Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3865535 Português
Leia este meme publicado em redes sociais.

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Disponível em: https://www.facebook.com/photo?fbid=869880872102425&set=a.238417511915434&locale=pt_BR. Acesso em: 28 dez. 2025.
O meme, intitulado “Calor surreal”, SÓ NÃO estabelece uma relação intertextual com a tela “A persistência da memória”, do pintor espanhol Salvador Dalí, porque: 
Alternativas
Q3865534 Português
Leia trechos de uma matéria publicada no jornal O Globo.


Como o corpo humano reage ao forte calor [...]
[...]
Por O GLOBO — São Paulo
27/12/2025


       Com a chegada do verão neste final de ano, o calor passa a ser o companheiro do brasileiro. Ele vem manso. Começa com um suorzinho, e a gente se abana. O termômetro sobe um pouco mais, e afrouxamos o colarinho e bebemos água. Mas, de repente, parece que estamos assando por dentro. Se estamos no ônibus lotado então... Logo ficamos ofegantes, sentimos uma tonteira e podemos até desmaiar.

       [...]

       Os efeitos do calorão ambiente podem ser extremos. O corpo humano precisa manter constante a temperatura interna a 36,5 °C, não importando o termômetro no exterior. Em dias muito quentes, para conseguir isso o corpo fica sobrecarregado, células literalmente derretem. E nosso sistema de resfriamento pode entrar em colapso.

       Para você não derreter, há dicas de como driblar o calorão com muita hidratação, roupas mais leves e até compressas de água gelada.


       O calorão mata

       Nenhum extremo climático é mais mortal do que ondas de calor como a que estamos vivendo e devem se repetir nos próximos meses, fazendo de 2023 e 2024 os anos mais quentes da História. Mais pessoas morrem em decorrência do calor do que de todos os outros desastres climáticos combinados - em 2019, foram 489 mil mortes.


       Os principais alvos

       Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são os mais sensíveis ao calorão. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens, devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.

[...]


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/como-o-corpo-humano-reage-ao-forte-calor-videografico-explica.ghtml. Acesso em 27 dez. 2025
Ao ler a matéria, o leitor tem a sensação de imediatismo, de contemporaneidade, como se o que é veiculado estivesse ocorrendo no momento da leitura, o que acaba por provocar vivacidade e um certo impacto.
Essa consequência, na matéria jornalística lida, é obtida principalmente por: 
Alternativas
Q3865533 Português
Leia trechos de uma matéria publicada no jornal O Globo.


Como o corpo humano reage ao forte calor [...]
[...]
Por O GLOBO — São Paulo
27/12/2025


       Com a chegada do verão neste final de ano, o calor passa a ser o companheiro do brasileiro. Ele vem manso. Começa com um suorzinho, e a gente se abana. O termômetro sobe um pouco mais, e afrouxamos o colarinho e bebemos água. Mas, de repente, parece que estamos assando por dentro. Se estamos no ônibus lotado então... Logo ficamos ofegantes, sentimos uma tonteira e podemos até desmaiar.

       [...]

       Os efeitos do calorão ambiente podem ser extremos. O corpo humano precisa manter constante a temperatura interna a 36,5 °C, não importando o termômetro no exterior. Em dias muito quentes, para conseguir isso o corpo fica sobrecarregado, células literalmente derretem. E nosso sistema de resfriamento pode entrar em colapso.

       Para você não derreter, há dicas de como driblar o calorão com muita hidratação, roupas mais leves e até compressas de água gelada.


       O calorão mata

       Nenhum extremo climático é mais mortal do que ondas de calor como a que estamos vivendo e devem se repetir nos próximos meses, fazendo de 2023 e 2024 os anos mais quentes da História. Mais pessoas morrem em decorrência do calor do que de todos os outros desastres climáticos combinados - em 2019, foram 489 mil mortes.


       Os principais alvos

       Idosos, crianças, pessoas obesas, diabéticos, cardíacos, portadores de doenças respiratórias e pacientes renais são os mais sensíveis ao calorão. E mulheres, em geral, têm menor tolerância do que os homens, devido à distribuição de gordura e a fatores hormonais.

[...]


Disponível em: https://oglobo.globo.com/saude/noticia/2025/12/27/como-o-corpo-humano-reage-ao-forte-calor-videografico-explica.ghtml. Acesso em 27 dez. 2025
Para criar uma sensação de familiaridade com os leitores e aproximá-los do conteúdo do texto, foram usados, no primeiro parágrafo, dois recursos linguísticos principais.
São eles: 
Alternativas
Q3865532 Português
Leia o cartaz de uma campanha institucional contra a violência de gênero.

texto2.png (811×641)

Dispnível em: https://www.cnmp.mp.br/defesadasvitimas/images/campanha-download/campanha/pecas-producao-grafica/cartazesa3/Cartaz_Feminicidio.pdf. Acesso em: 27 dez. 2025.
Comparando-se as informações do cartaz e da nota oficial do Ministério das Mulheres, analise as afirmações a seguir.

I. Tanto o cartaz quanto a nota oficial, ambos os textos multimodais, têm como objetivo primordial a conscientização da sociedade sobre a relevância de ações de acolhimento a mulheres vítimas de violência.
II. O foco do cartaz é o acolhimento das mulheres vítimas de violência, o que, imageticamente, é evidenciado pela grafia do vocábulo “acolhido”; o foco da nota oficial é a resposta institucional ao feminicídio de Tainara Souza Santos ocorrido em São Paulo, que chocou a sociedade brasileira.
III. A medrança da violência contra as mulheres, no cartaz, é sinalizada pela imagem de uma linha que vai se emaranhando até se transformar em uma mão com uma arma apontada; já na nota, a medrança da violência contra as mulheres é sinalizada pela promulgação da campanha Mulheres Vivas – Festas sem Violência.
IV. O cartaz enfatiza a importância de se valorizar qualquer relato de mulheres vítimas de violência; a nota oficial também acera essa importância ao incentivar o uso do Ligue 180 e do 190.

Está CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q3865531 Português
Leia a nota oficial sobre o feminicídio de Tainara Souza Santos publicada pelo Ministério das Mulheres (Governo Federal).


NOTA OFICIAL

Nota sobre o feminicídio de Tainara Souza Santos

Publicado em 26/12/2025

        O Ministério das Mulheres manifesta profundo pesar e se solidariza com familiares e amigos/as de Tainara Souza Santos, vítima de feminicídio em São Paulo (SP). Nenhuma mulher deve ter sua vida interrompida pela violência. O assassinato brutal de Tainara é inaceitável e exige resposta rápida e responsabilização exemplar.

        O Ministério das Mulheres acompanha as providências cabíveis e acionou a rede para assegurar acolhimento, proteção e garantia de direitos aos familiares. A violência não pode ser naturalizada, relativizada ou silenciada. O Estado precisa agir com rigor e celeridade – e a sociedade precisa romper o silêncio.

        Neste período, o Ministério está mobilizando a campanha Mulheres Vivas – Festas sem Violência, articulando com governos estaduais e municipais, lideranças e movimentos sociais para que acompanhem e dialoguem com toda a sociedade, em defesa da paz e de nenhuma violência contra as mulheres.

        Em situação de violência, busque ajuda. O Ligue 180 é gratuito e funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana, em todo o Brasil. Em caso de emergência, acione o 190.


MINISTÉRIO DAS MULHERES
26 de dezembro de 2025
Categoria
Justiça e Segurança


Disponível em <https://www.gov.br/mulheres/pt-br/central-de-conteudos/noticias/2025/dezembro/nota-sobre-o-feminicidio-de-tainara-souza-santos.> Acesso em: 27 dez. 2025
As demandas elencadas a seguir são inferíveis a partir da leitura da nota oficial, EXCETO:
Alternativas
Q3865481 Português

Leia o texto a seguir.



“A diversidade cultural brasileira pode ser uma questão central para o desenvolvimento de projetos no país, especialmente voltados para os Povos Indígenas e os Afrodescendentes. Atenção especial é necessária quanto à preservação e ao reconhecimento da diversidade cultural brasileira.”


Disponível em: https://www.unesco.org/pt/node/108132. Acessado em: 2 dez. 2025.



A diversidade cultural brasileira mencionada no texto é representada

Alternativas
Q3865478 Português
As praças, como espaços totalmente abertos ausentes de barreiras para entrada e saída, permitem que toda a população tenha acesso a usufruir de seus benefícios independentemente de horário, grupo social ou poder aquisitivo. As praças são o espaço 
Alternativas
Q3865465 Português

Leia o texto a seguir.



DÚVIDA CRUEL


Um casal de velhinhos conversando:


— Mulher, eu sempre tive uma dúvida, mas nunca tive coragem de colocá-la pra você. Eu sempre desconfiei da paternidade do nosso décimo filho. Ele é tão diferente dos outros nove! Agora que nós estamos completando sessenta anos de casados, eu queria que você me tirasse essa dúvida: nosso caçula tem um pai diferente


Maria olha pra baixo, incapaz de olhar pro marido, respira fundo e responde:


— É, Mário, o pai dele é diferente. Mário fica boquiaberto mas, nervoso, pergunta com os olhos em lágrimas:


— Quem é o pai, Maria? Quem é o pai?


— Você, Mário!



Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/redacao/anedota.htm. Acesso em: 19 nov. 2025.



No final do texto, quando Maria revela a verdade dizendo “Você, Mário!”, o leitor entende que o pai do filho caçula é 

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Q3865463 Português

Leia o texto a seguir.


Erro de Português


Oswald de Andrade



Quando o português chegou

debaixo duma bruta chuva

vestiu o índio

que pena!

fosse uma manhã de sol

o índio tinha despido o português



Disponível em: https://teoriaedebate.org.br/estante/erro-de-portugues/. Acesso em: 18 nov. 2025.



No poema “Erro de Português”, Oswald de Andrade afirma que o português vestiu o índio pois chegou

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Q3865462 Português

Leia o texto a seguir.


Lenda da Iara



Iara era uma índia admirada pela sua beleza e também pelo fato de ser uma grande guerreira. Invejosos, seus irmãos resolveram matá-la, mas sendo uma guerreira habilidosa, consegue vencer a luta e é ela quem os mata.


Com medo de ser punida pelo pajé da tribo, foge. O pajé era seu pai, o qual após encontrar Iara resolve castigá-la lançandoa ao rio para que ela morresse, tal como seus irmãos.


No entanto, os peixes salvam a índia, a qual se transforma numa bela sereia que passa a habitar os rios da região da Amazônia. Atraindo os homens para lá, tenta afogá-los.


Segundo a lenda, quem consegue escapar, enlouquece e somente pode ser curado por um pajé.



Disponível em: https://www.todamateria.com.br/lendas-indigenas/. Acesso em: 21 nov. 2025.



Segundo o texto, Iara é transformada em sereia depois que

Alternativas
Q3865459 Português

Leia o texto a seguir.



Bilhete


Mario Quintana



Se tu me amas, ama-me baixinho

Não o grites de cima dos telhados

Deixa em paz os passarinhos

Deixa em paz a mim!

Se me queres,

enfim,

tem de ser bem devagarinho, Amada,

que a vida é breve, e o amor mais breve ainda...



Disponível em: https://www.culturagenial.com/poema-bilhete-mario-quintana/. Acesso em: 21 nov. 2025.



No poema, ao dizer “Se tu me amas, ama-me baixinho / Não o grites de cima dos telhados”, o eu lírico expressa que o amor desejado deve ser demonstrado 

Alternativas
Q3865458 Português

Leia o texto a seguir.



O Brasil possui 12% da reserva de água doce do mundo [...]. Neste sentido, é de suma importância a conservação dos rios e nascentes, pois a água é fonte da vida, um recurso natural essencial, seja como meio de vida de várias espécies vegetais e animais ou como fator de produção de bens de consumo.


Disponível em: https://abema.org.br/noticias/687-a-importancia-de-preservarrios-e-nascentes. Acesso em: 19 nov. 2025. [Adaptado].




No trecho “Neste sentido, é de suma importância a conservação dos rios e nascentes…”, a expressão “suma importância” significa que a preservação da água é algo 

Alternativas
Q3865457 Português

Leia o texto a seguir.


Chega de Saudade


Tom Jobim


Vai, minha tristeza

E diz a ela que sem ela não pode ser

Diz-lhe, numa prece, que ela regresse

Porque eu não posso mais sofrer

Chega de saudade

A realidade é que sem ela não há paz

Não há beleza, é só tristeza e a melancolia

Que não sai de mim, não sai de mim, não sai

Mas se ela voltar, se ela voltar

Que coisa linda, que coisa louca

Pois há menos peixinhos a nadar no mar

Do que os beijinhos que eu darei na sua boca



Disponível em: https://www.letras.mus.br/tom-jobim/49028/. Acesso em: 19 nov. 2025



Na letra da canção, quando lemos que sem a pessoa amada 'não há paz, não há beleza, é só tristeza e a melancolia', isso quer dizer, de um jeito simples, que a vida de quem canta está 

Alternativas
Q3865456 Português

Leia o texto a seguir.



Receita Federal alerta: Cuidado com o “Golpe da Cobrança de Taxa sobre PIX”


A Receita Federal vem a público alertar a população sobre uma nova tentativa de golpe que está circulando e utilizando indevidamente o nome da instituição para dar credibilidade à fraude. Criminosos estão aproveitando a onda de fake news relacionadas à fiscalização da Receita Federal sobre transações financeiras para enganar cidadãos e aplicar golpes.


Como funciona o golpe?


Os golpistas informam às possíveis vítimas que há uma suposta cobrança de taxas pela Receita Federal sobre transações via PIX em valores acima de R$ 5 mil. Eles alegam ainda que, caso o pagamento não seja feito, o CPF do contribuinte será bloqueado. Para tornar a fraude mais convincente, utilizam o nome, as cores e os símbolos oficiais da Receita Federal.


Atenção!



Disponível em: https://www.gov.br/receitafederal/ptbr/assuntos/noticias/2025/janeiro/receita-federal-alerta-cuidado-com-o201cgolpe-da-cobranca-de-taxa-sobre-pix201d. Acesso em: 18 nov. 2025



De acordo com o texto, a estratégia dos golpistas para dar credibilidade ao golpe consiste em utilizar

Alternativas
Q3865380 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a abordagem do autor acerca do tempo, da pausa e da decisão, assinale a alternativa INCORRETA quanto à interpretação coerente do texto:
Alternativas
Q3865379 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando os recursos argumentativos e as imagens simbólicas presentes no texto, analise as assertivas:


I. O silêncio é apresentado como condição necessária para a reorganização interna e para a escuta de si mesmo.

II. O recomeço é descrito como um fenômeno ruidoso, dependente de anúncios e celebrações para se efetivar.

III. A noção de “latência” representa o intervalo produtivo entre o impulso inicial e a decisão amadurecida.


Está(ão) CORRETA(S):

Alternativas
Q3865378 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Ao desenvolver a metáfora do “silêncio barulhento” e da “latência”, o texto conduz à compreensão de que, nos processos de transformação pessoal, o autor valoriza prioritariamente:
Alternativas
Q3865377 Português

Silenciosamente barulhento


A ideia de recomeço atualmente vem batizada com uma camada de cafonice. Talvez seja fruto das propagandas de fim de ano, talvez seja a facilidade com que recorremos ao conceito. Começar do zero é tentador porque implicitamente nos permite abandonar erros ou versões desgastadas de nós mesmos as quais já não nos orgulhamos. Ao mesmo tempo, todo desmanche vem carregado do medo de encarar o novo. Para onde vou? Quem sou eu? O que eu faço a partir de agora?


Se falamos de viradas, quase sempre as associamos à ideia de barulho. É preciso brindar o novo — não é isso que fazemos a cada término de ano, afinal? Muitas vezes preparamos a festa da mudança de rota sem nem mesmo traçá-la primeiro. Queremos anunciar o novo ainda antes de entendê-lo.


Mas recomeços raramente gritam. Eles costumam chegar em silêncio. É certo que, quando a travessia envolve reorganizações internas, mil vozes parecem habitar a mente sem controle algum. E é por isso mesmo que nenhum gesto verdadeiro de mudança ocorre em paralelo ao caos e às crises. Poucos entendem que é preciso primeiro assentar a terra para depois decidir o que pode (ou não) ser construído sobre ela. É aí que passam a existir os silêncios que, na verdade, funcionam como sussurros: bem baixinho, a vida nos mostra o caminho.


Como em qualquer bota-fora que fazemos dentro de casa, ao esvaziar gavetas e armários de tralhas e papeladas que já não servem mais para nada, o vazio se torna ponto de partida. Nele, o silêncio desconfortável nos obriga a escutar aquilo que evitamos quando estamos ocupados demais explicando quem somos.


Não _____ toa, 2026 se anuncia como um ano de início. A Numerologia o define como um ano 1 — aquele em que os inícios ganham destaque. Não _____ traga respostas prontas, mas _____ nos devolve às perguntas certas. Porém, existe um tempo pouco celebrado chamado latência: o intervalo entre o estímulo e a resposta. Em um mundo que exige reações imediatas, talvez recomeçar seja justamente ampliar esse espaço.


Não responder ainda.

Não decidir agora.

Permitir que o silêncio faça o que o impulso não sabe.


Emily Dickinson escreveu quase toda a sua obra em silêncio e reclusão, longe de qualquer urgência de publicação ou resposta. Talvez soubesse que certos começos não sobrevivem ao excesso de explicação. Há coisas que só amadurecem quando não precisam ser anunciadas.


Ou, ainda, o que chamamos de pausa seja, na verdade, outra coisa. Um estado de suspensão. Um tempo em que não avançamos nem recuamos — apenas sustentamos. Não se trata de inércia, mas de lucidez: manter decisões no ar até que façam sentido ao tocar o chão. Há momentos em que seguir adiante exige exatamente isso: não agir.


Ao menos, não ainda.


Autor: Pedro Guerra - GZH (adaptado).

Considerando a reflexão desenvolvida pelo autor acerca dos processos de mudança pessoal, analisa-se a concepção de recomeço apresentada no texto, podendo-se afirmar que o recomeço é compreendido como:
Alternativas
Q3865319 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:

Para que a cidadania seja efetiva e verdadeiramente inclusiva, é necessário promover um diálogo entre os direitos individuais e coletivos, reconhecendo que a liberdade de um não pode ser garantida à custa da __________ de outro.
Alternativas
Q3865317 Português
Observe o enunciado abaixo e assinale a alternativa que apresenta o termo que preenche corretamente a lacuna:

A escola inclusiva, com currículo e metodologia __________ de fundamentação na diversidade, requer a consideração das diferenças individuais dos seus alunos no que se refere ao ritmo de aprendizagem, ao interesse, à origem social, às habilidades e à motivação dos estudantes para realizarem diferentes propostas.
Alternativas
Respostas
8201: C
8202: D
8203: B
8204: B
8205: E
8206: A
8207: B
8208: C
8209: D
8210: B
8211: A
8212: A
8213: D
8214: C
8215: A
8216: D
8217: E
8218: D
8219: B
8220: B