Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.367 questões

Q3496032 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Conscientização e ação para prevenir acidentes de trânsito

Jorge Carlos Machado Curi

        Assim como o acidente que matou Ayrton Senna não causaria mais a morte de motoristas de Fórmula 1 se sofressem algo similar hoje por conta da evolução da segurança no automobilismo, o número de iniciativas e tecnologias que proporcionam maior segurança no trânsito cotidiano cresceu nas últimas décadas. Pode-se observar esse fenômeno desde que virou obrigação, por lei, usar cinto de segurança em carros e capacetes nas motos e, mais recentemente, quando os “airbags” e freios ABS também se tornaram obrigatórios nos veículos brasileiros. A criação da Faixa Azul também ajudou a reduzir o número de mortes de motociclistas em vias movimentadas.

        No entanto, apesar das campanhas de conscientização, como Maio Amarelo, e dos avanços dessas tecnologias desenvolvidas para minimizar traumas — como é chamada a lesão causada por um evento inesperado externo ao corpo —, muitos não as utilizam. Segundo dados de 2023 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), uma média de 275 motoristas são multados por hora, nas rodovias do país, por não usarem o cinto de segurança. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 60,7% dos motociclistas que moram em áreas rurais usam capacete. Poucas pessoas usam roupas de proteção, além do capacete, ao andar de moto, mesmo sabendo que elas oferecem maior segurança em caso de acidentes.

        O Brasil ainda é o terceiro país que mais registra mortes no trânsito, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde, ficando atrás apenas de Índia e China, países com populações várias vezes maiores que a do nosso país. Quando se trata de motociclistas, os números são ainda mais graves. Em dezembro do ano passado, foram 55 mortes de motoqueiros e/ou garupas em São Paulo, quase dois por dia em apenas um mês, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). De cada 10 mortos, quatro faleceram na via em que se acidentaram, enquanto seis morreram em hospitais, mesmo depois de terem recebido socorro. Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado.

        A nível nacional, a taxa de internação de motociclistas que sofreram acidentes de trânsito aumentou 55% em uma década, de 2011 a 2021, segundo boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Da mesma forma, nos últimos 20 anos, a frota de motos registradas no Brasil cresceu mais de cinco vezes, chegando a um número de 32,3 milhões em setembro de 2023, de acordo com a Senatran.

        Nesse cenário e em meio ao crescimento dos aplicativos de entrega, os acidentes com motoboys também são uma triste realidade atual. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas estão entre as profissões mais perigosas do ponto de vista da incidência de acidentes de trabalho, com uma média de 362 casos para cada 10 mil empregos. Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a acidentes sofridos durante a prestação do serviço.

        Para mudar essa realidade, é necessária uma via de mão dupla: a conscientização e a ação. E essa ação passa por uma mudança de mentalidade de nossos motoristas, voltada à prevenção de acidentes. Para isso, precisamos de uma intensa e contínua educação no trânsito. Atitudes simples, como a utilização de cinto de segurança, limite de velocidade, atenção às placas de sinalização e advertência, são essenciais, além do básico: não beber ou utilizar qualquer tipo de droga antes de dirigir.

        Por parte do governo, campanhas, fiscalização e punição de infrações devem ser constantes, a fim de inibir comportamentos perigosos por parte dos motoristas. Às empresas, aos estabelecimentos e aos aplicativos que se valem dos serviços de entregadores motoboys, caberia prestar assistência, melhorando as condições de trabalho dessa categoria.

        Além disso, a assistência médica não pode falhar no atendimento das vítimas. Quando um acidente acontece e a pessoa sofre um trauma, é fundamental que os profissionais que farão o atendimento inicial do traumatizado — sejam os médicos, bombeiros, profissionais de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros — estejam preparados e tenham sido devidamente treinados para prestar a assistência adequada, seguindo protocolos aprovados mundialmente. Afinal, o sucesso do tratamento de qualquer tipo de trauma depende muito de como a pessoa é atendida desde o primeiro momento.

        Em suma, o conceito fundamental — não apenas para o Maio Amarelo, mas para todos os meses do ano — é estarmos sempre aprimorando a educação para que possamos reduzir, ano a ano, o número de pessoas acidentadas no trânsito. É importante lembrar sempre que evitar acidentes de trânsito é evitar milhares de mortes e sequelas e, consequentemente, grande dor para os acometidos e suas famílias, além das severas consequências na saúde das vítimas e os impactos econômicos e sociais resultantes.

        Na área da saúde, a redução do número de traumas facilmente evitáveis no trânsito liberaria os médicos para tratar de outras condições de saúde que as tecnologias e inovações médicas, infelizmente, ainda não conseguem evitar.

*Cirurgião geral e intensivista, integrante das câmaras técnicas de Cirurgia Geral e de Segurança do Paciente no Conselho Federal de Medicina


Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>

Considerando o texto em sua totalidade, o objetivo principal do texto é

Alternativas
Q3496031 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Conscientização e ação para prevenir acidentes de trânsito

Jorge Carlos Machado Curi

        Assim como o acidente que matou Ayrton Senna não causaria mais a morte de motoristas de Fórmula 1 se sofressem algo similar hoje por conta da evolução da segurança no automobilismo, o número de iniciativas e tecnologias que proporcionam maior segurança no trânsito cotidiano cresceu nas últimas décadas. Pode-se observar esse fenômeno desde que virou obrigação, por lei, usar cinto de segurança em carros e capacetes nas motos e, mais recentemente, quando os “airbags” e freios ABS também se tornaram obrigatórios nos veículos brasileiros. A criação da Faixa Azul também ajudou a reduzir o número de mortes de motociclistas em vias movimentadas.

        No entanto, apesar das campanhas de conscientização, como Maio Amarelo, e dos avanços dessas tecnologias desenvolvidas para minimizar traumas — como é chamada a lesão causada por um evento inesperado externo ao corpo —, muitos não as utilizam. Segundo dados de 2023 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), uma média de 275 motoristas são multados por hora, nas rodovias do país, por não usarem o cinto de segurança. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 60,7% dos motociclistas que moram em áreas rurais usam capacete. Poucas pessoas usam roupas de proteção, além do capacete, ao andar de moto, mesmo sabendo que elas oferecem maior segurança em caso de acidentes.

        O Brasil ainda é o terceiro país que mais registra mortes no trânsito, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde, ficando atrás apenas de Índia e China, países com populações várias vezes maiores que a do nosso país. Quando se trata de motociclistas, os números são ainda mais graves. Em dezembro do ano passado, foram 55 mortes de motoqueiros e/ou garupas em São Paulo, quase dois por dia em apenas um mês, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). De cada 10 mortos, quatro faleceram na via em que se acidentaram, enquanto seis morreram em hospitais, mesmo depois de terem recebido socorro. Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado.

        A nível nacional, a taxa de internação de motociclistas que sofreram acidentes de trânsito aumentou 55% em uma década, de 2011 a 2021, segundo boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Da mesma forma, nos últimos 20 anos, a frota de motos registradas no Brasil cresceu mais de cinco vezes, chegando a um número de 32,3 milhões em setembro de 2023, de acordo com a Senatran.

        Nesse cenário e em meio ao crescimento dos aplicativos de entrega, os acidentes com motoboys também são uma triste realidade atual. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas estão entre as profissões mais perigosas do ponto de vista da incidência de acidentes de trabalho, com uma média de 362 casos para cada 10 mil empregos. Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a acidentes sofridos durante a prestação do serviço.

        Para mudar essa realidade, é necessária uma via de mão dupla: a conscientização e a ação. E essa ação passa por uma mudança de mentalidade de nossos motoristas, voltada à prevenção de acidentes. Para isso, precisamos de uma intensa e contínua educação no trânsito. Atitudes simples, como a utilização de cinto de segurança, limite de velocidade, atenção às placas de sinalização e advertência, são essenciais, além do básico: não beber ou utilizar qualquer tipo de droga antes de dirigir.

        Por parte do governo, campanhas, fiscalização e punição de infrações devem ser constantes, a fim de inibir comportamentos perigosos por parte dos motoristas. Às empresas, aos estabelecimentos e aos aplicativos que se valem dos serviços de entregadores motoboys, caberia prestar assistência, melhorando as condições de trabalho dessa categoria.

        Além disso, a assistência médica não pode falhar no atendimento das vítimas. Quando um acidente acontece e a pessoa sofre um trauma, é fundamental que os profissionais que farão o atendimento inicial do traumatizado — sejam os médicos, bombeiros, profissionais de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros — estejam preparados e tenham sido devidamente treinados para prestar a assistência adequada, seguindo protocolos aprovados mundialmente. Afinal, o sucesso do tratamento de qualquer tipo de trauma depende muito de como a pessoa é atendida desde o primeiro momento.

        Em suma, o conceito fundamental — não apenas para o Maio Amarelo, mas para todos os meses do ano — é estarmos sempre aprimorando a educação para que possamos reduzir, ano a ano, o número de pessoas acidentadas no trânsito. É importante lembrar sempre que evitar acidentes de trânsito é evitar milhares de mortes e sequelas e, consequentemente, grande dor para os acometidos e suas famílias, além das severas consequências na saúde das vítimas e os impactos econômicos e sociais resultantes.

        Na área da saúde, a redução do número de traumas facilmente evitáveis no trânsito liberaria os médicos para tratar de outras condições de saúde que as tecnologias e inovações médicas, infelizmente, ainda não conseguem evitar.

*Cirurgião geral e intensivista, integrante das câmaras técnicas de Cirurgia Geral e de Segurança do Paciente no Conselho Federal de Medicina


Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>

Considerando a progressão discursiva do texto, o penúltimo parágrafo apresenta uma 

Alternativas
Q3496030 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Conscientização e ação para prevenir acidentes de trânsito

Jorge Carlos Machado Curi

        Assim como o acidente que matou Ayrton Senna não causaria mais a morte de motoristas de Fórmula 1 se sofressem algo similar hoje por conta da evolução da segurança no automobilismo, o número de iniciativas e tecnologias que proporcionam maior segurança no trânsito cotidiano cresceu nas últimas décadas. Pode-se observar esse fenômeno desde que virou obrigação, por lei, usar cinto de segurança em carros e capacetes nas motos e, mais recentemente, quando os “airbags” e freios ABS também se tornaram obrigatórios nos veículos brasileiros. A criação da Faixa Azul também ajudou a reduzir o número de mortes de motociclistas em vias movimentadas.

        No entanto, apesar das campanhas de conscientização, como Maio Amarelo, e dos avanços dessas tecnologias desenvolvidas para minimizar traumas — como é chamada a lesão causada por um evento inesperado externo ao corpo —, muitos não as utilizam. Segundo dados de 2023 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), uma média de 275 motoristas são multados por hora, nas rodovias do país, por não usarem o cinto de segurança. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 60,7% dos motociclistas que moram em áreas rurais usam capacete. Poucas pessoas usam roupas de proteção, além do capacete, ao andar de moto, mesmo sabendo que elas oferecem maior segurança em caso de acidentes.

        O Brasil ainda é o terceiro país que mais registra mortes no trânsito, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde, ficando atrás apenas de Índia e China, países com populações várias vezes maiores que a do nosso país. Quando se trata de motociclistas, os números são ainda mais graves. Em dezembro do ano passado, foram 55 mortes de motoqueiros e/ou garupas em São Paulo, quase dois por dia em apenas um mês, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). De cada 10 mortos, quatro faleceram na via em que se acidentaram, enquanto seis morreram em hospitais, mesmo depois de terem recebido socorro. Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado.

        A nível nacional, a taxa de internação de motociclistas que sofreram acidentes de trânsito aumentou 55% em uma década, de 2011 a 2021, segundo boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Da mesma forma, nos últimos 20 anos, a frota de motos registradas no Brasil cresceu mais de cinco vezes, chegando a um número de 32,3 milhões em setembro de 2023, de acordo com a Senatran.

        Nesse cenário e em meio ao crescimento dos aplicativos de entrega, os acidentes com motoboys também são uma triste realidade atual. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas estão entre as profissões mais perigosas do ponto de vista da incidência de acidentes de trabalho, com uma média de 362 casos para cada 10 mil empregos. Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a acidentes sofridos durante a prestação do serviço.

        Para mudar essa realidade, é necessária uma via de mão dupla: a conscientização e a ação. E essa ação passa por uma mudança de mentalidade de nossos motoristas, voltada à prevenção de acidentes. Para isso, precisamos de uma intensa e contínua educação no trânsito. Atitudes simples, como a utilização de cinto de segurança, limite de velocidade, atenção às placas de sinalização e advertência, são essenciais, além do básico: não beber ou utilizar qualquer tipo de droga antes de dirigir.

        Por parte do governo, campanhas, fiscalização e punição de infrações devem ser constantes, a fim de inibir comportamentos perigosos por parte dos motoristas. Às empresas, aos estabelecimentos e aos aplicativos que se valem dos serviços de entregadores motoboys, caberia prestar assistência, melhorando as condições de trabalho dessa categoria.

        Além disso, a assistência médica não pode falhar no atendimento das vítimas. Quando um acidente acontece e a pessoa sofre um trauma, é fundamental que os profissionais que farão o atendimento inicial do traumatizado — sejam os médicos, bombeiros, profissionais de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros — estejam preparados e tenham sido devidamente treinados para prestar a assistência adequada, seguindo protocolos aprovados mundialmente. Afinal, o sucesso do tratamento de qualquer tipo de trauma depende muito de como a pessoa é atendida desde o primeiro momento.

        Em suma, o conceito fundamental — não apenas para o Maio Amarelo, mas para todos os meses do ano — é estarmos sempre aprimorando a educação para que possamos reduzir, ano a ano, o número de pessoas acidentadas no trânsito. É importante lembrar sempre que evitar acidentes de trânsito é evitar milhares de mortes e sequelas e, consequentemente, grande dor para os acometidos e suas famílias, além das severas consequências na saúde das vítimas e os impactos econômicos e sociais resultantes.

        Na área da saúde, a redução do número de traumas facilmente evitáveis no trânsito liberaria os médicos para tratar de outras condições de saúde que as tecnologias e inovações médicas, infelizmente, ainda não conseguem evitar.

*Cirurgião geral e intensivista, integrante das câmaras técnicas de Cirurgia Geral e de Segurança do Paciente no Conselho Federal de Medicina


Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>

No segundo parágrafo, foram utilizadas duas

Alternativas
Q3496028 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Conscientização e ação para prevenir acidentes de trânsito

Jorge Carlos Machado Curi

        Assim como o acidente que matou Ayrton Senna não causaria mais a morte de motoristas de Fórmula 1 se sofressem algo similar hoje por conta da evolução da segurança no automobilismo, o número de iniciativas e tecnologias que proporcionam maior segurança no trânsito cotidiano cresceu nas últimas décadas. Pode-se observar esse fenômeno desde que virou obrigação, por lei, usar cinto de segurança em carros e capacetes nas motos e, mais recentemente, quando os “airbags” e freios ABS também se tornaram obrigatórios nos veículos brasileiros. A criação da Faixa Azul também ajudou a reduzir o número de mortes de motociclistas em vias movimentadas.

        No entanto, apesar das campanhas de conscientização, como Maio Amarelo, e dos avanços dessas tecnologias desenvolvidas para minimizar traumas — como é chamada a lesão causada por um evento inesperado externo ao corpo —, muitos não as utilizam. Segundo dados de 2023 da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran), uma média de 275 motoristas são multados por hora, nas rodovias do país, por não usarem o cinto de segurança. De acordo com a Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, apenas 60,7% dos motociclistas que moram em áreas rurais usam capacete. Poucas pessoas usam roupas de proteção, além do capacete, ao andar de moto, mesmo sabendo que elas oferecem maior segurança em caso de acidentes.

        O Brasil ainda é o terceiro país que mais registra mortes no trânsito, de acordo com relatório da Organização Mundial da Saúde, ficando atrás apenas de Índia e China, países com populações várias vezes maiores que a do nosso país. Quando se trata de motociclistas, os números são ainda mais graves. Em dezembro do ano passado, foram 55 mortes de motoqueiros e/ou garupas em São Paulo, quase dois por dia em apenas um mês, de acordo com o Sistema de Informações Gerenciais de Acidentes de Trânsito (Infosiga). De cada 10 mortos, quatro faleceram na via em que se acidentaram, enquanto seis morreram em hospitais, mesmo depois de terem recebido socorro. Ao todo, só em São Paulo, foram registradas 426 mortes de motociclistas no ano passado.

        A nível nacional, a taxa de internação de motociclistas que sofreram acidentes de trânsito aumentou 55% em uma década, de 2011 a 2021, segundo boletim da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente, do Ministério da Saúde. Da mesma forma, nos últimos 20 anos, a frota de motos registradas no Brasil cresceu mais de cinco vezes, chegando a um número de 32,3 milhões em setembro de 2023, de acordo com a Senatran.

        Nesse cenário e em meio ao crescimento dos aplicativos de entrega, os acidentes com motoboys também são uma triste realidade atual. De acordo com o Observatório de Segurança e Saúde no Trabalho, motociclistas e ciclistas de entregas rápidas estão entre as profissões mais perigosas do ponto de vista da incidência de acidentes de trabalho, com uma média de 362 casos para cada 10 mil empregos. Outra pesquisa feita por uma seguradora focada em profissionais autônomos revelou que motoboys ficaram, em média, 41 dias afastados de suas atividades em 2023 devido a acidentes sofridos durante a prestação do serviço.

        Para mudar essa realidade, é necessária uma via de mão dupla: a conscientização e a ação. E essa ação passa por uma mudança de mentalidade de nossos motoristas, voltada à prevenção de acidentes. Para isso, precisamos de uma intensa e contínua educação no trânsito. Atitudes simples, como a utilização de cinto de segurança, limite de velocidade, atenção às placas de sinalização e advertência, são essenciais, além do básico: não beber ou utilizar qualquer tipo de droga antes de dirigir.

        Por parte do governo, campanhas, fiscalização e punição de infrações devem ser constantes, a fim de inibir comportamentos perigosos por parte dos motoristas. Às empresas, aos estabelecimentos e aos aplicativos que se valem dos serviços de entregadores motoboys, caberia prestar assistência, melhorando as condições de trabalho dessa categoria.

        Além disso, a assistência médica não pode falhar no atendimento das vítimas. Quando um acidente acontece e a pessoa sofre um trauma, é fundamental que os profissionais que farão o atendimento inicial do traumatizado — sejam os médicos, bombeiros, profissionais de resgate do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), entre outros — estejam preparados e tenham sido devidamente treinados para prestar a assistência adequada, seguindo protocolos aprovados mundialmente. Afinal, o sucesso do tratamento de qualquer tipo de trauma depende muito de como a pessoa é atendida desde o primeiro momento.

        Em suma, o conceito fundamental — não apenas para o Maio Amarelo, mas para todos os meses do ano — é estarmos sempre aprimorando a educação para que possamos reduzir, ano a ano, o número de pessoas acidentadas no trânsito. É importante lembrar sempre que evitar acidentes de trânsito é evitar milhares de mortes e sequelas e, consequentemente, grande dor para os acometidos e suas famílias, além das severas consequências na saúde das vítimas e os impactos econômicos e sociais resultantes.

        Na área da saúde, a redução do número de traumas facilmente evitáveis no trânsito liberaria os médicos para tratar de outras condições de saúde que as tecnologias e inovações médicas, infelizmente, ainda não conseguem evitar.

*Cirurgião geral e intensivista, integrante das câmaras técnicas de Cirurgia Geral e de Segurança do Paciente no Conselho Federal de Medicina


Disponível em: <https://www.correiobraziliense.com.br/>

No primeiro parágrafo, a presença de verbos no

Alternativas
Q3495990 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O tempo é outro

No último treino de basquete que participei, veio de novo aquela sensação de que o tempo passou. E passou bonito. Porque em minha cabeça, a jogada estava certinha, mano, perfeita! Mas na hora de executar, quem disse que saiu?

Expectativa e realidade que fala, né? Tipo: a cabeça sabia o que fazer, mas o corpo não acompanhou.

E não é uma questão de estar ou não em forma. A parada é que aos 49 o corpo já não salta mais como aos 18 e se a cabeça não estiver boa o suficiente pode realmente dar pano para o divã. Tenho muitos amigos que simplesmente se recusam a aceitar que o tempo mudou. O tempo, de fato, é outro.

Claro que tudo tem a ver também com motivação porque com a mente focada naquilo que você ama fazer, alguns limites são superados. Eu, por exemplo, consigo carregar um equipamento de três quilos na mão o dia todo para fazer um ensaio fotográfico ou ficar em pé por horas dando aula, mas o fato é que nada disso ocorre impunemente e a conta chega cada vez pesada ao final.

Eu me preocupo com isso sim. Não tenho muito esta paranoia de classe média de trabalhar como um camelo em nome de uma aposentadoria privada razoável. A gente quer sim ter mais qualidade de vida, mas é para hoje que isso se faz urgente, para curtir a vida hoje, os filhos hoje, a esposa hoje, o mundo lindo como ele é, hoje!

Mas voltando ao UFC "Corpo x Mente", tem uma parte que isso fica legal: a maturidade.

Sim, porque com o tempo e sabedoria que ele nos traz, aprendemos a pensar e agir bem melhor. É o lance de você saber se entra ou não em uma discussão porque talvez não terá muita paciência para aquilo ou até mesmo saúde mental para segurar a bronca.

Neste caso, corpo e mente trabalham de forma perfeita e evitam problemas que facilmente aceitaríamos com uma cabeça mais jovem.

Enfim, prós e contras.

Mas que eu queria fazer de novo aquela infiltração, aquela bandeja perfeita e só soltar a bola quase que dentro da cesta, isso eu queria. Help!

Roberto Mancuzo


https://www.imparcial.com.br/noticias/o-tempo-e-outro,65342 
O texto "O tempo é outro", escrito por Roberto Mancuzo, oferece uma reflexão pessoal e introspectiva sobre o envelhecimento e suas consequências na vida cotidiana.
Nesse contexto, analise as afirmações que seguem:

I. O autor compartilha sua experiência durante um treino de basquete, onde percebe claramente as limitações físicas que o tempo trouxe consigo.
II. Ele descreve a discrepância entre a expectativa mental e a realidade física durante a prática esportiva, destacando a frustração que surge quando o corpo não responde da mesma forma que a mente deseja.
III. Essa dicotomia entre a capacidade mental e física ressalta a natureza complexa do envelhecimento e como ele afeta diferentes aspectos da vida.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3495155 Português
Instituto-Geral de Perícias usa protocolo
internacional para identificação de vítimas das
enchentes no RS e para apoio a familiares

De 22 corpos que estão no Departamento Médico
Legal, em Porto Alegre, 18 já foram identificados


   O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

   O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]

   A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.

   Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.

   — Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]

   Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.

   Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.

    De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.

   — Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.


Adaptado de:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geralde-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-devitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiaresclm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024. 
De acordo com a leitura do texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q3495154 Português
Instituto-Geral de Perícias usa protocolo
internacional para identificação de vítimas das
enchentes no RS e para apoio a familiares

De 22 corpos que estão no Departamento Médico
Legal, em Porto Alegre, 18 já foram identificados


   O Instituto-Geral de Perícias (IGP) está atuando com uma força-tarefa para a identificação de vítimas da chuva e enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul.

   O trabalho faz parte de um protocolo internacional que orienta as ações para casos de acidentes ou eventos climáticos com grande número de vítimas. Dos 22 corpos que chegaram ao Departamento Médico Legal (DML) de Porto Alegre na tarde de quarta-feira (6), 18 já foram identificados pelas impressões digitais. [...]

   A decisão de centralizar o trabalho no DML da Capital foi justamente para uso da estrutura e da equipe multidisciplinar especializada em ações desse tipo, o que permite maior rapidez nas identificações. O grupo é composto por papiloscopistas, médicos legistas, peritos criminais, psiquiatras, técnicos em perícias, fotógrafos criminalísticos e assistentes sociais, entre outros profissionais. No prédio em que fica o DML, na Avenida Ipiranga, bairro Azenha, há salas destinadas ao atendimento psicossocial dos familiares.

   Como muitas famílias perderam as casas ou todos os documentos, um sistema de identificação para estas pessoas também está em funcionamento. Para liberar um corpo de uma vítima, um familiar precisa se apresentar com identificação obrigatória. Se a pessoa está sem documentos, o IGP faz biometria na hora e já emite nova carteira de identidade. Também há trabalho integrado com cartórios para o registro do óbito.

   — Temos todo suporte às famílias. Quem chega aqui recebe todas as orientações, inclusive, sobre o cartório em que deve ir, onde haverá atendimento em guichê específico. Também estamos em contato com a Defesa Civil em função das dificuldades das pessoas em virem até aqui. Elas poderão ser trazidas ou vamos organizar para fazer a liberação dos corpos em cidades mais próximas — explica a diretora-geral do IGP, a perita criminal Marguet Mittmann. [...]

   Sobre a identificação das vítimas, Marguet destaca que é feita a partir de três etapas. A mais rápida é pelas impressões digitais. Se a pessoa tem carteira de identidade feita no Estado, a impressão consta no banco de dados. O sistema faz uma comparação inicial, e a identificação é finalizada a partir de análise técnica de um papiloscopista.

   Das 22 vítimas, 18 tiveram impressões digitais localizadas no banco de dados. Para quem não tem, a etapa seguinte é o processo de odontologia forense. Nesse caso, familiares teriam de apresentar documentos de atendimentos odontológicos do falecido, o que também não é simples diante da tragédia que destruiu e arrastou casas, deixando famílias sem pertences. Então, por último, é o processo de DNA, em que o familiar precisa ceder uma amostra de saliva para que o exame comparativo seja feito.

    De qualquer forma, explica Marguet, para uma margem de segurança do processo de identificação e até para garantir material genético para eventuais exames que sejam necessários no futuro, todos os familiares, mesmo os das vítimas identificadas por impressões digitais, têm material coletado para lançamento no banco de dados genéticos do IGP.

   — Estamos trabalhando com todos os esforços e essas famílias não vão ficar desassistidas. Não haverá revitimização — garantiu a diretora-geral do IGP.


Adaptado de:
https://gauchazh.clicrbs.com.br/geral/noticia/2023/09/instituto-geralde-pericias-usa-protocolo-internacional-para-identificacao-devitimas-das-enchentes-no-rs-e-para-apoio-a-familiaresclm9ctldi001q015g62hda5yo.html. Acesso em: 10 maio 2024. 
A função da linguagem predominante no texto é a referencial, pois a notícia em questão
Alternativas
Q3494913 Português

    The terrible food in hospitals has long been one of the greatest contradictions in health care. Over the past few years, several doctors have spoken out about the lack of healthy food options and how frustrating it can be to tell their patients to make dietary changes, only to have that guidance undermined by the very hospital treating their patients.But now, some hospitals are taking note.


    Across the country, medical centers are hiring executive chefs, working closely with nutritionists and dietitians, and striving to ensure that patients with a wide range of dietary needs and restrictions are getting not only the nourishment they need while in the hospital, but the information they need to keep from coming back.


    Hospital malnutrition affects 30-50% of patients worldwide, according to a September 2019 study published in the Journal of Parenteral and Enteral Nutrition.


    How to prioritize healthy food is a question that chef Christopher Dickens at Southeast Health in Alabama is also asking as the hospital and the food facilities go through a ground-up renovation that’s putting healthier options at the forefront.


    “Our patients can’t choose where they are, how they feel. They just don’t have a lot of choice,” Dickens said. “If we don’t do everything in our power to make sure that’s a great experience, then shame on us.” He explained that the hospital is trying to move away from processed foods, refined sugars, and excess oil “so that we can produce a product that truly helps our patient, and our community and our staff, with overall health.” Dickens continued. “People have their preconceived notions of what hospital food is, and we want to break those. We know that food is medicine,” said Dickens, “and we need to be ahead of the curve.” 



https://www.huffpost.com/entry/bad-hospital-foodhealthy_n_5e5d3de2c5b63aaf8f5b0390. Acesso em Mar 16, 2020. Adaptado. 

A contradição apontada pelo texto, a respeito da comida servida em hospitais, refere-se 
Alternativas
Q3494911 Português

    Manter a ética profissional nas relações de trabalho é importante para promover um ambiente justo, motivador e com base na honestidade para todos, desde colaboradores até a alta gestão.


    A ética profissional representa um conjunto de ações, princípios, valores e comportamentos no trabalho. Eles são, geralmente, transformados em “normas” que devem ser seguidas pelos colaboradores para cultivar um ambiente seguro e íntegro.


    A importância da ética profissional pode ser vista tanto do lado da companhia quanto dos colaboradores. É uma via de mão dupla — com ela é possível construir relações valiosas e com base na confiança, formando uma cultura organizacional forte, capaz de inspirar os colaboradores e trazer mais propósito para o grupo. 


    A ética profissional serve para melhorar diversos indicadores da empresa, sejam eles tangíveis ou subjetivos, percebidos pelo público e comunidade.


    O processo de construção de um ambiente de trabalho ético requer esforço e dedicação por parte de todos. Uma das maneiras de promover a ética de forma prática e executável nos mais diferentes nichos de negócio inclui, por exemplo, contratar novos talentos alinhados com os pilares éticos da companhia, desde o início da jornada dos colaboradores.


     Assim, reduzem-se os riscos de descobrir que algum profissional reproduz comportamentos não adequados após meses — ou até anos — de atuação. O efeito de colaboradores desalinhados com a cultura pode ser bem negativo, gerando uma “contaminação” de grupos e aumento nos níveis de desmotivação. 


    Outra maneira de promover a ética de forma prática é treinando líderes. Já é bem conhecida a crença de que “o exemplo vem de cima”. No mundo corporativo, esse ensinamento tem muito valor. Líderes com comportamentos duvidosos, que fujam das práticas éticas da empresa, tendem a desencorajar os colaboradores ou influenciá-los negativamente, levando-os a fazerem o mesmo. 



https://exame.com/carreira/guia-de-carreira/como-promover-a-eticaprofissional-no-trabalho-veja-exemplos/. Acesso em 05/03/2024. Adaptado. 

No contexto, a expressão “via de mão dupla” (3º parágrafo) compreende, em relação à ética, 
Alternativas
Q3494910 Português

    Manter a ética profissional nas relações de trabalho é importante para promover um ambiente justo, motivador e com base na honestidade para todos, desde colaboradores até a alta gestão.


    A ética profissional representa um conjunto de ações, princípios, valores e comportamentos no trabalho. Eles são, geralmente, transformados em “normas” que devem ser seguidas pelos colaboradores para cultivar um ambiente seguro e íntegro.


    A importância da ética profissional pode ser vista tanto do lado da companhia quanto dos colaboradores. É uma via de mão dupla — com ela é possível construir relações valiosas e com base na confiança, formando uma cultura organizacional forte, capaz de inspirar os colaboradores e trazer mais propósito para o grupo. 


    A ética profissional serve para melhorar diversos indicadores da empresa, sejam eles tangíveis ou subjetivos, percebidos pelo público e comunidade.


    O processo de construção de um ambiente de trabalho ético requer esforço e dedicação por parte de todos. Uma das maneiras de promover a ética de forma prática e executável nos mais diferentes nichos de negócio inclui, por exemplo, contratar novos talentos alinhados com os pilares éticos da companhia, desde o início da jornada dos colaboradores.


     Assim, reduzem-se os riscos de descobrir que algum profissional reproduz comportamentos não adequados após meses — ou até anos — de atuação. O efeito de colaboradores desalinhados com a cultura pode ser bem negativo, gerando uma “contaminação” de grupos e aumento nos níveis de desmotivação. 


    Outra maneira de promover a ética de forma prática é treinando líderes. Já é bem conhecida a crença de que “o exemplo vem de cima”. No mundo corporativo, esse ensinamento tem muito valor. Líderes com comportamentos duvidosos, que fujam das práticas éticas da empresa, tendem a desencorajar os colaboradores ou influenciá-los negativamente, levando-os a fazerem o mesmo. 



https://exame.com/carreira/guia-de-carreira/como-promover-a-eticaprofissional-no-trabalho-veja-exemplos/. Acesso em 05/03/2024. Adaptado. 

De acordo com o texto, um possível desafio envolvido no processo de implantação de um ambiente de trabalho ético inclui 
Alternativas
Q3494909 Português

    O relatório “The Future of Jobs 2020”, do Fórum Econômico Mundial, sinaliza que 50% das habilidades profissionais devem mudar nos próximos cinco anos e destaca duas delas: a criatividade e a flexibilidade. As habilidades que integram o perfil profissional não são somente técnicas. Há alguns anos, programar era o “novo inglês” — todo profissional deveria saber, não importava o cargo. Agora, soft skills, como inteligência emocional e inovação, parecem premissa básica de qualquer profissão. Diante desse cenário, as competências são perecíveis e não valerão para o restante da vida.


    Foi percebendo essa volatilidade no mercado de trabalho que Leandro Herrera, fundador e CEO da Edtech Tera, começou a capacitar profissionais nas habilidades digitais mais importantes para os negócios.


    Para Herrera, é preciso desapegar da ideia de investir muito tempo e dinheiro no aprendizado de uma competência que valerá para sempre. Segundo ele, o mundo da transformação digital exige um profissional híbrido, que será menos especialista e precisará ter conhecimentos sobre vários campos e áreas. “Os problemas que as empresas estão se propondo resolver e as novas soluções que a sociedade está pedindo são muito novos. Por isso, vemos hoje uma demanda do mercado por colaboradores que tenham conhecimentos sobre vários campos”, explica Herrera.


    Segundo levantamento da Tera, as habilidades mais demandadas no mercado de trabalho são: resolução de problemas complexos, criatividade e inovação, negociação, inteligência emocional, capacidade para tomada de decisão, trabalho em equipe, pensamento crítico, lógica de programação. De acordo com estimativa do Fórum Econômico Mundial no relatório “O Futuro dos Empregos”, quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação em suas habilidades essenciais.



https://inforchannel.com.br/2021/08/02/relatorio-the-future-of-jobs-2020- mostra-quais-sao-as-habilidades-do-profissional-do-futuro/ Acesso em 22/02/2024. Adaptado.  

No trecho “...quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação em suas habilidades essenciais.”, a correlação expressa pelos verbos “permanecerem” e ”precisarão” indica 
Alternativas
Q3494908 Português

    O relatório “The Future of Jobs 2020”, do Fórum Econômico Mundial, sinaliza que 50% das habilidades profissionais devem mudar nos próximos cinco anos e destaca duas delas: a criatividade e a flexibilidade. As habilidades que integram o perfil profissional não são somente técnicas. Há alguns anos, programar era o “novo inglês” — todo profissional deveria saber, não importava o cargo. Agora, soft skills, como inteligência emocional e inovação, parecem premissa básica de qualquer profissão. Diante desse cenário, as competências são perecíveis e não valerão para o restante da vida.


    Foi percebendo essa volatilidade no mercado de trabalho que Leandro Herrera, fundador e CEO da Edtech Tera, começou a capacitar profissionais nas habilidades digitais mais importantes para os negócios.


    Para Herrera, é preciso desapegar da ideia de investir muito tempo e dinheiro no aprendizado de uma competência que valerá para sempre. Segundo ele, o mundo da transformação digital exige um profissional híbrido, que será menos especialista e precisará ter conhecimentos sobre vários campos e áreas. “Os problemas que as empresas estão se propondo resolver e as novas soluções que a sociedade está pedindo são muito novos. Por isso, vemos hoje uma demanda do mercado por colaboradores que tenham conhecimentos sobre vários campos”, explica Herrera.


    Segundo levantamento da Tera, as habilidades mais demandadas no mercado de trabalho são: resolução de problemas complexos, criatividade e inovação, negociação, inteligência emocional, capacidade para tomada de decisão, trabalho em equipe, pensamento crítico, lógica de programação. De acordo com estimativa do Fórum Econômico Mundial no relatório “O Futuro dos Empregos”, quase 50% dos trabalhadores que permanecerem em suas funções nos próximos cinco anos precisarão de requalificação em suas habilidades essenciais.



https://inforchannel.com.br/2021/08/02/relatorio-the-future-of-jobs-2020- mostra-quais-sao-as-habilidades-do-profissional-do-futuro/ Acesso em 22/02/2024. Adaptado.  

Segundo o texto, o relatório do Fórum Econômico Mundial, quanto às aptidões profissionais exigidas pelo mercado, aponta que
Alternativas
Q3492823 Português
Leia o texto para responder à questão.


As amazonas guerreiras da lenda grega podem realmente ter existido

Uma das personagens mais famosas dos quadrinhos, compondo a trindade dos três personagens mais importantes da DC, a Mulher Maravilha foi baseada no mito das guerreiras gregas conhecidas como Amazonas. Porém, cada vez mais pesquisas vêm descobrindo evidências de que grupos de mulheres guerreiras na antiga Grécia estão mais próximas da realidade do que se acreditava.

De acordo com as lendas, as Amazonas eram guerreiras ferozes que viviam em uma nação própria à parte do mundo conhecido (nos quadrinhos da DC, elas vivem na ilha fictícia de Themyscira). Antes da Mulher Maravilha, as histórias sobre essas mulheres guerreiras foram contadas e registradas pelo famoso poeta grego Homero, na sua A Ilíada.

Nas histórias, Hércules teve que lutar contra essas guerreiras para obter o cinto mágico da rainha Amazona Hipólita em um dos seus 12 trabalhos. Já o famoso guerreiro e herói grego Aquiles, matou outra rainha, Pentesiléia, apenas para depois se apaixonar por ela quando retirou o capacete de seu rosto.

Embora as histórias contidas no poema A Ilíada de Homero sejam alvos de debates sobre a sua existência real ou não (como a guerra de Tróia, por exemplo), cada vez mais evidências vêm mostrando que mulheres guerreiras como as Amazonas podem realmente ter existido.

Em 2019, arqueólogos descobriram um túmulo com os restos mortais de quatro guerreiras enterradas com um estoque de pontas de flechas, lanças e equipamentos de montaria. O túmulo está localizado na região dos estepes no oeste da Rússia, e é onde as lendas gregas situavam as Amazonas.

Agora, uma equipe de arqueólogos encontrou outro túmulo na necrópole de Nakhchivan, no Azerbaijão. Os túmulos, de aproximadamente 4 mil anos, também continham mulheres enterradas com armas como pontas de flecha, um punhal de bronze e uma maça, além de joias.

O arco está entre as principais armas usadas pelas guerreiras amazonas nas lendas, o que, junto com a descoberta de outros túmulos com as mesmas características, indica a possibilidade de existência dessas mulheres guerreiras.

“Isso mostra que há verdade por trás dos mitos e lendas da Grécia antiga. Uma civilização não é composta por um único túmulo. Se estamos falando de uma cultura que atravessa o Cáucaso e a Estepe, que é o que todos os antigos diziam, obviamente você precisa de outros restos”, disse a historiadora Bettany Hughes ao The Guardian.

A historiadora aponta ainda outras evidências encontradas nos restos mortais, como alterações nas articulações dos dedos e nos ossos da pélvis. “Seus dedos estão deformados porque estão usando flechas demais. Mudanças nas articulações dos dedos não aconteceriam apenas pela caça. Isso é uma prática extensa e contínua. As pélvis das mulheres estão basicamente abertas porque estão montando cavalos. Os ossos são moldados apenas pelo estilo de vida delas.”

Como funcionava a sociedade das Amazonas ainda é algo a ser descoberto, mas a confirmação da existência de mulheres guerreiras na antiguidade grega está cada vez mais próxima.

Revista Superinteressante. Adaptado. Disponível em <https://super.abril.com.br/historia/asamazonas-guerreiras-da-lenda-grega-podemrealmente-ter-existido#google_vignette>
De acordo com o texto, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3492787 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


Segura que o filho é nosso

Posso me desdobrar em vinte, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir

Giovana Madalosso | Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras | 26.mai.2024

        Sou mãe e, como a maioria das outras, consigo me desdobrar em muitas, mas será que devo fazer isso?
        Posso me dividir um duas, mas nunca vou conseguir cobrir a figura do pai. E nem quero porque a presença paterna é importante para uma criança.
        Posso me desdobrar em quatro, mas nunca vou conseguir fazer o papel dos avós, com sua experiência e seu afeto açucarado pelos anos e hérnias.
        Posso me desdobrar em dez, mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros, porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.
        Posso mostrar para o meu filho planetas, estrelas e constelações, ensinar matemática com 200 g de farinha e 100 ml de óleo, recortar na massa fresca um triângulo isósceles e um escaleno, mas isso nunca vai substituir um professor e uma escola.
        Posso me desdobrar em vinte, quem sabe até em quarenta, simultaneamente assobiar, fritar ovo e trocar fralda; segurar dois no colo, um na perna, outro na cacunda; ser a plateia cheia que ovaciona o teatrinho; fazer de mim um polvo, uma malabarista, uma comunidade em forma de mulher, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.
        Quem sabe, com todo esse amor que me escapa até pelas orelhas, eu possa me desdobrar até em algo de força sobre-humana e sair por aí pintando praça, improvisando creche, mas fui eu mesma que ensinei para o meu filho que podemos até ajudar no dever do outro, mas nunca fazer o dever do outro. E todas essas tarefas gigantes são dever do Estado.
        É, eu poderia ser muitas, mas só quero ser uma. Nem duas, nem uma vírgula três. E às vezes até menos do que uma. Quase uma. Lascada, quebrada, imperfeita, ferrada. Ou egoísta, como tantos homens, vangloriados por abraçarem a carreira e ganharem o mundo, por trabalharem em outras cidades, por cruzarem oceanos, sem nunca serem questionados como nós: quem ficou cuidando dos seus filhos?
        Olhe para mim: não tenho mais braços do que ninguém. E, ao contrário do que alguns pensam, não tenho "espírito de cuidadora". Se desenvolvi foi por força das circunstâncias.
        Pegando aquela frase da Simone de Beauvoir e indo um passo para lá: ninguém nasce mãe, torna-se mãe. Se tudo é uma construção, inclusive a maternidade, podemos reconstruí-la de outra maneira. Cruzar os braços e deixar que o outro faça. Dizer: segura você, que o filho é nosso. E quanto mais nosso, melhor para ele.

MADALOSSO, Giovana. Segura que o filho é nosso. Folha de São Paulo, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/05/segura-que-o-filho-e-nosso.shtml.
Acesso em: 26 mai. 2024. Adaptado. 
No trecho “[...] eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.” (6º parágrafo), foi empregada uma estrutura de: 
Alternativas
Q3492785 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


Segura que o filho é nosso

Posso me desdobrar em vinte, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir

Giovana Madalosso | Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras | 26.mai.2024

        Sou mãe e, como a maioria das outras, consigo me desdobrar em muitas, mas será que devo fazer isso?
        Posso me dividir um duas, mas nunca vou conseguir cobrir a figura do pai. E nem quero porque a presença paterna é importante para uma criança.
        Posso me desdobrar em quatro, mas nunca vou conseguir fazer o papel dos avós, com sua experiência e seu afeto açucarado pelos anos e hérnias.
        Posso me desdobrar em dez, mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros, porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.
        Posso mostrar para o meu filho planetas, estrelas e constelações, ensinar matemática com 200 g de farinha e 100 ml de óleo, recortar na massa fresca um triângulo isósceles e um escaleno, mas isso nunca vai substituir um professor e uma escola.
        Posso me desdobrar em vinte, quem sabe até em quarenta, simultaneamente assobiar, fritar ovo e trocar fralda; segurar dois no colo, um na perna, outro na cacunda; ser a plateia cheia que ovaciona o teatrinho; fazer de mim um polvo, uma malabarista, uma comunidade em forma de mulher, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.
        Quem sabe, com todo esse amor que me escapa até pelas orelhas, eu possa me desdobrar até em algo de força sobre-humana e sair por aí pintando praça, improvisando creche, mas fui eu mesma que ensinei para o meu filho que podemos até ajudar no dever do outro, mas nunca fazer o dever do outro. E todas essas tarefas gigantes são dever do Estado.
        É, eu poderia ser muitas, mas só quero ser uma. Nem duas, nem uma vírgula três. E às vezes até menos do que uma. Quase uma. Lascada, quebrada, imperfeita, ferrada. Ou egoísta, como tantos homens, vangloriados por abraçarem a carreira e ganharem o mundo, por trabalharem em outras cidades, por cruzarem oceanos, sem nunca serem questionados como nós: quem ficou cuidando dos seus filhos?
        Olhe para mim: não tenho mais braços do que ninguém. E, ao contrário do que alguns pensam, não tenho "espírito de cuidadora". Se desenvolvi foi por força das circunstâncias.
        Pegando aquela frase da Simone de Beauvoir e indo um passo para lá: ninguém nasce mãe, torna-se mãe. Se tudo é uma construção, inclusive a maternidade, podemos reconstruí-la de outra maneira. Cruzar os braços e deixar que o outro faça. Dizer: segura você, que o filho é nosso. E quanto mais nosso, melhor para ele.

MADALOSSO, Giovana. Segura que o filho é nosso. Folha de São Paulo, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/05/segura-que-o-filho-e-nosso.shtml.
Acesso em: 26 mai. 2024. Adaptado. 
Em qual dos excertos abaixo há indícios da utilização de um discurso direto? 
Alternativas
Q3492784 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


Segura que o filho é nosso

Posso me desdobrar em vinte, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir

Giovana Madalosso | Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras | 26.mai.2024

        Sou mãe e, como a maioria das outras, consigo me desdobrar em muitas, mas será que devo fazer isso?
        Posso me dividir um duas, mas nunca vou conseguir cobrir a figura do pai. E nem quero porque a presença paterna é importante para uma criança.
        Posso me desdobrar em quatro, mas nunca vou conseguir fazer o papel dos avós, com sua experiência e seu afeto açucarado pelos anos e hérnias.
        Posso me desdobrar em dez, mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros, porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.
        Posso mostrar para o meu filho planetas, estrelas e constelações, ensinar matemática com 200 g de farinha e 100 ml de óleo, recortar na massa fresca um triângulo isósceles e um escaleno, mas isso nunca vai substituir um professor e uma escola.
        Posso me desdobrar em vinte, quem sabe até em quarenta, simultaneamente assobiar, fritar ovo e trocar fralda; segurar dois no colo, um na perna, outro na cacunda; ser a plateia cheia que ovaciona o teatrinho; fazer de mim um polvo, uma malabarista, uma comunidade em forma de mulher, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.
        Quem sabe, com todo esse amor que me escapa até pelas orelhas, eu possa me desdobrar até em algo de força sobre-humana e sair por aí pintando praça, improvisando creche, mas fui eu mesma que ensinei para o meu filho que podemos até ajudar no dever do outro, mas nunca fazer o dever do outro. E todas essas tarefas gigantes são dever do Estado.
        É, eu poderia ser muitas, mas só quero ser uma. Nem duas, nem uma vírgula três. E às vezes até menos do que uma. Quase uma. Lascada, quebrada, imperfeita, ferrada. Ou egoísta, como tantos homens, vangloriados por abraçarem a carreira e ganharem o mundo, por trabalharem em outras cidades, por cruzarem oceanos, sem nunca serem questionados como nós: quem ficou cuidando dos seus filhos?
        Olhe para mim: não tenho mais braços do que ninguém. E, ao contrário do que alguns pensam, não tenho "espírito de cuidadora". Se desenvolvi foi por força das circunstâncias.
        Pegando aquela frase da Simone de Beauvoir e indo um passo para lá: ninguém nasce mãe, torna-se mãe. Se tudo é uma construção, inclusive a maternidade, podemos reconstruí-la de outra maneira. Cruzar os braços e deixar que o outro faça. Dizer: segura você, que o filho é nosso. E quanto mais nosso, melhor para ele.

MADALOSSO, Giovana. Segura que o filho é nosso. Folha de São Paulo, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/05/segura-que-o-filho-e-nosso.shtml.
Acesso em: 26 mai. 2024. Adaptado. 
Nesse texto, percebe-se que a autora: 
Alternativas
Q3492783 Português
TEXTO PARA A QUESTÃO


Segura que o filho é nosso

Posso me desdobrar em vinte, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir

Giovana Madalosso | Escritora, roteirista e uma das idealizadoras do movimento Um Grande Dia para as Escritoras | 26.mai.2024

        Sou mãe e, como a maioria das outras, consigo me desdobrar em muitas, mas será que devo fazer isso?
        Posso me dividir um duas, mas nunca vou conseguir cobrir a figura do pai. E nem quero porque a presença paterna é importante para uma criança.
        Posso me desdobrar em quatro, mas nunca vou conseguir fazer o papel dos avós, com sua experiência e seu afeto açucarado pelos anos e hérnias.
        Posso me desdobrar em dez, mas nunca vou conseguir substituir a madrinha, o padrinho, a vizinha, o motorista da perua, o amigo de família, o primo que faz aviãozinho e tantos outros, porque cada pessoa é uma, e cada uma delas mostra para o meu filho que o mundo é feito de pessoas diferentes, com ideias diversas.
        Posso mostrar para o meu filho planetas, estrelas e constelações, ensinar matemática com 200 g de farinha e 100 ml de óleo, recortar na massa fresca um triângulo isósceles e um escaleno, mas isso nunca vai substituir um professor e uma escola.
        Posso me desdobrar em vinte, quem sabe até em quarenta, simultaneamente assobiar, fritar ovo e trocar fralda; segurar dois no colo, um na perna, outro na cacunda; ser a plateia cheia que ovaciona o teatrinho; fazer de mim um polvo, uma malabarista, uma comunidade em forma de mulher, mas isso vai fazer meu filho acreditar que eu sou uma heroína, e eu não quero dar para ele o exemplo de que mãe é mártir. De que mulher é mártir. De que qualquer pessoa deve ser mártir.
        Quem sabe, com todo esse amor que me escapa até pelas orelhas, eu possa me desdobrar até em algo de força sobre-humana e sair por aí pintando praça, improvisando creche, mas fui eu mesma que ensinei para o meu filho que podemos até ajudar no dever do outro, mas nunca fazer o dever do outro. E todas essas tarefas gigantes são dever do Estado.
        É, eu poderia ser muitas, mas só quero ser uma. Nem duas, nem uma vírgula três. E às vezes até menos do que uma. Quase uma. Lascada, quebrada, imperfeita, ferrada. Ou egoísta, como tantos homens, vangloriados por abraçarem a carreira e ganharem o mundo, por trabalharem em outras cidades, por cruzarem oceanos, sem nunca serem questionados como nós: quem ficou cuidando dos seus filhos?
        Olhe para mim: não tenho mais braços do que ninguém. E, ao contrário do que alguns pensam, não tenho "espírito de cuidadora". Se desenvolvi foi por força das circunstâncias.
        Pegando aquela frase da Simone de Beauvoir e indo um passo para lá: ninguém nasce mãe, torna-se mãe. Se tudo é uma construção, inclusive a maternidade, podemos reconstruí-la de outra maneira. Cruzar os braços e deixar que o outro faça. Dizer: segura você, que o filho é nosso. E quanto mais nosso, melhor para ele.

MADALOSSO, Giovana. Segura que o filho é nosso. Folha de São Paulo, 26 de maio de 2024. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/giovana-maladosso/2024/05/segura-que-o-filho-e-nosso.shtml.
Acesso em: 26 mai. 2024. Adaptado. 
Observando-se sua organização, é possível afirmar que o texto apresentado é predominantemente:
Alternativas
Q3490995 Português
O que é o efeito Dunning-Kruger?


GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunning kruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
A paráfrase para o trecho “Dunker exemplifica o caso a partir de um estudo realizado com testes humorísticos, assim, aqueles que contavam piadas que não provocavam o riso do maior número de pessoas costumavam acreditar que eram os comediantes mais engraçados” (linhas 23 a 25) que mais preserva o sentido original e mantém a correção gramatical é:
Alternativas
Q3490990 Português
O que é o efeito Dunning-Kruger?


GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunning kruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
Expressões, tais como: “estudos de dois psicólogos americanos” (linhas 07 e 08); “psicanalista e professor do Instituto de Psicologia da USP” (linha 09), conferem à discussão feita no texto 
Alternativas
Q3490988 Português
O que é o efeito Dunning-Kruger?


GALVÃO, Júlia. O que é o efeito Dunning-Kruger? Disponível em https://jornal.usp.br/radio-usp/o-que-e-o-efeito-dunning kruger/. Acesso em 5 de maio de 2024 [com supressões].
É possível afirmar, a partir da leitura global do texto, que o assunto principal dele é:
Alternativas
Respostas
25621: C
25622: B
25623: A
25624: A
25625: A
25626: A
25627: E
25628: D
25629: C
25630: E
25631: E
25632: A
25633: B
25634: B
25635: E
25636: D
25637: C
25638: A
25639: B
25640: E