Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Ano: 2023 Banca: CPCON Órgão: UEPB Provas: CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Desenvolvimento e Ensaios de Medicamentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Patologia Oral e Biologia Molecular - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Cromatografia Líquida, Iônica e Gasosa - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química e Fertilidade do Solo - CAMPUS II e IV) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Análise das Águas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico de Prótese Dentária - CAMPUS I | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises Clínicas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises de Peçonhas e Toxinas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Esterelização - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório (Fitopatologia - CAMPUS II) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Física - CAMPUS VII e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Agropecuária - Produção de Mudas - CAMPUS II | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Informática - CAMPUS VI | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Geotecnia - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Manutenção de Equipamentos Odontológicos - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Radiologia - CAMPUS I e VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Atendente de Consultório Dentário - CAMPUS VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Hidráulica - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Microbiologia de Alimentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Morfofisiologia - CAMPUS VIII) |
Q3557629 Português
Leia o texto a seguir, que discorre sobre os desastres ambientais ocorridos em Minas Gerais, em 2019, e responda a questão:


TRAGÉDIA AMBIENTALDE MARIANAE BRUMADINHO


É lugar-comum no meio acadêmico que a Geografia somente é dividida em Humana e Física. Na prática, a Geografia mistura elementos teórico-metodológicos de seus dois ramos para investigar mais precisamente a relação do meio ambiente e vice-versa.

Essa ressalva é necessária porque eventos como os desastres ambientais em Minas só se entendem adequadamente quando se compreende a relação entre a sociedade humana e a natureza que a envolve. Se os homens pretendem dominar a natureza para aproveitá-la em seu favor, então é esperado que a ação humana produza consequências ambientais. Para evitar que tais consequências sejam trágicas, é necessário que as empresas de mineração, públicas ou privadas, tomem os devidos cuidados técnicos.

Em 2015, a mineradora Saramago, controlada parcialmente pela Vale, não se precaveu o suficiente e teve uma de suas barragens rompidas, no município mineiro de Mariana; em 2019, outra barragem sob a responsabilidade da Vale se rompeu em Brumadinho, também em Minas Gerais. A soma dos dois desastres ambientais resultou em contaminação dos rios, destruição de regiões inteiras, soterramento de casas, além de mortes.

O curto intervalo entre os dois desastres evidencia o despreparo da Vale no que se refere à prevenção de acidentes dessa natureza. No caso do desastre de Brumadinho, engenheiros e técnicos responsáveis por avaliar as condições de segurança das barragens chegaram a ser presos, mas foram liberados pouco tempo depois. [...]

Os danos ecológicos são significativos. Nos dois desastres, a contaminação dos rios provocou a morte de peixes e organismos, impedindo a prática de pesca; trabalhadores rurais que se abasteciam com a água dos rios também perderam uma importante fonte de vida. Em Mariana a lama seca formou um cimento que obstruiu a passagem de oxigênio e luz à terra, o que sufocou as raízes e infertilizou a região. [...] 

As tragédias trouxeram ao debate público duas questões: a necessidade de se fazer uma fiscalização menos burocrática e mais eficiente; a celeridade na punição dos responsáveis pelo desastre. [...]

Os casos de Mariana e Brumadinho impõem a necessidade de reflexão sobre os limites da ação humana em relação à natureza. (Filosofia – Ciência e vida, ed. 150 – 2019)
O texto alerta sobre alguns pontos que merecem reflexão no que diz respeito à relação homem/natureza. Avalie a veracidade dos pontos sugeridos abaixo:

I- Necessidade de as empresas mineradoras se precaverem, de modo a evitar falhas técnicas que venham a causar prejuízos ambientais e danos às pessoas, muitas das quais tiram seu sustento da pesca e agricultura.
II- Importância de fiscalização pelo poder público, tanto para garantir a segurança das atividades desenvolvidas, quanto para punir os responsáveis por danos causados, uma vez comprovada a irregularidade.
III- Necessidade de a população se mobilizar para cobrar celeridade das autoridades públicas quanto à responsabilização e consequente punição das empresas, em caso de negligência.

É verdade o que se afirma apenas em 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: CPCON Órgão: UEPB Provas: CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Desenvolvimento e Ensaios de Medicamentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Patologia Oral e Biologia Molecular - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Cromatografia Líquida, Iônica e Gasosa - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química e Fertilidade do Solo - CAMPUS II e IV) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Química - Análise das Águas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico de Prótese Dentária - CAMPUS I | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises Clínicas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Análises de Peçonhas e Toxinas - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Esterelização - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório (Fitopatologia - CAMPUS II) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Física - CAMPUS VII e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Agropecuária - Produção de Mudas - CAMPUS II | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Informática - CAMPUS VI | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Geotecnia - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Manutenção de Equipamentos Odontológicos - CAMPUS I e VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Radiologia - CAMPUS I e VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Atendente de Consultório Dentário - CAMPUS VIII | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Hidráulica - CAMPUS VIII) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Microbiologia de Alimentos - CAMPUS I) | CPCON - 2023 - UEPB - Técnico em Laboratório - (Morfofisiologia - CAMPUS VIII) |
Q3557623 Português
Com base no texto abaixo, fragmento de uma reportagem exposta em Carta Capital (05/02/20), responda à questão.


Q1_2.png (572×390)
Avalie a correspondência entre os tópicos temáticos propostos na sequência e o conteúdo do texto.

I- Tombo na aplicação de multas pelo Ibama: nos governos de Fernando Henrique eram em grande quantidade; diminuíram gradativamente nos governos de Dilma e Temer, tendo queda acelerada no governo de Jair Bolsonaro.
II- Queda no número de multas evidenciando não apenas menor fiscalização sobre os desmatadores da Amazônia, mas, também, descrédito no trabalho dos fiscais do Ibama.
III- Orientação argumentativa do texto: defesa de que, por ser o desmatamento um fator cultural, a aplicação de multas torna-se irrelevante para diminuir o problema ambiental.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3557267 Português
A leitura é um processo que se movimenta entre o que se reconhece no texto e o que se expropria dele, revelando estratégias dinâmicas de produção de sentido que possibilitam as várias condições de interação entre sujeito e linguagem, deve então, ser entendida como habilidade fundamental do ser humano, como prática social. Existem etapas de leitura que, segundo poucos autores, vistas separadamente, nem sempre equivalem à efetiva realização do processo conceituado. Para melhor compreender o processo de leitura apresentam-se as etapas identificadas como: decodificação, compreensão, interpretação e retenção.

A etapa de leitura compreendida como retenção é:
Alternativas
Q3557242 Português
Observe a charge para responder a questão:

Q8_10.png (305×222)


(Disponível em:
<https://www.google.com.br/search?q=charge+inocente+sobre+a+dengue> . Acesso em: 18.08.2023)
Na mesma charge, no que se refere às relações de sinonímia e de antonímia, é INCORRETO afirmar: 
Alternativas
Q3557241 Português
Observe a charge para responder a questão:

Q8_10.png (305×222)


(Disponível em:
<https://www.google.com.br/search?q=charge+inocente+sobre+a+dengue> . Acesso em: 18.08.2023)
Quanto ao uso da palavra “pneus”, é CORRETO afirmar:
Alternativas
Q3557236 Português
Texto 2

Leia o texto e responda à questão:

O QUINTO IMPÉRIO

Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar!

Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz – Ter por vida a sepultura.

Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Que as forças cegas se domem Pela visão que a alma tem!

(...) (Fernando Pessoa - Mensagem)

Da leitura atenta do texto, conclui-se que:
Alternativas
Q3557235 Português
Texto 1


Leia o texto e responda a questão:


Bença ( Juliette)


Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui


Agora, se foi fácil, foi não
Rapadura é doce, mas não é mole, não
Na estrada a gente pena, a gente sofre
Mas a gente ama
Não me arrependo de nada, não
Porque foi tudo de coração
Na vida a gente colhe o que planta


Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui


Mas é que eu venho lá do sertão
O coco é seco demais, irmão
E o preconceito еu só engulo com farinha
Não tenho medo dе escuridão
Eu sou fogueira de São João
Trago no peito a oração de mainha


Bença?


Agora, se foi fácil, foi não
Rapadura é doce, mas não é mole, não
E o preconceito eu só engulo com farinha
Não tenho medo de escuridão
Eu sou fogueira de São João
Trago no peito a oração de mainha


Quem perguntar por mim
Diga que tô por aí
Quem perguntar por mim
Diga que tô por aqui


Composição: Dann Costara / Juzé
Considerando a adequação da linguagem e os elementos de referenciação presentes no texto 1.

Sobre a frase “o preconceito еu só engulo com farinha” é verdadeiro dizer que: 
Alternativas
Q3556998 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
De acordo com o texto de Kelber Fernandes, todas as práticas a seguir fazem parte das atribuições do Agente de Trânsito, exceto uma. Aponte-a.
Alternativas
Q3556995 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
Pode-se classificar o texto de Kelber Fernandes como texto predominantemente do gênero textual
Alternativas
Q3556994 Português
Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito


No dia 23 de setembro, é comemorado o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.


Leia o texto de Kelber Fernandes.


Com uma nobre missão, não há como recuar, mesmo com as intempéries, avante, segue a enfrentar, seja o sol do Nordeste ou as enchentes no Sudeste, ainda que no Sul o frio muito aperte e a umidade do Norte muito se eleve, nada acovarda aquele que é a vanguarda.

O Agente de Trânsito atua a favor da preservação de vidas no trânsito, retirando condutores potencialmente perigosos de circulação, ou ainda, em ações preventivas, com a simples presença na via pública intencionando desestimular práticas infracionais. Ainda que todo o trabalho desenvolvido por esses profissionais tente ser deturpado por um pequeno grupo, que busca, tão somente, promover a desordem, a imagem dos Agentes de Trânsito não ficará obscura nem os serviços prestados serão desconstituídos.

Desde informações e orientações aos usuários do trânsito, passando pela garantia de igualdade na utilização do espaço público, os Agentes são a referência que o cidadão encontra durante seus deslocamentos. Muito além de fiscais, identificamos na figura do Agente de Trânsito um conjunto de competências voltadas à mobilidade urbana, sem deixar de refletir o papel de multiplicadores e influenciadores de boas práticas.


A verdade é que aqueles que adentram nessa área, em sua grande maioria, se identificam, laborando com muito prazer e satisfação.

O trânsito é cativante e coloca o agente como peça fundamental para o exercício do direito de ir e vir em condições seguras.

O cargo de Agente de Trânsito reveste-se de uma importância significativa, contribuindo para a preservação da ordem pública, seja através da fiscalização, seja em ações que visem a melhoria do tráfego de nossas vias, sempre agindo quando interesses individuais tentam sobrepujar o direito coletivo ao trânsito seguro.

Corroborando, o Manual Brasileiro de Fiscalização de Trânsito – MBFT apresenta, em texto seu introdutório, declaração que muito bem coloca o Agente de Trânsito como corresponsável pela paz social. E mais ainda, a Constituição Federal, Lei Maior do Estado brasileiro, desde a Emenda Constitucional 82/14, elevou os agentes de trânsito a garantidores da segurança viária, entendida esta como parte integrante da segurança pública.

Coincidindo com a data da edição do atual Código de Trânsito Brasileiro, o qual hoje completa 26 anos de existência, o mesmo 23 de setembro foi escolhido para homenagear a categoria dos Agentes de Trânsito. A partir da Lei n o 12.821/2013, ficou definido o Dia Nacional dos Agentes da Autoridade de Trânsito.

Parabéns aos meus amigos e amigas Agentes de Trânsito espalhados por todo o Brasil, pelo profissionalismo, afinco e comprometimento com a segurança viária. Reconhecimento àqueles que não estão subjugados a interesses outros que não seja o público, que não se sujeitam aos desmandos políticos, mas têm suas ações pautadas na legalidade e no bem estar social.


Disponível em: https://www.portaldotransito,com,br/ noticias/fiscalizacao-e-legislacao/agente-de-transito/artigo-homenagem-ao-dia-nacional-dos-agentes-da-autoridade-de=transito/. Acesso em: 02 set. 2023. Adaptado.
Com relação às funções da linguagem, pode-se constatar que, no primeiro parágrafo do texto, o autor faz uso da função
Alternativas
Q3556950 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
“.... Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'...”

Sobre a expressão em destaque, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3556948 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido.”

A palavra destacada expressa a ideia de:
Alternativas
Q3556945 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 

“É uma persistência contínua.”


Pode ser considerado sinônimo de “persistência”, EXCETO:

Alternativas
Q3556943 Português
Leia o texto para responder à questão.


'Não era a última Copa que eu sonhava', lamenta Marta após queda do Brasil


A maior de todos os tempos se despede da Copa sem um título. Hoje (2), Marta fez a última partida em Mundiais na eliminação do Brasil para a Jamaica, após o 0 a 0 na fase de grupos. No primeiro e único jogo como titular, a Rainha não conseguiu fazer a seleção avançar. Foi substituída nos minutos finais e ficou do banco de reservas sofrendo e torcendo pelo gol salvador que não veio. 


"É difícil falar num momento desses. Não era, nem nos meus piores pesadelos, a Copa que eu sonhava. É só o começo. O povo pedia renovação, e está tendo. A única velha aqui só eu. As meninas têm um caminho enorme pela frente. Eu termino, mas elas continuam", disse, com lágrimas no rosto.


Mesmo anunciando o fim de sua trajetória em Copas, Marta pede que o apoio seja mantido. "Quero que o Brasil siga com o mesmo entusiasmo, apoiando. Resultado não acontece de um dia para o outro. Isso mostra que o futebol feminino dá lucro, é produto. A Marta acaba por aqui, estou muito grata pela oportunidade que tive e estou muito contente com o que está acontecendo. Para elas é só o começo, para mim é o fim da linha", avisou. 


Marta deixa a seleção brasileira com 189 jogos e 122 gols marcados. Vinte anos depois de iniciar a trajetória com a camisa amarela, disputou a última Copa tranquila com o legado deixado.


A camisa 10 deixa o Mundial como maior artilheira da história entre homens e mulheres, com 17 gols. Pela seleção, foi medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 2003 e 2007, além de campeã da Copa América em 2003, 2010 e 2018. Ela também fez parte do grupo vice-campeão da Copa em 2007 e das medalhas de prata nas Olimpíadas de 2004 e 2008.


Na prévia da partida, Marta não quis pensar que poderia ser sua última entrevista coletiva. Estava confiante de que o Brasil conseguiria a classificação. Uma das últimas mensagens, porém, foi sobre legado. 


"Sabe o que é legal? Eu não tinha uma ídola no futebol feminino. Vocês (imprensa) não mostravam o futebol feminino. Como eu ia entender que eu poderia ser uma jogadora, chegar à seleção, sem ter uma referência? Hoje a gente sai na rua e os pais falam. 'Minha filha quer ser igual a você'. Hoje temos nossas próprias referências. Não teria acontecido isso sem superar os obstáculos. É uma persistência contínua".


https://www.uol.com.br, 08/2023 
De acordo com o texto, julgue os itens como VERDADEIRO (V) ou FALSO (F).

( )Marta atuou como titular em todos os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2023.
( )A Rainha brasileira reclama da ausência de exemplo a ser seguido e que sirva de inspiração para as atuais e futuras jogadoras brasileiras de futebol.
( )A maior artilheira de todos os tempos de futebol brasileiro, masculino ou feminino, acumula um título de campeã em Copa Mundial Feminina em seu currículo, juntamente com a seleção brasileira.

A sequência CORRETA é:
Alternativas
Q3556752 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





No trecho “Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos”, a palavra “teletrabalho” é utilizada no sentido de trabalho
Alternativas
Q3556751 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





Com relação à tipologia textual, pode-se afirmar que o texto tem caráter predominantemente
Alternativas
Q3556750 Português

A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?


Por Ana Paula Bertolin



   Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.


   O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?


   Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.

  Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.


   Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.


   Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.


   Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.


  As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.


   Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."


   Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?


   O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.


   O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?



1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa. 

 


 Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.





O texto em questão é do domínio jornalístico. Trata-se de texto responsável por fomentar discussões nas redes sociais, justamente por trazer uma série de temas e assuntos polêmicos que mobilizam a sociedade. Com isso, pode-se afirmar que esse texto pertence ao gênero textual
Alternativas
Q3556541 Português

Leia o texto, para responder à questão.



A bolsa – I / O achado



    Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.

    Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.

    A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.

    Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.

    Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.



(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)

Considere as passagens:



•  Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.


•  Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona...



Os termos destacados estabelecem relações de sentido, respectivamente, de

Alternativas
Q3556539 Português

Leia o texto, para responder à questão.



A bolsa – I / O achado



    Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.

    Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.

    A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.

    Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.

    Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.



(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)

Na passagem do 3º parágrafo – ... mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto... –, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q3556537 Português

Leia o texto, para responder à questão.



A bolsa – I / O achado



    Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.

    Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.

    A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.

    Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.

    Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.



(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)

O fato de ter encontrado a bolsa no ônibus despertou no narrador

Alternativas
Respostas
43941: C
43942: B
43943: E
43944: A
43945: E
43946: A
43947: C
43948: A
43949: E
43950: A
43951: B
43952: E
43953: A
43954: D
43955: C
43956: D
43957: A
43958: E
43959: D
43960: B