefa de cuidar de um familiar idoso com demência. Na sua maioria, são mulheres, mas há também homens, filhos e filhas ou netos e netas, que se dedicam àqueles que precisam de ajuda, compreensão e afeto.

    Não raro, o peso dessa rotina implica angústia, estresse e depressão, com o adoecimento de toda a família. Para atenuar esse sofrimento, o Ministério da Saúde traz a boa notícia de que está desenvolvendo um protocolo de terapia em parceria com o Hospital Alemão Oswaldo Cruz, de São Paulo. Batizado de Estratégias para Cuidadores em Demência (Escada), o projeto-piloto é uma adaptação do protocolo britânico Start. Ou seja, foi testado e aprovado.

    O Hospital Oswaldo Cruz treina agentes comunitários que replicam o protocolo junto dos cuidadores, que passam por oito sessões, com suporte psicológico, nas quais aprendem técnicas de manejo do estresse. O projeto está em andamento em Vitória (ES), Manaus (AM), Chapecó (SC), Teresina (PI), Cuiabá (MT), Guarapuava (PR) e Benevides (PA).

    Os cuidadores são estimulados a refletir sobre o que é a demência e como a sobrecarga do cuidado pode impactar a sua saúde; a reconhecer os padrões de comportamento do idoso e o seu próprio comportamento para evitar gatilhos e reações negativas ou impulsivas; a fortalecer a comunicação com a pessoa com demência e com outros membros da família; a evitar a solidão; a resgatar pequenos prazeres; e a planejar o futuro. Não menos importante, há técnicas de relaxamento, com exercícios de respiração, meditação e alongamento.

    O autocuidado, enfim, entrou na agenda do Sistema Único de Saúde (SUS). Já não era sem tempo, haja vista que, segundo o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (Re)Conhecimento e Projeções Futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em setembro do ano passado, 8,5% da população com 60 anos ou mais convive com a demência. São nada menos do que 1,8 milhão de brasileiros idosos nessa condição. Para piorar, projetam-se 5,7 milhões de pessoas com demência na terceira idade até 2050.

    Tais números mostram que o projeto Escada é mais do que bem-vindo. Com o avanço da expectativa de vida do brasileiro, essa é uma política pública necessária. Oxalá seu teste seja um sucesso e, em breve, essa iniciativa seja replicada por todo o SUS, em todo o país. Só assim serão garantidas saúde mental e qualidade de vida àqueles que cuidam dos seus e precisam cuidar de si mesmos.


(Editorial, Disponível em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 02.11.2025. Adaptado)
O termo destacado está empregado em sentido próprio em:
Alternativas
Q3847425 Português
As 10 cidades mais quentes do Brasil em meio à onda de calor com alerta de 'grande perigo'


Segue válido até as 18h desta terça-feira (30/12) um alerta de "grande perigo" do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a onda de calor que tem atingido especialmente o centro-sul do Brasil.

O alerta - em vigor para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - significa que os termômetros podem marcar 5ºC acima da média para dezembro durante cinco dias ou mais nessas regiões.

A onda de calor começou no dia 22 de dezembro diante da combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, mas intensificada neste fim de mês.

O fenômeno é classificado assim pelos meteorologistas quando as temperaturas ficam significativamente acima da média por vários dias consecutivos.

O que chama atenção neste episódio não é apenas o calor pontual de uma tarde específica, mas a sua continuidade.

Diferentemente de picos isolados, comuns no verão, a atual configuração atmosférica favorece dias sucessivos de temperaturas altas, inclusive durante a noite e a madrugada, o que dificulta a recuperação do corpo humano e aumenta o desconforto térmico.

Segundo os dados consolidados do Inmet no domingo (28/12), das 10 cidades mais quentes do Brasil, quatro estão na faixa do alerta de "grande perigo" no Sudeste do Brasil. As outras seis são cidades do sertão do Nordeste, região tradicionalmente quente nessa época do ano.

A 125 km do Rio de Janeiro, Três Rios tem cerca de 80 mil habitantes. A cidade fica numa área de vale, o que dificulta a circulação de ventos e faz o ar quente "ficar preso". Já Caicó está no coração do semiárido potiguar, longe do mar, com muito sol e pouca chuva.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14v4r3gn1po
Com base no texto "As 10 cidades mais quentes do Brasil em meio à onda de calor com alerta de 'grande perigo'", analise as afirmativas a seguir:

I.A onda de calor é considerada perigosa somente quando ocorrem picos de temperatura isolados ao longo do dia.
II.Quando as altas temperaturas persistem, inclusive durante a noite, o desconforto térmico aumenta e a recuperação do corpo humano se torna mais difícil. 
III.Regiões afastadas do mar ou localizadas em vales podem sofrer maior acúmulo de calor.
IV.Apenas cidades do Nordeste estão entre as mais quentes do Brasil, segundo o Inmet.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3847423 Português
As 10 cidades mais quentes do Brasil em meio à onda de calor com alerta de 'grande perigo'


Segue válido até as 18h desta terça-feira (30/12) um alerta de "grande perigo" do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para a onda de calor que tem atingido especialmente o centro-sul do Brasil.

O alerta - em vigor para áreas de Mato Grosso do Sul, São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo - significa que os termômetros podem marcar 5ºC acima da média para dezembro durante cinco dias ou mais nessas regiões.

A onda de calor começou no dia 22 de dezembro diante da combinação de fatores atmosféricos típicos do verão, mas intensificada neste fim de mês.

O fenômeno é classificado assim pelos meteorologistas quando as temperaturas ficam significativamente acima da média por vários dias consecutivos.

O que chama atenção neste episódio não é apenas o calor pontual de uma tarde específica, mas a sua continuidade.

Diferentemente de picos isolados, comuns no verão, a atual configuração atmosférica favorece dias sucessivos de temperaturas altas, inclusive durante a noite e a madrugada, o que dificulta a recuperação do corpo humano e aumenta o desconforto térmico.

Segundo os dados consolidados do Inmet no domingo (28/12), das 10 cidades mais quentes do Brasil, quatro estão na faixa do alerta de "grande perigo" no Sudeste do Brasil. As outras seis são cidades do sertão do Nordeste, região tradicionalmente quente nessa época do ano.

A 125 km do Rio de Janeiro, Três Rios tem cerca de 80 mil habitantes. A cidade fica numa área de vale, o que dificulta a circulação de ventos e faz o ar quente "ficar preso". Já Caicó está no coração do semiárido potiguar, longe do mar, com muito sol e pouca chuva.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/c14v4r3gn1po
O texto "As 10 cidades mais quentes do Brasil em meio à onda de calor com alerta de 'grande perigo'", ao apresentar dados do Inmet, explicações meteorológicas e informações sobre os efeitos da continuidade das altas temperaturas, enquadra-se predominantemente no tipo textual:
Alternativas
Q3847230 Português

  Imagem associada para resolução da questão


BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. . Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 


A expressão “sobre bolas de futebol na sala”, empregada na fala do personagem da tirinha acima, tem o sentido de: 

Alternativas
Q3847225 Português
Assinale a alternativa em que a palavra “cabeça” está sendo empregada em seu sentido figurado.
Alternativas
Q3847224 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
“toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela”
A palavra destacada no trecho acima possui o sentido de: 
Alternativas
Q3847223 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
“minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas.”
Assinale a alternativa que apresenta um sinônimo para a palavra destacada acima. 
Alternativas
Q3847222 Português
Leia o texto a seguir para responder a questão.



Crônica do pão e da tradição

        Não era apenas o fato dele ser o melhor pão do mundo, era o pão da minha avó. E não era só o pão, era todo o mistério em torno dele que me intrigava quando criança. Ela me contava histórias desde o cultivo do trigo à descoberta da fermentação, sobre como os primeiros pães eram trabalhados, moldados e assados. Uma aula sobre a fabulosa e milenar tríade base: farinha de trigo, água e sal.

        Os densos pães de minha avó refletiam um tanto de sua personalidade, tão cheios de segredos e truques que só ela parecia saber. O universo se abria dentro de sua cozinha quando eu a observava se deleitar dentre os pães. Com movimentos certeiros minha avó sovava as massas elásticas, acrescentava em alguns pães gordura, em outros especiarias inusitadas. (...)

        Com uma umidade ideal, algumas tardes se faziam mais especiais que as outras. Minha avó as comemorava, religiosamente, indo para a cozinha quando o clima estava a seu favor. Ela, em seu pequeno forno a lenha, trabalhava incessantemente para que a temperatura e a umidade fossem ideais para seus pães, e explicava a mim a importância desses dois elementos ao se assar um bom pão.

         Ela, perfeccionista, dizia que o seu cuidado era em respeito às leveduras. Brincava me dizendo que toda vez que colocava a massa para descansar, as leveduras trabalhariam por ela, que, por sua vez, descansaria. “Pão é vida, minha neta!”. E também era, notoriamente, um dos motivos que deixava a minha avó tão viva.

        Sua bisneta nasceu. Tentei ensinar a minha filha, com muita responsabilidade, tudo o que minha avó havia me ensinado. Minha filha, com nojo da elasticidade da massa, intrigada ao saber que as leveduras eram organismos vivos e com dor nos braços de tanto sovar as massas, de forma muito espontânea, me questionou: “Mãe, não é mais fácil comprar?”.

       Naquele momento me senti frustrada em todos os sentidos, mas principalmente como mãe, não conseguindo despertar em minha filha toda a curiosidade que minha avó, com tanta sabedoria, me despertou. Tudo nela e na forma com que ela fazia seus pães era fascinante para a criança que fui. O tempo é outro! Mas, como se fosse hoje, o aroma dos pães de minha avó assombra as minhas narinas tão saudosas.


NOCE, Dani. Crônica do pão e da tradição. Gastronomia literária . Disponível em <https://www.daninoce.com.br/gastronomia/gas
tronomia-literaria-ickfd/cronica-do-pao-e-da
tradicao/>.  .
Em relação ao texto “Crônica do pão e da tradição”, é correto afirmar que a autora: 
Alternativas
Q3847149 Português
O estado do Piauí apresentou avanços expressivos no combate à criminalidade em 2024, de acordo com o Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O levantamento, que reúne dados das Unidades da Federação sobre criminalidade e atuação das forças de segurança, mostra que o estado superou diversas médias nacionais em indicadoreschave.

Entre os destaques está a redução de 10,02% nos homicídios dolosos, índice superior à média nacional, que ficou em 6,33%. Houve também queda de 23,08% nos casos de lesão corporal seguida de morte, enquanto o país registrou um aumento de 22,93% nesse tipo de crime.

Nos casos de latrocínio — roubo seguido de morte —, o estado registrou uma redução de 9,52%, desempenho mais expressivo do que o observado no restante do país, onde a queda foi de apenas 1,65%. Também foram registrados avanços em crimes contra o patrimônio. Os roubos de veículos caíram 21,76%, e os furtos de veículos recuaram 11,01%. Considerando a geografia desse tipo de crime em âmbito nacional, as quedas foram de 6,10% e 2,64%, respectivamente.

O Piauí também obteve destaque no enfrentamento a práticas criminosas do crime organizado. As apreensões de maconha cresceram 561,34% — o maior aumento do Nordeste — e os casos de investigação de tráfico de drogas subiram 10,20%. Outro dado relevante aponta que o estado está entre os que apresentam as menores taxas de desaparecimento do Brasil, com um crescimento de 25,71% no número de pessoas localizadas.

Na área da justiça criminal, o número de prisões por mandado judicial aumentou 19,04%. Já as mortes a esclarecer sem indícios de crime tiveram uma queda expressiva de 75%, em contraste com o aumento de 10,46% registrado no cenário nacional.


https://pensarpiaui.com/noticias/piaui-lidera-avancos-em-seguranca-publica-esupera-a-media-nacional/44485 - adaptado.
A função da linguagem que predomina nesse texto se caracteriza por
Alternativas
Q3847146 Português
O estado do Piauí apresentou avanços expressivos no combate à criminalidade em 2024, de acordo com o Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O levantamento, que reúne dados das Unidades da Federação sobre criminalidade e atuação das forças de segurança, mostra que o estado superou diversas médias nacionais em indicadoreschave.

Entre os destaques está a redução de 10,02% nos homicídios dolosos, índice superior à média nacional, que ficou em 6,33%. Houve também queda de 23,08% nos casos de lesão corporal seguida de morte, enquanto o país registrou um aumento de 22,93% nesse tipo de crime.

Nos casos de latrocínio — roubo seguido de morte —, o estado registrou uma redução de 9,52%, desempenho mais expressivo do que o observado no restante do país, onde a queda foi de apenas 1,65%. Também foram registrados avanços em crimes contra o patrimônio. Os roubos de veículos caíram 21,76%, e os furtos de veículos recuaram 11,01%. Considerando a geografia desse tipo de crime em âmbito nacional, as quedas foram de 6,10% e 2,64%, respectivamente.

O Piauí também obteve destaque no enfrentamento a práticas criminosas do crime organizado. As apreensões de maconha cresceram 561,34% — o maior aumento do Nordeste — e os casos de investigação de tráfico de drogas subiram 10,20%. Outro dado relevante aponta que o estado está entre os que apresentam as menores taxas de desaparecimento do Brasil, com um crescimento de 25,71% no número de pessoas localizadas.

Na área da justiça criminal, o número de prisões por mandado judicial aumentou 19,04%. Já as mortes a esclarecer sem indícios de crime tiveram uma queda expressiva de 75%, em contraste com o aumento de 10,46% registrado no cenário nacional.


https://pensarpiaui.com/noticias/piaui-lidera-avancos-em-seguranca-publica-esupera-a-media-nacional/44485 - adaptado.
Em relação à frase anterior, o período “Já as mortes a esclarecer sem indícios de crime tiveram uma queda expressiva de 75%”, expressa
Alternativas
Q3847144 Português
O estado do Piauí apresentou avanços expressivos no combate à criminalidade em 2024, de acordo com o Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O levantamento, que reúne dados das Unidades da Federação sobre criminalidade e atuação das forças de segurança, mostra que o estado superou diversas médias nacionais em indicadoreschave.

Entre os destaques está a redução de 10,02% nos homicídios dolosos, índice superior à média nacional, que ficou em 6,33%. Houve também queda de 23,08% nos casos de lesão corporal seguida de morte, enquanto o país registrou um aumento de 22,93% nesse tipo de crime.

Nos casos de latrocínio — roubo seguido de morte —, o estado registrou uma redução de 9,52%, desempenho mais expressivo do que o observado no restante do país, onde a queda foi de apenas 1,65%. Também foram registrados avanços em crimes contra o patrimônio. Os roubos de veículos caíram 21,76%, e os furtos de veículos recuaram 11,01%. Considerando a geografia desse tipo de crime em âmbito nacional, as quedas foram de 6,10% e 2,64%, respectivamente.

O Piauí também obteve destaque no enfrentamento a práticas criminosas do crime organizado. As apreensões de maconha cresceram 561,34% — o maior aumento do Nordeste — e os casos de investigação de tráfico de drogas subiram 10,20%. Outro dado relevante aponta que o estado está entre os que apresentam as menores taxas de desaparecimento do Brasil, com um crescimento de 25,71% no número de pessoas localizadas.

Na área da justiça criminal, o número de prisões por mandado judicial aumentou 19,04%. Já as mortes a esclarecer sem indícios de crime tiveram uma queda expressiva de 75%, em contraste com o aumento de 10,46% registrado no cenário nacional.


https://pensarpiaui.com/noticias/piaui-lidera-avancos-em-seguranca-publica-esupera-a-media-nacional/44485 - adaptado.
Assinale a opção que indica a estratégia argumentativa que é base para a construção do ponto de vista do texto.
Alternativas
Q3847142 Português
O estado do Piauí apresentou avanços expressivos no combate à criminalidade em 2024, de acordo com o Mapa da Segurança Pública, divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (SENASP). O levantamento, que reúne dados das Unidades da Federação sobre criminalidade e atuação das forças de segurança, mostra que o estado superou diversas médias nacionais em indicadoreschave.

Entre os destaques está a redução de 10,02% nos homicídios dolosos, índice superior à média nacional, que ficou em 6,33%. Houve também queda de 23,08% nos casos de lesão corporal seguida de morte, enquanto o país registrou um aumento de 22,93% nesse tipo de crime.

Nos casos de latrocínio — roubo seguido de morte —, o estado registrou uma redução de 9,52%, desempenho mais expressivo do que o observado no restante do país, onde a queda foi de apenas 1,65%. Também foram registrados avanços em crimes contra o patrimônio. Os roubos de veículos caíram 21,76%, e os furtos de veículos recuaram 11,01%. Considerando a geografia desse tipo de crime em âmbito nacional, as quedas foram de 6,10% e 2,64%, respectivamente.

O Piauí também obteve destaque no enfrentamento a práticas criminosas do crime organizado. As apreensões de maconha cresceram 561,34% — o maior aumento do Nordeste — e os casos de investigação de tráfico de drogas subiram 10,20%. Outro dado relevante aponta que o estado está entre os que apresentam as menores taxas de desaparecimento do Brasil, com um crescimento de 25,71% no número de pessoas localizadas.

Na área da justiça criminal, o número de prisões por mandado judicial aumentou 19,04%. Já as mortes a esclarecer sem indícios de crime tiveram uma queda expressiva de 75%, em contraste com o aumento de 10,46% registrado no cenário nacional.


https://pensarpiaui.com/noticias/piaui-lidera-avancos-em-seguranca-publica-esupera-a-media-nacional/44485 - adaptado.
No que diz respeito à organização do texto, assinale a opção correta.
Alternativas
Q3847100 Português
     Imagem associada para resolução da questão
BECK, Alexandre. Tiras de Armandinho. Disponível em <https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/27431-tiras-de-armandinho>. 

A expressão “Sua tia partiu em uma viagem”, usada na tirinha acima, a princípio estava sugerindo uma notícia ruim. Nesse sentido, ela se apresenta sob qual figura de linguagem?
Alternativas
Q3847092 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Quando não havia internet


        Quando não havia internet, eu precisava ir de casa em casa na minha vizinhança comentando sobre os livros que havia acabado de ler. Batia à porta e assim que atendiam – não havia nenhum tipo de cumprimento – eu já começava a falar sobre o que havia mais me chamado a atenção na história.


        Às vezes, a pessoa levantava o polegar, em sinal de que havia gostado do que eu havia dito, e então voltava para dentro de casa, sem dizer nada. Em outras, mais raras, a pessoa comentava sobre o que eu havia acabado de falar e então a gente dava início ao que os antigos chamavam de “conversa”. Outras pessoas também podiam participar, inclusive gente que nenhum de nós havia visto na vida.


        Devo confessar que bem mais comum era a pessoa ouvir apenas o início do meu comentário e imediatamente me deixar de lado, demonstrando que não estava interessada no que eu tinha a dizer. Isso acontecia principalmente porque logo atrás de mim havia outra pessoa que também queria mostrar ou dizer algo ao meu vizinho. Geralmente, traziam uma foto, e as fotos faziam muito mais sucesso do que os comentários que eu tinha a fazer sobre livros.


        Naquele tempo, as pessoas precisavam tirar cópias das suas fotos – depois de revelar os filmes – e sair mostrando a todo vizinho, a todo amigo, a todo amigo de amigo com quem travasse relações. Muitos iam até a rua principal da cidade e lá expunham as suas fotos, geralmente do seu almoço ou seu rosto. Alguns gostavam tanto que compartilhavam a cópia.


        Bem mais complicado era compartilhar aquilo que uma pessoa dizia. Ainda me lembro bem, mais de uma vez os meus amigos gostaram tanto de uma coisa que eu havia acabado de falar que queriam que também os amigos deles ficassem sabendo daquilo. Para isso, levavamme com eles e a gente percorria as casas de todos os conhecidos deles a fim de que eu repetisse o que lhes havia dito. Era bem cansativo. (...)



FENDRICH, Henrique. Quando não havia internet. Escotilha. Disponível em <https://escotilha.com.br/cronicas/henrique-fendrich/quando-nao-havia-internet/> 

Em relação ao texto “Quando não havia internet”, é correto afirmar que o autor: 
Alternativas
Q3847049 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.

    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.

    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).



(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)

A referência aos indígenas das regiões desérticas da Califórnia cumpre no texto a função de 
Alternativas
Q3846929 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão:


    Acreditou-se por muito tempo que, deixando-se de lado a Revolução Industrial, a produção de bens de consumo nunca aumentou de forma tão rápida e robusta quanto por obra da invenção da agricultura. Graças à agricultura, pensava-se, os grupos humanos puderam tornar-se sedentários e assegurar uma provisão regular, conservando os grãos. Como dispunham de excedentes, as sociedades puderam dar-se ao luxo de manter indivíduos ou classes ‒ chefes, nobres, sacerdotes, artesãos ‒ que não participavam da produção de alimentos. No espaço de quatro ou cinco milênios, a impulsão dada pela agricultura e mantida por ela teria levado os homens de um modo de vida precário, ameaçado pela fome, a uma existência estável, primeiro em aldeias e finalmente em impérios.

    Essas eram as visões que prevaleciam até recentemente. Hoje, essa reconstrução simples e grandiosa da história humana jaz em ruínas. Pesquisas entre os povos sem agricultura, voltadas para questões como tempo de trabalho, produtividade e valor nutricional dos alimentos, demonstram que a maior parte deles leva uma vida confortável. Meios geográficos que, por ignorância de seus recursos naturais, julgávamos miseráveis reservam para aqueles que ali vivem grande quantidade de espécies vegetais muito apropriadas para a alimentação. Descobriu-se, por exemplo, que os indígenas das regiões desérticas da Califórnia, onde hoje uma pequena população branca subsiste com dificuldade, consumiam uma grande variedade de plantas selvagens de alto valor nutritivo.

    Calculou-se que, entre os povos que viviam da caça e da coleta de produtos selvagens, um homem supria as necessidades de quatro ou cinco pessoas, ou seja, tinha uma produtividade superior à de muitos camponeses europeus. Além disso, o tempo gasto com a procura de alimentos não excedia a média de três horas diárias, para uma produção alimentar bastante equilibrada e que ultrapassava 2 mil calorias por pessoa (média que inclui crianças e idosos).



(Claude Lévi-Strauss. Somos todos canibais, 2022. Adaptado)

A referência aos indígenas das regiões desérticas da Califórnia cumpre no texto a função de
Alternativas
Respostas
8481: C
8482: A
8483: B
8484: D
8485: B
8486: C
8487: C
8488: D
8489: B
8490: D
8491: E
8492: A
8493: E
8494: B
8495: B
8496: D
8497: E
8498: D
8499: D
8500: D