Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4290062 Português

Leia o texto a seguir e responda à questão:


A Bola


        O pai deu uma bola de presente ao filho. Lembrando o prazer que sentira ao ganhar a sua primeira bola do pai. Uma número 5 sem tento oficial de couro. Agora não era mais de couro, era de plástico. Mas era uma bola.


        O garoto agradeceu, desembrulhou a bola e disse “Legal!”. Ou o que os garotos dizem hoje em dia quando gostam do presente ou não querem magoar o velho. Depois começou a girar a bola, à procura de alguma coisa. 


        – Como é que liga? – perguntou.


        – Como, como é que liga? Não se liga.


        O garoto procurou dentro do papel de embrulho. – Não tem manual de instrução?


        O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros.


        – Não precisa manual de instrução.


        – O que é que ela faz?


        – Ela não faz nada. Você é que faz coisas com ela.


        – O quê?


        – Controla, chuta…


        – Ah, então é uma bola.


        – Claro que é uma bola.


        – Uma bola, bola. Uma bola mesmo.


        – Você pensou que fosse o quê?


        – Nada, não.


        O garoto agradeceu, disse “Legal” de novo, e dali a pouco o pai o encontrou na frente da tevê, com a bola nova do lado, manejando os controles de um videogame. Algo chamado Monster Baú, em que times de monstrinhos disputavam a posse de uma bola em forma de blip eletrônico na tela ao mesmo tempo que tentavam se destruir mutuamente.


        O garoto era bom no jogo. Tinha coordenação e raciocínio rápido. Estava ganhando da máquina.


        O pai pegou a bola nova e ensaiou algumas embaixadas. Conseguiu equilibrar a bola no peito do pé, como antigamente, e chamou o garoto.


        – Filho, olha.


        O garoto disse “Legal” mas não desviou os olhos da tela. O pai segurou a bola com as mãos e a cheirou, tentando recapturar mentalmente o cheiro de couro. A bola cheirava a nada. Talvez um manual de instrução fosse uma boa ideia, pensou. Mas em inglês, para a garotada se interessar.


(Luis Fernando Veríssimo. “A bola”. Comédias para se ler na escola, 2001. Adaptado)

Considerando o que se menciona no 6o parágrafo: “O pai começou a desanimar e a pensar que os tempos são outros. Que os tempos são decididamente outros”, assinale a alternativa que melhor explica o porquê de o narrador fazer essa afirmação.
Alternativas
Q4290061 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
•  problemas de saúde física – 45%;
•  obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
•  adoecimento mental – 32%;
•  perda de renda – 17%;
•  perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz.” (6° parágrafo), a palavra em destaque expressa a ideia de
Alternativas
Q4290059 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
•  problemas de saúde física – 45%;
•  obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
•  adoecimento mental – 32%;
•  perda de renda – 17%;
•  perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
Está em sentido figurado a expressão destacada em:
Alternativas
Q4290058 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
•  problemas de saúde física – 45%;
•  obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
•  adoecimento mental – 32%;
•  perda de renda – 17%;
•  perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
No trecho “ter que arcar com um custo maior de vida”, a palavra arcar significa
Alternativas
Q4290057 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão:

Mudanças climáticas já afetam 85% dos brasileiros, diz pesquisa

        Oito em cada dez pessoas (85%) já notam interferências das mudanças climáticas em seu cotidiano, sendo que quase metade (46%) julga esse impacto intenso. O dado foi obtido por equipes do Aurora Lab e da More in Common, em pesquisa sobre a transição de energias sujas para limpas, obtida com exclusividade pela Agência Brasil e que será lançada na próxima quarta-feira (27), em São Paulo.

        Como resultado das mudanças climáticas, as principais reclamações dos 2.630 participantes ouvidos foram:

•   ter que arcar com um custo maior de vida – 53%;
•  problemas de saúde física – 45%;
•  obstáculos ao acesso a seu local de trabalho – 40%;
•  adoecimento mental – 32%;
•  perda de renda – 17%;
•  perda de emprego – 10%.

        A proporção de brasileiros que confia que o governo deve ser a principal figura a garantir a proteção de trabalhadoras e trabalhadores nesse contexto é de sete a cada dez (67%). Outros indicados a essa função são empregadores (7%) e grupos auto-organizados, como os de direitos socioambientais (menos de 6%).
        
        O levantamento ainda demonstra elevada consciência (93%) de que os modelos de produção e consumo da sociedade precisam ser transformados para se enfrentar a crise climática. No total, 74% concordam totalmente com tal afirmação.

        Uma parcela de 67% acredita que essas mudanças trarão bons frutos para a classe trabalhadora, em termos de abertura de vagas. Somente 10% discordam disso e pensam que terão o efeito contrário, de redução dos postos de trabalho.

        De acordo com a pesquisa, mesmo em uma era de disseminação de fake news, os brasileiros ainda confiam no que a ciência diz. Universidades e cientistas são a fonte com mais credibilidade para 69% dos entrevistados, enquanto as redes sociais são o principal meio de informação de 65% deles, quando o assunto é clima.

(Letycia Treitero Kawada. Agência Brasil, 24.05.2026. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-05/mudancasclimaticas-ja-afetam-85-dos-brasileiros-diz-pesquisa. Adaptada)
De acordo com a pesquisa relatada na notícia, é correto afirmar que
Alternativas
Q4289979 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
A respeito da estrutura de gestão e operação descrita no texto, assinale a alternativa CORRETA sobre a natureza da administração do arquipélago: 
Alternativas
Q4289978 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
O texto descreve o local das construções como um ambiente: 
Alternativas
Q4289977 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
De acordo com o texto, por que as novas construções utilizam materiais resistentes à corrosão e sistemas de encaixe? 
Alternativas
Q4289976 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
Analise as asserções a seguir sobre a infraestrutura descrita no texto e marque a opção CORRETA:

I. A nova passarela servirá para interligar as novas edificações que serão construídas em diferentes níveis de altitude na ilha Belmonte.
II. O texto indica que a ampliação atual será finalizada no próximo ano, com foco na construção de novos laboratórios de ponta.
III. A Estação Científica de São Pedro e São Paulo, ao se ampliar, reafirma sua posição estratégica de soberania no ponto mais distante do continente.

A interpretação correta das asserções é:
Alternativas
Q4289975 Português
O texto a seguir é referência para a questão:


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais Brasil desafia ambiente hostil e mais remoto de seu território para manter Base Científica

Luiz André Ferreira
Publicado 02/03/2026


    A Estação Científica do Arquipélago de São Pedro e São Paulo passa pela terceira ampliação. É o ponto mais afastado do continente brasileiro. Fica na extremidade da costa de Natal, no Rio Grande do Norte. Devido a ser a área mais remota, sua ocupação é de fundamental estratégia para garantir o espaço territorial e manter os limites das fronteiras do país. É também uma das principais bases de estudos científicos.
    Estão sendo investidos cerca de 7 milhões de reais do Fundo de Compensação Ambiental. Entre as melhorias, a instalação de uma passarela ligando o ponto mais baixo ao mais alto da ilha Belmonte, a principal, onde deverão ser construídas novas edificações até o final deste ano.
    Espaço Selvagem  
  As novas construções se destacam pelo uso de materiais altamente resistentes à corrosão e um sistema de montagem por encaixe que reduz o uso de parafusos. A atual estrutura apresenta sinais de acentuado desgaste. Devido ao difícil acesso, o transporte de pessoas e materiais não pode ser feito por uma embarcação comum, mas somente pelo adaptado Navio Patrulha Oceânico “Araguari”.
    Além da distância da costa, a cerca de mil quilômetros do litoral brasileiro, a geografia é resumida a um pequeno cume de cadeia de montanhas que se ergue de profundidades de cerca de 4.000 metros do fundo do mar.
    A topografia é extremamente irregular. A pequena dimensão mais plana equivale a aproximadamente um campo de futebol. Seu ponto mais elevado está a apenas 16 metros do nível do mar, o que faz com que constantemente seja invadida pelas fortes ondas que assolam a região que também é escaldada pelo forte sol e sacudida pelos constantes tremores de terra.
    Complexidade da Operação 
    A manutenção da operação também é muito complexa. Envolve diversos sistemas adjacentes, como o de geração de energia, o de captação e dessalinização de água e o de comunicações. O Arquipélago está há mais de 20 anos sob a gestão da Marinha, que mantém em uma de suas bases, um farol para sinalização de embarcações. A força armada divide a gestão da Base Científica com o ICMBio e a Universidade Federal do Espírito Santo.  


Garantir Fronteira e Pesquisas Ambientais. Disponível em https://odia.ig.com.br/colunas/luiz-andreferreira/2026/03/7215486-garantir-fronteira-e-pesquisasambientais.html. Acesso em 13 de março de 2026. Adaptado. 
Com base na leitura do texto, assinale a alternativa CORRETA para a relação entre a localização da Estação Científica e o investimento realizado:  
Alternativas
Q4289937 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Na passagem “Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando- -as, assim, para trás.” (5° parágrafo), os termos destacados expressam, correta e respectivamente, sentidos de 
Alternativas
Q4289936 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
Considere as passagens:

•     ... a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas... (1° parágrafo)
•     ... o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. (3° parágrafo)

Os termos destacados são, correta e respectivamente, antônimos de: 
Alternativas
Q4289935 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
A conclusão do editorial marca-se
Alternativas
Q4289934 Português
Leia o texto para responder à questão:


As crianças deixadas para trás


    O instituto Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com o apoio das fundações Bracell, Itaú, VélezReyes+, Van Leer e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), lançou recentemente um indicador que mede a cobertura da educação infantil no Brasil. Vistos de cima, os dados sobre as matrículas das crianças de 0 a 5 anos de idade transmitem a sensação de que tudo vai bem, mas não vai: a análise dos dados revela uma persistente negligência das autoridades públicas no cuidado da primeira infância.

    Uma emenda à Constituição, de 2009, tornou obrigatória a matrícula das crianças de 4 e 5 anos na pré-escola. E o prazo para o País alcançar a universalização, que é um índice de matrícula acima de 95%, era até 2016. Segundo o Iede, 94,6% das crianças frequentavam a pré-escola em 2025, o que até permitiria inferir que falta pouco para o Brasil bater a meta.

    Mas, passados dez anos, o que se vê são desigualdades intoleráveis entre municípios, Estados e regiões. Segundo o Iede, 876 municípios brasileiros – ou 16% do total – ainda não alcançaram nem a marca de 90% das crianças matriculadas na pré-escola. Não é exagero afirmar que mais de 300 mil crianças vivem à margem do direito constitucional à educação infantil.

    O local de nascimento de uma criança pode definir quem tem ou não o direito universal à educação. Enquanto no Piauí 100% das crianças frequentam a pré-escola, no Amapá esse índice não chega a 70%. Aliás, o Norte lidera os indicadores negativos: 29% dos municípios da região têm menos de 90% das crianças na pré-escola.

     A atual realidade não autoriza otimismo. Tudo isso é muito triste, porque a Constituição fez muitas promessas aos cidadãos: uma delas é a de que o Brasil combateria as desigualdades regionais e outra é a de que as crianças deveriam ser tratadas, pelo Estado, pela família e pela sociedade, com “absoluta prioridade”. Mas, decerto porque as crianças não votam, as autoridades públicas brasileiras decidiram não honrar o compromisso firmado com todas elas, deixando-as, assim, para trás.


(Editorial. https://www.estadao.com.br/opiniao, 03.05.2026. Adaptado)
O editorial deixa evidente que
Alternativas
Q4289930 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Na passagem “Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade.” (3° parágrafo), os termos destacados formam expressões cujos sentidos são, correta e respectivamente, de:
Alternativas
Q4289928 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. (1° parágrafo)

Os termos destacados na passagem exprimem, correta e respectivamente, sentidos de:
Alternativas
Q4289927 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Considere as passagens:

•     A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917... (1° parágrafo)
•     Éramos pobres, não indigentes... (3° parágrafo)
•     Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar... (4° parágrafo)
•     A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo. (5° parágrafo)

No contexto em que estão empregados, os termos destacados significam, correta e respectivamente:
Alternativas
Q4289926 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
Assinale a alternativa em que o termo destacado está empregado em sentido figurado.
Alternativas
Q4289925 Português
Leia o texto para responder à questão:


Memórias de um aprendiz de escritor


    Cresci ouvindo histórias. Porque tinham histórias a contar, eles: meus pais, meus tios, nossos vizinhos. Eram, na maioria, emigrantes. Da Rússia. Lá tinham vivido, como seus antepassados, em pequenas aldeias, em meio a uma lírica miséria, lendo a Bíblia, praticando a religião e trabalhando como artesãos e pequenos comerciantes. A ruína do império czarista, nos anos que precederam a Revolução de 1917, acarretou também a destruição desse pequeno mundo.

    Contar histórias. Eis uma coisa que meus pais sabiam fazer particularmente bem, com graça e humor; sabiam transformar pessoas em personagens, acontecimentos em situações ou cenas.

    De minha mãe adquiri o gosto pela leitura. Éramos pobres, não indigentes; não chegávamos a passar fome, mas tínhamos de economizar. Apesar disso nunca me faltou dinheiro para livros. Minha mãe me levava à tradicional Livraria do Globo e eu podia escolher à vontade. Desde pequeno estava lendo. De tudo, como até hoje: Monteiro Lobato e revistas em quadrinhos, divulgação científica e romances.

    Ler. Lembro-me: uma manhã, acordo cedo. Não são seis horas ainda. Vou para a salinha da frente, abro a janela, pego um livro (são as aventuras do Camundongo Mickey). Leio um pouco. Olho pela janela. No leito da rua, uma pomba debica entre as pedras. Levanta a cabecinha e fixa em mim um pequeno olho escuro, duro como um grão. Mickey e a pomba. Por onde andará a pomba porto-alegrense que à tênue luz da madrugada parou um instante de bicar para olhar o garoto com o livro na mão? Não sei, não sei de nada.

    Monteiro Lobato era meu autor preferido. Mas eu também lia o “Tesouro da Juventude”, uma enciclopédia infanto-juvenil em dezoito volumes. Curioso, eu queria saber tudo: por que chove? Quem depois de morta foi rainha? Lia, lia. Deitado num sofá, o livro servindo como barreira entre a criança e o mundo. Isto: o livro é uma barreira; mas é também a porta. A porta para um mundo imaginário, onde eu vivia grande parte de meu tempo.


(Moacyr Scliar. Minha mãe não dorme enquanto eu não chegar. 1996. Adaptado)
 Ao discorrer sobre o seu interesse e gosto pela leitura, o cronista atribui-os
Alternativas
Q4289892 Português

Gravidez reduz oportunidades e autonomia de

meninas, mostra pesquisa


     A gravidez na infância ou na adolescência interrompeu os estudos de seis em cada dez (61%) jovens entrevistadas em uma pesquisa realizada pela organização não governamental Plan Brasil. Com o título Marcas do Tempo: Gravidez na Infância ou Adolescência e seus Impactos na Vida de Mulheres no Brasil, a pesquisa ouviu mais de 1,5 mil mulheres de 19 a 29 anos, em todas as regiões do Brasil, e comparou dois grupos: as que engravidaram na infância ou adolescência e as que não passaram por essa experiência. No caso da interrupção dos estudos, o percentual cai para 33% entre esse segundo grupo.

     De acordo com a CEO da Plan Brasil, Cynthia Betti, a gravidez na infância ou adolescência é um ponto de inflexão que aprofunda desigualdades que já existiam antes mesmo da gestação.

     "Os dados mostram que essas meninas enfrentam barreiras que se acumulam, seja na educação, na saúde, no mercado de trabalho ou no exercício de seus direitos mais básicos", disse.

    Oito em cada dez entrevistadas (83%) disseram ainda já ter deixado um trabalho ou perdido uma oportunidade profissional por precisar cuidar dos filhos. Segundo os resultados da pesquisa, mesmo partindo de contextos parecidos, as jovens que engravidaram na infância ou adolescência acumulam desvantagens maiores ao longo da vida. O estudo ressaltou que 73% relatam já ter sido discriminadas por causa da gravidez, seja na família, na escola ou em serviços de saúde. Esse preconceito aparece de forma recorrente nos relatos, com descrições de julgamentos sobre a capacidade intelectual, moral е profissional dessas jovens.

       A pesquisa destaca também que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em casamento ou união logo após a primeira gestação. O estudo identifica ainda um aumento de 19 pontos percentuais na chance de casamento antes dos 16 anos entre essas jovens.

     Os dados mostram que, entre as jovens que engravidaram antes dos 14 anos, metade (50%) não teve a possibilidade de interrupção legal da gestação nos serviços de saúde. Segundo a legislação brasileira, toda gravidez em menores de 14 anos é resultado de estupro de vulnerável.

     Para Cynthia, essas jovens não perderam apenas um emprego ou um ano de estudo, perderam a possibilidade de escolher os próprios caminhos no momento em que mais precisavam dessa autonomia.

    "Reverter esse quadro exige implementação, monitoramento e orçamento para políticas públicas integradas e de prevenção, e não respostas isoladas. Ouvir essas histórias é o que nos permite transformar estatística em compromisso público", avaliou.

   O estudo aponta um conjunto de recomendações que vão da garantia de educação sexual baseada em direitos e do acesso descomplicado a métodos contraceptivos até a universalização de creches com horários compatíveis com a rotina de estudo e trabalho. Também são considerados importantes o combate à violência obstétrica e à coerção contraceptiva, e políticas de primeiro emprego voltadas especificamente para jovens mães.


Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2026-

08/gravidez-reduz-oportunidades-e-autonomia-de-meninas-mostrapesquisa (adaptado).


No quinto parágrafo, afirma-se que A pesquisa destaca também que 59% das jovens que engravidaram antes dos 19 anos passaram a viver em casamento ou união logo após a primeira gestação. Se reescrevêssemos essa estrutura sem alterar o sentido do texto original, a expressão sublinhada poderia ser substituída por uma locução de valor de  __________como se vê em __________.
Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Respostas
2321: B
2322: A
2323: B
2324: B
2325: E
2326: C
2327: B
2328: A
2329: C
2330: D
2331: B
2332: C
2333: D
2334: B
2335: A
2336: B
2337: C
2338: E
2339: D
2340: B