A língua é uma construção viva, moldada pelo uso cotidiano
e pelas transformações históricas que atravessam a
sociedade. Ela não permanece estática, pois acompanha as
mudanças culturais, tecnológicas e sociais de cada época,
incorporando novos sentidos, palavras e formas de
expressão.
No entanto, apesar dessa dinamicidade, a língua também se
organiza por regras e convenções que possibilitam a
comunicação entre os falantes. A gramática, a ortografia e
os princípios sintáticos funcionam como instrumentos de
estabilidade, garantindo que a mensagem seja
compreendida de maneira relativamente uniforme.
Entre o uso espontâneo da linguagem e suas normas, surge
um espaço de tensão equilibrada: ao mesmo tempo em que
o falante cria, adapta e ressignifica, ele também precisa
reconhecer limites impostos pelo sistema linguístico. É
nesse equilíbrio que se constrói a eficácia comunicativa.
Assim, compreender a língua vai além de memorizar regras.
Exige interpretar sentidos, reconhecer intenções, perceber
escolhas vocabulares e entender como cada elemento
linguístico contribui para a construção do significado no
texto.
No trecho “a língua é uma construção viva”, a palavra
“viva” não se limita ao seu sentido literal. Considerando
o contexto em que está inserida, essa expressão
assume valor semântico predominantemente:
Incorreta. Gabarito oficial da banca:
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