Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3031384 Português
Significado mole em palavra dura

    Uma característica engraçada das palavras é o fato de terem significados mais ou menos precisos. É conveniente, para que a gente consiga comunicar. Por exemplo, se eu disser que uma rocha é mole, talvez as pessoas fiquem confusas. Em princípio, a palavra “mole” não se aplica a rochas – que, de acordo com a nossa experiência, são duras.
    O mundo digital, no entanto, tem uma semântica própria, em que as palavras significam o contrário do que querem dizer na vida real. A palavra “conteúdo”, por exemplo, significa quase sempre “ausência de conteúdo”. É curioso. A frase “vou criar um conteúdo filmando o meu gato dormindo” quer dizer, na verdade, “vou produzir um pouco de vácuo”.
    A palavra “amigo”, no Facebook, significa muitas vezes o contrário do que vem nos dicionários. No Facebook, é possível ser amigo de pessoas que nem conhecemos. Diga-se que essa é, por vezes, a maneira mais eficaz de nutrir amizade por alguém. Mas não é esse o significado do termo.
    Por outro lado, a palavra “seguidor” não significa, nas redes sociais, discípulo ou partidário. É mais frequente significar “pessoa que nos observa porque tem interesse na nossa queda”. São seguidores que vêm atrás de nós porque pretendem nos dar uma rasteira.
    A palavra cujo significado mudou mais radicalmente foi “compartilhar”. Compartilhar, fora do mundo digital, é um ato de generosidade. Quando, por exemplo, compartilhamos um pão com alguém, isso quer dizer que lhe damos um pouco do nosso pão. Nas redes sociais, o ato não é exatamente generoso, uma vez que compartilhar significa, na verdade, exibir.
    Alguém que compartilha a fotografia de um pão não oferece nada aos outros. Quem compartilha uma foto do seu carro novo não dá carona a quem vê. Quando alguém compartilha imagens das suas férias, normalmente até ganha dinheiro com isso, porque uma agência de viagens, uma companhia aérea ou um hotel estão pagando. Sinto em dizer que esse dinheiro também não é compartilhado. O alambique das redes sociais transforma a mesquinhez da exibição na nobreza da partilha. É ótimo.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. Significado mole em palavra dura. Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/. Acesso em: 26/05/2024. Adaptado.)
No título “Significado mole em palavra dura”, há duas figuras de linguagem que contribuem para a construção de sentidos do texto. São elas: 
Alternativas
Q3031383 Português
Significado mole em palavra dura

    Uma característica engraçada das palavras é o fato de terem significados mais ou menos precisos. É conveniente, para que a gente consiga comunicar. Por exemplo, se eu disser que uma rocha é mole, talvez as pessoas fiquem confusas. Em princípio, a palavra “mole” não se aplica a rochas – que, de acordo com a nossa experiência, são duras.
    O mundo digital, no entanto, tem uma semântica própria, em que as palavras significam o contrário do que querem dizer na vida real. A palavra “conteúdo”, por exemplo, significa quase sempre “ausência de conteúdo”. É curioso. A frase “vou criar um conteúdo filmando o meu gato dormindo” quer dizer, na verdade, “vou produzir um pouco de vácuo”.
    A palavra “amigo”, no Facebook, significa muitas vezes o contrário do que vem nos dicionários. No Facebook, é possível ser amigo de pessoas que nem conhecemos. Diga-se que essa é, por vezes, a maneira mais eficaz de nutrir amizade por alguém. Mas não é esse o significado do termo.
    Por outro lado, a palavra “seguidor” não significa, nas redes sociais, discípulo ou partidário. É mais frequente significar “pessoa que nos observa porque tem interesse na nossa queda”. São seguidores que vêm atrás de nós porque pretendem nos dar uma rasteira.
    A palavra cujo significado mudou mais radicalmente foi “compartilhar”. Compartilhar, fora do mundo digital, é um ato de generosidade. Quando, por exemplo, compartilhamos um pão com alguém, isso quer dizer que lhe damos um pouco do nosso pão. Nas redes sociais, o ato não é exatamente generoso, uma vez que compartilhar significa, na verdade, exibir.
    Alguém que compartilha a fotografia de um pão não oferece nada aos outros. Quem compartilha uma foto do seu carro novo não dá carona a quem vê. Quando alguém compartilha imagens das suas férias, normalmente até ganha dinheiro com isso, porque uma agência de viagens, uma companhia aérea ou um hotel estão pagando. Sinto em dizer que esse dinheiro também não é compartilhado. O alambique das redes sociais transforma a mesquinhez da exibição na nobreza da partilha. É ótimo.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. Significado mole em palavra dura. Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/. Acesso em: 26/05/2024. Adaptado.)
De acordo com o dicionário virtual Michaelis, eis alguns dos possíveis sentidos atribuídos ao termo “vácuo”:

1. Espaço vazio (...) existente entre os corpos celestes;
2. Esvaziamento absoluto ou quase absoluto de matéria;
3. Sentimento de esvaziamento intelectual ou espiritual;
4. Zona atmosférica afetada por correntes descendentes.
(Disponível em: https://michaelis.uol.com.br/moderno-portugues/busca/portugues-brasileiro/vacuo. Adaptado.)

Na passagem “vou produzir um pouco de vácuo (2º§), a palavra “vácuo” foi empregada com sentido aproximado ao descrito em:
Alternativas
Q3031381 Português
Significado mole em palavra dura

    Uma característica engraçada das palavras é o fato de terem significados mais ou menos precisos. É conveniente, para que a gente consiga comunicar. Por exemplo, se eu disser que uma rocha é mole, talvez as pessoas fiquem confusas. Em princípio, a palavra “mole” não se aplica a rochas – que, de acordo com a nossa experiência, são duras.
    O mundo digital, no entanto, tem uma semântica própria, em que as palavras significam o contrário do que querem dizer na vida real. A palavra “conteúdo”, por exemplo, significa quase sempre “ausência de conteúdo”. É curioso. A frase “vou criar um conteúdo filmando o meu gato dormindo” quer dizer, na verdade, “vou produzir um pouco de vácuo”.
    A palavra “amigo”, no Facebook, significa muitas vezes o contrário do que vem nos dicionários. No Facebook, é possível ser amigo de pessoas que nem conhecemos. Diga-se que essa é, por vezes, a maneira mais eficaz de nutrir amizade por alguém. Mas não é esse o significado do termo.
    Por outro lado, a palavra “seguidor” não significa, nas redes sociais, discípulo ou partidário. É mais frequente significar “pessoa que nos observa porque tem interesse na nossa queda”. São seguidores que vêm atrás de nós porque pretendem nos dar uma rasteira.
    A palavra cujo significado mudou mais radicalmente foi “compartilhar”. Compartilhar, fora do mundo digital, é um ato de generosidade. Quando, por exemplo, compartilhamos um pão com alguém, isso quer dizer que lhe damos um pouco do nosso pão. Nas redes sociais, o ato não é exatamente generoso, uma vez que compartilhar significa, na verdade, exibir.
    Alguém que compartilha a fotografia de um pão não oferece nada aos outros. Quem compartilha uma foto do seu carro novo não dá carona a quem vê. Quando alguém compartilha imagens das suas férias, normalmente até ganha dinheiro com isso, porque uma agência de viagens, uma companhia aérea ou um hotel estão pagando. Sinto em dizer que esse dinheiro também não é compartilhado. O alambique das redes sociais transforma a mesquinhez da exibição na nobreza da partilha. É ótimo.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. Significado mole em palavra dura. Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/. Acesso em: 26/05/2024. Adaptado.)
Só NÃO é possível depreender do texto que as palavras analisadas pelo autor, ao serem utilizadas no contexto das redes sociais,
Alternativas
Q3031380 Português
Significado mole em palavra dura

    Uma característica engraçada das palavras é o fato de terem significados mais ou menos precisos. É conveniente, para que a gente consiga comunicar. Por exemplo, se eu disser que uma rocha é mole, talvez as pessoas fiquem confusas. Em princípio, a palavra “mole” não se aplica a rochas – que, de acordo com a nossa experiência, são duras.
    O mundo digital, no entanto, tem uma semântica própria, em que as palavras significam o contrário do que querem dizer na vida real. A palavra “conteúdo”, por exemplo, significa quase sempre “ausência de conteúdo”. É curioso. A frase “vou criar um conteúdo filmando o meu gato dormindo” quer dizer, na verdade, “vou produzir um pouco de vácuo”.
    A palavra “amigo”, no Facebook, significa muitas vezes o contrário do que vem nos dicionários. No Facebook, é possível ser amigo de pessoas que nem conhecemos. Diga-se que essa é, por vezes, a maneira mais eficaz de nutrir amizade por alguém. Mas não é esse o significado do termo.
    Por outro lado, a palavra “seguidor” não significa, nas redes sociais, discípulo ou partidário. É mais frequente significar “pessoa que nos observa porque tem interesse na nossa queda”. São seguidores que vêm atrás de nós porque pretendem nos dar uma rasteira.
    A palavra cujo significado mudou mais radicalmente foi “compartilhar”. Compartilhar, fora do mundo digital, é um ato de generosidade. Quando, por exemplo, compartilhamos um pão com alguém, isso quer dizer que lhe damos um pouco do nosso pão. Nas redes sociais, o ato não é exatamente generoso, uma vez que compartilhar significa, na verdade, exibir.
    Alguém que compartilha a fotografia de um pão não oferece nada aos outros. Quem compartilha uma foto do seu carro novo não dá carona a quem vê. Quando alguém compartilha imagens das suas férias, normalmente até ganha dinheiro com isso, porque uma agência de viagens, uma companhia aérea ou um hotel estão pagando. Sinto em dizer que esse dinheiro também não é compartilhado. O alambique das redes sociais transforma a mesquinhez da exibição na nobreza da partilha. É ótimo.

(PEREIRA, Ricardo Araújo. Significado mole em palavra dura. Jornal Folha de S. Paulo, 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ricardo-araujo-pereira/. Acesso em: 26/05/2024. Adaptado.)
Segundo o texto, as alterações semânticas que ocorrem com algumas palavras têm como finalidade:
Alternativas
Q3031344 Português
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da questão.

'Como evitar as mudanças climáticas?': por que as buscas dos brasileiros pelo termo explodiram no Google

    As buscas dos brasileiros pelo termo ‘mudanças climáticas’ no Google quase dobraram no mês passado, em comparação com maio de 2023. Enquanto o país assistia à tragédia no Rio Grande do Sul escalar, iniciou-se também um movimento em busca de algumas respostas.
    Dentro deste tema, a pergunta ‘como evitar as mudanças climáticas?’ foi a mais buscada em maio, de acordo com uma análise exclusiva feita pelo Google Trends a pedido da BBC News Brasil. 
    A análise revela que, enquanto em todo o país o termo ‘mudanças climáticas’ cresceu 90%, no Rio Grande do Sul, a procura por essas duas palavras cresceu 200%. Curiosamente, no Distrito Federal houve o mesmo registro de buscas registrado no estado gaúcho.
    Para Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o levantamento aponta para o despertar da população para um tema emergencial. “É óbvio que caiu a ficha da população em geral de que estamos enfrentando uma situação de alto risco do ponto de vista da emergência climática”, afirma ele.
    “As pessoas indicam um problema e querem logo uma solução”, diz Artaxo. “Só que a resposta não é simples, nem trivial e nem imediata como a maior parte das pessoas gostaria que fosse”.

Fonte: www.bbc.com/portuguese/articles.

Marina Rossi. Da BBC News Brasil em São Paulo.
Pode-se dizer que predomina a seguinte função da linguagem no texto I:
Alternativas
Q3031341 Português
Leia o texto I abaixo que serve de referência para análise da questão.

'Como evitar as mudanças climáticas?': por que as buscas dos brasileiros pelo termo explodiram no Google

    As buscas dos brasileiros pelo termo ‘mudanças climáticas’ no Google quase dobraram no mês passado, em comparação com maio de 2023. Enquanto o país assistia à tragédia no Rio Grande do Sul escalar, iniciou-se também um movimento em busca de algumas respostas.
    Dentro deste tema, a pergunta ‘como evitar as mudanças climáticas?’ foi a mais buscada em maio, de acordo com uma análise exclusiva feita pelo Google Trends a pedido da BBC News Brasil. 
    A análise revela que, enquanto em todo o país o termo ‘mudanças climáticas’ cresceu 90%, no Rio Grande do Sul, a procura por essas duas palavras cresceu 200%. Curiosamente, no Distrito Federal houve o mesmo registro de buscas registrado no estado gaúcho.
    Para Paulo Artaxo, professor do Instituto de Física da USP e membro do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês), o levantamento aponta para o despertar da população para um tema emergencial. “É óbvio que caiu a ficha da população em geral de que estamos enfrentando uma situação de alto risco do ponto de vista da emergência climática”, afirma ele.
    “As pessoas indicam um problema e querem logo uma solução”, diz Artaxo. “Só que a resposta não é simples, nem trivial e nem imediata como a maior parte das pessoas gostaria que fosse”.

Fonte: www.bbc.com/portuguese/articles.

Marina Rossi. Da BBC News Brasil em São Paulo.
Em relação ao texto I, pode-se dizer sobre sua tipologia que este é majoritariamente: 
Alternativas
Q3031296 Português
Um cartão de Paris

     Passei o dia trabalhando; li longamente um livro, tomando notas; revi horas e horas as provas de um livro de poesias de um amigo. Quando me ergui e fui à varanda olhar o mar, o farol já estava pulsando na escuridão com suas luzes brancas e vermelhas, um ou outro barco de pescador que passava era apenas um arfar surdo de motor e uma ou duas indecisas luzinhas. Os pássaros já se tinham ido; de manhã eu vira rolas se amando sobre o telhado e andorinhas no ar, eram pequenas e escuras e pareciam muito inquietas; também apareceram os sanhaços, há tanto tempo sumidos. Agora todos se tinham ido, e eu me sentia fatigado e náufrago nesse começo de noite. Onde dormem os urubus? – indagava, inquieto, Jayme Ovalle, e depois explicava a Vinicius de Moraes por que os açougues, à noite, ficam de luzes acesas: “A carne é vaidosa”.
     Quando eu era criança não conseguia separar o Céu da religião do céu da minha terra mesmo, aquele que pairava sobre os morros e o rio. Por isso sempre imaginei o Céu cheio de passarinhos, todos os passarinhos vindos comer nas nossas palmas. Quantas saíras! Tucanos, araras lindas, papagaios peripatéticos contando histórias, a capengar de um lado para outro, como velhos marujos do ar – e chusmas de coleirinhos do brejo! Pavões!
     Agora não tenho mais céu nenhum, nem com pássaros nem com anjos; e o meu céu de praia está escuro, com as estrelas brilhando fracas no ar enevoado. Mas como é fácil de alegrar meu coração! Recebo um cartão de Paris, não é de amante nem namorada, é apenas uma recente amiga; mas como foi gentil em se lembrar de mim, em me mandar seu abraço, e como está linda na fotografia! Essa delicadeza gratuita me faz bem. Ganhei meu dia, ganhei minha noite, já não me sinto mais sozinho na varanda triste.
     Se a velhice tem alguma coisa abençoada é permitir essas amizades realmente isentas de malícia. Sentimento tranquilo, sem ciúme. Mas ainda assim com uma delicadeza toda especial, com um sabor lírico muito leve. Esse cartão de Paris me fez bem, um grande bem.

(BRAGA, Rubem, Um cartão de Paris. Seleção e organização de Domício Proença Filho, Record, 1997, pp. 108-110. Publicada, anteriormente, n' O Estado de S. Paulo, de 09/1990. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: 12/06/2024.)
Considere o trecho [...] e depois explicava a Vinicius de Moraes por que os açougues, à noite, ficam de luzes acesas: [...] (1º§). Ele poderia ser corretamente reescrito, sem alteração de sentido e em conformidade com a norma padrão, como:
Alternativas
Q3031290 Português
Um cartão de Paris

     Passei o dia trabalhando; li longamente um livro, tomando notas; revi horas e horas as provas de um livro de poesias de um amigo. Quando me ergui e fui à varanda olhar o mar, o farol já estava pulsando na escuridão com suas luzes brancas e vermelhas, um ou outro barco de pescador que passava era apenas um arfar surdo de motor e uma ou duas indecisas luzinhas. Os pássaros já se tinham ido; de manhã eu vira rolas se amando sobre o telhado e andorinhas no ar, eram pequenas e escuras e pareciam muito inquietas; também apareceram os sanhaços, há tanto tempo sumidos. Agora todos se tinham ido, e eu me sentia fatigado e náufrago nesse começo de noite. Onde dormem os urubus? – indagava, inquieto, Jayme Ovalle, e depois explicava a Vinicius de Moraes por que os açougues, à noite, ficam de luzes acesas: “A carne é vaidosa”.
     Quando eu era criança não conseguia separar o Céu da religião do céu da minha terra mesmo, aquele que pairava sobre os morros e o rio. Por isso sempre imaginei o Céu cheio de passarinhos, todos os passarinhos vindos comer nas nossas palmas. Quantas saíras! Tucanos, araras lindas, papagaios peripatéticos contando histórias, a capengar de um lado para outro, como velhos marujos do ar – e chusmas de coleirinhos do brejo! Pavões!
     Agora não tenho mais céu nenhum, nem com pássaros nem com anjos; e o meu céu de praia está escuro, com as estrelas brilhando fracas no ar enevoado. Mas como é fácil de alegrar meu coração! Recebo um cartão de Paris, não é de amante nem namorada, é apenas uma recente amiga; mas como foi gentil em se lembrar de mim, em me mandar seu abraço, e como está linda na fotografia! Essa delicadeza gratuita me faz bem. Ganhei meu dia, ganhei minha noite, já não me sinto mais sozinho na varanda triste.
     Se a velhice tem alguma coisa abençoada é permitir essas amizades realmente isentas de malícia. Sentimento tranquilo, sem ciúme. Mas ainda assim com uma delicadeza toda especial, com um sabor lírico muito leve. Esse cartão de Paris me fez bem, um grande bem.

(BRAGA, Rubem, Um cartão de Paris. Seleção e organização de Domício Proença Filho, Record, 1997, pp. 108-110. Publicada, anteriormente, n' O Estado de S. Paulo, de 09/1990. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/. Acesso em: 12/06/2024.)
A partir da compreensão plena do contexto em que se insere cada vocábulo, sua interpretação se torna possível por meio de pistas linguísticas e situacionais que corroboram a identificação de seu significado. Um exemplo é o termo “sanhaços”, o qual pode corretamente ter sua utilização pelo autor identificada como modo de referir-se a:
Alternativas
Q3031238 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

O vocábulo “primazia‟” (linha 29), no contexto em que ocorre, tem o sentido de
Alternativas
Q3031235 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A partir do trecho “E é aqui que a arqueologia chega aos homens de Clóvis – por muito tempo considerados o povo mais antigo da América. Nos anos 1920, nas cidades americanas de Folsom e Clóvis, no Novo México, foram encontradas pontas de lanças ao lado de fósseis de animais de grande porte” (linhas 23 a 25), julgue os itens abaixo:

I. O trecho „[...] aos homens de Clóvis‟, quanto à regência verbal, e, de acordo com as regras da tradição normativa para textos escritos muito monitorados, poderia ser escrito também assim: „[...] nos homens de Clóvis‟;
II. A concordância do trecho „foram encontradas‟ se justifica porque o sintagma „cidades americanas‟ é quem determina a concordância, uma vez que funciona como sujeito no trecho;
III. O vocábulo „considerados‟ está incorretamente flexionado no plural, pois sua concordância deveria ter sido feita com o vocábulo „povo‟.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031232 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

No texto, há vários argumentos apresentados pelos cientistas argentinos a favor da antiguidade do fóssil de tatu. Marque a opção em que NÃO haja um argumento desse tipo. 
Alternativas
Q3031231 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

A partir do trecho “ele foi encontrado no último máximo glacial do Pleistoceno, cerca de 21 mil anos atrás” (linhas 11 e 12), julgue os itens abaixo:

I. O pronome „ele‟ tem como referente „gliptodonte‟;
II. O vocábulo „máximo‟ é acentuado por se tratar de uma palavra proparoxítona;
III. A expressão „cerca de 21 mil anos atrás‟, justamente por indicar tempo decorrido, estaria mais adequada ao contexto se fosse assim reescrita: „há cerca de 21 mil anos‟.

Marque a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3031230 Português


LOBATO, Isabela. Fóssil sugere que humanos habitam a América há mais tempo do que se sabia. Disponível em: https://super.abril.com.br/ciencia/fossil

sugere-que-humanos-habitam-a-america-ha-mais-tempo-do-que-se-sabia/. Acesso em 22 de julho de 2024 [com supressões].

Sobre a teoria dos homens de Clóvis, é possível afirmar que 
Alternativas
Q3031197 Português
Assinale a alternativa que apresenta uma frase com sentido figurado:
Alternativas
Q3031192 Português
Leia o texto para responder a questão 

S.O.S Português

    Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa que a fala, e seu ensino restringe-se ao conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem sempre nos damos conta disso.
No trecho: “ Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita?”, a palavra sublinhada foi utilizada de:
Alternativas
Q3031191 Português
Leia o texto para responder a questão 

S.O.S Português

    Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa que a fala, e seu ensino restringe-se ao conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem sempre nos damos conta disso.
No que consiste a palavra “dicotômicas”: 
Alternativas
Q3031190 Português
Leia o texto para responder a questão 

S.O.S Português

    Por que pronunciamos muitas palavras de um jeito diferente da escrita? Pode-se refletir sobre esse aspecto da língua com base em duas perspectivas. Na primeira delas, fala e escrita são dicotômicas, o que restringe o ensino da língua ao código. Daí vem o entendimento de que a escrita é mais complexa que a fala, e seu ensino restringe-se ao conhecimento das regras gramaticais, sem a preocupação com situações de uso. Outra abordagem permite encarar as diferenças como um produto distinto de duas modalidades da língua: a oral e a escrita. A questão é que nem sempre nos damos conta disso.
De acordo com o texto, está incorreto afirmar: 
Alternativas
Q3031154 Português
Com base nas diferenças entre sinônimos e antônimos, relacionar as colunas e assinalar a sequência correspondente.

(1) Sinônimos entre si.
(2) Antônimos entre si.

( ) Parar | interromper.
( ) Voltar | retornar.
( ) Permanecer | ir.
Alternativas
Q3031152 Português

Como a mpox se espalha?



    Desde o primeiro caso humano conhecido em 1970 — quando um menino foi diagnosticado na República Democrática do Congo a maioria das infecções ocorreu na África Ocidental e Central. No início, a maioria eram "eventos de transbordamento", contraídos pela caça e abate de animais selvagens infectados, disse Rosamund Lewis, que atua como líder técnica de mpox na OMS.

    Ambos os tipos de mpox podem se espalhar por meio do contato direto com animais infectados e materiais contaminados. Isso pode incluir itens como roupas, roupas de cama e toalhas.

    O contato próximo também pode espalhar o vírus entre pessoas — inclusive por meio de beijos, gotículas respiratórias que se espalham ao falar com alguém que foi infectado e contato direto com pele infecciosa ou lesões na boca ou genitais.

    As lesões são "pequenas fábricas virais" contagiosas, disse uma epidemiologista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). O período de incubação é de três a 17 dias e, de acordo com o CDC, pessoas com sintomas de mpox são contagiosas “até que a erupção esteja completamente curada e uma nova camada de pele tenha se formado”.


National Geographic. Adaptado.


No texto, temos a descrição de como a mpox se espalha. Considerando−se seus parágrafos, em qual deles obtemos a informação de como ela, de fato, se espalha?
Alternativas
Q3031150 Português

Como a mpox se espalha?



    Desde o primeiro caso humano conhecido em 1970 — quando um menino foi diagnosticado na República Democrática do Congo a maioria das infecções ocorreu na África Ocidental e Central. No início, a maioria eram "eventos de transbordamento", contraídos pela caça e abate de animais selvagens infectados, disse Rosamund Lewis, que atua como líder técnica de mpox na OMS.

    Ambos os tipos de mpox podem se espalhar por meio do contato direto com animais infectados e materiais contaminados. Isso pode incluir itens como roupas, roupas de cama e toalhas.

    O contato próximo também pode espalhar o vírus entre pessoas — inclusive por meio de beijos, gotículas respiratórias que se espalham ao falar com alguém que foi infectado e contato direto com pele infecciosa ou lesões na boca ou genitais.

    As lesões são "pequenas fábricas virais" contagiosas, disse uma epidemiologista dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC). O período de incubação é de três a 17 dias e, de acordo com o CDC, pessoas com sintomas de mpox são contagiosas “até que a erupção esteja completamente curada e uma nova camada de pele tenha se formado”.


National Geographic. Adaptado.


De acordo com o texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
27321: A
27322: C
27323: D
27324: C
27325: C
27326: D
27327: B
27328: A
27329: A
27330: E
27331: E
27332: D
27333: C
27334: E
27335: C
27336: A
27337: A
27338: C
27339: B
27340: D