Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3925855 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


A afirmação 'Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências' sugere que, apesar de suas raízes históricas, a cultura brasileira possui uma característica dinâmica e evolutiva, o que contraria totalmente a ideia de um patrimônio cultural fixo e imutável.

Alternativas
Q3925853 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


A palavra 'indeléveis', que significa 'que não se pode apagar, que deixa marca permanente', poderia ser utilizada no lugar de 'indelével' (quarto parágrafo) sem que a correção gramatical da frase fosse comprometida, desde que a palavra 'marca' se tornasse plural ('marcas').

Alternativas
Q3925852 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


No trecho 'A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação', a expressão 'por exemplo' poderia ser substituída por 'no entanto' sem que houvesse prejuízo de sentido ou alteração da intencionalidade do autor em apresentar uma situação ilustrativa.

Alternativas
Q3925851 Português
TEXTO I

RAÍZES PROFUNDAS DA CULTURA BRASILEIRA: UMA TRAMA DE IDENTIDADES

cultura brasileira é um mosaico vibrante, forjado pela confluência de povos e tradições que se entrelaçaram ao longo dos séculos. Desde os povos indígenas, guardiões ancestrais de saberes e lendas, passando pela riqueza mística e sonora trazida pelos africanos, até a influência europeia com suas festas, culinária e literatura, cada elemento deixou uma marca indelével na construção da nossa identidade. A música popular brasileira (MPB), por exemplo, é um espelho dessa miscigenação, absorvendo ritmos como o samba, o baião, o maracatu e a bossa nova, e recriando-os em melodias e letras que contam a história de um povo. O cinema nacional, embora com desafios constantes, tem se esforçado para projetar essa pluralidade, retratando o cotidiano das nossas comunidades, as belezas naturais e as complexidades sociais que nos definem. O patrimônio histórico, espalhado por cidades como Ouro Preto, Salvador e Paraty, narra visualmente a saga colonial e imperial, com suas igrejas barrocas, casarões e ruas de pedra que resistem ao tempo. As festas juninas, com suas quadrilhas, fogueiras e comidas típicas, são um exemplo perfeito de como a religiosidade popular se mescla com tradições agrícolas ancestrais, celebrando a fartura e a união comunitária em todo o país. Além disso, a literatura de cordel, expressa em folhetos ilustrados, persiste como uma forma genuína de contar histórias, noticiar fatos e criticar a sociedade, com sua poesia rimada e acessível, profundamente enraizada no Nordeste, mas que ecoa por todo o Brasil. Essa riqueza cultural não é estática; ela se reinventa a cada geração, adaptando-se e incorporando novas influências, enquanto mantém viva a memória de suas origens, tornando o Brasil um país de incontáveis faces e infinitas narrativas. É nessa diversidade que reside a verdadeira força e beleza da nossa nação.

(Adaptado de Jornal do Brasil, nov. 2024)

base no texto acima, julgue o item a seguir.


O texto defende que a cultura brasileira é resultado de uma homogenização europeia, com pouca ou nenhuma influência de culturas africanas e indígenas, o que é evidenciado pela predominância de ritmos musicais de origem europeia na MPB.

Alternativas
Q3925525 Português
Leia o texto a seguir:

O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA

Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.

O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu outro passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.

Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar, pois estava muito esfarrapado.

— Chega aqui! insistiu a mulher.

Namarasotha aproximou-se então.

— Entra, disse ela.

Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.

— Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher.

E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:

— A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar. E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:

— Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás.

Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.

E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.

Fonte: https://muralafrica.paginas.ufsc.br/files/2011/11/CONTOS_AFRICANOS.pdf. Acesso em 09/01/2026
A principal oposição construída no texto é entre:
Alternativas
Q3925524 Português
Leia o texto a seguir:

O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA

Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.

O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu outro passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.

Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar, pois estava muito esfarrapado.

— Chega aqui! insistiu a mulher.

Namarasotha aproximou-se então.

— Entra, disse ela.

Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.

— Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher.

E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:

— A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar. E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:

— Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás.

Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.

E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.

Fonte: https://muralafrica.paginas.ufsc.br/files/2011/11/CONTOS_AFRICANOS.pdf. Acesso em 09/01/2026
A história é contada por um narrador que:
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Q3925523 Português
Leia o texto a seguir:

O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA

Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.

O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu outro passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.

Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar, pois estava muito esfarrapado.

— Chega aqui! insistiu a mulher.

Namarasotha aproximou-se então.

— Entra, disse ela.

Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.

— Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher.

E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:

— A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar. E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:

— Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás.

Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.

E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.

Fonte: https://muralafrica.paginas.ufsc.br/files/2011/11/CONTOS_AFRICANOS.pdf. Acesso em 09/01/2026
De acordo om o texto, “a certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar”. A relação entre o ato de virar-se e o retorno à pobreza estabelece uma relação de fato e:
Alternativas
Q3925522 Português
Leia o texto a seguir:

O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA

Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.

O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu outro passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.

Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar, pois estava muito esfarrapado.

— Chega aqui! insistiu a mulher.

Namarasotha aproximou-se então.

— Entra, disse ela.

Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.

— Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher.

E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:

— A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar. E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:

— Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás.

Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.

E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.

Fonte: https://muralafrica.paginas.ufsc.br/files/2011/11/CONTOS_AFRICANOS.pdf. Acesso em 09/01/2026
No texto, o espaço narrativo contribui predominantemente para:
Alternativas
Q3925521 Português
Leia o texto a seguir:

O HOMEM CHAMADO NAMARASOTHA

Havia um homem que se chamava Namarasotha. Era pobre e andava sempre vestido com farrapos. Um dia foi à caça. Ao chegar ao mato, encontrou uma impala morta. Quando se preparava para assar a carne do animal apareceu um passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Continua até mais adiante que o que é bom estará lá.

O homem deixou a carne e continuou a caminhar. Um pouco mais adiante encontrou uma gazela morta. Tentava, novamente, assar a carne quando surgiu outro passarinho que lhe disse:

— Namarasotha, não se deve comer essa carne. Vai sempre andando que encontrarás coisa melhor do que isso.

Ele obedeceu e continuou a andar até que viu uma casa junto ao caminho. Parou e uma mulher que estava junto da casa chamou-o, mas ele teve medo de se aproximar, pois estava muito esfarrapado.

— Chega aqui! insistiu a mulher.

Namarasotha aproximou-se então.

— Entra, disse ela.

Ele não queria entrar porque era pobre. Mas a mulher insistiu e Namarasotha entrou, finalmente.

— Vai te lavar e veste estas roupas, disse a mulher.

E ele lavou-se e vestiu as calças novas. Em seguida, a mulher declarou:

— A partir deste momento esta casa é tua. Tu és o meu marido e passas a ser tu a mandar. E Namarasotha ficou, deixando de ser pobre. Um certo dia havia uma festa a que tinham de ir. Antes de partirem para a festa, a mulher disse a Namarasotha:

— Na festa a que vamos quando dançares não deverás virar-te para trás.

Namarasotha concordou e lá foram os dois. Na festa bebeu muita cerveja de farinha de mandioca e embriagou-se. Começou a dançar ao ritmo do batuque. A certa altura a música tornou-se tão animada que ele acabou por se virar.

E no momento em que se virou, ficou como estava antes de chegar à casa da mulher: pobre e esfarrapado.

Fonte: https://muralafrica.paginas.ufsc.br/files/2011/11/CONTOS_AFRICANOS.pdf. Acesso em 09/01/2026
No início da narrativa, os pássaros aconselham Namarasotha a não comer a carne encontrada. Ao obedecer aos passarinhos, ele demonstra principalmente:
Alternativas
Q3925455 Português

Leia o texto a seguir:


 

No texto anterior, há elementos verbais e não verbais. Os elementos não verbais servem para:
Alternativas
Q3925454 Português

Leia o texto a seguir:


 

“A gente sabe como começa. Só não sabe como terminará”. Essas duas frases poderiam ser reescritas, sem grande alteração de sentido, por:
Alternativas
Q3925453 Português

Leia o texto a seguir:


 

No texto, aparece a palavra QUATIS. Em seu contexto de uso, essa palavra designa o nome de:
Alternativas
Q3925452 Português

Leia o texto a seguir:


 

A frase “QUEIMADA É CRIME! DENUNCIE” apresentada pode ser identificada como:
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Q3925451 Português

Leia o texto a seguir:


 

O objetivo principal da campanha é: 
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Q3925417 Português
Leia o texto para responder a questão.

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro
Julia Braun
Da BBC Brasil em Londres
20 novembro 2024

    Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

    A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário. A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique. No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

    Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

    Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia. Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

    Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

    Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir. A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.

    Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio. “No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.

    Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica. “Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra.”
    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9376nq11lwo
O termo “benjamin” possui significados diferentes dependendo da região. No português brasileiro, além de nome próprio, ele é usado como 
Alternativas
Q3925412 Português
Leia o texto para responder a questão.

Caçula, babá, cafuné: como mulheres negras escravizadas ajudaram a criar o português brasileiro
Julia Braun
Da BBC Brasil em Londres
20 novembro 2024

    Caçula, babá, moleque, dengo, cafuné. Algumas palavras que usamos no nosso dia a dia escondem traços e fonemas de uma herança africana que está profundamente ligada às mulheres e ao trabalho doméstico exercido pelas negras escravizadas no Brasil dos séculos 16 a 19. Estima-se que cerca de 4 a 5 milhões de africanos foram traficados para o país durante o período. Destes, cerca de 75% eram bantos, um grupo que se espalhou por uma vasta área ao sul da Linha do Equador na África.

    A característica mais evidente que une esses povos é justamente o fato de eles falarem línguas da família linguística banto — de onde emprestamos algumas palavras que seguem até hoje em nosso vocabulário. A maioria dos que foram enviados à força ao Brasil tinha origem em Angola e República Democrática do Congo, e posteriormente, Moçambique. No ambiente da família colonial, esses escravizados aprenderam o português na convivência diária com seus senhores — e também imprimiram em seu falar hábitos e características de suas próprias línguas.

    Ao mesmo tempo, os colonizadores portugueses foram se apropriando pouco a pouco de termos africanos, que passaram a ser usados principalmente para designar os objetos e atividades do dia a dia. Nesse contexto, as mulheres africanas tiveram um papel especial, seja por meio do cuidado com as crianças, do seu trabalho na cozinha ou como amas de companhia e curandeiras.

‘Grande mãe ancestral dos brasileiros’

    Autora de diversos livros e artigos sobre o tema, a etnolinguista baiana Yeda Pessoa de Castro vê no passado brasileiro um processo que invisibilizou a força de trabalho da mulher negra escravizada na historiografia. Mas para a pesquisadora, que se dedica ao estudo das línguas africanas e sua influência no Brasil, essas mulheres tiverem um protagonismo na família e vida diária do colonizador que foi muito além do serviço doméstico prestado.

    Em seu livro Camões com Dendé, Castro descreve como as mulheres africanas influenciaram as famílias brasileiras por meio da contação de histórias do seu universo fantástico afrorreligioso, do compartilhamento de seu conhecimento nato de folhas e ervas medicinais, como cozinheiras introduzindo elementos de sua dieta nativa na comida diária da casa e como amas de companhia das jovens solteiras e cuidadoras das crianças.

    Na função “da mãe preta e babá”, reconta a linguista, essas mulheres amamentaram e criaram os filhos do colonizador “e, à maneira de pedagoga, os ensinou a balbuciar as primeiras palavras, também na sua língua nativa, no embalo do seu canto de acalento” que os fazia dormir. A própria palavra babá é uma das muitas marcas deixadas por esse importante trabalho: pesquisadores rastreiam a sua origem no quimbundo, uma das línguas bantas faladas em Angola.

    Da mesma forma, várias outras palavras ligadas ao cuidado e à maternidade também foram inseridas no contexto brasileiro por esse meio. “No campo afetivo, a mãe negra nos deixou o xodó, o cafuné, o cochilo, o dengo, e nos falou que ‘o caçula é o dengo da família’, o irmão mais jovem, sempre tratado com muito mimo por todas da casa”, diz Yeda Pessoa de Castro.

    Enquanto dengo vem do quicongo, falada no norte de Angola e no baixo Congo, caçula tem origem no quimbundo. Não há no Brasil outra palavra para se referir ao filho mais novo. No português europeu diz-se benjamin, que para o falante brasileiro, além de nome próprio, é um adaptador multiplicador de tomada elétrica. “Diante de tantas evidências apontadas pelo vocabulário, entre muitas outras ainda encobertas por falta de pesquisas mais detalhadas nesse domínio, a mulher angolana, entre tantas outras mulheres negras de igual valor, é projetada historicamente como a figura emblemática da grande mãe ancestral dos brasileiros. Não é em vão que Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, é apresentada como uma santa negra.”
    [...]

Disponível em https://www.bbc.com/portuguese/articles/c9376nq11lwo
De acordo com o texto, qual é o significado atribuído à palavra “caçula” no contexto da família brasileira? 
Alternativas
Q3925299 Português
Texto III
Tuiupé e o maracá mágico
Quem gostar de ouvir história levante bem alto a mão, pois vou contar uma linda preste bastante atenção!
A nossa história inicia num tempo muito distante. Bem no meio da floresta vivia essa habitante.
Tuiupé era seu nome, cunhãtaí bem sapeca. Tomava banho de rio e era levada da breca.
Os povos originários viviam em segurança. Aquele era um tempo bom, de paz, amor e bonança.
O pai da nossa menina era o pajé Saracura, que com amor protegia cada viva criatura.
Juntos recolhiam plantas, flores, frutos e raízes para preparar remédios, estavam sempre felizes.
A avó de Tuiupé se chamava Yacunã, sabia tudo de ervas, era uma sábia anciã.
Com sua mãe Tuiupé cedo aprendeu a cantar, trançar palha, fazer cestos, usar rede pra pescar.

TABAJARA, Auritha; TÔRRES, Paola. Tuiupé e o maracá mágico. Ilustração de Tai. São Paulo: Cia das Letrinhas, 2024. p. 5-6.

O Texto III constitui a apresentação da personagem Tuiupé do livro Tuiupé e o maracá mágico.
A fim de promover uma reflexão crítica em estudantes de 3o e 4o anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental sobre a história, é adequado explicitar que a construção estética positiva de Tuiupé e sua família ocorre no texto por meio do uso de 
Alternativas
Q3925240 Português

Texto XVII


Imagem associada para resolução da questão


VEJA o santinho de Fernanda Torres que Wagner Moura levou ao Globo deOuro. Portal Metrópoles. Disponível em em: https://www.metropoles. com/entretenimento/veja-o-santinho-de-fernanda-torres-que-wagner-moura-levou-ao-globo-de-ouro. Acesso em: 28 jan. 2026. Adaptado.




O santinho é um gênero textual de teor político e derivado da esfera religiosa. O Texto XVII foi distribuído entre a equipe do filme O Agente Secreto (2025), de Kleber Mendonça Filho, na cerimônia de premiação do Globo de Ouro 2026.


Para a efetivação da produção de sentidos sobre esse texto, que principal princípio discursivo deve ser mobilizado pelo estudante?

Alternativas
Q3925237 Português

Texto XVI

Ainda estou aqui


Meu filho nasceu às 8h45. Me lembro e me lembrarei de cada segundo do seu parto. Me lembro de ver sua cabecinha saindo. De ele balançar os bracinhos na luz. De eu chorar sem sair lágrimas. Ou de sair lágrimas sem eu chorar. Duvido que me esquecerei de algum detalhe desse dia milagroso. Existir é passar de um estado para outro: tenho fome, como, tenho frio, me agasalho, estou alegre, e agora triste, e depois estarei alegre, penso e chego a conclusões, me lembro de algo que me toca o coração, sinto um cheiro que me lembra alguém, sinto um gosto que me lembra um lugar, me emociono. Emocionar-se é passar de um estado para o outro. Você vê um quadro hoje. Vê o quadro de novo daqui a dez anos, o revê daqui a vinte, trinta, quarenta… É o mesmo quadro com a mesma moldura, na mesma parede do mesmo museu, com a mesma luz, é você, mas cada vez será visto de outra forma. Cada vez ele nos conta uma história. O quadro não mudou. Já nós…


[...]


Se tudo é recriação de algo já inventado, nada é invenção.


Sei que repetirei lá na frente o que narrei antes. Este livro sobre memórias nasce assim. Histórias são recuperadas. Umas puxam outras. As histórias vão e voltam com mais detalhes e referências. Faço uma releitura da vida da minha família. Reescrever o que já escrevi.


Ainda vejo o facho, não quero me afastar. Existem várias formas de contar a história sobre a memória e a falta dela. Procurarei a fogueira no alto quando o mar me puxar. Vou para voltar. Quem nadou em mar aberto sabe: antes de lutar desesperadamente contra a correnteza, é melhor deixar-se levar por instantes; é preciso ter calma e coragem; a correnteza enfraquece, então saímos fora.


PAIVA, Marcelo Rubens. Ainda estou aqui. Rio de Janeiro: Alfagura, 2014. p. 27-9.

O trecho do livro Ainda estou aqui (Texto XVI), de Marcelo Rubens Paiva, promove uma reflexão sobre a criação artística.


Segundo o narrador, a construção narrativa de sua obra compara-se ao(à)

Alternativas
Q3925236 Português
Texto XV
O Santo Inquérito

BRANCA (Está de pé, muito excitada.)
Era o que eu já devia ter feito. Assino em branco que reconheço todas as culpas de que me acusam ou venham a acusar-me e pronto. Assim, talvez devolvam a vocês a liberdade e a mim a luz do sol! (Sobe ao plano superior e grita.) Guarda! Guarda!

AUGUSTO
Branca, por Deus, não faça isso! Por que terei então resistido a todas as torturas? Para quê?

BRANCA
Mas eu não quero que você sofra!

AUGUSTO
Mas alguém tem de sofrer!

BRANCA
Não por minha causa.

AUGUSTO
Por uma causa qualquer, grande ou pequena, alguém tem que sofrer. Porque nem de tudo se pode abrir mão. Há um mínimo de dignidade que o homem não pode negociar, nem mesmo em troca da liberdade. Nem mesmo em troca do sol.

BRANCA
Nem mesmo em troca do sol.

GUARDA (Entra.)
Que foi? Alguém chamou?

BRANCA (Hesita ainda um instante.)
Não, ninguém Chamou.


GOMES, Dias. O Santo Inquérito. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1985. p. 66.

Escrita em 1966, a peça O Santo Inquérito conta a história de Branca, acusada de heresia pelo Tribunal do Santo Ofício e, por isso, presa junto com seu noivo, Augusto, e seu pai, Simão.


Na cena (Texto XV), Branca convence-se do argumento de Augusto porque compreende que

Alternativas
Respostas
8261: C
8262: C
8263: E
8264: E
8265: D
8266: C
8267: A
8268: D
8269: B
8270: B
8271: B
8272: A
8273: C
8274: D
8275: D
8276: C
8277: E
8278: B
8279: E
8280: B