Questões de Concurso
Sobre interpretação de textos em português
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"A minha interação com o mundo acontece quando eu escrevo. O meu mundo existe na escrita. Eu sonho com mundos reais. Nossa vida é tão efêmera quando nos comparamos à idade do universo, dos planetas ou das estrelas, porém nossa mente não se apagará e já trazemos memória de outras existências".
I- É uma crônica por ser um texto curto, possui uma "vida curta", ou seja, as crônicas tratam de acontecimentos corriqueiros do cotidiano.
II- Do latim, a palavra “crônica” (chronica) refere-se a um registro de eventos marcados pelo tempo (cronológico); e do grego (khronos) significa “tempo”
III- Uso de uma linguagem rebuscada e forma.
I- Veríssimo traz questionamentos importantes sobre a sociedade e o comportamento humano. Isso porque, a todo momento, ele evidencia o contraste entre o instinto versus o raciocínio.
II- A barata é usada como símbolo do racional, mas ao descrever as complicações presentes, na vida cotidiana dos seres humanos, nos faz pensar em como a própria existência e os nossos costumes são complexos.
III- No fim todas as pessoas vão, igualmente, perdendo a consciência, e que o dinheiro que ganharam ou não, em vida, já não faz o menor sentido.
I - Há cinco anos atrás viajei com os amigos.
II - Para encontrar o objeto, é necessário recuar para trás.
III - O cientista manipulou o tubo de ensaio com as mãos.
IV – O protagonista principal ganhou o Oscar.
Escritor nas horas vagas, sou professor por vocação e destino. “A quem os deuses odeiam, fazem-no pedagogo”, diz o antigo provérbio; assim, pois, dando minhas aulas há tantos anos, talvez esteja expiando algum crime que ignoro, cometido porventura nalguma existência anterior. Apesar disso, não tenho maiores queixas de um ofício que, mantendo-me sempre no meio dos moços, me dá a ilusão de envelhecer menos rapidamente do que aqueles que passam a vida inteira entre adultos solenes e estereotipados.
Outra vantagem da minha profissão principal é fornecer material copioso para a profissão acessória. Se fosse ficcionista, que mina não teria à mão no mundo da adolescência, mina ainda insuficientemente explorada e cheia de tesouros! Mas, como não sou ficcionista, utilizo-me desse cabedal apenas para observação e reflexão; às vezes o aproveito nalgum monólogo inócuo, como este.
(Adaptado de: RÓNAI, Paulo. Como aprendi o Português e outras aventuras. Rio de Janeiro: Edições de Janeiro, 2014, p. 109)
Considerando-se o texto e a significação das palavras nele empregadas, pode-se dizer que há uma interpretação adequada de um segmento do texto em:
"Mesmo com preocupação de grupos feministas sobre a utilização da imagem da mulher, até a década de 80, a imprensa foi a grande formadora de estereótipos machistas sobre as mulheres em casos de violência. A preocupação a respeito de romper com os estereótipos produzidos durante décadas seja de sexo, raça, cor é dever não só do profissional da imprensa, trata-se de uma "missão" do ser humano e nenhuma contribuição dada no sentido contrário a isso deve ser vista como positiva". Willians Severino Dias e Lisiane Machado Aguiar (2019).
Leia as afirmativas abaixo:
No caso da mulher, a utilização da imagem-retrato positiva e de acordo com padrões de beleza machistas pode influenciar negativamente na imagem-atributo,
PORQUE
há uma construção histórica de que as mulheres bonitas podem utilizar seus atributos físicos para seduzir os homens e conquistar seus objetivos.
Assinale a opção correta:
"O Amazônia-1, foi lançado com sucesso ao espaço na madrugada deste domingo (28), transportado à órbita terrestre pelo foguete indiano PSLV-51. O satélite partiu do Centro Espacial Satish Dhawan, em Sriharioka Andhra Pradresh, na Índia, às 1h54 (horário de Brasília). Atualmente, outros dois satélites brasileiros de sensoriamento remoto já estão em operação no espaço: o CBERS-4 e o CBERS-04A, lançados em 2014 e 2019, respectivamente."
Fonte: https://noticias.r7.com/tecnologia-e-ciencia (Adaptado)
O diferencial do Amazônia-1 e os satélites brasileiros de sensoriamento remoto atualmente em operação no espaço é que:
Leia o trecho da música abaixo da banda Legião Urbana e responda.
Monte castelo - Legião Urbana
O amor é o fogo que arde sem se ver
É ferida que dói e não se sente
É um contentamento descontente
É dor que desatina sem doer
Fonte:www.letras.mus.br
Assinale qual a figura de linguagem predominante no verso grifado:
Leia o texto abaixo:
Receita fácil de brownie de chocolate
1 Em uma tigela, coloque os ovos, o açúcar e bata com a ajuda de um fouet ou garfo;
2 Em seguida, adicione a manteiga e o achocolatado em pó;
3 Misture tudo e depois adicione a farinha de trigo;
4 Mexa a massa até que fique homogênea;
5 Depois, despeje a massa em uma forma untada com achocolatado em pó;
6 Leve para assar em forno preaquecido a 180 graus Celsius por 35 minutos;
7 Retire do forno e sirva!
Fonte: https://receitas.globo.com
Assinale a alternativa que melhor representa o tipo de texto lido:
Leia o texto abaixo e assinale a alternativa verdadeira:
Foi na Copa que descobri que homem também chora (por bobagem)
Por André Pugliesi
Foi na Copa do Mundo de 86, no México, que eu descobri que homens adultos também choravam. Estava num churrasco com meus pais, o Brasil foi varrido pela França, nos pênaltis, após 1 a 1 no tempo normal, e mesmo o fracasso daquele conjunto, uma versão depenada do time sensação de 82, comoveu alguns.
Vi algumas lágrimas de decepção escorrerem, timidamente, assim que a disputa na marca da cal se encerrou. Quatro anos depois, ainda se alimentava a expectativa de que craques como Zico, Sócrates e Júnior fossem eternizados pela glória mundialista. O desfecho, entretanto, ficou entre o triste e o patético.
Zico cumpria luta, inglória, contra as dores no joelho. O Magrão desfilava a mesma elegância, mas igualmente sofria fisicamente. E se o bigode de Júnior preservava a pelagem preta, o cabelo, não mais. A segunda tentativa do time de Telê Santana, então, terminou nas quartas de final.
Aos 7 anos, achei aquela reação ao fracasso esquisita. Embora não conhecesse nada sobre fracasso, nem tivesse visto, ainda, tantas coisas esquisitas. Com o tempo, percebi que é possível, sim, envolver-se emocionalmente com o esporte ao ponto de despencar no choro, seja um pranto detonado por alegria ou tristeza.
Já rodado, se o choro é livre, sempre, qualquer ilusão com a seleção brasileira parece ter sido soterrada, definitivamente, no 7 a 1, quando tragédia e comédia se confundiram. Pesam, ainda, a mercantilização do futebol, os clubes agora seleções transnacionais, a estridência das mídias.
Assim, choro pelo Brasil, choro por Copa do Mundo, só pra quem, como eu aos 7 anos, ainda não conheceu o fracasso absoluto.
Fonte: www.umdoisesportes.com.br
Leia a reflexão abaixo do Dr. Simão Bacamarte, icônico personagem da obra O Alienista, de Machado de Assis e assinale a alternativa apropriada:
"A loucura, objeto dos meus estudos, era até agora uma ilha perdida no oceano da razão; começo a suspeitar que é um continente."
Para responder à questão a seguir, tome por referência o texto abaixo:
Acesso à Justiça passa pelo fim da linguagem "empolada" no Direito
Por Teresa Arruda Alvim
Conta-se a história de um homem que dormiu por 200 anos e acordou, é claro, assustado. Foi à “caixa de depósitos” para ver se tinha dinheiro e lá encontrou, em vez de pessoas, caixas automáticos, portas giratórias e se assustou mais ainda. Foi à venda, com fome, e encontrou um hipermercado, onde jovens andavam de patins, de lá para cá, filas intermináveis de caixas registradoras e se apavorou. Então, resolveu ir ao tribunal, para ver como andavam alguns processos de que se lembrava vagamente e aí... ficou aliviado!... Tudo estava exatamente igual: falava-se latim e havia tapetes vermelhos.
Em vez de sorrir, esta história deveria fazer-nos levar as mãos à cabeça e pensar em quantas coisas na área jurídica cheiram a mofo.
Uma delas, sem dúvida, é a nossa linguagem. Não, não a linguagem técnica: litisconsórcio, enfiteuse ou perempção. Mas a linguagem “comum”: egrégio, sodalício, pretório, homiziar. Esta linguagem “comum” para muitos dos que lidam com o Direito.
O pior é que, muito frequentemente, vem mesclada de erros do tipo duas “jurisprudências” e três “doutrinas”, o que torna tudo ainda mais tragicômico.
Certo que a linguagem jurídica é técnica e não podemos deixar de usar palavras cujo significado só é conhecido de profissionais, como coisa julgada ou devolutividade dos recursos. Também há a linguagem dos corredores dos fóruns, em que se aceita o uso de expressões cujo sentido também não é conhecido por quem não é da área: os autos estão “conclusos”, o juiz “despachou”.
O que deve desaparecer e ser aberta e francamente desestimulada é a linguagem gongórica, “empolada”, hermética que muitos da área jurídica têm prazer de usar. Empregam-se sinônimos, que já caíram em desuso e que são, portanto, incompreensíveis, de palavras que todos conhecem, como sobejar (em vez de sobrar); objurgar (em vez de impugnar); perfunctório (em vez de superficial).
E a sinonímia atinge patamares delirantes, sob o pretexto de se criar um texto elegante: petições iniciais se transformam em exordiais, peças vestibulares, ou alfas; recurso se transmuda em irresignação... isso, para não falar nas clássicas Carta Magna ou writ.
Esta busca desenfreada por sinônimos extravagantes e de gosto duvidoso vem da época em que Direito não era ciência e, então, se usava a regra da literatura: não se pode repetir palavras... Esta espécie de linguagem esconde também o desejo de se demonstrar erudição e poder, já que são poucos os que dominam tal vocabulário erudito.
Outra das funções da linguagem empolada é a de esconder a falta de cultura jurídica.
A única função da linguagem deve ser a de comunicar. Não a de mostrar poder ou a de confundir o interlocutor. Muito menos a de manipulá-lo.
Usar este estilo demonstra um desprezo inadmissível pela principal função da linguagem que é a de transmitir ideias. Cultivar o gosto por este estilo de discurso é, no mínimo, ser “elitista”, no pior sentido da expressão, e ignorar que o direito tem, sobretudo – senão única e exclusivamente – uma função social. Por que privar parte da sociedade da compreensão do Direito? Ou seja: de entender as regras a que todos estão submetidos? Não parece totalmente sem sentido?
De um lado se fala em acesso à justiça... e de outro se usam termos cujo significado ninguém conhece? O que adianta um posto de saúde em que o médico pergunta ao paciente se tem cefaleia?
Acesso à Justiça também significa a possibilidade de se compreender o discurso jurídico.
O pretexto de se criar um estilo melhor, mais bonito, mais elegante, usando-se este tipo de vocabulário ou sinônimos inadmissíveis, não convence. A simplicidade é elegante. As funções do Direito são a de proporcionar a vida civilizada em sociedade, gerando previsibilidade com respeito à isonomia. Nenhum destes objetivos e os métodos por meio dos quais podem ser atingidos precisam do vocabulário morto e enterrado no final do século XIX.
(ALVIM, Teresa Arruda. Acesso à Justiça passa pela linguagem ‘empolada’ no Direito. Consultor Jurídico, 16 dez. 2017. Disponível em: https://www.conjur.com.br. Acesso em: 20/05/2023.)