Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3501859 Português
MÉTODO CIENTÍFICO: POR QUE E COMO LEVÁ-LO PARA A PRÁTICA

Analisar, testar e resolver são habilidades essenciais para o desenvolvimento integral dos alunos dos Anos Finais

Por Linaldo Oliveira – 16/02/2023

        Na sociedade atual, a Educação precisa levar o jovem a compreender e interpretar o mundo natural, social e tecnológico e a transformar a realidade em que se encontra utilizando estratégias científicas. Em outras palavras, falamos em “fazer ciência”.

        Entretanto, antes do verbo “fazer”, deveríamos enfatizar a importância de entender a ciência. De forma particular, as Ciências Naturais estão entre os componentes curriculares que abordam de forma direta a importância do desenvolvimento científico e tecnológico para estruturar a sociedade e seus efeitos nos relacionamentos humanos. Ou seja, nós respiramos ciência! Entender como dependemos dela é crucial para a formação moral, cidadã e acadêmica dos nossos alunos.
       
        Olhando por essa ótica, entendemos que, ao desenvolver práticas que estimulem e desenvolvam a observação, a construção de hipóteses, a análise de dados e a conclusão dos nossos alunos, estamos formando indivíduos que futuramente serão mais socialmente ativos, críticos e criativos.


        Diversas metodologias que estão em alta hoje são baseadas nas etapas propostas pelo método científico – observação, hipótese, análise e conclusão. Quando o trabalho é interdisciplinar, estimula o estudante a utilizar o conhecimento combinado de diversas áreas – por exemplo, temos o STEAM, que conecta as áreas de Ciência, Tecnologia, Engenharia, Artes e Matemática, ou o Design Thinking, que leva o aluno a trabalhar em soluções para diversas demandas selecionadas.


        Também é possível trabalhar o método científico por meio da Aprendizagem Baseada em Projetos (ABP). Trata-se de uma oportunidade de conectar a escola e a comunidade, construindo com alunos projetos alinhados à grade curricular de forma interdisciplinar, contextualizada e significativa.


        Quando envolve uma melhoria de situações e dificuldades enfrentadas pela comunidade, os alunos costumam se sentir motivados e se engajar com as propostas. Minha sugestão é que converse com sua turma a respeito da rotina dos estudantes e das questões que enfrentam diariamente em suas comunidades. Pensar, em sala de aula, soluções para essas problemáticas geram projetos integradores que aumentam o engajamento do aluno e instigam a investigação por meio da curiosidade. 
Foi assim que aprendi a utilizar o método científico e a torná-lo algo cotidiano para os estudantes. Analise, teste e resolva para formar a Educação e a sociedade do futuro.

Adaptado de: https://novaescola.org.br/conteudo/21597/metodocientifico-por-que-e-como-leva-lo-para-a-pratica Acesso em: 12 abr. 2023.
A partir da leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3500911 Português
Considerando que a voz do texto escreve trechos sobre a própria subjetividade, expressando o que sente, marque a função da linguagem que predomina nos períodos seguintes:

"A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. O meu mundo existe na escrita. Eu sonho com mundos reais. Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências".
Alternativas
Q3500908 Português
Marque a frase que exemplifica um fato.
Alternativas
Q3497845 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Assinale a alternativa correta, considerando as afirmações, abaixo, sobre o texto:

I- É uma crônica por ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano.
II- Do latim, a palavra “crônica” (chronica) refere-se a um registro de eventos marcados pelo tempo (cronológico); e do grego (khronos) significa “tempo”
III- Uso de uma linguagem rebuscada e forma.
Alternativas
Q3497844 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Tratando-se do texto lido, não se pode inferir que:
Alternativas
Q3497843 Português
A metamorfose


Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e viu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Não tinha mais antenas. Quis emitir um som de surpresa e sem querer deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu segundo pensamento foi: “Que horror… Preciso acabar com essas baratas…”

Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente ela seguia seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto com a cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa e encontrou um armário num quarto, e nele, roupa de baixo e um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquiou-se. Todas as baratas são iguais, mas as mulheres precisam realçar sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia?… Tinha educação?…. Referências?… Conseguiu a muito custo um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas. Era uma boa faxineira.

Difícil era ser gente… Precisava comprar comida e o dinheiro não chegava. As baratas se acasalam num roçar de antenas, mas os seres humanos não. Conhecem-se, namoram, brigam, fazem as pazes, resolvem se casar, hesitam. Será que o dinheiro vai dar ? Conseguir casa, móveis, eletrodomésticos, roupa de cama, mesa e banho. Vandirene casou-se, teve filhos. Lutou muito, coitada. Filas no Instituto Nacional de Previdência Social. Pouco leite. O marido desempregado… Finalmente acertou na loteria. Quase quatro milhões ! Entre as baratas ter ou não ter quatro milhões não faz diferença. Mas Vandirene mudou. Empregou o dinheiro. Mudou de bairro. Comprou casa. Passou a vestir bem, a comer bem, a cuidar onde põe o pronome. Subiu de classe. Contratou babás e entrou na Pontifícia Universidade Católica.

Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado em barata. Seu penúltimo pensamento humano foi : “Meu Deus!… A casa foi dedetizada há dois dias!…”. Seu último pensamento humano foi para seu dinheiro rendendo na financeira e que o safado do marido, seu herdeiro legal, o usaria. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu cinco minutos depois , mas foram os cinco minutos mais felizes de sua vida.

Kafka não significa nada para as baratas…
Considerando as afirmativas, abaixo, é correto afirma:

I- Veríssimo traz questionamentos importantes sobre a sociedade e o comportamento humano. Isso porque, a todo momento, ele evidencia o contraste entre o instinto versus o raciocínio.
II- A barata é usada como símbolo do racional, mas ao descrever as complicações presentes, na vida cotidiana dos seres humanos, nos faz pensar em como a própria existência e os nossos costumes são complexos.
III- No fim todas as pessoas vão, igualmente, perdendo a consciência, e que o dinheiro que ganharam ou não, em vida, já não faz o menor sentido.
Alternativas
Q3497477 Português
Para responder à questão, considere o texto a seguir:
A função social da escola
Todos nos desenvolvemos em diferentes contextos educativos, e a escola é apenas um deles. Assim como sucede atualmente em muitas culturas, na nossa também não existia escola até um momento histórico bastante recente. Diante da falta das instituições de educação formal, a tarefa de fazer com que os novos membros façam parte do grupo social correspondente, desenvolvendo neles as capacidades próprias de sua cultura, é garantida mediante outro tipo de práticas sociais, fundamentalmente aquelas que se desenvolvem no contexto da família e dos grupos de pares, e mediante a progressiva incorporação das crianças e dos jovens às atividades produtivas dos adultos. Nesses casos, a socialização e o desenvolvimento individual dos membros das novas gerações se tornam possíveis graças à sua participação nas atividades e práticas sociais que ocorrem em tais contextos de desenvolvimento (Solé, 1998).
Nas sociedades modernas, o aumento do conhecimento e da especialização exige novas aprendizagens cuja aquisição não pode ser garantida mediante a participação desses tipos de práticas e de atividades, mas requer uma ajuda intencional, planejada e sistemática. A institucionalização da educação escolar no decorrer do século XIX, assim como sua universalização e ampliação progressiva durante o século XX são justificadas pelo fato de que tal ajuda é decisiva para que crianças e jovens possam adquirir e desenvolver determinadas capacidades consideradas fundamentais no grupo social do qual fazem parte. Embora seja evidente que, objetivamente, a instituição escolar desempenha muitas outras funções – transmissão da cultura, construção da identidade nacional, reprodução da ordem social, formação da mão de obra de acordo com as exigências do mercado de trabalho etc. – a existência da educação escolar, especialmente, em seus níveis básicos e obrigatórios, só se legitima plenamente mediante sua indispensável função de contribuir para que as crianças e os jovens adquiram e desenvolvam as competências necessárias para se incorporarem como membros de pleno direito à sociedade à qual pertencem.
Desse ponto de vista, a escola é uma instituição utilizada pela sociedade para oferecer aos membros das novas gerações as experiências de aprendizagem que lhes permitam se incorporar ativa e criticamente a ela. A importância de sua função justifica que a escolarização seja considerada um direito de qualquer cidadão, e seu descumprimento represente um ataque à igualdade de oportunidades (Puelles, 1996). A escola assim entendida é um dos recursos educativos que os grupos sociais possuem, assim como é depositária de uma missão concreta. De fato, ao contrário do que sucede na maioria dos outros contextos de desenvolvimento, a instituição escolar precisa definir explicitamente suas intenções educativas, isto é, estabelecer sua parcela de responsabilidade na tarefa de contribuir com o desenvolvimento e com a socialização das pessoas.
(COLL, César; MARTÍN, Elena. Aprender conteúdos e desenvolver capacidades. Porto Alegre: Artmed, 2004. Adaptado.)
De acordo com as ideias e informações apresentadas, pode-se afirmar que o tema sobre o qual o texto é desenvolvido está melhor representado na seguinte frase:
Alternativas
Q3496716 Português
Marque a alternativa que representa a figura de um pleonasmo:
I - Há cinco anos atrás viajei com os amigos.
II - Para encontrar o objeto, é necessário recuar para trás.
III - O cientista manipulou o tubo de ensaio com as mãos.
IV – O protagonista principal ganhou o Oscar. 
Alternativas
Q3496711 Português
[Vocação de professor]
Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.
Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.
(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 109)
Considerando-se o texto e a significação das palavras nele empregadas, pode-se dizer que há uma interpretação adequada de um segmento do texto em: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: IDCAP Órgão: CREA-ES Prova: IDCAP - 2023 - CREA-ES - Jornalista |
Q3496327 Português
Leia o texto abaixo:

"Mesmo com preocupação de grupos feministas sobre a utilização da imagem da mulher, até a década de 80, a imprensa foi a grande formadora de estereótipos machistas sobre as mulheres em casos de violência. A preocupação a respeito de romper com os estereótipos produzidos durante décadas seja de sexo, raça, cor é dever não só do profissional da imprensa, trata-se de uma "missão" do ser humano e nenhuma contribuição dada no sentido contrário a isso deve ser vista como positiva". Willians Severino Dias e Lisiane Machado Aguiar (2019).

Leia as afirmativas abaixo:

No caso da mulher, a utilização da imagem-retrato positiva e de acordo com padrões de beleza machistas pode influenciar negativamente na imagem-atributo,
PORQUE
há uma construção histórica de que as mulheres bonitas podem utilizar seus atributos físicos para seduzir os homens e conquistar seus objetivos.

Assinale a opção correta:
Alternativas
Q3496184 Português
Há 127 anos, em 24 de setembro de 1896, nasceu Francis Scott Key Fitzgerald, renomado escritor americano. Dentre suas obras, destaca-se o clássico O Grande Gatsby, lançado em 1925. Em um texto lançado postumamente em 1945, Fitzgerald escreveu: "mostre-me um herói e eu escreverei uma tragédia". Com essa frase, o autor quis dizer que 
Alternativas
Q3492733 Português
Para responder à questão a seguir, tome por referência o texto abaixo:
A nova onda da terceira idade
Idosos somam 8,6 milhões de usuários na internet. Apesar de ser o menor grupo, é o que mais cresce no Brasil. A preocupação com eles envolve disseminação de notícias falsas, principalmente em grupos de WhatsApp, que limitou o envio de mensagens
Pela primeira vez, depois de um longo tempo de vida, milhões de brasileiros acima dos 60 anos tiveram a sensação de serem novatos. Dados apurados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no último trimestre de 2017 apontam que 2,3 milhões de pessoas a partir desta faixa etária usaram a internet pela primeira vez naquele ano. Ingênuos na vida digital, a turma da terceira idade soma 8,6 milhões de usuários no País, perfazendo 7% do total de internautas. É um índice baixo, mas a tendência é de rápida elevação. “No mesmo período (entre 2016-2017), a população brasileira idosa cresceu cerca de 1 milhão”, diz a pesquisadora do IBGE Adriana Beringuy. A participação de cada vez mais gente sênior nas redes sociais acarreta oportunidades de negócios e também maiores cuidados com a circulação da informação.
A questão é que a inexperiência e a boa-fé fazem desse público o maior disseminador de notícias falsas, as fake news, nas mídias sociais. No Facebook, os idosos acima de 65 compartilham, em média, sete vezes mais notícias falsas que usuários entre 18 e 29 anos. Eles também distribuem o dobro de notícias falsas que o grupo de internautas entre 45 e 65 anos. O estudo é das universidades de Princeton e Nova York e foi publicado na revista “Science Advances”. Foram analisados 3,5 mil internautas durante as eleições americanas de 2016. Não houve variação significativa no comportamento de idosos em função de gênero, raça, renda e educação. O elo está no perfil conservador. Um fato determinante seria o baixo conhecimento sobre mídia digital, tornando difícil que eles determinem a confiabilidade dos textos compartilhados. Outro fator seria a perda de memória.
(...)
Menos mensagens
Para evitar esse tipo de problema e melhorar seu controle sobre o serviço, o Facebook, que é controlador do WhatsApp, anunciou a redução de 20 para 5 o limite de encaminhamentos de seu serviço de mensagens. No início, eram até 250 por vez. Testes foram feitos ano passado, na Índia, o maior mercado do aplicativo, onde a disseminação de mensagens falsas em grupos provocou agressões e homicídios. Mais experiente, a aposentada Vera Lúcia Mendes de Oliveira, 75 anos, usa as redes com intensidade há uns 15 anos. Além de falar com as amigas abusando dos emojis e de trocar fotos, ela faz compras e paga suas contas sem problemas. “Percebi que sem a tecnologia eu ficaria fora do tempo e do espaço”, diz. Sobre o compartilhamento de notícias por demais escabrosas, ela afirma que prefere se conter. “Mas comento bastante”, completa.
(VARGAS, André. A nova onda da terceira idade. Isto é, 24 jan. 2019. Disponível em: https://istoe.com.br/a-nova-onda-da-terceiraidade/ Acesso em: 04/05/2023)
Assinale a alternativa que contém uma interpretação equivocada do texto acima:
Alternativas
Q3491669 Português

"O Amazônia-1, foi lançado com sucesso ao espaço na madrugada deste domingo (28), transportado à órbita terrestre pelo foguete indiano PSLV-51. O satélite partiu do Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharioka Andhra Pradresh, na Índia, às 1h54 (horário de Brasília). Atualmente, outros dois satélites brasileiros de sensoriamento remoto já estão em operação no espaço: o CBERS-4 e o CBERS-04A, lançados em 2014 e 2019, respectivamente."


Fonte: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia (Adaptado)


O diferencial do Amazônia-1 e os satélites brasileiros de sensoriamento remoto atualmente em operação no espaço é que:

Alternativas
Q3491646 Português

Leia o trecho da música abaixo da banda Legião Urbana e responda.



Monte castelo - Legião Urbana



O amor é o fogo que arde sem se ver


É ferida que dói e não se sente


É um contentamento descontente


É dor que desatina sem doer



Fonte:www.letras.mus.br



Assinale qual a figura de linguagem predominante no verso grifado:

Alternativas
Q3491644 Português

Leia o texto abaixo:



Receita fácil de brownie de chocolate



1 Em uma tigela, coloque os ovos, o açúcar e bata com a ajuda de um fouet ou garfo;


2 Em seguida, adicione a manteiga e o achocolatado em pó;


3 Misture tudo e depois adicione a farinha de trigo;


4 Mexa a massa até que fique homogênea;


5 Depois, despeje a massa em uma forma untada com achocolatado em pó;


6 Leve para assar em forno preaquecido a 180 graus Celsius por 35 minutos;


7 Retire do forno e sirva! 



Fonte: https://receitas.globo.com



Assinale a alternativa que melhor representa o tipo de texto lido:

Alternativas
Q3491642 Português
Assinale a alternativa em que ambos os termos são antônimos:
Alternativas
Q3491638 Português

Leia o texto abaixo e assinale a alternativa verdadeira:



Foi na Copa que descobri que homem também chora (por bobagem)


Por André Pugliesi



Foi na Copa do Mundo de 86, no México, que eu descobri que homens adultos também choravam. Estava num churrasco com meus pais, o Brasil foi varrido pela França, nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, e mesmo o fracasso daquele conjunto, uma versão depenada do time sensação de 82, comoveu alguns.


Vi algumas lágrimas de decepção escorrerem, timidamente, assim que a disputa na marca da cal se encerrou. Quatro anos depois, ainda se alimentava a expectativa de que craques como Zico, Sócrates e Júnior fossem eternizados pela glória mundialista. O desfecho, entretanto, ficou entre o triste e o patético.


Zico cumpria luta, inglória, contra as dores no joelho. O Magrão desfilava a mesma elegância, mas igualmente sofria fisicamente. E se o bigode de Júnior preservava a pelagem preta, o cabelo, não mais. A segunda tentativa do time de Telê Santana, então, terminou nas quartas de final.


Aos 7 anos, achei aquela reação ao fracasso esquisita. Embora não conhecesse nada sobre fracasso, nem tivesse visto, ainda, tantas coisas esquisitas. Com o tempo, percebi que é possível, sim, envolver-se emocionalmente com o esporte ao ponto de despencar no choro, seja um pranto detonado por alegria ou tristeza.


Já rodado, se o choro é livre, sempre, qualquer ilusão com a seleção brasileira parece ter sido soterrada, definitivamente, no 7 a 1, quando tragédia e comédia se confundiram. Pesam, ainda, a mercantilização do futebol, os clubes agora seleções transnacionais, a estridência das mídias.


Assim, choro pelo Brasil, choro por Copa do Mundo, só pra quem, como eu aos 7 anos, ainda não conheceu o fracasso absoluto.



Fonte: www.umdoisesportes.com.br

Alternativas
Q3491637 Português

Leia a reflexão abaixo do Dr. Simão Bacamarte, icônico personagem da obra O Alienista, de Machado de Assis e assinale a alternativa apropriada:


"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente."

Alternativas
Q3489640 Português

Para responder à questão a seguir, tome por referência o texto abaixo:


Acesso à Justiça passa pelo fim da linguagem "empolada" no Direito

Por Teresa Arruda Alvim


Conta-se a história de um homem que dormiu por 200 anos e acordou, é claro, assustado. Foi à “caixa de depósitos” para ver se tinha dinheiro e lá encontrou, em vez de pessoas, caixas automáticos, portas giratórias e se assustou mais ainda. Foi à venda, com fome, e encontrou um hipermercado, onde jovens andavam de patins, de lá para cá, filas intermináveis de caixas registradoras e se apavorou. Então, resolveu ir ao tribunal, para ver como andavam alguns processos de que se lembrava vagamente e aí... ficou aliviado!... Tudo estava exatamente igual: falava-se latim e havia tapetes vermelhos.


Em vez de sorrir, esta história deveria fazer-nos levar as mãos à cabeça e pensar em quantas coisas na área jurídica cheiram a mofo.


Uma delas, sem dúvida, é a nossa linguagem. Não, não a linguagem técnica: litisconsórcio, enfiteuse ou perempção. Mas a linguagem “comum”: egrégio, sodalício, pretório, homiziar. Esta linguagem “comum” para muitos dos que lidam com o Direito.


O pior é que, muito frequentemente, vem mesclada de erros do tipo duas “jurisprudências” e três “doutrinas”, o que torna tudo ainda mais tragicômico.


Certo que a linguagem jurídica é técnica e não podemos deixar de usar palavras cujo significado só é conhecido de profissionais, como coisa julgada ou devolutividade dos recursos. Também há a linguagem dos corredores dos fóruns, em que se aceita o uso de expressões cujo sentido também não é conhecido por quem não é da área: os autos estão “conclusos”, o juiz “despachou”.


O que deve desaparecer e ser aberta e francamente desestimulada é a linguagem gongórica, “empolada”, hermética que muitos da área jurídica têm prazer de usar. Empregam-se sinônimos, que já caíram em desuso e que são, portanto, incompreensíveis, de palavras que todos conhecem, como sobejar (em vez de sobrar); objurgar (em vez de impugnar); perfunctório (em vez de superficial).


E a sinonímia atinge patamares delirantes, sob o pretexto de se criar um texto elegante: petições iniciais se transformam em exordiais, peças vestibulares, ou alfas; recurso se transmuda em irresignação... isso, para não falar nas clássicas Carta Magna ou writ.


Esta busca desenfreada por sinônimos extravagantes e de gosto duvidoso vem da época em que Direito não era ciência e, então, se usava a regra da literatura: não se pode repetir palavras... Esta espécie de linguagem esconde também o desejo de se demonstrar erudição e poder, já que são poucos os que dominam tal vocabulário erudito.


Outra das funções da linguagem empolada é a de esconder a falta de cultura jurídica.


A única função da linguagem deve ser a de comunicar. Não a de mostrar poder ou a de confundir o interlocutor. Muito menos a de manipulá-lo.


Usar este estilo demonstra um desprezo inadmissível pela principal função da linguagem que é a de transmitir ideias. Cultivar o gosto por este estilo de discurso é, no mínimo, ser “elitista”, no pior sentido da expressão, e ignorar que o direito tem, sobretudo – senão única e exclusivamente – uma função social. Por que privar parte da sociedade da compreensão do Direito? Ou seja: de entender as regras a que todos estão submetidos? Não parece totalmente sem sentido?


De um lado se fala em acesso à justiça... e de outro se usam termos cujo significado ninguém conhece? O que adianta um posto de saúde em que o médico pergunta ao paciente se tem cefaleia?


Acesso à Justiça também significa a possibilidade de se compreender o discurso jurídico.


O pretexto de se criar um estilo melhor, mais bonito, mais elegante, usando-se este tipo de vocabulário ou sinônimos inadmissíveis, não convence. A simplicidade é elegante. As funções do Direito são a de proporcionar a vida civilizada em sociedade, gerando previsibilidade com respeito à isonomia. Nenhum destes objetivos e os métodos por meio dos quais podem ser atingidos precisam do vocabulário morto e enterrado no final do século XIX.


(ALVIM, Teresa Arruda. Acesso à Justiça passa pela linguagem ‘empolada’ no Direito. Consultor Jurídico, 16 dez. 2017. Disponível em: https://www.conjur.com.br. Acesso em: 20/05/2023.)

Assinale a alternativa que contém uma interpretação equivocada do texto acima: 
Alternativas
Q3487065 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


REINAÇÕES DE NARIZINHO

(1º§) Numa casinha branca, lá no Sítio do Picapau Amarelo, mora uma senhora idoso de mais de sessenta anos. Chama-se Dona Benta. Quem passa pela estrada e a vê na varanda, de cestinha de costura ao colo e óculos de ouro na ponta do nariz, segue seu caminho pensando: - "Que tristeza viver assim tão sozinha neste deserto!"

(2º§) Mas engana-se. Dona Benta é a mais feliz das vovós, porque vive em companhia da mais encantadora das netas - Lúcia, a menina do narizinho arrebitado, ou "Narizinho" como todos dizem.

(3º§) Narizinho tem sete anos, é morena como jambo, gosta muito de pipoca e já sabe fazer uns bolinhos de polvilho bem gostosos. Ela é bonita, feliz, uma beleza de criança!

(4º§) Narizinho é dona de Emília, a boneca falante, e também tem um primo que mora na cidade, o Pedrinho que vem passar as férias no sítio da avó de ambos os primos. Ela é a protagonista das primeiras histórias da série do Sítio do Picapau Amarelo, papel que, ao longo das histórias, divide com Emília e Pedrinho, que, juntos, fazem grandes planos, travessuras e brincadeiras.

(5º§) Na casa ainda existem duas pessoas - tia Nastácia, negra de estimação que carregou Lúcia em pequena, e Emília, uma boneca de pano bastante desajeitada de corpo. Emília foi feita por tia Nastácia, com olhos de retrós preto e sobrancelhas tão lá em cima que é ver uma bruxa. Apesar disso, Narizinho gosta muito dela; não almoça nem janta sem a ter ao lado, nem se deita sem primeiro acomodá-la numa redinha entre dois pés de cadeira.

(6º§) Além da boneca, o outro encanto da menina é o ribeirão que passa pelos fundos do pomar. Suas águas, muito apressadinhas e mexeriqueiras, correm por entre pedras negras de limo, que Lúcia chama "as tias Nastácias do rio". Todas as tardes, Lúcia toma a boneca e vai passear à beira d'água, onde se senta na raiz dum velho ingazeiro para dar farelo de pão aos lambaris. (...)


(LOBATO, Monteiro. Reinações de Narizinho. 11ª edição. Brasiliense, 1962 São Paulo. p.3-4 - Trecho I) - (Adaptado)
A partir da frase: "Reinações de Narizinho" que é título do texto, comprova-se que o tema do texto foca principalmente: 
Alternativas
Respostas
44061: B
44062: A
44063: E
44064: D
44065: C
44066: C
44067: D
44068: B
44069: D
44070: A
44071: C
44072: C
44073: D
44074: D
44075: B
44076: B
44077: B
44078: E
44079: B
44080: D