Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 140.367 questões

Q3504940 Português
texto 2

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”


texto 3

“Canudos não se rendeu. Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.”

Os trechos abaixo foram extraídos da obra OS SERTÕES, de Euclides da Cunha. 
Assinale a alternativa correta em relação aos gêneros e aos tipos textuais.
Alternativas
Q3504939 Português
texto 2

“O sertanejo é, antes de tudo, um forte. Não tem o raquitismo exaustivo dos mestiços neurastênicos do litoral. A sua aparência, entretanto, ao primeiro lance de vista, revela o contrário. Falta-lhe a plástica impecável, o desempeno, a estrutura corretíssima das organizações atléticas.”


texto 3

“Canudos não se rendeu. Fechemos este livro. Canudos não se rendeu. Exemplo único em toda a história, resistiu até ao esgotamento completo. Expugnado palmo a palmo, na precisão integral do termo, caiu no dia 5, ao entardecer, quando caíram os seus últimos defensores, que todos morreram. Eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados.”

Os trechos abaixo foram extraídos da obra OS SERTÕES, de Euclides da Cunha. 
Assinale a alternativa correta quanto aos gêneros e tipos textuais.
Alternativas
Q3504938 Português
A importância da variedade linguística


Em outras palavras, as gramáticas normativas não costumam dar importância sistemática à noção de variedade e de mudança linguísticas, noções estas que entendemos de fundamental importância pedagógica, particularmente na prática do texto escrito.

Mesmo os manuais de redação mais objetivos e práticos de alguns jornais brasileiros, como os da Folha de S. Paulo e d’O Estado de S. Paulo, costumam ser bastante conservadores – quando não apenas imprecisos ou incorretos – nas questões gramaticais; e é curioso observar que o próprio texto desses jornais desmente diariamente as regras de seus manuais. Como exemplos, basta citar o emprego de esse e este (…)

FARACO, Carlos Alberto, TEZZA, Cristóvão, Prática de Texto, ed. Vozes, Petrópolis, 20ª edição, 2001 
A fala e a escrita são duas modalidades da língua com características distintas.

Coluna 1 - Modalidades da língua
1. para as características da fala
2. para as características da escrita

Coluna 2 - Características
( ) contextualizada
( ) mais planejada
( ) predomínio de frases curtas
( ) com subordinação abundante

Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q3504937 Português
A importância da variedade linguística


Em outras palavras, as gramáticas normativas não costumam dar importância sistemática à noção de variedade e de mudança linguísticas, noções estas que entendemos de fundamental importância pedagógica, particularmente na prática do texto escrito.

Mesmo os manuais de redação mais objetivos e práticos de alguns jornais brasileiros, como os da Folha de S. Paulo e d’O Estado de S. Paulo, costumam ser bastante conservadores – quando não apenas imprecisos ou incorretos – nas questões gramaticais; e é curioso observar que o próprio texto desses jornais desmente diariamente as regras de seus manuais. Como exemplos, basta citar o emprego de esse e este (…)

FARACO, Carlos Alberto, TEZZA, Cristóvão, Prática de Texto, ed. Vozes, Petrópolis, 20ª edição, 2001 
Sobre a expressão desses jornais no texto 1, são feitas as seguintes afirmativas acerca da coesão textual.

1. O autor se refere aos jornais brasileiros de modo geral.
2. A expressão funciona como elemento de coesão sequencial, como ocorre com conectores, marcadores de ordenamento, permitindo progressão lógica e coesa.
3. A expressão funciona como elemento de referência textual, de modo anafórico, ou seja, movimento retrospectivo.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas, de acordo com a norma culta.
Alternativas
Q3504936 Português
A importância da variedade linguística


Em outras palavras, as gramáticas normativas não costumam dar importância sistemática à noção de variedade e de mudança linguísticas, noções estas que entendemos de fundamental importância pedagógica, particularmente na prática do texto escrito.

Mesmo os manuais de redação mais objetivos e práticos de alguns jornais brasileiros, como os da Folha de S. Paulo e d’O Estado de S. Paulo, costumam ser bastante conservadores – quando não apenas imprecisos ou incorretos – nas questões gramaticais; e é curioso observar que o próprio texto desses jornais desmente diariamente as regras de seus manuais. Como exemplos, basta citar o emprego de esse e este (…)

FARACO, Carlos Alberto, TEZZA, Cristóvão, Prática de Texto, ed. Vozes, Petrópolis, 20ª edição, 2001 
Analise as afirmativas abaixo sobre o texto 1.

1. O autor afirma que as gramáticas normativas são inválidas para o ensino de língua.
2. Os jornais não seguem as próprias regras dos seus manuais, porque são muito objetivos e práticos.
3. O autor defende ideia oposta à das gramáticas normativas em relação à importância da noção de variedade linguística.

Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Q3503665 Português

Leia o texto a seguir para responder às questão.



IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI


Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.


14.jan.2024



        WASHINGTON | AFP — A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

        

        “As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados”, disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.

        

        “E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda”, acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.

        

        O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.

        

        “Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda”, explicou Georgieva à AFP.

        

        Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.

        

        “Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países”, continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis às mudanças causadas pela IA.

        

        O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.

        

        “Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará”, disse.

        

        “Em outras palavras, abracem-na, está chegando”, acrescentou. “Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos.”

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

É um recurso utilizado pelo autor do texto, exceto:
Alternativas
Q3503664 Português

Leia o texto a seguir para responder às questão.



IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI


Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.


14.jan.2024



        WASHINGTON | AFP — A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

        

        “As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados”, disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.

        

        “E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda”, acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.

        

        O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.

        

        “Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda”, explicou Georgieva à AFP.

        

        Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.

        

        “Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países”, continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis às mudanças causadas pela IA.

        

        O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.

        

        “Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará”, disse.

        

        “Em outras palavras, abracem-na, está chegando”, acrescentou. “Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos.”

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

Em relação aos dados apresentados, o texto traz uma posição
Alternativas
Q3503663 Português

Leia o texto a seguir para responder às questão.



IA afetará cerca de 40% dos empregos do mundo, diz FMI


Relatório do Fundo indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar.


14.jan.2024



        WASHINGTON | AFP — A inteligência artificial (IA) afetará 60% dos empregos nas economias avançadas, afirmou a diretora-gerente do FMI, Kristalina Georgieva, pouco antes de partir para o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça.

        

        “As economias avançadas e alguns mercados emergentes verão 60% de seus empregos afetados”, disse em uma entrevista em Washington, citando um novo relatório do Fundo Monetário Internacional sobre o assunto.

        

        “E depois diminui para 40% para os mercados emergentes, 26% para os países de baixa renda”, acrescentou, referindo-se ao relatório do FMI, que aponta que, globalmente, quase 40% do emprego mundial está exposto à IA.

        

        O relatório indica que metade dos empregos afetados pela IA será prejudicada, enquanto o restante pode se beneficiar do aumento da produtividade devido à IA.

        

        “Seu trabalho pode desaparecer completamente, o que não é bom, ou a inteligência artificial pode aprimorar seu trabalho, tornando-o mais produtivo e aumentando sua renda”, explicou Georgieva à AFP.

        

        Embora inicialmente a IA tenha um impacto menor nos mercados emergentes e nas economias em desenvolvimento, também é menos provável que se beneficiem das vantagens dessa nova tecnologia, de acordo com o FMI.

        

        “Isso poderia agravar a lacuna digital e a disparidade de renda entre os países”, continuou o relatório, acrescentando que os trabalhadores mais velhos provavelmente serão mais vulneráveis às mudanças causadas pela IA.

        

        O FMI vê uma oportunidade significativa para as políticas abordarem essas preocupações, disse Georgieva à AFP.

        

        “Devemos nos concentrar em ajudar os países de baixa renda, em particular, a agir mais rapidamente para aproveitar as oportunidades que a inteligência artificial apresentará”, disse.

        

        “Em outras palavras, abracem-na, está chegando”, acrescentou. “Então, a inteligência artificial, sim, assusta um pouco. Mas também é uma tremenda oportunidade para todos.”

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br

É correto afirmar que predomina no texto o uso da sequência
Alternativas
Q3503138 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dinheiro na mão é vendaval

Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco



    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. А mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.


    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.


   As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.

De acordo com o texto, analise as assertivas abaixo:

I. O Sistema de compras on-line para entrega em casa é mais cômodo e privilegia o pagamento via cartão on outro meio eletrônico.
II. A Pandemia ressaltou a comodidade e a segurança do dinheiro eletrônico e do próprio comércio on-line.
III. O Sistema de pagamento instantâneo por apps cresceu e as cédulas desapareceram.

Está(ão) CORRETA(s):
Alternativas
Q3502348 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse : "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição nº 2882.
De acordo com o texto, analise as assertivas abaiхо:

I. O Sistema de compras on-line para entrega em casa é mais cômodo e privilegia o pagamento via cartão ou outro meio eletrônico.
II. A Pandemia ressaltou a comodidade e a segurança do dinheiro eletrônico e do próprio comércio on-line.
III. O Sistema de pagamento instantâneo por apps cresceu e as cédulas desapareceram.

Está(ão) CORRETA(s):
Alternativas
Q3502311 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


Dinheiro na mão é vendaval
Notas e moedas sumiram de nossas vidas - e ninguém percebeu.


Walcyr Carrasco


    Outro dia eu resolvi ir a um restaurante no Rio de Janeiro, localizado em um bairro da Zona Sul, tradicional e elegante. Vesti uma roupa especial para a ocasião, passei um bom perfume, peguei a carteira com meus cartões, apesar de usar mais os virtuais hoje em dia. Empoderado e bem acompanhado, entrei no local, certo de que faria uma deliciosa refeição. Pedi uma mesa para dois. Quando sentamos, o garçom nos trouxe o menu. E perguntou: "Já conhecem o restaurante?". Respondi: "Não, mas já há algum tempo queria conhecer". Ele disse: "Só quero adiantar que não trabalhamos com cartões." Sorri e disse: "Tudo bem, eu faço um Pix." Aí ele frisou: "Só aceitamos pagamento em cash." Meu mundo desmoronou. Ele nos acompanhou até a saída. Logo ao lado havia outro restaurante. Entramos. A mesma cena se repetiu. Surpreso, soube que os dois eram do mesmo dono. Questionei como isso era possível nos dias atuais. Há muito tempo não passava por uma situação assim. O segundo garçom explicou que os dois restaurantes eram frequentados por clientes antigos e fiéis, que já conheciam as normas e sempre estavam preparados. Realmente, observei e o restaurante estava longe de parecer vazio. Corremos para um food truck, e nos resolvemos.

    Refleti que de fato eu utilizo cada vez menos dinheiro em papel ou moeda, assim como todos os meus amigos e conhecidos. Antes eu sempre tinha um trocado. Separava o dinheiro do restaurante, do táxi, da gorjeta. Sempre tinha uma bolsinha para as moedas. Hoje, basicamente, eu preciso do meu celular. Carro é por aplicativo, reservas on-line, restaurantes pagos por aproximação do celular. E a gorjeta? O exército de profissionais que dependia de gorjetas dançou, porque ninguém mais anda com dinheiro vivo. A não ser que se dê a gorjeta também no cartão. Mas o mundo avançou tanto na seara digital que, há pouco tempo, na entrada do Aeroporto Santos Dumont, um senhor me estendeu a mão pedindo uma ajuda. Respondi que não tinha dinheiro em mãos. "Aceito Pix", ele respondeu. Para um amigo que queria um queijo coalho na Praia de Ipanema e estava desprevenido, a vendedora propôs, mostrando um cartão: "Aponta seu celular pra esse QR code que o pagamento vai cair direto na minha conta." Minha reflexologista anda com uma maquininha de cobrança no próprio celular. Mas dinheiro virou algo simbólico. Obsoleto. Mesmo os grandes bancos se resolvem com cifras digitais. Imagine se todos os correntistas de qualquer banco exigirem, no mesmo dia, retirar tudo em dinheiro. O banco entra em colapso.

    As cédulas coloridas, as moedas desenhadas, o cheirinho da grana, tudo isso tornou-se raro. Uma mala cheia de dinheiro vivo hoje em dia é suspeita. No mínimo, vão achar que é propina de político. Ou algum pagamento questionável, que alguém recebe e não declara. Outro dia vi a clássica imagem de Tio Patinhas nadando em dinheiro. Hoje em dia seria impossível. O próprio Tio Patinhas teria seus apps. A canção de Paulinho da Viola intitulada Pecado Capital diz que dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador. Foi premonitória. O vendaval já passou. Dinheiro na mão? Ninguém tem mais.


Publicado em VEJA de 1º de março de 2024, edição n° 2882.
 "[...] dinheiro na mão é vendaval na vida de um sonhador [...]." 3°§

É sinônimo da palavra destacada:
Alternativas
Q3501586 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

 Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia

Agência Brasil
23/04/24

   Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo *Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia*, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

   O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

   Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

   Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

   Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

   “Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

   O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

   Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.

Adaptado
https://istoedinheiro.com.br
“Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo [...]. (4º §)
É sinônimo da palavra sublinhada:
Alternativas
Q3501584 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

 Estudo relata violência contra jornalistas e comunicadores na Amazônia

Agência Brasil
23/04/24

   Alertar a sociedade sobre a relação de crimes contra o meio ambiente e a violência contra jornalistas na Amazônia é o objetivo do estudo *Fronteiras da Informação — Relatório sobre jornalismo e violência na Amazônia*, lançado hoje (23) pelo Instituto Vladimir Herzog (IVH), em Belém.

   O material traça um panorama sobre a situação na região amazônica, palco de crescente onda de violência, atingindo diretamente os profissionais de imprensa.

   Dados da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) revelam a ocorrência de 230 casos de violência contra liberdade de imprensa nos nove estados da Amazônia Legal, nos últimos dez anos. Segundo a Fenaj, o Pará é o estado mais violento para repórteres na Amazônia, com 89 casos registrados em uma década, seguido por Amazonas (38), Mato Grosso (31) e Rondônia (20).

   Um dos casos mais emblemáticos e que chocou o Brasil e o mundo foi o assassinato do jornalista inglês Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, em 2022.

   Segundo o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, Giuliano Galli, a morte brutal dos profissionais levou o instituto a se debruçar com maior atenção aos casos de violência na região. O instituto desenvolve projetos relacionados à proteção de jornalistas em todo o país.

   “Especificamente, nos últimos anos, principalmente após o assassinato do Bruno e do Dom, a gente começou a receber um volume de denúncias muito maior de jornalistas e comunicadores que atuam na região amazônica. Então, a grande motivação foi produzir um documento que embasasse essa nossa percepção — de ter um número de casos maior naquela região — para que a gente pudesse utilizar para um trabalho de incidência junto a atores do Estado brasileiro para que possa adotar medidas e criar políticas públicas de proteção aos jornalistas e comunicadores na Amazônia.”, disse Galli à Agência Brasil.

   O relatório traz diversos relatos de casos em que a violência contra os profissionais aparece diretamente ligada às investigações sobre crimes ambientais. [...] “Os relatos que a gente recebe é que, especificamente no Vale do Javari, a situação ainda continua bastante perigosa e pouco foi feito desde então. Então, não deixa de ser uma motivação para evitar que casos parecidos como o do Bruno e do Dom se repitam, não só no Vale do Javari, mas em toda a Amazônia e em todo o país”, acrescentou Galli.

   Para o coordenador de Jornalismo e Liberdade de Expressão do Instituto Vladimir Herzog, o relatório é claro ao apontar a relação de atividades ilegais como garimpo, mineração, ocupação de territórios indígenas e a ausência de políticas públicas de proteção. Ele destaca ainda que a violência não é sofrida apenas por jornalistas e comunicadores, mas também por defensores de direitos humanos em geral.

Adaptado
https://istoedinheiro.com.br
De acordo com a tipologia textual, a intenção do autor foi:
Alternativas
Q3501296 Português
Instrução: Leia o texto e responda à questão.
As pequenas coisas que dão prazer são feitas de momentos breves, quase mágicos, nos quais os cinco sentidos parecem parar no tempo e, sem pressa, saborear todas as sensações, antes de registrá-las para sempre na memória.
Esses pedacinhos de cotidiano são feitos de cheiros, sabores, cores e sonoridades particulares que tocam você, às vezes de forma inexplicável, e que ficam associados àqueles momentos especiais de sua vida. São pedrinhas semeadas ao longo do caminho de sua existência. Ao parar para observar, por alguns segundos, esses instantes e esses pequeninos prazeres, você saberá do que é que você gosta e, assim, aprenderá a se conhecer melhor. Pois dizer o que ama é um pouco como escrever a sua história ou desenhar o seu próprio retrato.
(GRÉVERAND, G. Disponível em: www.pensador.com/cronicas_do_cotidiano. Acesso em: 23/03/2024.)
Qual alternativa NÃO apresenta ideia abordada no texto?
Alternativas
Q3501294 Português

Leia atentamente a história de Maurício de Souza com os personagens rurais Chico Bento e Rosinha.


Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://br.pinterest.com/pin/15410823709556384/. Acesso em: 23/03/2024.)


Sobre a história, analise as afirmativas.


I. O enfoque da história está na não compreensão da mãe do gesto gentil de Chico Bento.


II. Mesmo os personagens sendo infantis, a história trata de cortesia e delicadeza.


III. No terceiro e no quinto quadrinhos, as falas de Rosinha e da mãe mostram uma variedade linguística geográfica da língua.


IV. A linguagem utilizada pelos personagens revela que eles não têm qualquer nível de escolaridade e que moram na zona rural.


Estão corretas as afirmativas

Alternativas
Q3501292 Português
De acordo com o contexto em que são empregadas, as palavras podem ser utilizadas em seu sentido literal/denotativo e em seu sentido figurado/conotativo. A conotação refere-se aos sentidos, associações e ideias que vão além do sentido original da palavra; já a denotação refere-se ao significado mais objetivo e comum de um termo. Marque C para exemplo de sentido conotativo e D para exemplo de sentido denotativo.
( ) Escritora e jornalista, autora de romances e contos, Clarice Lispector nasceu na Ucrânia e morreu no Brasil.
( ) Drummond confessou ao jornalista que morria de medo de andar de avião, por isso foi poucas vezes visitar a filha na Argentina.
( ) Nosso Cazuza mordeu a vida com todos os dentes. A doença e a morte parecem ter-se vingado de sua paixão exagerada de viver.
( ) Embora tenha se consagrado como autor de textos narrativos, Machado de Assis também se destacou na escrita de crônicas e poemas.
Assinale a sequência correta.
Alternativas
Q3501291 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

A Lenda da Vitória-Régia

    Há muitos e muitos anos, em certas noites, a Lua, chamada Jaci pelos índios tupis-guaranis, aparecia com todo o seu esplendor para iluminar uma aldeia na Amazônia brasileira.
    Sabia-se que Jaci, quando se escondia atrás das montanhas, sempre levava consigo as jovens de sua preferência e as transformava em estrelas no céu.
    Acontece que uma moça da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com esse encontro, e seus olhos brilhavam quando pensava no grande dia em que seria convidada pela deusa Jaci. No entanto, os anciões da tribo alertavam:
    — Naiá, as moças são transformadas em estrelas depois que são tocadas pela formosa deusa. Não tem volta, Naiá!
    Mas quem conseguia convencê-la? Naiá queria porque queria ser levada pela Lua, para ser estrela no céu e brilhar ao lado de Jaci!
    Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa.
    Mas Jaci sumia na imensidão do céu, para depois ressurgir linda, redonda e brilhante. Enquanto isso, a jovem índia apenas definhava. Naiá já não sentia fome nem sede. E não havia pajé que a curasse do seu imenso desejo.
    Uma noite, tendo parado para descansar após longa caminhada, Naiá sentou-se à beira de um lago. Viu, então, na superfície, a imagem da deusa: a Lua estava bem ali, ao seu alcance, refletida no espelho d’água. Naiá, pensando que a Lua descera para se banhar, mergulhou fundo ao seu encontro e se afogou.
    Jaci, comovida com tão intenso desejo, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu metamorfoseá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Assim, Naiá foi transformada na “Estrela das Águas”, única e majestosa, que é a vitória-régia ou mumuru, como é chamada pelos índios tupis-guaranis.
    Conta-se que, por isso, as flores perfumadas e brancas da vitória-régia só se abrem à noite: uma homenagem à Jaci, a deusa Lua. E, ao nascer do sol, as flores ficam rosadas, como o rosto da índia guerreira Naiá.

(Disponível em: indagação.com.br/20.09. Acesso em: 24/04/2023.)
Quando duas ou mais palavras apresentam sentido próximo ou mesmo idêntico em um texto, são denominadas sinônimas. Assinale a alternativa em que NÃO são apresentados somente sinônimos da palavra dada.
Alternativas
Q3501289 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

A Lenda da Vitória-Régia

    Há muitos e muitos anos, em certas noites, a Lua, chamada Jaci pelos índios tupis-guaranis, aparecia com todo o seu esplendor para iluminar uma aldeia na Amazônia brasileira.
    Sabia-se que Jaci, quando se escondia atrás das montanhas, sempre levava consigo as jovens de sua preferência e as transformava em estrelas no céu.
    Acontece que uma moça da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com esse encontro, e seus olhos brilhavam quando pensava no grande dia em que seria convidada pela deusa Jaci. No entanto, os anciões da tribo alertavam:
    — Naiá, as moças são transformadas em estrelas depois que são tocadas pela formosa deusa. Não tem volta, Naiá!
    Mas quem conseguia convencê-la? Naiá queria porque queria ser levada pela Lua, para ser estrela no céu e brilhar ao lado de Jaci!
    Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa.
    Mas Jaci sumia na imensidão do céu, para depois ressurgir linda, redonda e brilhante. Enquanto isso, a jovem índia apenas definhava. Naiá já não sentia fome nem sede. E não havia pajé que a curasse do seu imenso desejo.
    Uma noite, tendo parado para descansar após longa caminhada, Naiá sentou-se à beira de um lago. Viu, então, na superfície, a imagem da deusa: a Lua estava bem ali, ao seu alcance, refletida no espelho d’água. Naiá, pensando que a Lua descera para se banhar, mergulhou fundo ao seu encontro e se afogou.
    Jaci, comovida com tão intenso desejo, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu metamorfoseá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Assim, Naiá foi transformada na “Estrela das Águas”, única e majestosa, que é a vitória-régia ou mumuru, como é chamada pelos índios tupis-guaranis.
    Conta-se que, por isso, as flores perfumadas e brancas da vitória-régia só se abrem à noite: uma homenagem à Jaci, a deusa Lua. E, ao nascer do sol, as flores ficam rosadas, como o rosto da índia guerreira Naiá.

(Disponível em: indagação.com.br/20.09. Acesso em: 24/04/2023.)
O registro linguístico usado na escrita da lenda revela obediência às normas da escrita padrão, com trechos em linguagem informal. Assinale o trecho do texto em que a linguagem é informal.
Alternativas
Q3501288 Português
Instrução: Leia atentamente o texto e responda à questão.

A Lenda da Vitória-Régia

    Há muitos e muitos anos, em certas noites, a Lua, chamada Jaci pelos índios tupis-guaranis, aparecia com todo o seu esplendor para iluminar uma aldeia na Amazônia brasileira.
    Sabia-se que Jaci, quando se escondia atrás das montanhas, sempre levava consigo as jovens de sua preferência e as transformava em estrelas no céu.
    Acontece que uma moça da tribo, a guerreira Naiá, vivia sonhando com esse encontro, e seus olhos brilhavam quando pensava no grande dia em que seria convidada pela deusa Jaci. No entanto, os anciões da tribo alertavam:
    — Naiá, as moças são transformadas em estrelas depois que são tocadas pela formosa deusa. Não tem volta, Naiá!
    Mas quem conseguia convencê-la? Naiá queria porque queria ser levada pela Lua, para ser estrela no céu e brilhar ao lado de Jaci!
    Nas noites claras da floresta, ou quando apenas um pedacinho da Lua aparecia no céu, a índia sonhadora corria e implorava pelo toque de Jaci, sem nunca a alcançar. Naiá subia nos galhos mais altos das árvores ou pernoitava no cume dos morros silenciosos, na esperança de ascender ao céu pelo convite da deusa.
    Mas Jaci sumia na imensidão do céu, para depois ressurgir linda, redonda e brilhante. Enquanto isso, a jovem índia apenas definhava. Naiá já não sentia fome nem sede. E não havia pajé que a curasse do seu imenso desejo.
    Uma noite, tendo parado para descansar após longa caminhada, Naiá sentou-se à beira de um lago. Viu, então, na superfície, a imagem da deusa: a Lua estava bem ali, ao seu alcance, refletida no espelho d’água. Naiá, pensando que a Lua descera para se banhar, mergulhou fundo ao seu encontro e se afogou.
    Jaci, comovida com tão intenso desejo, quis recompensar o sacrifício da bela jovem índia e resolveu metamorfoseá-la em uma estrela diferente de todas aquelas que brilhavam no céu. Assim, Naiá foi transformada na “Estrela das Águas”, única e majestosa, que é a vitória-régia ou mumuru, como é chamada pelos índios tupis-guaranis.
    Conta-se que, por isso, as flores perfumadas e brancas da vitória-régia só se abrem à noite: uma homenagem à Jaci, a deusa Lua. E, ao nascer do sol, as flores ficam rosadas, como o rosto da índia guerreira Naiá.

(Disponível em: indagação.com.br/20.09. Acesso em: 24/04/2023.)
O título do texto remete ao gênero textual a que pertence: é uma lenda. Assinale a alternativa que NÃO apresenta característica relativa às lendas. 
Alternativas
Q3501277 Português
Instrução: Leia o texto abaixo atentamente para responder à questão.

                                       (Disponível em: http://www.arionaurocartuns.com.br/ Acesso: em 27/02/2024.)
Analise as afirmativas a seguir referentes à construção do efeito de sentido.
I. No outdoor, a linguagem não verbal reitera uma visão estereotipada de família.
II. A construção de sentido se estabelece pela relação paradoxal entre as linguagens verbal e não verbal que compõem essa charge.
III. No outdoor, o efeito de sentido se constitui pela relação de oposição entre a frase “Viva feliz” e a fala do menino.
IV. Na fala do menino, o advérbio “também” reforça a ideia de exclusão social.
Está correto o que se afirma em
Alternativas
Respostas
25561: B
25562: A
25563: B
25564: C
25565: B
25566: D
25567: A
25568: C
25569: C
25570: C
25571: D
25572: B
25573: X
25574: B
25575: A
25576: C
25577: A
25578: B
25579: B
25580: D