Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3555921 Português
Considere a sentença: “Seu comportamento frígido me entristece.” Nesse contexto, a palavra “frígido” poderia ser substituída, sem prejuízo de valor, por:
Alternativas
Q3555908 Português
Mesmo sem cérebro, água viva pode aprender com o passado

Menor do que uma unha, a Tripedalia Cystophora associa sensações a comportamentos para realizar ações simples, como desviar de uma raiz.

Pesquisadores “treinaram” um grupo de cubomedusas caribenhas (Tripedalia Cystophora) para detectar e desviar de obstáculos. Mesmo sem ter um cérebro central, essas águas-vivas aprenderam com erros do passado e foram bem sucedidas no teste. O estudo, publicado na revista Current Biology, mostra que não é preciso ter um cérebro avançado para realizar feitos de aprendizagem – com menos de um centímetro de tamanho, as Tripedalia Cystophora usaram aprendizagem associativa, conectando estímulos sensoriais a comportamentos. Na natureza, essas águas-vivas usam seu sistema visual complexo de 24 olhos para navegar entre as turvas águas de manguezais, desviar das raízes das árvores e capturar presas. Para simular essas condições, a equipe montou um tanque redondo com listras cinza e brancas, imitando raízes de mangue que pareciam distantes. Durante 7 minutos, eles observaram as águas-vivas nadando. No início, elas chegavam perto das listras e até esbarravam; porém, no final da experiência, a média da distância delas até a parede era 50% menor, o número de desvios bem sucedidos para evitar a colisão era quatro vezes maior e a taxa de contato com as listras na parede caiu pela metade.


Segundo os pesquisadores, as descobertas sugerem que as águas-vivas podem aprender com a experiência através de estímulos visuais e mecânicos. Os cientistas, então, isolaram os centros sensoriais visuais do animal, chamados rhopalia, para ir mais fundo na aprendizagem associativa dele. Cada uma dessas estruturas é formada por seis olhos e gera sinais que controlam o movimento da água-viva – quando ela desvia de obstáculos, essa frequência aumenta. A equipe mostrou faixas cinzas que se mexiam para uma rhopalia em estado neutro, para imitar a abordagem do animal aos objetos.


A estrutura não respondeu às barras cinzas mais claras, interpretando-as como distantes. No entanto, depois que os pesquisadores a treinaram com estímulos elétricos, ela passou a gerar sinais de esquiva quando as mesmas barras se aproximavam – como faria em uma colisão na natureza. As descobertas mostraram ainda que a combinação de estímulos visuais e mecânicos é necessária para a aprendizagem associativa em águas-vivas e que o rhopalia serve como centro de aprendizagem.


“É surpreendente a rapidez com que estes animais aprendem; é quase o mesmo ritmo que os animais avançados estão fazendo”, afirma Anders Garm, pesquisador da Universidade de Copenhagen e um dos autores do estudo. “Mesmo o sistema nervoso mais simples parece ser capaz de realizar um aprendizado avançado, e isso pode acabar sendo um mecanismo celular extremamente fundamental, inventado no início da evolução do sistema nervoso.”

Revista Superinteressante. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/mesmo-semcerebro-agua-viva-pode-aprender-com-opassado/
De acordo com o texto, o aprendizado associativo das águas-vivas da espécie Tripedalia Cystophora está associado ao seu sistema visual. Isso porque: 
Alternativas
Q3555669 Português
TEXTO:

ESTUDO MOSTRA RELAÇÃO ENTRE CIRURGIA BARIÁTRICA E PIORA DA SAÚDE ORAL

        Apesar das cirurgias bariátricas serem realizadas no Brasil desde a década de 70, os últimos anos registraram um aumento desse procedimento. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias subiu de 34 mil em 2011 para 74 mil em 2022. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no entanto, revelou uma consequência negativa dessas operações: os pacientes submetidos demonstraram uma piora na saúde bucal.

        Os resultados foram publicados na Journal of Oral Rehabilitation e na revista Clinical Oral Investigations. Os pesquisadores perceberam que tanto as pessoas em dieta preparatória para o procedimento quanto os que já fizeram a cirurgia apresentam um maior número de cáries, gengivite e doença periodontal.

        No estudo foram analisados 100 pacientes da Clínica Bariátrica de Piracicaba. A centena foi dividida em dois grupos: um grupo controle, em que os pacientes seguiam uma dieta durante 6 meses, mas não fizeram a cirurgia; e outro com os pacientes que seguiram a dieta e foram submetidos a cirurgia de fato. A coleta dessas análises foi feita antes, e três e seis meses depois do procedimento.

        Foram aplicados questionários sobre os hábitos alimentares dos pacientes, além de exames bucais, como raspagem de bochechas, e amostras de saliva. A saliva, aliás, é uma das melhores formas não invasivas para estudar diferentes tipos de fisiopatologias. Ela pode ser utilizada em estudos de obesidade graças a sua relevância para análises da percepção e ingestão de alimentos.

        Para a professora Paula Midori Castelo Ferrua, uma das coordenadoras do estudo, essa relação de causa e efeito pode estar relacionada a um aumento na frequência de refeições durante o dia, mas, em contrapartida, um declínio no número de escovações.

        “Mesmo orientando os pacientes para que realizassem os cuidados básicos de higiene, verificamos uma piora significativa na saúde bucal, com aumento no número de dentes cariados e piora do índice periodontal em ambos os grupos, mas especialmente naquele submetido à cirurgia, em um curto período de tempo”, disse a pesquisadora à Agência Fapesp.

Para os pesquisadores, esse é um indicativo de que as equipes responsáveis pelas cirurgias bariátricas precisam incluir, também, os dentistas. Mesmo com a quantidade de procedimentos realizados nos últimos anos, as equipes geralmente são formadas por médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, mas sem nenhum profissional da área odontológica.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/estudo-mostra-relacao-entre-cirurgia-bariatrica-e-piora-da-saude-oral/
Considerando o texto de apoio, analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.
I - A consequência negativa das cirurgias bariátricas mencionada no texto é o aumento na frequência de refeições durante o dia.
II - A principal consequência negativa mencionada no texto em relação às cirurgias bariátricas é o aumento no número problemas bucais.
III - Em relação à saúde bucal de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica os dois grupos analisados apresentaram piores resultados na saúde oral.
IV - A frequência de refeições durante o dia não influencia na saúde bucal dos pacientes. 
Alternativas
Q3555668 Português
TEXTO:

ESTUDO MOSTRA RELAÇÃO ENTRE CIRURGIA BARIÁTRICA E PIORA DA SAÚDE ORAL

        Apesar das cirurgias bariátricas serem realizadas no Brasil desde a década de 70, os últimos anos registraram um aumento desse procedimento. De acordo com dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias subiu de 34 mil em 2011 para 74 mil em 2022. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), no entanto, revelou uma consequência negativa dessas operações: os pacientes submetidos demonstraram uma piora na saúde bucal.

        Os resultados foram publicados na Journal of Oral Rehabilitation e na revista Clinical Oral Investigations. Os pesquisadores perceberam que tanto as pessoas em dieta preparatória para o procedimento quanto os que já fizeram a cirurgia apresentam um maior número de cáries, gengivite e doença periodontal.

        No estudo foram analisados 100 pacientes da Clínica Bariátrica de Piracicaba. A centena foi dividida em dois grupos: um grupo controle, em que os pacientes seguiam uma dieta durante 6 meses, mas não fizeram a cirurgia; e outro com os pacientes que seguiram a dieta e foram submetidos a cirurgia de fato. A coleta dessas análises foi feita antes, e três e seis meses depois do procedimento.

        Foram aplicados questionários sobre os hábitos alimentares dos pacientes, além de exames bucais, como raspagem de bochechas, e amostras de saliva. A saliva, aliás, é uma das melhores formas não invasivas para estudar diferentes tipos de fisiopatologias. Ela pode ser utilizada em estudos de obesidade graças a sua relevância para análises da percepção e ingestão de alimentos.

        Para a professora Paula Midori Castelo Ferrua, uma das coordenadoras do estudo, essa relação de causa e efeito pode estar relacionada a um aumento na frequência de refeições durante o dia, mas, em contrapartida, um declínio no número de escovações.

        “Mesmo orientando os pacientes para que realizassem os cuidados básicos de higiene, verificamos uma piora significativa na saúde bucal, com aumento no número de dentes cariados e piora do índice periodontal em ambos os grupos, mas especialmente naquele submetido à cirurgia, em um curto período de tempo”, disse a pesquisadora à Agência Fapesp.

Para os pesquisadores, esse é um indicativo de que as equipes responsáveis pelas cirurgias bariátricas precisam incluir, também, os dentistas. Mesmo com a quantidade de procedimentos realizados nos últimos anos, as equipes geralmente são formadas por médicos, nutricionistas, psicólogos e fisioterapeutas, mas sem nenhum profissional da área odontológica.

Adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/estudo-mostra-relacao-entre-cirurgia-bariatrica-e-piora-da-saude-oral/
Assinale a alternativa correta que indica o foco da pesquisa mencionada no texto sobre cirurgias bariátricas no Brasil?
Alternativas
Q3555351 Português
Ponciá Vicêncio deitou-se na cama imunda ao lado do homem e de barriga para cima ficou com o olhar encontrando o nada. Veio-lhe a imagem de porcos no chiqueiro que comem e dormem para serem sacrificados um dia. Seria isto vida, meu Deus? Os dias passavam, estava cansada, fraca para viver, mas coragem para morrer, também não tinha ainda. O homem gostava de dizer que ela era pancada da ideia. Seria? Seria! Às vezes, se sentia, mesmo, como se a sua cabeça fosse um grande vazio, repleto de nada e de nada.


Quando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregue aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo o dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova. E avançando sobre o futuro, Ponciá partiu no trem do outro dia, pois tão cedo a máquina não voltaria ao povoado. Nem tempo de se despedir do irmão teve. E agora, ali deitada de olhos arregalados, penetrados no nada, perguntava-se se valera a pena ter deixado a sua terra. O que acontecera com os sonhos tão certos de uma vida melhor? Não eram somente sonhos, eram certezas! Certezas que haviam sido esvaziadas no momento em que perdera o contato com os seus. E agora feito morta-viva, vivia. Conceição Evaristo.


Conceição Evaristo. (Ponciá Vicêncio, p. 32-33)
Assinale a alternativa em que nos versos Chico Buarque não fez uso da conotação:
Alternativas
Q3555349 Português
Ponciá Vicêncio deitou-se na cama imunda ao lado do homem e de barriga para cima ficou com o olhar encontrando o nada. Veio-lhe a imagem de porcos no chiqueiro que comem e dormem para serem sacrificados um dia. Seria isto vida, meu Deus? Os dias passavam, estava cansada, fraca para viver, mas coragem para morrer, também não tinha ainda. O homem gostava de dizer que ela era pancada da ideia. Seria? Seria! Às vezes, se sentia, mesmo, como se a sua cabeça fosse um grande vazio, repleto de nada e de nada.


Quando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregue aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo o dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova. E avançando sobre o futuro, Ponciá partiu no trem do outro dia, pois tão cedo a máquina não voltaria ao povoado. Nem tempo de se despedir do irmão teve. E agora, ali deitada de olhos arregalados, penetrados no nada, perguntava-se se valera a pena ter deixado a sua terra. O que acontecera com os sonhos tão certos de uma vida melhor? Não eram somente sonhos, eram certezas! Certezas que haviam sido esvaziadas no momento em que perdera o contato com os seus. E agora feito morta-viva, vivia. Conceição Evaristo.


Conceição Evaristo. (Ponciá Vicêncio, p. 32-33)
A partir da compreensão e interpretação do texto, é correto afirmar que:

I- A personagem-título revela-se a partir de reminiscências e sensações que se encontram na harmonia de diferentes espaços, temporalidades e vozes.
II- A autora busca revelar as agruras dos negros em busca de suas origens e identidades, o que imprimiria ao texto um mundo possível diaspórico.
III- Perpassada por violências físicas e simbólicas é sentida por Ponciá, que se encontra em um vazio existencial quando se percebe imersa em um mundo que a exclui por ser mulher e negra.
IV- A escritora plasma vivências que relativizam o discurso hegemônico e manifestam a voz e o lugar de personagens femininas abafadas e subjugadas pelos centros de poder.
Alternativas
Q3555348 Português
Ponciá Vicêncio deitou-se na cama imunda ao lado do homem e de barriga para cima ficou com o olhar encontrando o nada. Veio-lhe a imagem de porcos no chiqueiro que comem e dormem para serem sacrificados um dia. Seria isto vida, meu Deus? Os dias passavam, estava cansada, fraca para viver, mas coragem para morrer, também não tinha ainda. O homem gostava de dizer que ela era pancada da ideia. Seria? Seria! Às vezes, se sentia, mesmo, como se a sua cabeça fosse um grande vazio, repleto de nada e de nada.


Quando Ponciá Vicêncio resolveu sair do povoado onde nascera, a decisão chegou forte e repentina. Estava cansada de tudo ali. De trabalhar o barro com a mãe, de ir e vir às terras dos brancos e voltar de mãos vazias. De ver a terra dos negros coberta de plantações, cuidadas pelas mulheres e crianças, pois os homens gastavam a vida trabalhando nas terras dos senhores, e depois a maior parte das colheitas ser entregue aos coronéis. Cansada da luta insana, sem glória, a que todos se entregavam para amanhecer cada dia mais pobres, enquanto alguns conseguiam enriquecer-se a todo o dia. Ela acreditava que poderia traçar outros caminhos, inventar uma vida nova. E avançando sobre o futuro, Ponciá partiu no trem do outro dia, pois tão cedo a máquina não voltaria ao povoado. Nem tempo de se despedir do irmão teve. E agora, ali deitada de olhos arregalados, penetrados no nada, perguntava-se se valera a pena ter deixado a sua terra. O que acontecera com os sonhos tão certos de uma vida melhor? Não eram somente sonhos, eram certezas! Certezas que haviam sido esvaziadas no momento em que perdera o contato com os seus. E agora feito morta-viva, vivia. Conceição Evaristo.


Conceição Evaristo. (Ponciá Vicêncio, p. 32-33)
A autora enfatiza, em sua narrativa, uma realidade cruel vivida por uma mulher. Assinale a alternativa que define de maneira clara o tema do texto.
Alternativas
Q3555273 Português
O que acontece no meio


    Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

    No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

    Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

    No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

    Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

    No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

    Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

    No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

    Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. (…).

    No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, coluna Ela Disse. Disponível em: oglobo.globo.com 
 Com a seguinte declaração da autora “(...) é preciso dar uma colher de chá para o acaso.” (5º parágrafo), ela quer dizer, contextualmente, que se deve dar ao “acaso” um(a):
Alternativas
Q3555268 Português
O que acontece no meio


    Vida é o que existe entre o nascimento e a morte. O que acontece no meio é o que importa.

    No meio, a gente descobre que sexo sem amor também vale a pena, mas é ginástica, não tem transcendência nenhuma. Que tudo o que faz você voltar pra casa de mãos abanando (sem uma emoção, um conhecimento, uma surpresa, uma paz, uma ideia) foi perda de tempo.

    Que a primeira metade da vida é muito boa, mas da metade pro fim pode ser ainda melhor, se a gente aprendeu alguma coisa com os tropeços lá do início. Que o pensamento é uma aventura sem igual. Que é preciso abrir a nossa caixa preta de vez em quando, apesar do medo do que vamos encontrar lá dentro. Que maduro é aquele que mata no peito as vertigens e os espantos.

    No meio, a gente descobre que sofremos mais com as coisas que imaginamos que estejam acontecendo do que com as que acontecem de fato. Que amar é lapidação, e não destruição. Que certos riscos compensam – o difícil é saber previamente quais. Que subir na vida é algo para se fazer sem pressa.

    Que é preciso dar uma colher de chá para o acaso. Que tudo que é muito rápido pode ser bem frustrante. Que Veneza, Mykonos, Bali e Patagônia são lugares excitantes, mas que incrível mesmo é se sentir feliz dentro da própria casa. Que a vontade é quase sempre mais forte que a razão. Quase? Ora, é sempre mais forte.

    No meio, a gente descobre que reconhecer um problema é o primeiro passo para resolvê-lo. Que é muito narcisista ficar se consumindo consigo próprio. Que todas as escolhas geram dúvida, todas. Que depois de lutar pelo direito de ser diferente, chega a bendita hora de se permitir a indiferença.

    Que adultos se divertem mais do que os adolescentes. Que uma perda, qualquer perda, é um aperitivo da morte – mas não é a morte, que essa só acontece no fim, e ainda estamos falando do meio.

    No meio, a gente descobre que precisa guardar a senha não apenas do banco e da caixa postal, mas a senha que nos revela a nós mesmos. Que passar pela vida à toa é um desperdício imperdoável. Que as mesmas coisas que nos exibem também nos escondem (escrever, por exemplo).

    Que tocar na dor do outro exige delicadeza. Que ser feliz pode ser uma decisão, não apenas uma contingência. (…).

    No meio, a gente descobre que fazer a coisa certa é sempre um ato revolucionário. Que é mais produtivo agir do que reagir. Que a vida não oferece opção: ou você segue, ou você segue. Que a pior maneira de avaliar a si mesmo é se comparando com os demais. Que a verdadeira paz é aquela que nasce da verdade. E que harmonizar o que pensamos, sentimos e fazemos é um desafio que leva uma vida toda, esse meio todo.

MEDEIROS, Martha. Revista O Globo, coluna Ela Disse. Disponível em: oglobo.globo.com 
Depois de feita uma leitura atenta do texto, é possível afirmar, sobre ele, que: 
Alternativas
Q3555139 Português
TEXTO:

A história da Lua e da Terra

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/alua-e-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos.
Analise as afirmações abaixo e assinale a alternativa correta.
I – No segundo parágrafo, é possível substituir a palavra “verdadeiro” pela palavra “real” sem que haja alteração do sentido.
II – No segundo parágrafo, a substituição da palavra “falta” pela palavra “ausência” não altera o sentido do texto.
III – No primeiro parágrafo, é possível substituir a palavra “solidificou” pela palavra “tonificou” sem que haja alteração do sentido. 
Alternativas
Q3555138 Português
TEXTO:

A história da Lua e da Terra

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/alua-e-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos.
De acordo com o texto “A história da Lua e da Terra”, assinale a alternativa correta sobre a importância do estudo da Lua para compreender a história da Terra? 
Alternativas
Q3555118 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Um dos possíveis antônimos da palavra pacífico é
Alternativas
Q3555117 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
No trecho “Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época”, a palavra em destaque significa
Alternativas
Q3555115 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Considerando o texto, analise as afirmações sobre a relação entre a ausência de atividade tectônica na Lua e a preservação dos registros geológicos e assinale a alternativa correta.
I – A falta de atividade tectônica lunar não afeta a preservação dos registros geológicos, pois esses são destruídos ao longo do tempo.
II – A ausência de atividade tectônica na Lua contribui para a preservação dos registros geológicos na superfície lunar ao longo de eras.
III – A falta de atividade tectônica na Lua dificulta a preservação dos registros geológicos devido à sua instabilidade.
Alternativas
Q3555114 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
Com base no texto fornecido, qual é um dos principais propósitos das futuras missões planejadas para a Lua?
Alternativas
Q3555113 Português
TEXTO:

A HISTÓRIA DA LUA E DA TERRA

        Identificar quando a Lua se solidificou dá aos futuros pesquisadores um ponto de referência para modelar a sua evolução. “A cronologia nos ajuda a colocar tudo em um contexto”, diz Greer. “Então, podemos começar a entender os processos que estão acontecendo”. Saber o que aconteceu e quando durante os anos de formação da Lua pode ajudar a explicar por que o satélite da Terra tem a aparência que tem hoje.

        O verdadeiro interesse em estudar a Lua está no que ela pode nos dizer sobre a Terra. Como companheiras celestes com uma origem comum, os destinos da Terra e da Lua estão ligados. Mas, como um “criminoso astuto”, a Terra geologicamente ativa tem uma tendência a enterrar e destruir evidências de eventos passados. A Lua é uma parceira menos enganosa – a falta de atividade tectônica significa que os registros geológicos na superfície duram por eras.

        Os cientistas podem analisar as evidências lunares para inferir o que também pode ter acontecido na Terra na mesma época. Por exemplo, na fatídica colisão que formou a Lua, a Terra se tornou inabitável – nada poderia ter sobrevivido a um evento tão catastrófico – e toda a sua água poderia ter evaporado, explica Greer. Nesse caso, a água deve ter sido devolvida ao nosso planeta em algum momento, talvez por meio do impacto de asteroides, que também teriam deixado pistas na Lua.

        Embora o novo estudo date a conclusão da formação da Lua em um mínimo de 4,46 bilhões de anos, todo o processo, desde a colisão planetária até o eventual endurecimento, se desenrolou ao longo de milênios. Os zircões representam os vestígios finais do oceano de magma lunar – o último capítulo do início violento da Lua e o início de sua época mais tranquila. 

        Várias missões estão sendo planejadas para trazer amostras lunares de onde ninguém foi antes. Em 2024, a China lançará uma missão robótica que devolverá amostras do lado mais distante da Lua, e a missão Artemis III da Nasa tem como objetivo pousar humanos no polo sul lunar em dezembro de 2025. As novas rochas coletadas nesses locais podem ajudar a refinar a história das origens da Lua.

Fonte: https://www.nationalgeographicbrasil.com/espaco/2023/10/a-luae-ainda-mais-antiga-do-que-pensavamos. 
De acordo com o texto, por que o conhecimento sobre a formação da Lua é crucial para compreender a história da Terra?
Alternativas
Q3554861 Português
Leia o texto para responder à questão.

Adolescentes vão sonâmbulos para a escola 

    Fim do recesso escolar. À saga começa cedo. Às 5h30/6h toca o despertador. Eles pedem só mais cinco minutos — os mesmos minutos que se transformam em horas e que eles desprezam quando enrolam para dormir à noite. O sonho da manhã é interrompido pelo pesadelo da imagem do inspetor, bem desperto, anotando cada minuto de atraso. O início do dia vira uma correria afobada contra o tempo e o sono. Crianças e adolescentes com sono entram mecanicamente na escola. Sonâmbulos, distantes, sem ânimo, sem forças. Já chegam exaustos, cansados de ter que acordar tão cedo todos os dias para aprender. 
    Paradoxalmente, o resultado dessa inevitável privação do sono é o “não aprender”. Sem um sono minimamente adequado, o bem-estar se desequilibra, o desempenho acadêmico diminui, o humor e o comportamento se alteram e, não poucas vezes, a saúde física e mental fica comprometida. Sobra para os professores, que além de ter que lidar com suas próprias olheiras cansadas, têm que ter a habilidade de ensinar mecânica quântica e teoria dos números para mentes que ainda nem organizaram suas sinapses cerebrais.  
    Se as crianças acordam indispostas, são os pais que dormem irritados, depois de se desdobrarem, em vão, na noite anterior, para fazer os filhos dormirem mais cedo. É uma tarefa inglória, os adolescentes arrumam qualquer pretexto para não sair da cama e se negam a pegar no sono mais cedo. Rebeldia? Não: ciência. A mudança no ritmo circadiano (o relógio-mestre do cérebro) e as alterações hormonais que acontecem na puberdade e na adolescência fazem com que naturalmente o sono venha mais tarde. Por essa razão, é o sistema educacional que tem que se alinhar ao ritmo circadiano dos adolescentes, e não o contrário.

(Becky S. Korich. Folha de S. Paulo. 31 jul. 2023. Adaptado) 
Assinale a afirmativa correta acerca da passagem do texto. 
Alternativas
Q3554860 Português
Leia o texto para responder à questão.

Adolescentes vão sonâmbulos para a escola 

    Fim do recesso escolar. À saga começa cedo. Às 5h30/6h toca o despertador. Eles pedem só mais cinco minutos — os mesmos minutos que se transformam em horas e que eles desprezam quando enrolam para dormir à noite. O sonho da manhã é interrompido pelo pesadelo da imagem do inspetor, bem desperto, anotando cada minuto de atraso. O início do dia vira uma correria afobada contra o tempo e o sono. Crianças e adolescentes com sono entram mecanicamente na escola. Sonâmbulos, distantes, sem ânimo, sem forças. Já chegam exaustos, cansados de ter que acordar tão cedo todos os dias para aprender. 
    Paradoxalmente, o resultado dessa inevitável privação do sono é o “não aprender”. Sem um sono minimamente adequado, o bem-estar se desequilibra, o desempenho acadêmico diminui, o humor e o comportamento se alteram e, não poucas vezes, a saúde física e mental fica comprometida. Sobra para os professores, que além de ter que lidar com suas próprias olheiras cansadas, têm que ter a habilidade de ensinar mecânica quântica e teoria dos números para mentes que ainda nem organizaram suas sinapses cerebrais.  
    Se as crianças acordam indispostas, são os pais que dormem irritados, depois de se desdobrarem, em vão, na noite anterior, para fazer os filhos dormirem mais cedo. É uma tarefa inglória, os adolescentes arrumam qualquer pretexto para não sair da cama e se negam a pegar no sono mais cedo. Rebeldia? Não: ciência. A mudança no ritmo circadiano (o relógio-mestre do cérebro) e as alterações hormonais que acontecem na puberdade e na adolescência fazem com que naturalmente o sono venha mais tarde. Por essa razão, é o sistema educacional que tem que se alinhar ao ritmo circadiano dos adolescentes, e não o contrário.

(Becky S. Korich. Folha de S. Paulo. 31 jul. 2023. Adaptado) 
Pode-se afirmar corretamente que, ao longo do texto, a autora faz uso
Alternativas
Q3554859 Português
Leia o texto para responder à questão.

Adolescentes vão sonâmbulos para a escola 

    Fim do recesso escolar. À saga começa cedo. Às 5h30/6h toca o despertador. Eles pedem só mais cinco minutos — os mesmos minutos que se transformam em horas e que eles desprezam quando enrolam para dormir à noite. O sonho da manhã é interrompido pelo pesadelo da imagem do inspetor, bem desperto, anotando cada minuto de atraso. O início do dia vira uma correria afobada contra o tempo e o sono. Crianças e adolescentes com sono entram mecanicamente na escola. Sonâmbulos, distantes, sem ânimo, sem forças. Já chegam exaustos, cansados de ter que acordar tão cedo todos os dias para aprender. 
    Paradoxalmente, o resultado dessa inevitável privação do sono é o “não aprender”. Sem um sono minimamente adequado, o bem-estar se desequilibra, o desempenho acadêmico diminui, o humor e o comportamento se alteram e, não poucas vezes, a saúde física e mental fica comprometida. Sobra para os professores, que além de ter que lidar com suas próprias olheiras cansadas, têm que ter a habilidade de ensinar mecânica quântica e teoria dos números para mentes que ainda nem organizaram suas sinapses cerebrais.  
    Se as crianças acordam indispostas, são os pais que dormem irritados, depois de se desdobrarem, em vão, na noite anterior, para fazer os filhos dormirem mais cedo. É uma tarefa inglória, os adolescentes arrumam qualquer pretexto para não sair da cama e se negam a pegar no sono mais cedo. Rebeldia? Não: ciência. A mudança no ritmo circadiano (o relógio-mestre do cérebro) e as alterações hormonais que acontecem na puberdade e na adolescência fazem com que naturalmente o sono venha mais tarde. Por essa razão, é o sistema educacional que tem que se alinhar ao ritmo circadiano dos adolescentes, e não o contrário.

(Becky S. Korich. Folha de S. Paulo. 31 jul. 2023. Adaptado) 
A partir da leitura, é correto afirmar que a autora 
Alternativas
Q3554857 Português
Leia o poema para responder à questão. 

Língua 

Esta língua é como um elástico
que espicharam pelo mundo.
No início era tensa, de tão clássica. 

Com o tempo, se foi amaciando,
foi-se tornando romântica,
incorporando os termos nativos
e amolecendo nas folhas de bananeira 
as expressões mais sisudas.

Um elástico que ja não se pode
mais trocar, de tão gasto;
nem se arrebenta mais, de tão forte.

Um elástico assim como é a vida
que nunca volta ao ponto de partida.


(Gilberto Mendonga Teles. Os melhores poemas. Sao Paulo: Global, 2001.)  
A expressão destacada em “nem se arrebenta mais, de tão forte” (3ª estrofe) expressa a ideia de 
Alternativas
Respostas
43981: E
43982: C
43983: B
43984: X
43985: C
43986: D
43987: B
43988: B
43989: E
43990: C
43991: B
43992: A
43993: B
43994: B
43995: A
43996: B
43997: C
43998: A
43999: B
44000: A