Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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I- Necessidade de as empresas mineradoras se precaverem, de modo a evitar falhas técnicas que venham a causar prejuízos ambientais e danos às pessoas, muitas das quais tiram seu sustento da pesca e agricultura.
II- Importância de fiscalização pelo poder público, tanto para garantir a segurança das atividades desenvolvidas, quanto para punir os responsáveis por danos causados, uma vez comprovada a irregularidade.
III- Necessidade de a população se mobilizar para cobrar celeridade das autoridades públicas quanto à responsabilização e consequente punição das empresas, em caso de negligência.
É verdade o que se afirma apenas em

I- Tombo na aplicação de multas pelo Ibama: nos governos de Fernando Henrique eram em grande quantidade; diminuíram gradativamente nos governos de Dilma e Temer, tendo queda acelerada no governo de Jair Bolsonaro.
II- Queda no número de multas evidenciando não apenas menor fiscalização sobre os desmatadores da Amazônia, mas, também, descrédito no trabalho dos fiscais do Ibama.
III- Orientação argumentativa do texto: defesa de que, por ser o desmatamento um fator cultural, a aplicação de multas torna-se irrelevante para diminuir o problema ambiental.
Está CORRETO o que se afirma em:
A etapa de leitura compreendida como retenção é:


Leia o texto e responda à questão:
O QUINTO IMPÉRIO
Triste de quem vive em casa, Contente com o seu lar, Sem que um sonho, no erguer de asa, Faça até mais rubra a brasa Da lareira a abandonar!
Triste de quem é feliz! Vive porque a vida dura. Nada na alma lhe diz Mais que a lição da raiz – Ter por vida a sepultura.
Eras sobre eras se somem No tempo que em eras vem. Ser descontente é ser homem. Que as forças cegas se domem Pela visão que a alma tem!
(...) (Fernando Pessoa - Mensagem)
Da leitura atenta do texto, conclui-se que:
Sobre a frase “o preconceito еu só engulo com farinha” é verdadeiro dizer que:
Sobre a expressão em destaque, é CORRETO afirmar que:
A palavra destacada expressa a ideia de:
“É uma persistência contínua.”
Pode ser considerado sinônimo de “persistência”, EXCETO:
( )Marta atuou como titular em todos os jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo Feminina de 2023.
( )A Rainha brasileira reclama da ausência de exemplo a ser seguido e que sirva de inspiração para as atuais e futuras jogadoras brasileiras de futebol.
( )A maior artilheira de todos os tempos de futebol brasileiro, masculino ou feminino, acumula um título de campeã em Copa Mundial Feminina em seu currículo, juntamente com a seleção brasileira.
A sequência CORRETA é:
A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?
Por Ana Paula Bertolin
Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.
O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?
Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.
Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.
Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.
Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.
Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.
As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.
Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."
Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?
O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.
O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?
1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.
A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?
Por Ana Paula Bertolin
Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.
O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?
Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.
Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.
Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.
Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.
Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.
As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.
Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."
Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?
O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.
O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?
1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.
A próxima geração de governo e o futuro do trabalho no serviço público: utopia?
Por Ana Paula Bertolin
Estamos em uma era digital acelerada pela pandemia e a força motriz dessa engrenagem necessita de um novo uso para a tecnologia onde dados e análises avançadas possam suportar as tomadas de decisão auxiliando na validação de soluções e suas implantações. Nesse contexto, um novo perfil de servidor se desenha. Para os que estão na ativa, um processo de upskilling e reskilling1 , além da captura de conhecimento tácito, é fundamental para a próxima geração de talentos que virão a compor o quadro do governo.
O serviço público não pode fugir à regra. Mas ao contrário das organizações do setor privado, que vem evoluindo nessa questão a passos largos, esse setor não mudou a sua forma de trabalhar em quase nada nas últimas décadas. Continua sendo um setor atrasado em inovação e baseado em políticas retrógradas, fortalecidas em um modelo de produção de linha de montagem e que preza por práticas antigas de liderança e resultados. Como atrair esta nova geração para compor um novo governo?
Em recente pesquisa do Center Digital Government com trabalhadores americanos em início de carreira, a nova norma é a flexibilidade. A Price Waterhouse Coopers revelou que 61% dos CEOs estão focados em proporcionar o bem-estar de suas equipes para que possam reter talentos. Portanto, governos terão que reinventar sua abordagem de trabalho, expandindo a visão de como e onde o trabalho é feito para que possam atrair e reter talentos para seu quadro de servidores.
Estabilidade já não é mais o que chama a atenção dessa nova geração, muito menos carreiras de governo – a menos que haja envolvimento político! A busca é por propósito, compreensão do seu papel, qual a causa pela qual trabalha além do equilíbrio entre vida pessoal e profissional, a motivação para o trabalho e a possibilidade de aplicar e desenvolver o pensamento criativo. Esse novo perfil também espera encontrar soluções promovidas pela tecnologia, tendo ela como facilitadora de serviços e experiências de qualidade e igualitariamente a essa força de trabalho.
Formar uma próxima geração de governo necessita de políticas de retenção de talentos efetivas, que observam habilidades e como elas podem fazer parte do todo, compondo equipes de alta performance olhando para o ser humano como centro. Novas políticas devem ser construídas, expandindo a visão de onde e como o trabalho é e pode ser feito.
Dexter Docherty em recente publicação afirma que um incrível futuro do trabalho no serviço público, pós-Covid, nos aguarda se tomarmos decisões políticas inteligentes e promotoras de flexibilidade agora! Afirma que, neste mundo cada vez mais digital e globalizado, o governo pode trabalhar com diferentes perspectivas de trabalho, abrindo oportunidade para novos talentos. Continua afirmando que o problema reside na compreensão limitada que os governos têm de onde um funcionário precisa morar para se tornar um servidor público. É uma nova visão onde o potencial para o trabalho seja determinado por tarefas e atividades e não por ocupações. E que seja visto pelas lentes da ética, confiança e da responsabilidade originando uma nova cultura de trabalho positiva, motivada e satisfeita.
Outro ponto importante para o contexto é publicado em recentes estudos sobre a parada forçada neste período pandêmico. Segundo dados do Governo Federal Brasileiro, foram economizados 3 bilhões em 2020 com o home office de servidores públicos. Conforme entrevista do Secretário Nacional de Gestão e Desempenho de Pessoal, é uma economia oriunda da área meio, áreas administrativas, para que se possa investir em áreas fim. Uma economia significativa para um país que necessita se reequilibrar. Outros dados já apurados mostram que o teletrabalho facilita a entrega de resultados e aumenta a eficiência dos servidores públicos. É um novo conceito baseado na confiança e autonomia.
As decisões políticas inteligentes neste momento, citadas por Docherty, irão promover mudanças significativas para alguns pontos obscuros na gestão de talentos dos servidores municipais, que poderão promover uma modernização na forma de trabalho podendo gerar equipes mais curiosas para a experimentação, mais engajamento pela promoção da autonomia, lideranças mais ágeis e mais confiantes em suas equipes resultando em um melhor desempenho e entrega de resultados além de uma economia significativa nos gastos públicos – elementos estes estratégicos de longo prazo.
Diversos modelos podem ser adotados para um trabalho híbrido que combina trabalho remoto com tempo no escritório. Alguns governos, como o de São Paulo, já estão implantando essa modalidade como permanente para algumas funções que se adequam a esse modelo. A Deloitte afirma "o local de trabalho pós-covid mudará de onde as pessoas trabalham para um local onde as equipes se encontram, socializam e se conectam." The Enterprisers Project completa: "as organizações se concentrarão cada vez mais no que é mais importante: trabalho realizado em vez de horas trabalhadas e missões realizadas em vez de tarefas concluídas."
Mas será que o modelo que perpetua nas instituições públicas está preparado para entender este novo momento? Urge movimentos e atitudes que acompanhem a evolução, hoje lenta e atrasada. É necessário que gestores públicos tomem decisões rápidas nesta área, promovendo uma mudança de cultura onde as novas necessidades do mundo do trabalho possam ser observadas. A forma como o setor público cria valor – o trabalho, a força de trabalho e o local de trabalho – está mudando. O governo não pode enfrentar os desafios complexos de hoje com modelos antigos. Novas regras para a gestão pública são necessárias. Será uma utopia?
O potencial retido entre o corpo funcional do serviço público é enorme! Precisa ser percebido que se tem o poder de mudar para melhor. Novas ideias são necessárias para abordar a questão de como o setor público gera e agrega valor. Abraçar o poder da tecnologia para ampliar as capacidades humanas pode promover conexões sem limites geográficos. "Não podemos prever o futuro, mas podemos nos preparar para ele" – é o que o relatório de previsão estratégica da OECD (Organisation for Economic Cooperation and Development) – Exploring Implications for the Future of Global Collaboration aponta. Cita que mudanças sociais, tecnológicas, econômicas, ambientais, políticas e geopolíticas estão ocorrendo mais rápido do que nunca e que a sociedade e os governos não podem se fechar à interconexão e à possibilidade de serem globais.
O desafio é ser produtivo e incitar o talento desse corpo funcional revertido em prestação de serviço de qualidade para o maior cliente: o cidadão, além de vislumbrar um futuro do trabalho mais brilhante para quem trabalha em nome do governo. O futuro é aqui e agora. Será que conseguimos trabalhar com a ideia de que a nova geração de governo será "móvel" nos próximos anos? Já pensou em como essa experiência poderia agregar valor para esse futuro do trabalho? Como novos modelos, boas práticas, novos conhecimentos e vivências poderiam ser compartilhadas? Como a tecnologia irá conectar e disseminar? É um novo mundo que se abre.... quem sairá na frente dessa experiência? Utopia?
1 Upskilling visa ensinar a um trabalhador novas competências para otimizar seu desempenho; o reskilling (também conhecido como reciclagem profissional) procura dar treinamento a um funcionário para realojá-lo num novo posto na empresa.
Disponível em: https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-mlg/a-proxima-geracao-de-governo-e-o-futuro-do-trabalhono-servico-publico-utopia/. Acesso em: 30 ago.2023. Adaptado.
Leia o texto, para responder à questão.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Considere as passagens:
• Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
• Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona...
Os termos destacados estabelecem relações de sentido, respectivamente, de
Leia o texto, para responder à questão.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
Leia o texto, para responder à questão.
A bolsa – I / O achado
Jamais em minha vida achei na rua ou em qualquer parte do globo um objeto qualquer. Existem pessoas que acham carteiras, joias, promissórias, animais de luxo, e sei de um polonês que achou um piano na praia do Leblon, inspirando o conto célebre de Aníbal Machado. Mas este escriba, nada: nem um botão.
Por isso, grande foi a minha emoção ao deparar, no assento do coletivo, com uma bolsa preta de senhora. O destino me prestava esse pequeno favor: completava minha identificação com o resto da humanidade, que tem sempre para contar uma história de objeto achado; e permitia-me ser útil a alguém, devolvendo o que lhe faria falta.
A bolsa pertencia certamente à moça morena que viajara a meu lado, e de que eu vira apenas o perfil. Sentara-se, abrira o livro e mergulhara na leitura. Eu senti vontade de dizer-lhe: “Moça, não faça isso, olhe seus olhos”, mas receei que ela visse em minhas palavras mais do que um cuidado oftalmológico, e abstive-me. Absorta na leitura, ao sair esquecera o objeto, que só me atraiu a atenção quando o lotação já ia longe.
Assim, vi-me sozinho com a bolsa na mão. E para evitar que na saída o motorista me interpelasse: “Ei, ó distinto, deixa esse troço aí”, achei prudente envolvê-la no jornal que eu portava. Já percebe o leitor que, a essa altura, minha situação moral era pouco sólida, pois eu procurava esconder do motorista um objeto que não me pertencia, sob o fundamento de que pretendia restituí-lo à dona; como se eu conhecesse essa proprietária mais do que ele, motorista.
Assim, embuçada convenientemente a coisa, como algo tenebroso que convinha esquivar à curiosidade pública, paguei com dignidade a passagem e saltei sem impugnação.
(Carlos Drummond de Andrade. A bolsa e a vida. Adaptado)
O fato de ter encontrado a bolsa no ônibus despertou no narrador