Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

Foram encontradas 127.817 questões

Q3393842 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Vacinas inversas: esperança contra doenças

autoimunes 


Muitas vacinas simulam uma infecção natural e estimulam o sistema imunitário a gerar as respostas necessárias para evitar a infecção por agentes patogênicos de tipo selvagem e, possivelmente, a ocorrência de doenças. Nesse processo, alguns componentes do patógeno invasor são reconhecidos como estranhos e marcados para eliminação e/ou processamento por mecanismos específicos, que permitem o desenvolvimento de uma resposta imune de memória de longa duração e eficaz, que protegerá contra novas infecções no futuro.


No entanto, surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias. Estima-se que 7% da população mundial viva com algum tipo de autoimunidade. Mas como fazer para frear esse ataque do sistema imunitário ao próprio organismo em indivíduos com doenças autoimunes em curso? Existem mecanismos comuns relacionados à geração de respostas autoimunes dirigidas a diferentes órgãos, tecidos e células?


A resposta para essas perguntas pode estar em uma nova estratégia de desenvolvimento de vacinas, concebida por Andrew Tremain e colaboradores e publicada em setembro de 2023 na Nature Biomedical Engineering . Trata-se de uma vacina inversa. Ou seja, em vez de gerar uma memória de longo prazo que vai estimular uma resposta imunitária robusta a partir do reconhecimento de componentes de um patógeno invasor − como acontece com as vacinas tradicionais −, ela remove a memória do sistema imunitário em relação a uma molécula de proteína do próprio corpo que é incorretamente reconhecida como estranha por células de defesa (linfócitos T). 


Para criar a vacina, a equipe acoplou a molécula N-acetilgalactosamina (pGal) a proteínas (chamadas de antígenos) responsáveis por provocar a reação do sistema imunitário contra determinados órgãos, tecidos ou células do próprio corpo. A molécula pGal marca essas proteínas e sinaliza que elas não devem ser identificadas como estranhas ao organismo, gerando tolerância imunológica específica.


Existem diferentes antígenos associados às doenças autoimunes. Por exemplo, na esclerose múltipla − doença autoimune que afeta o sistema nervoso −, os linfócitos T reagem à mielina, que forma a camada proteica protetora que fica ao redor dos nervos. Já no caso da doença de Crohn, as células T têm como alvo a parte inferior do intestino delgado. A ideia é que a molécula pGal possa ser ligada a qualquer proteína antigênica do corpo para direcionar o sistema imunológico a tolerá-la, atenuando ou eliminando a  resposta imune contra essa proteína.


Em estudos com modelos experimentais (ratos e macacos), os pesquisadores demonstraram que as vacinas inversas poderiam efetivamente interromper a reação autoimune associada a uma doença semelhante à esclerose múltipla, atestando que doenças autoimunes em curso poderiam ser reduzidas e/ou curadas após imunização com vacina inversa.


É importante destacar que um ensaio inicial de fase I, para avaliar a segurança da abordagem da vacina inversa, já foi realizado em pessoas com doença celíaca, e outros ensaios de segurança em humanos com esclerose múltipla estão em andamento, todos com o apoio da empresa farmacêutica Anokion S/A.


Espera-se que a vacina inversa seja mais eficaz no tratamento das doenças autoimunes do que os métodos usados hoje em dia, que são principalmente direcionados para enfraquecer o sistema imunitário e restringir a resposta imunológica, deixando os pacientes suscetíveis a infecções e efeitos colaterais.



Retirado e adaptado de: GALLER, Ricardo. Vacinas inversas: esperança contra doenças autoimunes. Ciência hoje.

Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/vacinas-inversas-esperanca-contra-doe ncas-autoimunes/ Acesso em: 12 mar., 2024.

Analise o trecho a seguir, retirado do texto:


No entanto , surpreendentemente, o sistema imunitário também pode atacar células, tecidos e órgãos saudáveis do próprio hospedeiro, processo este conhecido como autoimunidade, que resulta em uma variedade de patogenias.


Assinale a alternativa que poderia substituir o conectivo em destaque sem prejuízo de valor: 

Alternativas
Q3393726 Português
Leia o texto para responder à questão.

A preguiça

    Tenho uma simpatia visceral pela preguiça. Aquele bicho que passa a vida pendurado pelo rabo, de cabeça para baixo, e se dedica à contemplação das coisas pelo inverso. Há outros animais contemplativos na natureza, mas nenhum com tanta convicção da própria inutilidade. O boi, por exemplo, é lento e filosófico, mas há uma certa empáfia na sua ponderação. O boi tem o ar de quem está só esperando que lhe peçam uma opinião. O boi tem teses sobre a vida, é que até hoje ninguém se interessou em saber. O hipopótamo é outro falso acomodado. Só o fato de ser anfíbio denuncia uma inquietação secreta. O hipopótamo tinha outros planos. O elefante? Um megalomaníaco. Depressivo. Não passou da fase anal retentiva, o que se manifesta em excessivos cuidados com a higiene e em certos pudores irracionais. Um elefante nunca morre na frente dos outros, e o que é mais íntimo do que a morte? A vida é uma provação para o elefante. 
    A preguiça não quer nem saber. A preguiça é um macaco que deu errado, um equívoco da evolução, e ela se esforça para não chamar a atenção para o erro. Se me descobrirem, me extinguem. Uma vez perguntaram a Darwin sobre a preguiça e ele fingiu que procurava um lápis embaixo da mesa. Todo animal tem uma função no universo. Pode ser a mais prosaica, como comer formiga, mas tem. Menos a preguiça. A preguiça não serve para nada. É uma espectadora do drama da criação. E mesmo como espectadora é incompetente, pois vê tudo de cabeça para baixo. Ao contrário. O Sol não se levanta para a preguiça, ele cai do horizonte como um ovo da galinha. O céu é o chão e o chão é o céu da preguiça. O espantoso é que com tanto sangue lhe subindo à cabeça a preguiça não tivesse desenvolvido o melhor cérebro do mundo animal.
    Há quem diga que desenvolveu, que a preguiça já pensou em tudo e resolveu que não valia a pena. Com duas semanas de existência, com o sangue fazendo o cérebro crescer duas vezes mais depressa do que o de qualquer outra espécie, a preguiça já tinha esquematizado toda a progressão da vida na Terra, desde o homemmacaco até o Clóvis Bornay, desde a roda até o foguete e desde o tambor tribal até a ONU. E desistiu, antes de começar. Hoje o sangue lhe sobe à cauda, a preguiça não quer nem saber. Alguns frutos que estiverem à mão, pensamentos leves... Para a preguiça nenhuma crise é novidade: o mundo está de pernas para o ar há muito tempo.

VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Analise o excerto a seguir quanto ao emprego da palavra “empáfia”: “O boi, por exemplo, é lento e filosófico, mas há uma certa empáfia na sua ponderação.” No contexto apresentado, a palavra indicada é sinônima de:
Alternativas
Q3393701 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Memória muscular realmente existe?

Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos? Talvez você não se lembre, mas sabia que os nossos músculos esqueléticos sim? Esse tipo de músculo está ligado ao esqueleto e é responsável pelo movimento do corpo, dentre várias outras funções.
Você já deve ter percebido em seu corpo ou deve ter ouvido falar que o condicionamento físico (força muscular ou resistência à fadiga) melhora muito mais rápido quando você retorna ao treinamento (retreinamento) após um período afastado (destreinamento) comparado à condição em que você começa a treinar pela primeira vez, sem ter praticado aquele tipo de exercício antes − exemplo: musculação ou corrida. Sim, isso é verdade!
Estudos têm sugerido que esse efeito pode ser explicado por adaptações neurais, tanto no cérebro como nos nervos periféricos, mas principalmente por adaptações "exclusivamente" musculares relacionadas a duas teorias: i) "Memória" muscular celular e ii) "Memória" muscular molecular (ou epigenética). Mas o que seria a "memória" celular? Essa memória se refere às adaptações que ocorrem na estrutura e organização de compartimentos das células musculares, por exemplo, o aumento da quantidade de novos núcleos. Esse tipo de adaptação é importante para o aumento do DNA, uma molécula que contém todas as informações genéticas do organismo. E a "memória" molecular? Ela se refere a modificações no DNA do músculo, como a metilação, mas sem alterações na sequência ou quantidade do DNA.
Ambos os tipos de memórias poderiam levar a mudanças na expressão de genes relacionados ao crescimento (hipertrofia), força ou resistência à fadiga da musculatura e essas alterações seriam retidas no destreinamento, acelerando a adaptação muscular no retreinamento.
A compreensão da "memória muscular" pode ajudar não somente no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o condicionamento físico após um período de inatividade física, mas também na compreensão dos mecanismos de "reconfiguração molecular" estimulados pelo exercício físico em músculos de indivíduos idosos ou doentes.

Retirado e adaptado de: PESSOA, Pedro William Martins.; GONÇALVES, Dawit Albieiro Pinheiro. Memória muscular realmente existe? Nosso músculo se lembra do treinamento e se adapta mais rapidamente após um período "parado"? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 11 mar., 2024.

Analise o seguinte trecho, retirado do texto:
Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos?
Assinale a alternativa que poderia substituir o termo em destaque sem prejuízo de valor:
Alternativas
Q3393660 Português
Leia o texto para responder à questão.

Insônia

    A casa estala de noite. São as coisas se assentando. De dia as coisas ficaram em suspenso, assustadas com a gente. Há um espelho no corredor que já se viu mil vezes em mil pedaços. Essas crianças! De noite as coisas suspiram aliviadas. Isso que você ouve quando acorda no meio da noite é o silêncio que as coisas trocam, como um código. Nada a ver com você ou sua espécie. Todo homem que sai da sua cama e caminha no escuro é um intruso em sua casa e merece a topada. Essa sua sensação, quando acende a luz da sala, de que está interrompendo alguma coisa. São as poltronas e o sofá fazendo sala, como adultos repassando o dia depois que as crianças foram dormir. Por que você não está na cama, menino? De noite a sua casa não é sua. E range como um navio.
    Toda casa tem pelo menos um rato, nem que seja uma lagartixa. Tem um sótão e um porão. Pode ser apartamento, tem um sótão e um porão. As pessoas têm um sótão e um porão. Um lugar para guardar postais e botões dourados e o rosto da primeira namorada que disse que deixava você beijar na boca, sim, e apertou a boca, e um lugar escuro onde os seus detritos se amontoam. Você é uma casa que mal conhece, você tem quartos em que nunca entrou. De noite as coisas também se assentam dentro de você. Mesmo que você sonhe com a destruição do mundo ou com um filho se afogando. Em silêncio, as coisas se ajeitam dentro de você, as suas vigas e tábuas, mesmo que você acorde trincando os dentes. E confesse: em algum lugar dentro de você também existe um rato.
    Esse zumbido não é a geladeira, é um rumor subterrâneo, é a seiva do mundo, o barulho da máquina. Quando a humanidade desaparecer, as coisas do mundo também dirão, em silêncio, até que enfim, e a poeira assentará. Fomos um leve distúrbio na paz das coisas. Exigimos um sentido do mundo. A nossa casa, o nosso tempo, as nossas coisas. E nem o nosso corpo nos pertence. O coração bate como os tambores do jângal num filme com o Robert Taylor, uma mensagem obscura, outro código misterioso. O terrível não é que as coisas não têm sentido, é que não precisam ter sentido. O único consolo pela nossa mortalidade, que também não é nossa, é que ela nos desobriga de entender o universo. Assim é melhor. Todo mundo morre, os ossos encontram, finalmente, sua melhor posição — morrer é nunca mais se queixar da coluna — e as coisas ficam na sua, sem explicações. Os relógios funcionarão até que a última corda acabe, ou a última pilha pife, e só os bichos no zoológico sentirão a falta do homem, pois ninguém lhes levará comida.
    Ouço um ruído diferente. Ou é um rato muito grande ou um ladrão muito pequeno. Mas não levanto mais da cama. Já fui três vezes até a cozinha, já acendi e apaguei a luz não sei quantas vezes, a casa ainda perde a paciência e me expulsa. Melhor dormir. O navio sabe para onde vai.


VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico — meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
A ideia de que “em algum lugar dentro de você também existe um rato” dá continuidade à metáfora construída no excerto:
Alternativas
Q3393499 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Memória muscular realmente existe?

Você se lembra do seu último programa de treinamento na academia, no clube ou na escola há muitos anos? Talvez você não se lembre, mas sabia que os nossos músculos esqueléticos sim? Esse tipo de músculo está ligado ao esqueleto e é responsável pelo movimento do corpo, dentre várias outras funções.
Você já deve ter percebido em seu corpo ou deve ter ouvido falar que o condicionamento físico (força muscular ou resistência à fadiga) melhora muito mais rápido quando você retorna ao treinamento (retreinamento) após um período afastado (destreinamento) comparado à condição em que você começa a treinar pela primeira vez, sem ter praticado aquele tipo de exercício antes − exemplo: musculação ou corrida. Sim, isso é verdade!
Estudos têm sugerido que esse efeito pode ser explicado por adaptações neurais, tanto no cérebro como nos nervos periféricos, mas principalmente por adaptações "exclusivamente" musculares relacionadas a duas teorias: i) "Memória" muscular celular e ii) "Memória" muscular molecular (ou epigenética). Mas o que seria a "memória" celular? Essa memória se refere às adaptações que ocorrem na estrutura e organização de compartimentos das células musculares, por exemplo, o aumento da quantidade de novos núcleos. Esse tipo de adaptação é importante para o aumento do DNA, uma molécula que contém todas as informações genéticas do organismo. E a "memória" molecular? Ela se refere a modificações no DNA do músculo, como a metilação, mas sem alterações na sequência ou quantidade do DNA.
Ambos os tipos de memórias poderiam levar a mudanças na expressão de genes relacionados ao crescimento (hipertrofia), força ou resistência à fadiga da musculatura e essas alterações seriam retidas no destreinamento, acelerando a adaptação muscular no retreinamento.
A compreensão da "memória muscular" pode ajudar não somente no desenvolvimento de intervenções mais eficazes para o condicionamento físico após um período de inatividade física, mas também na compreensão dos mecanismos de "reconfiguração molecular" estimulados pelo exercício físico em músculos de indivíduos idosos ou doentes.

Retirado e adaptado de: PESSOA, Pedro William Martins.; GONÇALVES, Dawit Albieiro Pinheiro. Memória muscular realmente existe? Nosso músculo se lembra do treinamento e se adapta mais rapidamente após um período "parado"? Ciência Hoje. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 11 mar., 2024.

A partir da leitura do texto, analise as afirmações a seguir. Marque V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__) Estudos sugerem que nosso corpo tem memória de movimentos, o que acelera a adaptação muscular de um músculo que já treinou antes.
(__) Esses estudos apresentados no texto podem ajudar no desenvolvimento de intervenções mais eficazes no que diz respeito ao treinamento físico.
(__) O condicionamento físico de quem nunca treinou é igual ao de quem já treinou, mas teve que ficar algum tempo afastado, visto que perdemos o condicionamento ao longo do tempo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3393383 Português
“[...] A festa tomou um caráter assustador: o pianista não tinha tempo para fumar um cigarro; os convidados eram constrangidos a beber nos intervalos da dança e a dançar nos intervalos das libações. [...]” (Casa de Pensão, de Aluísio Azevedo)

A palavra sublinhada significa, dentro do contexto em que está inserida: 
Alternativas
Q3393377 Português
Pinturas corporais indígenas são marcas de identidade cultural

    Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias.
    Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação pelos problemas enfrentados pelos povos.
    “Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio delas, podem identificar também à qual etnia pertencem.
    Pintura e ancestralidade — As pinturas feitas pelos indígenas carregam uma história com uma ancestralidade muito grande por trás de cada uma delas. Essa arte indígena está muito além do valor estético, ela obedece a preceitos mágicos simbólicos e cosmológicos da sociedade que a representa.
    “Lembro que pintei minha perna com a pintura indígena de outro povo e senti minha perna pesando muito. Comentei com a pessoa que estava fazendo a arte, e ela me disse que aquela pintura era forte, pois eu iria precisar de força”, relembra Putira. Isso ocorre, porque os grafismos indígenas são mais do que simples pinturas corporais, eles carregam consigo uma força extraordinária e honrosa.
    Marca étnica — A professora e antropóloga Jane Beltrão explica que, para os indígenas, pintar-se ritualmente também é uma forma de expressar os mais delicados valores de sua cultura. Uma cultura rica que possui múltiplas formas de decorar corpos e artefatos, usando criativamente os mais diversos suportes — corpos, pedras, cerâmica entre tantos outros — para sua arte. “A arte indígena é uma sofisticada meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qual emana força, autenticidade e valores das nações indígenas”, afirma a antropóloga.

(Fonte: UFPA — adaptado.)
Considerando os elementos coesivos do texto, assinalar a alternativa em que se apontou CORRETAMENTE o referente dos termos sublinhados: 
Alternativas
Q3393376 Português
Pinturas corporais indígenas são marcas de identidade cultural

    Provavelmente, você já deve ter visto que os indígenas possuem pinturas corporais características, mas já se perguntou o que elas significam? Os indígenas carregam no corpo e no rosto a identidade cultural de seu povo. As pinturas são as marcas de muitas etnias e são diferentes para cada ocasião. As tintas são feitas de elementos naturais, como urucum e jenipapo, e podem manter-se na pele por um período de 15 a 20 dias.
    Segundo a mestranda em Antropologia Eliene Putira, que também é presidente da Associação dos Povos Indígenas Estudantes na UFPA, cada traço tem um significado. A pesquisadora ressalta que o significado das pinturas depende de cada etnia, ou seja, uma mesma pintura pode ter significados diferentes dependendo da etnia que a faz. Existem desenhos que demonstram sentimentos, desde os mais felizes até os de revolta e indignação pelos problemas enfrentados pelos povos.
    “Muitas pessoas fazem pinturas, porque acham bonitas, mas nem sempre as pinturas bonitas significam alegria. Muitas vezes significam luto, tristeza e passagem”, alega Eliene Putira. A professora comenta que as pinturas são, ainda, a identidade dos povos e, por meio delas, podem identificar também à qual etnia pertencem.
    Pintura e ancestralidade — As pinturas feitas pelos indígenas carregam uma história com uma ancestralidade muito grande por trás de cada uma delas. Essa arte indígena está muito além do valor estético, ela obedece a preceitos mágicos simbólicos e cosmológicos da sociedade que a representa.
    “Lembro que pintei minha perna com a pintura indígena de outro povo e senti minha perna pesando muito. Comentei com a pessoa que estava fazendo a arte, e ela me disse que aquela pintura era forte, pois eu iria precisar de força”, relembra Putira. Isso ocorre, porque os grafismos indígenas são mais do que simples pinturas corporais, eles carregam consigo uma força extraordinária e honrosa.
    Marca étnica — A professora e antropóloga Jane Beltrão explica que, para os indígenas, pintar-se ritualmente também é uma forma de expressar os mais delicados valores de sua cultura. Uma cultura rica que possui múltiplas formas de decorar corpos e artefatos, usando criativamente os mais diversos suportes — corpos, pedras, cerâmica entre tantos outros — para sua arte. “A arte indígena é uma sofisticada meio de comunicação estética, que informa aos demais sobre a diferença da qual emana força, autenticidade e valores das nações indígenas”, afirma a antropóloga.

(Fonte: UFPA — adaptado.)
Sobre os aspectos gerais do texto, analisar os itens:

I. As pinturas corporais feitas pelos indígenas podem demarcar, além de sentimentos, a etnia dos povos.
II. As pinturas corporais são feitas à base da força, por isso não são todas as pessoas que podem fazê-las.
III. Para muitos indígenas, uma mesma pintura pode denotar alegria ou tristeza.

Estão CORRETOS:
Alternativas
Q3393247 Português
Leia o texto a seguir.
Nos últimos anos houve um avanço na oferta de alimentos ditos cerratenses. A busca pelos frutos nativos do Cerrado cresceu, principalmente, em prol da construção e manutenção de novos cardápios assinados por famigerados chef’s de cozinha em seus renomados restaurantes. Insumos nativos do bioma Cerrado, iguarias exóticas dão vida nova aos clássicos preparos de origem estrangeira.
ANDRADE, T. C. O Patrimônio alimentar dos povos tradicionais do cerrado: Ensaios sobre instrumentos, insumos, sabores e saberes da cozinha cerratense. Cenário: Revista Interdisciplinar em Turismo e Território, v. 10, n. 2, p. 172–190, 2023.

Conforme o texto, atualmente, o Cerrado é um bioma procurado pela gastronomia por quê? 
Alternativas
Q3393235 Português
Dentre os tipos de argumentos usados em textos argumentativos, há 
Alternativas
Q3393230 Português
Leia o texto a seguir.
Uma vez, um amigo estava saindo de um carro da garagem do seu prédio. Num momento de distração (olhando no celular), não percebeu alguém atravessando a porta.
Disponível em: <https://instagram.com/chicofelitti?igshid=OGQ5ZDc2ODk2ZA==>. Acesso em: 03 dez. 2023.

Na mensagem direcionada a um jornalista, uma ambiguidade está presente 
Alternativas
Q3393229 Português
Leia a notícia a seguir.
Novos radares reforçam fiscalização na BR-153 em Goiás e Tocantins
Oitenta radares começaram a operar desde o final do mês de novembro em trechos das BRs-153, 050 e 414 entre Anápolis e Aliança do Tocantins. Segundo a Ecovias do Araguaia, ao todo são 80 radares, sendo 56 deles operando na velocidade máxima de 80km/h e outros 9 operando com limite de 100km/h para veículos leves, dependendo do trecho onde foram instalados e de acordo com o limite estabelecido pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB).
Disponível em: <https://atitudeto.com.br/noticias/estado/novos-radares-reforcam-fiscalizacao-na-br-153-em-goias-e-tocantins/>. Acesso em: 03 dez. 2023.

O gênero notícia tem como função 
Alternativas
Q3393228 Português
Leia o texto a seguir.
Canção do exílio
Gonçalves Dias
Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá.
DIAS, Gonçalves. Canção do Exílio. Disponível em: <http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/DetalheObraForm.do?select_ac tion&co_obra=2112>. Acesso em: 25 jan. 2024.

Considerando o sentido das palavras no poema de Gonçalves Dias, a expressão “cismar” significa pensar 
Alternativas
Q3393157 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas



No ano passado, todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos: 2023 foi o mais quente da história. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor. Surge desse cenário dantesco a seguinte pergunta: essas temperaturas intensas têm a ver com o aquecimento global? Depois de se debruçarem sobre a questão, pesquisadores concluíram: sim, há nisso um peso significativo das mudanças climáticas. Portanto, a principal ação é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para estabilizar as temperaturas globais.


Ano: 2016. Os registros de temperatura globais haviam marcado surpreendente +0,94 grau celsius (ºC) a mais em relação à média histórica do século passado, tendo ultrapassado o aquecimento recorde de +0,04 ºC registrado no ano anterior. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico. Esses dados foram mais do que suficientes para credenciar 2016 como o ano mais quente já registrado. Mas a comunidade científica já sabia antecipadamente que aquele ano, na verdade, seria o mais quente até então.


Ano: 2023. Todos os recordes de temperatura do planeta foram rompidos. Janeiro foi identificado como o sétimo mais quente da história. Fevereiro foi anunciado como o quarto mais quente, seguido por março como o segundo mais quente da história. Finalmente, chegamos a junho, que, de fato, inaugurou o início de uma série de meses que seriam marcados como aqueles mais quentes já registrados. Em resumo: julho, agosto, setembro, outubro, novembro e dezembro terminaram de consolidar 2023 como o mais quente da história.


Isso sem contar outra informação digna de nota: alguns dos mais quentes da história foram registrados entre as décadas de 2010 (mais especificamente, 2014) e 2020. Ou seja, os anos mais recentes têm se apresentado como os mais quentes em escala global.


Cientistas têm se debruçado incansavelmente para aprofundar o entendimento das causas e dos mecanismos que podem ter produzido esses resultados. As respostas têm sido convergentes e, cada vez mais, inequívocas: apesar de identificada a participação de fenômenos naturais e inerentes ao sistema climático, a constante quebra de recordes de temperatura em escala global seria impossível sem a participação das mudanças climáticas.


Portanto, a combinação entre modos de variabilidade naturais e mudanças climáticas globais está longe de ser equilibrada: considerando principalmente 2016 e 2023, o peso das mudanças climáticas foi significativo, tendo sido determinante para a ocorrência de eventos extremos de tempo atmosférico, como ondas de calor.


O que temos em comum entre 2016 e 2023? A já identificada (e amplamente investigada) atuação de um modo de variabilidade natural que é um velho conhecido da ciência do clima: o El Niño.


Wanderson Luiz Silva, pesquisador da Universidade Federal do Rio de Janeiro, descreveu as principais características desse modo de variabilidade: o El Niño (e sua oposta, La Niña) são marcados pelo aumento (ou diminuição, no caso da La Niña) da temperatura média da superfície do mar na faixa do oceano Pacífico Equatorial.


Nessa região, esse aumento (ou diminuição) tem influência direta dos alísios. Formados nas zonas subtropicais, a baixas altitudes, esses ventos úmidos se enfraquecem (ou se fortalecem) de modo não linear, em escala temporal entre dois e sete anos.


Esse modo de variabilidade influencia (ou, tecnicamente, 'modula') o tempo e o clima em todo o planeta − inclusive, na América do Sul e, mais destacadamente, no Brasil. Em situação de El Niño, sua atuação se apresenta mais destacada nos meses de primavera e segue verão adiante.


No Brasil, sua ocorrência típica é marcada pelo aumento das condições chuvosas no Sul − e elevação das temperaturas no Centro-Oeste e parte do Sudeste −, bem como pelo déficit de precipitação no Nordeste e em parte do Norte.


Ainda que as influências do aumento das emissões de gases de efeito estufa no El Niño (La Niña) estejam por ser mais profundamente conhecidas, estudos recentes apontam que as mudanças climáticas globais, potencialmente, apresentam participação na ocorrência de eventos El Niño (La Niña), tornando ambos mais extremos.


Retirado e adaptado de: ARMOND, Núbia Beray. BRASIL 50 graus ondas de calor no contexto das mudanças climáticas.


Ciência HOJE. Disponível em: https://cienciahoje.org.br Acesso em: 18 jan., 2024.

A respeito das relações coesivas em "Brasil 50 graus: ondas de calor no contexto das mudanças climáticas", indique o que está sendo retomado por cada um dos seguintes termos:



I. desse cenário (primeiro parágrafo)


a. O Brasil foi assolado por oito ondas de calor.


b. recordes de temperatura do planeta foram rompidos.



II. Esses dados (segundo parágrafo)


a. A anomalia foi ainda maior se consideramos só os valores registrados nas porções continentais: +1,43 ºC.


b. Em âmbito regional, as anomalias chegaram a +0,75 ºC no hemisfério Sul, +1,13 ºC no hemisfério Norte e a surpreendentes +2,06 ºC no Ártico.



III. sua ocorrência (décimo primeiro parágrafo)


a. Brasil.


b. El Niño.



Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:

Alternativas
Q3392456 Português
Leia o fragmento a seguir. “Muito mais conhecido pelo romance Triste fim de Policarpo Quaresma, Lima Barreto escreveu crônicas e contos que igualmente denunciavam a situação política que o Brasil atravessava no início do século 20, além de expor os problemas sociais daquele período. Neto de escrava alforriada, Lima Barreto era preto, pobre e, por consequência, foi excluído da sociedade e do meio acadêmico. Tornou-se alcoólatra, ou alcoolista – como se diagnosticava na época –, foi internado duas vezes no Hospital Nacional dos Alienados, até que, em 1922, sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Sua importância como escritor só foi reconhecida após a sua morte.”
MARTINS, Georgina. Outra cartomante. Ciência Hoje, agosto de 2023. Coluna Literária. Disponível em: https://cienciahoje.org.br/artigo/outra-cartomante/. Acesso em: 26 dez. 2023.

Qual das expressões coesivas a seguir pode substituir a que está destacada no fragmento, sem que haja, contudo, alteração de sentido? 
Alternativas
Q3392455 Português
“A literatura latino-americana de hoje nos propõe um texto e, ao mesmo tempo, abre o campo teórico onde é preciso se inspirar durante a elaboração do discurso crítico de que ela será o objeto. O campo teórico contradiz os princípios de certa crítica universitária que só se interessa pela parte invisível do texto, pelas dívidas contraídas pelo escritor, ao mesmo tempo que ele rejeita o discurso de uma crítica pseudomarxista que prega uma prática primária do texto, observando que sua eficácia seria consequência de uma leitura fácil. Estes teóricos esquecem que a eficácia de uma crítica não pode ser medida pela preguiça que ela inspira; pelo contrário, ela deve descondicionar o leitor, tornar impossível sua vida no interior da sociedade burguesa e de consumo. A leitura fácil dá razão às forças neocolonialistas que insistem no fato de que o país se encontra na situação de colônia pela preguiça de seus habitantes. O escritor latino-americano nos ensina que é preciso liberar a imagem de uma América Latina sorridente e feliz, o carnaval e a fiesta, colônia de férias para turismo cultural.”
SANTIAGO, Silviano. Uma literatura nos trópicos: ensaios sobre dependência cultural. 2ª ed. Rio de Janeiro: Rocco, 2000. Adaptado.

Segundo o autor, a literatura latino-americana contemporânea (dentro da qual se inclui a literatura brasileira) tem um caráter 
Alternativas
Q3392449 Português
Leia o excerto a seguir.

“Conseguiu aprontar-se mas não teve tempo de guardar o material de maquiagem espalhado sobre a penteadeira. Olhou-se no espelho. Nem bonita, nem feia. Secretária. Sou uma secretária, pensou, procurando conscientizar-se. Não devo ser, no trabalho, nem bonita, nem feia. Devo me pintar, vestir-me bem, mas sem exagero. Beleza mesmo é pra fim de semana. Nem bonita, nem feia, disse consigo mesma. Concluiu que não havia tempo nem para o café. Cruzou a sala e o hall em disparada, na direção da porta de saída, ao mesmo tempo em que gritava para a mãe envolvida pelos vapores da cozinha, eu como alguma coisa lá mesmo. Sempre tem alguém com alguma bolachinha disponível. Café nunca falta. A mãe reclamou mais uma vez. Você acaba doente, Su. Assim não pode. Assim, não. Su, enlouquecida pela pressa, nada ouviu. Poucas vezes ouvia o que a mãe lhe dizia. Louca de pressa, ia sair, avançou a mão para a maçaneta da porta e assustou-se. A campainha tocou naquele exato momento. Quem haveria de ser àquela hora? A campainha era insistente. Algum dedo nervoso apertava-a sem tréguas. A campainha. [...]”
FIORANI, Silvio. Nunca é tarde, sempre é tarde. In: LADEIRA, Julieta de Godoy (org.). Contos brasileiros contemporâneos. São Paulo: Moderna, 1994.

A partir das informações do excerto, é possível pressupor que a personagem Su 
Alternativas
Q3392448 Português
Em qual das frases a seguir é possível identificar um nível de linguagem escrita menos formal? 
Alternativas
Q3392447 Português
Leia as proposições a seguir, que tratam de elementos relacionados à construção de textos.

I. No trecho “A celebração de casamentos em massa se tornou mais comum no Afeganistão, à medida que casais de baixa renda procuram evitar os altos custos de um casamento tradicional.” (BBC Brasil, 26/12/23), há um conectivo que indica proporcionalidade.
II. Em “O azeite de oliva tem sido um dos vilões da lista do supermercado dos brasileiros nos últimos meses. O item, que é essencial para preparo de pratos ou temperar saladas, acumula alta de até 80% em importadoras do produto nos últimos 12 meses.” (CNN Brasil, 25/12/23), foi empregado um hiperônimo como um recurso de coesão referencial.
III. No excerto “Pedro Domingos do Prado, que inspirou o hit ‘Acorda Pedrinho’, da banda Jovem Dionisio, morreu nesta segunda (25), aos 65 anos, em Curitiba. Segundo a prefeitura, ele foi encontrado morto no quarto de hotel onde morava.” (Folha de São Paulo, 26/12/23), percebe-se a utilização de um discurso reportado.
IV. Em “Um Airbus A330-200 da Maleth-Aero, matrícula 9H-MFS, que realizava o voo DB-1975, de Bridgetown, em Barbados, para Manchester, no Reino Unido, com 225 passageiros e 13 tripulantes, estava em rota quando a aeronave encontrou uma forte turbulência, que causou ferimentos em 11 passageiros.” (R7, 26/12/23), os dois quês empregados funcionam como recursos de coesão referencial.

Marque a opção que apresenta as proposições CORRETAS. 
Alternativas
Q3392445 Português
Leia com atenção, o excerto a seguir.
        “Desde o final de 2016, quando a Oxford Dictionaries elegeu a ‘pós-verdade’ (post-truth) como palavra do ano, o debate sobre o termo repercutiu nas variadas áreas das ciências humanas, que passaram a refletir sobre sua validade e a refinar sua definição. Definida como ‘circunstância em que fatos objetivos são menos influentes na formação da opinião pública do que apelos à emoção e à crença pessoal' [...], a pós-verdade vem sendo conceitualmente reelaborada em diferentes áreas do conhecimento, havendo mesmo quem a conceba como embuste teórico. Nesses casos, que inclui o senso comum, o termo é concebido como manobra produzida para que se negocie com a mentira [...].         Nas ciências sociais, entretanto, o conceito vem sendo desenvolvido pelo descolamento com uma enunciação específica, não podendo, portanto, ser confundido com a mentira, já que esta se institui por enunciação sem rebatimento na realidade. Para que haja mentira, é necessário que o enunciador esteja ciente de que seu dizer não guarda relação de fidelidade com o referente e [...] tais relações – de consciência enunciativa e referenciais – pouco dizem sobre a pós-verdade da maneira como a compreendemos. Não se afirma, com isso, a inexistência de relação entre pós-verdade e mentira, pois se reconhece a pós-verdade como terreno fértil para sua proliferação. O importante aqui é não tratar como equivalentes conceitos que apenas se relacionam. [...]”
DOMINGUEZ, Michelle Gomes Alonso. A pós-verdade como paradigma argumentativo. Linha D’Água, São Paulo, v. 36, n. 02, p. 124-137, mai.-ago. 2023. Disponível em: https://www.revistas.usp.br/linhadagua/article/view/204983/197039. Acesso em: 26 dez. 2023.

Segundo o texto, 
Alternativas
Respostas
21901: A
21902: C
21903: A
21904: D
21905: C
21906: A
21907: C
21908: B
21909: A
21910: A
21911: D
21912: A
21913: A
21914: E
21915: E
21916: C
21917: A
21918: B
21919: E
21920: A