Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4201440 Português

Leia a tira para responder a questão.

 


(Galvão Bertazzi. Vida besta. Folha de S.Paulo. 20.09.2023)

 Está empregado em sentido figurado o termo
Alternativas
Q4201439 Português

Leia a tira para responder a questão.

 


(Galvão Bertazzi. Vida besta. Folha de S.Paulo. 20.09.2023)

Assinale a alternativa que explica corretamente o efeito de humor da tira.
Alternativas
Q4201317 Português
Analise o texto a seguir.

Com seus três metros e meio de altura de puro bronze, armado de bateia e bacamarte, o bandeirante da Avenida Goiás faz uma referência ao ciclo do ouro, primeiro motivador da colonização da região pela coroa portuguesa. “Se reduzirmos este símbolo ao genocídio indígena, vamos ignorar o ciclo das bandeiras que garantiram a ampliação nacional e a unidade linguística brasileira”. Não que uma coisa justifique outra – esclarece o historiador Sérgio Duarte. Afinal, as estátuas nos mostram de onde viemos, e não para onde desejamos ir.
Disponível em: https://www.jornalopcao.com.br/reportagens/a-queda-das-estatuas-e-reparacao-historica-262618/. Acesso em: 2 out. 2022. [Adaptado].

O texto apresenta uma reflexão sobre a polêmica atual envolvendo os monumentos aos bandeirantes. De acordo com o texto, essa polêmica se origina no fato de que os bandeirantes estão associados, ao mesmo tempo, à matança de indígenas e 
Alternativas
Q4201313 Português
Leia o texto a seguir.

Com base na análise do funcionamento do modelo dos aplicativos de transporte, verifica-se que o crescimento profissional do motorista depende do número de corridas realizadas em determinados horários e da avaliação subjetiva dos passageiros. Nesse cenário, observa-se que a mulher acaba prejudicada pelas seguintes razões: dificuldade de realização de maior quantidade de corridas, restringidas pela dupla jornada de trabalho e, principalmente, pelo medo de dirigir em determinados locais e horários, devido à falta de segurança, além do risco de recebimento de notas baixas/ruins exclusivamente pelo fato de serem mulheres.
COLODETTI, A. P. O. A.; MELO, M. C. O. L. As relações de gênero no contexto socioeconômico e cultural brasileiro: estudo com mulheres motoristas de aplicativos de mobilidade urbana. Cad. EBAPE.BR, v. 19, n. 4, Rio de Janeiro, out./dez. 2021. [Adaptado].

De acordo com o texto, a situação apresentada é reflexo da 
Alternativas
Q4201312 Português
Analise a imagem a seguir.
24.png (412×596)
Fonte: IVAN BARON. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude. Acesso em: 2 out. 2022. 

O infográfico apresenta frases que devem ser evitadas, pois são consideradas 
Alternativas
Q4201298 Português

Leia o texto 2 para responder à pergunta.


Texto 2


texto_1.png (415×128)


Disponível em: <http://www.jairkobe.com.br/tirinha-79/> Acesso: 07 set. 2022. 

O nome próprio, por designar uma entidade específica e determinada, em geral, é usado no singular. No texto 2, porém, pluralizou-se o nome próprio Van Gogh, famoso pintor do pós-impressionismo. Essa pluralização se deve ao fato de que, no texto, 
Alternativas
Q4201297 Português

Leia o texto 2 para responder à pergunta.


Texto 2


texto_1.png (415×128)


Disponível em: <http://www.jairkobe.com.br/tirinha-79/> Acesso: 07 set. 2022. 

No texto 2, o humor é gerado pela desconsideração, por parte do personagem, 
Alternativas
Q4201293 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
Segundo o texto, a memória relaciona-se ao instinto de sobrevivência, porque 
Alternativas
Q4201292 Português
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Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
No texto, o exemplo dado sobre os planos realizados para o carnaval e a projeção do cenário almejado contribui argumentativamente para 
Alternativas
Q4201291 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
A palavra “nele”, no quinto parágrafo, refere-se 
Alternativas
Q4201290 Português
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Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
No texto, a máquina do tempo chamada “memória” é caracterizada como “subjetiva”, porque 
Alternativas
Q4201289 Português
Leia o texto 1 para responder às questão,

Texto 1


A máquina do tempo que existe em nós

Pesquisadores da Filosofia da Memória mostram que a viagem no tempo é uma realidade vivida por muitos

          A viagem no tempo é um assunto bastante curioso e que já foi tema de diversas produções cinematográficas. Quem lembra de Marty McFly em cima do famoso hoverboard na trilogia “De volta para o futuro”?
          Além da viagem temporal ser bastante presente na ficção, ela também pode ser real e é mais possível do que imaginamos. Isso porque, de acordo com pesquisadores do Departamento de Filosofia da UFSM, nós, seres humanos, somos capazes de realizar a chamada “mental time travel” ou, em português, viagem no tempo subjetiva.
          O termo é uma postulação de pesquisadores que trabalham com a Filosofia da Memória, como é o caso do professor do Departamento de Filosofia César Schirmer dos Santos e do pesquisador Kourken Michaelian, do Centro de Filosofia da Memória da Université Grenoble Alpes (UGA).
          Para César, que também coordena o Laboratório de Filosofia da Memória, a capacidade que temos de projetar cenários desconhecidos, lembrar de acontecimentos antigos e imaginar o futuro é espetacular e, na Filosofia, pode ser considerada um poder. “O nosso cérebro é capaz de nos levar para o passado, mas também para o futuro. Assim, a memória em si pode ser entendida como uma coleção de poderes”, diz.
          O jornalista e estudante de Filosofia Vitor Rodrigues faz parte do projeto “Filosofia da Memória: Orientações Temporais e Sistemas Cognitivos”, coordenado pelo professor César, e começou a se interessar pela tema enquanto produzia o Trabalho de Conclusão de Curso para a graduação em Jornalismo. Nele, Vitor buscou conhecer as memórias de Cacequi, cidade natal, a partir de relatos dos moradores. O objetivo foi escrever um livro reportagem.
          Além disso, Vitor também conversou com o pesquisador canadense Kourken Michaelian sobre o funcionamento da viagem no tempo. “A estrutura mental das viagens no tempo implica, em última análise, que devemos abandonar a visão tradicional de que há uma diferença fundamental entre memória e imaginação”, explica o pesquisador.
          Ou seja, devido à incrível capacidade cerebral dos humanos, somos capazes de lembrar do passado e de imaginar o futuro, de nos projetar em cenários que ainda não conhecemos. Por exemplo, pense nos planos que você realizou para o carnaval e imagine-se no cenário almejado. Esse ato, apesar de simples, fez com que você, de certa forma, viajasse para o futuro.
          Aqui, é importante diferenciarmos a memória da lembrança. Para a Filosofia da Memória, a lembrança é materializável. Existe a possibilidade de você viajar e trazer uma “lembrancinha” para dar de presente a alguém especial. Mas a memória não pode ser materializada, ela está relacionada a nossa capacidade cerebral e também à coleção de poderes, de habilidades.
          Nossa capacidade de lembrar do passado está fortemente ligada a nossa capacidade de imaginar o futuro, enquanto estamos no presente. E isso está diretamente relacionado à sobrevivência. O professor César explica que a memória faz com que não repitamos erros que ameacem a vida, por exemplo. “O passado de uma pessoa faz com que o presente dela seja melhor, no sentido de lembrar aquilo que te ameaça, que pode ser fatal”, afirma. [...]
Além da viagem subjetiva no tempo ser bastante curiosa, estudar a memória é importante também para a nossa compreensão enquanto seres humanos. “O que a memória diz sobre o que somos?” é um dos questionamentos que guiam os estudos sobre Filosofia da Memória.
Mas, para além da memória individual que foi amplamente discutida, os pesquisadores explicam que os estudos e as descobertas sobre a capacidade cerebral de viajar no tempo se aplicam também à memória coletiva e à memória política. Assim, pode-se dizer que o cérebro é uma máquina do tempo, menor que aquelas que vimos em filmes, mas tão potente quanto.

CRUBER, Leandra. Disponível em: <https://www.ufsm.br/midias/arco/a-maquina-do-tempo-que-existe-em-nos/>. Acesso: 07 set. 2022.
O objetivo do texto de Leandra Cruber é: 
Alternativas
Q4201246 Português
Leia a tirinha a seguir.
10.png (411×382)
Disponível em: @dona.anesia. Acesso em: 7 out. 2022.

Na tirinha, a leitura da linguagem verbal somada à linguagem não-verbal permite admitir que as duas senhoras estão 
Alternativas
Q4201242 Português

Leia os textos II, III e IV e responda à questão.



Texto II


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.

..........................................................................................


(Ferreira Gullar. Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar.) Disponível em: https://poetisarte.com/autores/ferreira-gullar/traduzirse/. Acesso em: 8 out. 2022.


Texto III


Metade

Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca 

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade

.....................................................

Disponível em: https://www.letras.mus.br/oswaldo-montenegro/72954/. Acesso em: 8 out. 2022.


Texto IV


texto_2.png (445×683)


Disponível em: @guilherme_bandeira. Acesso em: 08 out. 2022.  

Com relação aos textos II, III e IV, observa-se que o autor do texto 
Alternativas
Q4201241 Português

Leia os textos II, III e IV e responda à questão.



Texto II


Traduzir-se


Uma parte de mim

é todo mundo:

outra parte é ninguém:

fundo sem fundo.


Uma parte de mim

é multidão:

outra parte estranheza

e solidão.


Uma parte de mim

pesa, pondera:

outra parte

delira.

..........................................................................................


(Ferreira Gullar. Os Melhores Poemas de Ferreira Gullar.) Disponível em: https://poetisarte.com/autores/ferreira-gullar/traduzirse/. Acesso em: 8 out. 2022.


Texto III


Metade

Oswaldo Montenegro


Que a força do medo que tenho

Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito

Não me tape os ouvidos e a boca 

Porque metade de mim é o que eu grito

Mas a outra metade é silêncio

Que a música que ouço ao longe

Seja linda ainda que tristeza

Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada

Mesmo que distante

Porque metade de mim é partida

Mas a outra metade é saudade

.....................................................

Disponível em: https://www.letras.mus.br/oswaldo-montenegro/72954/. Acesso em: 8 out. 2022.


Texto IV


texto_2.png (445×683)


Disponível em: @guilherme_bandeira. Acesso em: 08 out. 2022.  

Os fragmentos de texto I, II e III dialogam discursivamente, pois têm em comum 
Alternativas
Q4201240 Português
Leia a seguinte frase extraída de uma postagem do instagram.
4.png (443×295)
Disponível em: @filomoderna. Acesso em: 5 out. 2022.
Dentre as frases que seguem, qual delas pode substituir a postagem, sem perda de sentido? 
Alternativas
Q4201239 Português

Leia o texto I e responda à questão.


Texto I  


texto_1.png (415×323)


Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.  

O ponto de exclamação usado na fala do segundo personagem indica que ele está 
Alternativas
Q4201237 Português

Leia o texto I e responda à questão.


Texto I  


texto_1.png (415×323)


Disponível em: @chargesdoniniu. Acesso em: 5 out. 2022.  

A charge apresenta uma crítica 
Alternativas
Q4201183 Português

Leia o texto da tirinha para responder a questão.


 


(Disponível em:https://ospassarinhos.wordpress.com/category/tinhas/. Acesso em: 12.10.2023. Adaptado)

De acordo com as falas do passarinho, nos dois quadrinhos, é correto afirmar que ele
Alternativas
Q4201180 Português
Leia o texto para responder a questão. 


A semente dentro de nós

     Estejamos ou não conscientes, podemos alcançar a plenitude durante a vida, porque nossa existência nos traz inúmeras oportunidades de nos aperfeiçoarmos como seres humanos. A vida oferece sabedoria com generosidade. Tudo nos ensina. Nem todos aprendem.

    A vida pede o mesmo que nos era exigido nas salas de aula: “Acorde!”, “Preste atenção!”. Mas prestar atenção não é algo simples. É necessário que não nos deixemos distrair por expectativas, experiências passadas, rótulos e máscaras. Não podemos tirar conclusões precipitadas e precisamos estar receptivos às surpresas. É importante saber que existe a semente de uma plenitude maior em cada um de nós.

    A sabedoria envolve uma mudança em nossa natureza básica, um aprofundamento na capacidade de compaixão, de benevolência, de perdão, de não ferir e de servir. Saber que há uma semente em cada um de nós traz uma mudança na forma de ver o mundo. Cada semente aguarda ansiosa até a expressão de sua natureza. Ela pode ser consciente em alguns ou estar profundamente enterrada em outros. Mas está sempre lá.

(Raquel Naomi Remen. As bençãos do meu avô.
Rio de Janeiro: Sextante:2022. Adaptado)
Assinale a alternativa em que as palavras estão empregadas com sentido próprio.
Alternativas
Respostas
35921: C
35922: B
35923: D
35924: B
35925: D
35926: C
35927: A
35928: A
35929: D
35930: D
35931: B
35932: A
35933: B
35934: A
35935: D
35936: C
35937: D
35938: A
35939: D
35940: B