Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q3739241 Português
Texto 1


TEMPERATURA DIÁRIA GLOBAL FICA 2 °C ACIMA DA ERA PRÉ-INDUSTRIAL PELA PRIMEIRA VEZ


Recorde foi registrado na última sexta-feira (17), segundo observatório europeu


Jéssica Maes (20.nov.2023 às 16h15)




    SÃO PAULO: Pela primeira vez, a variação da temperatura média global ficou acima de 2 °C na comparação com os níveis registrados antes da Revolução Industrial (1850-1900), considerada o marco a partir do qual as emissões de carbono pelas atividades humanas começam a escalar.



    A marca foi ultrapassada na última sexta-feira (17), quando a variação de temperatura (ou anomalia de temperatura, no jargão científico) ficou 2,07 °C acima da média pré-industrial. Os dados são do observatório europeu Copernicus e foram divulgados nesta segunda-feira (20). [...]



    O índice recordista foi registrado no mesmo dia em que termômetros ao redor do Brasil superaram os 40 °C — como no Rio de Janeiro (RJ). [...] 



Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/ambiente/2023/11/temperaturadiaria-global-fica-20c-acima-da-era-pre-industrial-pela-primeiravez.shtml. Acesso em: 20 nov. 2023.
Sobre o significado de alguns itens linguísticos empregados no Texto 1, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3739042 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

É indispensável que o texto tenha coesão e coerência. Tais atributos favorecem a conexão, a ligação, a harmonia entre os elementos de um texto. Percebe-se que o texto tem coesão e coerência quando se lê um texto e se verifica que as palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, dando continuidade uns aos outros.

(https://www4.planalto.gov.br/centrodeestudos/assuntos/manual-de-redacao-da-presidencia-darepublica/manual-de-redacao.pdf) – (P.19)

Entre alguns mecanismos que estabelecem a coesão e a coerência de um texto não se deve considerar apenas o que está na alternativa: 
Alternativas
Q3739041 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

Marque a alternativa com a ideia que estrutura o período, justificado pelo trecho sublinhado:

“Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais.
Alternativas
Q3739038 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

O período: “A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' ‘importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe’” – está elaborado com a figura de linguagem, denominada de:
Alternativas
Q3739036 Português

Captura_de tela 2025-11-26 183503.png (394×113)



(1º§) A expressão "era digital" se aplica à onipresença da informação como entorno simbólico e de socialização de crianças, adolescentes, jovens e adultos. É um entorno evoluído do modelo da televisão, para diferentes telas e artefatos, que ajustam interações narrativas visuais complexas (videogames, celulares, totens, tabletes, etc.), ligadas pela web. Esse entorno constitui, assim, um mosaico de dados que, na maioria das vezes, não produz formação e sim, perplexidade e desorientação. (GÓMEZ, 2015, p. 18).

(2º§) E está implicado em um novo processo de decodificação audiovisual, "que nem exige a técnica da leitura", do tipo reconhecido por meio da linguagem escrita e articulada. "O mundo da tela é muito diferente da página escrita, requer uma vida intelectual, perceptiva, associativa e reativa muito distinta". (GÓMEZ, 2015, p. 20).

(3º§) Aprender a "linguagem da tela", das "tecnologias da interrupção" chega a ser tão necessário como a alfabetização relacionada com a leitura e a escrita verbais. Consequentemente, preparar os cidadãos não só para ler e escrever nas plataformas multimídias, mas para que se envolvam com esse mundo, compreendendo a natureza intrincada, conectada, da vida contemporânea, torna-se um imperativo ético e também uma necessidade técnica. (GÓMEZ, 2015, p. 21)

(4º§) Esse mosaico não pode produzir formação a priori, porque seu potencial educativo, oferecido pela revolução eletrônica, sofre mediação da economia de mercado, a serviço das transações comerciais. A serviço do mercado, uma noção como a de 'verdade' "importa menos do que a popularidade ou a intensidade da experiência emocional que se propõe". (GÓMEZ, 2015, p. 23).

(5º§) Quando a criança tem acesso ilimitado a uma quantidade de informações fragmentadas, que vão além de sua capacidade de organização em esquemas compreensivos, ela dispersa sua atenção e satura sua memória. A criança passa a se ocupar com "diferentes tarefas simultâneas, as multitarefas". No entanto, não experimenta tarefas que permitem o conhecimento que a atenção concentrada em um único foco possibilita (GÓMEZ, 2015, p. 26).

(6º§) É preciso equilibrar essas duas capacidades (a de realizar diferentes tarefas simultaneamente e a de atenção focada). Aqui entra em jogo um cenário em que a educação não se orienta por mais tempo de transmissão de conhecimento e aprendizado, por meio de mais aulas. Essa condição carrega o sentido do termo "educativa" aplicada à escola. A formação requer o cenário em que pais, mães e educadores vivenciem: a escola em um território aberto, competindo com outros serviços e instituições pelo interesse dos alunos e das famílias, sem o papel determinante na definição do que constitui a aprendizagem e o conhecimento válidos, tampouco na definição do ritmo, da sequência e da estrutura de programa estudos fechados. (GÓMEZ, 2015, p. 30)

(7º§) Estamos diante da primeira geração que domina as poderosas ferramentas digitais que são utilizadas para acessar e processar a informação que interfere na vida econômica, política e social, e ela faz isso melhor do que os mais velhos: pais, mães e professores. (GÓMEZ, 2015, p. 27)

(8º§) Quais são os desafios dessa era para estudantes que vivem nos territórios desfavorecidos do ponto de vista econômico, social e cultural? Aqui entram as políticas públicas e o sentido de reivindicarmos mais tempo diário de escola. Especialmente nesses contextos, reconhecer as desigualdades de classe, étnico-raciais, de gênero e de acesso à tecnologia não é tarefa trivial. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(9º§) É uma tarefa que combina esforços para superar a tendência de igualar a inteligência com uma forma de atividade acadêmica que prima pelo pensamento verbal e matemático, desconsiderando as múltiplas formas de inteligência possíveis, especialmente as artísticas, que priorizam a abstração e o conhecimento proposicional, a discussão verbal sobre o conhecimento aplicado, a inovação e o raciocínio hipotético-dedutivo sobre a indução, a analogia e a intuição, a análise sobre a ação, o discurso sobre a prática, para contrapor a vida racional à vida afetiva. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(10º§) Fazer música, pintura, teatro, poesia, romance, dança, etc, não é considerado atividade acadêmica, mas escrever ensaios e críticas sobre tais artes, sim. O racionalismo e o empirismo, que constituem as bases do academicismo vigente, têm permeado a vida social, cultural, científica e política moderna e contemporânea e configurado, assim, a vida escolar nos últimos dois séculos. (GÓMEZ, 2015, p. 39)

(11º§) Explore bem a "era digital". Eduque-se e repasse os conhecimentos para que todos cresçam em plena harmonia!


(GÓMEZ, A. I. Perez. Educação na Era Digital: a escola educativa. Tradução Marisa Guedes. Porto Alegre: Penso, 2015. 192) – (Adaptado) 

Marque a assertiva com análise incorreta.
Alternativas
Q3738130 Português
A reescritura do trecho abaixo não perde sentido na alternativa:
“A altura do cargo era insuficiente para seus atributos.”
Alternativas
Q3738128 Português
A alternativa que apresenta a correta definição de ironia é:
Alternativas
Q3738126 Português
"Ele tinha um coração de ouro." Essa frase é um exemplo de:
Alternativas
Q3738123 Português
A SENHORA DO SÉTIMO ANDAR


Numa manhã de setembro do ano passado, eu estava no jardim do térreo e olhava um pássaro azul que dançava no ar de fuligem. De repente uma voz aguda me despertou: “O que você está olhando? Não se vê nada, as nuvens passam e se dissolvem como a vida.” Era uma moradora de um apartamento do sétimo andar. Achei o comentário impertinente e um tanto poético. Não lhe perguntei nada sobre poesia, mas as nuvens e suas formas mutáveis me aproximaram de d. Valéria, uma senhora de uns noventa e poucos anos. Foi uma aproximação lenta, que se estreitou em janeiro deste ano, quando ela me convidou para conversar em seu apartamento. Toquei a campainha às seis horas em ponto. A sala, iluminada, fora diminuída por uma biblioteca fantástica e livros empilhados por toda parte. Perguntou se eu queria chá, café, suco, uísque ou cerveja. “Suco.” Para meu deleite, trouxe um copo com suco de manga; e, para minha surpresa, pegou uma garrafa de uísque e um copo sem gelo. As mãos tremiam, mas não a voz: “Os jovens já não bebem mais”, ela disse, com uma ironia que me fez sorrir. Pôs dois dedos de uísque no copo, tomou um gole e disse que tinha namorado muito, numa época em que a maioria das moças namorava para casar.

(...)

Pôs uma fita cassete num gravador e ouvimos a voz cavernosa do finado James em noites do passado. Fiquei emocionado com essa voz, que parecia mastigar os sons de cada palavra. A viúva bebia uísque e sorria, sem tirar os olhos do gravador. Um dos poemas era “The Winding Stair”, título do livro. Depois veio a Páscoa. Passei cinco dias fora de São Paulo e, quando voltei, encontrei na soleira da porta do meu apartamento um envelope com o livro de Yeats, que d. Valéria me mostrara. Subi pela escada os dois andares que nos separavam. A porta do 702 estava aberta. Dei uma olhada na sala: não havia livros nas estantes. Dois homens de macacão azul enrolavam a marquesa com uma manta de feltro. Até hoje o apartamento está vazio.

Hatoum, Milton. Um solitário à espreita. Cia de Bolso. 2013
Considere a crônica apresentada e marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as afirmativas falsas. ( ) A amizade entre o cronista e a d. Valéria começou com um estranhamento.

( ) A d. Valéria contava sobre sua vida e dizia não gostar de livros.
( ) A fita tocava música enquanto eles conversavam.
( ) O falecimento de d. Valéria foi marcado pelo Carnaval.
( ) A poesia acompanhava o encontro dos dois.

A sequência correta que preenche as lacunas de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q3737990 Português

Atenção: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. 


De Rubem Braga para Vinicius de Moraes


        Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em flor, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:


        - Vou ficando por aqui mais um pouco...


        Esse "vou ficando" resumea contingéncia de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etermo fosse. Esse "vou ficando" soa como desculpa por ainda estar vivo o cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso poeta amigo, que tanto soube amar a vida.


        Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não têm cura. Esse "vou ficando" soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.


        Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções. A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizera todos os parentes e amigos que já partiram:


        - Vou ficando mais um poисo...


        Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscríção de um vivo, essa peniténcia de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.


(Almeida Tibiriça, a editar)

Rubem Braga endereçou ao amigo Vinícius de Moraes uma frase que encantou o autor do texto porque ela
Alternativas
Q3737989 Português

Atenção: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo. 


De Rubem Braga para Vinicius de Moraes


        Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em flor, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:


        - Vou ficando por aqui mais um pouco...


        Esse "vou ficando" resumea contingéncia de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etermo fosse. Esse "vou ficando" soa como desculpa por ainda estar vivo o cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso poeta amigo, que tanto soube amar a vida.


        Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não têm cura. Esse "vou ficando" soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.


        Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções. A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizera todos os parentes e amigos que já partiram:


        - Vou ficando mais um poисo...


        Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscríção de um vivo, essa peniténcia de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.


(Almeida Tibiriça, a editar)

Indica-se uma expressão de sentido equivalente ao do elemento sublinhado na seguinte frase: 
Alternativas
Q3737987 Português
Atenção: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

Hollywood dentro de nós

        A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa a coletividade como um conjunto de individuos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no minimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.

        Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiéncia toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.

        Criticamos ou desprezamos Hollywood pelas simplificações, pelos siléncios e pelas ignorâncias, talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos individuos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes quea epopeia dos indivíduos. No entanto, a critica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiéncia: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p, 322-323)
Considerando-se o contexto, traduz-se adequadamente o sentido de um segmento do texto em:
Alternativas
Q3737986 Português
Atenção: Para responder a questão, baseie-se no texto abaixo.

Hollywood dentro de nós

        A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa a coletividade como um conjunto de individuos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no minimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.

        Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiéncia toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.

        Criticamos ou desprezamos Hollywood pelas simplificações, pelos siléncios e pelas ignorâncias, talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos individuos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes quea epopeia dos indivíduos. No entanto, a critica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiéncia: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.

(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p, 322-323)
No 3º parágrafo afirma-se que nossa crítica às simplificações de Hollywood
Alternativas
Q3737871 Português

Quando um gaúcho quer dizer que levou um susto enorme, ele diz que foi um __________ susto. 


Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna do trecho acima. 

Alternativas
Q3737855 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

O antônimo (palavra de sentido contrário) da palavra “benéfico” (linha 07) é:
Alternativas
Q3737854 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

Segundo o autor, por que ler boas histórias é benéfico para o ser humano?
Alternativas
Q3737853 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

De acordo com o texto, quem o autor gostaria de ser?
Alternativas
Q3737852 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

Qual trecho retirado do texto representa um diálogo mencionado pelo autor? 
Alternativas
Q3737851 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

O que os cientistas concluíram sobre o esquecimento? 
Alternativas
Q3737850 Português

Dia da Lembrança


Por Nílson Souza



(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/nilson-souza/noticia/2023/12/dia-da-lembranca- – texto adaptado especialmente para esta prova).

A data mencionada no texto ocorre em que período?
Alternativas
Respostas
19981: D
19982: A
19983: C
19984: A
19985: C
19986: D
19987: E
19988: D
19989: B
19990: E
19991: D
19992: C
19993: B
19994: C
19995: D
19996: E
19997: C
19998: D
19999: B
20000: D