Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
Foram encontradas 140.297 questões
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Estudo citado por vinte e cinco anos para defender agrotóxico mais usado no Brasil foi invalidado
Um estudo publicado há cerca de vinte e cinco anos, que afirmava que o agrotóxico glifosato não oferecia riscos à saúde humana nem causava câncer, foi excluído em dezembro da revista científica que o havia divulgado. O artigo, produzido no fim da década de 1990, tornou-se por décadas uma das principais referências para embasar decisões regulatórias favoráveis ao uso do produto.
O glifosato é um dos agrotóxicos mais utilizados no mundo, especialmente no Brasil e nos Estados Unidos. Amplamente associado ao cultivo de soja transgênica, o herbicida teve papel decisivo na expansão da produção agrícola brasileira e na consolidação do país como maior produtor mundial do grão.
Segundo comunicado da revista, a exclusão ocorreu devido a problemas considerados graves o suficiente para comprometer a integridade acadêmica do trabalho e a confiabilidade de suas conclusões. Entre as falhas apontadas estão a participação de funcionários da Monsanto na elaboração do artigo e o fato de ele se apoiar essencialmente em um único estudo produzido pela própria empresa, historicamente a principal fabricante do glifosato, comercializado sob a marca Roundup e hoje pertencente à Bayer.
A publicação reconheceu que o artigo exerceu influência significativa em decisões regulatórias relacionadas ao glifosato por décadas. A retratação foi justificada pela falta de transparência sobre a autoria de trechos do texto e pela incerteza quanto à independência das conclusões, especialmente na afirmação de que o glifosato não apresenta potencial cancerígeno. Também foram mencionadas decisões judiciais que indicam a possibilidade de compensação financeira aos autores, informação que não constava no artigo original.
No Brasil, em 2019, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária concluiu sua reavaliação toxicológica do glifosato e decidiu manter sua autorização de uso, alegando inexistência de evidências científicas conclusivas de que cause câncer, mutações genéticas ou má-formação fetal. Nos Estados Unidos, o produto segue considerado seguro pelas autoridades ambientais, com nova reavaliação prevista para 2026 após ações judiciais de entidades ambientais e de defesa de trabalhadores. Na União Europeia, a aprovação do glifosato foi renovada por mais dez anos em 2023.
Essas posições contrastam com a conclusão da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer, vinculada à Organização Mundial da Saúde, que em 2015 classificou o glifosato como "provavelmente cancerígeno" com base em ampla revisão de estudos científicos.
Em 2018, a Monsanto foi condenada pela Justiça dos Estados Unidos a indenizar um trabalhador que atribuiu o desenvolvimento de câncer ao uso de produtos à base de glifosato. Desde então, a Bayer firmou acordos bilionários para encerrar milhares de processos relacionados ao Roundup, sem admissão de culpa, e manteve a comercialização do herbicida.
O glifosato é o princípio ativo de diversos herbicidas. Introduzido no mercado na década de 1970, teve sua patente expirada em 2000 e passou a ser fabricado por diferentes empresas. É utilizado na agricultura, na silvicultura, em áreas industriais e em jardins, embora alguns países e cidades tenham restringido ou proibido seu uso em espaços públicos. Por ser não seletivo, elimina a maioria das plantas, o que levou ao desenvolvimento de culturas geneticamente modificadas para resistir à substância, como a soja. Sua aplicação costuma ocorrer antes do plantio, para reduzir a competição com plantas daninhas.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/clymlk6ge1ko.adaptado.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa correta.
Prefeitura inclui ensino de ucraniano em escolas municipais de Curitiba
Ícone em bairro de Curitiba, casarão de 1876 ganhará nova função
A Prefeitura de Curitiba quer dar uma nova finalidade ao prédio histórico da antiga Casa do Núcleo Habitacional Santa Efigênia, localizado em frente ao Terminal do Barreirinha. A Câmara Municipal aprovou, nesta terça-feira (11/11), o projeto que autoriza o Executivo a adquirir o terreno. A proposta é transformar o imóvel na nova Casa da Leitura de Curitiba, dedicada à promoção de atividades literárias e culturais para a comunidade.
Construída em 1876, a edificação é considerada desde 2019 uma Unidade de Interesse Especial de Preservação (UIEP), devido ao seu valor arquitetônico e histórico. O imóvel, porém, apresenta desgaste estrutural e está fechado há anos. Segundo o líder do governo na Câmara, vereador Serginho do Posto (PSD), o local está em uma área estratégica, na Avenida Anita Garibaldi, uma das principais vias de ligação entre o centro e a região norte da cidade.
“É um chalé de linhas românticas e influência da arquitetura dos imigrantes, que compunha a antiga estrada do Açungui, atual rua Mateus Leme, e fazia parte de uma série de ramais que ligavam o centro de Curitiba às colônias de imigrantes da época. Inicialmente, ela foi utilizada como moradia e, com o tempo, também para uso comercial. Hoje, temos a oportunidade de preservar mais um capítulo da história e da cultura da nossa cidade”, destacou o vereador.
Para a nova destinação, será necessário restaurar janelas, pisos e reforçar a estrutura. A área também é considerada vulnerável, com risco de invasão e depredação. “Essa situação representa não apenas uma ameaça ao patrimônio municipal, mas também um problema de segurança pública. O projeto busca preservar a memória da cidade e evitar a perda de um bem com valor histórico e cultural para Curitiba”, completou o líder do governo.
O casarão já abrigou, em outros tempos, a Associação Católica Filantrópica Santa Efigênia (Cafisi). O projeto de transformá-lo em Casa da Leitura parte da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), responsável por outras unidades do programa espalhadas pela cidade. A vereadora Giorgia Prates – Mandata Preta (PT) defendeu que a Fundação assegure o uso efetivo do espaço, criando um polo cultural descentralizado capaz de valorizar a memória e a identidade do bairro.
De propriedade da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab-CT), o imóvel encontra-se fechado e cercado por tapumes para evitar depredações. O sobrado tem dois pavimentos, com cerca de 50 m² cada, em um terreno de 525,6 m². A Comissão de Avaliação de Imóveis (CAI) da Secretaria Municipal de Administração e Tecnologia da Informação (SMATI) precificou a compra em R$ 756 mil, conforme o laudo nº 166/2025.
A Assessoria de Captação de Recursos e Gestão de Investimentos (FTCG), ligada à Secretaria Municipal de Finanças, informou que o pagamento será feito com recursos do superávit financeiro da própria FCC, conforme previsão da Lei Orçamentária Anual de 2025. Obrigações e débitos anteriores à transferência continuarão sob responsabilidade da Cohab-CT, enquanto a Fundação ficará encarregada das despesas de escritura e registro.
O projeto foi levado à votação em regime de urgência, com tramitação aprovada na semana passada. A proposta retorna ao plenário nesta quarta-feira (12/11) para votação em segundo turno, etapa final antes da sanção do Executivo.
Fonte: https://www.tribunapr.com.br/noticias/curitiba-regiao/icone-em-bairro-de-curitiba-casarao-de-1876-ganhara-nova-funcao/?utm_source=noticias-virais-rodape&utm_medium=internal-
tribuna&utm_campaign=tribuna
A morte expressa no conto, na realidade, CONSISTE:
O texto lido segue um estilo de gênero:
Texto para a questão.
A Escola como Território de Resiliência e Ética na Era da Complexidade
A função social da escola contemporânea tem sido tensionada por fenômenos que transcendem os muros da sala de aula, exigindo do fazer docente uma postura que vai além da mera transposição didática. No cenário atual, a instituição escolar não é apenas um espaço de instrução, mas um território estratégico de resiliência e mediação de conflitos globais e locais. Diante da emergência climática, por exemplo, a escola assume um papel ambivalente: ao mesmo tempo em que deve educar para a sustentabilidade e para a "continuidade da vida", ela se vê desafiada a estruturar-se como um porto seguro físico e emocional para comunidades impactadas por eventos extremos. Essa "pedagogia da resiliência" não se limita ao conteúdo programático de Ciências ou Geografia, mas permeia a gestão do cuidado e a formação de uma consciência coletiva sobre a interdependência entre os sistemas humanos e naturais.
Paralelamente, a aceleração tecnológica, materializada na onipresença da Inteligência Artificial e na ubiquidade dos dispositivos móveis, impõe novos dilemas éticos e pedagógicos. O debate sobre a restrição do uso de celulares no ambiente escolar, que culminou em normativas recentes no cenário brasileiro, reflete uma tentativa de resgatar a atenção e a interação humana como fundamentos do processo de aprendizagem. Contudo, a proibição isolada, desacompanhada de uma reflexão crítica sobre a literacia digital, corre o risco de ser um paliativo diante de uma realidade onde a tecnologia já reconfigurou as formas de pensar e se relacionar. O desafio do professor, portanto, reside em equilibrar a necessária desconexão para o foco com a indispensável inclusão digital ética, transformando a ferramenta técnica em instrumento de emancipação intelectual e não de mera passividade consumista.
Nesse contexto de múltiplas transições, a educação para a equidade — sustentada por marcos legais como as leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena — deixa de ser uma efeméride para se tornar o cerne de uma prática antirracista e inclusiva. A escola que se pretende democrática deve enfrentar as desigualdades estruturais que se manifestam no cotidiano escolar, desde a escolha dos materiais didáticos até a sensibilidade no acolhimento das diversidades. Assim, o magistério hoje exige uma competência polifônica: a capacidade de articular o rigor do conhecimento científico com a sensibilidade das habilidades socioemocionais, compreendendo que o sucesso da aprendizagem está intrinsecamente ligado à capacidade da escola de se manter relevante, humana e ética em um mundo em constante e imprevisível transformação.
Texto para a questão.
A Escola como Território de Resiliência e Ética na Era da Complexidade
A função social da escola contemporânea tem sido tensionada por fenômenos que transcendem os muros da sala de aula, exigindo do fazer docente uma postura que vai além da mera transposição didática. No cenário atual, a instituição escolar não é apenas um espaço de instrução, mas um território estratégico de resiliência e mediação de conflitos globais e locais. Diante da emergência climática, por exemplo, a escola assume um papel ambivalente: ao mesmo tempo em que deve educar para a sustentabilidade e para a "continuidade da vida", ela se vê desafiada a estruturar-se como um porto seguro físico e emocional para comunidades impactadas por eventos extremos. Essa "pedagogia da resiliência" não se limita ao conteúdo programático de Ciências ou Geografia, mas permeia a gestão do cuidado e a formação de uma consciência coletiva sobre a interdependência entre os sistemas humanos e naturais.
Paralelamente, a aceleração tecnológica, materializada na onipresença da Inteligência Artificial e na ubiquidade dos dispositivos móveis, impõe novos dilemas éticos e pedagógicos. O debate sobre a restrição do uso de celulares no ambiente escolar, que culminou em normativas recentes no cenário brasileiro, reflete uma tentativa de resgatar a atenção e a interação humana como fundamentos do processo de aprendizagem. Contudo, a proibição isolada, desacompanhada de uma reflexão crítica sobre a literacia digital, corre o risco de ser um paliativo diante de uma realidade onde a tecnologia já reconfigurou as formas de pensar e se relacionar. O desafio do professor, portanto, reside em equilibrar a necessária desconexão para o foco com a indispensável inclusão digital ética, transformando a ferramenta técnica em instrumento de emancipação intelectual e não de mera passividade consumista.
Nesse contexto de múltiplas transições, a educação para a equidade — sustentada por marcos legais como as leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena — deixa de ser uma efeméride para se tornar o cerne de uma prática antirracista e inclusiva. A escola que se pretende democrática deve enfrentar as desigualdades estruturais que se manifestam no cotidiano escolar, desde a escolha dos materiais didáticos até a sensibilidade no acolhimento das diversidades. Assim, o magistério hoje exige uma competência polifônica: a capacidade de articular o rigor do conhecimento científico com a sensibilidade das habilidades socioemocionais, compreendendo que o sucesso da aprendizagem está intrinsecamente ligado à capacidade da escola de se manter relevante, humana e ética em um mundo em constante e imprevisível transformação.
Texto para a questão.
A Escola como Território de Resiliência e Ética na Era da Complexidade
A função social da escola contemporânea tem sido tensionada por fenômenos que transcendem os muros da sala de aula, exigindo do fazer docente uma postura que vai além da mera transposição didática. No cenário atual, a instituição escolar não é apenas um espaço de instrução, mas um território estratégico de resiliência e mediação de conflitos globais e locais. Diante da emergência climática, por exemplo, a escola assume um papel ambivalente: ao mesmo tempo em que deve educar para a sustentabilidade e para a "continuidade da vida", ela se vê desafiada a estruturar-se como um porto seguro físico e emocional para comunidades impactadas por eventos extremos. Essa "pedagogia da resiliência" não se limita ao conteúdo programático de Ciências ou Geografia, mas permeia a gestão do cuidado e a formação de uma consciência coletiva sobre a interdependência entre os sistemas humanos e naturais.
Paralelamente, a aceleração tecnológica, materializada na onipresença da Inteligência Artificial e na ubiquidade dos dispositivos móveis, impõe novos dilemas éticos e pedagógicos. O debate sobre a restrição do uso de celulares no ambiente escolar, que culminou em normativas recentes no cenário brasileiro, reflete uma tentativa de resgatar a atenção e a interação humana como fundamentos do processo de aprendizagem. Contudo, a proibição isolada, desacompanhada de uma reflexão crítica sobre a literacia digital, corre o risco de ser um paliativo diante de uma realidade onde a tecnologia já reconfigurou as formas de pensar e se relacionar. O desafio do professor, portanto, reside em equilibrar a necessária desconexão para o foco com a indispensável inclusão digital ética, transformando a ferramenta técnica em instrumento de emancipação intelectual e não de mera passividade consumista.
Nesse contexto de múltiplas transições, a educação para a equidade — sustentada por marcos legais como as leis que tornam obrigatório o ensino da história e cultura afrobrasileira e indígena — deixa de ser uma efeméride para se tornar o cerne de uma prática antirracista e inclusiva. A escola que se pretende democrática deve enfrentar as desigualdades estruturais que se manifestam no cotidiano escolar, desde a escolha dos materiais didáticos até a sensibilidade no acolhimento das diversidades. Assim, o magistério hoje exige uma competência polifônica: a capacidade de articular o rigor do conhecimento científico com a sensibilidade das habilidades socioemocionais, compreendendo que o sucesso da aprendizagem está intrinsecamente ligado à capacidade da escola de se manter relevante, humana e ética em um mundo em constante e imprevisível transformação.